16 de junho de 2005

Greve, Exames e "Serviços Mínimos" - 2

Ontem alertei para o problema desta greve de professores e da sua impopularidade.
Hoje, ao ler o Público, dei com estes comentários, todos na mesma página, em catadupa:

Professores sem patriotismo Por JR - Águeda
Os sindicalistas têm como objectivo garantir o seu lugar e não defender os profissionais. Por outro lado, os senhores que se dizem professores deviam preocupar-se com o futuro dos seus alunos, colocando estes interesses acima do seu egoísmo próprio. Sem o bom exemplo dos professores não podemos ter no futuro uma sociedade com bons profissionais. Também sou trabalhador, mas estou inteiramente em desacordo com esta atitude de uma classe, já por si, bastante privilegiada.
Médicos Por JC - Lisboa
Não vejo o Governo violar o direito à greve desta maneira quando há greves de médicos/transportes/controladores aéreos/tribunais. E quanto ao prejuízo dos alunos: então e os prejuízos dos professores? Há alguma greve que quando se faz não saia alguém prejudicado?
Os maus serviços ao país Por Rui - Aveiro
Passamos a vida a dizer que deve haver mais autoridade no nosso país e que tudo vai mal, mas quando essa autoridade e rigor entra no nosso "quintal" já ninguém concorda e vai de fazer greves. Srs. sindicalistas tenham um pouco mais de patriotismo e olhem para o umbigo porque todos temos que pagar a crise.
A vergonha habitual Por er - Guimaraes
Por que será que a população portuguesa tem uma má imagem dos professores? Por que será que os professores não querem ser avaliados e promovidos pelos seus méritos mas sim por anos de serviço? Será razoável que usem o legítimo direito à greve numa altura crucial para milhares de jovens, começando desde já por perturbar esses jovens e todo o esforço de um ano quando deviam estar preocupados e solidários com os alunos?
Não serão impreteríveis? Por Anónimo - Lisboa
O sr. dr. Paulo Sucena, que terá ficado chocado por esta medida do governo querer dizer que "todas as actividades das escolas são actividades sociais e impreteríveis", está a mostrar uma vez mais o que os sindicatos dos professores e afins pensam das actividades escolares. Não serão elas efectivamente actividades "impreteríveis"? A educação não é efectivamente algo inadiável e impreterível? Ou serão apenas as regalias e os direitos de alguns (os pseudo-professores) intocáveis e inadiáveis? Andamos há demasiado tempo a brincar com a educação dos nossos alunos e a factura eles vão pagá-la muito cara. Mas isso é problema deles (alunos, claro), pois os nossos professores "profissionais" e os nossos "sindicalistas" esses já têm o seu rendimento mensal garantido há muito.
Greve dos professores
Por Um artista - Castelo Branco
Faz muito bem. Acabem com os 1300 professores colocados nos sindicatos e pagos pelo Estado e vão ver como a coisa pia fino.
Direitos Por Mª Isabel Fontinha - Corroios
Estou completamente de acordo com a decisão tomada pelo governo. Um princípio fundamental da liberdade/democracia diz que "a nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros". Por isso, e apesar de ser 100% a favor das greves, neste momento tenho uma filha que começa os exames do 12ºano e penso que o direito dos professores não pode colidir com o direito dos alunos, porque se assim for, é sinal de que temos maus professores e não bons professores.

Boa medida? Por Celeste - Abrantes
Muito interessante esta. Para não prejudicar os exames então prejudicam-se os outros alunos que ainda têm aulas e com testes marcados? Mas onde é que isto já se viu? Não percebo, então para que vai servir a greve? Assim quem está de greve são os alunos, que por causa dos exames ficam sem aulas. Realmente, remenda-se um buraco e abre-se outro noutro lugar...

