20 de março de 2005

Polícias assasinados (II)

Há uns anos, o então Ministro socialista da Administração Interna ficou célebre quando disse "esta polícia não é a minha polícia".
O actual, disse este momento não é o meu momento.
Também não foi o dos polícias.

Polícias assasinados (I)

Foram mais dois.
Há um mês, os sindicatos queriam coletes e viaturas blindadas. Hoje já começam a falar daquilo que na altura reclamei e até parodiei. Veja-se, aqui.

[a polícia] não pode levar ninguém para a esquadra sem um forte fundamento, não pode identificar ninguém sem um forte fundamento, não pode puxar da arma. O criminoso já percebeu há muito que a polícia é ineficaz no combate à criminalidade. O SPP/PSP exige a modificação das normas de actuação da polícia, uma iniciativa que tem que partir do poder político.

Esperemos que não tenham de morrer ainda mais polícias.

Como Cavaco Silva?

O primeiro-ministro segue modelo de governação de Cavaco Silva [...]

Bem, podem ser parecidos no modelo, na forma, mas naquilo que interessa, no conteúdo...
Que pretenciosismo saloio!

Bombardier

A Bombardier não está interessada em negociar a continuidade da sua permanência, enquanto enpresa fabril, em Portugal. Por isso, mandou desmantelar as instalações e retirar equipamentos. Como havia um piquete de trabalhadores de prevenção, a Bombardier pediu ao Governo português que protegesse o pessoal encarregado da desmontagem. O Governo acedeu e enviou para lá a polícia. Contudo, ao fim de pouco tempo, deu ordens à PSP para retirar. Agora, os trabalhores "desmontadores" continuam a desmontar, só que sem protecção.
Mal! Muito mal!
Um governo decente (logo de esquerda) não se deveria ter limitado a mandar retirar a Bófia. Deveria ter ordenado que os bófias dessem umas lambadas nos tais "desmontadores" e seus patrões, evitando a saída da fábrica dos equipamentos que lhe garantem a tão propalada viabilidade económica.

18 de março de 2005

Sexo em bloco

(na Visão de 17/3/2005, página 34)

Não sei o contexto, mas, em todo o caso, seria de acrescentar ...e não lavam os dentes.
(nunca se deve perder uma oportunidade de incentivar a higiene oral)

Desmentido

Tardou, mas chegou. Sócrates desmentiu a subida de impostos.
Registemos:
OS IMPOSTOS NÃO VÃO AUMENTAR! NENHUM!
Então e as SCUT's? Como é que se pagam? Portagens?

Pacheco Pereira

Veio dizer-nos que descobriu que, durante a sua campanha sistemática contra PSD e PSL, só foi abundantemente citado porque "o jornalismo é, em Portugal, uma das profissões mais politizadas que existem, dominantemente à esquerda do espectro político."
Agora queixa-se de não ser citado quando fala de PS e JS. Diz ele que "contra Santana Lopes era um «espírito livre»; contra o PS, sou um factótum partidário."
Pois, só que agora já é tarde!

Nem pensar

Na TV, há pouco, Tózé Seguro, que ficou famoso quando se tornou o “jovem mais velho de Portugal”, perguntava:
Acham que o Dr. Sampaio e o Dr. Constâncio têm vindo a intervir na vida política movidos por interesses partidários?
NNNÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO!

Fidel, coitadito

Gastou a vida inteira a trabalhar que nem um moiro no seu afã de tornar todos os cubanos igualmente pobres. Ninguém, muito menos eu, lhe quer tirar o mérito do empenho total. Esforçou-se ao máximo. Todavia, não logrou alcançar o seu objectivo. Há pelo menos um cubano que não empobreceu. De acordo com a Forbes, Castro não conseguiu desfazer-se de uma fortuna avaliada em 500 milhões de dólares. Que frustração deve sentir o senhor.
Isto fez-me lembrar um outro líder socialista que, à custa de muito trabalho, conseguiu arrecadar uns "cobres". Arafat, se a memória não me trai.

17 de março de 2005

Freitas, o Leal

De acordo com o 24Horas, Freitas, em Bruxelas, disse aos jornalistas:

No final [da reunião], em "off", poderei dar-vos um pequeno comentário do que se passou hoje. Digo "em off" porque o Conselho de Ministros deste Governo decidiu, e a meu ver muito bem, que até expormos as linhas gerais de política externa do Governo no Parlamento (...) não devíamos fazer declarações sobre questões de política externa.

Quem trai uma vez, trai um cento!

Sporting

Hugo saíu aos 34 minutos. Ufa! Ganhámos!

16 de março de 2005

Embasbacado

É que diz o meu amigo Mocho sobre a sensação que tenho perante estes primeiros dias de governação socialista. Diz ele:"estás embasbacado!".
Digo-lhe eu que não estou. Aliás, nem poderia estar. Ainda não dei conta de que temos governo. Sei que foi empossado e que anunciou, logo no momento, a intenção de atribuir novas receitas aos hipermercados com os lucros dos medicamentos de venda livre.
De então para cá, não tenho dado conta da existência de governo. Não se vê nem se ouve. Nem sequer para desmentir o Governador do Banco de Portugal.

Desmentido. Aguarda-se.

Já está a tardar.
O desmentido da subida dos impostos sobre os automóveis e combustíveis.
Será que o governo está mesmo em "blackout"?

15 de março de 2005

Destilaria de Ódio

Um post como este, carregado de um ódio doentio, faz-me lembrar um jornalzinho que se publica aqui na minha terra. O ódio pessoal é o mesmo. Só a linguagem é que é mais torpe.

FCP

O Inter já marcou um golo. Não estava com a devida atenção, mas pareceu-me ver na defesa do Porto uma figura sinistra. Seria o fantasma do HUGO?

SCUT's - Paguemos!

Afinal as SCUT's não são "à borla". Custam dinheiro e temos de as pagar.
O senhor Governador do Banco de Portugal, o poderoso Victor Constâncio, já veio sugerir o aumento dos impostos sobre o automóvel (que já são os mais elevados da Europa) e dos combustíveis, para minorar a fatia do Orçamento de Estado a afectar a esta despesa.
Trata-se de uma medida marcadamente socialista: a solidariedade nacional e geracional. Em vez de pagar quem usufrui (como nas A1, A2, Axx, CREL, etc.) pagam todos os portugueses que utilizam automóveis. Lindo!
(eu sou dos que pagarão de qualquer forma - na portagem ou no carro e no gasóleo, ou em tudo. Mal, muito mal.)

14 de março de 2005

PSL e CML

Segundo o constitucionalista Jorge Miranda, o regresso de Santana Lopes à autarquia enquanto presidente é automático e não está dependente de nenhuma formalidade.
«Como ele assumiu o cargo de primeiro-ministro, que é incompatível com qualquer outro, a suspensão do mandato na Câmara é imediata, mas assim que cessou essas funções volta a ser automaticamente presidente (da autarquia)», afirmou à Lusa o professor de Direito Constitucional e presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Que é presidente da CML, já eu sabia. Reassumir o cargo é outra coisa. É que a campanha inédita de que foi alvo, e na qual acabou por "embarcar" com inusitada inépcia, transformou-o numa espécie de "peçonhento". Reassumir funções, neste contexto, levará os "media" a assestarem todas as baterias na sua pessoa e na sua acção, inviabilizando, absolutamente, o estritamente necessário processo de reabilitação.
No seu lugar, eu renunciaria.

13 de março de 2005

Elucidativo

Os referendos nunca serviram para coisa alguma a não ser para exprimir os sentimentos conservadores e imobilistas do povo profundo.
É o que diz um tal LN aqui.
Vivam as vanguardas esclarecidas que hão-de educar o povo!

Sporting

HUGO 2 - SPORTING 0

Três ataques, duas fífias, dois golos. Triste sina.

Sporting

Porque é que havemos de ter tipos como o Hugo e o Tello?

