15 de junho de 2005

Guterres


Já disse que o orçamento do Comité para os Refugiados era escasso.
Pronto! Conhecendo-se a habilidade deste homem para gastar o que não tem, não é difícil adivinhar que o UNCHR se vai tornar num "monstro" com enorme défice.

O tempo

PAROU!

Os ponteiros retomarão o seu movimento inexorável em 1 de Janeiro de 2007

Congelamento...

Mão amiga fez chegar-me o Projecto de Lei N.º 138/2005 que pretende decretar o congelamento da progressão nas carreiras dos funcionários da Administração Pública. Coloquei aqui uma montagem (com o único fito de o fazer caber nuna só página). Ora leiam:

Estão a ver?
Isto não é nenhum "congelamento" da progressão. Está lá muito claro: até 31/12/2006 o tempo de serviço não é contado!! O TEMPO NÃO É CONTADO! PERDE-SE!
Sim! É isso mesmo! Se fosse um congelamento, o tempo continuaria a contar. Quando chegasse a altura do funcionário ascender ao escalão seguinte, não progrediria (por estar congelada a progressão) mas teria adquirido o direito a progredir. Então, quando a progressão fosse, finalmente, descongelada, poderia progredir imediatamente, recuperando o tempo no escalão seguinte.
Mas não é isso que José Sócrates quer. O que o Governo quer é outra coisa. É assim: "Ai faltam-lhe três meses para progredir? Iria mudar de escalão em 1 de Outubro de 2005?. Olhe, então só vai mudar em 1 de Abril de 2007. Ah, mas tenha calma. Isso é se entretanto não viermos a alterar o processo de progressão e a estrutura da carreira."
Estão a ver? ISTO É UMA POUCA-VERGONHA!!

Cunhal (ainda)

Alimentava eu a ideia que a comunicação social iria publicar abundante informação sobre a vida daquele por quem amanhã faremos luto. "Naquele engano de alma ledo e cego", julgava eu que iriam abordar aqueles aspectos mais "secretos" da vida deste homem de quem, a bem dizer, nunca se conheceu morada certa. Nada! Só trivialidades. Só aquilo que todos já sabíamos.
Em particular, gostava de ver publicada a célebre história havida com Manuel Domingues. Todavia, apenas uns lampejos.
A história é, mais ou menos, assim:
Manuel Domingues era operário vidreiro e funcionário clandestino do PCP. Em 1951, Cunhal, com alguns outros comunistas, foi delatado e preso. Manuel Domingues foi dado como delator pelo Comitê Central e apareceu morto em Belas. Ao que se diz, terá sido executado. Passados vários anos, veio a saber-se que o "bufo" tinha sido o Presidente da Junta de Freguesia, o qual nada tinha a ver como o PCP.
Mas, sobre esta história do "cadáver às costas", só encontrei isto, isto, e isto.
Ora, eu gostava de saber qual a participação neste episódio sinistro do homem que vamos homenagear.

14 de junho de 2005

Cunhal e Lúcia de Fátima

Escrevi isto há pouco, num comentário a um comentário da Cat a este post. Contudo, achei relevante dar-lhe o relevo de um post autónomo.
Disse a Cat:
"Depois do vergonhoso luto nacional após a morte da irmã Lúcia, tudo vale!"
Ora bem:
Não aplaudi o luto nacional pela Irmã Lúcia. Estou, portanto, particularmente à vontade para falar sobre ele. E para dizer que é absolutamente ilegítima qualquer comparação entra uma (Lúcia), e outro (Cunhal). Lúcia não fez nada de mal a Portugal. Assumiu, discretamente, em clausura até, a sua condição de vidente sobrevivente. Não tomou qualquer medida, não escreveu livros, não fez doutrina, não fez discursos. Apenas viveu! Mas vivendo, Lúcia foi, para uma significativa maioria de portugueses (não vale a pena negá-lo), um símbolo, e mais do isso, um exemplo de Fé. Fé que não "faz" a unanimidade em Portugal, mas que é esmagadoramente maioritária. E para essa imensa maioria, Lúcia foi importante.
Decorre daqui a minha ideia de que o luto, embora não consensual, tenha sido compreensível. O "povo" gostava dela, e ela não fez mal nenhum. Lembremo-nos, só como exemplo, de Amália Rodrigues. Todos adoramos o seu fado? E houve luto? Então?

Quanto a Cunhal, não digo mais. A História nunca lhe perdoará.

Álvaro Cunhal

Hoje levantei-me a ouvir a notícia da morte de Álvaro Cunhal. Durante o dia, tive poucas oportunidades de ver e ouvir notícias, mas nas poucas a que pude dar atenção, não faltaram elogios ao "homem de estado" que foi Cunhal; ao paladino da liberdade; ao homem de "convicções".
Agora, em casa, depois de dar a minha voltinha habitual pelos blogs, fiquei ainda mais perplexo! Tirando um ou dois artigos "sem papas na língua", tudo são encómios ao senhor. "Um homem bom que fica a marcar o século XX português." Extraordinário!
Só não percebo como é que, com toda esta base de apoio, o Partido Comunista nunca ganhou eleições!
Ou será que "a malta" tende a pensar que, depois de mortos, todos fomos bons?
Eu não!

Luto Nacional?


Decreta-se luto nacional aquando do passamento, ou do funeral, de alguém que prestou relevantes serviços ao país ou, eventualmente, à comunidade internacional.
Ora, tendo falecido Álvaro Cunhal, entendeu o Governo decretar um dia de luto nacional.
Porquê?
Terá Cunhal prestado algum serviço ao País?
Vou admitir que sim. Que o terá feito lutando contra o Salazarismo. Que terá desempenhado algum papel na luta pela democracia.
Uma coisa é certa: não desempenhou nenhum papel, nem sequer enquanto ideólogo, no golpe militar de 25 de Abril de 1974. Efectivamente, os militares, e isto hoje é história, só estavam preocupados com os "seus" problemas. A politização só veio depois. De resto, Cunhal estava exilado e só apareceu depois.
Mas acredito que sim. Que terá lutado, embora inconsequentemente, contra a ditadura. Acredito que sim, e que terá sido por isso que foi preso e deportado.
E devia ter ficado por aí! Se assim tivesse sido, justificava-se o luto. Mas não ficou. Continuou a lutar. Então, já não pela democracia, mas pela sovietização de Portugal. Cunhal foi o grande responsável pela destruição do nosso tecido produtivo. Cunhal destruiu Portugal! Não esteve só nessa tarefa, mas foi o maior responsável (e não este como, incorrectamente, referi). Se hoje somos a merda de país que somos, é a Cunhal que, em primeira instância, o devemos.
Todavia, vamos fazer luto! E porquê? Porque Álvaro Cunhal foi um homem "coerente", "inteligente", "tenaz", que "lutou por aquilo em que acreditava"? Ó meus senhores, a História da Humanidade está cheia de homens que cometeram terríveis atrocidades por acreditarem nos seus ideais. A História tem páginas cheias de nomes de homens que mataram outros homens (alguns, até milhões), para serem "coerentes" com os seus objectivos. O próprio Salazar, não tenho qualquer dúvida, também foi um homem "coerente, inteligente, tenaz, que lutou por aquilo em que acreditava". Foi, mas deu-lhe para a asneira.