Amanhã vai fazer-se História

COMUNICADO

Pela primeira vez em Portugal, a chamada sociedade civil, no caso representada por alguns de seus membros, que não buscam notoriedade – a que poderão vir a juntar-se todos quantos assim o entendam – irá evidenciar perante políticos e cidadãos portugueses em geral, de forma clara, frontal e definitiva, profundo desagrado pela acção daqueles, a qual, ao longo de muitos anos, de sobressalto em sobressalto, veio conduzindo o País para a deprimente situação em que actualmente se encontra.
Constitui a iniciativa – que poderá não se esgotar aqui – forma de democracia directa, a primeira e possível por agora, já que da regulamentada por lei se pode dizer ser praticamente inexequível.
Amanhã, caros blogamigos, será publicado, no semanário “O Independente”, sob a forma de cartaz, anúncio de meia página, no qual, com ironia, algum humor e senso crítico, sem deselegâncias desnecessárias, com urbanidade, enfim, se exortam os políticos portugueses a que, nesta hora de sacrifício geral, não se permitam ser diferentes dos seus compatriotas.
Depois da publicação do anúncio, serão aqui explicitadas, mais em pormenor, as intenções que estiveram na génese da decisão de elaborar o cartaz e de publicitá-lo.
Não se esqueça, pois. Amanhã, procure “O Independente”.
Valerá a pena guardar, a título de recordação, a edição que, com toda a certeza, fará História em Portugal.

Greve, Exames e "Serviços Mínimos"

Ficou hoje provado (mais uma vez) que não é a nomeação para ministro que torna inteligente um homem (ou uma mulher).
Vem isto a propósito da definição de serviços mínimos na Educação, mais concretamente, na Escola. Não havendo legislação sobre os ditos serviços, fez-se hoje um Despacho e fez-se mal. Porquê? Por duas razões que são complementares:
A primeira tem a ver com o facto do despacho ter sido ad hoc. Só serve para épocas de exame. Quando houver uma outra greve, nomeadamente de pessoal não-docente, os sindicatos vão esfregar as mãos de contentamento. É que um dos serviços mais determinantes numa escola, no dia-a-dia, é o da alimentação. Reparem:
Um miúdo de 12 anos vem lá de “cascos de rolha”; levantou-se às 7H00 da manhã; chegado à escola, logo se vê se há aulas ou não há (todos os dias há faltas de professores); mas, chegada a hora de almoço, a coisa fica complicada; ele até tinha a senha para o refeitório; mas está fechado; em greve. Ora, não é aceitável que, qualquer que seja o motivo, se castiguem desta forma as crianças. Em última análise, o serviço de refeições será sempre um “serviço mínimo”. E não ficou contemplado na linda “obra” da Ministra.
A segunda é mais pragmática: é que não havia necessidade. Vejamos:
1) Ao Conselho Executivo compete a organização da escola no sentido do cumprimento das orientações superiores;
2) Todos os professores estão em serviço, a não ser que estejam em greve, doentes, ou em férias;
3) O serviço de exames – vigilância, coadjuvância, secretariado, etc. – é serviço docente;
4) A distribuição de serviço docente é da competência do Conselho Executivo.
Assim, não há qualquer razão que obste a que o C.E. (re)distribua o serviço docente quando tal se torne imperioso. Ainda que haja actividades lectivas (aulas), nada impede que o C.E. dê instruções que priorizem o serviço de exames, o qual, passe a redundância, é mesmo prioritário.
Evidentemente, todos os professores que queiram aderir à greve (ou ir a Lisboa à manif. de sexta-feira, 17) podem fazê-lo. Não há qualquer impedimento. Outros os substituirão, sem que isso constitua qualquer violação da Lei da Greve. Se todos fizerem greve, então sim, não haverá exames.
Seria inaceitável que numa escola não se realizasse um exame por falta de professores (em greve), tendo alguns ficado em casa (sem fazer greve) pela simples e única razão de não terem sido convocados pelo C.E. Seria anedótico! Seria como aquela escola em que, num determinado dia de greve, não houve aulas porque o porteiro aderiu, e não havia mais ninguém com chave para abrir o portão. Um único Auxiliar paralisou a escola! Foi o único que fez greve. É claro que valeu ao Executivo a complacência do Ministério e da Inspecção…