Poder Local

Neste artigo, João Tilly dá-nos conta da sua preocupação pela “invasão do paralelo” nas nossas pequenas aldeias. O Azurara subscreve. A substituição da tradicional “calçada à portuguesa” pela “calçada à fiada”, vulgo “paralelo”, é, efectivamente, um crime. Mas é difícil de combater. As câmaras, só com imensa dificuldade conseguem evitá-lo. E porquê?
A resposta radica no “poder local”, mais concretamente nas Juntas de Freguesia. Durante anos, as JF's lutaram pela satisfação das necessidades básicas das populações. Foi o tempo, sobretudo, das redes de água, esgotos e electricidade. Esses tempos passaram. Hoje, rara é a aldeia que não disponha daquelas infraestruturas, pese embora, nas mais das vezes, não exista a necessária ETAR, mas antes uma grande “fossa” séptica. Mas o "povo" está satisfeito. Tem saneamento. Além disso, existe sede da Junta, sede da Associação Cultural, da Banda, do Rancho Folclórico, etc.
Por outro lado, em Portugal ainda não percebemos que há investimentos fundamentais que não se materializam em “obras”. Só para exemplo, a organização de um serviço de refeições e aproveitamento educativo de tempos livres das crianças é mais reprodutiva do que a maior parte das obras de cimento e tijolo. Mas, compreender isto leva tempo.
Ora, esta situação cria um problema “bicudo” para as JF's. “O que é que vamos apresentar no final do mandato?”. “Temos que mostrar obra!”. “O que vamos fazer?”
Assim, muitas JF's passaram a “inventar” necessidades. A substituição das calçadas é uma delas. O alargamento de “becos” é outra, e por aí fora. Mas, para mim, a mais emblemática é aquela do calcetamento (com paralelos) dos adros, saibrados, das igrejas! Credo!
E, como já disse, as Câmaras têm muita dificuldade em contrariar estas “justas aspirações” das populações.

Correr com Sócrates

Parece que amanhã trinta e tal mil tipos se vão juntar para correr com Sócrates e Sampaio.
Se eu pudesse também corria com eles, mas ... estou longe.

12 de março de 2005

Jornalistas

Sócrates constituiu o seu governo sem qualquer notícia nos jornais. Nem um pelotãozinho (normalmente era um batalhão) em frente à sede, à casa ou ao hotel, de jornalistas “à coca” para verem quem entrava e saía. Nem uma especulaçãozinha sobre quem iria entrar e quem iria ficar de fora. As exclusões de Coelho, Gama, Vitorino e Seguro não mereceram mais que meia dúzia de linhas. Noutros tempos, os casos de Loureiro e Borges, só para exemplo, fizeram manchetes, tiveram honras de abertura na Tv e serviram especulações inauditas.

Sócrates desmentiu um ministro sobre a eventual subida de impostos. Os jornalistas aceitaram. Não disseram que era uma contradição. Não disseram que era uma “desautorização”. Não falaram de “políticas erráticas”. Noutros tempos, Santana e Bagão foram tratados como protagonistas de um folhetim inimaginável.

Sócrates corrigiu o ministro Freitas sobre a linha da futura política externa. Sossegou os USA. Afinal, Bush não é assim tão parecido com Hitler. Tudo bem. Pacífico. Os jornalistas não viram nesta contradição nenhum facto merecedor de interesse jornalístico. Noutros tempos...

Sócrates incluiu apenas duas mulheres no governo. Várias mulheres socialistas vieram a público criticar, por vezes de forma desbocada, aquilo que apelidaram de “machismo anacrónico”. Os jornalistas ... nada.

Por outro lado, das mulheres nomeadas pouco ou nada se sabe, a não ser que são amigas de Sócrates ou de um amigo de Sócrates. Tudo bem. É normal. Os jornalistas não viram nisto nenhum compadrio, nem sequer um critério político inconsistente. Nada. Noutros tempos...

Sócrates, na cerimónia de posse, não quis receber os cumprimentos do "povo". Nem sequer recebeu os próprios jornalistas. Nada de perguntas. Noutros tempos, esta atitude teria sido uma manifestação clara de uma arrogância inaceitável. Hoje, é uma demonstração de humildade e simpliciade.

Está visto: os jornalistas gostam de socialistas.
Que merda de cultura de esquerda.

Discurso da posse (2)

Sócrates anunciou que vai propor que o referendo sobre a Constituição Europeia coincida com as eleições autárquicas.
Ora aqui está uma coisa que me parece irrepreensível. Poupa-se dinheiro e consegue-se maior participação. Só que, além deste, há outro referendo prometido - o do aborto.
Porque não realizá-lo no mesmo dia? Que razões terão levado Sócrates a não propor uma data para este referendo? Não há por aí nenhum jornalista que lhe pergunte?

O discurso da posse

Anda por aí tudo eufórico com o discurso de Sócrates. Diz-se que deu um sinal claro que vai dar caça aos interesses das corporações. Claro que subscrevo. As corporações, não o parecendo, são ESTADO, e o que eu quero é menos Estado. É por isso que penso que Sócrates apenas deu um tiro de pólvora seca. A liberalização da venda de medidamentos não sujeitos a prescrição médica não é significativa. Como é óbvio, os farmacêuticos vão protestar. Sempre são uns "trocados"a menos. Mas a medida é tímida e apenas serve objectivos de marketing político.
Medida séria a anunciar teria sido o fim dos constrangimentos à abertura de novas farmácias. Isso sim.!

Deslocalizar?

Quarenta por cento das 200 empresas exportadoras de calçado inquiridas pela associação do sector admitem deslocalizar a sua produção, apontando como eventuais destinos a China e a Roménia, foi hoje anunciado.

Será que estes empresários exploradores não sabem o que se passa? Não lêem jornais? Nem rádio, nem TV? Não se deram conta que agora já não há em Portugal um "governo de direita"? Não saberão que agora temos um governo Socialista? Ignorarão que vai ser duramente reprimida qualquer tentativa de deslocalizar empresas?
Mas que tolos!
Ó meus senhores, o tempo do regabofe santanista já acabou.

O que é NACIONAL é bom!

Ainda bem que tenho as quotas em dia!

11 de março de 2005

Sócrates

Não rejeita hipótese de aumentar os impostos.
Cumprir as promessas eleitorais (300€/mês para os que estão no limiar da pobreza, 1.000 licenciados em empresas, 150.000 novos empregos...), obriga a aumentar o custo da já enorme máquina do Estado. É preciso mais dinheiro. Onde se vai buscá-lo? Fácil: aumenta-se os impostos dos que pagam impostos.
Assim, até o meu cão podia ser primeiro-ministro.

A verdade é como o azeite...

... vem sempre ao de cima.
É o que acontece com aqueles que se indignaram com as críticas lançadas sobre o "vira-casacas" Amaral. O BE já "caiu na real". Vai aprovar estatutos disciplinares. Diz o Dr. Anacleto que um dos ilícitos será a situação em que um membro do BE seja candidato a eleições por outro partido. Neste caso, a sanção poderá ser a expulsão. Já o velho democrata Rosas diz «O que não iremos aceitar é a expulsão por razões ideológicas ou de natureza política».
Está tudo aqui.
Então, se um tipo concorrer por outro partido por sadia discordância político/ideológica, aplica-se a versão Rosas ou a Anacleto?

Machismo anacrónico

Por só haver duas mulheres no Governo Sócrates, escreveu a famosa eurodeputada Ana Gomes:
É uma ofensa para as mulheres portuguesas. E sobretudo para as numerosas mulheres capazes e experientes, que, por todo o país, o PS conta como valiosos quadros e como apoiantes em todos os sectores profissionais, sociais, académicos e autárquicos". Enfim, uma vergonha para Portugal e para o PS!
Que governação PS iremos afinal ter? Novas fronteiras ou velhas amarras?

Hum. Quotas por género ou quotas por sexo? Hummm. Hummm.

Secretário de Estado da Educação

É Valter Lemos.
Em 1997(*), criticando a situação, este senhor dizia que as escolas mantêm-se como meras extensões da administração e a esta prestam contas pelas vias burocráticas e hierárquicas tradicionais.
Quer isto dizer que temos um Secretário de Estado que não quer as escolas como meras extensões da administração. O que aqui temos é um defensor da autonomização (e da responsabilização) das escolas.
Muito bem!
Vamos ver se a entrada para o governo não o estraga.

(*) Lemos, V. (1997). A Gestão Escolar. In Cunha, P.. Educação em Debate. Lisboa: Universidade Católica Portuguesa, pp. 259-273

10 de março de 2005

Presidente na escola

O Presidente da República, Jorge Sampaio, quer uma aposta no ensino básico como a prioridade do país, para que todos os portugueses sejam qualificados e não apenas as elites.
Eu também!
O Presidente da República recordou ainda aos alunos daquela escola que «é preciso estudar».
Muito bem Senhor Presidente. Valorizar o trabalho, o empenho, as aprendizagens, os resultados. Apoiado!
Sampaio chamou também a atenção para a situação dos professores primários, afirmando que estes devem ter carreiras «com estabilidade como corpo docente nas escolas».
Muitissimo bem. Bravo. Viva!
Senhor Presidente, não se fique por aqui. Avance. O senhor, que agora passou a controlar a acção do(s) governo(s), dê orientações ao Primeiro-Ministro. Diga-lhe que acabe com esta palermice dos concursos de professores. Diga-lhe que permita que as escolas contratem os seus professores. Resolvemos logo o problema da estabilidade dos professores, das escolas e, sobretudo, dos alunos. E repare que o acréscimo de autonomia das escolas é uma bandeira da esquerda.

