8 de junho de 2005

Fotos publicitárias

Enviaram-me um e-mail com uma colecção das fotos publicitárias mais sensuais.
Não resisti a colocar aqui duas delas. As outras...


Mangualde nas notícias

Pelas piores razões.
Temos um enorme incêndio. Fui à Sr.ª do Castelo dar uma mirada e, efectivamente, é grande. Não terá os 10 Km de frente que a TV diz, mas é bem grande. Não ameaçará as aldeias de Aldeia Nova e Santiago de Cassurrães, esta última bem grande, que a SIC diz que estão prestes a ser evacuadas, mas é bem grande. Se assim fosse, teria sido decretado o estado de emergência e (ainda) não foi.
Por que será que estes jornalistas teimam em dizer que "se levantou um vento muito intenso"? Nunca mais aprendem que o vento é característico do fogo? Nunca terão observado uma lareira? Será que não lhes dá para pensar?

Ouvi agora mesmo aquela cabecinha do Duarte Caldeira dizer que "é preciso planear em Outubro e Novembro os fogos de Maio e Junho". Fantástico. Planear os fogos.

7 de junho de 2005

Descrédito


O Sindicato dos Professores da Região Centro, com os outros sindicatos de professores da FENPROF, vai levar a efeito uma manifestação, em Lisboa, contra o ataque do governo aos direitos dos professores. Tudo bem. Estão no seu direito. Nada a apontar.
O problema é o que vem escrito no fundo da última página do panfleto que anuncia a manif. Leia. (se não conseguir ler, clique para aumentar)

Já leu? E então?
Veja bem que, embora não haja greve no dia 17, o SPRC vai enviar ao Governo um pré-aviso de greve. Para quê? Para permitir que todos os professores possam participar na manif. Todos? Tantos? Mas não poderiam faltar com outra justificação? Actividade sindical, por conta de férias, sei lá, o difícil é escolher...
Mas então para que servirá o pré-aviso de greve?
Pois é! Está lá escrito. É para aqueles que já esgotaram todas as justificações possíveis para faltar ao serviço!!!
Senhores sindicalistas, ISTO DESCREDIBILIZA A CLASSE DOS PROFESSORES.

Estado Novo

O meu post anterior provocou algum inómodo nalguns dos meus amigos.
Calma aí pessoal!
O Azurara é um social-democrata com alguns traços de liberal. Como tal, repugna-lhe qualquer forma de autocracia. O quadro que publicou, não pretendeu constituir mais do que um alerta com uma pitada de ironia. É que, com tanta trapalhada, tanta trafulhice e tanto descrédito dos eleitos, é possível que surjam movimentos marcados pela saudade ou pelo sebastianismo.
Se assim for, o Azurara estará na primeira linha do "contra".

6 de junho de 2005

Quadro


(foto Azurara)
Este está num restaurantezinho simpático algures para os lados da Serra do Açor.
A continuarmos desta forma, não se admirem se começarem a aparecer mais por aí...

Juíz em causa própria


(no Público)
O senhor Secretário de Estado resolveu aumentar em 35% todos os juízes do seu ano de curso. Depois, "apertado" por esta onda de indignação que varre o país, veio dizer que ele próprio não receberia o aumento.
Oh! Que nobre atitude. Oh! Que supremo desprendimento. Oh! Que coisa sem-vergonha!

Reparem que nem Celeste Cardona, nem Aguiar Branco avançaram com o peregrina ideia. Admitiram, eventualmente, a subida de escalão sem os rectroactivos desde Janeiro de 2004, que custam a bagatela de 2 milhões de euros.
Mas, para estes socialistas famintos e sedentos não há impossíveis.

Dente Limpo - Dente Lindo


Viseu - Universidade Católica - Faculdade de Medicina Dentária - Cartaz do Programa de Saúde Oral Autárquica de Mangualde.
"O mais ambicioso programa de saúde oral alguma vez implementado em Portugal"
Apre!

5 de junho de 2005

Que fique bem claro

Uma pensão mensal e vitalícia de 8.000€ ao fim de 6 anos de trabalho é um ROUBO.
O governador que a propôs, o ministro que a assinou, o primeiro-ministro que a promulgou e o presidente que a sancionou, pertencem todos à mesma cambada de DESONESTOS.

Sinais positivos?

A Visão, revista ideologicamente próxima de PS que a minha mulher insiste em assinar, fez uma pesquisa das nomeações de "boys" publicadas no Diário da República.

Em 36 dias, encontrou 894. Apre! Dá uma média de quase 25 "nomeados" por cada dia de governo. E, mais grave, em alguns casos, para que os seus apaniguados comecem, imediatamente, a receber os chorudos vencimentos (que fazem os ministros roerem-se de inveja) tornou-se necessário pagar indemnizações milionárias aos que lá estavam.
Achais que isto é um bom sinal?
Para mim, não!. Para mim é mais uma vergonha socialista.

Pandinha


Estes Pandas da China são uns seres lindos e ternurentos, como a foto bem ilustra. Mas têm um problema: reproduzem-se pouco.
O Azurara tem matutado no mistério mas ainda está cheio de dúvidas. Contudo, chegou a duas grandes linhas para futura investigação:
Por um lado, pode acontecer que, à semelhança de Portugal e das portuguesas, as exigências da vida moderna, o ritmo frenético do dia-a-dia, a carestia, a liberdade para ir ao cinema ou ao bar, enfim, o “eu”, esteja a levar as pandas a tomar precauções redobradas para evitar gravidezes indesejadas.
Por outro, pode acontecer que os pandas tenham sido “apanhados” por um gene parecido com o destas moscas e, consequentemente, tenham passado a interessar-se mais por cortejar indivíduos do mesmo sexo.
Esta última hipótese, contudo, apresenta, à partida, uma fragilidade: é que, ao que consta, contrariamente às moscas, as fêmeas panda não terão "abandonado um comportamento passivo passando cortejar espécimens de ambos os sexos”.

