29 de janeiro de 2005
Pré-escolar obrigatório
Valente ideia!
Sabeis quais são os países europeus onde o ensino pré-escolar é obrigatório?
Sabeis quais são os países europeus onde o ensino pré-escolar é considerado parte integrante do Sistema Educativo?
28 de janeiro de 2005
Escola e Qualificação
Muito bem. É verdade.
E o que é que pretendem fazer para inverter este estado de coisas?
Aumentar a escolaridade obrigatória para 18 anos. Bem sei.
Só que há nisto um problema que importa solucionar. É que aumentar a escolaridade não conduz, só por si, ao aumento da qualificação profissional. Conduzirá, quando muito, ao aumento da literacia, se bem que isto não seja líquido.
Para atingir tal desiderato é preciso coragem para romper com os tabus igualitaristas que têm minado a nossa sociedade desde há 30 anos. É preciso, sim senhor, tornar obrigatória a frequência do Ensino Secundário, mas é fundamental que este ofereça dois (pelo menos)percursos completamente distintos. Um, vocacionado para o ingresso no ensino suoerior, logo não profissionalmente qualificante. Outro, que se esqueça do superior e aposte na formação profissional. Dois percursos distintos, autónomos e não permeáveis. O tronco comum, visando a aquisição de competências estruturantes de uma cidadania responsável, apenas deve existir, e bem, no ensino básico, isto é, até ao 9º ano. É aquilo se chama escolaridade básica. A partir daqui os percursos devem ser independentes. Ora isto não acontece hoje.
Vejamos: a um jovem que termina o 9º ano, que percursos escolares são propostos?
- Na esmagadora maioria das escolas, cursos académicos (científico-humanísticos) visando o ingresso no superior;
- Em algumas escolas, cursos tecnológicos, marcados por uma confrangedora ambiguidade quanto às suas finalidades;
- Numa minoria de escolas, os poucos cursos profissionais homologados e autorizados pelo Ministério.
Assim, ao nosso jovem, normalmente, restará a opção por um percurso académico, para o qual, não raras vezes, não estará devidamente preparado (não vou aqui dizer porquê). E então o que lhe acontece? É insucedido e abandona (40%).
Ora, quando não lhe for permitido abandonar, porque tem de frequentar até aos 18 anos, o que lhe irá suceder? Resposta: nada! Vai arrastar-se até à idade limite. Ou melhor, não vai. O que, a médio prazo, irá acontecer é aquilo que já aconteceu no 3º ciclo. Os patamares de exigência irão baixar. O nivelamento far-se-á por baixo. Cairemos no facilitismo. E, finalmente, daremos diplomas do 12º ano a completos ignorantes.
Tudo isto são coisas que já vimos acontecer. Hoje, damos o diploma do 9º ano a jovens que mal sabem ler. Amanhã, fá-lo-emos no 12º ano.
Com isto, criaremos uma legião de ignorantes desqualificados!
Assim, urge romper com os paradigmas igualitaristas. Criem-se vias alternativas, autónomas, independentes e impermeáveis no Ensino Secundário. Dê-se oportunidade aos menos bem preparados, sem comprometer o sucesso dos outros.
Ainda estamos a tempo.
Sondagens em Portugal
Estão aí para todos os gostos. Numa o PS tem mais 7% que o PSD, noutra, 11 e numa outra 18%!! Andei aqui à procura de sondagens anteriores e encontrei esta "pérola".
Foi publicada no Expresso de 14/12/2001 e as eleições foram a 16, isto é, 2 dias depois. Ainda está online.
A minha pergunta é: porque é que ainda não faliram?
Cambalhota
Foi o que deu este "centrista" e "democrata cristão" como se auto-intitula.
Em tempos, já foi apelidado de "fascista".
Hoje apela ao voto no PS para lhe garantir a maioria absoluta.
Amanhã...


27 de janeiro de 2005
Debates? Para quê?
26 de janeiro de 2005
25 de janeiro de 2005
Sem vergonha
Nenhuma objecção haveria à intervenção de M. R. S. enquanto opinião política, no quadro do equilibrado pluralismo político que a estação pública deve garantir. Mas a sua contratação como supercomentador a solo, num espaço privilegiado, traduz-se obviamente num inaceitável privilégio para as ideias políticas que ele representa...
Pasme-se!
Foi o Professor Vital Moreira a propósito da propalada contratação do Professor Marcelo pela RTP.
Então agora já importa garantir um "equilibrado pluralismo político"? Porquê? Por ser na RTP? Porque o próximo governo será o PS? Quando na TVI, o Prof. Marcelo não era um "supercomentador a solo"? Afinal, o contraditório é fundamental?
Leia o resto aqui.
Avaliação do desempenho
Para que é tanto barulho?
A avaliação sistemática, a valorização das boas práticas e o incentivo ao desempenho de qualidade não são matérias que façam parte do léxico (e muito menos das preocupações) do Partido Socialista.
Assim, toda a malta, bons e maus, irão continuar a progredir nas carreiras ao ritmo da antiguidade.
Continuaremos no reino da mediocridade.
Colombo socialista
Um grupo de académicos concluiu, de forma irrefutável, que Cristovão Colombo era socialista. Efectivamente, partiu sem saber para onde ia, chegou sem saber onde estava, regressou sem saber de onde vinha, e tudo isto à custa do dinheiro dos outros.
24 de janeiro de 2005
Jobs for the boys
Nomeações do PSD durante o período de "Governo de Gestão":
Numero de nomeações: 89
Número de dias: 51
Racio: 1,75
Nomeações do PS durante o período de "Governo de Gestão":
Numero de nomeações: 195+135
Número de dias: 124
Racio: 2,66
Conclusão:
O PS é muito mais amigo dos seus "boys" que o PSD.
Debates e Tele-ponto
Ó Dr. Santana, por favor, o senhor já deveria ter compreendido. Ora veja lá:
Num debate não deve dar muito jeito o sistema de tele-ponto do PS. O problema é o tele-ponto! Já viu que sempre que o Eng. quer dizer alguma coisinha sem se enganar tem de recorrer à muleta.
Não peça o impossível.
23 de janeiro de 2005
22 de janeiro de 2005
Música de campanha
Privatizar
Desde já, fica uma questão: os funcionários da administração local (câmaras) que não estão incluídos naquele número, quantos são?
Fica, também, uma nota para reflectir. Em França, país que é um caso paradigmático do centralismo e do peso da administração pública, os funcionários públicos são 250.000, ou seja, menos de metade dos nossos, num país incomparavelmente maior.
De acordo com o sindicalista, daqueles 580.000, cerca de 515 mil pertencem à educação, à saúde, à segurança interna e às forças armadas, restando cerca de 70.000 em outras áreas. Assim, conclui que o PS deve querer privatizar estes últimos sectores.
Deste raciocínio, deduz-se que Paulo Trindade não concebe a privatização das Forças Armadas e da Segurança Pública, com o que concordamos totalmente. Mas, e aí é que está o problema, também não concebe a privatização das escolas, universidades, hospitais e centros de saúde. Mas porquê? Desde que o cidadão não pague mais num sistema privado que aquilo que paga num público, qual é o problema?
Meus amigos, o desperdício nas organizações públicas é obsceno e tem de ser reduzido a todo o custo. A culpa não é dos funcionários. É mesmo do sistema. Reparem que o mesmo professor que, na escola pública que lhe paga o vencimento, faz o menos possível, “dá o litro” quando está na escola profissional, onde lecciona umas "horitas". E se for um médico? É diferente?
E qual é a diferença entre a gestão privada e a pública? É … ? Muito bem! Acertou!
Apesar de tudo, eu preferiria uma via alternativa. Manter os serviços na administração pública alterando as regras de gestão. Criando carreiras profissionais para os gestores públicos, conferindo-lhes autoridade. Acabando com concursos nacionais. Dando à direcção de cada uma das organizações a capacidade contratar, de promover e de despedir os funcionários que entendesse, fundamentando em critérios transparentes. Provavelmente, seria esta a solução mais eficiente e igualmente eficaz.
Mas isto, os sindicatos também não querem…
"Chatices" de ser poder - II
Na minha opinião, está certo, embora ache curto.
O pior é que vieram logo bradar os sindicatos .
