6 de março de 2005
Ainda o governo
O Ministro das Finanças, Campos Cunha, tem "ideias radicais" que pode agora pôr em prática, como o fim do sigilo fiscal, a publicitação dos rendimentos dos contribuintes e o sistema de remuneração dos políticos (50% mais que a média do salário dos três anos).
O ministro da Saúde, Correia de Campos, "tem currículo, competência e prestígio no meio, sendo visto com reservas pelos médicos e pela poderosa Associação das Farmácias", e vai herdar o gabinete de Filipe Pereira, que pôs em andamento "algumas das reformas de que gostaria de ter sido autor".
Isto não são más notícias. Vamos ver se não se deixam contaminar por aqueles vírus da indecisão que costumam afectar os socialistas.
Entretanto, o Anacleto Louçã rejubila. É mais um governo de direita para combater e, assim, fazer crescer o Bloco. É que, bem vistas as coisas, na ponta esquerda ficam mesmo só Vieira da Silva e Freitas do Amaral.
5 de março de 2005
Ministro da Educação
Não foram estes senhores socialistas que disseram que a tutela do ensino superior por um ministro, que não o da educação, introduzia fragilidades no sistema porque não permitia uma visão integral do sistema educativo? Tenho a ideia de que foram mesmo estes.
Ministra da Educação
Mas, socióloga? Ainda para mais, doutorada em Sociologia? Não prevejo nada de bom.
Cada vez dou mais razão àquele que dizia que um sociólogo não é mais que um "antropólogo urbano".
4 de março de 2005
Começou a tremedeira
Com o anúncio da composição do futuro governo, aparecem os primeiros sinais de contestação. PCP e BE patearam.
Não é um bom sinal que do elenco governamental anunciado façam parte pessoas conhecidas pelas suas posições neoliberais ou comprometidas com governos anteriores, afirmou o PCP.
Para o BE, a escolha de Campos e Cunha para a pasta das Finanças e de Manuel Pinho para a pasta da Economia representa "falta de ousadia". "Escolher personalidades de centro é uma grande falta de ousadia e coragem para uma verdadeira mudança na política".
Nem uns nem outros se referiram à inclusão de Freitas. Pudera! É a extrema esquerda do governo!
Saldar contas
Está pago o frete!
Alucinado
É tempo de reparar todas as malfeitorias feitas por um governo que tratava Portugal como uma coutada.
Este homem crê que quem não pensa como ele, necessariamente quer fazer mal aos portugueses. Quem não pensa como ele, age com maldade. Quem não pensa como ele, é mau!
Acho que este homem está doente e precisa de ser tratado, mas não faço ideia da terapêutica adequada. Em compensação, sei bem qual foi o tratamento que outros parecidos com ele deram àqueles que não pensavam da mesma forma.
Incapacidade ou indiferença?
(Visão N.º 626 de 3 de Março de 2005)

Um governo socialista incapaz de travar a violência?
Um governo socialista indiferente ao sofrimento dos oprimidos?
E ninguém se demite?
A morte da freira, e de muitos inocentes, não é da responsabilidade do governo? Como assim?
Cá em Portugal, desde concursos de professores a quedas de pontas, incêndios, seca e falta de água, morte de um polícia, eu sei lá, tudo é da responsabilidade do Governo Logo aparecem ministros a responsabilizarem-se e a demitirem-se.
Parece que no Brasil não é assim,
3 de março de 2005
Boas notícias para a Saúde
O Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra:
- Tem 120 funcionários;
- Realizou, em 2004, um total de 1.634 intervenções cirúrgicas;
- Na sua especialidade, é o maior da Península Ibérica;
- Tem uma taxa de sucesso invejável;
- Não tem doentes em lista de espera;
- Teve um “lucro” de 801.000 € no ano em causa.
Isto parece ficção, pelo menos em Portugal, mas é verdade.
Como é possível um tal milagre? Têm equipamentos fabulosos que mais nenhum hospital possui? Não. Têm pessoal com um nível de qualificação ímpar? Não. Mas então o que é que tem que o distingue dos outros?
Uma coisa simples: GESTÃO PRIVADA.
É assim:
Caro Dr. Manuel Antunes, tem aqui um orçamento. Defina as regras que se mostrem adequadas, contrate quem entenda, não lhes pague menos do que está definido, e ponha-os a trabalhar. Se não esgotar o orçamento, aplique o resto como entenda.
O resultado está à vista!
(Conheço um rapaz - médico - que lá trabalhou e desistiu. Não aguentou a pressão)
Pensava eu que...
Afinal é nome de agência de viagens.
2 de março de 2005
Outra Florida?
Não vale a pena tanto trabalho.
Basta ligar para o Estado da Florida e perguntar. Mirando o boletim, eles conseguem interpretar o verdadeiro sentido de voto do eleitor.
Não inventem. Chamem especialistas.
Quanto nos custam os partidos?
Cada partido com representação parlamentar, ou com mais de 50.000 votos expressos, recebe anualmente 2,775€ por cada voto obtido.
É só fazer as contas:
Partido ---- Votos------- Massa
PS ----> 2.573.000 --> 7,14 milhões de €
PSD --> 1.639.000 --> 4,50 milhões de €
PCP ----> 432.000 --> 1,19 milhões de €
CDS ----> 414.000 --> 1,14 milhões de €
BE -----> 364.000 --> 1,00 milhões de €
Ou seja, 3 milhões de contos anuais só para despesas de funcionamento.
A isto juntam-se os subsídios para campanhas eleitorais, quando as há.
E, obviamente, os vencimentos dos deputados.
São muitos milhões. Porra!
(isto não entra com os custos dos partidos e dos deputados às Assembleias Regionais)
Mau. Muito mau.
Muito mau sinal!
O homem que concebeu o programa do PS não o vai executar?
Mau. Muito mau sinal!
28 de fevereiro de 2005
Guterres no Iraque?
Oxalá não se engane nos destinatários. Estou, naturalmente, a referir-me aos “queridinhos” da esquerda nacional - os heróis suicidas. Aqueles que se enchem de explosivos e se fazem detonar onde haja mais gente pacífica que morra com eles. Também não são de desdenhar inscrições no curso que surjam por parte daqueles tipos que andaram a ameaçar de morte o pessoal que fosse votar.
Se assim for, será uma iniciativa louvável.
Só não percebo uma coisa. Se bem me lembro, quando o José Lamego foi para o Iraque, também para ajudar à construção da democracia iraniana, o Partido Socialista esteve em vias de o “excomungar”.
Então e agora?
Autarcas corruptos
Segundo ele, "as autarquias exigem «luvas» para instalar empresas nos concelhos que dirigem" e "número de autarcas que exigem luvas é assustador".
Ora, acontece que uma postura como esta não é aceitável. Acredito que "alguns" autarcas sejam corruptos. Mas, afirmar que "os" autarcas o são, é generalizar. É dizer que "autarca" é sinónimo de "corrupto".
Serviço à comunidade teria sido dizer que o fulano, o beltrano e o cicrano, e o ..., aceitaram luvas. Tudo com nomes, moradas e factos objectivos.
Mas não foi assim que Saldanha disse. Generalizou, ofendendo a honra da maioria dos autarcas, que são gente séria.
Não precisamos de incendiários como este!