Nesta altura, haverá alguns leitores que estarão a pensar: “O tipo vendeu-se aos Socialistas.”. Nada disso. O Azurara acha que os professores estão a ser castigados pela cegueira deste Governo, e que devem reagir. Acha que há razões, e fortes, para aderir à greve. Uma medida imbecil como a da “paragem no tempo” tem de ser combatida com firmeza. Mas…
Mas os professores não devem pôr a comunidade contra si. Os alunos, nomeadamente os do 12º ano, estão num momento particularmente decisivo para as suas vidas. Impedi-los de realizar os exames dentro dos calendários que definiram, é colocar as famílias contra os professores. E isso fragiliza a luta. Acresce que os professores são uma classe mal vista: são funcionários públicos (é cada vez "mais péssimo" ser funcionário público), têm férias que "até chateia" e faltam ao serviço desenfreadamente. E, também por isto, devem resguardar-se.
Dir-se-á que uma greve implica sempre prejuízos para utentes. Não discuto. Mas nesta altura os prejuízos são muito mais vultosos que em outra qualquer. E não é o Sr. Eng. Sócrates que é prejudicado: são os alunos e respectivas famílias, que não responsabilizarão o Governo, mas sim os "coirões" dos professores.

Assim, contem comigo para a luta, mas depois dos exames.
E fica aqui um desafio:
Não à abertura do próximo ano lectivo!

15 de junho de 2005

Guterres


Já disse que o orçamento do Comité para os Refugiados era escasso.
Pronto! Conhecendo-se a habilidade deste homem para gastar o que não tem, não é difícil adivinhar que o UNCHR se vai tornar num "monstro" com enorme défice.

O tempo

PAROU!

Os ponteiros retomarão o seu movimento inexorável em 1 de Janeiro de 2007

Congelamento...

Mão amiga fez chegar-me o Projecto de Lei N.º 138/2005 que pretende decretar o congelamento da progressão nas carreiras dos funcionários da Administração Pública. Coloquei aqui uma montagem (com o único fito de o fazer caber nuna só página). Ora leiam:

Estão a ver?
Isto não é nenhum "congelamento" da progressão. Está lá muito claro: até 31/12/2006 o tempo de serviço não é contado!! O TEMPO NÃO É CONTADO! PERDE-SE!
Sim! É isso mesmo! Se fosse um congelamento, o tempo continuaria a contar. Quando chegasse a altura do funcionário ascender ao escalão seguinte, não progrediria (por estar congelada a progressão) mas teria adquirido o direito a progredir. Então, quando a progressão fosse, finalmente, descongelada, poderia progredir imediatamente, recuperando o tempo no escalão seguinte.
Mas não é isso que José Sócrates quer. O que o Governo quer é outra coisa. É assim: "Ai faltam-lhe três meses para progredir? Iria mudar de escalão em 1 de Outubro de 2005?. Olhe, então só vai mudar em 1 de Abril de 2007. Ah, mas tenha calma. Isso é se entretanto não viermos a alterar o processo de progressão e a estrutura da carreira."
Estão a ver? ISTO É UMA POUCA-VERGONHA!!

Cunhal (ainda)

Alimentava eu a ideia que a comunicação social iria publicar abundante informação sobre a vida daquele por quem amanhã faremos luto. "Naquele engano de alma ledo e cego", julgava eu que iriam abordar aqueles aspectos mais "secretos" da vida deste homem de quem, a bem dizer, nunca se conheceu morada certa. Nada! Só trivialidades. Só aquilo que todos já sabíamos.
Em particular, gostava de ver publicada a célebre história havida com Manuel Domingues. Todavia, apenas uns lampejos.
A história é, mais ou menos, assim:
Manuel Domingues era operário vidreiro e funcionário clandestino do PCP. Em 1951, Cunhal, com alguns outros comunistas, foi delatado e preso. Manuel Domingues foi dado como delator pelo Comitê Central e apareceu morto em Belas. Ao que se diz, terá sido executado. Passados vários anos, veio a saber-se que o "bufo" tinha sido o Presidente da Junta de Freguesia, o qual nada tinha a ver como o PCP.
Mas, sobre esta história do "cadáver às costas", só encontrei isto, isto, e isto.
Ora, eu gostava de saber qual a participação neste episódio sinistro do homem que vamos homenagear.