Paulo Trindade, coordenador da Federação Sindical da Função Pública, considerou que, ou "se dizem asneiras" porque "se fala daquilo que não se sabe", ou se está "a ocultar outras coisas", como a "privatização de serviços públicos".
Paulo Trindade afirmou que também não se pode considerar que está tudo bem, dando como exemplo o instituto para o cartão do idoso, criado pelo PS, que tem três dirigentes para quatro funcionários e é um serviço inútil, que poderia ser assegurado pelo Instituto da Segurança Social.
Que belo exemplo,
Quanto mais falam, mais se enterram. Que chatice!
Almeida Santos - Presidente do PS
Foi, mais ou menos, assim:
É preciso não esquecer que quando na oposição tem-se um discurso diferente do enquanto poder.
Muito significativo. Tomai atenção.
21 de janeiro de 2005
Mais coisas estranhas
Uma senhora a quem foi recomendada uma cirurgia para implantação de uma prótese da anca há cerca de 9 meses (tempo que não me parece escandaloso) tem dois hospitais a quererem realizar a operação - o de Águeda e o de Viseu.
Como é?
Excesso de oferta de serviços de cirurgia? Em Portugal?
Ná! Deve ter sido outra alucinação.
Programa do PSD
Estupefacção total. Nada. Pelo contrário. Disse bem!
Mais. Disse que aquele (o do programa) era o único caminho para relançar este país.
Uma coisa assim. Dizer bem de uma coisa do PSD, nos media?
Ná! Devo ter sofrido de alguma alucinação.
O Mergulho

Sobretudo numa revista da "esquerda" (que a minha mulher assina, cegamente, desde a fundação)
20 de janeiro de 2005
Casa Pia - Nulidade processual. Ufa!
Mas um senhor advogado de um dos arguidos, disse logo que a declaração de Carlos Silvino "é da maior gravidade" pelo que, a confirmarem-se aquelas ameaças, terão como consequência legal a nulidade de todas as provas obtidas através delas.
Ora, assim, sim! Assim, não interessa nada se os arguidos são ou não culpados. Não interessa saber a verdade.
Bendito erro processual!
Associação Sindical de Professores quer política educativa estruturante
Bem precisamos de uma política estruturante, tando na Educação, como nos outros sectores, é verdade.
O Público não enuncia as 16 medidas. Só fala de:
- Dignificar a carreira;
- Melhorar as remunerações e condições de trabalho dos professores do ensino particular e cooperativo;
- Promover um amplo debate na sociedade portuguesa para aprovação de uma Lei de Bases para a Educação com maior consenso;
- Valorizar a educação para a infância e pré-escolar;
- Dar maior apoio aos docentes do Ensino Especial;
- Criar um Programa Nacional de Educação de Adultos com reforço do ensino recorrente;
Então, isto é que são as medidas para uma "política estruturante"? Isto é uma pobreza. Um absoluto vazio de ideias. Simples generalidades balofas.
O jornal também fala, e põe entre aspas, de uma "rápida avaliação curricular do Ensino Básico e Secundário", mas deve ter sido lapso. Na melhor das hipóteses seria uma rápida avaliação do currículo dos Ensinos Básico e Secundário.
Sindicatos...
19 de janeiro de 2005
Corrupção nas autarquias
Vá lá, Dr. Soares, diga nomes, não se acanhe.
18 de janeiro de 2005
O PS anda à deriva
Foi, mais ou menos, assim:
Apenas o Bloco de Esquerda (aquele das despesas que não contam) apresentou um programa inteligente. Os outros todos, incluindo o PS, andam à deriva.
Apre!
Os 150.000 novos empregos...
Também disse, como o Bloco de Esquerda, que há despesas qua não devem ser levadas em conta para efeitos do défice.
Finalmente, disse que o PEC não deverá ser observado todos os anos.
Está tudo dito.
Estatuto dos portugueses
"... os portugueses não aceitam qualquer trabalho. Têm, hoje, outro estatuto. É por isso qua cá temos os ucranianos, os russos, os moldavos, enfim, os povos do leste da Europa, para os quais isto é um paraíso..."
Disse bem.
Prós & Contras
Mas, ainda assim aprendi uma coisa com o José Manuel Fernandes:
A Espanha chegou a ter 25% de desemprego (é verdade, e não foi há muitos anos) porque lá, as empresas que não eram viáveis conseguiam declarar falência num curto espaço de tempo. Em Portugal, pelo contrário, a mesma coisa demora anos.
Fantástico.
17 de janeiro de 2005
Hamas rejeita apelo da OLP para pôr fim aos ataques contra Israel
Assim nunca mais conseguirão (con)viver em Paz.
Sugiro que se investigue se não haverá agentes da CIA (aqueles tipos que só existem para provocar guerra, destruição e tragédia) infiltrados no Hamas.
Responsabilidades políticas
Não é motivo para satisfação, mas veio corroborar o que aqui tenho dito sobre a responsabilidade dos políticos.
Esteve bem o senhor Presidente.
Santana Lopes e São Pedro
Já não bastava aquela cena do Embaixador na Tailândia, veio agora a saber-se que, por pura inépcia, não foram acautelados os interesses nacionais junto de S. Pedro. Por esta razão, estamos a sofrer uma seca das antigas e nem se prevê quando é que a crise terminará.
Já anteriormente, um epsidódio prenunciava o que agora se confirmou: A vaga de incêndios no Verão, pelas condições particularmente sensíveis da floresta (secura).
Ora, como toda a gente sabe, o corpo diplomático não é constituído, com raras excepções, por um corpo independente do poder político, do Governo. Antes é nomeado por questões de "confiança política". Daqui se constata, mais uma vez, a absoluta incompetência de Santana Lopes pelas escolhas que fez dos embaixadores de Portugal.
Resta-nos esperar que o Eng. Sócrates faça nomeações criteriosas e que, assim, possa chover.
16 de janeiro de 2005
Maconde e Riopele ponderam subcontratar mão-de-obra chinesa
Duas das mais importantes empresas têxteis portuguesas, a Maconde e a Riopele, ponderam subcontratar mão-de-obra chinesa para a fabricação das suas peças de vestuário, uma vez que os preços praticados na Ásia são muito mais convidativos. De acordo com o "Correio da Manhã" - que hoje escreve em manchete "Fábricas têxteis vão para a China" - com a concorrência imbatível dos produtos chineses a ameaçar cem mil postos de trabalho em Portugal e a liberalização do comércio deste sector em Janeiro deste ano, era natural que as empresas tomassem esta atitude de sobrevivência, explica o jornal.
Mais DESEMPREGO!
Que meios tem um Governo (agora do PS) para impedir a deslocalização da indústria?
Resposta: NENHUNS!
"Chatices" de ser poder

Estou a falar no regresso dos benefícios fiscais de que aproveita malta mais afortunada.
Quando o Ministro Bagão anunciou que iriam acabar, o Eng. Sócrates "pintou a manta" e votou contra. Anteontem disse (eu até "bloguei") que não era para regressarem. O país precisava de "estabilidade fiscal". Ontem desatou a dizer que, afinal, o que é preciso é estimular a poupança e que, por isso, os benefícios fiscais vão voltar.
Bem, a mim até me dão um jeitito. Mas, será que "ser poder" provoca estas hesitações e outros "comportamentos erráticos"?
Está tudo aqui.
15 de janeiro de 2005
14 de janeiro de 2005
Maledicência?
http://www.gibaum.com.br/ (edição de 05/01/2005)

A Alemanha excedeu o limite de défice público
Senhor Eng. Sócrates:
Não seja mau. Ajude lá o seu correlegionário Schroder. Explique-lhe como é que se equilibram as contas mantendo a despesa e não aumentando os impostos.
Os alemães também estão a precisar de um génio.
13 de janeiro de 2005
José Sócrates recusa descer impostos e repor benefícios fiscais
O futuro governo do PS:
- Recusa elevar as pensões até ao salário mínimo;
- Recusa descer os impostos;
- Recusa repor os benefícios fiscais;
- Recusa acabar com os exames;
- Recusa (re)nacionalizar os hospitais SA;
- Recusa revogar o Código do Trabalho;
- ...
Ele bem disse que não ia mexer naquilo que tivesse sido bem feito. Pois foi.
