25 de abril de 2005
E já lá vão 31 anos
Lembro-me perfeitamente da noite de 24 para 25 de Abril há 31 anos. Passeia-a a jogar lerpa, com os meus colegas, até às quinhentas da madrugada. De manhã, quando cheguei à Faculdade, estava tudo fechado. Foi só aí que soube do golpe militar. Pairava no ar a dúvida. Não se sabia se não seria da extrema-direita. Por volta do meio-dia já não havia qualquer dúvida: era a Liberdade!
Os dias que se seguiram foram de absoluta loucura. Sentíamos uma ânsia incontrolável de viver. E com 19 anos de idade, tudo era possível.
É pá! Estou a ficar nostálgico.
Depois foi o que todos sabem: os excessos, a “caça às bruxas”, os saneamentos, as nacionalizações e a destruição do tecido produtivo, tudo em nome e em troca da Liberdade.
Hoje olho para a Espanha, que ainda viveu sob a ditadura quando nós já estávamos em Democracia, e interrogo-me:
Não sei se valeu a pena.
Não sei se, sem 25 de Abril, não teríamos hoje um país mais moderno, mais justo, mais fraterno e mais rico.
Não sei…
24 de abril de 2005
Escândalo
Sabemos que o Estoril ganhou os tais 600.000€.
Não sabemos é quanto ganhou o Juíz.
Mas sabemos que:
- Fez uma expulsão patética aos 25 minutos - 11 contra 10;
- Não expulsou o Ricardo Rocha quando este "placou" um adversário;
- Marcou uma falta, inexistente, da qual resultou o empate;
- Fez outra expulsão inexplicável aos 80 minutos - 11 contra 9;
- Não marcou uma falta do Benfica, marcando antes um canto, donde resultou o golo da vitória.
Se a bola não tivesse entrado, é minha convicção que o árbitro as teria metido, ele próprio.
QUE VERGONHA!
23 de abril de 2005
Académica de Coimbra
Maria Filomena Mónica
No Público de ontem, 22, Maria Filomena Mónica, acerca do aborto, escreveu:
"Um feto é vida, apenas no mesmo sentido em que um animal ou um vegetal é vida; não é um ser humano.". E mais à frente, "A Igreja Católica pode dizer o que quiser, mas não pode impor a sua doutrina a uma sociedade laica.".
Não concordo que se discuta este assunto à luz dos princípios da Igreja Católica. Não se discute a origem das espécies ou a evolução do homem e do universo à luz de dogmas. São assuntos de ciência, embora esta, quando, investigando, percorre o caminho contrário ao da evolução, chegue a um ponto para o qual não consegue avançar com explicações científicas (!).
Nesta lógica, penso que a problemática da vida humana, da vida intra-uterina, do feto e do aborto, deve ser discutida à luz da ciência. Deve ser a ciência a dar resposta a esta questão crucial: a partir de que momento é que a ciência considera que aquele "animal" ou "vegetal" vivo, a que chamamos feto, passa à condição de ser humano?
No instante da concepção?
Às 10 semanas? 12? 16?
Quando passa a ser "viável"?
Quando possa sobreviver fora do útero da progenitora?
Quando nasce?
...
Já agora, também se impõe que a ciência defina em que condições é que, no fim da vida, ou em consequência de doença ou acidente, um ser humano possa ser "desclassificado", passando à categoria de "animal" ou "vegetal" vivo, logo descartável.
Câmara de Lisboa
Não acreditem. Isto é só táctica para "fazer render o peixe". O senhor Manuel Maria Guimarães não dispensará comunistas e bloquistas. Ele quer mesmo ser presidente. O resto, o número de lugares de uns e de outros não lhe interessa nada.
Tenham calma que eles vão construir uma verdadeira "vanguarda" popular.
Hipocrisia e vistas curtas
Da leitura da notícia da esquerda ficamos a saber o que já sabíamos: que as empresas portuguesas (têxteis e outras) não faliram (na generalidade dos casos) por inépcia dos empresários e/ou inacção do Governo do PSD, e que continuarão a falir independentemente da acção do Governo do PS. Falirão pela simples razão de não conseguirem competir, isto é, de não serem capazes de produzir produtos de qualidade superior a preços mais baixos que os dos chineses e companhia. Ora, isto é muito mau para nós, como para toda a Europa.
Mas, como se pode ler na imagem da direita, o PM francês já encontrou uma solução: "atirar ao tecto" o embargo sobre venda de armas à China. Brilhante!
Assim, vemos que a economia age como uma esponja e lava os atropelos da China aos direitos humanos. Passamos a "assobiar para o ar". Tianamen, Tibete, liberdade de expressão, condições de trabalho… isso são coisas que não interessam nada quando se trata de arrecadar uns cobres.
Vai daí, vamos vender-lhes armas. Claro que não se trata de vulgares espingardas ou pistolas. Disso têm eles aos montes. Trata-se, isso sim, de armas de alta tecnologia que custam preços fabulosos.
Há, contudo, um pequeno problema: a China, é sabido, não respeita os tratados internacionais sobre direitos e patentes. E o que vai fazer? Obviamente, aquilo que melhor sabe fazer: copiar! Recorde-se que a China, ainda recentemente, comprou uma central nuclear para produção de energia eléctrica e … construíu seis iguaizinhas.
Assim, além de as usar, o que é que a China vai fazer com as armas de alta tecnologia?... Pois é!
Repare-se que até mesmo com a indústria farmacêutica isso acontece. Copiam tudo!
Então, o que vai sucerder? É simples. As empresas ocidentais, que investem balúrdios em investigação e desenvolvimento, não vão conseguir obter o retorno financeiro dos investimentos e … acabarão por fechar, seguindo o exemplo da restante indústria. Ou seja, os gigantes europeus, nomeadamente a França e a Alemanha, que agora "olham para o lado", insistindo na abertura dos mercados europeus na mira de lhes venderem os seus produtos de alta tecnologia, dentro em breve não terão nada para vender.
Nessa altura não teremos nada para lhes vender e tudo para lhes comprar. Não teremos é dinheiro para pagar!
22 de abril de 2005
Medicina convencionada
Ora, para evitar as previsíveis listas de espera para abortos, o senhor ministro vai recorrer, pagando, a clínicas privadas. Por cada aborto pagará uma determinada quantia a estabelecer. Diz ele que foi assim que se fez em Espanha. Digo eu que está na moda copiar Espanha (não tarda, estará aí o casamento de homossexuais). Mas:
Porque é que não se faz o mesmo para eliminar as outras listas de espera?
O cumprimento dos prazos só é importante no caso do aborto?
Num caso de artrose da anca, que impossibilita o doente de caminhar, o prazo não interessa?
Porque não se faz um PECLEC (*) gigante?
Só há dinheiro para o aborto?
Ai, ai. Isto de andar a reboque do Bloco...
(*) Programa Especial de Combate às Listas de Espera Cirúrgicas.
A Espanha e os gays
De acordo com a edição online do diário “El Mundo”, a proposta de lei modifica o Código Civil em 16 artigos. A substituição das palavras “marido” e “mulher”, por “cônjuges” e das palavras “pai” e “mãe” por “progenitores”, são algumas das mudanças mais significativas. Deve haver mais algumas. Por exemplo, uma das palavras que não poderá deixar de ser modificada é "filho". Deixo aqui o meu modesto contributo para a sua substituição pelo termo "cria", o qual, como todos reconhecerão, é muito mais abrangente.
Pelo "andar da carruagem" esta "modernidade" não tardará a chegar a Portugal. Não sei se me conseguirei habituar a esta nova terminologia, mas vou começar a treinar já. Daqui a pouco, quando for para a cama, direi à minha cônjuge :
"Chega-te pr'áqui, ó progenitora das nossas crias".
21 de abril de 2005
Mais mentira