8 de março de 2005

Maus alunos

Lá (no Iraque) como cá, das duas, uma: ou a culpa é dos alunos ou do professor. O que é certo é que ainda não se vêem resultados das aulas de democracia que o presidente da Internacional Socialista foi dar aos iraquianos.
Ao todo, foram mortas 27 pessoas, incluindo seis soldados iraquianos num checkpoint em Baquba, a nordeste da capital iraquiana, num ataque reivindicado pelo grupo do jordano Abu Mussab al-Zarqawi.

Uma curiosidade:
Os "media" referem-se a estes tipos como "os suicidas", "os rebeldes", "a resistência", "grupo ...". Nunca dizem, simplesmente, os TERRORISTAS. Esta cultura de esquerda é uma merda.

7 de março de 2005

A foto de Freitas

Anda aí muita gente a criticar a ideia do CDS enviar a foto de Freitas do Amaral para o PS. Até lhe ouvi chamar "garotice". Ora bem, vamos com calma. Diz-se por aí que a história não se reescreve e que, por isso, não se pode "apagar" o facto de Freitas ter sido fundador do CDS. É verdade. A história é imutável! Mas vejamos: quando, por exemplo, se mudou o nome da ponte (Salazar) ou quando daquela bronca, aqui bem perto, em Santa Comba Dão, com a estátua (de Salazar) em frente ao Tribunal, o que se pretendia fazer? Não era "apagar" aquele período da nossa história?
Ora, salvaguardadas as devidas distâncias, parece-me que manter a fotografia do senhor numa parede da sede do CDS seria muito parecido com manter a fotografia de Salazar numa qualquer repartição pública. Freitas foi muito mau para o CDS (embora o tenha fundado), e Salazar foi muito mau para Portugal (embora o tenha refundado).
Coisa diferente é o destino a dar à foto. Percebe-se a ideia de a enviar para o Rato. Freitas está num governo do PS. Percebe-se. Mas está mal. No governo do PS está, por exemplo, um ministro da defesa que apoiou a intervenção internacional no Iraque. Freitas, pelo contrário, manifestou-se na avenida de braço dado com Louçã, contra o "Hitler" de hoje, George Bush.
Por isso, a foto de Freitas ficaria muito melhor na sede do BE.

OpenOffice

O Azurara deixou de ser devedor do senhor Bill Gates. Manteve o XP (legal), mas aderiu ao OpenOffice.

6 de março de 2005

Ainda o governo

Tenho ouvido e lido muita gente falar das "ausências" de alguns "pesos pesados" no governo. Por mim, não tenho saudades de nenhum dos falados. Deixai-os ficar de fora. Prefiro, por isso, falar dos que lá estão. Ora, de acordo com o Expresso (edição em papel):
O Ministro das Finanças, Campos Cunha, tem "ideias radicais" que pode agora pôr em prática, como o fim do sigilo fiscal, a publicitação dos rendimentos dos contribuintes e o sistema de remuneração dos políticos (50% mais que a média do salário dos três anos).
O ministro da Saúde, Correia de Campos, "tem currículo, competência e prestígio no meio, sendo visto com reservas pelos médicos e pela poderosa Associação das Farmácias", e vai herdar o gabinete de Filipe Pereira, que pôs em andamento "algumas das reformas de que gostaria de ter sido autor".
Isto não são más notícias. Vamos ver se não se deixam contaminar por aqueles vírus da indecisão que costumam afectar os socialistas.
Entretanto, o Anacleto Louçã rejubila. É mais um governo de direita para combater e, assim, fazer crescer o Bloco. É que, bem vistas as coisas, na ponta esquerda ficam mesmo só Vieira da Silva e Freitas do Amaral.

5 de março de 2005

Ministro da Educação

Mariano Gago é ministro do Ensino Superior (e da Ciência e Tecnologia).
Não foram estes senhores socialistas que disseram que a tutela do ensino superior por um ministro, que não o da educação, introduzia fragilidades no sistema porque não permitia uma visão integral do sistema educativo? Tenho a ideia de que foram mesmo estes.

Ministra da Educação

Não conheço a senhora. Nunca ouvia falar dela.
Mas, socióloga? Ainda para mais, doutorada em Sociologia? Não prevejo nada de bom.
Cada vez dou mais razão àquele que dizia que um sociólogo não é mais que um "antropólogo urbano".

4 de março de 2005

Começou a tremedeira

Parece que Sócrates (Eng.) não está a seguir as orientações do patriarca Soares.
Com o anúncio da composição do futuro governo, aparecem os primeiros sinais de contestação. PCP e BE patearam.
Não é um bom sinal que do elenco governamental anunciado façam parte pessoas conhecidas pelas suas posições neoliberais ou comprometidas com governos anteriores, afirmou o PCP.
Para o BE, a escolha de Campos e Cunha para a pasta das Finanças e de Manuel Pinho para a pasta da Economia representa "falta de ousadia". "Escolher personalidades de centro é uma grande falta de ousadia e coragem para uma verdadeira mudança na política".

Nem uns nem outros se referiram à inclusão de Freitas. Pudera! É a extrema esquerda do governo!

Saldar contas

Diogo Freitas do Amaral é Ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros.
Está pago o frete!

Alucinado

Àcerca da revisão (revogação) do Código do Trabalho, e com aquela voz grave e sofrida de quem parece acreditar mesmo no que diz, proferiu Francisco Louçã a um jornalista:
É tempo de reparar todas as malfeitorias feitas por um governo que tratava Portugal como uma coutada.
Este homem crê que quem não pensa como ele, necessariamente quer fazer mal aos portugueses. Quem não pensa como ele, age com maldade. Quem não pensa como ele, é mau!
Acho que este homem está doente e precisa de ser tratado, mas não faço ideia da terapêutica adequada. Em compensação, sei bem qual foi o tratamento que outros parecidos com ele deram àqueles que não pensavam da mesma forma.

Incapacidade ou indiferença?

O assassínio da freira norte-americana Dorothy Stang demonstrou que a maior floresta do mundo é um lugar tão rico quanto perigoso. Os conflitos entre madeireiros, índios, garimpeiros, ambientalistas, fazendeiros, sem-terra e especuladores fazem vítimas a um ritmo quase diário, perante a incapacidade ou a indiferença do Governo brasileiro.
(Visão N.º 626 de 3 de Março de 2005)


Um governo socialista incapaz de travar a violência?
Um governo socialista indiferente ao sofrimento dos oprimidos?
E ninguém se demite?
A morte da freira, e de muitos inocentes, não é da responsabilidade do governo? Como assim?
Cá em Portugal, desde concursos de professores a quedas de pontas, incêndios, seca e falta de água, morte de um polícia, eu sei lá, tudo é da responsabilidade do Governo Logo aparecem ministros a responsabilizarem-se e a demitirem-se.
Parece que no Brasil não é assim,

Más notícias para o futebol

Embora jogando melhor, o Beira-Mar não ganhou.

3 de março de 2005

Boas notícias para a Saúde

O Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra:

  • Tem 120 funcionários;
  • Realizou, em 2004, um total de 1.634 intervenções cirúrgicas;
  • Na sua especialidade, é o maior da Península Ibérica;
  • Tem uma taxa de sucesso invejável;
  • Não tem doentes em lista de espera;
  • Teve um “lucro” de 801.000 € no ano em causa.

Isto parece ficção, pelo menos em Portugal, mas é verdade.
Como é possível um tal milagre? Têm equipamentos fabulosos que mais nenhum hospital possui? Não. Têm pessoal com um nível de qualificação ímpar? Não. Mas então o que é que tem que o distingue dos outros?
Uma coisa simples: GESTÃO PRIVADA.
É assim:

Caro Dr. Manuel Antunes, tem aqui um orçamento. Defina as regras que se mostrem adequadas, contrate quem entenda, não lhes pague menos do que está definido, e ponha-os a trabalhar. Se não esgotar o orçamento, aplique o resto como entenda.
O resultado está à vista!

(Conheço um rapaz - médico - que lá trabalhou e desistiu. Não aguentou a pressão)

Pensava eu que...

sócrates era nome de filósofo da Grécia clássica.
Afinal é nome de agência de viagens.

2 de março de 2005

Outra Florida?