A morte é uma coisa sempre triste. Todos temos a certeza de que morreremos, só não sabemos quando. Todavia, a morte não pode branquear aquilo que fizermos em vida!
Se houvesse lugar a luto nacional, deveria ter sido a 11 de Março de 1975!

13 de junho de 2005

12 de junho de 2005

Augusto Santos Silva (ainda)

Na entrevista ao DN que referi no post anterior, lê-se este diálogo perfeitamente elucidativo da forma singela como os ideólogos socialistas distorcem os factos, fazendo parecer verdade o que é falso.
...
DN - Como se explica que o Governo já tenha feito "n" nomeações, quando tinha dito que só o faria quando existisse uma nova lei para os altos cargos da função pública?
ASS
- O Governo nomeou cumprindo a palavra que deu: que o Governo se autovinculava às normas que propunha. Podíamos ter usado a lei vigente, mas já estamos a praticar a nova lei antes de ela ser aprovada. O Governo tem limitado as substi­tuições aos casos de vacatura de cargo ou de demissões apresentadas voluntariamente pelos próprios ou em direcções-gerais que condu­zem políticas e que devem ser diri­gidas por pessoas que estão con­sonantes com as novas políticas.
DN - Na Águas de Portugal não tinha termi­nado o mandato nem se tinham demi­tido os administradores, o Governo é que os demitiu, por isso vai ter que os indemnizar...
ASS - Houve mudança de orientação polí­tica numa área estratégica. Em políticas públicas de natureza estra­tégica, seria uma ilusão pensar que se podia trabalhar com quem está vinculado a orientações políticas de sinal contrário.
DN - Onde está a contenção de que o Go­verno fala quando é nomeado Fernando Gomes para a Galp?
ASS
- Trata-se de um economista de formação, que abandona a sua car­reira política e que, do meu ponto de vista, tem competência para gerir grandes empresas, não só porque é economista, mas porque geriu a segunda maior câmara do Pais, como foi membro do Governo, e portanto está habituado a lidar com orçamentos muito grandes. Trata-se de uma pessoa que deu muito ao Pais no exercício de car­gos políticos e cujas competências serão agora aproveitadas nesta empresa.
...
O que quer dizer que em 36 dias houve 984 mudanças de "orientação polí­tica" em "áreas estratégicas"...

Muita atenção


Em entrevista ao DN (em papel), Santos Silva atira para 2013 o equilíbrio das contas públicas.
Dito de outra forma, a desbunda vai continuar e nós continuaremos a pagar.
Quando vejo estas imbecilidades e irresponsabilidades ditas por indivíduos que deveriam ter "sentido de estado", fico muito raivoso!

Luta contra a SIDA

Não perder este post da Elise.

Gonçalvismo


Morreu o Coronel Vasco Gonçalves. Um dos maiores responsáveis (quiçá o maior) pelo estado miserável em que este país se encontra.
Por vezes dou comigo a pensar que se este homem tivesse ido um pouquito mais longe, para a guerra civil, hoje teríamos um país "a sério"...
Mário Soares, que nas palavras de Vasco, "encabeçou a contra-revolução", também por isso, é outro dos responsáveis.

11 de junho de 2005

Turismo em alta


euronews

skynews

Insurgentes (ainda)

Confirma-se que na Quarteira ninguém foi assaltado, mas houve uma detenção e duas identificações. Tudo "casos sociais". Tudo "vítimas" da sociedade.
De acordo com o Público citando fontes policiais, os "excluídos" eram residentes na região de Lisboa (Amadora e Cova da Moura) e terão estado "a banhos" ontem pela tarde em Carcavelos.
Afinal, isto é tudo muito simples e, até mesmo, natural:
Estes desprotegidos, ontem foram à praia mais próxima e foram corridos pela polícia. Por isso, terão resolvido procurar uma outra praia onde não fossem reprimidos. Escolheram a Quarteira e vieram de véspera. Imagino a enorme dificuldade com que terão feito a viagem. Coitados. Pobres e sem dinheiro para coisa nenhuma, quanto mais para o bilhete, estou a vê-los pendurados nos estribos do comboio, correndo risco de vida. Outros, mais afortunados, terão esticado o dedo e apanhado uma boleia. Automóvel próprio? Isso é só para os "gajos" ricos.
E assim, como todas as dificuldades inerentes à sua condição de excluídos, lá conseguiram chegar ao Algarve, onde, sabe-se lá em que condições, passaram a noite. Há quem diga que foram a uma "rave" numa discoteca de Albufeira, mas é tudo mentira. Isso é coisa que custa muito dinheiro, só ao alcance de gente rica, e com a qual estes "casos sociais" nem sonham. Provavelmente, terão dormido ao relento, talvez na praia, sabe-se lá, em condições mais que degradantes.
Pela manhã, juntaram-se no "calçadão" da Quarteira e... zás! A GNR a pedir-lhes a identificação. Ó supremo vexame! "Então, não se pode ir à praia de Carcavelos; vem a malta para o Algarve, e nem aqui nos deixam em paz?" Claro que um tipo fica (ainda mais) revoltado...
Tornam-se necessárias medidas imediatas.

Senhor Primeiro-Ministro, intervenha com urgência.
  • Dê ordens à CP para transportar para o Algarve, ida e volta, estes "casos sociais", gratuitamente;
  • Mande a Segurança Social criar centros de acolhimento no Algarve onde estes desafortunados possam tomar uma refeição quente e dormir em condições aceitáveis;
  • Distribua cartões de "excluído social" que garantam a entrada gratuita em todas as discotecas do País.
  • Dê ordens às forças policiais para não importunarem estes "insurgentes" e para aconselharem os outros cidadãos a permanecer em casa.
Faça isso JÁ!
A descriminação discriminação social não pode continuar!

PS. Parece que o Presidente Capucho tinha razão: os "insurgentes" não eram mesmo de Cascais.

É notícia!

Hoje, na Quarteira, ninguém foi assaltado na praia!

