26 de junho de 2005

Embustes monumentais


Um na Guiné: o Kumba diz que o povo votou todo nele mas as cruzes nos boletins foram mudadas de sítio;
Outro em Portugal: O Pinto de Sousa diz que o anterior governo não fez um orçamento que contemplasse as promessas eleitorais dele.´

Embustes há muitos ... seu p...

6,83 – 6,24 = 0,59 %

É quanto irá diminuir o défice público depois de aprovado orçamento rectificativo.
Ora bem, com este novo orçamento, as receitas vão aumentar por via do aumento dos impostos - o IVA e o sobre os produtos petrolíferos. As despesas, por seu turno, deveriam diminuir. Quanto mais não fosse, pelo “congelamento” da progressão nas carreiras (há muitos tipos que deveriam mudar de escalão e já lá não vão das pernas – o relógio foi travado), a despesa deveria baixar.
Ou seja: se a receita aumenta e a despesa baixa, o saldo negativo deveria diminuir, e bem.
Mas não! Fica-se pelo meio ponto percentual. É muito pouco. Não pode ser. Nem o meu cão, quando ouviu, acreditou.

Disse ele que tem de haver novas despesas que não estavam consideradas antes. Eu lembrei-lhe a “promessa” das SCUT’s. Que não, que não chega para explicar tal inoperância. Falei-lhe na dívida dos hospitais. Que não, que ainda não chega para explicar tanta ineficácia. Não se cala. Está fulo. Quer saber para onde vão os 100 gramas de ração diária de que abdicou, solidariamente, para contribuir para o equilíbrio das contas públicas.
Eu também penso que deve haver por aí despesa nova quando devíamos estar a “cortar”.
Quem é que está a ficar com o meu “sacrifício”?

25 de junho de 2005

Ai que nojo...

Estava ali a olhar para a TV e vi uma coisa que ... que nojo ... "fricatrice" e "tríbade" ainda vá que não vá, mas ... os outros ...
Baaaahhh! Ptffff, ptffff, ptffff...

Não foi gaffe

Ai não foi, não! O senhor até estava a ler!

Ele pensa mesmo (e escreve) que o défice orçamental pode pôr em causa a indêpendência nacional.
O Azurara apela daqui a Sua Excelência o Senhor Presidente da República para que condene vigorosamente este dislate e o seu autor. O Azurara está convencido que, coerentemente, Sua Excelência o Senhor Presidente da República continua a defender que "há mais vida para lá do défice".

Haloscan

Deu bronca.
"Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão se..."
É isso! Perdi os comentários dos meus amigos, anteriores à mudança para este sistema. E, ainda pior, até lhes paguei os 12 USD para poder recuperá-los.
I'm sorry.

Curioso

Deveras curioso.
Houve muito poucos comentários a meu último post. E, os poucos que surgiram foram, sei lá, "acanhados", "envergonhados", "timidos". Perante aquela exuberância toda, aquele exalar de feromonas que até viajam no cabo e brotam do monitor, esperava algo menos desinibido. Mas não!
Se calhar sou eu que ando distraído. É possível. Com os tempos que correm, talvez tenha começado a ser politicamente incorrecto manifestar uma orientação sexual "hetero", mesmo que o "trigger" respeite as especificações do modelo apresentado.
Talvez...

24 de junho de 2005

Hummmmnhammmnhammm.....

Era suposto escrever sobre a prestação do nosso primeiro, hoje, no parlamento. Era suposto abordar aquele discurso demagógico e populista preparado para indivíduos com necessidades educativas especiais. Era suposto, sim senhor.
Só que, entretanto, abri a Visão na página 118, e ... varreram-se-me as ideias. Fiquei embotadinho de todo.
A revista devia ter, na capa, o aviso:
Conteúdo susceptível de provocar alterações do ritmo cardíaco do leitor!


PS: Vi-me "à brocha" para publicar a foto. Até o "hello" ficou excitado!