4 de junho de 2005

Náusea

Sou dos que defendem que os titulares de cargos políticos devem ser remunerados de tal modo que o respectivo exercício seja atractivo e competitivo do ponto de vista financeiro. Não é defensável que a participação num Governo se traduza em prejuízo para quem o integra. Não é aceitável que alguém vá para um Governo auferir um vencimento menor que aquele que recebia antes. Tem de ser ao contrário. Participar num Governo tem de ser financeiramente aliciante. Chega do discurso hipócrita do “serviço” e do “sacrifício”.
E vou mais longe: no sector público não pode haver remunerações superiores às auferidas pelos membros do Governo. O presidente de uma empresa ou de um instituto público, não pode ganhar mais do que um ministro.
As razões que fundamentam esta minha posição parecem-me óbvias. Todavia, vou aqui explicitar duas delas:
A primeira é:
Temos de acabar com a ideia segundo a qual “o que é bom é ser ex-ministro”, que é como quem diz, ir para a GALP, ou para as Águas, ou para outra coisa qualquer onde se ganha muitíssimo mais que no ministério.
A outra é:
É preciso acabar com este nojo que tem vindo a público:

Luís Campos e Cunha recebe oito mil euros brutos, mensalmente, por conta do Fundo de Pensões do Banco de Portugal, onde trabalhou entre 1996 e 2002. E soma esse valor ao ordenado de ministro, cerca de 6.400 euros, tam­bém brutos.
Mário Lino tem duas pensões de reforma que, no total, em 2004, lhe renderam 80 mil euros bru­tos. Uma delas é proveniente de um fundo privado, do extinto IPE, onde Lino foi administrador entre 1996 e 2002.”

Vejam bem. 6 anos de trabalho valem 1.600 contos por mês, vitalícios e acumuláveis, porque provindos de regimes especiais. Um nojo!

Havia uma regra que limitava (limita) a acumulação válida para todos os reformados da Função Pública, que recebem pensões de reforma da CGA e que venham a ter um empre­go com salário fixo no Estado após estarem reformados.
“Este princípio foi apli­cado, pela primeira vez, quando Cavaco Silva era primeiro-ministro. Na altura, o Governo determinou que ninguém po­dia acumular pensões e ordenados do Es­tado em valores que ultrapassassem o or­denado do chefe do Governo.
A pensão que Campos e Cunha recebe do Banco de Portugal só passou a existir em 1998, quando o agora ministro era vice-governador, fazendo parte de um regime especial previsto apenas para os administradores do banco. Este regime foi proposto pelo Governador de então, António de Sousa, e aceite pelo ministro das Finanças, à época Sousa Franco. Aliás, António de Sousa repe­tiu a fórmula mais tarde, quando diri­giu a Caixa Geral de Depósitos.”
(lembram-se do Mira Amaral? Afinal foi Sousa Franco que lhe deu a pensão.)

Finalmente, “estes casos diferem do de Alberto João Jardim, que viu aprovada a sua pensão de reforma da Caixa Geral de Aposentações, equivalente a 90% do ordenado de presidente do Governo Regional (cerca de 4 mil euros). Jar­dim vai receber a pensão, apesar de continuar a ocupar o cargo. Mas, de acordo com o Regime Geral da CGA, só poderá receber um terço do salário de presidente do Governo Regional.”

Estais a ver o que aconteceu entre 1996 e 2002? Estais a ver como funcionou o Partido Socialista? Então estais a ver como vai continuar a funcionar!

(todas as citações são de Graça Rosendo - Expresso de 4/6/2005, página 3)

86 - 60 - 86

Já era!
Agora, isto é considerado de "desgaste rápido".

Segundo se diz aqui, as senhoras que têm umas anquinhas generosas (mais de 1 metro) correm menos riscos de adoecer. Portanto, tomem nota: curvilíneas e opulentas. Nada de "escanzeladas".
Parabéns às contempladas.

3 de junho de 2005

Assassinato ou Suicídio?


(leia tudo aqui)
Tenho para mim que este pobre reformado não está a ser vítima de um "assassinato de carácter" como diz o Eng. Scrótas.
Temo que, confrontado com a ruína prematura e com a total ingovernabilidade deste país, o senhor prefira ir gozar a reforma, obtida aos 49 anos e após denodado esforço durante 6 longos anos, para paragens mais tranquilas.
Sabem, há notícias que "têm pernas". Por isso, temo que ...

Muito posutiva

é esta nota de imprensa da FENPROF que, como se sabe, é a maior organização de professores deste país.

A sessão da tarde, presidida por Jacinta Vital, começou com a apresentação dos resultados do estudo, do qual se podem destacar, de forma sucinta, quatro questões fundamentais:
1. A avaliação relativa à criação dos agrupamentos constituídos antes de 2003 é claramente posutiva, em contraste com uma maioria de opiniões negativas no caso dos agrupamentos criados após 2003;
2. Os objectivos apontados pela administração para a (re)constituição dos agrupamentos não foram alcançados, sendo significativo que, dos vinte aspectos explicitados no questuionário, nenhum tenha obtido uma avaliação positiva quanto ao grau de concretização;
3. O sector da educação/ensino e o exercício ou não de cargos estão na base de alguma dioversidade de opiniões em relação ao impacto no terreno dos agrupamentos;
4. Os professores do 1º Ciclo do Ensino Básico têm opinião mais negativa sobre a realidade actual, considerando que este processo contribui para a menorização deste sector de ensino.