(no Público)
É mais uma mentira!
O aborto terapêutico, na proposta do PS, não tem prazo limite. O que lá está, na proposta, é o seguinte:
alínea a) Aborto a pedido - até às 10 semanas;
alínea b) Aborto terapêutico sem prazo limite;
alínea c) Aborto por razões de saúde da mãe em resultado de razões de natureza económica ou social - até às 16 semanas;
alínea d) Aborto eugénico - até às 16 semanas;
alínea e) Aborto por a gravidez ser resultante de violação - até às 12 semanas.
É fácil perceber que, retirando as razões económicas, a alínea c) fica contida na b).
Mais uma mentira!
Choque Tecnológico
"O choque [tecnológico] faz-se, fazendo."
António Machado dizia que "o caminho faz-se, caminhando".
Ora, seguindo a mesma lógica, o ministro deveria ter dito:
O choque faz-se, chocando.
Teria dito alguma coisa.
20 de abril de 2005
Aborto e fotos
Todavia, para os menos impressionáveis e mais corajosos, fica aqui este link:
http://www.econac.net/Aborto2.htm
Aborto e mentira
40 deputados socialistas são muitos deputados socialistas a discordar da direcção do grupo parlamentar socialista. E 4 chegaram mesmo a votar contra.
Devagar, devagarinho, lá se vai desmascarando a ignomínia.
Troca-tintas
O primeiro-ministro fez ainda questão de frisar que aos jornalistas que, até hoje, "ninguém ouviu alguém do Governo ou o líder parlamentar do PS (Alberto Martins) proporem uma data" para o referendo sobre interrupção voluntária da gravidez.
É verdade. Não ouvi nem o líder do grupo parlamentar nem alguém do governo. Quem eu vi e ouvi avançar com a proposta do referendo sobre a constituição europeia se realizar em simultâneo com as eleições autárquicas ... foi o próprio JOSÉ SÓCRATES.
Esperteza saloia...
Bento XVI
Depois da minha leitura diária dos jornais e dos blogs, concluí que a malta avermelhada não gostou da escolha. Saramago, Soares, Louçã e C.ia vêem com preocupação o futuro da Igreja.
Fiquei satisfeito! Porquê? É simples: se os tipos que, obstinadamente, têm condenado a Igreja pela maioria dos males que afligem a Humanidade, ficaram, repentinamente, preocupados com o futuro dela (da Igreja), é porque a Igreja não corre perigo. Dito de outra forma: é porque antevêem que este Papa pugnará pelos valores do cristianismo, que são intrínsecos à civilização ocidental. Temem que não advogue a (falsa) modernidade que pretendem. Nada de apoio à liberalização das "drogas leves", da homossexualidade e da eutanásia, para já nem falar do aborto. Que grande chatice!
Como diz o cáustico do CAA no Blasfémias, em sinal de protesto, no próximo Domingo nenhum deles irá à missa.
19 de abril de 2005
509%
Em 1998 estava orçada em 16,25 milhões de euros.
Acabou, 7 anos mais tarde, por custar 99 milhões. Apre!
E, apesar do balúrdio, não tem fosso para orquestra na ópera. Mas não tem mal nenhum. De acordo com a senhora Ministra da Cultura, aquela falha até "deve ser valorizada porque torna a instituição única".
Isto faz-me lembrar aquela do "não achei interessante" da ex-ministra da educação.
O que diriam os jornalistas se esta "boca" do fosso fosse com ela!
18 de abril de 2005
O desastre da Matemática
A Matemática não é só um problema em Portugal.
Não, mas em Portugal a situação é mais grave do que a média na OCDE e mais grave do que na maioria dos países europeus. É um problema com 20 ou 30 anos e que vem persistindo, ao mesmo tempo que têm sido implementadas reformas sem sucesso. Falo do ensino da Matemática e do ensino em geral. Só que a Matemática funciona como um barómetro e como é mais mensurável o insucesso verifica-se mais nesta disciplina. Mas o problema do insucesso é generalizado às disciplinas básicas.
A quem atribuir a culpa?
Esta situação deve-se a uma conjugação de factores sociais e da escola. Mas a verdade é que estamos a falhar. Reconhecê-lo é um primeiro passo. E repare-se que a preocupação com o que se passa generalizou-se na sociedade portuguesa, com uma excepção: os teóricos da pedagogia que se recusam a reconhecer os problemas existentes. Não conheço soluções milagrosas, nem me parece que se devam fazer grandes reformas. Mas há algumas coisas que se podem fazer, se devem fazer e não se fazem. Talvez se deva começar por aí.
Por onde?
Melhorar a formação dos professores e submeter a sua entrada na carreira a critérios mais objectivos. Actualmente o único critério para se entrar na carreira é a nota final da licenciatura. Ora, isto tem um efeito perverso, que é incentivar os alunos a deslocar-se para escolas mais facilitistas e convida estas últimas a inflacionar as notas. Solução? Podia-se exigir um exame de entrada na profissão, implementar um factor de avaliação externo.
Outro exemplo de medidas que se podiam tomar e não tomam é a instituição de uma formação matemática mínima para os professores do ensino básico. Veja-se, por exemplo, que a formação dos professores que vão leccionar o primeiro ciclo é feita em escolas superiores de educação onde a formação em Matemática é muito variada. Repare-se que se pode entrar nestas escolas tendo deixado a Matemática no 9 ° ano e até tendo sempre chumbado a esta disciplina. Mas depois pode-se ensinar Matemática...
Outro exemplo de coisa a mudar é a indefinição de programas. Destruiu-se o currículo do ensino básico em nome da teoria das competências, o que foi um dos piores erros da teoria pedagógica romântica. Substituíram-se conhecimentos por ideias gerais. O documento das "Competências Essenciais" de 2001 pretende fazer isso: substituir programas e conhecimentos determinados por um conjunto de competências abstractas e vagas. Os resultados estão à vista, reflectem a inconsciência que foi adoptar este regime.
Uma questão concreta: é importante saber a tabuada de cor?
Sim, embora não chegue. Mas o problema da pedagogia romântica é o de substituir uma coisa que não chega por nada. O eixo desta pedagogia baseia-se na existência de uma oposição entre compreensão e mecanização, esquecendo que, ao mecanizar, ao automatizar, liberta-se o cérebro para o raciocínio. Nos programas de Matemática do 1º ciclo, que não foram abolidos, pois apenas se instituíram competências essenciais, diz-se, por exemplo, que o aluno pode usar a máquina de calcular sempre que queira. Não é isto um disparate completo?
É lá, que o homem não tem papas na língua. Será que vamos começar a pôr na ordem os tipos das "Ciências" da Educação?
Livra!!!
17 de abril de 2005
O ex-libris da tugosfera
Então, lá vai:
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Para ser queimado? Então, podia ser “O Capital”
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
Bem, “apanhadinho” mesmo, mesmo, não, mas a Lara Croft...
Qual foi o último livro que compraste?
“Os novos líderes – A inteligência emocional nas organizações” de Daniel Goleman
Qual o último livro que leste?
“O comprimido da liderança” de Ken Blanchard
Que livros estás a ler?
Nenhum! Estou de licença sabática.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Pressupondo que era para uma longa estadia, levaria os Tolkien todos e os Saramagos que ainda não li (muitos). Todavia, preferiria uma assinatura do Público.
A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
À Estrela do Mar – http://clavedelua.blogspot.com/. Parece-me uma senhora, inteligente, sensível e não depressiva.
Ao João Campos – http://desteladodoespelho.blogspot.com/. É um jovem estudante, culto, esclarecido e, já agora, sportinguista.
Ao Ruvasa – http://ruvasa.blogspot.com/. Embora benfiquista, é um homem com bom gosto e é de Setúbal, cidade a que me ligam laços familiares.
Fomos descobertos
Até os pais, através da sua confederação, já sabem e apelidam a situação de escandalosa.
Lá se vai o nosso bendito artigo 102º; aquele dá para faltarmos 2 dias em cada mês sem ter que "dar cavaco" a quem quer que seja. Valha-nos Deus.
Com este governo tão activo no combate ao corporativismo, estamos tramados. Vai acontecer-nos o mesmo que aos farmacêuticos e aos juízes. Como todos sabem, nestes dois casos, o primeiro-ministro actuou com uma invulgar celeridade, e já fez aprovar leis corajosas que defendem o interesse dos cidadãos. O nosso caso não escapará a esta lógica de eficácia governativa.
16 de abril de 2005
Apito Dourado
ESFA - Sarau 2005
Das mais de três horas e meia de espectáculo, ficam aqui alguns instantâneos