Livro Branco


É como vedes. Mais um livro branco. É que sempre dá mais uma comissão, e algumas nomeações de boys.
O governo extinguiu a Comissão Nacional de Luta contra a Sida, mas já resolveu o problema da colocação de três dos seus directores. Vão para o nóvel Alto Comissariado da Saúde.
Também este livro branco da Segurança Social vai ser elaborado por uma comissão. Sempre são mais uns "jobzinhos".
O Azurara sugere que se aproveite a vasta experiência de dois membros do governo que, já em 1998, apresentaram um Livro Branco da Segurança Social: Correia de Campos, actual ministro da saúde, foi o presidente da tal comissão de 1998. Ah, e Augusto Santos Silva tinha lá um lugar importante (acho que era "vice")
Agora estão ambos no governo...
Mas há uma questão:
O que é que aconteceu? O livro branco de 1998 não produziu qualquer resultado. De facto, entre 1998 e 2002 – consulado socialista – nada se fez no domínio da sustentabilidade da Segurança Social. Porquê? O livro estava errado? O PS não quis avançar com as medidas então preconizadas? Como foi?
Lembro que esta reforma (a da Segurança Social) foi uma das preocupações do governo de Durão Barroso, tendo granjeado contestação generalizada, desde os sindicatos, até aos partidos políticos da oposição, razão pela qual pouco se pôde avançar nessa altura.

Agora, como demonstração de eficiência, o governo resolve intervir ... … … nomeando outra comissão para fazer o mesmo trabalho que a de 1998. Só tem uma coisa boa: deve apresentar o tranalho no prazo de 30 dias.
Será pedir muito que estes senhores, os da tal comissão, depois de fazerem este livro rosa branco, tratem, também em 30 dias, da revisão do sistema de progressão na carreira dos funcionários da administração pública? É que aí vão ser precisos 18 vezes 30 dias para apresentar o trabalho.
Coisas próprias de socialistas!

23 de junho de 2005

Amina Lawal

Temos uma em Portugal.
A Ministra da Educação!

Os sindicatos, da Educação e da Justiça, querem executá-la por lapidação. Não por ter sido adúltera, mas por ter cometido um lapsus linguae. Até já pediram a intervenção de Sua Excelência o Senhor Presidente da República na condenação da senhora.
Tudo porque a senhora disse que o pronunciamento de um tribunal açoreano não se aplica à República Portuguesa. Ela, logo no mesmo instante, bem quis corrigir, mas estava dito! Escandaloso! Imperdoável! "Ignorante!", brandiu a deputada Mesquita do PCP.
Eu já aqui disse que a senhora ministra tinha pouco jeito para estas coisas. Se o tivesse, teria explicado que a providência cautelar que a FENPROF interpôs no tribunal de Ponta Delgada, se referia a um despacho do Governo Regional dos Açores e não ao "seu" despacho. Teria explicado que os Açores têm governo e leis regionais. Teria dito que até os concursos para docentes dos Açores se regem por leis próprias. Como não tem jeito, baralhou-se! E quem se baralha é condenado e deve ser abatido. É assim que pensam estes sindicalistas, esquerdistas e socialistas, os mesmos que se arrogam em paladinos da tolerância.
Finalmente:
Se calhar, não era mau que a ministra tivesse falado bem. Não era mau que fosse verdade que as leis dos Açores não dissessem respeito à República Portuguesa. Seria sinal que os Açores (e a Madeira) eram independentes. Para os "cuntinentais" não seria mau...

Uma Lotaria

É o que é este campeonato das providências cautelares contra a definição de serviços mínimos na Educação.
É assim:
O Tribunal Administrativo de Ponta Delgada dá provimento à Providência Cautelar interposta pela FENPROF, e manda suspender os serviços mínimos. No mesmo dia e quase à mesma hora, um Tribunal de Lisboa, sobre a mesma matéria, decide exactamente o contrário, “legalizando” a definição de serviços mínimos na Educação.

Esta paródia deixa-me angustiado. Não me interessa, neste momento, a discussão da legalidade da definição dos serviços mínimos. Interessa-me, isso sim, discutir coisas muito mais graves:

  1. Um juiz é omnipotente?
  2. Um juiz deve poder legislar? (o problema da “independência” dos tribunais)?
  3. Sobre a mesma matéria, dois juízes podem pronunciar-se de forma contrária?
  4. A “justiça” depende do Juiz?
  5. Os casos que envolvem “interpretações” (de normas legais ou regulamentares), e que, por isso mesmo, são particularmente subjectivos, não deveriam ser julgados por “colectivos”?
  6. Isto (a justiça) é tão palhaçada como parece ser?