O Azurara lamenta não ter tido acesso ao questuionário que revelou a existência da alegada dioversidade de opiniões, que culminou com a conclusão de que o processo (do agrupamento de escolas) só foi posutivo até passar a ser obrigatório.

Alguém me explica

como é que se consegue fazer isto?

Como é que o (um) Governo faz para conseguir fazer baixar o preço de um produto?
É que se isto é possível, então temos o nosso problema resolvido num ápice. Basta o Governo desatar a fazer Despachos (também podem ser Portarias) a definir preços das coisas. Vamos a alguns exemplos:
As empresas produtoras e distribuidoras, suportarão a descida em 6% dos seguintes produtos:
- Pão
- Gasóleo
- Peixe (ficando excluído o Cherne)
- Cocaína, Heroína, Crack, e afins (ficando excluída a Cannabis)
- Cerveja a copo
and so on...
Tell me please

2 de junho de 2005

Uma "pérola" de 1974


Sobrinhita minha, 5 anitos, decidiu investigar os "arquivos" e encontrou esta, e outras, "pérolas" do início da nossa democracia. Podeis ver o "rolhas" às voltas com o COPCON, no tempo do PREC, com a Liberdade e Democracia nas mãos. Para quem não é desse tempo...

1 de junho de 2005

Teste - Proposta de solução

Sim, pois então. Modernamente não "soluções" nem "respostas". Há propostas.
Então:
1. a) Aproximadamente 5.550 contos, com a seguinte discriminação: 5.000 do terreno; 200 do desenhador (na realidade Joaquim pagou-lhe 500, mas ele só lhe passou um recibo de 150 e um outro, para o engenheiro que assinou, de 50); 200 de despesas com pessoal (Joaquim e esposa); 50 de despesas diversas (taxas, licenças, etc.); 100 contos de materiais de construção.

1. b) Receitas – 5.500 contos.

2. Lucro – Não houve lucro, mas sim prejuízo. 50 contos. A vida está mal. É a crise…

3. Imposto – 0 (zero)

4. 100 contos. Como o camião dos tijolos não foi interceptado pela fiscalização durante o transporte, a guia de remessa foi rasgada e a empresa emitiu outra, com o mesmo número e data, mas relativa a uma só palete de tijolo. Aconteceu o mesmo com as vigas, o cimento e a telha. A partir do momento em que Manuel adquiriu o lote, as facturas passaram a ser emitidas em seu nome – consumidor final – mantendo-se o esquema.


Todos acertaram. Parabéns! Portugal é um país de fiscalistas.

P.S.: Um grande construtor não ganha este balúrdio, livre de impostos, com esta facilidade.

Teste os seus conhecimentos de fiscalidade

Para testar os seus conhecimentos sobre fiscalidade portuguesa, queira resolver o problema cujo enunciado se segue:

Joaquim, pequeno construtor civil, empresário em nome individual, adquiriu por 5.000 contos um lote urbano, mandou fazer um projectozinho, requereu as necessárias licenças camarárias, e iniciou a construção de uma moradia unifamiliar.
A construção já vai avançada quando Manuel a vê. Conversa com Joaquim, acertam um preço (50.000 contos), e Manuel adquire a vivenda. Mas a casa não está acabada. Está em construção. Então, fazem a escritura de compra e venda do lote por 5.500 contos e requerem à Câmara uma “transferência de titular de obra particular” que é deferida.
Com este procedimento expedito e legal, Manuel torna-se auto-construtor da sua própria casa. Joaquim, por seu lado, sai de cena. Mas só aparentemente. Na realidade, Joaquim continua a construir a casa de Manuel, já que o preço acordado era para a casa construída.
Terminada a construção, Manuel procede ao registo da propriedade e Joaquim vai iniciar outra construção.
Perguntas:
1) Na contabilidade de Joaquim,
a) Que valores foram escriturados como despesas?
b) Que valores foram escriturados como receitas?
2) Qual foi o lucro (bruto) que Joaquim obteve nesta operação?
3) Qual foi o montante de imposto que Joaquim liquidou?
4) Nas contabilidades dos fornecedores de Joaquim (tijolos, cimento, etc), que valores foram escriturados como vendas a Joaquim?


As respostas serão publicadas na próxima edição.

31 de maio de 2005

A LOTARIA DO IVA

Miguel Beleza, ex-ministro das finanças, salvo erro ontem, via TV, deu uma ideia que achei fantástica: uma LOTARIA DO IVA.
Segundo ele, seria uma espécie de totomilhões para os contribuintes, isto é, para todos nós.
Para que o contribuinte se habilitasse ao sorteio, deveria guardar os seus documentos de compra. Quantos mais tivesse, mais hipóteses teria de ser sorteado e de ganhar a “massa”.
Para isso, cada factura, venda-a-dinheiro, talão de pagamento, etc., de qualquer bem ou serviço, teria impresso um número. Nós, os consumidores, iríamos coleccionando os documentos. Então, com determinada periodicidade, procedia-se ao sorteio de um número.
Achei muito interessante. Uma lotaria do IVA!!!
Diz ele que já viu isto em funcionamento num país qualquer. Gostava de saber qual. Alguém sabe?
Mais disse que os problemas que isto tem são meramente técnicos. Digo eu que são de simples resolução. De facto, todos os documentos de venda são numerados e datados, e todos quantos vendem ou prestam serviços têm um número de identificação – o número de contribuinte, que também está impresso no dito documento. Assim, bastava que o número a sortear resultasse da associação do número de contribuinte com o número do documento. Obtém-se, sempre, um número irrepetível. E, claro, seriam válidos os talões entre as datas tal e tal. Simples, a meu ver.
Será que a malta iria pedir os talões e as facturas em todo o lado?
Será que nos converteríamos todos em “bufos”?
Digam lá o que pensam.