Apresentadores

Aeróbica

Tirem-nos do Armário (sketch)

Ser Gente (sketch)

Momento dos Finalistas

8A critica (sketch)

Moda

Reportagem - Escola pelos ares

Divórcio nocturno

Body combat

Grande voz

Pega qu'é homem (sketch)
15 de abril de 2005
Quem? Onde?

no Publico
Meu caro Francisco Ramos, se eu fosse administrador de um dos hospitais SA, o senhor estava "à pega". Ia ter de dizer os nomes e moradas daqueles que discriminaram doentes. De certeza absoluta que não poderia ficar pela atoarda indiscriminada, generalizante e caluniosa. Além de ser "porco", é crime!
6%
Está decretado o fim da austeridade. O governo já pode gastar "à tripa-forra".
Por falar nisso:
QUERO SER AUMENTADO!
14 de abril de 2005
ABORTO e MENTIRA
Duas deputadas da bancada socialista - Rosário Carneiro e Teresa Venda - apresentaram um projecto de lei para suspender os processos criminais por motivo de aborto. Podem lê-lo no blog das senhoras.
Do meu ponto de vista, a iniciativa era muito equilibrada. Direi mesmo mais: era a iniciativa a tomar se se pretende despenalizar o aborto. Até poderiam ir mais longe. Em vez dos dois anos que a proposta prevê, poderia, pura e simplesmente, não haver qualquer prazo. Dessa forma, as mulheres deixariam de ser acusadas, de ter de ir a tribunal e outras trapalhadas que não dão em nada. Na prática, continuando, embora, a ser crime (excepto nos casos já contemplados na lei em vigor), não havia moldura penal a aplicar. Seria um “crime sem castigo”. Não haveria penalização. Logo, o aborto seria despenalizado.
Todavia, o grupo parlamentar socialista não apoiou a iniciativa das suas próprias deputadas, como se pode ler aqui. Mistério! Por que razão haveriam de tomar esta atitude fratricida, quando a iniciativa servia os seus propósitos de despenalizar o aborto?
Fiz uma rápida pesquisa e a resposta surgiu cristalina. Está no projecto de lei do PS para alteração da lei do aborto.
Ora leiam comigo o número 1 do artigo 142º do código penal proposto:
Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico ou sob a sua direcção, em estabelecimento oficial ou oficialmente reconhecido com o consentimento da mulher grávida, nas seguintes situações:
Daqui deduz-se que, se o aborto for efectuado num estabelecimento não “oficial”, já é punível. Isto é, se a rapariga ou a mulher, temendo uma nefasta publicidade da sua opção, decidir ir a uma qualquer parteira discreta, já poderá ser presa. Ela mais a parteira. Lá foi “aos ninhos” a autodeterminação da mulher. Curioso...
Mas passemos à alínea c) do mesmo número:
caso se mostre indicada para evitar perigo de morte ou grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica, da mulher grávida, designadamente por razões de natureza económica ou social, e for realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez;
Perceberam alguma coisa? Em que condições é que o aborto poderá ser legal até às 16 semanas?
Quando houver perigo de morte ou de lesão grave da mulher?
Quando da gravidez e/ou parto possa resultar desiquilíbrio psíquico para a mulher?
Quando existirem problemas de natureza económica e social?
Isto está tão mal escrito que não posso deixar de concluir que foi intencional. E para quê? Porque problemas de ordem psíquica, económica ou social são “canja”. Basta arranjar um médico (mesmo para as questões económicas e sociais, pasme-se) que o ateste, como preconiza o número 2 do dito artigo 142º.
Está visto porque é que as senhoras deputadas socialistas dizem que a pergunta do referendo é para as 10 semanas, mas a lei liberalizará até às 16 (4 meses, quase metade da gravidez).
Conclusão: Querem perguntar se concordamos com a despenalização do aborto até às 10 semanas e querem legalizá-lo até às 16, se for feito em estabelecimento pago com o dinheiro dos nossos impostos.
MENTIROSOS!
13 de abril de 2005
Magistrados nas operações policiais
O governo quer que as operações policiais nas "zonas problemáticas" passem a ser acompanhadas por um magistrado do Ministério Público que possa, in loco, validar a acção da polícia.
Fiquei perplexo. Incrédulo. Teria ouvido mal? Mas não. Já voltei a ouvir. É mesmo verdade.
Perante isto, duas questões se me colocam:
- Será apenas nas tais "zonas problemáticas"? Se a acção da polícia for numa zona de pacatos cidadãos já não haverá necessidade do magistrado validar os actos dos agentes? Porquê? Porque são pacíficos? Porque não reclamam? Só é necessário assegurar os direitos, liberdades e garantias dos moradores em "zonas problemáticas"?
- Como é que será? Durante a acção, o magistrado dirá ao polícia: "Sr. agente, esse tiro que deu foi ilegal; não o vou validar; o cidadão que disparou contra si não o atingiu.". Ou dirá antes: "Caro cidadão excluído por este capitalismo selvagem, não dispare contra mim; eu estou aqui para garantir os seus direitos; por favor, dispare só contra os polícias".
ORA PORRA!
12 de abril de 2005
Inglês no 1º Ciclo

Trata-se de um ofício enviado ao Presidente de um agrupamento de Escolas, cuja cópia, por mero acaso, chegou à minha mão. Quem quiser ler "clica" na imagem.
Vejam a data de envio - 01/04/05 - dois dias depois do meu post. Até parece que fui eu que o minutei. Está lá tudo: facultativa, lúdica, pós-lectiva, etc. Tudo o que defendem os iluminados das "Ciências" da Educação.
Tenha-se em conta que estas ideias imbecis não são exclusivas dos socialistas. Atravessam todo o espectro partidário. Quase todos aqueles que se metem a estudar estas temáticas acabam por ficar contaminados, do PCP ao CDS. Porquê? Simples. É que eles "cientificaram" a Educação. Então, têm de se citar uns aos outros. E, se alguém ousar ir contra o mainstream, ... coitado.
Por esta mesma razão, estão sempre no poder, seja qual for o partido maioritário. E, obviamente, são os grandes responsáveis pelo estado geral de imbecilidade para onde caminhamos.
Assim, até o meu cão!
Números da Educação (2)
Números da Educação