Parece que os votos dos emigrantes estão a dar um trabalho inusitado aos escrutinadores. Haverá umas broncas com umas fotocópias de cartões de eleitor dentro de envelopes coloridos. Discute-se se são votos válidos ou nulos. Conta-se e reconta-se.
Não vale a pena tanto trabalho.
Basta ligar para o Estado da Florida e perguntar. Mirando o boletim, eles conseguem interpretar o verdadeiro sentido de voto do eleitor.
Não inventem. Chamem especialistas.

Quanto nos custam os partidos?

Eu não sabia, mas lá está, no Público.
Cada partido com representação parlamentar, ou com mais de 50.000 votos expressos, recebe anualmente 2,775€ por cada voto obtido.
É só fazer as contas:

Partido ---- Votos------- Massa
PS ----> 2.573.000 --> 7,14 milhões de €
PSD --> 1.639.000 --> 4,50 milhões de €
PCP ----> 432.000 --> 1,19 milhões de €
CDS ----> 414.000 --> 1,14 milhões de €
BE -----> 364.000 --> 1,00 milhões de €

Ou seja, 3 milhões de contos anuais só para despesas de funcionamento.
A isto juntam-se os subsídios para campanhas eleitorais, quando as há.
E, obviamente, os vencimentos dos deputados.
São muitos milhões. Porra!

(isto não entra com os custos dos partidos e dos deputados às Assembleias Regionais)

Mau. Muito mau.

António Vitorino, ouvi agora a notícia, não será ministro. Terá aceite um lugar numa empresa de advogados.
Muito mau sinal!
O homem que concebeu o programa do PS não o vai executar?
Mau. Muito mau sinal!

28 de fevereiro de 2005

Guterres no Iraque?

O presidente da Internacional Socialista, António Guterres, vai ao Iraque dar aulas de democracia. Muito bem!
Oxalá não se engane nos destinatários. Estou, naturalmente, a referir-me aos “queridinhos” da esquerda nacional - os heróis suicidas. Aqueles que se enchem de explosivos e se fazem detonar onde haja mais gente pacífica que morra com eles. Também não são de desdenhar inscrições no curso que surjam por parte daqueles tipos que andaram a ameaçar de morte o pessoal que fosse votar.
Se assim for, será uma iniciativa louvável.
Só não percebo uma coisa. Se bem me lembro, quando o José Lamego foi para o Iraque, também para ajudar à construção da democracia iraniana, o Partido Socialista esteve em vias de o “excomungar”.
Então e agora?

Autarcas corruptos

Saldanha Sanches veio repetir que "os" autarcas são corruptos.
Segundo ele, "as autarquias exigem «luvas» para instalar empresas nos concelhos que dirigem" e "número de autarcas que exigem luvas é assustador".
Ora, acontece que uma postura como esta não é aceitável. Acredito que "alguns" autarcas sejam corruptos. Mas, afirmar que "os" autarcas o são, é generalizar. É dizer que "autarca" é sinónimo de "corrupto".
Serviço à comunidade teria sido dizer que o fulano, o beltrano e o cicrano, e o ..., aceitaram luvas. Tudo com nomes, moradas e factos objectivos.
Mas não foi assim que Saldanha disse. Generalizou, ofendendo a honra da maioria dos autarcas, que são gente séria.
Não precisamos de incendiários como este!
Espero que ANMP não se fique pelas palavras e o leve a tribunal. Tínhamos dois benefícios: descobríamos uns quantos corruptos e castigava-se o Sanches.
Meu caso Ruas, avance!

27 de fevereiro de 2005

Tortura policial (II)

Aqui há uns dias, o filho de um rapaz meu amigo recebeu uma notificação para ir a tribunal como testemunha. Não fazendo ideia do que se tratava, procurou informar-se e acabou por saber. Era assim:
Há cerca de meio ano, o carro dele foi assaltado em Coimbra. Furtaram-lhe o auto-rádio. Acompanhado por um colega, dirigiu-se à esquadra da PSP para apresentar queixa. Aquando na esquadra, entrou um meliante, algemado, detido por dois agentes. Os rapazes não sabiam qual o motivo da detenção, mas observaram o estado de grande agitação em que se encontrava o detido, o qual vociferava contra os polícias. “Vocês estão lixados. Eu vou tramar-vos” (não era bem assim que dizia…). Então, subitamente, investiu de cabeça e repetidamente contra uma parede. Ficou todo moído e a sangrar abundantemente antes de ser completamente imobilizado pelos polícias.
Agora o filho do meu amigo, mais o outro miúdo, vão a tribunal testemunhar o sucedido porque o meliante apresentou queixa contra os polícias.

Ficção? Não! A verdade nua e crua.

Não se fique a pensar que “gosto” dos polícias. Pelo contrário. Eles multam-me pelas razões mais imbecis que se podem imaginar. Não obstante, as forças de segurança, e a sua autoridade, são um dos garantes da democracia. Só que nós ainda não exorcizámos os fantasmas e continuamos a confundir autoritarismo com autoridade democrática.

26 de fevereiro de 2005

Tortura policial

Aqui há uns dias, mataram um polícia num bairro degradado da zona de Lisboa. Os polícias fizeram greve, reclamando mais protecção.
Escrevi aqui que os o que polícias precisam não é de coletes à prova de bala nem de veículos blindados. Escrevi que o que precisam é de um quadro legal que os proteja quando se vêem forçados a utilizar meios violentos. Um quadro legal que evite que seja preso o polícia e glorificado o criminoso.
Esta deverá ser a regra, sem prejuízo da existência de uma investigação independente sempre que ocorra uma destas situações, garantindo-se, assim, que não se caia no abuso de autoridade.
Hoje, o Expresso vem dar-nos um outro exemplo daquilo que os polícias não precisam: de uma primeira página a alardear a alegada tortura de uma mulher pela Polícia Judiciária.

A mulher é a cidadã indefesa e os polícias os torcionários!
A isto chamo um péssimo serviço à Democracia.
Para que fique ainda mais claro:
Não tenho nada a opor a que uma mulher que se obstina em não dizer como fez desaparecer (literalmente) uma miúda de 8 anos, que até era sua filha, leve umas lambadas da polícia.

Residência oficial

José Sócrates diz que não irá residir no Palácio de S. Bento. Aí, apenas trabalho e actos oficiais. De resto, continuará a morar na sua penthouse.
Está certo. Eu também prefiriria continuar a viver com a minha mulher e os meus filhos.

Veneno, muito veneno

Ora aqui está uma coisa que não será tratada pela Comunicação Social.
Da leitura do artigo do Portugal Profundo, e dando por fidedigna a informação da Universidade Independente de que José Sócrates Pinto de Sousa terminou a licenciatura em Engenharia Civil, naquela escola, em 1996, tem de concluir-se o seguinte:
  1. Esta nota biográfica é inexacta. De facto, entre 1981 e 1987, não poderia ser Engenheiro Civil na Câmara da Covilhã. Já "Engenheiro Técnico Civil" seria outra coisa;
  2. Também não poderia ter frequentado um curso de pós-graduação em Engenharia Sanitária, já que, para uma pós-graduaçao é requisito de admissão a titularidade de uma licenciatura;
  3. À data indicada pela Universidade Independente, JSPS era "" Secretário de Estado do XIII Governo Constitucional.

Nada disto condiciona o mérito ou demérito do Primeiro-ministro, mas não havia necessidade de andar a "armar" sem o ser.

Finalmente:
A clarificação deste assunto não se exige a um nível comparável com o daquela questão da orientação sexual. Ser, ou não ser licenciado, não afecta a capacidade de tomar decisões no plano político. Pelo contrário, ser, ou não ser homosexual, implica diferentes percepções da realidade, diferentes preocupações, diferentes escalas de valores, logo condicionando a decisão política em matérias estruturantes.

Concurso de Professores

Segundo a Inspecção-Geral de Finanças, deveriam ter sido acautelados, por exemplo, os riscos de ausência de competências tecnológicas da Direcção-Geral dos Recursos Humanos de Educação, inerentes à impossibilidade de concretizar um "software" em paralelo, de centralização do processo naquela direcção-geral, de contratação de pessoal além das necessidades efectivas e o de não colocação dos docentes no calendário previsto para o arranque das aulas.Na opinião da inspecção-geral, as decisões tomadas pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos de Educação contribuíram para agravar estes riscos, "não assegurando uma gestão adequada do processo, sendo susceptíveis de configurar responsabilidade disciplinar".

Continuo a não ter acesso ao relatório da IGF. Os partidos têm-no, bem como os "media", e há muito tempo, mas nem uns nem outros o publicitaram. Está-se agora a ver porquê. Tal como sempre disse, o problema dos concursos deveu-se a questões exclusivamente técnicas e não a qualquer decisão política.