Quem tudo quer...

Hoje não posso escrever.
Entretanto, aconselho vivamente a leitura deste post.
Vão lê-lo. É sobre impostos e o homem sabe do que fala.

30 de maio de 2005

Hans Zimmer

Broken Arrow Soundtrack - 1995

Hoje ganhou o melhor

Mas, para que fique a constar, vou aqui deixar o relato da palhaçada. Estava tudo combinado. Só que, por enquanto, os árbitros ainda não podem chutar a bola para dentro da baliza. De qualquer forma, este fez tudo o que lhe era possível. O Benfica é que só entrou na área do Setúbal uma vez - a do penalti. Então:

4 min – Geovani deixa-se cair na área à saída do guarda-redes. O árbitro, colocado no meio do campo, a cerca de 40 metros, não tem dúvida e assinala grande penalidade;
6 min – Petit, em zona frontal junto à pequena área, atrasa a bola para Moreira, que a agarra. Livre indirecto, perigosíssimo, que fica por marcar;
14 min – Manuel Fernandes pontapeia Meyong que fica a contorcer-se. O árbitro nada vê;
20 min – Simão perde a bola. Livre contra o Vitória;
21 min – Petit perde a bola. Livre contra o Vitória;
22 min – Nuno Gomes salta mas não chega à bola. Livre contra o Vitória;
23 min – O árbitro assinala a primeira falta contra o Benfica. Aplausos nas bancadas;
25 min – Alcides faz obstrução a Meyong junto à linha final. Nada;
26 min – Ricardo Rocha, no estilo clássico dos ponta-de-lança, bate Moreira sem apelo nem agravo;
29 min – Livre contra o Vitória. Jogada estudada do Benfica. Simão e Petit correm para a bola e … nenhum a chuta;
33 min – Simão agride um adversário mas é amnistiado;
34 min – Alcides cavalga Meyong. Nada;
35 min – Nuno Assis agride um adversário. Nada;
39 min – Alcides empurra ostensivamente Jorginho junto à linha fina. Nada;
40 min – “Não há Benfica no Estádio Nacional”, diz Gabriel Alves;
41 min – O árbitro interfere no jogo, impedindo Meyong de chegar à bola;
44 min – Geovani atira-se novamente para o chão. Falta contra o Vitória;

Intervalo

46 min – Bárbara agressão de Ricardo Rocha a Meyong. Nada;
50 min – Petit tenta assassinar Meyong. Nada;
53 min – Nuno Assis insiste em deixar-se cair na relva.
54 min – Fyssas sai com cara de poucos amigos;
56 min – Nuno Gomes atropela Hugo Alcântara. Cartão amarelo para o sadino;
60 min – Simão dá o braço a Jorginho arrastando-o para o chão. Cartão amarelo para o setubalense. Apesar da maca, Simão sai pelo seu pé;
64 min – Primeiro remate do Benfica em todo o jogo. Manuel Fernandes é o autor;
66 min – Nuno Gomes pontapeia a atmosfera. Segundo Gabriel Alves, por causa do vento;
68 min – O árbitro arranca um fora de jogo inexistente a Meyong;
71 min – O árbitro assinala uma falta contra o Setúbal a pedido de Nuno Gomes;
72 min – Golasso do Vitória;
74 min – Entra Mantorras;
76 min – Fabuloso remate de Geovani com a bola a descrever uma trajectória fantástica, saindo junto à bandeirola de canto;

77 min - Toda a gente se entreolha aguardando o segundo penalti da tarde;
91 min – Alcides, logo imitado por Delibasic, tenta cometer genocídio sobre toda a defesa sadina;
96 min – Fim do jogo.


O árbitro não teve hipóteses.

28 de maio de 2005

Dia de feira (medieval) nas Terras de Azurara

Decorre hoje e amanhã, Domingo, a 3ª edição da Feira Medieval, a qual tece início aquando das comemorações dos 900 da Carta de Foral. Ficam aqui algumas fotos.

A tropa nunca pode faltar nestas coisas onde se junta muito povo.

O secretariado, nos conformes como se pode ver, recebia os mercadores.

O espaço reservado para a feira incluía os largos Pedro Álvares Cabral e da Misericórdia. Mas era neste último, à sombra da Igreja, que se instalaram os principais mercadores.

Tudo se vendia e comprava. Aqui, ervas, alimárias e burros...

Aqui, passarada e aves raras.

Mas também havia animação para espairecer a alma. Cantores...

Músicos...

Bailarinas...

E acrobatas.

Por causa de uma dama particularmente fermosa, houve porrada...

Mas o cirurgião estava lá e, diga-se, apetrechado com o "estado da arte" da tecnologia.

E, ao que parece, o povo gostou da festa.

O pai do "monstro"


Na edição de amanhã do Expresso, o da direita acusa o da esquerda de ser o legítimo pai do "monstro" – o défice. Em 1989, Cadilhe era ministro das finanças de Cavaco, mas diz que o pacote legislativo que aprovou o NSR (Novo Sistema Retributivo da Função Pública) foi conduzido directamente pelo primeiro-ministro. Se a legislação é da autoria de um ou do outro, não interessa nada. O que interessa é que foi a partir de então que os funcionários públicos passaram a ter um estatuto remuneratório digno. Esta é, de resto, uma das medidas que todos nós, os funcionários públicos, devemos àquele governo do PSD.
Cavaco esteve muito bem ao aumentar a Função Pública. Terá estado mal quando manteve uma série de privilégios que deixaram de fazer sentido no novo quadro remuneratório. Nomeadamente, Cavaco manteve a progressão automática e não teve a coragem para, em simultâneo com o aumento de vencimento, fazer aprovar um sistema de avaliação consequente, verdadeiro "calcanhar de Aquiles" da Administração Pública Portuguesa.
Mas, repare-se, Sócrates não anunciou nada nesta matéria. Melhor dizendo, Sócrates só falou em aumento da receita. Não tocou na contenção da despesa. Aí o regabofe vai continuar.

