7 de julho de 2005

O Regresso dos Capitais

Este senhor disse hoje que não vê no horizonte a hipótese da baixa dos impostos.
Mas, em compensação, inventou um novo tipo de receitas, que não são extraordinárias: O Regresso dos Capitais.
Agora, que a situação do país é de vigoroso crescimento, o Azurara, tal como o senhor ministro, já vê no horizonte os Capitais (200 milhões deles) a regressarem ao país de onde nunca deviam ter fugido. Vêm a "todo o pano"!
Todavia, alguns hesitam: Não sabem se hão-de vir no TGV ou nos aviões que aterrarão na Ota.
Mas que voltam, lá isso voltam. É limpinho! Pura aritmética!

6 de julho de 2005

Grátis!


(Público)
O Azurara tem razão! A questão não reside na sanção pela prática do aborto.
O que se pretende é que o aborto seja grátis!
Nesta altura, o Azurara reedita o seu slogan:
"Não quero nada grátis! Quero pagar os meus abortos!"

José Sócrates Pinto de Sousa

Em discurso directo na SIC:

Não estamos preocupados com as listas de espera [cirúrgicas]. O que nos preocupa é o tempo de espera.

(acerca da aventada demissão de Souto Moura)
O Procurador-Geral da República mantém a confiança do Governo, enquanto estiver em funções.

O que é espantoso é que conseguiu dizer isto sem se rir. Eu não conseguiria.

Brevemente

Junto a cada escola

(O Azurara informa que nada tem a opor à uniformização da idade da reforma para todos os portugueses, incluindo políticos, administradores de empresas públicas e governadores do Banco de Portugal)

Escrever bem

É o que faz o Carneiro:

A materialiddae do discurso fica reduzida quase a palavras-de-ordem. Não há capacidade intelectual para mais. Expele-se a ideia, sem fundamentar, sem sustentar, como quem larga um arroto filosófico ou um flato intelectual, na constatação de uma evidência tão evidente e expressiva que o espectador se vê confrontado com a sua inferioridade cultural em não ter discorrido sozinho aquilo que, pelos vistos, é tão evidente, tão claro, ao ponto de entrar pelos olhos dentro. (continua)

Este homem escreve tão bem que me faz lembrar um director de jornal de má memória.

Carneiro, quando cria um blog? Será que tem um e a malta não sabe?

5 de julho de 2005

A REVOLTA ...

... DOS PASTÉIS DE NATA

Dei comigo a ver, no domingo à tarde, o programa "A revolta dos pastéis de nata". É uma coisa apresentada por Luís Filipe Borges, que é assim um tipo com um boné estranho e meio abichanado. Estava lá um outro tipo, arquitecto de qualquer coisa, também com um boné esquisito, tipo mitra, e o Macário Correia, que é aquele tal que ficou célebre por achar que beijar uma fumadoura é o mesmo que lamber um cinzeiro.
Entre todos, discutiam problemas de urbanização e da (obrigatória) corrupção dos autarcas, face às pressões dos investidores imobiliários. E todos (mais os dois primeiros) se encarniçavam contra coisas como estas:


Algum especialista me pode dizer o que é está errado? É que eles não explicaram...

Outdoor


Algum especialista me pode ajudar indicando o preço (aproximado) de um cartaz parecido com este com 6 metros de largura? Agradeço.

Cidadania em Acção

No Cidadania em Acção, desatámos a fazer perguntas a políticos.

Prós & Contras

Ouvi agora mesmo da boca do ex-ministro Augusto Mateus:

Precisamos de ter escolas capazes de escolher os seus professores.

Que tal começar por acabar com essa coisa do concurso nacional?

Ilícito criminal

Clama o Bloco de Esquerda!

É crime público! Racismo! Xenofobia!
Chega! Prendam-no, porra!!

Mas, espera aí, não são estes tipos do bloco que andam sempre em manif's contra a globalização? São, não são? Então como é?

4 de julho de 2005

Distraídos

Os jornalistas.
Vejam lá que só agora deram conta de uma norma legal que tem quase 30 anos.
Parolos!
Só agora perceberam que os candidatos autárquicos podem beneficiar de uma licença de 30 dias contados como serviço efectivo, com direito a todas as remunerações, incluindo subsídio de refeição.
Então não sabiam? Que vergonha! Agora dizem que esta norma só desde a Lei Orgânica N.º 1/2001. Ó meus senhores, mudem de ramo. Isto é assim desde que "há poder local".
Também não sabem que há candidatos suplentes (há listas que têm dezenas, às vezes centenas, de nomes de suplentes) que só estão na lista por causa das férias?
Também não sabem que há quem, para convencer um fulano a integrar uma lista, lhe diga "Até tens 30 dias de férias!"?
O meu espanto é:
A que propósito deram esta ênfase toda a um assunto tão velho? Qual é o objectivo?