25 de fevereiro de 2005

Helicópteros

Ora aqui está um dos novos Merlin EH101 que vêm substituir os velhinhos "Puma"

Luis Delgado

Li este artigo de Luís Delgado onde faz alguma luz sobre aquilo que se passou com a substituição do Primeiro-ministro Durão Barroso.
Luis Delgado, embora nem sempre concorde com as suas ideias, é um homem com a coragem suficiente para ficar, calmamente, a defender teses sensatas sentado no meio da cambada esquerdista que faz o mainstream. Agora, ao vir defender Pedro Santana Lopes num momento em que todos o achincalham, revela, mais uma vez, coragem e sentido de justiça.

Classe (em) Alta

Está em alta a classe profissional dos professores.
Basta olhar para o recém eleito grupo parlamentar do Bloco de Esquerda. Num total de 8 deputados, 5 são professores.
Já me tinham dito que o BdE era um partido de professores, só não sabia que era TANTO.
Pode ser que isso seja bom para os professores, mas temo que seja péssimo para a Educação.

24 de fevereiro de 2005

A verdade incomoda

[...] No eldorado que se prepara, os impostos não vão subir. O que vai subir é o endividamento do Estado, das empresas e das famílias. As reformas estruturais não vão ter lugar. O que vai acontecer é o esbanjamento a pretexto de uma luta contra a exclusão social. A educação não vai melhorar. Há-de voltar-se ao educativamente correcto, com as criancinhas a balbuciarem to be or not to be pela mão de professores que mal sabem falar português. A saúde vai ficar na mesma. O Governo há-de dizer que sim a tudo o que lhe exigirem os médicos, os gestores hospitalares, os enfermeiros, os laboratórios, as farmácias e os doentes. E assim sucessivamente.Portugal não vai sofrer nenhum choque tecnológico, mas sim um choque teratológico. A curto prazo, terá de enfrentar uma monstruosidade sem pés nem cabeça e tornar-se-á uma aberração irresponsável e ingovernável.

Leia todo este magnífico artigo de Graça Moura aqui.

Sócrates indicado para primeiro-ministro

A Comissão Política do Partido Socialista ratificou hoje, por unanimidade e aclamação, o nome do secretário-geral socialista, José Sócrates, para o cargo de primeiro-ministro do próximo Governo.

Havia de ser quem? O meu cão?

23 de fevereiro de 2005

A irracionalidade da vingança

Pedro Santana Lopes anunciou que não se irá candidatar à liderança do PSD no próximo congresso.
Sinto um certo alívio, é verdade. Para o país é bom. As razões são óbvias e, racionalmente, esta é "a" solução.
Todavia, não posso deixar de sentir, simultaneamente, alguma frustração. PSL deveria ir ao congresso envergonhar um bando de filhos da puta que, movidos por questões pessoais, por ódios e rancores de estimação, tudo fizeram para que a derrota fosse inevitável. Que, nos jornais, nas rádios, nas televisões, nas páginas pessoais, fizeram aquilo que não conseguiram fazer em congresso. Que estiveram em campanha como se se tratasse de um ajuste de contas. Que confundiram os seus interesses pessoais com o interesse dos portugueses. Que contribuíram para entregar o país a esta esquerda nostálgica dos anos sessenta que nos vai fazer atrasar muitos mais anos.
Estou quase como eles: a deixar-me toldar pela irracionalidade da vingança.

22 de fevereiro de 2005

Não me sai da cabeça


Amigos e Camaradas, conseguimos!

Num raro momento de descontracção, o homem revelou-se.

Vencedores e vencidos

Aconselhado pelo amigo mocho, fui ler o tal artigo de Nicolau Santos.
Este senhor é um artista. Tudo vê e tudo sabe. Um arrogante que até se dá ao luxo de falar como militante do PSD, dizendo que aqueles não se revêem na liderança “errática” (o termo pegou) de Pedro Santana Lopes e que, por isso, não votaram no partido. E vai mais longe. Diz que "parte da sua base de eleitores, como os empresários ou o sector financeiro" o abandonou. Empresários e sector financeiro?? Que palermice.
Senhor Nicolau, eu, que sou militante há 30 anos e que já fiz mais campanhas do que o senhor há-de fazer, digo-lhe que no PSD, também há empresários, mas que, na sua maioria, os militantes e eleitores são simplesmente “portugueses”.

E digo-lhe ainda outra coisa. Na sua lista de vencedores falta o maior de todos: a COMUNICAÇÃO SOCIAL.

Semelhanças

Ainda no Prós & Contras:
Acho este senhor do PS - Pedro Pereira - muito parecido com o Primeiro-ministro: o mesmo nariz rombudo e a mesma técnica de falar sem conseguir dizer o que quer que seja.

Aumentar os salários dos chineses

A propósito da competitividade das empresas têxteis nacionais, disse agora o Deputado Miguel Portas que o que é preciso é fazer com que a China melhore as condições sociais dos seus trabalhadores.
Vamos a eles!

Aumentar salários

Estava a ver o Prós & Contras na RTP e a Deputada Odete Santos disse qualquer coisa parecida com:
Se as pessoas ganharem mais, terão mais dinheiro para comprar coisas e, ao comprarem as coisas, as empresas vendem e podem pagar mais. Por isso, o que é preciso é aumentar os salários.
Seguiu-se uma espontânea e ruidosa salva de palmas.
O PS está tramado!

21 de fevereiro de 2005

O primeiro milagre

Aí está.
Começou a chover!

Uma Maioria, um Governo e um Presidente

Era o objectivo de Francisco Sá Carneiro. Não o logrou alcançar. Conseguiram-no agora os socialistas. Têm tudo, nem é possível ter mais, para serem bem sucedidos.
Não terão desculpa se falharem.

20 de fevereiro de 2005

De luto

O Azurara apresenta sinceras condolências aos portugueses neste momento penoso em que se perspectiva um futuro sombrio.

Autocrítica?

Li agora um texto em que se reproduz esta afirmação do presidente de alguns portugueses:

“Portugal precisa de políticos bem preparados e bem formados, para que os cidadãos não sintam no país um défice que vai iludindo, que vai diminuindo a capacidade das instituições"

Por favor, ofereçam um espelho ao senhor.

19 de fevereiro de 2005

JS nervoso?


Foi o que me pareceu.
Estive a ver a mensagem ao país do presidente de alguns portugueses e o homem pareceu-me mesmo nervoso. Será que não acredita na maioria absoluta do seu partido? Será que teme que, após o golpe de estado, não se venha a encontrar a "necessária estabilidade política"? Será que equaciona a hipótese de fazer as malas?

O Azurara não!
O Azurara está confiante na maioria do PS. Deseja-a como um mal menor.
E, claro, continua a lamentar que o PSD se tenha apresentado às eleições.

Veículo para fazer rondas

Na carta que dirigi ao virtual Primeiro-ministro de Portugal sobre os problemas da polícia, referi a importância de que se reveste a escolha de veículo apropriado a rondas nos bairros problemáticos da periferia da capital.
Este é um dos possíveis. Para além de um motor (turbina) com 1.500 hp, vem equipado com ar condicionado, suspensão inteligente, cruise control, gps, etc. E, naturalmente, é absolutamente BLINDADO. Um luxo!

Legalização da pedofilia?

Ainda há homens com coragem
Este é um deles. Vai ser julgado em tribunal por ter dito que, à semelhança da homosexualidade, também um dia a pedofilia viria a ser legalizada. Parece que alguém sentiu que ele estaria a a estabelecer uma comparação entre um homossexual e um pedófilo.
Não é o primeiro a ser julgado por afirmar uma coisa que se viria a confirmar muitos anos depois. Muito antes dele, outros foram julgados por se atreverem a constestar o "mainstream": Copérnico, Galileu, Kepler...
Vale a pena ler a entrevista.