Mas, pelo que estamos a observar, temos que nos começar a interrogar. O que é que terá sido mal feito? Tendo em conta o discurso do Eng. Sócrates, NADA foi mal feito.
Ah! Lembrei-me agora de uma coisa. As SCUT's!
Bem, por enquanto... quando lhe mostrarem as contas...
Excelente posição no ranking
O orçamento do Senhor Presidente Jorge Sampaio fica, é verdade, muito longe do do Rei de Marrocos - um país poderoso e desenvolvido - representa cerca de dois terços do da Rainha do decrépito Reino Unido, mas, em compensação, é o dobro do dos Reis de Espanha, Holanda e Dinamarca. Nada mal.
Assim percebe-se o farrote da viagem à China para recordar o passado.
A propósito, estes 3 milhões de contos entram nas contas do défice?
12 de janeiro de 2005
Limiar de pobreza
Na realidade, o que o senhor disse, e eu ouvi muito bem, foi que a subida das pensões mais baixas para o valor do salário mínimo nacional (objectivo do PSD) significaria a falência da Segurança Social. Por isso, o seu objectivo era o de, num período de quatro anos, elevar a pensão mínima até ao limiar da pobreza!!!
Foi uma demonstração de coragem ou um deslize infantil?
Cada vez gosto mais deste senhor, mas, como já referi, por cada dia que passa o homem perde votos.
O mais curioso é que os jornalistas já o começaram a atezanar. Nos jornais ainda não dei conta, mas na rádio e na televisão isso foi evidente.
Duas conclusões óbvias:
- Começa a não ser vendável bater no governo;
- O PS, de facto, já é poder e o que vende é zurzir o poder.
Recordar o passado na China

Afinal, quanto é que custou a "brincadeira"?
E, por falar em aviões, quanto é que vai custar o avião utilizado pelo Presidente Sampaio na sua viagem ao Oriente?

É curioso! Recordar e avaliar o passado!
Então, "Jorge Sampaio chega a Pequim na próxima terça-feira [hoje], acompanhado por uma delegação de mais de 200 pessoas, mais de metade das quais homens de negócios, na maior missão empresarial de sempre de Portugal na China" (idem), para recordar o passado? Uma coisa assim... Estes chineses são muito engraçados...
Bom, os cento e tal empresários que acompanham o Presidente não vão, com certeza, recordar o passado. Naturalmente, vão preparar o futuro. A questão é (ai, esta minha mania de perguntador): vão tentar exportar produtos portugueses, de qualidade, para os 10 milhões de chineses muito ricos, ou vão tentar importar produtos baratos para os 10 milhões de portugueses pobres? (e acabar de "derreter" a economia nacional)
11 de janeiro de 2005
PS recusa proposta de debate
O PS recusou hoje o desafio lançado pelo PSD para um debate entre os líderes socialista, José Sócrates, e social-democrata, Pedro Santana Lopes, dedicado exclusivamente à economia do país.
Desta forma, o Eng. Sócrates evita ser confrontado com a necessidade de explicar uma série de coisas:
- Como vai criar 150.000 novos empregos?
- Será "por decreto"? Aumentará o número de funcionários públicos? Mas isso não comprometerá o saneamento das contas?
- Então será no sector privado? Dará subsídios aos industriais? Diminuir-lhes-á o IRC? E quais os sectores industriais em que poderemos ser competitivos? A nossa indústria têxtil irá sobreviver? Mesmo com a "invasão" dos produtos da China, que paga 30€ por mês a cada trabalhador e não lhes dá qualquer regalia social?
- Aumentará o IVA?
- Aumentará o IRS?
Assim, sem debate, o Sr. Eng. Sócrates poderá continuar a dizer que recuperará os "postos de trabalho perdidos", apostanto no "aumento da qualificação" e no "choque tecnológico".
Ó Sr. Eng., olhe que o aumento da qualificação não dimiui o desemprego. O que diminui o desemprego é a criação de empresas. E, como é bom de ver, o governo não cria empresas (a não ser naqueles sistemas de economia planificada e dos planos quinquenais de triste memória - que faliram na década de 80). O que a qualificação faz é melhorar a produtividade. Mas olhe:
Se um trabalhador é mais produtivo ... as empresas são mais competitivas ... mas são precisos menos trabalhadores...
Topa?
10 de janeiro de 2005
Deputada do PS critica sindicatos
Ana Benavente, deputada do PS que os socialistas excluíram das listas candidatas às próximas legislativas, lamentou ontem que "nenhum partido tenha como opção investir na escola pública". Para a antiga secretária de Estado, a educação é um assunto em relação ao qual existem "muitos preconceitos, transversais". Um deles é que "a escola actual é facilitista". Mas, segundo acrescentou, isso "não é verdade, apenas existem expectativas brutais em relação às escolas", porque "quando sectores como a família ou a própria colectividade deixam de responder às necessidades, tudo é canalizado para a escola".
Ana Benavente criticou ainda os sindicatos dos professores, aos quais endossou "imensa responsabilidade" na "centralização" das listas dos professores, que, na sua opinião, deu origem ao problema da colocação dos professores, no início do ano lectivo.
Pois é, minha senhora.
A senhora professora não sabia, mas agora ficou a saber, que quem critica (e bem) os sindicatos de professores, responsabilizando-os pela exigência de um concurso único pautado por regras absurdas e injustas, não tem lugar nas listas de candidatos do PS.
Palermas!
Que tristeza! Que pobreza! Que mesquinhez!
Mais, ainda, que falta de memória.
Ora, se fazem o favor, vão aqui e procuram "tartaruga". Encontrarão esta pérola:
O Presidente foi visto, fotografado e filmado em calções de banho durante uma viagem oficial às Seychelles (visita que talvez só Soares se lembrasse de fazer), encavalitado numa tartaruga. Deu uma entrevista à RTP mergulhado no oceano azul-turquesa, só a cabeça à tona de água, mudando assim a iconografia das instituições da nação... Surgiu na Índia em cima de um elefante e de turbante, usou dezenas de chapéus e adereços exóticos, dormiu sonecas indiscretas em funções de Estado.
E, se não ficaram elucidados, poderão consultar o site oficial do Grupo Parlamentar do Partido Socialista e procurar, mais uma vez, "tartaruga". Aí lerão:
Das milhentas viagens que o meu pai fez enquanto Presidente da República - parece que há recordes batidos nessa matéria, quer pelo Durão Barroso quer por Jorge Sampaio... - praticamente não há um português que não tenha acompanhado Mário Soares, já nem digo às Seychelles para andar na tartaruga...
Já está?
Entam vejam como estes tipos têm o desplante de criticar, hoje, o que aplaudiram ontem.
Ao que chegámos!
30 anos
Tinha 19 anos.
Não sinto nenhuma nostalgia especial. Mas, de facto, já lá vão 30 anos.
Porra!
Assim, até o meu cão
Li no programa eleitoral do Bloco de Esquerda. Na página 22 diz-se:
O Bloco, que sempre se opôs a este Pacto, defende uma alternativa concretizável:
1 - Um novo Pacto para o Emprego e para a Disciplina Orçamental com os seguintes critérios:
(a) o crescimento real anual da despesa corrente não pode ser superior a 2%;
(b) as despesas de investimento na qualificação do trabalho, serviço público de saúde e criação de capacidade produtiva não são incluídas no défice;
2. Se a União não aceitar estes critérios para um novo Pacto, Portugal deve declarar uma situação de emergência [...]
Caro Dr. Sócrates, está safo. Basta não contabilizar as despesas em Educação, Formação Profissional e Saúde.
A dúvida é: porquê só estas?
9 de janeiro de 2005
Ganhámos!

Desta vez ganhámos o (nosso) campeonato.
Temi quando entrou o Mantorras. Temi que se lhe desconjuntasse o joelho e a rótula fosse atingir algum espectador. Mas, afinal, o rapaz está "em forma".
Listas do PS
Não sou eu que o pergunto. É o senhor José Manuel Fernandes em artigo de opinião.
Na constituição das listas do PSD houve muitas "broncas" e há lá muitos "broncos". Mas nas do PS...
8 de janeiro de 2005
Boletim informativo
Todo modernaço, ao estilo tablóide, com muita foto e pouco texto, como fazem os jornais e revistas de grande tiragem. É que a malta não gosta de ler. Cansa!