Ora aqui está um conjunto de questões para discussão. Aceitam-se propostas.

21 de junho de 2005

A minha boa acção de hoje

O Azurara, escuteiro que foi durante muitos anos, mantém o seu amor pela Natureza e pelos animaizinhos, embora sem cair nos extremismos dessa tropa ecologista que polui o planeta.
Ao regressar da esplanada, onde esteve a desenferrujar a língua, encontrou este magnífico ouriço-cacheiro, ainda jovem, prestes a ser trucidado pelos cães. O bichinho enrolava-se e desenrolava-se, corricava e quedava-se, sempre acossado pela alcateia (já vos apresentei a matilha).
Reparem na perfeição deste focinho.

A toalha serviu para não me picar enquando verificava se estava ferido.
E não estando, foi devolvido à liberdade

20 de junho de 2005

Afinal houve greve

Apesar do que ele disse, houve mesmo greve aos exames na área da DREC. E, ao que me foi dado a observar, uma grande greve. Na minha escola, entre 112 professores, 38 aderiram à greve. Já não me lembrava de uma com tão grande mobilização.
Contudo, os efeitos da greve foram quase nulos. Apenas em 5 escolas ocorreram problemas, e apenas 191 alunos foram prejudicados. Um enorme fiasco para os sindicatos! Completamente desacreditados.
Eu bem avisei que esta greve era um acto suicidário e sugeri lutas alternativas. Mas nada.
Agora querem justificar o enxovalho dizendo que queriam desconvocar a greve mas, como os cartazes já estavam feitos, foi impossível.
E que tal um pano encharcado nas ventas?

Afinal não há greve


Ouvi eu da boca do líder da FENPROF, Paulo Sucena, na "Dois": "Não há nenhuma greve aos exames".
Pronto, rapaziada. Amanhã, às 8H30, todos nas nossas escolas a fazer o nosso trabalho.

Galicia


O Azurara está satisfeito com os resultados (ainda provisórios) das eleições galegas.
Contra todas as sondagens, Manuel Fraga Iribarne está a um deputado da maioria absoluta. Para quem já estava "morto e enterrado" é "obra".

Sanções - Serviços Mínimos


Tadinho do jornalista do Público. A Ministra não disse quais eram as sanções a aplicar a quem não cumprir os serviços mínimos para os quais for designado, e ele ficou na ignorância.
Senhor jornalista, não cumprir orientações superiores é faltar ao dever de obediência. No caso em apreço, tendo em conta as circunstâncias, é uma falta agravada. Compreendeu? Agora, vai ao Estatuto Disciplinar dos Funcionários e Agentes da Administração Pública e veja a sanção correspondente a esta falta. Vá lá, estude um bocadinho. O trabalho nunca fez mal a ninguém.

Mas...
Mas, numa de "serviço público", tendo em conta que poderá haver professores que venham a ser designados (nominalmente) pelos Conselhos Executivos para prestarem serviços mínimos, e que, instigados pelos sindicatos, caiam na esparrela de não cumprir, convencidos que os sindicatos lhes defenderão o cabedal, vou aqui pôr extractos do dito Estatuto Disciplinar:

Artigo 11.º - Escala das penas
1-As penas aplicáveis aos funcionários e agentes abrangidos pelo presente Estatuto pelas infracções disciplinares que cometerem são:
a) Repreensão escrita;

b) Multa;
c) Suspensão;
d) Inactividade;
e) Aposentação compulsiva;
f) Demissão.
...

Artigo 22.º - Repreensão
A pena de repreensão escrita será aplicável por faltas leves de serviço.


Artigo 23.º - Multa
1-A pena de multa será aplicável a casos de negligência e má compreensão dos deveres funcionais.

2-A pena será, nomeadamente, aplicável aos funcionários e agentes que:
a) Na arrumação dos livros e documentos a seu cargo não observarem a ordem estabelecida superiormente ou que na escrituração cometerem erros por negligência;

b) Desobedecerem às ordens dos superiores hierárquicos, sem consequências importantes;
c) Deixarem de participar às autoridades competentes infracções de que tiverem conhecimento no exercício das suas funções;
d) Não usarem de correcção para com os superiores hierárquicos, subordinados, colegas ou para com o público;
e) Pelo defeituoso cumprimento ou desconhecimento das disposições legais e regulamentares ou das ordens superiores demonstrarem falta de zelo pelo serviço.