Um dos que não aprendeu nada

escreve no DN.
É criminologista e sociólogo, como é da praxe. Diz ele:
"Podemos falar de uma reacção anti-social típica de um contexto de delinquência juvenil, mas resta saber se esse acto não foi preparado", explica o criminologista Barra da Costa, autor do livro O Gang e a Escola, editado pela Colibri em 2002. Defende que os jovens terão discutido o que iriam fazer e, depois, bastou "uma faísca" para executarem o plano.
"São pessoas revoltadas e que andam à deriva. Jovens em situação de risco - alguns ligados à toxicodependência -, que vivem em bairros degradados e estão nas franjas da sociedade. Dá a ideia que é uma violência que acontece pontualmente, mas não é o caso. Em 2001 já se falava em mais de dez mil indivíduos envolvidos em gangs, 75% dos quais actuavam na zona de Lisboa. E, entretanto, nada se fez para encontrar uma solução", diz Barra da Costa.
E qual seria a solução?
"Estas coisas não acontecem nos países em que são dadas condições de vida às pessoas, formação, educação, cultura. As pessoas não nascem criminosas!"

Estão a ver o último parágrafo? Está lá tudo. Se nós os deixássemos ir à escola, se lhes déssemos oportunidades de formação, eles não seriam marginais.
Vêem como este senhor não sabe nada?
Se ele fosse a uma escola, qualquer, veria que estes tipos não a querem. Veria que as escolas recebem estes tipos exactamente da mesma forma que recebm os outros. Veria que não são excluídos. Veria que é o comportamento dos próprios que os conduz à exclusão. Mas não. Ele construiu um modelo teórico pautado por estereótipos esquerdistas socialistas, e não consegue saír dele!
Fica aqui uma pergunta:
Nós temos milhões de emigrantes na França e na Alemanha. Eles, como estes, têm lá filhos e netos. Os quais vão à escola e, de acordo com o que estudei, não vão a escolas especiais; vão às mesmas que os alemães e os franceses, que não os tratam nem pior nem melhor que nós.
Estes nossos emigrantes de 2ª e 3ª gerações também fazem "arrastões" lá nos seus países de acolhimento?

Insurgentes (cont.)

Com a devida vénia, fica aqui uma imagem arrepiante. As "vítimas" da nossa sociedade aproveitaram o feriado para irem à praia.

Mais fotos aqui.

Mao Tse-Tung


Gosto muito de ver estes três socialistas juntos. Um deles até era nacional-socialista, e o trio teve grande responsabilidade no controlo demográfico a nível mundial, com mais de 150 milhões de cadáveres às costas.
A ler no Independente em pdf. Um luxo!

10 de junho de 2005

Insurgentes (cont.)

Relativamente ao meu post anterior, veio a minha querida Sulista perguntar "Onde pára a Polícia?".
Polícia? Como? Uma coisa assim...
É inacreditável como ainda existem em Portugal pessoas a pensar daquela forma.
Ó meus senhores, estes insurgentes são lutadores por melhores condições de vida. Lutam contra esta sociedade ocidental corrompida. São vítimas de exclusão social, que não têm outra forma de se manifestarem. Além de que, nas mais das vezes, são originários de famílias "desestruturadas" e vítimas inocentes de injustiças várias.
Por estas razões, às quais acrescem muitas mais que me abstenho de aqui referir, a sua luta só pode ser apoiada. Repressão, nunca! É que "violência gera violência" e não queremos que eles subam a "parada" e passem a pôr bombas ou a usar aqueles cintos especiais que estão tanto na moda.
Pelo contrário, uma política de distribuição de subsídios pode ser muito mais benéfica. É preciso dar-lhes o dinheiro que eles precisam para as suas marcas preferidas e para as suas doses diárias.
Deixo três sugestões:

  1. Que o Presidente condecore com a Ordem da Liberdade (ou da Solidariedade, ou da Igualdade, tanto faz) os líderes destes gloriosos resistentes;
  2. Que o novo Alto Comissário para os Refugiados coloque a protecção destes oprimidos entre as suas prioridades, em vez de ir tudo para o Darfur;
  3. Que a Polícia encete acções de formação junto dos pacatos cidadãos (nós todos), no sentido da necessária reeducação para esta problemática, e, numa fase inicial, proiba a malta de ir à praia, aos centros comerciais e de andar de combóio, incentivando a permanência, barricados, em casa.

Deixo, ainda, uma outra sugestão: leiam sociólogos, porra!

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Actualização:

Vi na televisão.

  • Os insurgentes pareceram-me invulgarmente bronzeados;
  • A polícia está a compreender o fenómeno sociológico: "É normal", disse o graduado;
  • O Presidente Capucho tem de fazer o curso de reeducação. Chamou-lhes marginais. Tsssss!

Insurgentes?


Terão vindo do Iraque?

Não percebi

mesmo nada deste post

Um país de "acumuladores"

De acordo com o Expresso (sem link) e com o Público, apareceram agora mais acumuladores de pensões e subvenções:
  • Jorge Sampaio - Além do seu salário de Chefe de Estado, uma pensão no valor de cerca de dois mil euros mensais;
  • António Vitorino - Além do seu vencimento como parlamentar, aufere de um "subsídio de transição" pelo facto de ter sido comissário europeu, válido por três anos, de cerca de dez mil euros por mês (LIVRA);
  • António Guterres - Recebe a pensão de ex-primeiro-ministro e o vencimento de consultor da Caixa Geral de Depósitos (e a ACNUR virá juntar-se?).
and counting...

10/06 - Dia da Elise

Pode não parecer, mas este é muito maior que o da OUTRA

Hummpffff!

9 de junho de 2005

Eu sabia!

Contemplar o peito das mulheres, é bom para a saúde dos homens e ajuda-os a viver mais tempo!
Foi o que revelou um estudo realizado por um grupo de pesquisadores alemães, e publicado no New England Journal of Medicine. Eles concluíram que olhar fixamente todos os dias, durante 10 minutos, para os seios de uma mulher, é tão benéfico como uma boa meia-hora de exercícios físicos.
Este estudo, efectuado ao longo de 5 anos num grupo de 200 homens voluntários, demonstrou que todos os que aproveitaram o espectáculo entusiasmante e diário de belos seios femininos, sofriam menos de doenças cardio-vasculares e tinham menos problemas de hipertensão do que os que não olharam para os seios todos os dias. A Drª. Karen Weatherby, que dirigiu os estudos, afirmou que:
"Olhar para os seios de uma bela mulher durante 10 minutos, em cada dia, é o equivalente a uma meia-hora de aeróbica. A excitação sexual aumenta a frequência cardíaca, e é benéfica para a circulação do sangue. Nós pensamos que, com tal prática diária, os homens podem aumentar a esperança de vida em pelo menos 5 anos."

Caras amigas, quando sentirem o meu olhar no vosso peito, não se sintam incomodadas. Estou só a fazer o meu exercício cardiotónico.

Dignidade dos professores

O Mocho desatou a dizer coisas certas
A não perder!