Um polícia foi assassinado

Senhor Primeiro-Ministro José Sócrates Pinto de Sousa:

O assassínio de um polícia num bairro “problemático” da periferia da capital, vem alertar V/ Ex.ª para a necessidade de dar mais atenção aos problemas da segurança (dos agentes). Repare que, como forma de protesto, já se recusam em andar armados e já só saem das esquadras em situações de emergência e apenas se houver um número considerável de agentes disponíveis. Entretanto, nós, incautos cidadãos, temos de resolver os nossos problemas de segurança com os nossos próprios meios, o que, para além de deveras incómodo, constitui um flagrante atentado à lei da greve, a qual proíbe expressamente a substituição de trabalhadores quando no exercício do seu direito inalienável à manifestação.
Trata-se, por conseguinte, de assunto que requer a intervenção imediata de V/ Ex.ª.
Repare que aquilo que os polícias precisam não é de leis que os protejam quando, no exercício das suas funções, têm de usar “meios desproporcionados” causando, eventualmente, danos corporais em pessoas não dispostas a acatar as regras do convívio democrático. Eles não precisam de leis que os defendam de serem presos por ferrarem um tiro num ladrão de automóveis, de estabelecimentos ou de pessoas, num dealer, ou num outro qualquer criminoso. De resto, a aprovação de uma tal legislação poria em causa o direito inalienável de um criminoso se autodeterminar e prosseguir a carreira que, de forma livre e consciente, escolheu.
Nada disso, senhor primeiro-ministro, não é preciso nada assim tão complexo.
O que os agentes precisam é de coletes de kevlar que minorem os danos provocados pelos tiros dos criminosos e, sobretudo, de viaturas blindadas que lhes permitam passar as rondas naqueles tais “bairros problemáticos”, saindo de lá incólumes.
Não julgue, todavia, que esta é uma questão simples de resolver. É que não basta pensar nos efeitos de uma vulgar caçadeira com zagalotes, ou de uma espingarda automática. É por isso que não serve qualquer viatura blindada. V/ Ex.ª bem sabe a facilidade com que este pessoal pode aceder a lança rockets e a munições com urânio empobrecido, para não falar em dispositivos ainda mais sofisticados. E, para esta emergência, deixo-lhe aqui uma dica: aqueles magníficos tanques Abrams M1A1 que os americanos usaram no Iraque. Agora que o vão abandonar, talvez sejam uma pechincha.
Outra coisa fundamental é a atribuição de um subsídio de risco aos agentes. Esta sim, uma medida vital, já que evitará a morte de mais qualquer agente em serviço.
Estas medidas, foram, como saberá, claramente exigidas pelos sindicalistas que exemplarmente representam os polícias.
Senhor Primeiro-Ministro, não hesite. A situação exige uma intervenção urgente e corajosa como V/ Ex.ª já nos habituou. Os polícias confiaram em si, tal como, aliás, a maioria dos portugueses.
Não os desiluda. Não traia a confiança deles.

Azurara

Propinas fazem dimiuir o número de estudantes

Pelo menos na Universidade do Minho.
Quem o diz é o senhor Reitor, conforme relatado aqui.
"O efeito do aumento das propinas foi significativo, verificando-se uma redução no número de alunos inscritos, na ordem dos 600", garantiu Guimarães Rodrigues, o reitor da universidade minhota.
Pensei imediatamente: Coitados daqueles 600 garotos. Não conseguiram pagar o balúrdio das propinas e viram-se obrigados a abandonar os estudos.
Só que, continuando a ler, deparei-me com isto:
No passado ano lectivo, as propinas eram de 640 euros e, este ano, passaram a ser de 740 euros. Valores que, ainda segundo o reitor, levaram a que alguns estudantes, para evitar pagar as propinas, decidissem fazer as cadeiras que ainda lhes faltavam para acabar os respectivos cursos.
Ou seja:
O que os alunos não aguentaram foi um aumento de 20 contos anuais.
Não abandonaram os estudos. O que fizeram foi acabá-los! Se as propinas fossem 20 contos mais baratas, teriam continuado a frequentar a universidade, alegremente, adiando a realização dos seus exames!
Será possível?
O Reitor endoideceu? A jornalista ensandeceu? Anda tudo louco?
Senhor Reitor, há outra forma de manter elevado o número de estudantes da sua universidade: dê orientações aos senhores professores para chumbarem os alunos.

Também não é coisa que vá durar muito tempo. Esta questão das propinas é mais uma que ficará resolvida. O PS irá, numa atitude de diálogo e concertação, acabar com elas.
Ou não?

18 de fevereiro de 2005

Tempos difíceis

Vêm aí!
Depois da publicação das últimas sondagens, todas convergentes com ligeiras nuances, aparece como inevitável a necessidade de enfrentarmos mais um período negro da nossa história. Vem aí mais um governo do PS.
Inexoravelmente, perfilam-se já os mesmos vultos que nos conduziram, ao fim de sete anos de regabofe, à situação deprimente em que nos encontrámos em 2002. De então para cá, tudo fizeram para dificultar a nossa saída do "pântano" em nos deixaram. E, deve dizer-se, com assinalável sucesso. De facto, não chegámos a saír dele. Quando nos preparávamos para começar a emergir, surgiu aquele facto, hoje histórico, do golpe de estado.
Assim, vamos voltar a ter, tudo o indicia, os cravinhos, as marias de belém, as manuelas arcanjo, os carrilhos, os gamas, os narcisos, os cardosos, os varas e os gomes. Até o meu amigo Coelho. Eventualmente, quem sabe, até os ferros e os pedrosos. Aquela "tralha" toda de que falava o Vicente Jorge Silva. Tudo gente com provas dadas e com currículo recheado.
Do mal o menos, que obtenham maioria absoluta. Não ficarão reféns dos bloquistas (fundamental) e poderão, finalmente, vir a ser responsabilizados sem se furtarem com a retórica limiana.
Como já disse há várias semanas, o PSD não se deveria ter apresentado às eleições. Enfim, é o "Right to be Wrong" que aqui canta a Joss Stone.

16 de fevereiro de 2005

Debate a 5

Afinal foi só a 4!

Deixo aqui uma palavra de simpatia para o Sr. Jerónimo de Sousa, que, com a sua afonia, poderá ter sido o que mais capitalizou.

O Prof. Anacleto Louçã esteve no seu estilo provocatório, embora mais moderado, continuando convicto de que é o único homem sério à face da terra. Defendeu a despenalização do aborto como primeira prioridade, a distribuição de heroína aos toxicodependentes, e a diferenciação da idade da reforma das mulheres (?).
O Dr. Paulo Portas esteve muito bem. Sereno e seguro. Já ouvi dizer que tinha sido o "vencedor".
O Dr. Santana Lopes foi o que se apresentou mais bem preparado, mais conhecedor dos problemas e mais consistente nas propostas. Surpreendeu-me. Solto e acutilante. Ficam dois momentos, não políticos, mas suficientemente elucidativos:
Para Louçã sobre os benefícios fiscais à Banca: Tem aí o despacho? Tem? Então mostre-o!
Para Sócrates: Lá está o senhor a dar mostras desse mau-feitio que começa a ser conhecido!

O Eng. Sócrates esteve ao seu nível. O da trivialidade, da superficialidade e das generalidades. Mais uma vez não foi para além dos chavões. Nem uma única ideia. Nem o seu programa eleitoral soube defender. Irá desincentivar as reformas antecipadas (ou seja aumentar a idade da reforma - que apoio) e estudar a sustentabilidade da Segurança Social. O homem não tem ideias sobre o que quer que seja. Vai estudar, estudar e estudar.
Se isto não é um Guterres recauchutado...

15 de fevereiro de 2005

Nomeações partidárias

Anda aí uma onda de moralistas a clamar contra a nomeação de quinze mil e tal "boys" durante os dois anos de governo da coligação PSD-PP.
Embora reconheça a importância de nomear pessoas de confiança política para determinados cargos, não deixo de me juntar a estes críticos. De facto, não faz sentido nomear, por exemplo, motoristas de "confiança política"...
Ontem, curiosamente, no meio de uma arrumação do meu escritório, dei com uma "peça" que ilustra bem o que acabo de dizer. Tratava-se de uma fotocópia do Diário da República do dia 14/02/2002, um mês antes das eleições legislativas, com um governo demissionário do PS. Aí se pode ler que um senhor Secretário de Estado nomeou, quando já estava de saída, DUAS secretárias pessoais e DOIS motoristas para o seu gabinete. Mas não se ficou por aqui. Naquele mesmo dia nomeou um total de 17 "boys" e "girls". Isto é, numa altura em que a proximidade das eleições aconselharia uma especial prudência, o senhor aumentou o seu gabinete com mais 17 pessoas!
Claro está que, pouco tempo depois, a maioria destes "nomeados à última da hora" viria a receber chorudas indeminizações.
Caro leitor, deixo-lhe um desafio: descubra as diferenças entre 2002 e 2005!

Sindicatos e Concursos

O Sindicato dos Professores do Norte (SPN/Fenprof) criticou hoje a ausência de vagas no concurso de docentes para Quadros de Zona Pedagógica (QZP) e o saldo negativo para Quadros de Escola (QE).