Em Portugal o número de alunos por professor é o mais baixo dos países da União Europeia.
9,5! É obra. Menos de metade do que no Reino Unido.
O problema é que nas aferições internacionais (PISA ou TIMSS) as posições invertem-se. Passamos para o fundo da lista. Não obstante, continuamos a reclamar a diminuição daquele ratio como forma de melhorar a qualidade das aprendizagens.
Singularidades...
Leia mais em http://europa.eu.int/comm/education/policies/2010/doc/progressreport05.pdf
10 de abril de 2005
9 de abril de 2005
48,7 + 7,3 + 6,1
É a percentagem de inquiridos que indica a sua preferência por partidos da esquerda na sondagem mais recente.
Se adicionarmos as preferências por pequenos partidos, esmagadoramente à esquerda no espectro político, chegamos a uns interessante 66% de "povo de esquerda". Dois terços. Impressionante!
Isto é um país de gente feliz., satisfeita com a acção do governo que temos.
Satisfação plenamente justificada, diga-se. Senão vejamos:
- Os 31 Hospitais, que eram SA's, vão passar a ser EP's, embora, desejavelmente segundo o ministro, passem a ter investidores privados (o que não era possível com o anterior regime jurídico). Agora sim. Agora é que a qualidade da saúde vai disparar. Adeus às famigeradas listas de espera.
- Os reformados idosos que, para chegarem ao limiar da pobreza, iam receber, no mínimo, 300€, vão mesmo passar a auferi-los a partir de Janeiro de 2006, desde que tenham atingido os 80 anos de idade! Adeus à vida abaixo do limiar da pobreza.
- O sistema de reutilização dos manuais escolares foi revogado. Em Setembro toos os pais comprarão livros novos para os seus filhos. Mas, logo em Outubro, será apresentado um novo projecto de lei que irá desonerar as famílias carenciadas desta despesa.
- ...
Como se vê, tudo boas notícias. Tudo razões para que esta "onda" de esquerda não cesse de aumentar.
Com tantos aderentes, a esquerda portuguesa ameaça destronar o Benfica com os seus 7 milhões de adeptos.
Abençoado povo.
8 de abril de 2005
Musiquinhas
Ao que percebi, um verdadeiro blog, ortodoxo, "a sério", dos "antigos", não tem, nem som nem imagem; apenas texto e, preferentemente, poesia.
O Azurara não é, nem ortodoxo, nem poeta e, além do mais, é um blog "novo". É pr isso que o Azurara tem a música e as imagens que agradam ao autor.
Hoje tem Hans Zimmer com o tema do filme "Black Hawk Down".
Quem não gostar da música, clica no iconezinho e desliga.
Quem não gostar de nada, muda de página.
5 de abril de 2005
Exames do 9º ano
Quase em simultâneo, a ministra da educação deixou a porta aberta à eliminação dos exames nacionais do 9.º ano, que se realizam pela primeira vez em Junho às disciplinas de Português e Matemática.
Isto é que é sintonia! Qual desmentido! Qual desautorização! Isso era dantes.
(bom, vamos deixar isso de lado para ir ao importante)
Importante é a hipótese destes tipos acabarem com os exames.
Ora, destes anos em que tem havido exames (do 12º ano), resulta a conclusão que eles são um instrumento indispensável para a melhoria do nosso sistema educativo, que é como quem diz, para o aumento da qualidade e da quantidade das aprendizagens dos alunos. Basta repara que o 12º ano é aquele que regista maior taxa de cumprimento dos programas e menor abstencionismo docente.
Importa, também, compreender que os exames não "reprovam" quase nenhum aluno. Sim, é verdade. Mesmo no 12º ano, muito poucos alunos reprovam "por causa" dos exames (não confundir com o problema das notas de acesso ao superior que, erradamente, incorporam uma componente obtida nos exames finais do ensino secundário). No Básico, com um peso de 30% e com aquele sistemas de cinco níveis, não há hipótese de qualquer aluno reprovar "por causa" do exame. Há, isso sim, a hipótese dele passar "por causa" do exame.
Quem é, de facto, avaliado nos exames são as escolas e os professores. Esses é que podem "reprovar" nos exames. Já agora acontecem "chumbos" desses, os quais têm levado as escolas a reflectir e a adoptar procedimentos tendentes a melhorar os seus resultados (dos seus alunos).
Óbviamente, não é à toa que os maiores protestos contra os exames tenham vindo dos sindicatos e das associações de professores.
Senhor Primeiro-Ministro,
Não se deixe corromper por esses discursos disfarçados das "ciências" da educação. Vá em frente. Generalize os exames nacionais a todos os anos terminais de ciclo. Faça e isso e veja como os alunos aprenderão mais, reprovarão menos, abandonarão menos e veja, também, como os professores passarão a faltar menos.
4 de abril de 2005
Dissolução da UDP
Conforme se pode ler aqui, o senhor Fazenda era mesmo stalinista ou, pelo menos, marxista-leninista. Com aquele físico estava-se mesmo a ver.
Já agora, ponho aqui o último parágrafo da peça:
Mais tarde, foi chamado a intervir Carlos Santos, militante da UDP desde a data da sua fundação, em 1974. Enfatizou a continuidade da corrente política e ideológica no interior do Bloco e terminou com estas palavras: "Abandonámos Lenine? Não. Respondemos à vida e às necessidades".
Com que então, responderam "à vida e às necessidades". Está-se mesmo a ver que foram necessidades de Portugal!
3 de abril de 2005
2 de abril de 2005
Morte digna
E dei comigo a pensar:
O que será uma morte digna? E indigna?
31 de março de 2005
Cachorrinhos
Mas, se houver alguém que queira partilhar esta responsabilidade, faça o favor de apresentar currículo. É que contratos "no escuro" só existem para professores, e só no Ministério da Educação.