Incêndios de Verão

É o mesmo desatino todos os anos. Tudo arde!
Embora fazendo o discurso da catástrofe, da tragédia, do prejuízo económico e ambiental, ninguém está verdadeiramente preocupado com o que arde.
A coisa é de tal forma que o fogo se transformou num negócio. Ao que parece, um bom negócio. Todos parecem lucrar com o fogo. As empresas que alugam materiais e equipamentos (p.e. meios aéreos), as que o vendem (p.e. viaturas, comunicações, dispositivos diversos), media (que "vendem" notícias), e até mesmo as próprias corporações.
Não vou aqui dizer que há alguém interessado no fogo. Não sei. Mas que há quem ganhe muito dinheiro com o fogo, lá isso há.
Também há quem perca. Os proprietários, quando o que arde tem valor (já não há muita coisa com valor ainda não ardida) e os portugueses todos (que pagam os fogos com o seu dinheiros dos impostos). E há, para além disto e obviamente, prejuízos ambientais.
Não sou nenhum especialista em fogos, em combate aos fogos ou em prevenção dos fogos. Todavia, parece-me evidente que, não existindo uma razão única para este fenómeno dos incêndios florestais razão de fundo, a principal residirá na falta de limpeza das "matas". O nosso nível de vida subiu muito e, hoje, praticamente ninguém utiliza os "matos" para aquecimento ou para fertilizantes. Por outro lado, o custo da mão-de-obra também subiu extraordinariamente, de tal modo que se mostra insustentável mandar limpar as matas. De resto, há milhares e milhares de hectares de floresta votados totalmente ao abandono, cujos proprietários, muitas vezes, residem longe, que, por razões legais, não podem ser limpos por terceiros.
Bem sei que há linhas de subsídios para limpeza de matas. Mas, em Portugal, atribuir subsídios não funciona. A malta recebe a massa e "faz que faz".
É tempo de acabar com isto!
É tempo de transformar a prevenção num negócio tão rentável quanto o do combate!
Três medidas muito simples e complementares:
1) Comprar os produtos resultantes da limpeza da floresta, pagando bem, muito bem, o quilograma (a tonelada);
2) Colocar brigadas a fiscalizar a limpeza;
3) Aplicar coimas pesadas a quem, recusando o dinheiro da venda, mantenha as suas matas ao abandono.

Isto é muito simples.
Mesmo que gastemos o mesmo que no combate (muitos milhões de euros) teríamos a vantagem de manter a floresta.

Senhor Primeiro-Ministro, o senhor que anda, embora a reboque, a disparar em todas as direcções, dispare também para aqui.

Rui Gomes da Silva


O tempo e o Partido Socialista vieram provar que este senhor tinha carradas de razão. É a única conclusão que se pode retirar da presença semanal de António Vitorino na RTP1. O homem nem comentador é. É um político do PS e vai à TV nessa condição.
Sem contraditório!

8 de junho de 2005

Candidata


Acabei de ver na TV a candidata a "presidenta" da Câmara Municipal de Lisboa.
Depois veio o Eng. ´Scrótas dizer que "não pode haver pensamento sem acção".
E, a olhar para a senhora, pensei que o Eng. tem razão.

Fotos publicitárias

Enviaram-me um e-mail com uma colecção das fotos publicitárias mais sensuais.
Não resisti a colocar aqui duas delas. As outras...


Mangualde nas notícias

Pelas piores razões.
Temos um enorme incêndio. Fui à Sr.ª do Castelo dar uma mirada e, efectivamente, é grande. Não terá os 10 Km de frente que a TV diz, mas é bem grande. Não ameaçará as aldeias de Aldeia Nova e Santiago de Cassurrães, esta última bem grande, que a SIC diz que estão prestes a ser evacuadas, mas é bem grande. Se assim fosse, teria sido decretado o estado de emergência e (ainda) não foi.
Por que será que estes jornalistas teimam em dizer que "se levantou um vento muito intenso"? Nunca mais aprendem que o vento é característico do fogo? Nunca terão observado uma lareira? Será que não lhes dá para pensar?

Ouvi agora mesmo aquela cabecinha do Duarte Caldeira dizer que "é preciso planear em Outubro e Novembro os fogos de Maio e Junho". Fantástico. Planear os fogos.

7 de junho de 2005

Descrédito


O Sindicato dos Professores da Região Centro, com os outros sindicatos de professores da FENPROF, vai levar a efeito uma manifestação, em Lisboa, contra o ataque do governo aos direitos dos professores. Tudo bem. Estão no seu direito. Nada a apontar.
O problema é o que vem escrito no fundo da última página do panfleto que anuncia a manif. Leia. (se não conseguir ler, clique para aumentar)

Já leu? E então?
Veja bem que, embora não haja greve no dia 17, o SPRC vai enviar ao Governo um pré-aviso de greve. Para quê? Para permitir que todos os professores possam participar na manif. Todos? Tantos? Mas não poderiam faltar com outra justificação? Actividade sindical, por conta de férias, sei lá, o difícil é escolher...
Mas então para que servirá o pré-aviso de greve?
Pois é! Está lá escrito. É para aqueles que já esgotaram todas as justificações possíveis para faltar ao serviço!!!
Senhores sindicalistas, ISTO DESCREDIBILIZA A CLASSE DOS PROFESSORES.

Estado Novo

O meu post anterior provocou algum inómodo nalguns dos meus amigos.
Calma aí pessoal!
O Azurara é um social-democrata com alguns traços de liberal. Como tal, repugna-lhe qualquer forma de autocracia. O quadro que publicou, não pretendeu constituir mais do que um alerta com uma pitada de ironia. É que, com tanta trapalhada, tanta trafulhice e tanto descrédito dos eleitos, é possível que surjam movimentos marcados pela saudade ou pelo sebastianismo.
Se assim for, o Azurara estará na primeira linha do "contra".

6 de junho de 2005

Quadro


(foto Azurara)
Este está num restaurantezinho simpático algures para os lados da Serra do Açor.
A continuarmos desta forma, não se admirem se começarem a aparecer mais por aí...

Juíz em causa própria


(no Público)
O senhor Secretário de Estado resolveu aumentar em 35% todos os juízes do seu ano de curso. Depois, "apertado" por esta onda de indignação que varre o país, veio dizer que ele próprio não receberia o aumento.
Oh! Que nobre atitude. Oh! Que supremo desprendimento. Oh! Que coisa sem-vergonha!

Reparem que nem Celeste Cardona, nem Aguiar Branco avançaram com o peregrina ideia. Admitiram, eventualmente, a subida de escalão sem os rectroactivos desde Janeiro de 2004, que custam a bagatela de 2 milhões de euros.
Mas, para estes socialistas famintos e sedentos não há impossíveis.

Dente Limpo - Dente Lindo


Viseu - Universidade Católica - Faculdade de Medicina Dentária - Cartaz do Programa de Saúde Oral Autárquica de Mangualde.
"O mais ambicioso programa de saúde oral alguma vez implementado em Portugal"
Apre!