Espero que ANMP não se fique pelas palavras e o leve a tribunal. Tínhamos dois benefícios: descobríamos uns quantos corruptos e castigava-se o Sanches.
Meu caso Ruas, avance!
27 de fevereiro de 2005
Tortura policial (II)
Há cerca de meio ano, o carro dele foi assaltado em Coimbra. Furtaram-lhe o auto-rádio. Acompanhado por um colega, dirigiu-se à esquadra da PSP para apresentar queixa. Aquando na esquadra, entrou um meliante, algemado, detido por dois agentes. Os rapazes não sabiam qual o motivo da detenção, mas observaram o estado de grande agitação em que se encontrava o detido, o qual vociferava contra os polícias. “Vocês estão lixados. Eu vou tramar-vos” (não era bem assim que dizia…). Então, subitamente, investiu de cabeça e repetidamente contra uma parede. Ficou todo moído e a sangrar abundantemente antes de ser completamente imobilizado pelos polícias.
Agora o filho do meu amigo, mais o outro miúdo, vão a tribunal testemunhar o sucedido porque o meliante apresentou queixa contra os polícias.
Ficção? Não! A verdade nua e crua.
Não se fique a pensar que “gosto” dos polícias. Pelo contrário. Eles multam-me pelas razões mais imbecis que se podem imaginar. Não obstante, as forças de segurança, e a sua autoridade, são um dos garantes da democracia. Só que nós ainda não exorcizámos os fantasmas e continuamos a confundir autoritarismo com autoridade democrática.
26 de fevereiro de 2005
Tortura policial
Escrevi aqui que os o que polícias precisam não é de coletes à prova de bala nem de veículos blindados. Escrevi que o que precisam é de um quadro legal que os proteja quando se vêem forçados a utilizar meios violentos. Um quadro legal que evite que seja preso o polícia e glorificado o criminoso.
Esta deverá ser a regra, sem prejuízo da existência de uma investigação independente sempre que ocorra uma destas situações, garantindo-se, assim, que não se caia no abuso de autoridade.
Hoje, o Expresso vem dar-nos um outro exemplo daquilo que os polícias não precisam: de uma primeira página a alardear a alegada tortura de uma mulher pela Polícia Judiciária.

A mulher é a cidadã indefesa e os polícias os torcionários!
A isto chamo um péssimo serviço à Democracia.
Para que fique ainda mais claro:
Não tenho nada a opor a que uma mulher que se obstina em não dizer como fez desaparecer (literalmente) uma miúda de 8 anos, que até era sua filha, leve umas lambadas da polícia.
Residência oficial
Está certo. Eu também prefiriria continuar a viver com a minha mulher e os meus filhos.
Veneno, muito veneno
Da leitura do artigo do Portugal Profundo, e dando por fidedigna a informação da Universidade Independente de que José Sócrates Pinto de Sousa terminou a licenciatura em Engenharia Civil, naquela escola, em 1996, tem de concluir-se o seguinte:
- Esta nota biográfica é inexacta. De facto, entre 1981 e 1987, não poderia ser Engenheiro Civil na Câmara da Covilhã. Já "Engenheiro Técnico Civil" seria outra coisa;
- Também não poderia ter frequentado um curso de pós-graduação em Engenharia Sanitária, já que, para uma pós-graduaçao é requisito de admissão a titularidade de uma licenciatura;
- À data indicada pela Universidade Independente, JSPS era "só" Secretário de Estado do XIII Governo Constitucional.
Nada disto condiciona o mérito ou demérito do Primeiro-ministro, mas não havia necessidade de andar a "armar" sem o ser.
Finalmente:
A clarificação deste assunto não se exige a um nível comparável com o daquela questão da orientação sexual. Ser, ou não ser licenciado, não afecta a capacidade de tomar decisões no plano político. Pelo contrário, ser, ou não ser homosexual, implica diferentes percepções da realidade, diferentes preocupações, diferentes escalas de valores, logo condicionando a decisão política em matérias estruturantes.
Concurso de Professores
Continuo a não ter acesso ao relatório da IGF. Os partidos têm-no, bem como os "media", e há muito tempo, mas nem uns nem outros o publicitaram. Está-se agora a ver porquê. Tal como sempre disse, o problema dos concursos deveu-se a questões exclusivamente técnicas e não a qualquer decisão política.
25 de fevereiro de 2005
Luis Delgado
Luis Delgado, embora nem sempre concorde com as suas ideias, é um homem com a coragem suficiente para ficar, calmamente, a defender teses sensatas sentado no meio da cambada esquerdista que faz o mainstream. Agora, ao vir defender Pedro Santana Lopes num momento em que todos o achincalham, revela, mais uma vez, coragem e sentido de justiça.
Classe (em) Alta
Basta olhar para o recém eleito grupo parlamentar do Bloco de Esquerda. Num total de 8 deputados, 5 são professores.
Já me tinham dito que o BdE era um partido de professores, só não sabia que era TANTO.
Pode ser que isso seja bom para os professores, mas temo que seja péssimo para a Educação.
24 de fevereiro de 2005
A verdade incomoda
Leia todo este magnífico artigo de Graça Moura aqui.
23 de fevereiro de 2005
A irracionalidade da vingança
Sinto um certo alívio, é verdade. Para o país é bom. As razões são óbvias e, racionalmente, esta é "a" solução.
Todavia, não posso deixar de sentir, simultaneamente, alguma frustração. PSL deveria ir ao congresso envergonhar um bando de filhos da puta que, movidos por questões pessoais, por ódios e rancores de estimação, tudo fizeram para que a derrota fosse inevitável. Que, nos jornais, nas rádios, nas televisões, nas páginas pessoais, fizeram aquilo que não conseguiram fazer em congresso. Que estiveram em campanha como se se tratasse de um ajuste de contas. Que confundiram os seus interesses pessoais com o interesse dos portugueses. Que contribuíram para entregar o país a esta esquerda nostálgica dos anos sessenta que nos vai fazer atrasar muitos mais anos.
Estou quase como eles: a deixar-me toldar pela irracionalidade da vingança.
22 de fevereiro de 2005
Não me sai da cabeça
Amigos e Camaradas, conseguimos!
Num raro momento de descontracção, o homem revelou-se.
Vencedores e vencidos
Este senhor é um artista. Tudo vê e tudo sabe. Um arrogante que até se dá ao luxo de falar como militante do PSD, dizendo que aqueles não se revêem na liderança “errática” (o termo pegou) de Pedro Santana Lopes e que, por isso, não votaram no partido. E vai mais longe. Diz que "parte da sua base de eleitores, como os empresários ou o sector financeiro" o abandonou. Empresários e sector financeiro?? Que palermice.
Senhor Nicolau, eu, que sou militante há 30 anos e que já fiz mais campanhas do que o senhor há-de fazer, digo-lhe que no PSD, também há empresários, mas que, na sua maioria, os militantes e eleitores são simplesmente “portugueses”.
E digo-lhe ainda outra coisa. Na sua lista de vencedores falta o maior de todos: a COMUNICAÇÃO SOCIAL.
Semelhanças
Acho este senhor do PS - Pedro Pereira - muito parecido com o Primeiro-ministro: o mesmo nariz rombudo e a mesma técnica de falar sem conseguir dizer o que quer que seja.