Estes tipos não saberão que o número de professores necessários é directamente proporcional ao dos alunos?
Não saberão que as escolas, sobretudo as mais antigas, têm quadros sobredimensionados?
Não saberão que a indicação das vagas é feita por cada uma das escolas?
Não saberão que o Ministro (este, o anterior ou o futuro) não interfere na determinação das vagas?

Ou será que sabem tudo isto mas querem, em nome do "senso comum", diminuir o rácio alunos/professor, pese embora não existir qualquer estudo com base científica que correlacione esta variável com o acréscimo de qualidade da educação?

Sindicatos...

14 de fevereiro de 2005

Ignorante!

É o que pude concluir sobre o Eng. Sócrates depois de ler a entrevista que deu ao Expresso do dia 12.
Nem uma única ideia sobre o que quer que seja. Só diz trivialidades. Vejamos uns apontamentos que tirei:
  • O problema de Portugal está na economia e não apenas nas finanças. Temos um défice real acima dos 5% [...] mas tenho esperança que com a revisão do Pacto possamos ter um plano [...]
  • O essencial é a sustentabilidade do sistema de segurança social. Não está claro de que forma se pode e deve assegurá-la, pelo que é preciso actualizar o estudo [...]
  • [sobre as portagens na CREL] Não sei como estão as acessibilidades a Lisboa. [...] seria leviano estar a dizer o que farei sem que isso seja estudado [...]

Então:
  • Quanto ao equilíbrio das finanças, não sabe como fazer, mas tem esperança que a revisão do Pacto de Estabilidade lhe resolva o problema;
  • Quanto à viabilidade da Segurança Social, tem de estudar;
  • Quanto às portagens, tem de estudar;
Da escola pública, também não deve saber nada. Os filhos frequentam colégios privados. O mais velho, no Colégio Alemão, o outro, no Luso-Suíço.

Que desgraça. Para além do "colocar 1.000 licenciados em PME's", nem uma ideia.
Isto ainda vai ser pior que eu pensava!

13 de fevereiro de 2005

S.L.B.

S ó
L iedson
B asta


Calúnia desesperada

Esta azémola escreveu um artigo em que sugere qye Pedro Santana Lopes ganhou as eleições para Câmara de Lisboa, em 2002, à custa de uma fraude.
Sem fundamentação. isto é uma calúnia e calúnia é crime.
A alimária deveria ser processada.
Que vergonha!

12 de fevereiro de 2005

Joss Stone

Só tem 17 anos mas parece que tem 18!

Esta menina, mesmo que não votasse PSD, seria sempre bem recebida nas festas da cidade destas Terras de Azurara e, mais ainda, terá sempre o seu Right to be Wrong.
Ouçam a menina!

11 de fevereiro de 2005

O "Outlet"

A Procuradoria veio dizer que "por ora", não existem "indícios que apontem como arguido qualquer líder partidário".
Tal como eu dizia no artigo de ontem à noite, tratava-se de mais uma tramóia.
Uma vergonha. Aproveitar uma simples coincidência de datas para avançar com esta campanha caluniosa, não é próprio da democracia.
Senhor Eng. Sócrates, processe o jornal Independente.
Leve-os a tribunal.

Sócrates e o "Outlet" de Alcochete

Diz o Público que a polícia Judiciária está a investigar o processo de licenciamento do Freeport de Alcochete por suspeita de irregularidades. Mais diz que o estudo de impacte ambiental favorável à construção do Freeport foi aprovado três dias antes das legislativas de Março de 2002, quando José Sócrates era ministro do Ambiente.
A notícia continua, dizendo que, logo na altura, a Quercus não gostou da ideia e apresentou uma queixa em Bruxelas, alegando que o empreendimento seria construído dentro da Zona de Protecção Especial (ZPE) do estuário do Tejo, e contestando, ainda, a aprovação do decreto-lei 140/2002 de 20 Maio, que alterou os limites da ZPE, abrindo caminho à construção dentro da área, contrariando compromissos do Estado em relação ao financiamento da Ponte Vasco da Gama.

O gabinete do secretário-geral do PS veio logo dizer que José Sócrates é "totalmente alheio" ao processo de licenciamento do Freeport, em Alcochete, adiantando que o então secretário de Estado do Ambiente, Rui Gonçalves, deu “despacho favorável condicionado” ao estudo. Assim, "tratando-se do exercício de uma competência delegada, nem o então ministro do Ambiente José Sócrates, nem o seu gabinete, tiveram qualquer intervenção nesse processo de avaliação do impacte ambiental".

Isto é muito interessante.
Desde logo pelo cheiro. Cheira-me a concurso de professores. Porquê? Simples. É assim: a culpa foi dos técnicos do ICN. Calma, o Secretário de Estado concordou, logo é culpado. Calma aí, então o ministro tem culpas. Espera aí, se assim é, a culpa é do primeiro-ministro que é um incompetente. Estão a ver. Igualzinha à história do concurso. Só mudam os protagonistas – Sócrates (ministro) e Guterres (primeiro-ministro).
Mas também é interessante por outra razão. É que eu fui ler o Diário da República e diz lá que a reunião do Conselho de Ministros (com Guterres e Sócrates) que aprovou a alteração à ZPE do Tejo foi a 14/3/2002, tendo o respectivo Decreto-Lei sido publicado a 20/5/2002. Ora, nessa altura, já o governo era o de Durão Barroso. Então, quando é que o Secretário de Estado aprovou o Estudo de Impacte Ambiental do Freeport? Ainda antes da reunião do Conselho de Ministros? Depois, mas ainda antes da publicação da lei? Depois, e já com Durão Barroso?
É que uma lei, neste caso um decreto, só produz efeitos depois de publicada.
Claro que deve haver uma explicação simples. Eu é que a não conheço. De resto, estes senhores são absolutamente incapazes de cometer ilegalidades ou de favorecer interesses privados. Isto não deve ser mais que uma cabala jornalística ou uma "encomenda" da "reacção".

10 de fevereiro de 2005

Co-incineração - Sim ou Não?

Em que é que ficamos?
O primeiro ministro, Eng. Sócrates, anunciou que a co-incineração será o meio preferencial para a eliminação de resíduos perigosos. Mais tarde, reafirmou-o. Hoje, em Setúbal, o ministro Vitorino veio dizer que, afinal, ainda não se sabe se haverá co-incineração.
Lindo! Um ministro a desmentir o primeiro ministro!
Agora, aguarda-se um desmentido do desmentido por parte do primeiro-ministro.

Temos aqui um exemplo do que são as contradições no seio do governo, marcado, como se reconhece, por comportamentos erráticos e incoerentes. Um claro sinal de incompetência.
Aquilo que é de manhã, pode não ser à tarde e deixa de o ser à noite.

(Onde é que eu já ouvi isto?)

Pluralidade na RTP

Meu caro Eng. Sócrates,

Deixe-me começar por lhe manifestar a minha solidariedade perante esta arrelia que se prefigura no horizonte, e que, todavia, parece inevitável. Compreendo perfeitamente a sua inquietação, de resto, plenamente justificada.
Efectivamente, sofrer na pele, semanalmente, uma hora de homilia a zurzir nas suas políticas, não vai ser nada agradável. Basta ver o que o Prof. fez ao governo do PSD, de quem até é militante, para perspectivar o que vai fazer ao seu governo. Uma malvadez! Anda um homem toda a semana a porfiar e, no domingo, pelo cair da noite, aí vem ele desancar em tudo e em todos, impunemente, sem ninguém que o desminta, sem a necessária pluralidade democrática.
Permito-me sugerir-lhe que não desista de lutar para garantir o indispensável direito ao contraditório, como, aliás de forma exemplar, o reclamou quando o professor trabalhava para a TVI.
Caso não consiga levar a sua luta a bom termo, sugiro que considere a substituição da direcção de programas da RTP (e de toda a administração) e despeça o Prof. Deve, contudo, não menosprezar a intervenção da Alta Autoridade para a Comunicação Social. Por vezes aprovam resoluções que não se coadunam com os superiores interesses do Governo se Portugal.

Com os melhores cumprimentos,

Azurara

8 de fevereiro de 2005

Uma campanha alegre

É o título de uma obra do nosso Eça e aplica-se à actual. Ora vejam:

Na RTP1, agora mesmo, Rodrigues dos Santos dava conta do comício do PS, aqui ao lado, em Viseu, e dizia: “José Sócrates está agora a discursar. Elsa [Marujo], ele já disse alguma coisa relevante?”
Resposta da Elsa: “Sim já. Acabou de se referir ao encontro que Santana Lopes teve hoje com os jornalistas”.
Relevante! Muito relevante, sim senhor.
Esta é que é a reclamada campanha “pela positiva” para apresentar propostas ao País?