5 de junho de 2005

Que fique bem claro

Uma pensão mensal e vitalícia de 8.000€ ao fim de 6 anos de trabalho é um ROUBO.
O governador que a propôs, o ministro que a assinou, o primeiro-ministro que a promulgou e o presidente que a sancionou, pertencem todos à mesma cambada de DESONESTOS.

Sinais positivos?

A Visão, revista ideologicamente próxima de PS que a minha mulher insiste em assinar, fez uma pesquisa das nomeações de "boys" publicadas no Diário da República.

Em 36 dias, encontrou 894. Apre! Dá uma média de quase 25 "nomeados" por cada dia de governo. E, mais grave, em alguns casos, para que os seus apaniguados comecem, imediatamente, a receber os chorudos vencimentos (que fazem os ministros roerem-se de inveja) tornou-se necessário pagar indemnizações milionárias aos que lá estavam.
Achais que isto é um bom sinal?
Para mim, não!. Para mim é mais uma vergonha socialista.

Pandinha


Estes Pandas da China são uns seres lindos e ternurentos, como a foto bem ilustra. Mas têm um problema: reproduzem-se pouco.
O Azurara tem matutado no mistério mas ainda está cheio de dúvidas. Contudo, chegou a duas grandes linhas para futura investigação:
Por um lado, pode acontecer que, à semelhança de Portugal e das portuguesas, as exigências da vida moderna, o ritmo frenético do dia-a-dia, a carestia, a liberdade para ir ao cinema ou ao bar, enfim, o “eu”, esteja a levar as pandas a tomar precauções redobradas para evitar gravidezes indesejadas.
Por outro, pode acontecer que os pandas tenham sido “apanhados” por um gene parecido com o destas moscas e, consequentemente, tenham passado a interessar-se mais por cortejar indivíduos do mesmo sexo.
Esta última hipótese, contudo, apresenta, à partida, uma fragilidade: é que, ao que consta, contrariamente às moscas, as fêmeas panda não terão "abandonado um comportamento passivo passando cortejar espécimens de ambos os sexos”.

4 de junho de 2005

Náusea

Sou dos que defendem que os titulares de cargos políticos devem ser remunerados de tal modo que o respectivo exercício seja atractivo e competitivo do ponto de vista financeiro. Não é defensável que a participação num Governo se traduza em prejuízo para quem o integra. Não é aceitável que alguém vá para um Governo auferir um vencimento menor que aquele que recebia antes. Tem de ser ao contrário. Participar num Governo tem de ser financeiramente aliciante. Chega do discurso hipócrita do “serviço” e do “sacrifício”.
E vou mais longe: no sector público não pode haver remunerações superiores às auferidas pelos membros do Governo. O presidente de uma empresa ou de um instituto público, não pode ganhar mais do que um ministro.
As razões que fundamentam esta minha posição parecem-me óbvias. Todavia, vou aqui explicitar duas delas:
A primeira é:
Temos de acabar com a ideia segundo a qual “o que é bom é ser ex-ministro”, que é como quem diz, ir para a GALP, ou para as Águas, ou para outra coisa qualquer onde se ganha muitíssimo mais que no ministério.
A outra é:
É preciso acabar com este nojo que tem vindo a público:

Luís Campos e Cunha recebe oito mil euros brutos, mensalmente, por conta do Fundo de Pensões do Banco de Portugal, onde trabalhou entre 1996 e 2002. E soma esse valor ao ordenado de ministro, cerca de 6.400 euros, tam­bém brutos.
Mário Lino tem duas pensões de reforma que, no total, em 2004, lhe renderam 80 mil euros bru­tos. Uma delas é proveniente de um fundo privado, do extinto IPE, onde Lino foi administrador entre 1996 e 2002.”

Vejam bem. 6 anos de trabalho valem 1.600 contos por mês, vitalícios e acumuláveis, porque provindos de regimes especiais. Um nojo!

Havia uma regra que limitava (limita) a acumulação válida para todos os reformados da Função Pública, que recebem pensões de reforma da CGA e que venham a ter um empre­go com salário fixo no Estado após estarem reformados.
“Este princípio foi apli­cado, pela primeira vez, quando Cavaco Silva era primeiro-ministro. Na altura, o Governo determinou que ninguém po­dia acumular pensões e ordenados do Es­tado em valores que ultrapassassem o or­denado do chefe do Governo.
A pensão que Campos e Cunha recebe do Banco de Portugal só passou a existir em 1998, quando o agora ministro era vice-governador, fazendo parte de um regime especial previsto apenas para os administradores do banco. Este regime foi proposto pelo Governador de então, António de Sousa, e aceite pelo ministro das Finanças, à época Sousa Franco. Aliás, António de Sousa repe­tiu a fórmula mais tarde, quando diri­giu a Caixa Geral de Depósitos.”
(lembram-se do Mira Amaral? Afinal foi Sousa Franco que lhe deu a pensão.)

Finalmente, “estes casos diferem do de Alberto João Jardim, que viu aprovada a sua pensão de reforma da Caixa Geral de Aposentações, equivalente a 90% do ordenado de presidente do Governo Regional (cerca de 4 mil euros). Jar­dim vai receber a pensão, apesar de continuar a ocupar o cargo. Mas, de acordo com o Regime Geral da CGA, só poderá receber um terço do salário de presidente do Governo Regional.”

Estais a ver o que aconteceu entre 1996 e 2002? Estais a ver como funcionou o Partido Socialista? Então estais a ver como vai continuar a funcionar!

(todas as citações são de Graça Rosendo - Expresso de 4/6/2005, página 3)

86 - 60 - 86

Já era!
Agora, isto é considerado de "desgaste rápido".

Segundo se diz aqui, as senhoras que têm umas anquinhas generosas (mais de 1 metro) correm menos riscos de adoecer. Portanto, tomem nota: curvilíneas e opulentas. Nada de "escanzeladas".
Parabéns às contempladas.

3 de junho de 2005

Assassinato ou Suicídio?


(leia tudo aqui)
Tenho para mim que este pobre reformado não está a ser vítima de um "assassinato de carácter" como diz o Eng. Scrótas.
Temo que, confrontado com a ruína prematura e com a total ingovernabilidade deste país, o senhor prefira ir gozar a reforma, obtida aos 49 anos e após denodado esforço durante 6 longos anos, para paragens mais tranquilas.
Sabem, há notícias que "têm pernas". Por isso, temo que ...

Muito posutiva

é esta nota de imprensa da FENPROF que, como se sabe, é a maior organização de professores deste país.