Artigo 24.º - Suspensão
1-A pena de suspensão será aplicável aos funcionários e agentes em caso de negligência grave ou de grave desinteresse pelo cumprimento de deveres profissionais, nomeadamente quando:
a) Derem informação errada a superior hierárquico nas condições referidas no corpo deste artigo;

b) Comparecerem ao serviço em estado de embriaguez ou sob o efeito de estupefacientes ou drogas equiparadas;
c) Exercerem por si ou por interposta pessoa sem prévia participação e ou autorização do superior hierárquico - estando obrigados a fazê-la ou a obtê-la - actividades privadas;
d) Deixarem de passar dentro dos prazos legais, sem justificação, as certidões que lhes sejam requeridas;
e) Demonstrarem falta de conhecimento de normas essenciais reguladoras do serviço, da qual haja resultado prejuízo para a Administração ou para terceiros;

f) Dispensarem tratamento de favor a determinada pessoa, empresa ou organização;
g) Cometerem inconfidência, revelando factos ou documentos não destinados a divulgação relacionados com o funcionamento dos serviços ou da Administração em geral;
h) Desobedecerem de modo escandaloso ou perante o público e em lugar aberto ao mesmo às ordens superiores.
2-Nas hipóteses referidas nas alíneas a) a e), inclusive, do número anterior a pena aplicável será fixada entre 20 e 120 dias.

3-Nos restantes casos previstos no n.º 1 a pena será de 121 a 240 dias.
...
Artigo 31.º - Circunstâncias agravantes especiais
1-São circunstâncias agravantes especiais da infracção disciplinar:
a) A vontade determinada de, pela conduta seguida, produzir resultados prejudiciais ao serviço público ou ao interesse geral, independentemente de estes se verificarem;

b) A produção efectiva de resultados prejudiciais ao serviço público ou ao interesse geral, nos casos em que o funcionário ou agente pudesse prever essa consequência como efeito necessário da sua conduta;
c) A premeditação;
d) O conluio com outros indivíduos para a prática da infracção;
e) O facto de ser cometida durante o cumprimento de pena disciplinar ou enquanto decorrer o período de suspensão da pena;
f) A reincidência;
g) A acumulação de infracções.

(coloquei a negrito o aplicável ao caso em apreço)

19 de junho de 2005

Fórmula 1

É uma coisa que me fascina.
Estava eu a ver o arranque do Grande prémio dos Estados Unidos (Indianápolis), quando dei conta que só iam correr 6 carros: os Ferrari, os Jordan (de Tiago Monteiro) e os Minardi, todos equias que usam pneus Bridgestone. Os outros todos, com Michelin, recusaram participar, dada a perigosidade latente, sem as alterações solicitadas e que a FIA (de Eclestone), sistematicamente, não aceitou.
Isto é inédito e é vergonhoso!
Quase tanto como os patéticos comentários da nossa TV, criticando a Michelin (para não parecer muito faccioso defender os "seus" Ferrari.
Bom, pode acontecer que o "nosso" Monteiro fique em 3º lugar. Mas deve ser um resultado muito amargo.
Entretanto, os espectadores americanos vão atirando latas e garrafas para a pista.

Os tempos de qualificação eram assim:

Mas quando a corrida arrancou, passou a ser assim:

UMA COMPLETA VERGONHA!

18 de junho de 2005

Seja tolerante!

Pediu o Presidente da República em visita à Cova da Moura, onde se deslocou no intuito de desdramatizar o surto de violência verificado nos últimos dias.
O Azurara aconselha todos os portugueses a, caso venham a ser assaltados:
  1. Não oferecer qualquer tipo de resistência;
  2. Perguntar ao ladrão se não deseja mais alguma coisa, eventualmente esquecida;
  3. Em caso de anavalhamento ou similar, suportar estoicamente o "destino";
  4. Mostrar sempre uma atitude de compreensão perante o infortúnio pessoal e social que conduziu o ladrão para este modo de vida;
  5. Não recriminar a polícia por incomodar, sobretudo, os cidadãos bem comportados;
  6. Não vituperar os tribunais por, normalmente, mandarem em paz os meliantes que lhe são presentes pela polícia;
  7. MANIFESTAR UM PERMANENTE ESPÍRITO DE TOLERÂNCIA PARA COM TUDO ISTO.