30 de março de 2005
Inglês no Básico (II)
Acontece que eu nem sequer tinha pensado nesta hipótese. Parti do princípio que, estando todas as escolas primárias integradas em agrupamentos, a nova disciplina de Inglês, opcional, seria leccionada por professores de Inglês de cada agrupamento, naquilo que seria uma razoável gestão de recursos. Afinal não é nada assim. Eu sou um ingénuo! Afinal é preciso formar professores novos. Professores que estejam especialmente habilitados para ensinar Inglês aos alunos dos 3º e 4º anos. Professores especialistas ao nível do 1º Ciclo.
Ora, como se perceberá, rapidamente se seguirão professores especialistas em Matemática, em Português, em Ciências Sociais, etc. Vamos acabar com a monodocência no 1º Ciclo, o que acarretará a estanqueceidade das matérias, a atomização do conhecimento e o aumento da dificuldade em aprender.
Bem sei que é isto que querem as Federações dos Sindicatos. É que aumentarão, e muito, o universo dos seus potenciais associados. Só que, este é, exactamente, o caminho contrário ao que deveríamos trilhar.
O conhecimento é uno e apreende-se do global para o específico. Não se pode começar por aprender a célula para depois compreender o corpo humano. É ao contrário. Por isso, deveríamos manter a unidade do conhecimento até mais tarde. Isto é, no 2º Ciclo deveríamos diminuir o número de professores por turma. Apostar em professores generalistas, o que, para o nível dos conteúdos exigidos até ao 6º ano, é perfeitamente compatível com os professores que já temos no sistema.
Já não seria mau que os professores do 2º Ciclo leccionassem as Áreas Disciplinares para as quais estão habilitados. Se o professor de Matemática também ensinasse Ciências e o de Português também ensinasse História, como está previsto na Lei, já não seria muito mau. Infelizmente não acontece assim (pelo menos na maioria das nossas escolas) e, pior ainda, agora quer-se alargar esta perversidade ao 1º Ciclo.
Os resultados serão devastadores!
PS. A diminuição do número de turmas por professor, aumentando o número de horas que o professor leccionasse em cada turma, também traria evidentes benefícios para os próprios professores.
29 de março de 2005
Inglês no Básico
Bem alertei aqui.
ASNEIRA!
O Inglês no 1º Ciclo será uma disciplina:
1) Extracurricular;
2) Logo, não obrigatória;
3) Logo, não importante;
4) Logo, não determinante;
5) Donde, SEM AVALIAÇÃO CONSEQUENTE.
O que aqui vamos ter não é mais que uma actividade lúdica. É o aprender a brincar. O aprender sem esforçar. O facilitismo. Vamos ter uma espécie de Área-Escola "papagueada" em Inglês.
Uma medida de faz-de-conta. Uma media SOCIALISTA.
Ó meus amigos, se acham que o Inglês no 1º ciclo é importante, tratem-no como tal, como a Matemática, o Português e o Meio Físico. Assim não dá. Assim, o único impacto que esta "bandeira" terá, será o emprego de umas centenas de professores de Inglês do 2º Ciclo.
A Associação e os Sindicatos já estão a aplaudir. Nós continuamos a pagar.
26 de março de 2005
Política ou ódio?
No último número, em editorial, referindo-se, como sempre, ao Presidente da Câmara, escreve:
[...] Ao analisarmos, mesmo que seja à "flor da pele", estas tretas pataratas, lemos com total luminosidade, nas entrelinhas, o discurso da mentira, do cinismo, da contradição. E pensamos: será este homem um megalómano doentio? Sofrerá de algum trauma maníaco-depressivo? De esquizofrenia catatónica? Hebefrénica? Com períodos alternados de torpor e de excitação? Revelando carácter caprichoso, sentimentos e ideias insensatas? Com desenvolvimento insidioso de inadaptação social e excentricidade? Com mudanças de personalidade e pensamentos descoordenados gerando sentimentos e impulsos confusos? Com perturbação de pensamento e decorrente associação de ideias alteradas, com ocorrência de cenas absurdas ou/e estranhas? Com falsas convicções irredutíveis, fruto da desilusão????????
Não sabemos! Sabemos sim que este homem vive num estado disfuncional onde o real e o onírico confluem num delta inseparável, fazendo-o pairar nas nuvens e perder completamente o contacto com o verdadeiro pulsar do Concelho e com a inequívoca verdade dos factos, que falam por si, sem fogos-faralhos nem paródias de péssima qualidade e duvidosíssimo gosto.
Acontece que o Presidente da Câmara é pessoa calma, trabalhadora, amiga de todos (e não apenas "do seu amigo") e muito pacífica.
Eu também sou homem pacífico, mas, se fosse comigo, hesitaria entre a queixa-crime por difamação e o mais prosaico "amassar-lhe o frontespício".
24 de março de 2005
Negar o futuro
Todavia, cedo se percebeu que a conversa da "comunidade educativa" era uma treta. Se não ainda antes, logo em 1998 se desmascararam, quando conseguiram alterar a proposta do RAAG (da autoria de João Barroso) assegurando que o presidente da Assembleia de Escola teria de ser professor e que estes teriam de estar representados, pelo menos, em paridade. Ou seja, "roubaram" a Assembleia à comunidade, esvaziando-a. Isto é, restringiram a comunidade aos limites dos muros da escola, aos professores. Pior ainda: a comunidade só interessa na mdedida em que "sirva" a escola, em vez de, como deveria acontecer, a escola servir a comunidade.
De 98 para cá, assistimos em Portugal a um movimento absolutamente inédito - a expansão da rede de educação pré-escolar. Inédito na medida em que se efectuou ao arrepio da administração central. Foram as Câmaras municipais que construíram e adaptaram espaços e que decidiram onde abrir JI's. O Ministério limitou-se a assegurar o pagamento das Educadoras (que me desculpem os Educadores). Mesmo no que concerne à oferta de componentes não lectivas - almoço, ocupação de tempos livres e prolongamento dos horários de funcionamento - a iniciativa esteve sempre com as câmaras e, diga-se, com a oposição dos sindicatos. Tratou-se, contudo, de uma verdadeira descentralização: a deslocação do centro de decisão para a comunidade. E os resultados estão aí à vista de todos. Por todo o País, os JI's da rede pública oferecem horários entre as 8H00 e as 18H00, quando não ainda mais, mantêm-se em funcionamento durante as "interrupções" (Natal, Carnaval, Páscoa, e Junho/Julho), servem refeições e oferecem actividades diversificadas. A título de exemplo, aqui nestas Terras de Azurara, as crianças de 4 e 5 anos vão, todas, da cidade e das aldeias, à piscina. Claro que as Educadoras trabalham apenas 5 horas por dia. Durante o resto do tempo as crianças são enquadradas por pessoal auxiliar, pago pelas câmaras, as quais recebem pequenos subsídios do ME e comparticipações das famílias, de acordo com as respectivas capitações. Mas, apesar de tudo, o balanço é francamente positivo. Este deverá ser o nível de escolaridade (?) que mais terá progredido no sentido de prestar um serviço à comunidade. No fundo, estas escolas "são" da comunidade, como deveriam ser todas.
Agora leia-se esta reivindicação:
A Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL) diz que a tutela dos estabelecimentos de ensino para a infância e pré-escolar deveria passar, de forma faseada, das autarquias para o Ministério da Educação.
E esta:
Na moção hoje aprovada nos plenários, os educadores defendem que um calendário escolar diferente é uma atitude discriminatória e desajustada num contexto de agrupamentos de escolas.Os educadores esperam agora que o novo Governo altere esta situação, disse Maria do Céu Silva, dirigente da Fenprof. Caso não o faça estão dispostos a avançar para formas de luta, acrescentou.
Sindicatos...
Ontem e Hoje
Primeiro:
Estes senhores juraram que não se iriam desculpar com o passado nem brandir a espada da "herança".
Segundo:
Santana Lopes teria governado (se os media tivessem deixado) apenas 4 meses - os últimos de 2004. Apesar disso, foi acusado pela tralha socialista de ter aumentado o défice, ou, pelo menos, de o não ter conseguido reduzir.
Estes senhores vão governar (os jornalistas gostam deles) mais de 9 meses. Mais do dobro de PSL. Utilizando os mesmos argumentos de então, caso não endireitem a "coisa", a razão será apenas uma - inépcia.
Referendo do Aborto
NÃO.
Tirem-lhe o "lugar" e já serei a favor.
Aborto, cada um pague o seu!
23 de março de 2005
O Azurara errou
Obrigado ao Micróbio pela atenta correcção.
Eu sei que é uma coisa meia besta mas, vá-se lá saber porquê, associo trotskismo a fisionomias mais "finas", menos volumosas, mais sofisticadas, até, sei lá, mais femininas. Era mais assim que os distinguia. Pelo discurso é absolutamente impossível. É sempre a mesma merda, tanto num caso como noutro. É por isso que cataloguei aquele corpanzil na categoria dos stalinistas.
Errei.
Aqui fica mais uma evidência de que as aparências iludem.
Freitas, o Imóvel
Bem, Stalin e Hitler tiveram um pacto...
22 de março de 2005
Bom e mau no Programa do Governo - Educação
Cultura de avaliação
Enraizar em todas as dimensões do sistema de educação e formação a cultura e a prática da avaliação e da prestação de contas. Avaliação do desempenho dos alunos e do currículo nacional, avaliação dos educadores e professores, avaliação segundo critérios de resultados, eficiência e equidade, das escolas;
Mais autonomia
O Governo considera desejável uma maior autonomia das escolas, que garanta a sua capacidade de gerir os recursos e o currículo nacional [...] O Governo estimulará a celebração de contratos de autonomia entre as escolas e a administração educativa;
Contratação de professores
Introdução de mecanismos, como a ordem das prioridades de destacamento e a recondução, que possam induzir, por si mesmos, menor mobilidade dos docentes [...] introduziremos medidas que permitam descentralizar gradualmente (para as escolas individualmente ou em agrupamento por áreas ou municípios) o sistema de recrutamento e colocação;
Ideias Beras:
Inglês
A generalização do ensino do Inglês desde o primeiro ciclo do ensino básico;
A ênfase deve ser posta no rigor, na valorização do trabalho individual, na diferenciação pedagógica e na compensação educativa, se necessário procedendo anualmente ao reagrupamento dos alunos. Estas medidas deverão ser implementadas logo desde o 1º ano (6 anos de idade). Na escola primária, toda a tónica deve ser colocada no Português. A introdução do Inglês provocará um efeito distractor.
Escolaridade obrigatória de 12 anos
Tornar obrigatória a frequência de ensino ou formação, até aos 18 anos de idade.
Em que ficamos, ensino ou formação? Se for ensino, é mandatório abrir cursos profissionais em todas as escolas secundárias, destinados a oferecer alternativas aos alunos que, até aos 15 anos, não efectuarem nenhuma aprendizagem significativa (são muitos mais do que se possa pensar). Caso estes alunos venham a ser obrigados a seguir os actuais cursos "gerais", acontecerá com o secundário aquilo que já aconteceu no básico: a uniformização da ignorância.
António Ribeiro Ferreira
Então Sócrates não é "de esquerda"? Espero bem que tenha razão.
Fica aqui o último parágrafo. Um espanto!
Depois do discurso de Sócrates, percebe-se agora que o ministro Freitas do Amaral é a flor velha, desbotada e de esquerda na lapela do Governo liberal de Portugal.
20 de março de 2005
Polícias assasinados (II)
O actual, disse este momento não é o meu momento.
Também não foi o dos polícias.
Polícias assasinados (I)
Há um mês, os sindicatos queriam coletes e viaturas blindadas. Hoje já começam a falar daquilo que na altura reclamei e até parodiei. Veja-se, aqui.
[a polícia] não pode levar ninguém para a esquadra sem um forte fundamento, não pode identificar ninguém sem um forte fundamento, não pode puxar da arma. O criminoso já percebeu há muito que a polícia é ineficaz no combate à criminalidade. O SPP/PSP exige a modificação das normas de actuação da polícia, uma iniciativa que tem que partir do poder político.
Esperemos que não tenham de morrer ainda mais polícias.
Como Cavaco Silva?
Bem, podem ser parecidos no modelo, na forma, mas naquilo que interessa, no conteúdo...
Que pretenciosismo saloio!
Bombardier
Mal! Muito mal!
Um governo decente (logo de esquerda) não se deveria ter limitado a mandar retirar a Bófia. Deveria ter ordenado que os bófias dessem umas lambadas nos tais "desmontadores" e seus patrões, evitando a saída da fábrica dos equipamentos que lhe garantem a tão propalada viabilidade económica.
18 de março de 2005
Sexo em bloco