14 de junho de 2005

Cunhal e Lúcia de Fátima

Escrevi isto há pouco, num comentário a um comentário da Cat a este post. Contudo, achei relevante dar-lhe o relevo de um post autónomo.
Disse a Cat:
"Depois do vergonhoso luto nacional após a morte da irmã Lúcia, tudo vale!"
Ora bem:
Não aplaudi o luto nacional pela Irmã Lúcia. Estou, portanto, particularmente à vontade para falar sobre ele. E para dizer que é absolutamente ilegítima qualquer comparação entra uma (Lúcia), e outro (Cunhal). Lúcia não fez nada de mal a Portugal. Assumiu, discretamente, em clausura até, a sua condição de vidente sobrevivente. Não tomou qualquer medida, não escreveu livros, não fez doutrina, não fez discursos. Apenas viveu! Mas vivendo, Lúcia foi, para uma significativa maioria de portugueses (não vale a pena negá-lo), um símbolo, e mais do isso, um exemplo de Fé. Fé que não "faz" a unanimidade em Portugal, mas que é esmagadoramente maioritária. E para essa imensa maioria, Lúcia foi importante.
Decorre daqui a minha ideia de que o luto, embora não consensual, tenha sido compreensível. O "povo" gostava dela, e ela não fez mal nenhum. Lembremo-nos, só como exemplo, de Amália Rodrigues. Todos adoramos o seu fado? E houve luto? Então?

Quanto a Cunhal, não digo mais. A História nunca lhe perdoará.

Álvaro Cunhal

Hoje levantei-me a ouvir a notícia da morte de Álvaro Cunhal. Durante o dia, tive poucas oportunidades de ver e ouvir notícias, mas nas poucas a que pude dar atenção, não faltaram elogios ao "homem de estado" que foi Cunhal; ao paladino da liberdade; ao homem de "convicções".
Agora, em casa, depois de dar a minha voltinha habitual pelos blogs, fiquei ainda mais perplexo! Tirando um ou dois artigos "sem papas na língua", tudo são encómios ao senhor. "Um homem bom que fica a marcar o século XX português." Extraordinário!
Só não percebo como é que, com toda esta base de apoio, o Partido Comunista nunca ganhou eleições!
Ou será que "a malta" tende a pensar que, depois de mortos, todos fomos bons?
Eu não!

Luto Nacional?


Decreta-se luto nacional aquando do passamento, ou do funeral, de alguém que prestou relevantes serviços ao país ou, eventualmente, à comunidade internacional.
Ora, tendo falecido Álvaro Cunhal, entendeu o Governo decretar um dia de luto nacional.
Porquê?
Terá Cunhal prestado algum serviço ao País?
Vou admitir que sim. Que o terá feito lutando contra o Salazarismo. Que terá desempenhado algum papel na luta pela democracia.
Uma coisa é certa: não desempenhou nenhum papel, nem sequer enquanto ideólogo, no golpe militar de 25 de Abril de 1974. Efectivamente, os militares, e isto hoje é história, só estavam preocupados com os "seus" problemas. A politização só veio depois. De resto, Cunhal estava exilado e só apareceu depois.
Mas acredito que sim. Que terá lutado, embora inconsequentemente, contra a ditadura. Acredito que sim, e que terá sido por isso que foi preso e deportado.
E devia ter ficado por aí! Se assim tivesse sido, justificava-se o luto. Mas não ficou. Continuou a lutar. Então, já não pela democracia, mas pela sovietização de Portugal. Cunhal foi o grande responsável pela destruição do nosso tecido produtivo. Cunhal destruiu Portugal! Não esteve só nessa tarefa, mas foi o maior responsável (e não este como, incorrectamente, referi). Se hoje somos a merda de país que somos, é a Cunhal que, em primeira instância, o devemos.
Todavia, vamos fazer luto! E porquê? Porque Álvaro Cunhal foi um homem "coerente", "inteligente", "tenaz", que "lutou por aquilo em que acreditava"? Ó meus senhores, a História da Humanidade está cheia de homens que cometeram terríveis atrocidades por acreditarem nos seus ideais. A História tem páginas cheias de nomes de homens que mataram outros homens (alguns, até milhões), para serem "coerentes" com os seus objectivos. O próprio Salazar, não tenho qualquer dúvida, também foi um homem "coerente, inteligente, tenaz, que lutou por aquilo em que acreditava". Foi, mas deu-lhe para a asneira.