Aumentar os salários dos chineses
Vamos a eles!
Aumentar salários
Se as pessoas ganharem mais, terão mais dinheiro para comprar coisas e, ao comprarem as coisas, as empresas vendem e podem pagar mais. Por isso, o que é preciso é aumentar os salários.
Seguiu-se uma espontânea e ruidosa salva de palmas.
O PS está tramado!
21 de fevereiro de 2005
Uma Maioria, um Governo e um Presidente
Não terão desculpa se falharem.
20 de fevereiro de 2005
De luto

Autocrítica?
“Portugal precisa de políticos bem preparados e bem formados, para que os cidadãos não sintam no país um défice que vai iludindo, que vai diminuindo a capacidade das instituições"
Por favor, ofereçam um espelho ao senhor.
19 de fevereiro de 2005
JS nervoso?

Foi o que me pareceu.
Estive a ver a mensagem ao país do presidente de alguns portugueses e o homem pareceu-me mesmo nervoso. Será que não acredita na maioria absoluta do seu partido? Será que teme que, após o golpe de estado, não se venha a encontrar a "necessária estabilidade política"? Será que equaciona a hipótese de fazer as malas?
O Azurara não!
O Azurara está confiante na maioria do PS. Deseja-a como um mal menor.
E, claro, continua a lamentar que o PSD se tenha apresentado às eleições.
Veículo para fazer rondas
Este é um dos possíveis. Para além de um motor (turbina) com 1.500 hp, vem equipado com ar condicionado, suspensão inteligente, cruise control, gps, etc. E, naturalmente, é absolutamente BLINDADO. Um luxo!
Legalização da pedofilia?
Este é um deles. Vai ser julgado em tribunal por ter dito que, à semelhança da homosexualidade, também um dia a pedofilia viria a ser legalizada. Parece que alguém sentiu que ele estaria a a estabelecer uma comparação entre um homossexual e um pedófilo.
Não é o primeiro a ser julgado por afirmar uma coisa que se viria a confirmar muitos anos depois. Muito antes dele, outros foram julgados por se atreverem a constestar o "mainstream": Copérnico, Galileu, Kepler...
Vale a pena ler a entrevista.
Um polícia foi assassinado
O assassínio de um polícia num bairro “problemático” da periferia da capital, vem alertar V/ Ex.ª para a necessidade de dar mais atenção aos problemas da segurança (dos agentes). Repare que, como forma de protesto, já se recusam em andar armados e já só saem das esquadras em situações de emergência e apenas se houver um número considerável de agentes disponíveis. Entretanto, nós, incautos cidadãos, temos de resolver os nossos problemas de segurança com os nossos próprios meios, o que, para além de deveras incómodo, constitui um flagrante atentado à lei da greve, a qual proíbe expressamente a substituição de trabalhadores quando no exercício do seu direito inalienável à manifestação.
Trata-se, por conseguinte, de assunto que requer a intervenção imediata de V/ Ex.ª.
Repare que aquilo que os polícias precisam não é de leis que os protejam quando, no exercício das suas funções, têm de usar “meios desproporcionados” causando, eventualmente, danos corporais em pessoas não dispostas a acatar as regras do convívio democrático. Eles não precisam de leis que os defendam de serem presos por ferrarem um tiro num ladrão de automóveis, de estabelecimentos ou de pessoas, num dealer, ou num outro qualquer criminoso. De resto, a aprovação de uma tal legislação poria em causa o direito inalienável de um criminoso se autodeterminar e prosseguir a carreira que, de forma livre e consciente, escolheu.
Nada disso, senhor primeiro-ministro, não é preciso nada assim tão complexo.
O que os agentes precisam é de coletes de kevlar que minorem os danos provocados pelos tiros dos criminosos e, sobretudo, de viaturas blindadas que lhes permitam passar as rondas naqueles tais “bairros problemáticos”, saindo de lá incólumes.
Não julgue, todavia, que esta é uma questão simples de resolver. É que não basta pensar nos efeitos de uma vulgar caçadeira com zagalotes, ou de uma espingarda automática. É por isso que não serve qualquer viatura blindada. V/ Ex.ª bem sabe a facilidade com que este pessoal pode aceder a lança rockets e a munições com urânio empobrecido, para não falar em dispositivos ainda mais sofisticados. E, para esta emergência, deixo-lhe aqui uma dica: aqueles magníficos tanques Abrams M1A1 que os americanos usaram no Iraque. Agora que o vão abandonar, talvez sejam uma pechincha.
Outra coisa fundamental é a atribuição de um subsídio de risco aos agentes. Esta sim, uma medida vital, já que evitará a morte de mais qualquer agente em serviço.
Estas medidas, foram, como saberá, claramente exigidas pelos sindicalistas que exemplarmente representam os polícias.
Senhor Primeiro-Ministro, não hesite. A situação exige uma intervenção urgente e corajosa como V/ Ex.ª já nos habituou. Os polícias confiaram em si, tal como, aliás, a maioria dos portugueses.
Não os desiluda. Não traia a confiança deles.
Azurara
Propinas fazem dimiuir o número de estudantes
Quem o diz é o senhor Reitor, conforme relatado aqui.
"O efeito do aumento das propinas foi significativo, verificando-se uma redução no número de alunos inscritos, na ordem dos 600", garantiu Guimarães Rodrigues, o reitor da universidade minhota.
Pensei imediatamente: Coitados daqueles 600 garotos. Não conseguiram pagar o balúrdio das propinas e viram-se obrigados a abandonar os estudos.
Só que, continuando a ler, deparei-me com isto:
No passado ano lectivo, as propinas eram de 640 euros e, este ano, passaram a ser de 740 euros. Valores que, ainda segundo o reitor, levaram a que alguns estudantes, para evitar pagar as propinas, decidissem fazer as cadeiras que ainda lhes faltavam para acabar os respectivos cursos.
Ou seja:
O que os alunos não aguentaram foi um aumento de 20 contos anuais.
Não abandonaram os estudos. O que fizeram foi acabá-los! Se as propinas fossem 20 contos mais baratas, teriam continuado a frequentar a universidade, alegremente, adiando a realização dos seus exames!
Será possível?
O Reitor endoideceu? A jornalista ensandeceu? Anda tudo louco?
Senhor Reitor, há outra forma de manter elevado o número de estudantes da sua universidade: dê orientações aos senhores professores para chumbarem os alunos.
Também não é coisa que vá durar muito tempo. Esta questão das propinas é mais uma que ficará resolvida. O PS irá, numa atitude de diálogo e concertação, acabar com elas.
Ou não?
18 de fevereiro de 2005
Tempos difíceis
Depois da publicação das últimas sondagens, todas convergentes com ligeiras nuances, aparece como inevitável a necessidade de enfrentarmos mais um período negro da nossa história. Vem aí mais um governo do PS.
Inexoravelmente, perfilam-se já os mesmos vultos que nos conduziram, ao fim de sete anos de regabofe, à situação deprimente em que nos encontrámos em 2002. De então para cá, tudo fizeram para dificultar a nossa saída do "pântano" em nos deixaram. E, deve dizer-se, com assinalável sucesso. De facto, não chegámos a saír dele. Quando nos preparávamos para começar a emergir, surgiu aquele facto, hoje histórico, do golpe de estado.