A história dos animais...

"africanos que trocaram de parceiro sexual, tendo a girafa calhado ao macaco...", deveria, efectivamente, ser aqui explicada pelo amigo Carneiro.
Fica aqui o espaço...

3 de julho de 2005

Um dia nas gravuras do Coa

(pode "clicar" nas imagens)
Foi aqui que começámos o dia: na Muxagata


Este pelourinho podia servir para açoitar uns e outros que andam por aí a asnear!

Canada do Inferno


Guiados de Delfina (ao que me disseram esteve no Big Brother), lá fomos.
Ela captou a nossa atenção.

... e mostrou-nos várias gravuras...

... até ter resolvido mostrar-nos um "auroque"...

... bem se esforçou...

... mas nós dissemos-lhe que só com "aulas de apoio"...
... Porque só conseguimos ver ISTO!!!

No Coa, de barco


... para não ter de subir tudo outra vez, fomos de barco - mais fresquito e repousante...

Ramos Pinto

... depois do almoço, "pesadotes", fomos espreitar a história da Quinta da Ervamoira e da família Ramos Pinto...


... a Quinta (uma das) é, efectivamente um portento...
... isto é só um bocadinho...


... e regressámos ... pela "fresca"... conforme imagem anexa!!!

Almoço em Ervamoira

... várias gravuras depois, e como estava programado, fomos almoçar...

... os aperitivos, gelados, "caíram" muito bem...

2 de julho de 2005

Leis que

Criaram negócios:

A da obrigatoriedade do cinto de segurança;
A do "triângulo";
A das Inspecções Periódicas;
e, por último,
A dos coletes

Se se lembra de mais, dentro ou fora do ramo automóvel, não deixe de acrescentar!

Já me lembrei de outra:
A da formação contínua dos professores.
e
A dos "complementos de formação"

100 anos


Moniz Pereira



Manuel Oliveira
Carlos Lopes
Fernando Mamede
Rui Silva
Francis Obikwelu
Naide Gomes
José Albuquerque "Faísca"
Leonel Miranda
Joaquim Agostinho
Marco Chaves
Jesus Correia
Vasques
Peyroteo
Travassos
Hector Yazalde
Luis Figo


TODOS ATLETAS DO SPORTING

Está a andar

.


Como havíamos prometido, aqui estamos a dar notícias.
Hoje enviámos os três primeiros questionários a políticos.



1 de julho de 2005

Formação Cívica (cont)

Este texto não é meu. É do Carneiro, que o postou num comentário a um item anterior sobre o mesmo tema. Não lhe pedi autorização. Acho que se o postou em determinado local, não se deverá importar se eu lher der o merecido destaque.

Então, caros amigos, com a devida vénia, eis o Carneiro:

Numa cultura enfrascada - cujo nível se mede pelos êxitos televisivos -, onde os Telejornais privilegiam o que de grotesco, patético, aberrante e desconexo existe na sociedade, em vez de apresentar como modelo de vida o que de equilibrado, consistente e regular existe, é óbvio que os jovens vão percebendo intuitivamente que o eventual e duvidoso exito que poderão ter na respectiva vida futura passa obrigatoriamente por afirmar a sua individualidade. A todo o custo.
E essa afirmação é sempre mais rápida e eficaz se for desenvolvida em processos de demarcação antagónica, de confronto e, até, de conflito, do que pela autonomização em relação ao nível médio por reconhecimento exterior de capacidades acima daquela média. Aliás, o mérito não é reconhecido na nossa sociedade.
Nos escuteiros tratavamos destas coisas no ambito da patrulha, como unidade funcional colectiva de valências pessoais. A valorização da unidade plural, a valorização do contributo individual para o bom resultado colectivo e o reconhecimento das especialidades pessoais - e consequente valorização individual -, forjaram muito do pouco com valor que existe nas gerações pós-25.04.
Aliás, métodos de trabalho em equipa desenvolvidos primeiro pelos japoneses e depois pelos americanos, têm como base o sistema de patrulhas de Baden-powell. Até na Auto-europa, onde há 12 anos tive um episódio de formação profissional, eu encontrei o método da co-responsabilização da equipa, a responsabilidade da chefia, a lealdade dos chefiados.
A questão coloca-se em termos do que agora se chama de auto-estima. Se os jovens perceberem que são apreciados de determinada forma, mesmo involuntariamente flectirão comportamentos para lograr maior dose de apreço social.

Maria Sharapova


Perdeu com a mana Venus. Mas não faz mal. O Azurara gosta dela na mesma. Sniffff.