27 de maio de 2005

Publicitação do IRS

Tenho lido por aí muitas críticas a esta "proclamação" do primeiro-ministro. Alega-se que visa transformar cada português num "bufo".
Ora bem, como eu não tenho nada a esconder e declaro tudo o recebo, não tenho qualquer receio de ser "bufado". E, se o for, não terei problemas em demonstrar que não fugi a qualquer imposto. Por outro lado, conheço vários casos de pessoas que fogem descaradamente ao fisco. E, contrariamente ao que por aí se faz correr, não são os grandes industriais e congéneres que mais fogem. Nada disso. São aquelas pessoas que exercem profissões liberais prestando serviços directamente ao consumidor final. Sem querer generalizar, falo de electricistas, canalizadores, pintores, estucadores, etc. Pessoas que, normalmente, declaram o rendimento mínimo nacional, mas que ganham várias vezes aquele valor. Historicamente, criámos a cultura da fuga ao imposto. "Só paga quem é burro.". Cultura que é partilhada pelos próprios funcionários tributários, que nem estranham quando lêem a declaração de um tipo que sabem que tem uma fantástica vivenda, ganha com o salário mínimo nacional. Milagres...
É preciso combater esta cultura. Pagar impostos é um acto de cidadania!
Nesta lógica, publiquem-se, também através da Internet, as declarações de IRS.
E vivam os bufos!

Jonh Williams


Hoje fui ver o Episode III do Star Wars.
Por isso, alterei o meu soundtrack. Não gosto muito do John Williams. É tudo muito parecido. Indiana Jones, Star Wars, Fanfarra dos Jogos Olímpicos... Mas fica aqui. Por uns dias.

Uma história de merda

É aquela que aqui vou contar. Vem a propósito do Mocho ter ripostado ao meu post anterior dizendo que a avenida cheira àquela coisa. É uma história longa, mas não há outra maneira de a contar. Interessa especialmente aos daqui, mas, eventualmente, pode aplicar-se a outros protagonistas noutras cidades e vilas deste país. Vamos lá então:

Era uma vez um autarca socialista. Tinha ganho as eleições em Mangualde com escassos 11 votos de vantagem. Não tinha maioria, mas isso não o atrapalhou. Era um jovem brilhante, dotado de invulgar perspicácia e de uma notável capacidade de argumentação, qualidades que utilizava para aumentar o seu natural magnetismo. Governou durante 18 anos, tendo começado numa época muito especial. Uma época em que era fácil mostrar “obra” porque TUDO estava por fazer. Além disso, teve a felicidade de apanhar a fase da primeira transferência de competências para o poder local, a Lei das Finanças Locais, e, melhor que tudo, o grande “boom” dos “fundos da CEE”. Naquele tempo havia dinheiro para tudo, fosse para a Câmara, fosse para as empresas. Uma época, irrepetível, de franco desenvolvimento. Desta forma, o autarca granjeou uma admiração, uma aura, uma verdadeira mística, à qual poucos se podem gabar de terem permanecido indiferentes. O próprio Azurara se deixou conquistar e, durante algum tempo, deu a cara por aquele projecto.
Um belo dia, o autarca acordou pela manhã e interrogou-se: então, o que é que vou fazer hoje? Ah, já sei! Vou fazer uma avenida direitinha à Senhora do Castelo.
E se bem o pensou, mais depressa o fez. Num instantinho, lá se rasgou a nova avenida. Ficou linda! É claro que tinha alguns problemas: não ia dar a lado nenhum, não tinha saída, não tinha drenagem de águas pluviais e não estava dimensionada para suportar grandes cargas. Mas eram tudo coisas que não se viam. Por isso, o povo gostou e recompensou-o com muitos votos.
Passados alguns anos, um promotor imobiliário pediu autorização para construir, com frente para a avenida, um conjunto de edifícios de apartamentos (os alaranjados que se vêem na foto e que marcam o primeiro quarto da avenida). Que sim, disse o autarca. Só que, na pressa com a construção da dita artéria, além dos outros pormenores já referidos, o autarca deu conta que se havia esquecido das canalizações de água e esgotos (dizia-se que os esgotos não davam votos porque ficavam enterrados) e da electricidade. Mas isso não o fez indeferir o pedido de construção. Pelo contrário, resolveu os problemas todos num ápice. Quanto à água, mandou-se instalar a respectiva canalização; para a energia eléctrica, permitiu-se que fosse abastecida através de um cabo em torçada pendurado em troncos de pinheiro, a partir do PT do Mercado; no que respeita aos esgotos, foi o construtor autorizado a construir uma belíssima fossa séptica, mesmo ao lado dos prédios.
Só que, rapidamente a fossa séptica deixou de ter capacidade para tanto efluente (as máquinas de lavar louça e roupa foram a desgraça das fossas). Por isso, a fossa encheu e tornou-se necessário despejá-la. Mas, ao fim de mais algum tempo, veio a perceber-se que tal não era possível; só se fosse todos os dias, o que custaria um balúrdio.