Assim, vamos voltar a ter, tudo o indicia, os cravinhos, as marias de belém, as manuelas arcanjo, os carrilhos, os gamas, os narcisos, os cardosos, os varas e os gomes. Até o meu amigo Coelho. Eventualmente, quem sabe, até os ferros e os pedrosos. Aquela "tralha" toda de que falava o Vicente Jorge Silva. Tudo gente com provas dadas e com currículo recheado.
Do mal o menos, que obtenham maioria absoluta. Não ficarão reféns dos bloquistas (fundamental) e poderão, finalmente, vir a ser responsabilizados sem se furtarem com a retórica limiana.
Como já disse há várias semanas, o PSD não se deveria ter apresentado às eleições. Enfim, é o "Right to be Wrong" que aqui canta a Joss Stone.
16 de fevereiro de 2005
Debate a 5
Deixo aqui uma palavra de simpatia para o Sr. Jerónimo de Sousa, que, com a sua afonia, poderá ter sido o que mais capitalizou.
O Prof. Anacleto Louçã esteve no seu estilo provocatório, embora mais moderado, continuando convicto de que é o único homem sério à face da terra. Defendeu a despenalização do aborto como primeira prioridade, a distribuição de heroína aos toxicodependentes, e a diferenciação da idade da reforma das mulheres (?).
O Dr. Paulo Portas esteve muito bem. Sereno e seguro. Já ouvi dizer que tinha sido o "vencedor".
O Dr. Santana Lopes foi o que se apresentou mais bem preparado, mais conhecedor dos problemas e mais consistente nas propostas. Surpreendeu-me. Solto e acutilante. Ficam dois momentos, não políticos, mas suficientemente elucidativos:
Para Louçã sobre os benefícios fiscais à Banca: Tem aí o despacho? Tem? Então mostre-o!
Para Sócrates: Lá está o senhor a dar mostras desse mau-feitio que começa a ser conhecido!
O Eng. Sócrates esteve ao seu nível. O da trivialidade, da superficialidade e das generalidades. Mais uma vez não foi para além dos chavões. Nem uma única ideia. Nem o seu programa eleitoral soube defender. Irá desincentivar as reformas antecipadas (ou seja aumentar a idade da reforma - que apoio) e estudar a sustentabilidade da Segurança Social. O homem não tem ideias sobre o que quer que seja. Vai estudar, estudar e estudar.
Se isto não é um Guterres recauchutado...
15 de fevereiro de 2005
Nomeações partidárias
Embora reconheça a importância de nomear pessoas de confiança política para determinados cargos, não deixo de me juntar a estes críticos. De facto, não faz sentido nomear, por exemplo, motoristas de "confiança política"...
Ontem, curiosamente, no meio de uma arrumação do meu escritório, dei com uma "peça" que ilustra bem o que acabo de dizer. Tratava-se de uma fotocópia do Diário da República do dia 14/02/2002, um mês antes das eleições legislativas, com um governo demissionário do PS. Aí se pode ler que um senhor Secretário de Estado nomeou, quando já estava de saída, DUAS secretárias pessoais e DOIS motoristas para o seu gabinete. Mas não se ficou por aqui. Naquele mesmo dia nomeou um total de 17 "boys" e "girls". Isto é, numa altura em que a proximidade das eleições aconselharia uma especial prudência, o senhor aumentou o seu gabinete com mais 17 pessoas!
Claro está que, pouco tempo depois, a maioria destes "nomeados à última da hora" viria a receber chorudas indeminizações.
Caro leitor, deixo-lhe um desafio: descubra as diferenças entre 2002 e 2005!
Sindicatos e Concursos
Estes tipos não saberão que o número de professores necessários é directamente proporcional ao dos alunos?
Não saberão que as escolas, sobretudo as mais antigas, têm quadros sobredimensionados?
Não saberão que a indicação das vagas é feita por cada uma das escolas?
Não saberão que o Ministro (este, o anterior ou o futuro) não interfere na determinação das vagas?
Ou será que sabem tudo isto mas querem, em nome do "senso comum", diminuir o rácio alunos/professor, pese embora não existir qualquer estudo com base científica que correlacione esta variável com o acréscimo de qualidade da educação?
Sindicatos...
14 de fevereiro de 2005
Ignorante!
Nem uma única ideia sobre o que quer que seja. Só diz trivialidades. Vejamos uns apontamentos que tirei:
- O problema de Portugal está na economia e não apenas nas finanças. Temos um défice real acima dos 5% [...] mas tenho esperança que com a revisão do Pacto possamos ter um plano [...]
- O essencial é a sustentabilidade do sistema de segurança social. Não está claro de que forma se pode e deve assegurá-la, pelo que é preciso actualizar o estudo [...]
- [sobre as portagens na CREL] Não sei como estão as acessibilidades a Lisboa. [...] seria leviano estar a dizer o que farei sem que isso seja estudado [...]
Então:
- Quanto ao equilíbrio das finanças, não sabe como fazer, mas tem esperança que a revisão do Pacto de Estabilidade lhe resolva o problema;
- Quanto à viabilidade da Segurança Social, tem de estudar;
- Quanto às portagens, tem de estudar;
Que desgraça. Para além do "colocar 1.000 licenciados em PME's", nem uma ideia.
Isto ainda vai ser pior que eu pensava!
13 de fevereiro de 2005
Calúnia desesperada
12 de fevereiro de 2005
Joss Stone

Esta menina, mesmo que não votasse PSD, seria sempre bem recebida nas festas da cidade destas Terras de Azurara e, mais ainda, terá sempre o seu Right to be Wrong.
Ouçam a menina!
11 de fevereiro de 2005
O "Outlet"
Tal como eu dizia no artigo de ontem à noite, tratava-se de mais uma tramóia.
Uma vergonha. Aproveitar uma simples coincidência de datas para avançar com esta campanha caluniosa, não é próprio da democracia.
Senhor Eng. Sócrates, processe o jornal Independente.
Leve-os a tribunal.
Sócrates e o "Outlet" de Alcochete
A notícia continua, dizendo que, logo na altura, a Quercus não gostou da ideia e apresentou uma queixa em Bruxelas, alegando que o empreendimento seria construído dentro da Zona de Protecção Especial (ZPE) do estuário do Tejo, e contestando, ainda, a aprovação do decreto-lei 140/2002 de 20 Maio, que alterou os limites da ZPE, abrindo caminho à construção dentro da área, contrariando compromissos do Estado em relação ao financiamento da Ponte Vasco da Gama.
O gabinete do secretário-geral do PS veio logo dizer que José Sócrates é "totalmente alheio" ao processo de licenciamento do Freeport, em Alcochete, adiantando que o então secretário de Estado do Ambiente, Rui Gonçalves, deu “despacho favorável condicionado” ao estudo. Assim, "tratando-se do exercício de uma competência delegada, nem o então ministro do Ambiente José Sócrates, nem o seu gabinete, tiveram qualquer intervenção nesse processo de avaliação do impacte ambiental".
Isto é muito interessante.