A sessão da tarde, presidida por Jacinta Vital, começou com a apresentação dos resultados do estudo, do qual se podem destacar, de forma sucinta, quatro questões fundamentais:
1. A avaliação relativa à criação dos agrupamentos constituídos antes de 2003 é claramente posutiva, em contraste com uma maioria de opiniões negativas no caso dos agrupamentos criados após 2003;
2. Os objectivos apontados pela administração para a (re)constituição dos agrupamentos não foram alcançados, sendo significativo que, dos vinte aspectos explicitados no questuionário, nenhum tenha obtido uma avaliação positiva quanto ao grau de concretização;
3. O sector da educação/ensino e o exercício ou não de cargos estão na base de alguma dioversidade de opiniões em relação ao impacto no terreno dos agrupamentos;
4. Os professores do 1º Ciclo do Ensino Básico têm opinião mais negativa sobre a realidade actual, considerando que este processo contribui para a menorização deste sector de ensino.

O Azurara lamenta não ter tido acesso ao questuionário que revelou a existência da alegada dioversidade de opiniões, que culminou com a conclusão de que o processo (do agrupamento de escolas) só foi posutivo até passar a ser obrigatório.

Alguém me explica

como é que se consegue fazer isto?

Como é que o (um) Governo faz para conseguir fazer baixar o preço de um produto?
É que se isto é possível, então temos o nosso problema resolvido num ápice. Basta o Governo desatar a fazer Despachos (também podem ser Portarias) a definir preços das coisas. Vamos a alguns exemplos:
As empresas produtoras e distribuidoras, suportarão a descida em 6% dos seguintes produtos:
- Pão
- Gasóleo
- Peixe (ficando excluído o Cherne)
- Cocaína, Heroína, Crack, e afins (ficando excluída a Cannabis)
- Cerveja a copo
and so on...
Tell me please

2 de junho de 2005

Uma "pérola" de 1974


Sobrinhita minha, 5 anitos, decidiu investigar os "arquivos" e encontrou esta, e outras, "pérolas" do início da nossa democracia. Podeis ver o "rolhas" às voltas com o COPCON, no tempo do PREC, com a Liberdade e Democracia nas mãos. Para quem não é desse tempo...

1 de junho de 2005

Teste - Proposta de solução

Sim, pois então. Modernamente não "soluções" nem "respostas". Há propostas.
Então:
1. a) Aproximadamente 5.550 contos, com a seguinte discriminação: 5.000 do terreno; 200 do desenhador (na realidade Joaquim pagou-lhe 500, mas ele só lhe passou um recibo de 150 e um outro, para o engenheiro que assinou, de 50); 200 de despesas com pessoal (Joaquim e esposa); 50 de despesas diversas (taxas, licenças, etc.); 100 contos de materiais de construção.

1. b) Receitas – 5.500 contos.

2. Lucro – Não houve lucro, mas sim prejuízo. 50 contos. A vida está mal. É a crise…

3. Imposto – 0 (zero)

4. 100 contos. Como o camião dos tijolos não foi interceptado pela fiscalização durante o transporte, a guia de remessa foi rasgada e a empresa emitiu outra, com o mesmo número e data, mas relativa a uma só palete de tijolo. Aconteceu o mesmo com as vigas, o cimento e a telha. A partir do momento em que Manuel adquiriu o lote, as facturas passaram a ser emitidas em seu nome – consumidor final – mantendo-se o esquema.


Todos acertaram. Parabéns! Portugal é um país de fiscalistas.

P.S.: Um grande construtor não ganha este balúrdio, livre de impostos, com esta facilidade.

Teste os seus conhecimentos de fiscalidade

Para testar os seus conhecimentos sobre fiscalidade portuguesa, queira resolver o problema cujo enunciado se segue:

Joaquim, pequeno construtor civil, empresário em nome individual, adquiriu por 5.000 contos um lote urbano, mandou fazer um projectozinho, requereu as necessárias licenças camarárias, e iniciou a construção de uma moradia unifamiliar.
A construção já vai avançada quando Manuel a vê. Conversa com Joaquim, acertam um preço (50.000 contos), e Manuel adquire a vivenda. Mas a casa não está acabada. Está em construção. Então, fazem a escritura de compra e venda do lote por 5.500 contos e requerem à Câmara uma “transferência de titular de obra particular” que é deferida.
Com este procedimento expedito e legal, Manuel torna-se auto-construtor da sua própria casa. Joaquim, por seu lado, sai de cena. Mas só aparentemente. Na realidade, Joaquim continua a construir a casa de Manuel, já que o preço acordado era para a casa construída.
Terminada a construção, Manuel procede ao registo da propriedade e Joaquim vai iniciar outra construção.
Perguntas:
1) Na contabilidade de Joaquim,
a) Que valores foram escriturados como despesas?
b) Que valores foram escriturados como receitas?
2) Qual foi o lucro (bruto) que Joaquim obteve nesta operação?
3) Qual foi o montante de imposto que Joaquim liquidou?
4) Nas contabilidades dos fornecedores de Joaquim (tijolos, cimento, etc), que valores foram escriturados como vendas a Joaquim?


As respostas serão publicadas na próxima edição.

31 de maio de 2005

A LOTARIA DO IVA

Miguel Beleza, ex-ministro das finanças, salvo erro ontem, via TV, deu uma ideia que achei fantástica: uma LOTARIA DO IVA.
Segundo ele, seria uma espécie de totomilhões para os contribuintes, isto é, para todos nós.
Para que o contribuinte se habilitasse ao sorteio, deveria guardar os seus documentos de compra. Quantos mais tivesse, mais hipóteses teria de ser sorteado e de ganhar a “massa”.
Para isso, cada factura, venda-a-dinheiro, talão de pagamento, etc., de qualquer bem ou serviço, teria impresso um número. Nós, os consumidores, iríamos coleccionando os documentos. Então, com determinada periodicidade, procedia-se ao sorteio de um número.
Achei muito interessante. Uma lotaria do IVA!!!
Diz ele que já viu isto em funcionamento num país qualquer. Gostava de saber qual. Alguém sabe?
Mais disse que os problemas que isto tem são meramente técnicos. Digo eu que são de simples resolução. De facto, todos os documentos de venda são numerados e datados, e todos quantos vendem ou prestam serviços têm um número de identificação – o número de contribuinte, que também está impresso no dito documento. Assim, bastava que o número a sortear resultasse da associação do número de contribuinte com o número do documento. Obtém-se, sempre, um número irrepetível. E, claro, seriam válidos os talões entre as datas tal e tal. Simples, a meu ver.
Será que a malta iria pedir os talões e as facturas em todo o lado?
Será que nos converteríamos todos em “bufos”?
Digam lá o que pensam.

Quem tudo quer...

Hoje não posso escrever.
Entretanto, aconselho vivamente a leitura deste post.
Vão lê-lo. É sobre impostos e o homem sabe do que fala.