Pela boca morre o peixe

É o que se diz na minha terra.


O Eng. Sócrates criticou o Primeiro Ministro por ter realizado um acto de governo (na base de Monte Real) durante a campanha eleitoral. Pois foi. Só que se esqueceu que já fez exactamente o mesmo. Em 25/11/2001, um pouco antes da data das eleições, inaugurou, como ministro do Ambiente, uma ETAR em Miranda do Corvo, tendo então dito que "os calendários eleitorais não devem prejudicar o trabalho de quem governa".
Ai, como vai esta (in)coerência.
Quem tem telhados de vidro, não atira pedras - também se diz por cá.

Mandatário Nacional do PS

Descobri agora quando estava a ver as "últimas" da campanha. É o Prof. Gomes Canotilho. Este nome lembra-me alguma coisa. Tenho a ideia que este senhor já foi comunista e que, quando estudante, no célebre 17 de Abril, em Coimbra, foi dos que estenderam a capa ao Almirante Américo Tomás. Foi uma coisa assim... Já foi há tanto tempo que talvez eu esteja a fazer confusão...
Alto. Espera aí. Se calhar não foi este. Se calhar foi o Vital...

7 de fevereiro de 2005

Igreja, Aborto e Partido Socialista

Sócrates contra posições do pároco da Igreja de São João de Brito.

José Sócrates considerou hoje "infeliz" o apelo do pároco da Igreja de São João de Brito de Lisboa, o padre Loreno, para que os portugueses não votem em partidos defensores do aborto, eutanásia e direitos dos homossexuais. Falando aos jornalistas em Fátima, após uma reunião com empresários da região, o secretário-geral do PS repudiou as posições do pároco da Igreja de São João de Brito."Foram declarações muito infelizes, mas que o PS não valoriza, porque essas declarações não representam a posição da Igreja Católica", respondeu o líder socialista.

Fiquei surpreendido por estas afirmações desassombradas do Eng. Pensei eu: "Será que a Igreja Católica mudou de posição e nem eu nem o padre de S. João de Brito o sabemos?
Fui investigar. Fiz uma rápida pesquisa e encontrei isto, e isto, e mais isto, e ainda isto, e isto, e ainda isto.
E concluí que não sou eu nem o tal padre que andamos distraídos. O Eng. Sócrates é que ficou obnubilado. A euforia, por vezes, tem manifestações paroxísticas!

De qualquer forma, em vez de estar eu aqui a "fazer o frete" à Igreja Católica, melhor seria que o senhor Cardeal dissesse alguma coisa ao pessoal.

Igreja Católica em campanha

Padre exorta fiéis a rejeitaram programas que defendam aborto.

Comunistas e bloquistas vituperam um padre católico por ter exortado “os fiéis que hoje assistiram à sua homilia a rejeitarem nas urnas os programas eleitorais que proponham a legalização do aborto ou a eutanásia”. Jerónimo de Sousa considerou "inaceitáveis" as palavras do padre, sublinhando que “a Igreja não deve fazer campanha”. Francisco Louça disse que já encontrou na sua campanha padres mais tolerantes.
Ora aqui está uma questão interessante. Vejamos:
O voto é um direito e um dever dos cidadãos. Na sociedade existem organizações religiosas (entre as quais estão as Igrejas) e organizações laicas (entre as quais estão os partidos políticos).
Pode pensar-se que apenas as organizações partidárias fazem “campanha”? Certamente que não. Toda e qualquer organização social faz a sua campanha. Os partidos propagandeiam as suas propostas, as associações alardeiam os seus interesses e as Igrejas difundem os seus valores.
Ora, há cidadãos que são simultaneamente crentes de uma ou outra Igreja. Os crentes não votam enquanto tal. Votam porque são cidadãos. Mas será possível, para cada um, fazer uma clara distinção entre uma condição e a outra? Não só me parede impossível como, a sê-lo, poderia acarretar graves contradições.
A Igreja Católica defende determinados valores que os crentes devem seguir. Um desses valores é o da vida, assim considerada desde o momento da concepção.
Será possível a um católico defender o aborto?
Não me parece mesmo nada!

Já agora, importa dizer que, pela minha parte, defendo que o aborto seja descriminalizado, mas recuso a ideia de que passe a ser acto médico praticado em unidades do Sistema Nacional de Saúde. De resto, parece-me que é esta última parte que move os bloquistas. Tanto quanto me lembro, não tem havido ninguém condenado pelo crime de aborto (pese embora a humilhação sofrida nos julgamentos).

6 de fevereiro de 2005

O combate ao desemprego

Um pouco por todo o lado – jornais, blogs, discursos políticos – vamos ouvindo a recriminação do Governo por não ter evitado a falência ou a deslocalização de empresas, aumentando, assim, o desemprego.
Não sou, longe disso, um especialista em economia, e muito menos em macro-economia. Todavia, parece-me que se limitam a afirmar o óbvio: se o desemprego não tivesse aumentado, haveria mais dinheiro a circular, logo mais consumo, logo melhores condições para as empresas, logo mais impostos arrecadados e menos despesa social em subsídios de desemprego.
Ora, como disse, isto é óbvio mas não acrescenta nada. Não aponta alternativas. Não avança com propostas de acção.
Como não as sei, pergunto:

  1. Como é que um Governo pode evitar que as empresas encerrem por falência?
  2. Como é que um Governo pode evitar que as empresas deslocalizem as suas unidades de produção?
  3. Como é que um Governo cria empregos sem ser na sua área de competência – a administração pública?

Nada de retórica.
Medidas concretas e objectivas, por favor.


5 de fevereiro de 2005

A pergunta essencial

Dizer que isto faz parte de uma "campanha negra", de uma "campanha pela negativa", é pura imbecilidade. Esta é, realmente, a questão essencial.
Efectivamente, três anos depois de terem "fugido" deixando-nos no "pântano", e depois de tudo terem feito para tornarem mais difícil a recuperação, a pergunta fundamental é


A História confirma

Está no Expresso (edição impressa de hoje)

CAVACO foi o menos gastador.

CAVACO Silva e os seus minis­tros das Finanças (Braga de Macedo em 1992, Miguel Cadilhe de 86 a 89, Eduardo Catroga em 95 e Miguel Beleza em 90) ocu­pam sete dos dez primeiros luga­res do «ranking» da consolidação orçamental, segundo um estudo de um ex-secretário de Estado de Durão Barroso que analisa as contas públicas desde 1986 até 2004, concluindo que os Gover­nos PS são os mais despesistas.
O melhor ano de António Guterres foi 96 (com Sousa Franco a chegar ao 6.° lugar) e o melhor ano da coligação PSD/CDS foi 2003 (com Manuela Ferreira Leite a conseguir um sétimo lugar apesar da reces­são económica, da queda das re­ceitas fiscais e do disparo do sub­sídio de desemprego).
Um segundo «ranking» orde­na os últimos 19 anos por con­tenção da despesa corrente. E aqui a vitória do PSD é esmaga­dora, porque os dez melhores anos são de Cavaco Silva e Du­rão Barroso. O melhor resultado do PS é um 11.° lugar, ou se­ja, mesmo descontando a infla­ção, nunca a despesa cresceu abaixo dos 3,5% ao ano num Governo socialista.


Preparem-se para mais no mesmo!

4 de fevereiro de 2005

Robotizado

Segui o debate na 2.
Durante o intervalo, um dos convidados, o senhor Luís Osório disse uma coisa fantástica: que o Eng. Sócrates parecia um robot. Eu não gosto nada das ideias dele (do L.O.) mas tenho que confessar que conseguiu explicar aquilo eu "sentia" quando via o Eng. É isso mesmo: automatizado!

3 de fevereiro de 2005

Portugal perde

Encontrei, por acaso, este cartaz do PS que foi afixado, como se vê, no início do governo do PSD, portanto, ainda com Durão Barroso. A luta da esquerda contra as políticas reformistas começou no dia em que perderam as eleições. Não é de agora.

2 de fevereiro de 2005

Veículos da 3.ª via

Quem será o líder político que tem um carrinho como este?

Uma dica: também tem um como este.

Quem? O PSL? Ná! Parece que esse não tem nenhum.

Vanessa da Mata

Compõe e canta como aqui se pode ouvir e veio lá de "atrás do sol posto".

Como ela diz, esta boneca tem manual!

1 de fevereiro de 2005

Colos - cada um escolhe o que gosta

Este é um colo que me agrada


Este é um "outro colo"


Brevemente vamos aqui colocar uma sondagem, com identificação do género, para verificarmos se existem diferenças estatísticamente significativas nos dois grupos.