Desde logo pelo cheiro. Cheira-me a concurso de professores. Porquê? Simples. É assim: a culpa foi dos técnicos do ICN. Calma, o Secretário de Estado concordou, logo é culpado. Calma aí, então o ministro tem culpas. Espera aí, se assim é, a culpa é do primeiro-ministro que é um incompetente. Estão a ver. Igualzinha à história do concurso. Só mudam os protagonistas – Sócrates (ministro) e Guterres (primeiro-ministro).
Mas também é interessante por outra razão. É que eu fui ler o Diário da República e diz lá que a reunião do Conselho de Ministros (com Guterres e Sócrates) que aprovou a alteração à ZPE do Tejo foi a 14/3/2002, tendo o respectivo Decreto-Lei sido publicado a 20/5/2002. Ora, nessa altura, já o governo era o de Durão Barroso. Então, quando é que o Secretário de Estado aprovou o Estudo de Impacte Ambiental do Freeport? Ainda antes da reunião do Conselho de Ministros? Depois, mas ainda antes da publicação da lei? Depois, e já com Durão Barroso?
É que uma lei, neste caso um decreto, só produz efeitos depois de publicada.
Claro que deve haver uma explicação simples. Eu é que a não conheço. De resto, estes senhores são absolutamente incapazes de cometer ilegalidades ou de favorecer interesses privados. Isto não deve ser mais que uma cabala jornalística ou uma "encomenda" da "reacção".

10 de fevereiro de 2005
Co-incineração - Sim ou Não?
O primeiro ministro, Eng. Sócrates, anunciou que a co-incineração será o meio preferencial para a eliminação de resíduos perigosos. Mais tarde, reafirmou-o. Hoje, em Setúbal, o ministro Vitorino veio dizer que, afinal, ainda não se sabe se haverá co-incineração.
Lindo! Um ministro a desmentir o primeiro ministro!
Agora, aguarda-se um desmentido do desmentido por parte do primeiro-ministro.
Temos aqui um exemplo do que são as contradições no seio do governo, marcado, como se reconhece, por comportamentos erráticos e incoerentes. Um claro sinal de incompetência.
Aquilo que é de manhã, pode não ser à tarde e deixa de o ser à noite.
(Onde é que eu já ouvi isto?)
Pluralidade na RTP
Deixe-me começar por lhe manifestar a minha solidariedade perante esta arrelia que se prefigura no horizonte, e que, todavia, parece inevitável. Compreendo perfeitamente a sua inquietação, de resto, plenamente justificada.
Efectivamente, sofrer na pele, semanalmente, uma hora de homilia a zurzir nas suas políticas, não vai ser nada agradável. Basta ver o que o Prof. fez ao governo do PSD, de quem até é militante, para perspectivar o que vai fazer ao seu governo. Uma malvadez! Anda um homem toda a semana a porfiar e, no domingo, pelo cair da noite, aí vem ele desancar em tudo e em todos, impunemente, sem ninguém que o desminta, sem a necessária pluralidade democrática.
Permito-me sugerir-lhe que não desista de lutar para garantir o indispensável direito ao contraditório, como, aliás de forma exemplar, o reclamou quando o professor trabalhava para a TVI.
Caso não consiga levar a sua luta a bom termo, sugiro que considere a substituição da direcção de programas da RTP (e de toda a administração) e despeça o Prof. Deve, contudo, não menosprezar a intervenção da Alta Autoridade para a Comunicação Social. Por vezes aprovam resoluções que não se coadunam com os superiores interesses do Governo se Portugal.
Com os melhores cumprimentos,
Azurara
8 de fevereiro de 2005
Uma campanha alegre
Na RTP1, agora mesmo, Rodrigues dos Santos dava conta do comício do PS, aqui ao lado, em Viseu, e dizia: “José Sócrates está agora a discursar. Elsa [Marujo], ele já disse alguma coisa relevante?”
Resposta da Elsa: “Sim já. Acabou de se referir ao encontro que Santana Lopes teve hoje com os jornalistas”.
Relevante! Muito relevante, sim senhor.
Esta é que é a reclamada campanha “pela positiva” para apresentar propostas ao País?
Pela boca morre o peixe

O Eng. Sócrates criticou o Primeiro Ministro por ter realizado um acto de governo (na base de Monte Real) durante a campanha eleitoral. Pois foi. Só que se esqueceu que já fez exactamente o mesmo. Em 25/11/2001, um pouco antes da data das eleições, inaugurou, como ministro do Ambiente, uma ETAR em Miranda do Corvo, tendo então dito que "os calendários eleitorais não devem prejudicar o trabalho de quem governa".
Ai, como vai esta (in)coerência.
Quem tem telhados de vidro, não atira pedras - também se diz por cá.
Mandatário Nacional do PS
Alto. Espera aí. Se calhar não foi este. Se calhar foi o Vital...
7 de fevereiro de 2005
Igreja, Aborto e Partido Socialista
José Sócrates considerou hoje "infeliz" o apelo do pároco da Igreja de São João de Brito de Lisboa, o padre Loreno, para que os portugueses não votem em partidos defensores do aborto, eutanásia e direitos dos homossexuais. Falando aos jornalistas em Fátima, após uma reunião com empresários da região, o secretário-geral do PS repudiou as posições do pároco da Igreja de São João de Brito."Foram declarações muito infelizes, mas que o PS não valoriza, porque essas declarações não representam a posição da Igreja Católica", respondeu o líder socialista.
Fiquei surpreendido por estas afirmações desassombradas do Eng. Pensei eu: "Será que a Igreja Católica mudou de posição e nem eu nem o padre de S. João de Brito o sabemos?
Fui investigar. Fiz uma rápida pesquisa e encontrei isto, e isto, e mais isto, e ainda isto, e isto, e ainda isto.
E concluí que não sou eu nem o tal padre que andamos distraídos. O Eng. Sócrates é que ficou obnubilado. A euforia, por vezes, tem manifestações paroxísticas!
De qualquer forma, em vez de estar eu aqui a "fazer o frete" à Igreja Católica, melhor seria que o senhor Cardeal dissesse alguma coisa ao pessoal.
Igreja Católica em campanha
Comunistas e bloquistas vituperam um padre católico por ter exortado “os fiéis que hoje assistiram à sua homilia a rejeitarem nas urnas os programas eleitorais que proponham a legalização do aborto ou a eutanásia”. Jerónimo de Sousa considerou "inaceitáveis" as palavras do padre, sublinhando que “a Igreja não deve fazer campanha”. Francisco Louça disse que já encontrou na sua campanha padres mais tolerantes.
Ora aqui está uma questão interessante. Vejamos:
O voto é um direito e um dever dos cidadãos. Na sociedade existem organizações religiosas (entre as quais estão as Igrejas) e organizações laicas (entre as quais estão os partidos políticos).
Pode pensar-se que apenas as organizações partidárias fazem “campanha”? Certamente que não. Toda e qualquer organização social faz a sua campanha. Os partidos propagandeiam as suas propostas, as associações alardeiam os seus interesses e as Igrejas difundem os seus valores.
Ora, há cidadãos que são simultaneamente crentes de uma ou outra Igreja. Os crentes não votam enquanto tal. Votam porque são cidadãos. Mas será possível, para cada um, fazer uma clara distinção entre uma condição e a outra? Não só me parede impossível como, a sê-lo, poderia acarretar graves contradições.
A Igreja Católica defende determinados valores que os crentes devem seguir. Um desses valores é o da vida, assim considerada desde o momento da concepção.