Mas está giro. Mostra um pouco do que está feito e alguma coisa do que se quer fazer.
A dúvida está na periodicidade - bimestral. É capaz de ser difícil...

Zonzo

Este senhor, muito recentemente, dissolveu uma maioria absoluta e agora veio dizer que o país necessita absolutamente de uma Maioria Absoluta.
Quer ele dizer: OUTRA maioria absoluta.
Bem, tem de se aceitar. Sendo, o senhor, socialista, é natural que faça campanha pelo seu partido.
7 de janeiro de 2005
Colocação de professores
Ao que sabemos, os jornalistas têm-no. Foi divulgado em conferência de imprensa pela senhora Ministra.
Contudo, não o vi publicado em lado nenhum.
Escapou-me?
Ou será que não teve o tal "interesse jornalístico"?
Medidas do PS
Além do controlo das finanças públicas, José Sócrates fixa como prioridades, até ao final da próxima legislatura, o crescimento da economia e do emprego.
[...]
Para “inverter a tendência dos últimos três anos”, o PS pretende também apostar no fomento dos postos de trabalho. “O objectivo é recuperar, no espaço de uma legislatura, os postos de trabalho perdidos nos últimos três anos", afirmou o líder socialista, que responsabiliza o Governo PSD/CDS-PP pela perda de 150 mil empregos.
[...]
A redução do preço da energia e comunicações, o combate à burocracia, a estabilização do investimento público e alterações no processo orçamental foram outras das medidas defendidas pelo Conselho Económico e Social. (do PS)
Isto a malta já sabia: o PSD é o culpado pela liberalização do comércio, com a consequente abertura aos produtos dos países asiáticos, nomeadamente a China. Isso já sabíamos.
A questão, não explanada, é:
Em que sectores de actividade é que vamos criar empregos ? Na falida indístria têxtil? Na do calçado? Onde? Em que sector(es) poderemos ser suficientemente competitivos para manter empresas em laboração?
Estará o PS a pensar em "mandar às malvas" a OMC e a UE e em fechar as fronteiras?
E como é que se reduz o preço da energia? Por decreto?
Também já sabemos que não é com incompetência nem com comportamentos erráticos. OK.
Mas, concretamente, como é que se vai fazer isto tudo?
Acho que é fundamental explicar COMO.
Será pedir muito?
Défice público
Adorei o "sistematicamente"...
Isto já não é um discurso de oposição.
Já é um discurso de poder.
5 de janeiro de 2005
Cumprimentos?
Ai, Ai.
Será que não sabem a história de Belém?
Aquela do Cristo que lá foi, do Santana que lá foi e do Benfica que também lá foi?
Ai, Ai.
O desaparecido
Embora o fantasma lá devesse figurar, o slogan mantém-se indiscutível!
Insólito (II)
Não! Esse, eu acho que foi simplesmente lamentável!
Insólita é a forma como os partidos formam as suas listas de candidatos. Arranja-se uma ou duas "estrelas" para encabeçar, seguem-se os tipos da "entourage" e termina-se com uma cambada de "toscos". Isto sim, isto é insólito.
Eu defendo um modelo de representação parlamentar mais responsabilizante. Os círculos uninominais poderiam ser uma solução a experimentar. Assim, pelo menos, teríamos o "nosso" deputado a quem poderíamos vir a pedir contas. Da forma como está, depois das "estrelas" terem saído para o Governo (se ganharem) ou para lides mais lucrativas (se perderem), quem acaba por ficar na Assembleia são os tais "toscos". Parece-me que na próxima Assembleia, estes serão a maioria.
Insólito
Um dirigente partidário aceitou fazer parte da lista de candidatos a deputado, num lugar não ilegível, tendo-se comprometido a não assumir o lugar, quer no caso de vir a ser eleito, quer na situação de "chegar a sua vez" por via das "normais" substituições.
Insólito.
4 de janeiro de 2005
Continuar o que foi bom
Também o ex-ministro Mariano Gago vem dizer que "O PS deve continuar as acções que tenham sido boas nos governos PSD/PP".
Isto é interessante.
Ao que será, exactamente, que eles se referem?
Que mistério.
3 de janeiro de 2005
Governo de salvação
Agora temos um hino e podemos cantar em coro.
Vamos lá então:
Live is life
La la la la la
Let us all talk about life
Live
La la la la la
When we all get the power
We all give the best
Every minute of an hour
Don't think about the rest
And you all get the power
You all get the best
And everyone gives everything
And every song, everybody sings
[Repeat chorus]
And we all feel the power
Live is life
C'mon stand up and dance
Live is life
Grab the feeling of the people
Live is life
It's the feeling of the best
When we all get the power....etc.
And it's life
Live is life
Live is life
Live
Live
Live is life
And when all it is over
You all did your best
Every minute of the future
Is a memory of the best
Cause we all gave the power
We all gave the best
And everyone gave everything
And every song everybody sang.
Live is life.
Cabala, só pode ser!
Ná! Não acredito.
Então os senhores fartaram-se de "bater" na D. Manuela dizendo que o aumento dela tinha tido o efeito preverso de contribuir para a estagnação económica. Só pode ser mentira - uma cabala. Todos sabemos que, se o PS chegar ao governo, o que irá fazer, em coerência, será exactamente o contrário - repôr o IVA nos "vehos" 17%. Aumentá-lo, não!
Os tipos do DN devem ser uns "reaças". Ora vejam:
O Partido Socialista estuda uma possível subida da taxa máxima do IVA em um ponto percentual, para 20%, caso ganhe as próximas eleições legislativas, conseguindo um duplo efeito aumentar a arrecadação fiscal e convencer Bruxelas de um novo ciclo restritivo para a política orçamental. Em contrapartida, fonte socialista garantiu ao DN a possibilidade de introdução de estímulos à poupança, reintroduzindo os benefícios fiscais nos Planos de Poupança Reforma.
A solução IVA possui, para os socialistas, várias vantagens. A primeira é que não seria necessária repor as taxas de IRS nos patamares de 2004. José Sócrates foi crítico na baixa do imposto sobre o rendimento, introduzido pelo ainda ministro das Finanças, Bagão Félix, no orçamento para 2005. O líder socialista sabe que os custos políticos de um agravamento do IRS são «socialmente mais elevados» do que alterar as taxas do IVA. A segunda vantagem estaria na facilidade da cobrança do imposto.
Não é a primeira vez que o IVA seria o suporte para fazer crescer a receita fiscal. Manuela Ferreira Leite, ex-ministra das Finanças, subiu o imposto em dois pontos percentuais em 2002. Calcula-se que por cada ponto percentual de aumento a receita fiscal cresça 250 milhões de euros. Uma outra vantagem no aumento do IVA é «fazer a vontade» a Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, que tem repetidamente reafirmado a necessidade de se aumentar os impostos para consolidar as finanças públicas.
Salvação Nacional
Agora o Dr. Soares vem apelar à constituição de um GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL.
Grande ideia. Era mesmo disso que estávamos precisados.
Como é que ninguém se tinha lembrado disto?
Vamos a isso!
Força aí, rapaziada!
Pontes e feriados em 2005
O simples facto deste assunto merecer tratamento jornalístico é, só por si, suficientemente elucidativo da cambada de “coirões” que nós somos. Mas, adiante. Não é isso que, agora, me interessa.
A senhora fez as contas às férias, feriados, pontes e fins-de-semana, tendo concluído que em 2005 haveria 146 dias de “não trabalho”. Ora vamos lá desmontar isto:
Sábados e Domingos, dias em que a maioria da malta não trabalha, são 104. Dias úteis de férias serão, vá lá, 25. Chegamos, assim, a 129 dias. Dias “normais”. Dias que não variam de um ano para o outro. Mesmo assim, a dar crédito à senhora jornalista, ainda faltam 17 dias! Oh linda! Que categoria. DEZASSETE dias de “papo ao ar”. Com as pontes com que já se conta, serão mais de três semanas de “farrote”! Num país com problemas de produtividade e de competitividade, não está nada mal, não senhor.
Força aí, rapaziada.