Três notas sobre imigração africana

A primeira:
É para confirmar o que já tenho dito: a culpa dos problemas relativos aos jovens filhos e netos de imigrantes africanos é nossa!
Aqui fica mais um contributo, este do professor de psicologia social e das organizações Jorge Vala (cheira-me a sociólogo), e vem no Expresso de 18/06/2005, página 7.

Muitos jovens de origem africana portugueses e nascidos em Portugal não se reconhecem como cidadãos nacionais.
Apenas 4% dos inquiridos no âmbito de um estudo elaborado em 2003 pelo Observatório Permanente da Juventude (OPJ) escolheram como identificação primária “português” – quando 40% deles têm nacionalidade portuguesa. «Este resultado foi, por nós, associado ao facto de estes jo­vens negros considerarem que os portu­gueses brancos não os vêem como portugueses», comenta Jorge Vala, professor de psicologia social e das organizações no ISCTE e coordenador do referido estudo. Apenas 2 dos 400 jovens inquiridos, (com idades compreendidas entre os 15 e os 29 anos), afirmou o contrário.
Estes jovens identificam-se sobretudo com o país de origem dos pais (57%), enquanto outros criam uma identidade étnica (13%) ou racial (8%). «A desidentificação com Portugal está ainda associada – na opinião do mesmo investigador – à percepção de discriminação de que se consi­deram alvo, nomeadamente na relação com as instituições nacionais».
Na primeira linha de integração social sur­ge a escola. De início valorizada como meio de promoção social pelos grupos minoritários e culturalmente desfavorecidos, estes rapidamente desinvestem dos estudos quando recebem avaliações negativas. «Sabemos de várias fontes que estes jovens apresentam menor sucesso escolar, o que é de novo confirmado neste estudo. A reprovação faz parte da história da vida escolar de 79% dos inquiridos», acrescenta Jorge Vala.
É na escola que se faz a socialização insti­tucional, a aprendizagem dos direitos de cidadania, a aprendizagem de competências sociais e cognitivas, facilitando a integração social. «Mas há uma série de instituições (nas áreas da Saúde, Segurança Social e Educação) que não foram capazes de o fa­zer», admite a presidente do Instituto de Reinserção Social, Maria Clara Albino.


A segunda:
É para mostrar (Expresso de 18/06/2005, página 1) que não se vai ao bairro da Cova da Moura (sei que é em Lisboa, mas não sei onde fica) de qualquer maneira: é preciso pedir o “visto” na embaixada de Cabo Verde.

O embaixador de Cabo Verde em Portugal, Onésimo Silveira, disse ter sido contactado pelo «staff» do Pre­sidente da República para apurar se Sampaio poderia correr algum risco na visita à Cova da Moura, programada pa­ra hoje, a propósito da inauguração de uma exposição de fotografia no bairro.
«Que bairro é este em que o pró­prio Presidente não se sente segu­ro?», questionou Onésimo, esta sema­na, numa reunião com associações ca­bo-verdianas em Portugal, convocada para discutir os últimos acontecimen­tos envolvendo jovens descendentes de cabo-verdianos. Declarando-se en­vergonhado com a imagem do seu país que passa nestes casos mediáticos – nomeadamente o «arrastão» de Carcavelos, no dia 10 de Junho, e os distúr­bios em Quarteira no dia seguinte – Onésimo disse que «Carcavelos é a ponta do “tsunami” de uma geração que encara a delinquência como «um desígnio normal».
A Cova da Moura é um dos muitos bairros de origem dos jovens que pro­tagonizaram o assalto à praia, que está longe de ter sido o primeiro. Os regis­tos policiais dão conta de vários «arras­tões» em Carcavelos, o primeiro dos quais, em 1996, deu origem a um processo com 18 detenções que foi, no en­tanto, arquivado sem nenhum resultado … e acabou com vários polícias no banco dos réus…”


A terceira:
Para dar conta, através da Sábado de 17/06/2005, página 16, de que Portugal é o 4º país da Europa que melhor recebe imigrantes…

Sorrindo...

Os comunistas sofreram o fascismo na carne!
Nós, portugueses, sofremos o socialismo na carne... e no peixe, nos ovos, nas batatas, no gasóleo, ..., em tudo.
Felizes dos comunistas!