Será possível a um católico defender o aborto?
Não me parece mesmo nada!
Já agora, importa dizer que, pela minha parte, defendo que o aborto seja descriminalizado, mas recuso a ideia de que passe a ser acto médico praticado em unidades do Sistema Nacional de Saúde. De resto, parece-me que é esta última parte que move os bloquistas. Tanto quanto me lembro, não tem havido ninguém condenado pelo crime de aborto (pese embora a humilhação sofrida nos julgamentos).
6 de fevereiro de 2005
O combate ao desemprego
Um pouco por todo o lado – jornais, blogs, discursos políticos – vamos ouvindo a recriminação do Governo por não ter evitado a falência ou a deslocalização de empresas, aumentando, assim, o desemprego.
Não sou, longe disso, um especialista em economia, e muito menos em macro-economia. Todavia, parece-me que se limitam a afirmar o óbvio: se o desemprego não tivesse aumentado, haveria mais dinheiro a circular, logo mais consumo, logo melhores condições para as empresas, logo mais impostos arrecadados e menos despesa social em subsídios de desemprego.
Ora, como disse, isto é óbvio mas não acrescenta nada. Não aponta alternativas. Não avança com propostas de acção.
Como não as sei, pergunto:
- Como é que um Governo pode evitar que as empresas encerrem por falência?
- Como é que um Governo pode evitar que as empresas deslocalizem as suas unidades de produção?
- Como é que um Governo cria empregos sem ser na sua área de competência – a administração pública?
Nada de retórica.
Medidas concretas e objectivas, por favor.
5 de fevereiro de 2005
A pergunta essencial
Efectivamente, três anos depois de terem "fugido" deixando-nos no "pântano", e depois de tudo terem feito para tornarem mais difícil a recuperação, a pergunta fundamental é

A História confirma
CAVACO foi o menos gastador.
CAVACO Silva e os seus ministros das Finanças (Braga de Macedo em 1992, Miguel Cadilhe de 86 a 89, Eduardo Catroga em 95 e Miguel Beleza em 90) ocupam sete dos dez primeiros lugares do «ranking» da consolidação orçamental, segundo um estudo de um ex-secretário de Estado de Durão Barroso que analisa as contas públicas desde 1986 até 2004, concluindo que os Governos PS são os mais despesistas.
O melhor ano de António Guterres foi 96 (com Sousa Franco a chegar ao 6.° lugar) e o melhor ano da coligação PSD/CDS foi 2003 (com Manuela Ferreira Leite a conseguir um sétimo lugar apesar da recessão económica, da queda das receitas fiscais e do disparo do subsídio de desemprego).
Um segundo «ranking» ordena os últimos 19 anos por contenção da despesa corrente. E aqui a vitória do PSD é esmagadora, porque os dez melhores anos são de Cavaco Silva e Durão Barroso. O melhor resultado do PS é um 11.° lugar, ou seja, mesmo descontando a inflação, nunca a despesa cresceu abaixo dos 3,5% ao ano num Governo socialista.
Preparem-se para mais no mesmo!
4 de fevereiro de 2005
Robotizado
Durante o intervalo, um dos convidados, o senhor Luís Osório disse uma coisa fantástica: que o Eng. Sócrates parecia um robot. Eu não gosto nada das ideias dele (do L.O.) mas tenho que confessar que conseguiu explicar aquilo eu "sentia" quando via o Eng. É isso mesmo: automatizado!
3 de fevereiro de 2005
Portugal perde
2 de fevereiro de 2005
Veículos da 3.ª via
Uma dica: também tem um como este.
Quem? O PSL? Ná! Parece que esse não tem nenhum.
Vanessa da Mata
Como ela diz, esta boneca tem manual!
1 de fevereiro de 2005
Colos - cada um escolhe o que gosta
Este é um "outro colo"
Brevemente vamos aqui colocar uma sondagem, com identificação do género, para verificarmos se existem diferenças estatísticamente significativas nos dois grupos.
31 de janeiro de 2005
Andámos a ser enganados.
Foi ele que aprovou o Plano de Pormenor da Antas. O tal plano que não autorizava que os proprietários dos terrenos os urbanizassem, mas que, depois de expropriados pela Câmara e trocados por outros do Futebol Clube do Porto, já puderam ser urbanizados.
É verdade. Está no Público e quem o diz é o Eng. Nuno Cardoso. Quem o aprovou já não fui eu e a declaração de utilidade pública só tem um responsável, que é Rui Rio", afirmou Nuno Cardoso."Não sou responsável pelo PPA na sua versão final nem tive conhecimento das reclamações que terá havido durante a discussão pública do plano", afirmou, salientando que esta decorreu já fora do seu mandato e a versão final do documento "é só da responsabilidade de Rui Rio", o actual presidente da câmara.
Assim, quem favoreceu (?) o FCP foi Rui Rio. E esta hem?
Uma razão para votar PSD
Pois bem, há imensas razões, mas uma delas tem um particular relevo:
Evitar voltar a passar pelo drama em que nos meteram os governos socialistas liderados pelo Eng. Guterres (nos quais o Eng. Sócrates assumiu consideráveis responsabilidades), caracterizados pelo "diálogo", pelo "consenso", pelo "as pessoas estão primeiro", pelo facilitismo, pelo despesismo e pela inacção.
Chega?
30 de janeiro de 2005
Eleições no Iraque
60% é mais do que se verificou em algmas eleições em Portugal.
A conclusão é óbvia: pesem embora as ameaças de toda a ordem lançadas pelos terroristas sobre o povo Iraquiano, este respondeu em números muito generosos.
Afinal, a democracia "à Ocidente" também é desejada no médio Oriente (e em todo o mundo).
Uma valente lição para a esquerda internacional.
Aprendam!
Professor Louçã, o Moralista
Louçã considerou (porque considerou mesmo - o argumento do "contexto", invocado pelos seus colegas de partido é uma falácia - honre-se Luís Januário, de Coimbra) que PP não poderia ter falado de "aborto" por não ter "gerado vida" e "não saber o que é o sorriso de uma criança". Ainda que dissesse (entre muitas aspas) que "não podia falar de aborto porque nunca tinha feito um", entender-se-ia, na lógica de um debate televisivo e com o argumento, tão estafado como errado, de que só as mulheres devem falar de um assunto que hipoteticamente só lhes diz respeito.Mas ao dizer o que disse (e já é crescidinho para saber o que diz...) fez profissão de fé de que não falará de mulheres (creio que é do sexo e do género masculino), de homossexuais (não consta que seja), de minorias étnicas (é caucasiano), de estrangeiros (é português), de futebol (em que equipa é que ele alinhou?), da Igreja (diz-se ateu ou agnóstico), do Papa (não o é... ainda). Nem sequer de PP (ele não é ele...). Enfim. Louçã só poderá falar de uma coisa: da vida de Louçã e das experiências de Louçã. Nesse aspecto, diga-se, é coerente: na prática, só fala dele próprio e faz outro tanto de auto-propaganda. O único busílis é que nós não estamos minimamente interessados na vida do Professor Louçã. E como a democracia se constrói à custa da argumentação, do debate e da troca de ideias, Louçã é muito desinteressante para a democracia... até porque acabou por promover PP, o que já de si é um péssimo serviço à causa...Há arrogâncias que não se devem ter... seja qual for o "contexto"!