2 de janeiro de 2005
Colocação e responsabilização de professores
Num país onde as médias a algumas das principais disciplinas já não são famosas, o facto é que os resultados da Pampilhosa da Serra impressionam ainda mais. No passado ano lectivo, os 18 estudantes que prestaram provas a Matemática obtiveram uma média de 2,2 valores, numa escala de 0 a 20. Na Marquês de Pombal, aquela média foi de 4,9 valores (apenas 2 alunos foram a exame!).
Aqui há alguns anos, facilmente ouviríamos explicações fundamentadas na falta de condições das escolas, na degradação dos edifícios, na falta de materiais pedagógicos, enfim, no “betão”, no “hardware”.
Hoje, esse discurso está gasto. A jornalista do Público, que visitou a escola da Pampilhosa da Serra, refere o “[…] impecável aspecto dos seus vários edifícios amarelos, bem equipados, espaçosos, o pavilhão gimnodesportivo, o campo de jogos ou o centro de recursos e todas as infra-estruturas que uma escola ambiciona ter […]”.
Por seu turno, a Vise-Presidente da Marquês de Pombal diz "Acho que deve haver poucas escolas tão bem apetrechadas e com tão boas instalações como as nossa”.
Então, como se vê, já começamos a reconhecer que temos boas instalações e condições escolares. Assim, o discurso desculpabilizador dos responsáveis escolares está a mudar. O problema passa a ser recentrado nos alunos. Na Pampilhosa da Serra, diz o Presidente do CE, “há crianças que acordam todos os dias às seis da manhã para efectuar um percurso de 30, 40 quilómetros, entre curvas e contra-curvas, cobertas de gelo e nevoeiro nos dias mais frios do Inverno, para regressar nove horas e alguns enjoos depois, na camioneta do final do dia. […] A massa de alunos que temos cá dentro é que, se calhar, é um bocadinho diferente da que está na escola ao lado". Em Lisboa é semelhante: “A escola peca por ter alunos de camadas sócio-económicas muito baixas".
Ora vamos lá ter calma!
Não vou afirmar que os resultados escolares são independentes do estatuto sócio-económico dos alunos. Não são! Todavia, não explicam resultados desastrosos como os presentes. As melhores condições de trabalho em casa, o acesso a fontes diversificadas de informação, a multiplicidade dos recursos bibliográficos, o pagamento de “explicações”, etc. podem justificar que as escolas com alunos oriundos de estratos favorecidos obtenham médias mais elevadas que as outras. Podem, portanto, justificar médias mais elevadas. No entanto, a ausência daquelas condições nunca poderá justificar a absoluta ignorância expressa através de uma média de 2,2 valores. Para desastres como este é preciso encontrar outras causas, identificá-las e combatê-las.
Ora, nesta linha, e ainda no mesmo Público, o Presidente da Câmara da Pampilhosa da Serra avança com uma ideia curiosa. Diz ele: "No ano passado, fui saber quantas faltas [de professores] tinham sido registadas: quatro mil. Se eu sei que o corpo docente é constituído por cerca de 50 elementos, temos uma média de 80 faltas por professor. Mas se eu também sei que houve quem não desse uma única falta, imagine quantas deram alguns...". E continua afirmando que este é um dos factores que mais contribuem para a "falta de qualidade do ensino", ao mesmo tempo que defende novas regras de colocação e avaliação dos docentes: "O problema só se resolve quando se puderem fixar os professores nas escolas no mínimo por três anos. Os alunos tinham continuidade pedagógica e os docentes podiam ser responsabilizados".
Toma lá e embrulha!
Tempo de antena (2)
Era mais simpático ter dito:
Vocês já sabem que considero que um deles não tem credibilidade nem competência. Por isso, se querem fazer a fineza, votem no outro, "tá" bem, pá?
Tempo de antena (1)
"[...] a legitimidade democrática renovada da próxima Assembleia da República pode e deve criar as condições políticas necessárias para responder, decisivamente, [...]"
Renovada?
Então a legitimidade vai-se gastando com o tempo?
É por isso que tem de se fazer a renovação?
E durante quanto tempo se considera que a legitimidade se mantêm "renovada"?
Para quando se prevê a próxima necessidade de promover a renovação da legitimidade?
31 de dezembro de 2004
Um pacto? Não, obrigado.
Os “principais partidos” assentam os seus programas em pressupostos ideológicos diferentes e, por isso mesmo, não passíveis de qualquer entendimento. De resto, das poucas vezes que esse entendimento existiu, apenas serviu para tramar os portugueses. Um entendimento é uma espécie de “pacto de regime”, ou seja, um “cozinhado” de onde o “povão” sai esturricado. Uma salgalhada, uma promiscuidade onde tudo é igual, não existindo qualquer alternativa para o cidadão. Ora isso não é desejável. Os partidos têm de apresentar as suas propostas, submetê-las a sufrágio e, aquele que ganhar, isso sim, cumprir o seu programa em vez de o meter na gaveta.
Mas, pior ainda, é a referência despudorada ao “limite de uma legislatura”!
Legislatura? Ora porra! Isso era antes!
Agora nunca se sabe o que poderá acontecer. Agora os governos estão em “permanente avaliação” e, por via da respectiva classificação obtida, em qualquer momento, uma Assembleia legitimamente eleita pode ser dissolvida.
Como é que o senhor já se esqueceu disto?
Saúde e Trabalho
O resto vem por acréscimo.
Em maré de confidências:
Da falta de trabalho não me queixo e gosto do trabalho que faço. Sou daqueles que fica triste quando chega o fim-de-semana.
Apre!!
Poetisa
Acaso tendes, para além do da poesia, o dote da adivinhação?
Quer parecer-me que sim. De facto, andei assoberbado num "lufa-lufa" para cumprir o prazo de entrega de um trabalho.
Já está!
"Cadê" as respostas objectivas?
Nada.
Bem sei que tenho poucos leitores, mas "c'os diabos". Nem uma!
Pois é. É o que dá quando se tem a mania de tratar as coisas seriamente. A malta não gosta. Se não se tratar de um "escândalo", um boato, um palpite, uma "coisa", o "povo" não adere.
Que tristeza.
25 de dezembro de 2004
Mentir, mistificar, manipular...
Comentando o recurso à transferência do fundo de pensões para a Caixa Geral de Aposentações para evitar o incumprimento do défice, o Mocho “atira-se” ao Ministro Bagão Félix, o qual, “depois de ter proposto soluções disparatadas falha completamente o seu objectivo de controlar o défice”.
Ora, isto é rotundamente falso!
Como toda a gente sabe, o equilíbrio das contas públicas joga-se nas opções do Orçamento. Ora o orçamento de 2004 foi elaborado pela Ministra Ferreira Leite. Bagão Félix só assumiu a responsabilidade das Finanças em Julho/Agosto, isto é, a quando a execução orçamental já ia a mais de meio, e, por isso mesmo, quando já não havia grande coisa a fazer, a não ser conceber o orçamento para o ano seguinte.
Também é falso que “Nos tempos do PS, que tanto criticam, o défice baixou significativamente”. Pois foi. Baixou, baixou, baixou tanto, que até fomos agraciados, pela Comissão Europeia, com um processo por incumprimento da limitação do défice!
Lamentável!
Há uma coisa que eu não sei. Não é ironia. Não sei mesmo. O Mocho, ou qualquer um que saiba, podia explicar-me:
O que é isso de um Fundo de Pensões como este da CGD. Para que serve, que receitas tem, paga reformas por inteiro, etc.? E, naturalmente, que diferenças ocorrem para os contribuintes – os funcionários da CGD - da sua integração na CGA?
Atenção. O que estou a pedir é informação. Dispenso opiniões e “palpites” e agradeço dados objectivos.
Ambientalistas com o Governo?
Mas a Quercus desmentiu!

Onde é que iremos parar? Agora até o Expresso mente?
23 de dezembro de 2004
Masoquismo ou Sadismo?
Valha-nos Deus!
Para quê publicitar uma coisa intrinsecamente tão má? Uma peça execrável, amplamente reprovada por todos os sectores económicos e sociais, detestada por todos, excepto por aquela maioria de deputados à Assembleia dissolvida.
Será que, tratando-se de um Governo "contra" os portugueses, houve a intenção de os magoar, ainda mais, publicando aquele dislate? Neste caso, além dos já denunciados comportamentos "erráticos", estaremos perante um facto indiciador de sensível inclinação para o sadismo.