A morte é uma coisa sempre triste. Todos temos a certeza de que morreremos, só não sabemos quando. Todavia, a morte não pode branquear aquilo que fizermos em vida!
Se houvesse lugar a luto nacional, deveria ter sido a 11 de Março de 1975!

13 de junho de 2005

12 de junho de 2005

Augusto Santos Silva (ainda)

Na entrevista ao DN que referi no post anterior, lê-se este diálogo perfeitamente elucidativo da forma singela como os ideólogos socialistas distorcem os factos, fazendo parecer verdade o que é falso.
...
DN - Como se explica que o Governo já tenha feito "n" nomeações, quando tinha dito que só o faria quando existisse uma nova lei para os altos cargos da função pública?
ASS
- O Governo nomeou cumprindo a palavra que deu: que o Governo se autovinculava às normas que propunha. Podíamos ter usado a lei vigente, mas já estamos a praticar a nova lei antes de ela ser aprovada. O Governo tem limitado as substi­tuições aos casos de vacatura de cargo ou de demissões apresentadas voluntariamente pelos próprios ou em direcções-gerais que condu­zem políticas e que devem ser diri­gidas por pessoas que estão con­sonantes com as novas políticas.
DN - Na Águas de Portugal não tinha termi­nado o mandato nem se tinham demi­tido os administradores, o Governo é que os demitiu, por isso vai ter que os indemnizar...
ASS - Houve mudança de orientação polí­tica numa área estratégica. Em políticas públicas de natureza estra­tégica, seria uma ilusão pensar que se podia trabalhar com quem está vinculado a orientações políticas de sinal contrário.
DN - Onde está a contenção de que o Go­verno fala quando é nomeado Fernando Gomes para a Galp?
ASS
- Trata-se de um economista de formação, que abandona a sua car­reira política e que, do meu ponto de vista, tem competência para gerir grandes empresas, não só porque é economista, mas porque geriu a segunda maior câmara do Pais, como foi membro do Governo, e portanto está habituado a lidar com orçamentos muito grandes. Trata-se de uma pessoa que deu muito ao Pais no exercício de car­gos políticos e cujas competências serão agora aproveitadas nesta empresa.
...
O que quer dizer que em 36 dias houve 984 mudanças de "orientação polí­tica" em "áreas estratégicas"...

Muita atenção


Em entrevista ao DN (em papel), Santos Silva atira para 2013 o equilíbrio das contas públicas.
Dito de outra forma, a desbunda vai continuar e nós continuaremos a pagar.
Quando vejo estas imbecilidades e irresponsabilidades ditas por indivíduos que deveriam ter "sentido de estado", fico muito raivoso!

Luta contra a SIDA

Não perder este post da Elise.

Gonçalvismo


Morreu o Coronel Vasco Gonçalves. Um dos maiores responsáveis (quiçá o maior) pelo estado miserável em que este país se encontra.
Por vezes dou comigo a pensar que se este homem tivesse ido um pouquito mais longe, para a guerra civil, hoje teríamos um país "a sério"...
Mário Soares, que nas palavras de Vasco, "encabeçou a contra-revolução", também por isso, é outro dos responsáveis.

11 de junho de 2005

Turismo em alta


euronews

skynews

Insurgentes (ainda)