Por esta e por outras, acho especialmente adequado o aviso abaixo, que está no Acanto.
29 de janeiro de 2005
Sondagens
Curiosas variações! Há três dias:
- o PP não ia além dos 3%:
- o BE tinha 8,1%, ascendendo à condição de terceira força partidária.
E querem os sociólogos convencer-me que isto tem uma base científica.
Pré-escolar obrigatório
Valente ideia!
Sabeis quais são os países europeus onde o ensino pré-escolar é obrigatório?
Sabeis quais são os países europeus onde o ensino pré-escolar é considerado parte integrante do Sistema Educativo?
28 de janeiro de 2005
Escola e Qualificação
Muito bem. É verdade.
E o que é que pretendem fazer para inverter este estado de coisas?
Aumentar a escolaridade obrigatória para 18 anos. Bem sei.
Só que há nisto um problema que importa solucionar. É que aumentar a escolaridade não conduz, só por si, ao aumento da qualificação profissional. Conduzirá, quando muito, ao aumento da literacia, se bem que isto não seja líquido.
Para atingir tal desiderato é preciso coragem para romper com os tabus igualitaristas que têm minado a nossa sociedade desde há 30 anos. É preciso, sim senhor, tornar obrigatória a frequência do Ensino Secundário, mas é fundamental que este ofereça dois (pelo menos)percursos completamente distintos. Um, vocacionado para o ingresso no ensino suoerior, logo não profissionalmente qualificante. Outro, que se esqueça do superior e aposte na formação profissional. Dois percursos distintos, autónomos e não permeáveis. O tronco comum, visando a aquisição de competências estruturantes de uma cidadania responsável, apenas deve existir, e bem, no ensino básico, isto é, até ao 9º ano. É aquilo se chama escolaridade básica. A partir daqui os percursos devem ser independentes. Ora isto não acontece hoje.
Vejamos: a um jovem que termina o 9º ano, que percursos escolares são propostos?
- Na esmagadora maioria das escolas, cursos académicos (científico-humanísticos) visando o ingresso no superior;
- Em algumas escolas, cursos tecnológicos, marcados por uma confrangedora ambiguidade quanto às suas finalidades;
- Numa minoria de escolas, os poucos cursos profissionais homologados e autorizados pelo Ministério.
Assim, ao nosso jovem, normalmente, restará a opção por um percurso académico, para o qual, não raras vezes, não estará devidamente preparado (não vou aqui dizer porquê). E então o que lhe acontece? É insucedido e abandona (40%).
Ora, quando não lhe for permitido abandonar, porque tem de frequentar até aos 18 anos, o que lhe irá suceder? Resposta: nada! Vai arrastar-se até à idade limite. Ou melhor, não vai. O que, a médio prazo, irá acontecer é aquilo que já aconteceu no 3º ciclo. Os patamares de exigência irão baixar. O nivelamento far-se-á por baixo. Cairemos no facilitismo. E, finalmente, daremos diplomas do 12º ano a completos ignorantes.
Tudo isto são coisas que já vimos acontecer. Hoje, damos o diploma do 9º ano a jovens que mal sabem ler. Amanhã, fá-lo-emos no 12º ano.
Com isto, criaremos uma legião de ignorantes desqualificados!
Assim, urge romper com os paradigmas igualitaristas. Criem-se vias alternativas, autónomas, independentes e impermeáveis no Ensino Secundário. Dê-se oportunidade aos menos bem preparados, sem comprometer o sucesso dos outros.
Ainda estamos a tempo.
Sondagens em Portugal
Estão aí para todos os gostos. Numa o PS tem mais 7% que o PSD, noutra, 11 e numa outra 18%!! Andei aqui à procura de sondagens anteriores e encontrei esta "pérola".
Foi publicada no Expresso de 14/12/2001 e as eleições foram a 16, isto é, 2 dias depois. Ainda está online.
A minha pergunta é: porque é que ainda não faliram?
Cambalhota
Foi o que deu este "centrista" e "democrata cristão" como se auto-intitula.
Em tempos, já foi apelidado de "fascista".
Hoje apela ao voto no PS para lhe garantir a maioria absoluta.
Amanhã...


27 de janeiro de 2005
Debates? Para quê?
26 de janeiro de 2005
25 de janeiro de 2005
Sem vergonha
Nenhuma objecção haveria à intervenção de M. R. S. enquanto opinião política, no quadro do equilibrado pluralismo político que a estação pública deve garantir. Mas a sua contratação como supercomentador a solo, num espaço privilegiado, traduz-se obviamente num inaceitável privilégio para as ideias políticas que ele representa...
Pasme-se!
Foi o Professor Vital Moreira a propósito da propalada contratação do Professor Marcelo pela RTP.
Então agora já importa garantir um "equilibrado pluralismo político"? Porquê? Por ser na RTP? Porque o próximo governo será o PS? Quando na TVI, o Prof. Marcelo não era um "supercomentador a solo"? Afinal, o contraditório é fundamental?
Leia o resto aqui.
Avaliação do desempenho
Para que é tanto barulho?
A avaliação sistemática, a valorização das boas práticas e o incentivo ao desempenho de qualidade não são matérias que façam parte do léxico (e muito menos das preocupações) do Partido Socialista.
Assim, toda a malta, bons e maus, irão continuar a progredir nas carreiras ao ritmo da antiguidade.
Continuaremos no reino da mediocridade.
Colombo socialista
Um grupo de académicos concluiu, de forma irrefutável, que Cristovão Colombo era socialista. Efectivamente, partiu sem saber para onde ia, chegou sem saber onde estava, regressou sem saber de onde vinha, e tudo isto à custa do dinheiro dos outros.
24 de janeiro de 2005
Jobs for the boys
Nomeações do PSD durante o período de "Governo de Gestão":
Numero de nomeações: 89
Número de dias: 51
Racio: 1,75
Nomeações do PS durante o período de "Governo de Gestão":
Numero de nomeações: 195+135
Número de dias: 124
Racio: 2,66
Conclusão:
O PS é muito mais amigo dos seus "boys" que o PSD.
Debates e Tele-ponto
Ó Dr. Santana, por favor, o senhor já deveria ter compreendido. Ora veja lá:
Num debate não deve dar muito jeito o sistema de tele-ponto do PS. O problema é o tele-ponto! Já viu que sempre que o Eng. quer dizer alguma coisinha sem se enganar tem de recorrer à muleta.
Não peça o impossível.
23 de janeiro de 2005
22 de janeiro de 2005
Música de campanha
Privatizar
Desde já, fica uma questão: os funcionários da administração local (câmaras) que não estão incluídos naquele número, quantos são?
Fica, também, uma nota para reflectir. Em França, país que é um caso paradigmático do centralismo e do peso da administração pública, os funcionários públicos são 250.000, ou seja, menos de metade dos nossos, num país incomparavelmente maior.
De acordo com o sindicalista, daqueles 580.000, cerca de 515 mil pertencem à educação, à saúde, à segurança interna e às forças armadas, restando cerca de 70.000 em outras áreas. Assim, conclui que o PS deve querer privatizar estes últimos sectores.