Ou será que se trata de uma autoflagelação? Um vício masoquista?
Seja qual for, não me parece nada bem. Deve ser mais uma "cavalada".
Esperemos que, pelo menos, "a malta" aprenda o que é um orçamento do estado.
Só não percebo a indignação dos outros partidos... Não era suposto ficarem satisfeitos com a propaganda de uma coisa tão bera?
De qualquer forma, não me parece que a preocupação deles se deva ao custo da "obra". Afinal, 100.000€ é o vencimento de 33 meses de um professor no 10º escalão, ou seja, zero! "peanuts".
20 de dezembro de 2004
Calma?
Por seu turno, o Mocho veio com aquela conversa despudorada do tipo "também queremos saber as respostas do PSD".
Homessa!
Eu não falo pelo PSD, mas toda a gente sabe que foi por ter respostas para as questões formuladas (excepto, eventualmente, para as duas últimas), por ter uma ideia estruturadora do futuro deste país, que foi demitido. Assente que está a "poeira", não restam dúvidas que a luta aos interesses instalados foi determinante para a sua queda, através do histórico golpe de estado. Ninguém acredita que tenham sido razões conjunturais, comportamentos "erráticos" e demissões de ministros que tenham conduzido ... à decisão de dissolver uma Assembleia onde existia uma maioria legimitimada pelo voto com mandato para quatro anos. Seria anedótico!
Por outro lado, as respostas (do PS) são urgentes, uma vez que já se sabe que "o que foi bem feito, o que foi bom para o país, se irá manter". Ainda ontem foi reafirmado.
Assim, respostas, precisam-se...
19 de dezembro de 2004
Perguntas que exigem resposta
No Público de hoje, Barreto enuncia uma série de questões que, no seu entender, devem decidir o voto dos portugueses. É qe, segundo ele, já lá vai o tempo do voto "em manada".
Vou aqui transcrever algumas das perguntas para as quais, também eu, gostaria de ter resposta antes de 20 de Fevereiro:
- Como pretendem organizar a colocação de professores?
- Continuarão a gerir, a partir do Ministério da Educação, as doze mil escolas ou vão entregá-las às autarquias?
- Permitem que os Institutos Politécnicos confiram doutoramentos e se transformem em Universidades?
- Mantém a uniformidade das formas de governo das Universidades?
- O que vão fazer com as portagens das auto-estradas e das SCUT?
- Que destino darão aos hospitais públicos e aos hospitais ditos SA?
- O que vão fazer, no concreto, para reduzir os prazos da justiça?
- Que medidas práticas e concretas tomarão para lutar contra a evasão fiscal?
- Como vão cuidar dos miseráveis resultados escolares portugueses, nomeadamente dos desastres que constituem os ensinos da matemática, do português, da física e da química?
- Como lidar com as centenas de cursos e licenciaturas existentes em cada área disciplinar?
- Alteram ou mantém a actual legislação do aborto?
- São contra ou a favor da integração da Turquia na União?
Respostas, precisam-se.
14 de dezembro de 2004
12 de dezembro de 2004
Sócrates disse...
Ohlala!
O que fez bem?
O que foi bom?
Isto tem "água no bico". Devia ser explicado.
Este governo fez algo de bom?
O que é que vai ser aproveitado?
Fico à espera...
Eleições?
Se assim não fosse, o PSD poderia não concorrer às próximas eleições! Aliás, o PSD não deveria concorrer às próximas eleições.
Imagine-se que se verificava aquela hipótese (muito remota mas, ainda assim, hipotética) do PSD ganhar. Ficava tudo na mesma. Lá teríamos de ir novamente a eleições até que o PS ganhasse. Uma pura perda de tempo.
Ora, não há necessidade. Basta que o PSD não concorra.
Assim, o PS tinha quatro anos para fazer tudo bem feito e pôr este país num "brinquinho". Se não fizesse, ao fim dos quatro anos ajustavam-se as contas. Eh pá! Quatro anos não. Isso era antes. Isso era antes do "golpe de estado". Agora nunca mais se saberá por quanto tempo vale uma legislatura.
11 de dezembro de 2004
As Razões
Houve "uma sucessão de episódios que ensombrou decisivamente a credibilidade do Governo e capacidade de enfrentar a crise que o país vive".
Chiça!
10 de dezembro de 2004
Mais uma medida (2)
Veio pela pena de Semibreve e é:
- "Colocar os professores, todos, sob contrato de 1 ano, renovável com base em critérios de avaliação, interna e externa, objectivos e claros"
Perdoe-se-me, mas acho que nenhum governo teria coragem para fazer isto. Não é que discorde do fundamento, mas ... ohlala! Era muita coisa!
Eu preferiria que, depois de um concurso "normal", com os efectivos à frente dos QZP's e dos "doentes", as escolas pudessem, cada uma, reconduzir os professores que entendessem e que estivessem interessados. Tudo assente em processos transparentes com apreciação e aprovação em Conselho Pedagógico.
Mais medidas? Avancem!
Mais uma medida
A "desprivatização" dos hospitais
Vai para a minha lista. (a ideia é escrevê-las aqui)
Digam mais...
8 de dezembro de 2004
A primeira medida
A maior contestação deve ter sido ao Código do Trabalho - verdadeiro ataque às conquistas fundamentais de Abril, e que, como tal, deve ser revogado;
Mas, por outro lado, também fez correr muita tinta o episódio do "barco do aborto" com aquele arsenal diabólico das corvetas e fragatas - donde, a liberalização (ai os meus dedos que me traem - é descriminilização) do aborto aparece como plausível;
Finalmente, temos os funcionários públicos, como eu, que há dois anos não vêem cheta de aumento - pelo que aumentos reais, na casa dos 6%, aparecem como estritamente necessários.
Provavelmente haverá mais que, por ora, não me ocorrem. Mas, mesmo com apenas estas simples três medidas, a opção não será fácil. Qual será? Ou serão todas de uma vez?
Se houver mais, e mais urgentes, por favor avivem-me a memória.
Gostava de fazer uma lista de medidas para, depois, poder ter a satisfação de as ir riscando, uma a uma, à medida que forem sendo tomadas.
4 de dezembro de 2004
Estratégia de vitimização?
Estes senhores do PSD são é pessoas muito calmas.
Eu teria entregue a chave da porta ao presidente dizendo-lhe: "Olhe, como o senhor acha que a malta, embora apoiada por uma maioria na Assembleia, não serve, vamo-nos embora. Arranje outros tipos que lhe façam o frete. Passe bem."
Deve ser por isso que não sou político.
Para a História
Na dele e na minha.
Passámos a ter um regime presidencialista.
Se o presidente não gosta, demite!
Há regimes assim, mas o nosso não o era.
Força Portugal!
3 de dezembro de 2004
Sampaio justifica silêncio
O que o senhor disse foi que "nos termos da Constituição, a dissolução da Assembleia da República impõe a audição prévia dos partidos com representação parlamentar e do Conselho de Estado".
O que ele não disse foi por que razão, ou razões, é que se lembrou de os ouvir com vista à dissolução. Quando se toma uma decisão qualquer, neste caso de ouvir os partidos e o Conselho de Estado, faz-se por uma razão bem determinada.
Já ouvi muitos tipos especularem sobre as razões que eles pensam terem motivado o Presidente. Ainda não o ouvi a ELE e deveria ter sido o primeiro a falar.
Uma coisa será certa: a razão não foi a "má" governação - O senhor até quer o Orçamento aprovado!
De resto, também não poderia ser: é aos eleitores que compete avaliar a acção governativa, no termo da legislatura!
30 de novembro de 2004
Janela de Oportunidade
Com a dissolução da Assembleia da República, a realização de eleições e a previsível vitória do Partido Socialista, abre-se uma janela de oportunidade para o nosso país. De imediato, teremos as seguintes consequências:
- O terrorismo internacional vai acabar;
- O petróleo vai baixar para a casa dos 30 dólares;
- A China vai passar a cumprir os tratados internacionais sobre trabalho e patentes;
- As empresas portuguesas vão deixar de encerrar as portas;
- A União Europeia vai acabar com as imposições quanto ao défice orçamental;
- O “choque tecnológico” irá aumentar os nossos níveis de produtividade;
- O emprego vai subir em flecha;
- Os salários vão sofrer aumentos reais;
- Os impostos vão baixar.