30 de maio de 2005

Hans Zimmer

Broken Arrow Soundtrack - 1995

Hoje ganhou o melhor

Mas, para que fique a constar, vou aqui deixar o relato da palhaçada. Estava tudo combinado. Só que, por enquanto, os árbitros ainda não podem chutar a bola para dentro da baliza. De qualquer forma, este fez tudo o que lhe era possível. O Benfica é que só entrou na área do Setúbal uma vez - a do penalti. Então:

4 min – Geovani deixa-se cair na área à saída do guarda-redes. O árbitro, colocado no meio do campo, a cerca de 40 metros, não tem dúvida e assinala grande penalidade;
6 min – Petit, em zona frontal junto à pequena área, atrasa a bola para Moreira, que a agarra. Livre indirecto, perigosíssimo, que fica por marcar;
14 min – Manuel Fernandes pontapeia Meyong que fica a contorcer-se. O árbitro nada vê;
20 min – Simão perde a bola. Livre contra o Vitória;
21 min – Petit perde a bola. Livre contra o Vitória;
22 min – Nuno Gomes salta mas não chega à bola. Livre contra o Vitória;
23 min – O árbitro assinala a primeira falta contra o Benfica. Aplausos nas bancadas;
25 min – Alcides faz obstrução a Meyong junto à linha final. Nada;
26 min – Ricardo Rocha, no estilo clássico dos ponta-de-lança, bate Moreira sem apelo nem agravo;
29 min – Livre contra o Vitória. Jogada estudada do Benfica. Simão e Petit correm para a bola e … nenhum a chuta;
33 min – Simão agride um adversário mas é amnistiado;
34 min – Alcides cavalga Meyong. Nada;
35 min – Nuno Assis agride um adversário. Nada;
39 min – Alcides empurra ostensivamente Jorginho junto à linha fina. Nada;
40 min – “Não há Benfica no Estádio Nacional”, diz Gabriel Alves;
41 min – O árbitro interfere no jogo, impedindo Meyong de chegar à bola;
44 min – Geovani atira-se novamente para o chão. Falta contra o Vitória;

Intervalo

46 min – Bárbara agressão de Ricardo Rocha a Meyong. Nada;
50 min – Petit tenta assassinar Meyong. Nada;
53 min – Nuno Assis insiste em deixar-se cair na relva.
54 min – Fyssas sai com cara de poucos amigos;
56 min – Nuno Gomes atropela Hugo Alcântara. Cartão amarelo para o sadino;
60 min – Simão dá o braço a Jorginho arrastando-o para o chão. Cartão amarelo para o setubalense. Apesar da maca, Simão sai pelo seu pé;
64 min – Primeiro remate do Benfica em todo o jogo. Manuel Fernandes é o autor;
66 min – Nuno Gomes pontapeia a atmosfera. Segundo Gabriel Alves, por causa do vento;
68 min – O árbitro arranca um fora de jogo inexistente a Meyong;
71 min – O árbitro assinala uma falta contra o Setúbal a pedido de Nuno Gomes;
72 min – Golasso do Vitória;
74 min – Entra Mantorras;
76 min – Fabuloso remate de Geovani com a bola a descrever uma trajectória fantástica, saindo junto à bandeirola de canto;

77 min - Toda a gente se entreolha aguardando o segundo penalti da tarde;
91 min – Alcides, logo imitado por Delibasic, tenta cometer genocídio sobre toda a defesa sadina;
96 min – Fim do jogo.


O árbitro não teve hipóteses.

28 de maio de 2005

Dia de feira (medieval) nas Terras de Azurara

Decorre hoje e amanhã, Domingo, a 3ª edição da Feira Medieval, a qual tece início aquando das comemorações dos 900 da Carta de Foral. Ficam aqui algumas fotos.

A tropa nunca pode faltar nestas coisas onde se junta muito povo.

O secretariado, nos conformes como se pode ver, recebia os mercadores.

O espaço reservado para a feira incluía os largos Pedro Álvares Cabral e da Misericórdia. Mas era neste último, à sombra da Igreja, que se instalaram os principais mercadores.

Tudo se vendia e comprava. Aqui, ervas, alimárias e burros...

Aqui, passarada e aves raras.

Mas também havia animação para espairecer a alma. Cantores...

Músicos...

Bailarinas...

E acrobatas.

Por causa de uma dama particularmente fermosa, houve porrada...

Mas o cirurgião estava lá e, diga-se, apetrechado com o "estado da arte" da tecnologia.

E, ao que parece, o povo gostou da festa.

O pai do "monstro"


Na edição de amanhã do Expresso, o da direita acusa o da esquerda de ser o legítimo pai do "monstro" – o défice. Em 1989, Cadilhe era ministro das finanças de Cavaco, mas diz que o pacote legislativo que aprovou o NSR (Novo Sistema Retributivo da Função Pública) foi conduzido directamente pelo primeiro-ministro. Se a legislação é da autoria de um ou do outro, não interessa nada. O que interessa é que foi a partir de então que os funcionários públicos passaram a ter um estatuto remuneratório digno. Esta é, de resto, uma das medidas que todos nós, os funcionários públicos, devemos àquele governo do PSD.
Cavaco esteve muito bem ao aumentar a Função Pública. Terá estado mal quando manteve uma série de privilégios que deixaram de fazer sentido no novo quadro remuneratório. Nomeadamente, Cavaco manteve a progressão automática e não teve a coragem para, em simultâneo com o aumento de vencimento, fazer aprovar um sistema de avaliação consequente, verdadeiro "calcanhar de Aquiles" da Administração Pública Portuguesa.
Mas, repare-se, Sócrates não anunciou nada nesta matéria. Melhor dizendo, Sócrates só falou em aumento da receita. Não tocou na contenção da despesa. Aí o regabofe vai continuar.

27 de maio de 2005

Publicitação do IRS

Tenho lido por aí muitas críticas a esta "proclamação" do primeiro-ministro. Alega-se que visa transformar cada português num "bufo".
Ora bem, como eu não tenho nada a esconder e declaro tudo o recebo, não tenho qualquer receio de ser "bufado". E, se o for, não terei problemas em demonstrar que não fugi a qualquer imposto. Por outro lado, conheço vários casos de pessoas que fogem descaradamente ao fisco. E, contrariamente ao que por aí se faz correr, não são os grandes industriais e congéneres que mais fogem. Nada disso. São aquelas pessoas que exercem profissões liberais prestando serviços directamente ao consumidor final. Sem querer generalizar, falo de electricistas, canalizadores, pintores, estucadores, etc. Pessoas que, normalmente, declaram o rendimento mínimo nacional, mas que ganham várias vezes aquele valor. Historicamente, criámos a cultura da fuga ao imposto. "Só paga quem é burro.". Cultura que é partilhada pelos próprios funcionários tributários, que nem estranham quando lêem a declaração de um tipo que sabem que tem uma fantástica vivenda, ganha com o salário mínimo nacional. Milagres...
É preciso combater esta cultura. Pagar impostos é um acto de cidadania!
Nesta lógica, publiquem-se, também através da Internet, as declarações de IRS.
E vivam os bufos!