Não sei o contexto, mas, em todo o caso, seria de acrescentar ...e não lavam os dentes.
(nunca se deve perder uma oportunidade de incentivar a higiene oral)
Desmentido
Registemos:
OS IMPOSTOS NÃO VÃO AUMENTAR! NENHUM!
Então e as SCUT's? Como é que se pagam? Portagens?
Pacheco Pereira
Agora queixa-se de não ser citado quando fala de PS e JS. Diz ele que "contra Santana Lopes era um «espírito livre»; contra o PS, sou um factótum partidário."
Pois, só que agora já é tarde!
Nem pensar
Acham que o Dr. Sampaio e o Dr. Constâncio têm vindo a intervir na vida política movidos por interesses partidários?
NNNÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO!
Fidel, coitadito
Isto fez-me lembrar um outro líder socialista que, à custa de muito trabalho, conseguiu arrecadar uns "cobres". Arafat, se a memória não me trai.
17 de março de 2005
Freitas, o Leal
No final [da reunião], em "off", poderei dar-vos um pequeno comentário do que se passou hoje. Digo "em off" porque o Conselho de Ministros deste Governo decidiu, e a meu ver muito bem, que até expormos as linhas gerais de política externa do Governo no Parlamento (...) não devíamos fazer declarações sobre questões de política externa.
Quem trai uma vez, trai um cento!
16 de março de 2005
Embasbacado
Digo-lhe eu que não estou. Aliás, nem poderia estar. Ainda não dei conta de que temos governo. Sei que foi empossado e que anunciou, logo no momento, a intenção de atribuir novas receitas aos hipermercados com os lucros dos medicamentos de venda livre.
De então para cá, não tenho dado conta da existência de governo. Não se vê nem se ouve. Nem sequer para desmentir o Governador do Banco de Portugal.
Desmentido. Aguarda-se.
O desmentido da subida dos impostos sobre os automóveis e combustíveis.
Será que o governo está mesmo em "blackout"?
15 de março de 2005
Destilaria de Ódio
FCP
SCUT's - Paguemos!
O senhor Governador do Banco de Portugal, o poderoso Victor Constâncio, já veio sugerir o aumento dos impostos sobre o automóvel (que já são os mais elevados da Europa) e dos combustíveis, para minorar a fatia do Orçamento de Estado a afectar a esta despesa.
Trata-se de uma medida marcadamente socialista: a solidariedade nacional e geracional. Em vez de pagar quem usufrui (como nas A1, A2, Axx, CREL, etc.) pagam todos os portugueses que utilizam automóveis. Lindo!
(eu sou dos que pagarão de qualquer forma - na portagem ou no carro e no gasóleo, ou em tudo. Mal, muito mal.)
14 de março de 2005
PSL e CML
«Como ele assumiu o cargo de primeiro-ministro, que é incompatível com qualquer outro, a suspensão do mandato na Câmara é imediata, mas assim que cessou essas funções volta a ser automaticamente presidente (da autarquia)», afirmou à Lusa o professor de Direito Constitucional e presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Que é presidente da CML, já eu sabia. Reassumir o cargo é outra coisa. É que a campanha inédita de que foi alvo, e na qual acabou por "embarcar" com inusitada inépcia, transformou-o numa espécie de "peçonhento". Reassumir funções, neste contexto, levará os "media" a assestarem todas as baterias na sua pessoa e na sua acção, inviabilizando, absolutamente, o estritamente necessário processo de reabilitação.
No seu lugar, eu renunciaria.
13 de março de 2005
Elucidativo
É o que diz um tal LN aqui.
Vivam as vanguardas esclarecidas que hão-de educar o povo!
Poder Local
A resposta radica no “poder local”, mais concretamente nas Juntas de Freguesia. Durante anos, as JF's lutaram pela satisfação das necessidades básicas das populações. Foi o tempo, sobretudo, das redes de água, esgotos e electricidade. Esses tempos passaram. Hoje, rara é a aldeia que não disponha daquelas infraestruturas, pese embora, nas mais das vezes, não exista a necessária ETAR, mas antes uma grande “fossa” séptica. Mas o "povo" está satisfeito. Tem saneamento. Além disso, existe sede da Junta, sede da Associação Cultural, da Banda, do Rancho Folclórico, etc.
Por outro lado, em Portugal ainda não percebemos que há investimentos fundamentais que não se materializam em “obras”. Só para exemplo, a organização de um serviço de refeições e aproveitamento educativo de tempos livres das crianças é mais reprodutiva do que a maior parte das obras de cimento e tijolo. Mas, compreender isto leva tempo.
Ora, esta situação cria um problema “bicudo” para as JF's. “O que é que vamos apresentar no final do mandato?”. “Temos que mostrar obra!”. “O que vamos fazer?”
Assim, muitas JF's passaram a “inventar” necessidades. A substituição das calçadas é uma delas. O alargamento de “becos” é outra, e por aí fora. Mas, para mim, a mais emblemática é aquela do calcetamento (com paralelos) dos adros, saibrados, das igrejas! Credo!
E, como já disse, as Câmaras têm muita dificuldade em contrariar estas “justas aspirações” das populações.
Correr com Sócrates
Se eu pudesse também corria com eles, mas ... estou longe.
12 de março de 2005
Jornalistas
Sócrates desmentiu um ministro sobre a eventual subida de impostos. Os jornalistas aceitaram. Não disseram que era uma contradição. Não disseram que era uma “desautorização”. Não falaram de “políticas erráticas”. Noutros tempos, Santana e Bagão foram tratados como protagonistas de um folhetim inimaginável.
Sócrates corrigiu o ministro Freitas sobre a linha da futura política externa. Sossegou os USA. Afinal, Bush não é assim tão parecido com Hitler. Tudo bem. Pacífico. Os jornalistas não viram nesta contradição nenhum facto merecedor de interesse jornalístico. Noutros tempos...
Sócrates incluiu apenas duas mulheres no governo. Várias mulheres socialistas vieram a público criticar, por vezes de forma desbocada, aquilo que apelidaram de “machismo anacrónico”. Os jornalistas ... nada.
Por outro lado, das mulheres nomeadas pouco ou nada se sabe, a não ser que são amigas de Sócrates ou de um amigo de Sócrates. Tudo bem. É normal. Os jornalistas não viram nisto nenhum compadrio, nem sequer um critério político inconsistente. Nada. Noutros tempos...
Sócrates, na cerimónia de posse, não quis receber os cumprimentos do "povo". Nem sequer recebeu os próprios jornalistas. Nada de perguntas. Noutros tempos, esta atitude teria sido uma manifestação clara de uma arrogância inaceitável. Hoje, é uma demonstração de humildade e simpliciade.
Está visto: os jornalistas gostam de socialistas.
Que merda de cultura de esquerda.
Discurso da posse (2)
Ora aqui está uma coisa que me parece irrepreensível. Poupa-se dinheiro e consegue-se maior participação. Só que, além deste, há outro referendo prometido - o do aborto.
Porque não realizá-lo no mesmo dia? Que razões terão levado Sócrates a não propor uma data para este referendo? Não há por aí nenhum jornalista que lhe pergunte?
O discurso da posse
Medida séria a anunciar teria sido o fim dos constrangimentos à abertura de novas farmácias. Isso sim.!
Deslocalizar?
Será que estes empresários exploradores não sabem o que se passa? Não lêem jornais? Nem rádio, nem TV? Não se deram conta que agora já não há em Portugal um "governo de direita"? Não saberão que agora temos um governo Socialista? Ignorarão que vai ser duramente reprimida qualquer tentativa de deslocalizar empresas?