E, para além de tudo isto,
- Os “boys” vão ser extintos por decreto, e
- Os novos administradores das empresas públicas vão deixar de receber “balúrdios”.
Vai ser bom.
Força Portugal!
28 de novembro de 2004
Pérolas a p...
Cheguei agora do Auditório da Biblioteca Municipal onde, a convite da Câmara, o Coral do B.C.P. veio dar um "Concerto de Natal". Estavam lá, contei-as, 86 pessoas: 45 eram cantores do grupo, 1 era o maestro e 40 assistiam!
Vendo as coisas pelo lado positivo, até nem terá sido mau.
Pelo menos foi melhor que naquele célebre sábado em que, a mesma Câmara, se lembrou de cá trazer o filme "Mulher Polícia" do Joaquim Sapinho. É que dessa vez estiveram 8 pessoas. Que multidão!
Numa cidade onde se ouvem queixas da falta de iniciativas culturais, isto é exasperante.
Razão têm aqueles que cá trouxeram o Toy e encheram o largo!
Que merda de país piroso!
27 de novembro de 2004
A antiguidade é um posto!
Agora é a vez dos polícias a reclamarem. Dizem eles que “deve acabar-se com os concursos por avaliação curricular e promover-se todos … que já fizeram quatro anos no mesmo posto”.
Assim, sim. Igualdade. Qualquer polícia com x anos de serviço é igual a outro qualquer polícia com os mesmos x anos de serviço.
Bem vistas as coisas, são capazes de ter razão. De facto, para mim, tanto faz ser autuado por um como por outro.
Aliás, isto é exactamente como os professores. São todos iguais e progridem todos por tempo de serviço. Para que é que serve esse instrumento de opressão que dá pelo nome de avaliação? Para nada! Toda a gente sabe que é igualzinho ser aluno do professor A como do professor B como até do Z.
Viva a indiferenciação!
25 de novembro de 2004
Autonomia da Escola
Sejamos sérios:
Uma escola autónoma é aquela que, no respeito pela legislação, pode decidir da gestão do currículo, seleccionando conteúdos, metodologias e actividades, do elenco disciplinar, da carga lectiva e da organização do tempo escolar. E, inevitavelmente, é aquela que, no respeito pela legislação laboral, pode escolher os seus professores!
A regulação de um sistema com estas características seria efectuada, em primeira linha, pela própria comunidade, na base dos resultados da avaliação externa dos alunos - é claro que haveria exames nacionais versando os conhecimentos e as competências previamente definidas a nível central- sem prejuízo da intervenção de outras instâncias.
Acredito que um sistema destes pudesse ter bons resultados.
Recentemente, também a Senhora Ministra se pronunciou sobre este reforço da autonomia.
Vejam-se as reacções. Leiam-se estes comentários e reflita-se: a autonomia é, verdadeiramente, desejada?
23 de novembro de 2004
Delito de opinião
21 de novembro de 2004
Greve aos TPC's
Já aqui disse o penso sobre o valor do trabalho e não vou repetir-me.
Contudo, a ser verdade que os jovens portugueses de 15 anos gastem, em média, 5 horas por semana a fazer trabalhos escolares em casa, isto poderá, efectivamente, ser um problema. É que, para além desta hora diária, hoje, os garotos estão na escola, em actividades lectivas, cerca de 9 horas. Se juntarmos o tempo gasto em transportes, chegamos a números que podem ir às 12 horas diárias. É excessivo!
Assim, justificar-se-ia a greve aos TPC’s, como se justificariam outras iniciativas que visassem reduzir o “tempo escolar” diário.
Uma forma séria de ultrapassar este problema seria atenuar o atomismo disciplinar, agregando disciplinas e, assim, facilitar um conhecimento mais holístico, de resto mais compatível com o desenvolvimento de competências para o exercício de uma cidadania responsável, como se pretende no “ainda” ensino básico.
No entanto, logo se percebe que não é bem assim que se pretende resolver o problema. Logo se dá conta que o problema não reside no excesso de trabalho e de tempo. O problema está em ser trabalho realizado em casa! Leia-se o que diz o Presidente da CONFAP. Lá está. As escolas devem poder contratar professores para assistirem os miúdos na realização dos “trabalhos de casa” na escola.
Aí estão os sindicatos a esfregar as mãos de contentamento.
19 de novembro de 2004
Casa do Gaiato
Não tive oportunidade de ler todo o relatório. Contudo, pelos excertos publicados no público, fiquei “de pé atrás”. É que, segundo o jornal, maioria das 482 crianças, jovens e adultos acolhida pela Casa do Gaiato - Obra do Padre Américo - deve viver em grande sofrimento por ter sido abandonada pela família e por não gostar de viver na instituição, onde "abundam o trabalho, a disciplina e os castigos".
Repare-se naquilo que leva a concluir que os rapazes não gostem: trabalho, disciplina e castigos. Tudo ao mesmo nível!
Parece-me óbvio que, no esquema conceptual de quem elaborou o relatório, estas coisas são todas más. Trabalhar e ser disciplinado é o mesmo que ser castigado. Ou, de outra forma, trabalho e disciplina são castigos.
É melhor ler, também, este outro artigo e esta opinião.
Convem lembrar que a Casa do Gaiato nunca recebeu subsídios da Segurança Social, contrariamente à generalidade dos centros de acolhimento, temporário ou não...
Já agora, fica uma pergunta:
Será melhor (do ponto de vista educativo) cuidar de uma horta (com sacho e tudo) ou passar o dia com uma “playstation”?
18 de novembro de 2004
Alta Autoridade para as Competições Desportivas
Ainda nesta linha, adiantou que está em fase de ultimação um projecto de diploma que prevê que as colocações de jogadores nas diversas equipas se passe a processar por concurso nacional, única forma de garantir a real igualdade de oportunidades neste sector profissional.
APRE!
Liberdade editorial?
[…]A AACS sustenta que, apesar das versões contraditórias sobre o sucedido, "a simples abordagem de questões estratégicas da empresa" permitem concluir que houve "um constrangimento sobre o colaborador". Nesta conversa, a AACS considera que o presidente do grupo Media Capital "interferiu objectivamente" na área da exclusiva responsabilidade do director de informação da TVI, o que "infringe a liberdade editorial".
Parece-me que são as opções estratégicas (de uma empresa) condicionam o êxito ou malogro da organização. Numa empresa do audiovisual, a estratégia passará, entre outras, pela definição de conteúdos adequados ao público-alvo pretendido, bem como pela forma como se trata a “informação”. Naturalmente, as opções estratégicas são tomadas, no caso do sector privado, pelos investidores. É por isso que há, por exemplo, jornais tão distintos como o “Público”, o “24 Horas” e o “Expresso”.
Ora, aquilo que a AACS veio dizer é que em televisão não é assim.
Em televisão, há áreas que são da exclusiva responsabilidade de pessoas contratadas pela administração. Isto é, há áreas nas quais a administração está impedida de interferir (?)
Bem vistas as coisas, em televisão, à administração resta pagar os vencimentos do pessoal.
APRE!
14 de novembro de 2004
Abuso de poder nas escolas
A jornalista Mónica Contreras, na página 14 da edição do Expresso de 13/11/2004, dá à estampa um artigo (lamento não poder aqui pôr o conveniente link porque o Expresso introduziu “portagens” aos seus leitores e eu não conheço qualquer via alternativa) onde aborda o “abuso de poder na escola” por parte dos Presidentes dos Conselhos Executivos. De acordo com o artigo, estes presidentes são tipos que tudo fazem para manterem os seus privilégios e que, para cúmulo, não estão sujeitos à lei da limitação de mandatos, isto é, não são como o Presidente da República (há mais além deste caso?). Até aqui tudo bem. É uma opinião…
O problema é que a senhora introduz duas afirmações que são falsas:
- Os funcionários não docentes representam 40% da assembleia eleitoral. Admito que haja uma ou outra escola em que a percentagem seja essa. No entanto, na maioria, com assembleias formadas por, para além dos funcionários, todos os professores, 1 aluno por cada turma do secundário, 1 pai por cada turma do básico mais 2 por cada ano do secundário, a percentagem dos primeiros raramente irá além dos 20%!