Deste raciocínio, deduz-se que Paulo Trindade não concebe a privatização das Forças Armadas e da Segurança Pública, com o que concordamos totalmente. Mas, e aí é que está o problema, também não concebe a privatização das escolas, universidades, hospitais e centros de saúde. Mas porquê? Desde que o cidadão não pague mais num sistema privado que aquilo que paga num público, qual é o problema?
Meus amigos, o desperdício nas organizações públicas é obsceno e tem de ser reduzido a todo o custo. A culpa não é dos funcionários. É mesmo do sistema. Reparem que o mesmo professor que, na escola pública que lhe paga o vencimento, faz o menos possível, “dá o litro” quando está na escola profissional, onde lecciona umas "horitas". E se for um médico? É diferente?
E qual é a diferença entre a gestão privada e a pública? É … ? Muito bem! Acertou!
Apesar de tudo, eu preferiria uma via alternativa. Manter os serviços na administração pública alterando as regras de gestão. Criando carreiras profissionais para os gestores públicos, conferindo-lhes autoridade. Acabando com concursos nacionais. Dando à direcção de cada uma das organizações a capacidade contratar, de promover e de despedir os funcionários que entendesse, fundamentando em critérios transparentes. Provavelmente, seria esta a solução mais eficiente e igualmente eficaz.
Mas isto, os sindicatos também não querem…
"Chatices" de ser poder - II
Na minha opinião, está certo, embora ache curto.
O pior é que vieram logo bradar os sindicatos .
Paulo Trindade, coordenador da Federação Sindical da Função Pública, considerou que, ou "se dizem asneiras" porque "se fala daquilo que não se sabe", ou se está "a ocultar outras coisas", como a "privatização de serviços públicos".
Paulo Trindade afirmou que também não se pode considerar que está tudo bem, dando como exemplo o instituto para o cartão do idoso, criado pelo PS, que tem três dirigentes para quatro funcionários e é um serviço inútil, que poderia ser assegurado pelo Instituto da Segurança Social.
Que belo exemplo,
Quanto mais falam, mais se enterram. Que chatice!
Almeida Santos - Presidente do PS
Foi, mais ou menos, assim:
É preciso não esquecer que quando na oposição tem-se um discurso diferente do enquanto poder.
Muito significativo. Tomai atenção.
21 de janeiro de 2005
Mais coisas estranhas
Uma senhora a quem foi recomendada uma cirurgia para implantação de uma prótese da anca há cerca de 9 meses (tempo que não me parece escandaloso) tem dois hospitais a quererem realizar a operação - o de Águeda e o de Viseu.
Como é?
Excesso de oferta de serviços de cirurgia? Em Portugal?
Ná! Deve ter sido outra alucinação.
Programa do PSD
Estupefacção total. Nada. Pelo contrário. Disse bem!
Mais. Disse que aquele (o do programa) era o único caminho para relançar este país.
Uma coisa assim. Dizer bem de uma coisa do PSD, nos media?
Ná! Devo ter sofrido de alguma alucinação.
O Mergulho

Sobretudo numa revista da "esquerda" (que a minha mulher assina, cegamente, desde a fundação)
20 de janeiro de 2005
Casa Pia - Nulidade processual. Ufa!
Mas um senhor advogado de um dos arguidos, disse logo que a declaração de Carlos Silvino "é da maior gravidade" pelo que, a confirmarem-se aquelas ameaças, terão como consequência legal a nulidade de todas as provas obtidas através delas.
Ora, assim, sim! Assim, não interessa nada se os arguidos são ou não culpados. Não interessa saber a verdade.
Bendito erro processual!
Associação Sindical de Professores quer política educativa estruturante
Bem precisamos de uma política estruturante, tando na Educação, como nos outros sectores, é verdade.
O Público não enuncia as 16 medidas. Só fala de:
- Dignificar a carreira;
- Melhorar as remunerações e condições de trabalho dos professores do ensino particular e cooperativo;
- Promover um amplo debate na sociedade portuguesa para aprovação de uma Lei de Bases para a Educação com maior consenso;
- Valorizar a educação para a infância e pré-escolar;
- Dar maior apoio aos docentes do Ensino Especial;
- Criar um Programa Nacional de Educação de Adultos com reforço do ensino recorrente;
Então, isto é que são as medidas para uma "política estruturante"? Isto é uma pobreza. Um absoluto vazio de ideias. Simples generalidades balofas.
O jornal também fala, e põe entre aspas, de uma "rápida avaliação curricular do Ensino Básico e Secundário", mas deve ter sido lapso. Na melhor das hipóteses seria uma rápida avaliação do currículo dos Ensinos Básico e Secundário.
Sindicatos...
19 de janeiro de 2005
Corrupção nas autarquias
Vá lá, Dr. Soares, diga nomes, não se acanhe.
18 de janeiro de 2005
O PS anda à deriva
Foi, mais ou menos, assim:
Apenas o Bloco de Esquerda (aquele das despesas que não contam) apresentou um programa inteligente. Os outros todos, incluindo o PS, andam à deriva.
Apre!
Os 150.000 novos empregos...
Também disse, como o Bloco de Esquerda, que há despesas qua não devem ser levadas em conta para efeitos do défice.
Finalmente, disse que o PEC não deverá ser observado todos os anos.
Está tudo dito.
Estatuto dos portugueses
"... os portugueses não aceitam qualquer trabalho. Têm, hoje, outro estatuto. É por isso qua cá temos os ucranianos, os russos, os moldavos, enfim, os povos do leste da Europa, para os quais isto é um paraíso..."
Disse bem.
Prós & Contras
Mas, ainda assim aprendi uma coisa com o José Manuel Fernandes:
A Espanha chegou a ter 25% de desemprego (é verdade, e não foi há muitos anos) porque lá, as empresas que não eram viáveis conseguiam declarar falência num curto espaço de tempo. Em Portugal, pelo contrário, a mesma coisa demora anos.
Fantástico.
17 de janeiro de 2005
Hamas rejeita apelo da OLP para pôr fim aos ataques contra Israel
Assim nunca mais conseguirão (con)viver em Paz.
Sugiro que se investigue se não haverá agentes da CIA (aqueles tipos que só existem para provocar guerra, destruição e tragédia) infiltrados no Hamas.
Responsabilidades políticas
Não é motivo para satisfação, mas veio corroborar o que aqui tenho dito sobre a responsabilidade dos políticos.
Esteve bem o senhor Presidente.
Santana Lopes e São Pedro
Já não bastava aquela cena do Embaixador na Tailândia, veio agora a saber-se que, por pura inépcia, não foram acautelados os interesses nacionais junto de S. Pedro. Por esta razão, estamos a sofrer uma seca das antigas e nem se prevê quando é que a crise terminará.
Já anteriormente, um epsidódio prenunciava o que agora se confirmou: A vaga de incêndios no Verão, pelas condições particularmente sensíveis da floresta (secura).
Ora, como toda a gente sabe, o corpo diplomático não é constituído, com raras excepções, por um corpo independente do poder político, do Governo. Antes é nomeado por questões de "confiança política". Daqui se constata, mais uma vez, a absoluta incompetência de Santana Lopes pelas escolhas que fez dos embaixadores de Portugal.
Resta-nos esperar que o Eng. Sócrates faça nomeações criteriosas e que, assim, possa chover.