Mas que tolos!
Ó meus senhores, o tempo do regabofe santanista já acabou.
11 de março de 2005
Sócrates
Cumprir as promessas eleitorais (300€/mês para os que estão no limiar da pobreza, 1.000 licenciados em empresas, 150.000 novos empregos...), obriga a aumentar o custo da já enorme máquina do Estado. É preciso mais dinheiro. Onde se vai buscá-lo? Fácil: aumenta-se os impostos dos que pagam impostos.
Assim, até o meu cão podia ser primeiro-ministro.
A verdade é como o azeite...
É o que acontece com aqueles que se indignaram com as críticas lançadas sobre o "vira-casacas" Amaral. O BE já "caiu na real". Vai aprovar estatutos disciplinares. Diz o Dr. Anacleto que um dos ilícitos será a situação em que um membro do BE seja candidato a eleições por outro partido. Neste caso, a sanção poderá ser a expulsão. Já o velho democrata Rosas diz «O que não iremos aceitar é a expulsão por razões ideológicas ou de natureza política».
Está tudo aqui.
Então, se um tipo concorrer por outro partido por sadia discordância político/ideológica, aplica-se a versão Rosas ou a Anacleto?
Machismo anacrónico
É uma ofensa para as mulheres portuguesas. E sobretudo para as numerosas mulheres capazes e experientes, que, por todo o país, o PS conta como valiosos quadros e como apoiantes em todos os sectores profissionais, sociais, académicos e autárquicos". Enfim, uma vergonha para Portugal e para o PS!
Que governação PS iremos afinal ter? Novas fronteiras ou velhas amarras?
Hum. Quotas por género ou quotas por sexo? Hummm. Hummm.
Secretário de Estado da Educação
Em 1997(*), criticando a situação, este senhor dizia que as escolas mantêm-se como meras extensões da administração e a esta prestam contas pelas vias burocráticas e hierárquicas tradicionais.
Quer isto dizer que temos um Secretário de Estado que não quer as escolas como meras extensões da administração. O que aqui temos é um defensor da autonomização (e da responsabilização) das escolas.
Muito bem!
Vamos ver se a entrada para o governo não o estraga.
(*) Lemos, V. (1997). A Gestão Escolar. In Cunha, P.. Educação em Debate. Lisboa: Universidade Católica Portuguesa, pp. 259-273
10 de março de 2005
Presidente na escola
Eu também!
O Presidente da República recordou ainda aos alunos daquela escola que «é preciso estudar».
Muito bem Senhor Presidente. Valorizar o trabalho, o empenho, as aprendizagens, os resultados. Apoiado!
Sampaio chamou também a atenção para a situação dos professores primários, afirmando que estes devem ter carreiras «com estabilidade como corpo docente nas escolas».
Muitissimo bem. Bravo. Viva!
Senhor Presidente, não se fique por aqui. Avance. O senhor, que agora passou a controlar a acção do(s) governo(s), dê orientações ao Primeiro-Ministro. Diga-lhe que acabe com esta palermice dos concursos de professores. Diga-lhe que permita que as escolas contratem os seus professores. Resolvemos logo o problema da estabilidade dos professores, das escolas e, sobretudo, dos alunos. E repare que o acréscimo de autonomia das escolas é uma bandeira da esquerda.
8 de março de 2005
Maus alunos
Ao todo, foram mortas 27 pessoas, incluindo seis soldados iraquianos num checkpoint em Baquba, a nordeste da capital iraquiana, num ataque reivindicado pelo grupo do jordano Abu Mussab al-Zarqawi.
Uma curiosidade:
Os "media" referem-se a estes tipos como "os suicidas", "os rebeldes", "a resistência", "grupo ...". Nunca dizem, simplesmente, os TERRORISTAS. Esta cultura de esquerda é uma merda.
7 de março de 2005
A foto de Freitas
Ora, salvaguardadas as devidas distâncias, parece-me que manter a fotografia do senhor numa parede da sede do CDS seria muito parecido com manter a fotografia de Salazar numa qualquer repartição pública. Freitas foi muito mau para o CDS (embora o tenha fundado), e Salazar foi muito mau para Portugal (embora o tenha refundado).
Coisa diferente é o destino a dar à foto. Percebe-se a ideia de a enviar para o Rato. Freitas está num governo do PS. Percebe-se. Mas está mal. No governo do PS está, por exemplo, um ministro da defesa que apoiou a intervenção internacional no Iraque. Freitas, pelo contrário, manifestou-se na avenida de braço dado com Louçã, contra o "Hitler" de hoje, George Bush.
Por isso, a foto de Freitas ficaria muito melhor na sede do BE.
OpenOffice
6 de março de 2005
Ainda o governo
O Ministro das Finanças, Campos Cunha, tem "ideias radicais" que pode agora pôr em prática, como o fim do sigilo fiscal, a publicitação dos rendimentos dos contribuintes e o sistema de remuneração dos políticos (50% mais que a média do salário dos três anos).
O ministro da Saúde, Correia de Campos, "tem currículo, competência e prestígio no meio, sendo visto com reservas pelos médicos e pela poderosa Associação das Farmácias", e vai herdar o gabinete de Filipe Pereira, que pôs em andamento "algumas das reformas de que gostaria de ter sido autor".
Isto não são más notícias. Vamos ver se não se deixam contaminar por aqueles vírus da indecisão que costumam afectar os socialistas.
Entretanto, o Anacleto Louçã rejubila. É mais um governo de direita para combater e, assim, fazer crescer o Bloco. É que, bem vistas as coisas, na ponta esquerda ficam mesmo só Vieira da Silva e Freitas do Amaral.
5 de março de 2005
Ministro da Educação
Não foram estes senhores socialistas que disseram que a tutela do ensino superior por um ministro, que não o da educação, introduzia fragilidades no sistema porque não permitia uma visão integral do sistema educativo? Tenho a ideia de que foram mesmo estes.
Ministra da Educação
Mas, socióloga? Ainda para mais, doutorada em Sociologia? Não prevejo nada de bom.
Cada vez dou mais razão àquele que dizia que um sociólogo não é mais que um "antropólogo urbano".
4 de março de 2005
Começou a tremedeira
Com o anúncio da composição do futuro governo, aparecem os primeiros sinais de contestação. PCP e BE patearam.
Não é um bom sinal que do elenco governamental anunciado façam parte pessoas conhecidas pelas suas posições neoliberais ou comprometidas com governos anteriores, afirmou o PCP.
Para o BE, a escolha de Campos e Cunha para a pasta das Finanças e de Manuel Pinho para a pasta da Economia representa "falta de ousadia". "Escolher personalidades de centro é uma grande falta de ousadia e coragem para uma verdadeira mudança na política".
Nem uns nem outros se referiram à inclusão de Freitas. Pudera! É a extrema esquerda do governo!
Saldar contas
Está pago o frete!
Alucinado
É tempo de reparar todas as malfeitorias feitas por um governo que tratava Portugal como uma coutada.
Este homem crê que quem não pensa como ele, necessariamente quer fazer mal aos portugueses. Quem não pensa como ele, age com maldade. Quem não pensa como ele, é mau!
Acho que este homem está doente e precisa de ser tratado, mas não faço ideia da terapêutica adequada. Em compensação, sei bem qual foi o tratamento que outros parecidos com ele deram àqueles que não pensavam da mesma forma.
Incapacidade ou indiferença?
(Visão N.º 626 de 3 de Março de 2005)