Ora, acontece que, mesmo em frente aos ditos prédios, havia um belo lameiro onde cresciam umas silvas. E, meus amigos, nem queiram saber com o silvado cresceu e verdejou, alimentado por todos aqueles nutrientes.
Obra do actual executivo municipal, a avenida já tem energia eléctrica (como as fotos documentam), rede de águas pluviais e rede de esgotos. Só falta completar a ligação à ETAR da bacia Norte, o que está para breve.
Contudo, de quando em vez, ainda cheira, lá isso cheira.

Conclusão:
Quando se faz, deve fazer-se bem!

26 de maio de 2005

A galinha da vizinha (II)

O Micróbio sugeriu que eu aqui colocasse a Senhora do Castelo, o Ex-libris de Mangualde. Pois cá está:

O Monte visto da avenida como o mesmo nome. À direita, os edifícios do Mercado Municipal Dr. Diamantino Furtado (Dr. Dino)

Aqui já se distinguem as "capelinhas" que marcam as "escadinhas" com os seus 365 degraus. A arquitectura do Hotel, da década de 80, provocou alguma descaracterização da paisagem.

Finalmente, a Ermida de Nossa Senhora do Castelo.

25 de maio de 2005

Surpreendido

Estupefacto, mesmo.
Nunca pensei que José Sócrates fosse avançar com medidas concretas (devo um jantar ao Mocho). Mas foi. E que medidas. É claro que falta conhecer a respectiva regulamentação e, mais ainda, resta ver se passarão na Assembleia da República (algumas das medidas só foram aplaudidas pelo PSD!!!). Todavia:

  • Aumento da taxa de IVA para 21%;
  • Aumento do imposto sobre o tabaco;
  • Aumento do imposto sobre os produtos petrolíferos;
  • Aumento da idade de reforma na função pública para 65 anos;
  • Cálculo do montante da pensão de aposentação na função pública segundo as regras do regime geral (que porrada!);
  • Nova taxa de IRS de 42% para quem ganha mais de 60.000€ (p.e. um casal de professores no 10º escalão – classe média);
  • Suspensão da progressão automática nas carreiras (p.e. professores);
  • Novas entradas na função pública segundo as regras do regime geral (p.e. professores)

Porra! É muito! Ao pé disto, o pacote laboral do Bagão Félix foi um bombom.

Mas… Mas então, depois de tudo isto, depois de ficarmos “de tanga”, o défice de 2005 só vai diminuir em 0,63%? Só?
O que é que nos não disseram? O que é que nos falta saber? Que despesas é que ainda aí vêm?

Coitadito


(na Visão de 25.05.2005, pag. 44)
no dia 24 de Abril, duas semanas antes da realização do ateliê em Su-Zhou, perto de Xangai, o BM faz marcha-atrás. «Caro Professor Louçã. Infelizmente, o (...) Conselho de Estado da China decidiu restringir o Workshop de Alto Nível em Maio a oradores estritamente académicos. Por isso, gostaríamos de retirar o convite que anteriormente lhe endereçámos. Es­peramos que, noutra ocasião, possamos vir a encontrar-nos. Desculpamo-nos por todos os inconvenientes que esta situação lhe possa ter causado. (...)»
Uma vez trotskysta...

A galinha da vizinha...

Há uns dias, referi que tinho ido à "baixa" tomar café (foi no dia da "nafatlina). O amigo e conterrâneo Mocho retorquiu, dizendo que em Mangualde não há "baixa". Efectivamente, só há "baixa" nas grandes cidades, o que não é o nosso caso. Todavia, temos um centro de cidade muito bem arranjadinho, excepto para aqueles que, vivendo cá, acham que tudo é uma merda e que as cidades e vilas vizinhas é que progridem.
Ora, como o Terras de Azurara tem a honra de contar com visitas de "estrangeiros" - alfacinhas, tripeiros e outros - vou aqui pôr umas fotos que fiz hoje. Foram recolhidas caminhando de poente para nascente ao longo do centro da cidade.
Por favor, façam os vossos comentários.

Rotunda "das mamas" que dá acesso ao Largo Dr. Couto. A estátua é obra de uma professora da nossa escola. É uma alegoria às mulheres e homens que trabalharam a terra e as máquinas (da indústria metalomecânica e têxtil) e contribuiram para o progresso da terra.

Largo Dr. Couto visto da Câmara Municipal

Largo Dr. Couto visto do lado oposto à Câmara (ao fundo com a Capela do Rebelo)

O Largo Dr. Couto funde-se com o Largo do Rossio. Aqui está a zona pedonal do respectivo jardim.

Largo do Rossio visto do lado descendente.

E para hoje, chega.

24 de maio de 2005

Défice

O Partido Socialista está a tentar fazer passar a ideia que o défice previsto para 2005, o tal valor de 6,83%, é da responsabilidade do anterior governo.
Os jornalistas, como já vamos ficando habituados, não vêem, ouvem, nem pensam. Mas é preciso lembrar que:
  1. O PS vai estar no governo mais de 75% do ano;
  2. O valor apurado já entra em conta com despesas, promessas do PS, que o anterior governo não faria, e que custam um balúrdio. Vejamos:
  • Manter as SCUTs sem portagens;
  • Manter os gastos na Saúde (o PS quer manter tudo como está);
  • Pagar os subsídios aos 150 mil desempregados a quem o PS prometeu emprego;
  • Pagar os 300€ mensais para os idosos.
Chega! Não mintam! Com o anterior governo os números não seriam estes!

Burka


A burka deve prejudicar a visão. Deve obnubilar a realidade. Ainda deve tornar mais difícil perceber porque é que um grupo de bestas terá raptado, e eventualmente assassinado, uma mulher que estava no Afeganistão, ao serviço da Care International, a desenvolver um programa de distribuição de alimentos e a ajudar cerca de 11.000 viúvas.
Que nojo!
O que mais me irrita é haver tipos no Ocidente a defender estes energúmenos. Ide berdamerda. Olhem, ide para o Afeganistão.