- Os presidentes recebem uma gratificação de 60% sobre o ordenado. De facto, a gratificação dos presidentes é de 50 ou 60% (conforme o número de alunos da escola) mas é sobre o valor do índice 100 da carreira docente, a que correspondem 411,04€ e 493.25€. Na prática, existindo poucos presidentes situados em escalões indiciários abaixo do 8º, os valores em questão são substancialmente diferentes. Como exemplo, um presidente que vença pelo 10º escalão acaba por receber uma gratificação de cerca de 15% sobre o ordenado.
Que merda de jornalismo.
Meu caro Ministro Rui Gomes da Silva…
12 de novembro de 2004
Choque Tecnológico
O senhor pareceu-me estar algo anestesiado. Apesar de instado, não conseguiu referir nenhuma medida concreta que, alegadamente, possa vir a (re)vitalizar a nossa economia. Ficou-se por aquelas banalidades do baixo nível de qualificação da nossa população, pela situação "gravíssima" em que está a "Educação", e por uma coisa a que chamou "Choque Tecnológico". O que será isso? Ele não disse. Alguém me explica?
11 de novembro de 2004
Americanos perdem a guerra no Iraque
Por entre diversas críticas ao ataque americano a Fallujah, a senhora refere que o mesmo decorre em pleno Ramadão. Ora, como se sabe, durante aquela época os «insurgentes», ou rebeldes, estão sem comer durante todo o dia, até ao pôr-do-sol, e enfraquecidos pelo jejum obrigatório. Deduzo que a crítica ao ataque nesta época do ano residirá na convicção de que se trata de um acto cobarde. Isto é, as guerras querem-se travadas de forma limpa e com o necessário cavalheirismo. Até porque, como se sabe, é assim que têm procedido os ditos insurgentes. Gente boa. Gente que nunca, bem ou mal nutrida, sequestrou qualquer civil, muito menos o degolou com direito a vídeo para a família recordar pelo Natal.
Mais que hipócrita, esta opinião da senhora parece-me uma patetice!
E, se alguma dúvida subsistisse, ela seria completamente dissipada quando a senhora remata afirmando que a ocupação, e os modos da ocupação, fizeram os americanos perder a guerra do Iraque.
Pois foi: os americanos perderam a guerra no Iraque e John Kerry ganhou as eleições.
Como é que se chamam os tipos que negam a evidência?
10 de novembro de 2004
O Muro
Para a rapaziada avermelhada, recordar a queda do muro de Berlin deve ser doloroso. Incómodo, no mínimo. É que há muros e muros. Há muros bons e maus. O de Berlin protegia o povo, incauto, dos perigos de uma sociedade corrompida. O de Israel é uma monstruosidade que oprime os Palestinianos.
PRONTO(S)! OK! Já chega!
Como modesto tributo ao senhor Gorbachev por aquela premonição que veio a permitir a queda do muro, fica aqui a interpretação da Sinead O’Connor em 21 de Junho de 1990 no The Wall Live in Berlin.
Porra. Já foi há muito tempo!
9 de novembro de 2004
Petróleo? CO2? SO2?
Mal!
A utilização da energia eólica, embora muito promitente, tarda em se apresentar como verdadeira alternativa energética. Para produzir o equivalente da central do Carregado era necessário enxamear as nossas serras de “ventoinhas”.
As barragens têm o problema que se conhece: ou se encontra algum traço feito por alguém anterior à nacionalidade (ou será à implantação da República) o qual deve ser preservado a qualquer preço, ou então, “aqui d’el-rei” que se está a pôr em risco o equilíbrio ecológico da região.
A introdução de taxas, como é de prever, levará o povo para a rua. Nesse sentido já se pronunciou o novel líder socialista, alegando que a rede de transportes públicos não está suficientemente desenvolvida para ser uma verdadeira alternativa ao transporte particular. Por falar nisto: este maratonista militante não era um dos defensores da “cidade para os peões”, um paladino dos “dias-sem-carros”?
É por estas evidências que insisto. Se, de uma forma ou de outra, o Governo está condenado a “levar porrada”, então que a leve por uma boa causa. Então que resolva, definitivamente, o problema da energia eléctrica. Faça como os outros países:
Invista numa central NUCLEAR!
Até pode ser de fissão.
8 de novembro de 2004
Carrinhas do Rendimento Mínimo
Um amigo meu, tipo "com pinta" diz que são as "carrinhas do rendimento mínimo". Parece que o subsídio (actual RSI) dá para pagar a prestação mensal!
Tipos finos.
6 de novembro de 2004
Onde estão as Motorizadas?
Lembro, sem qualquer nostalgia, o tempo em que eram abundantes.
Era vê-las alinhadas, às dezenas, à porta das fábricas. Era vê-las, em bandos, em hora de ponta, normalmente nervosas. Era vê-las em plena estrada, em alta rotação, com aquele característico “crepitar”, fazendo temer que a biela saísse disparada pelo tubo de escape. Era vê-las, quantas vezes, à noite, com o farol titubeante, transportando pai, mãe e filhos (sim, é verdade).
Hoje, quase não se vêem. Desapareceram!
Em matéria de duas rodas, são as vulgares DT’s dos “putos queques” e as grandes “bombas” dos “motards”, isto é, luxos. Agora, motorizadas, aquele famoso veículo de transporte do proletariado, não! De facto, hoje, à porta das fábricas, nas ruas e estradas, de manhã, à tarde e à noite, só se vêm automóveis.
Não há dúvida. Esta coisa mudou. Ai mudou, mudou. E em quanto tempo? 20 anos? 25?
E mais: será este um indicador de que a mudança foi significativa?
3 de novembro de 2004
Justiça à Portuguesa
Sou daqueles que pensa que uma garota que aborta não deve ser levada a tribunal.
O que, no entanto, não impede que tenha ficado perplexo quando li no Público que A juíza absolveu hoje a jovem de 21 anos de idade acusada da prática de aborto, porque que não ficou provada a prática do crime.
Ora vamos lá ver:
- O enfermeiro denunciou;
- O Serviço de Ginecologia e Obstetrícia confirmou;
- A miúda confessou.
- O que é que faltou?
Ah! O feto! Não apareceu o feto!
Então e aquela criança do Algarve que nunca mais aparece? Como é? Liberta-se a mãe e o tio e o não-sei-o-quê?
Que porra de justiça é esta?
Senhores Magistrados do Ministério Público: Não acusem as miúdas que se vêem obrigadas a abortar.
Senhores Juízes: Quando o MP levar alguém ao vosso tribunal, façam o vosso trabalho!
Não descredibilizem mais, uns e outros, a Justiça em Portugal!
2 de novembro de 2004
CENSURA
Da edição de domingo retirei estas "pérolas":
"Depois da tese da cabala, surgiu agora a teoria do complot. À falta de argumentos credíveis, diaboliza-se a Comunicação Social e faz-se o discurso do calimero. Esta lógica maniqueísta do ou estás comigo ou estás contra mim está a tornar-se obsessiva e insuportável."
Judite de Sousa "Jornal de Notícias", 30-10-04
"É inegável que há hoje pressões do Governo sobre o poder mediático."
José António Saraiva "Expresso", 30-10-04
"O apetite que o Governo tem mostrado pela intervenção nos 'media', longe de representar uma manifestação de força, significa o reconhecimento de uma fraqueza."
Idem, ibidem
"Nunca se viu uma democracia deslizar para a ditadura por excesso de força do poder político. Mas já se viram muitas democracias desembocar em ditaduras por falta de força do poder político."
Idem, ibidem
"O episódio Marcelo Rebelo de Sousa/Paes do Amaral já não é só um puro caso de censura à liberdade de expressão. É um retrato ridículo, triste e aviltante do estado em que o país se encontra."
Paquete de Oliveira "Jornal de Notícias", 30-10-04
"O que é chocante é que o engº Paes do Amaral tenha ido à Assembleia da República e o prof. Marcelo esteja impedido de ir."
Jorge Miranda Idem
"Há indícios preocupantes sobre a liberdade de imprensa em Portugal."
Sebastião Lima Rego "Correio da Manhã", 30-10-04
Isto é que é alinhamento?
Isto é que é controle dos órgãos de comunicação social?
Meus amigos, isto é CENSURA!