Confirma-se que na Quarteira ninguém foi assaltado, mas houve uma detenção e duas identificações. Tudo "casos sociais". Tudo "vítimas" da sociedade.
De acordo com o Público citando fontes policiais, os "excluídos" eram residentes na região de Lisboa (Amadora e Cova da Moura) e terão estado "a banhos" ontem pela tarde em Carcavelos.
Afinal, isto é tudo muito simples e, até mesmo, natural:
Estes desprotegidos, ontem foram à praia mais próxima e foram corridos pela polícia. Por isso, terão resolvido procurar uma outra praia onde não fossem reprimidos. Escolheram a Quarteira e vieram de véspera. Imagino a enorme dificuldade com que terão feito a viagem. Coitados. Pobres e sem dinheiro para coisa nenhuma, quanto mais para o bilhete, estou a vê-los pendurados nos estribos do comboio, correndo risco de vida. Outros, mais afortunados, terão esticado o dedo e apanhado uma boleia. Automóvel próprio? Isso é só para os "gajos" ricos.
E assim, como todas as dificuldades inerentes à sua condição de excluídos, lá conseguiram chegar ao Algarve, onde, sabe-se lá em que condições, passaram a noite. Há quem diga que foram a uma "rave" numa discoteca de Albufeira, mas é tudo mentira. Isso é coisa que custa muito dinheiro, só ao alcance de gente rica, e com a qual estes "casos sociais" nem sonham. Provavelmente, terão dormido ao relento, talvez na praia, sabe-se lá, em condições mais que degradantes.
Pela manhã, juntaram-se no "calçadão" da Quarteira e... zás! A GNR a pedir-lhes a identificação. Ó supremo vexame! "Então, não se pode ir à praia de Carcavelos; vem a malta para o Algarve, e nem aqui nos deixam em paz?" Claro que um tipo fica (ainda mais) revoltado...
Tornam-se necessárias medidas imediatas.

Senhor Primeiro-Ministro, intervenha com urgência.
  • Dê ordens à CP para transportar para o Algarve, ida e volta, estes "casos sociais", gratuitamente;
  • Mande a Segurança Social criar centros de acolhimento no Algarve onde estes desafortunados possam tomar uma refeição quente e dormir em condições aceitáveis;
  • Distribua cartões de "excluído social" que garantam a entrada gratuita em todas as discotecas do País.
  • Dê ordens às forças policiais para não importunarem estes "insurgentes" e para aconselharem os outros cidadãos a permanecer em casa.
Faça isso JÁ!
A descriminação discriminação social não pode continuar!

PS. Parece que o Presidente Capucho tinha razão: os "insurgentes" não eram mesmo de Cascais.

É notícia!

Hoje, na Quarteira, ninguém foi assaltado na praia!

Um dos que não aprendeu nada

escreve no DN.
É criminologista e sociólogo, como é da praxe. Diz ele:
"Podemos falar de uma reacção anti-social típica de um contexto de delinquência juvenil, mas resta saber se esse acto não foi preparado", explica o criminologista Barra da Costa, autor do livro O Gang e a Escola, editado pela Colibri em 2002. Defende que os jovens terão discutido o que iriam fazer e, depois, bastou "uma faísca" para executarem o plano.
"São pessoas revoltadas e que andam à deriva. Jovens em situação de risco - alguns ligados à toxicodependência -, que vivem em bairros degradados e estão nas franjas da sociedade. Dá a ideia que é uma violência que acontece pontualmente, mas não é o caso. Em 2001 já se falava em mais de dez mil indivíduos envolvidos em gangs, 75% dos quais actuavam na zona de Lisboa. E, entretanto, nada se fez para encontrar uma solução", diz Barra da Costa.
E qual seria a solução?
"Estas coisas não acontecem nos países em que são dadas condições de vida às pessoas, formação, educação, cultura. As pessoas não nascem criminosas!"

Estão a ver o último parágrafo? Está lá tudo. Se nós os deixássemos ir à escola, se lhes déssemos oportunidades de formação, eles não seriam marginais.
Vêem como este senhor não sabe nada?
Se ele fosse a uma escola, qualquer, veria que estes tipos não a querem. Veria que as escolas recebem estes tipos exactamente da mesma forma que recebm os outros. Veria que não são excluídos. Veria que é o comportamento dos próprios que os conduz à exclusão. Mas não. Ele construiu um modelo teórico pautado por estereótipos esquerdistas socialistas, e não consegue saír dele!
Fica aqui uma pergunta:
Nós temos milhões de emigrantes na França e na Alemanha. Eles, como estes, têm lá filhos e netos. Os quais vão à escola e, de acordo com o que estudei, não vão a escolas especiais; vão às mesmas que os alemães e os franceses, que não os tratam nem pior nem melhor que nós.
Estes nossos emigrantes de 2ª e 3ª gerações também fazem "arrastões" lá nos seus países de acolhimento?

Insurgentes (cont.)

Com a devida vénia, fica aqui uma imagem arrepiante. As "vítimas" da nossa sociedade aproveitaram o feriado para irem à praia.

Mais fotos aqui.