Vai uma aposta?


(no Público)
José Sócrates só vai anunciar paliativos. Vai ficar pelas generalidades, como habitualmente. Permanecerá guterrista. Não anunciará qualquer medida concreta. Quando muito, falará dos impostos sobre o tabaco e os combustíveis.
Medidas a sério, se as vier a tomar, só as virá a anunciar depois das eleições autárquicas.
Vai uma aposta?

23 de maio de 2005

Colaboracionistas


(no Público)
Morrem assim, como cães.
Colaborar com o Ocidente, desejar a liberdade e repudiar o medievalismo, é trair o Islão.

Educação Sexual (6)

Era meido-dia e qualquer coisa, estava eu a acordar, suavemente, quando tocou o telefone. Era um amigo que me disse: "Ouve a TSF que está a ser engraçado".
Assim fiz, e fiquei deitadinho a ouvir.
Era um debate sobre o problema da educação sexual na escola. Estava lá um senhor da tal Associação para o Planeamento da Família, uma do ME, outra do IPJ, e estava lá uma outra, que não sei quem nem o que é que representava, que se indignava com a "conversa" dos outros. Às tantas, avança em força:
- O senhor está a ver este livro que se chama "Para me conhecer, Para te conhecer" e que é para os 1º e 2º ciclos?
- Sim, é uma edição nossa, é da APF.
- Pois olhe, aqui na página tal (não fixei) diz assim: Deves ter em atenção que há coisas que podem ser conhecidas por diferentes nomes. Ter relações sexuais, vagina e pénis, podem ser conhecidos por f...r, c..a e c.....o!

SIM! A senhora disse mesmo. Leu tudo. Eu ouvi com estes dois que a terra há-de comer.
Só não escrevo as palavras porque tenho vergonha.
Provavelmente, se eu tivesse tido aulas de educação sexual, não teria qualquer problema em escrevê-las.

Eu sou um bocadinho marreta, mas não posso deixar de imaginar que, depois de uma aula destas, tudo será possível. Até mesmo "Ó professora, vá-se vai-te f....!".

22 de maio de 2005

Simão, diga

quando é que sentiram que seriam campeões? Foi quando ganharam ao Sporting?
- Não. Foi muito antes.
- Muito antes, como? Desde quando?
- Desde o início da época.

(agora mesmo na RTP1 - em serviço público)

Eu também já o sabia há muito tempo, mas desde o início da época... Querem ver que já tinha ficado escrito na acta desde o ano passado? Não seria inédito.

Intoxicado

Cof... cof... cof...
Fui "à baixa" tomar café. Impossível!
A naftalina das bandeiras e cachecois impregnou o ar. Irrespirável.

E o campeão é...

O COLINHO!


Houve-os para todos os gostos. Até mesmo hoje! Ficam aqui dois.

Educação Sexual (5)

Raramente concordo com ele, mas desta vez vou aqui reproduzir alguns excertos do Editorial de António José Saraiva no Expresso:
...
Por que razão se falará sempre de sexo às escondidas, em surdina, como se fosse um crime, em vez de ser objecto de conversas francas e de debates na sala de aula? Aparentemente esta argumentação é razoável. E, no entanto, não poderia estar mais afastada da realidade.
...
Há actividades que fazemos à luz do dia e em público - como comer - e outras que gostamos de fazer com recato. Comer é uma actividade eminentemente social: toda a gente convida amigos para almoçar ou jantar; mas não é normal fazer-se sexo à frente de outras pessoas.
Quer isto dizer que nem tudo o que faz parte da vida pode ser objecto da mesma abordagem.
...
Em tudo o que se diz e faz há gradações: há coisas de que falamos e que fazemos abertamente, outras menos, outras nada.
Nos anos 50, na Suécia, entusiasmados com as ideias colectivistas, os arquitectos projectaram casas-de-banho em que as sanitas se alinhavam à volta de uma sala e as pessoas faziam as necessidades à frente umas das outras. É claro que, ao fim de um tempo, verificou-se que a ideia era utópica - e arrepiou-se caminho.

...
(com a minha obstipação crónica, havia de ser um espectáculo)

Força Kylie


O Azurara faz votos de franca recuperação, para que esses 155 cm de maus caminhos voltem rapidamente a ficar "em forma".
O Azurara pensa que a Kylie seria muito, mesmo muito, boa professora de Educação Sexual.

21 de maio de 2005

FA Cup final

O Manchester United "esmagou" o Arsenal de Londres ... e perdeu.

Lá como cá.
Eles jogam pior, eles ganham

Sloganizer

Estou a testar.

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Tangas

Actualmente, a nossa tanga é parecida com este cuecão

Mas depois de Outubro, vai ser como este fiozinho

Tanga


(no Público)
Este meu ex-colega de colégio virá amanhã a Mangualde apresentar os candidatos a autarcas socialistas. Naturalmente dirá o mesmo que no Algarve: portagens na nossa futura A25, nem pensar!
Olh'ó imposto fresquinho. É pra todos!
(Hospital central já temos e bom. Foi começado nos tempos do betão (lembram-se) do Aníbal Cavaco Silva.)

De cuecas

Eu vi na televisão. Sadam Hussein de cuecas. Um prisioneiro de guerra, protegido pela Convenção de Genebra, exposto ao voyeurismo, envergando tão só umas cuecas. Degradante. Onde chega a crueldade dos americanos. Dar um cuecão ao senhor. Ao menos que fosse um slip, um boxer-short, uma tanga, um fio dental.
("tanga" é uma palavra proibida em Portugal. Pelo menos até às autárquicas)

Voltei atrás porque me assaltou uma dúvida: os coitados que são raptados pelos "insurgentes" contra a ocupação americana, não estão abrangidos pela Convenção de Genebra, pois não? É que esses coitados não são expostos, aos olhos do mundo, de cuecas. São mostrados a serem degolados! E, que me conste, não se tem dito que é degradante, pois não? Ná! Não devem estar protegidos pela Convenção.