Um governo socialista incapaz de travar a violência?
Um governo socialista indiferente ao sofrimento dos oprimidos?
E ninguém se demite?
A morte da freira, e de muitos inocentes, não é da responsabilidade do governo? Como assim?
Cá em Portugal, desde concursos de professores a quedas de pontas, incêndios, seca e falta de água, morte de um polícia, eu sei lá, tudo é da responsabilidade do Governo Logo aparecem ministros a responsabilizarem-se e a demitirem-se.
Parece que no Brasil não é assim,
3 de março de 2005
Boas notícias para a Saúde
O Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra:
- Tem 120 funcionários;
- Realizou, em 2004, um total de 1.634 intervenções cirúrgicas;
- Na sua especialidade, é o maior da Península Ibérica;
- Tem uma taxa de sucesso invejável;
- Não tem doentes em lista de espera;
- Teve um “lucro” de 801.000 € no ano em causa.
Isto parece ficção, pelo menos em Portugal, mas é verdade.
Como é possível um tal milagre? Têm equipamentos fabulosos que mais nenhum hospital possui? Não. Têm pessoal com um nível de qualificação ímpar? Não. Mas então o que é que tem que o distingue dos outros?
Uma coisa simples: GESTÃO PRIVADA.
É assim:
Caro Dr. Manuel Antunes, tem aqui um orçamento. Defina as regras que se mostrem adequadas, contrate quem entenda, não lhes pague menos do que está definido, e ponha-os a trabalhar. Se não esgotar o orçamento, aplique o resto como entenda.
O resultado está à vista!
(Conheço um rapaz - médico - que lá trabalhou e desistiu. Não aguentou a pressão)
Pensava eu que...
Afinal é nome de agência de viagens.
2 de março de 2005
Outra Florida?
Não vale a pena tanto trabalho.
Basta ligar para o Estado da Florida e perguntar. Mirando o boletim, eles conseguem interpretar o verdadeiro sentido de voto do eleitor.
Não inventem. Chamem especialistas.
Quanto nos custam os partidos?
Cada partido com representação parlamentar, ou com mais de 50.000 votos expressos, recebe anualmente 2,775€ por cada voto obtido.
É só fazer as contas:
Partido ---- Votos------- Massa
PS ----> 2.573.000 --> 7,14 milhões de €
PSD --> 1.639.000 --> 4,50 milhões de €
PCP ----> 432.000 --> 1,19 milhões de €
CDS ----> 414.000 --> 1,14 milhões de €
BE -----> 364.000 --> 1,00 milhões de €
Ou seja, 3 milhões de contos anuais só para despesas de funcionamento.
A isto juntam-se os subsídios para campanhas eleitorais, quando as há.
E, obviamente, os vencimentos dos deputados.
São muitos milhões. Porra!
(isto não entra com os custos dos partidos e dos deputados às Assembleias Regionais)
Mau. Muito mau.
Muito mau sinal!
O homem que concebeu o programa do PS não o vai executar?
Mau. Muito mau sinal!