Jonh Williams


Hoje fui ver o Episode III do Star Wars.
Por isso, alterei o meu soundtrack. Não gosto muito do John Williams. É tudo muito parecido. Indiana Jones, Star Wars, Fanfarra dos Jogos Olímpicos... Mas fica aqui. Por uns dias.

Uma história de merda

É aquela que aqui vou contar. Vem a propósito do Mocho ter ripostado ao meu post anterior dizendo que a avenida cheira àquela coisa. É uma história longa, mas não há outra maneira de a contar. Interessa especialmente aos daqui, mas, eventualmente, pode aplicar-se a outros protagonistas noutras cidades e vilas deste país. Vamos lá então:

Era uma vez um autarca socialista. Tinha ganho as eleições em Mangualde com escassos 11 votos de vantagem. Não tinha maioria, mas isso não o atrapalhou. Era um jovem brilhante, dotado de invulgar perspicácia e de uma notável capacidade de argumentação, qualidades que utilizava para aumentar o seu natural magnetismo. Governou durante 18 anos, tendo começado numa época muito especial. Uma época em que era fácil mostrar “obra” porque TUDO estava por fazer. Além disso, teve a felicidade de apanhar a fase da primeira transferência de competências para o poder local, a Lei das Finanças Locais, e, melhor que tudo, o grande “boom” dos “fundos da CEE”. Naquele tempo havia dinheiro para tudo, fosse para a Câmara, fosse para as empresas. Uma época, irrepetível, de franco desenvolvimento. Desta forma, o autarca granjeou uma admiração, uma aura, uma verdadeira mística, à qual poucos se podem gabar de terem permanecido indiferentes. O próprio Azurara se deixou conquistar e, durante algum tempo, deu a cara por aquele projecto.
Um belo dia, o autarca acordou pela manhã e interrogou-se: então, o que é que vou fazer hoje? Ah, já sei! Vou fazer uma avenida direitinha à Senhora do Castelo.
E se bem o pensou, mais depressa o fez. Num instantinho, lá se rasgou a nova avenida. Ficou linda! É claro que tinha alguns problemas: não ia dar a lado nenhum, não tinha saída, não tinha drenagem de águas pluviais e não estava dimensionada para suportar grandes cargas. Mas eram tudo coisas que não se viam. Por isso, o povo gostou e recompensou-o com muitos votos.
Passados alguns anos, um promotor imobiliário pediu autorização para construir, com frente para a avenida, um conjunto de edifícios de apartamentos (os alaranjados que se vêem na foto e que marcam o primeiro quarto da avenida). Que sim, disse o autarca. Só que, na pressa com a construção da dita artéria, além dos outros pormenores já referidos, o autarca deu conta que se havia esquecido das canalizações de água e esgotos (dizia-se que os esgotos não davam votos porque ficavam enterrados) e da electricidade. Mas isso não o fez indeferir o pedido de construção. Pelo contrário, resolveu os problemas todos num ápice. Quanto à água, mandou-se instalar a respectiva canalização; para a energia eléctrica, permitiu-se que fosse abastecida através de um cabo em torçada pendurado em troncos de pinheiro, a partir do PT do Mercado; no que respeita aos esgotos, foi o construtor autorizado a construir uma belíssima fossa séptica, mesmo ao lado dos prédios.
Só que, rapidamente a fossa séptica deixou de ter capacidade para tanto efluente (as máquinas de lavar louça e roupa foram a desgraça das fossas). Por isso, a fossa encheu e tornou-se necessário despejá-la. Mas, ao fim de mais algum tempo, veio a perceber-se que tal não era possível; só se fosse todos os dias, o que custaria um balúrdio.

Ora, acontece que, mesmo em frente aos ditos prédios, havia um belo lameiro onde cresciam umas silvas. E, meus amigos, nem queiram saber com o silvado cresceu e verdejou, alimentado por todos aqueles nutrientes.
Obra do actual executivo municipal, a avenida já tem energia eléctrica (como as fotos documentam), rede de águas pluviais e rede de esgotos. Só falta completar a ligação à ETAR da bacia Norte, o que está para breve.
Contudo, de quando em vez, ainda cheira, lá isso cheira.

Conclusão:
Quando se faz, deve fazer-se bem!

26 de maio de 2005

A galinha da vizinha (II)

O Micróbio sugeriu que eu aqui colocasse a Senhora do Castelo, o Ex-libris de Mangualde. Pois cá está:

O Monte visto da avenida como o mesmo nome. À direita, os edifícios do Mercado Municipal Dr. Diamantino Furtado (Dr. Dino)

Aqui já se distinguem as "capelinhas" que marcam as "escadinhas" com os seus 365 degraus. A arquitectura do Hotel, da década de 80, provocou alguma descaracterização da paisagem.

Finalmente, a Ermida de Nossa Senhora do Castelo.

25 de maio de 2005

Surpreendido

Estupefacto, mesmo.
Nunca pensei que José Sócrates fosse avançar com medidas concretas (devo um jantar ao Mocho). Mas foi. E que medidas. É claro que falta conhecer a respectiva regulamentação e, mais ainda, resta ver se passarão na Assembleia da República (algumas das medidas só foram aplaudidas pelo PSD!!!). Todavia:

  • Aumento da taxa de IVA para 21%;
  • Aumento do imposto sobre o tabaco;
  • Aumento do imposto sobre os produtos petrolíferos;
  • Aumento da idade de reforma na função pública para 65 anos;
  • Cálculo do montante da pensão de aposentação na função pública segundo as regras do regime geral (que porrada!);
  • Nova taxa de IRS de 42% para quem ganha mais de 60.000€ (p.e. um casal de professores no 10º escalão – classe média);
  • Suspensão da progressão automática nas carreiras (p.e. professores);
  • Novas entradas na função pública segundo as regras do regime geral (p.e. professores)

Porra! É muito! Ao pé disto, o pacote laboral do Bagão Félix foi um bombom.

Mas… Mas então, depois de tudo isto, depois de ficarmos “de tanga”, o défice de 2005 só vai diminuir em 0,63%? Só?
O que é que nos não disseram? O que é que nos falta saber? Que despesas é que ainda aí vêm?

Coitadito


(na Visão de 25.05.2005, pag. 44)
no dia 24 de Abril, duas semanas antes da realização do ateliê em Su-Zhou, perto de Xangai, o BM faz marcha-atrás. «Caro Professor Louçã. Infelizmente, o (...) Conselho de Estado da China decidiu restringir o Workshop de Alto Nível em Maio a oradores estritamente académicos. Por isso, gostaríamos de retirar o convite que anteriormente lhe endereçámos. Es­peramos que, noutra ocasião, possamos vir a encontrar-nos. Desculpamo-nos por todos os inconvenientes que esta situação lhe possa ter causado. (...)»
Uma vez trotskysta...