20 de maio de 2005

Espirro (2)

A todos os que expressaram as condolências, venho informar, comovido, que ainda não foi desta.
Obrigado a todos.
Isto não passou do que sempre foi: um espirro!

Tortura e morte


(no Público)
Vejam bem as coisas que a imprensa nos faz saber:
  • Que soldados americanos torturaram e mataram dois prisioneiros;
  • Que os prisioneiros eram talibans;
  • Que uma comissão de inquérito escreveu mais de duas mil páginas sobre isto;
  • Que, no inquérito, a dita comissão terá concluído que um dos prisiomeiros estaria inocente;
  • Que se terá tratado de homicídio.
Comissões de inquérito, relatórios, imprensa livre, acusações de homicídio, enfim, tudo coisas próprias de um sistema imperialista, capitalista e decadente. É nisto que dá esta porcaria de ideia de liberdade.
Não há nada como um belo regime islâmico. Mas qual inquérito qual carapuça. Morreu, está morto. Ponto final. Quem foi, quem viu ... a p... que o pariu!

Espirro

Hoje (ontem) de manhã, dei um espirro tão grande que pensei que tinha "desenculatrado" uma costela ou uma coisa qualquer logo abaixo da mama esquerda. O que é certo é que fiquei tolhidinho de todo. Qualquer movimento representava uma horrível dor.
A custo, lá consegui chegar à escola. Muito direitinho, com movimentos lentos e pausados, enfim, um Cristo.
Um colega estranhou ver-me combalido, perguntou, e eu disse-lhe que não me podia mexer com aquela dor naquele sítio.
Tomei o meu café e, passado um pouco, o gentil colega voltou e disse-me: "anda daí que te levo ao Centro de Saúde". E eu: "Tá queto. Só lá há chatos". Mas a dor não havia meio de abrandar e lá me meti no carro dele.
Quando chegámos ao Centro de Saúde estava a mulher dele, enfermeira, à porta. Veio para mim, ar preocupado, pegou-me no braço, e levou-me directamente para uma sala da Urgência. Médico, tensão arterial, auscultação, perguntas, ... e então percebi!
- "Calma aí, pessoal. Não estou a ter nenhum enfarte!"
- "Ah, bem, é melhor ver, tens factores de risco..."
- "Porra, eu só espirrei forte e estalei aqui qualquer coisa que me doi como o c..."
Pois sim! Lá continuaram a investigar.
Claro que estava tudo bem, menos aquela dor horrível e incapacitante.
- "Enfarte não tens, mas podes estar a fazer um pneumotorax. Vais ao Rx!"
Claro que estava tudo bem, e até os meus pulmões de fumador compulsivo pareceram mais limpinhos.
Resultado: 3 "picas na peida" e fiquei quase bem. (agora está a começar a doer-me outra vez)
Vejam bem o que pode fazer um espirro...
Paguei 3 euros e qualquer coisa por um atendimento de 5 estrelas. E ainda dizem mal do nosso Sistema de Saúde...

Corrente

Bem, fui "apanhado" pela Sulista. Lá vai:

1. Qual o último filme que viste no cinema?
Million Dollar Baby. Espantoso.

2. Qual a tua sessão preferida?
Qualquer uma desde que seja depois de jantar.

3. Qual o primeiro filme que te fascinou?
Ben Hur. Sentado nos balcões (degraus) da Geral do Cine-Teatro de Mangualde.

4. Para que filme gostarias de te ver transportado(a)?
Assim de repente, 9 1/2 weeks. Até podiam ser mais semanas...

5. E já agora, qual a personagem de filme que terias gostado de conhecer um dia?
Talvez o Indiana Jones, ou até mesmo o James Bond.

6. E que actor(actriz)/realizador(a)/argumentista/produtor(a) gostarias de convidar para jantar?
A Sharon Stone. Mas podia trazer a Nicole Kidman e a Nastassja Kinski. Subentende-se que os anos deveriam ter poupado as ditas senhoras.

7. A quem vou passar isto?
À Estrela do Mar (que, felizmente, regressou), à Blueshell (em franca recuperação), e ao Fallen Angel (que é um jovem promissor).
Caso já tenham sido apanhados, farão o grato favor de indicar outros.

19 de maio de 2005

Educação Sexual (4)

Já assinei a petição.
Entrementes, fiquei com uma dúvida, que é a seguinte:
As minhas piadas sobre esta treta deste tipo de educação sexual eram de muito mau gosto, ou o "pessoal" não "postou" comentários por sentir um certo incómodo face ao que é o actual "politicamente correcto"?
Hem?

Hans Zimmer

Crimson Tide (O príncipe das Marés) - 1995

Educação Sexual (3)

- Afonso, vamos jogar ao "tocar"?
- Como é isso, Tátá?
- Então, tu tocas-me onde eu gosto de ser tocada e eu toco-te onde tu gostas de ser tocado. Como na aula. Topas?
- Ah, sim. Bora lá então! Onde jogamos?
- Pode ser ali atrás do Pavilhão B. Vamos lá.
...
- Então Afonso, não estou a fazer bem?
- Hummm ... Ehhhh ... É que não estás a tocar-me onde eu gosto de ser tocado.
- Então?
- Eu gosto é atrás!
- Ah, que pena. Assim não posso jogar contigo.