18 de março de 2005

Fidel, coitadito

Gastou a vida inteira a trabalhar que nem um moiro no seu afã de tornar todos os cubanos igualmente pobres. Ninguém, muito menos eu, lhe quer tirar o mérito do empenho total. Esforçou-se ao máximo. Todavia, não logrou alcançar o seu objectivo. Há pelo menos um cubano que não empobreceu. De acordo com a Forbes, Castro não conseguiu desfazer-se de uma fortuna avaliada em 500 milhões de dólares. Que frustração deve sentir o senhor.
Isto fez-me lembrar um outro líder socialista que, à custa de muito trabalho, conseguiu arrecadar uns "cobres". Arafat, se a memória não me trai.

17 de março de 2005

Freitas, o Leal

De acordo com o 24Horas, Freitas, em Bruxelas, disse aos jornalistas:

No final [da reunião], em "off", poderei dar-vos um pequeno comentário do que se passou hoje. Digo "em off" porque o Conselho de Ministros deste Governo decidiu, e a meu ver muito bem, que até expormos as linhas gerais de política externa do Governo no Parlamento (...) não devíamos fazer declarações sobre questões de política externa.

Quem trai uma vez, trai um cento!

Sporting

Hugo saíu aos 34 minutos. Ufa! Ganhámos!

16 de março de 2005

Embasbacado

É que diz o meu amigo Mocho sobre a sensação que tenho perante estes primeiros dias de governação socialista. Diz ele:"estás embasbacado!".
Digo-lhe eu que não estou. Aliás, nem poderia estar. Ainda não dei conta de que temos governo. Sei que foi empossado e que anunciou, logo no momento, a intenção de atribuir novas receitas aos hipermercados com os lucros dos medicamentos de venda livre.
De então para cá, não tenho dado conta da existência de governo. Não se vê nem se ouve. Nem sequer para desmentir o Governador do Banco de Portugal.

Desmentido. Aguarda-se.

Já está a tardar.
O desmentido da subida dos impostos sobre os automóveis e combustíveis.
Será que o governo está mesmo em "blackout"?

15 de março de 2005

Destilaria de Ódio

Um post como este, carregado de um ódio doentio, faz-me lembrar um jornalzinho que se publica aqui na minha terra. O ódio pessoal é o mesmo. Só a linguagem é que é mais torpe.

FCP

O Inter já marcou um golo. Não estava com a devida atenção, mas pareceu-me ver na defesa do Porto uma figura sinistra. Seria o fantasma do HUGO?

SCUT's - Paguemos!

Afinal as SCUT's não são "à borla". Custam dinheiro e temos de as pagar.
O senhor Governador do Banco de Portugal, o poderoso Victor Constâncio, já veio sugerir o aumento dos impostos sobre o automóvel (que já são os mais elevados da Europa) e dos combustíveis, para minorar a fatia do Orçamento de Estado a afectar a esta despesa.
Trata-se de uma medida marcadamente socialista: a solidariedade nacional e geracional. Em vez de pagar quem usufrui (como nas A1, A2, Axx, CREL, etc.) pagam todos os portugueses que utilizam automóveis. Lindo!
(eu sou dos que pagarão de qualquer forma - na portagem ou no carro e no gasóleo, ou em tudo. Mal, muito mal.)

14 de março de 2005

PSL e CML

Segundo o constitucionalista Jorge Miranda, o regresso de Santana Lopes à autarquia enquanto presidente é automático e não está dependente de nenhuma formalidade.
«Como ele assumiu o cargo de primeiro-ministro, que é incompatível com qualquer outro, a suspensão do mandato na Câmara é imediata, mas assim que cessou essas funções volta a ser automaticamente presidente (da autarquia)», afirmou à Lusa o professor de Direito Constitucional e presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Que é presidente da CML, já eu sabia. Reassumir o cargo é outra coisa. É que a campanha inédita de que foi alvo, e na qual acabou por "embarcar" com inusitada inépcia, transformou-o numa espécie de "peçonhento". Reassumir funções, neste contexto, levará os "media" a assestarem todas as baterias na sua pessoa e na sua acção, inviabilizando, absolutamente, o estritamente necessário processo de reabilitação.
No seu lugar, eu renunciaria.

13 de março de 2005

Elucidativo

Os referendos nunca serviram para coisa alguma a não ser para exprimir os sentimentos conservadores e imobilistas do povo profundo.
É o que diz um tal LN aqui.
Vivam as vanguardas esclarecidas que hão-de educar o povo!

Sporting

HUGO 2 - SPORTING 0

Três ataques, duas fífias, dois golos. Triste sina.

Sporting

Porque é que havemos de ter tipos como o Hugo e o Tello?

Poder Local

Neste artigo, João Tilly dá-nos conta da sua preocupação pela “invasão do paralelo” nas nossas pequenas aldeias. O Azurara subscreve. A substituição da tradicional “calçada à portuguesa” pela “calçada à fiada”, vulgo “paralelo”, é, efectivamente, um crime. Mas é difícil de combater. As câmaras, só com imensa dificuldade conseguem evitá-lo. E porquê?
A resposta radica no “poder local”, mais concretamente nas Juntas de Freguesia. Durante anos, as JF's lutaram pela satisfação das necessidades básicas das populações. Foi o tempo, sobretudo, das redes de água, esgotos e electricidade. Esses tempos passaram. Hoje, rara é a aldeia que não disponha daquelas infraestruturas, pese embora, nas mais das vezes, não exista a necessária ETAR, mas antes uma grande “fossa” séptica. Mas o "povo" está satisfeito. Tem saneamento. Além disso, existe sede da Junta, sede da Associação Cultural, da Banda, do Rancho Folclórico, etc.
Por outro lado, em Portugal ainda não percebemos que há investimentos fundamentais que não se materializam em “obras”. Só para exemplo, a organização de um serviço de refeições e aproveitamento educativo de tempos livres das crianças é mais reprodutiva do que a maior parte das obras de cimento e tijolo. Mas, compreender isto leva tempo.
Ora, esta situação cria um problema “bicudo” para as JF's. “O que é que vamos apresentar no final do mandato?”. “Temos que mostrar obra!”. “O que vamos fazer?”
Assim, muitas JF's passaram a “inventar” necessidades. A substituição das calçadas é uma delas. O alargamento de “becos” é outra, e por aí fora. Mas, para mim, a mais emblemática é aquela do calcetamento (com paralelos) dos adros, saibrados, das igrejas! Credo!
E, como já disse, as Câmaras têm muita dificuldade em contrariar estas “justas aspirações” das populações.

Correr com Sócrates

Parece que amanhã trinta e tal mil tipos se vão juntar para correr com Sócrates e Sampaio.
Se eu pudesse também corria com eles, mas ... estou longe.

12 de março de 2005

Jornalistas

Sócrates constituiu o seu governo sem qualquer notícia nos jornais. Nem um pelotãozinho (normalmente era um batalhão) em frente à sede, à casa ou ao hotel, de jornalistas “à coca” para verem quem entrava e saía. Nem uma especulaçãozinha sobre quem iria entrar e quem iria ficar de fora. As exclusões de Coelho, Gama, Vitorino e Seguro não mereceram mais que meia dúzia de linhas. Noutros tempos, os casos de Loureiro e Borges, só para exemplo, fizeram manchetes, tiveram honras de abertura na Tv e serviram especulações inauditas.

Sócrates desmentiu um ministro sobre a eventual subida de impostos. Os jornalistas aceitaram. Não disseram que era uma contradição. Não disseram que era uma “desautorização”. Não falaram de “políticas erráticas”. Noutros tempos, Santana e Bagão foram tratados como protagonistas de um folhetim inimaginável.

Sócrates corrigiu o ministro Freitas sobre a linha da futura política externa. Sossegou os USA. Afinal, Bush não é assim tão parecido com Hitler. Tudo bem. Pacífico. Os jornalistas não viram nesta contradição nenhum facto merecedor de interesse jornalístico. Noutros tempos...

Sócrates incluiu apenas duas mulheres no governo. Várias mulheres socialistas vieram a público criticar, por vezes de forma desbocada, aquilo que apelidaram de “machismo anacrónico”. Os jornalistas ... nada.

Por outro lado, das mulheres nomeadas pouco ou nada se sabe, a não ser que são amigas de Sócrates ou de um amigo de Sócrates. Tudo bem. É normal. Os jornalistas não viram nisto nenhum compadrio, nem sequer um critério político inconsistente. Nada. Noutros tempos...

Sócrates, na cerimónia de posse, não quis receber os cumprimentos do "povo". Nem sequer recebeu os próprios jornalistas. Nada de perguntas. Noutros tempos, esta atitude teria sido uma manifestação clara de uma arrogância inaceitável. Hoje, é uma demonstração de humildade e simpliciade.

Está visto: os jornalistas gostam de socialistas.
Que merda de cultura de esquerda.

Discurso da posse (2)

Sócrates anunciou que vai propor que o referendo sobre a Constituição Europeia coincida com as eleições autárquicas.
Ora aqui está uma coisa que me parece irrepreensível. Poupa-se dinheiro e consegue-se maior participação. Só que, além deste, há outro referendo prometido - o do aborto.
Porque não realizá-lo no mesmo dia? Que razões terão levado Sócrates a não propor uma data para este referendo? Não há por aí nenhum jornalista que lhe pergunte?

O discurso da posse

Anda por aí tudo eufórico com o discurso de Sócrates. Diz-se que deu um sinal claro que vai dar caça aos interesses das corporações. Claro que subscrevo. As corporações, não o parecendo, são ESTADO, e o que eu quero é menos Estado. É por isso que penso que Sócrates apenas deu um tiro de pólvora seca. A liberalização da venda de medidamentos não sujeitos a prescrição médica não é significativa. Como é óbvio, os farmacêuticos vão protestar. Sempre são uns "trocados"a menos. Mas a medida é tímida e apenas serve objectivos de marketing político.
Medida séria a anunciar teria sido o fim dos constrangimentos à abertura de novas farmácias. Isso sim.!

Deslocalizar?

Quarenta por cento das 200 empresas exportadoras de calçado inquiridas pela associação do sector admitem deslocalizar a sua produção, apontando como eventuais destinos a China e a Roménia, foi hoje anunciado.

Será que estes empresários exploradores não sabem o que se passa? Não lêem jornais? Nem rádio, nem TV? Não se deram conta que agora já não há em Portugal um "governo de direita"? Não saberão que agora temos um governo Socialista? Ignorarão que vai ser duramente reprimida qualquer tentativa de deslocalizar empresas?
Mas que tolos!
Ó meus senhores, o tempo do regabofe santanista já acabou.

O que é NACIONAL é bom!

Ainda bem que tenho as quotas em dia!

11 de março de 2005

Sócrates

Não rejeita hipótese de aumentar os impostos.
Cumprir as promessas eleitorais (300€/mês para os que estão no limiar da pobreza, 1.000 licenciados em empresas, 150.000 novos empregos...), obriga a aumentar o custo da já enorme máquina do Estado. É preciso mais dinheiro. Onde se vai buscá-lo? Fácil: aumenta-se os impostos dos que pagam impostos.
Assim, até o meu cão podia ser primeiro-ministro.