GNR

Recomeçou a época das perseguições ao Azurara.
Desta vez vamos a Tribunal. Se não me derem um tiro antes...

Formação Cívica (cont)

Mais duas frases

Quebra as regras.
Sê feliz.

Vive a vida
Cria as tuas regras


PS 1 - O Azurara visita diversas escolas. O painel não estava na escola onde trabalha.
PS 2 - A visita a esta escola foi em momento anterior ao do wokshop sobre desobediência. Qualquer ligação ao ideário bloquista é, portanto, absolutamente abusiva.
PS 3 - No meu entender, este fenómeno liga-se aos slogans publicitários que poluem o quotidiano televisivo. Coisas de bebidas, telemóveis. Coisas que acabam por também produzir efeitos nos professores.
Haloscan commenting and trackback have been added to this blog.

30 de junho de 2005

Formação Cívica

Um dia destes tive oportunidade de observar um painel elaborado por alunos. Era um enorme placard, coberto com papel de cenário, no qual, os alunos de uma turma do 9º ano, tinham escrito slogans. O trabalho tinha sido feito (estava lá escrito) durante as aulas de Formação Cívica.
Fiquei siderado pela natureza das frases que os miúdos (com o professor) lá tinham escrito. Hoje vou aqui pôr apenas duas:

"Vive cada dia como se fosse o último"
(vamos fazer tudo hoje; não há futuro; não há "amanhã"; se houver logo se vê; para quê trabalhar? ; Responsabilidade? Para quê?)

"Não quero saber nada do que se passa pelo mundo. Só quero viver a minha vida"
(sem comentários)

Caros amigos, o que pensais disto? Dizei, por favor.

Jobs

Toda a gente sabe que o partido socialista não faz nomeações políticas. É público e tem vindo a ser repetido exaustivamente. Bom, a não ser para cargos de "alta direcção" da administração pública, ou para empresas do sector público estatal em que os "actuais gestores não estejam em perfeita sintonia com o Partido". Estão no primeiro caso, por exemplo, as secretárias do Primeiro-ministro (alguém me disse que serão, afinal, secretários) bem como os motoristas e outro pessoal de "alta direcção". No segundo caso, enquadram-se as Galps, as Águas, os Vinhos, etc.). Muito bem!
Mas hoje tive um lamiré:
Ao que parece, vamos ter um novo Coordenador Concelhio do Ensino Recorrente.
Este caso pertencerá à primeira categoria (alta direcção), ou à segunda (sintonia dos gestores das empresas públicas)?
Responda quem saiba.
O Azurara aproveita para apresentar cumprimentos ao Coordenador agora saneado exonerado, o qual desenvolveu um excelente trabalho na organização de oportunidades diversificadas de formação direccionadas para adultos fora da idade escolar, algumas das quais tivemos oportunidade de acompanhar, já que decorreram na nossa Escola.

29 de junho de 2005

Cidadania em Acção

Na sequência da iniciativa levada a efeito com a publicação de um anúncio-cartaz, na edição de O Independente, de 17 de Junho, e no rigoroso cumprimento de compromisso então assumido em comunicado igualmente divulgado, os bloguistas Azurara, Ruvasa, Sulista e Tira Nódoas vêm anunciar a criação informal de

cidadania em acção
movimento cívico e apartidário
que se bate pela gestão criteriosa e isenta dos recursos públicos e pela moralização da política portuguesa, com sede na Blogosfera, na morada cidadania em acção, com o url
onde esperam a visita de todos os interessados que queiram, ou não, aderir ao movimento e com ele colaborar.
2005 Junho 29

Contitas

Fui fazer as contas do Mocho quanto à sustentabilidade da Segurança Social, face aos descontos dos contribuintes e aos valores das pensões. O quadro resumo está abaixo.
Considerei o meu vencimento, uma taxa de 10% de desconto para a aposentação, uma taxa de 4% para a rentabilidade do dinheiro descontado e um prazo de descontos de 30 anos.

É só olhar. Ao fim de 30 anos (420 meses) teria lá quase 268.000,00€.
Com uma pensão de 2.500,00€ mensais, dá para pagar durante 10 anos, 14 meses por ano. Ou seja, daria para me pagar a reforma até aos 75 anos!
Acresce que o período de descontos vai ser superior, e muito, aos 30 anos (30 já eu tenho).
Concluindo: Se eu não tivesse que pagar a reforma de outros, chegaria bem para mim.

Manobras de diversão


Pois claro.
É preciso desviar as atenções para outros campos, nem que seja para assuntos que estão longe de ser prioridades.
Pateta!

Paradismo atávico

Nesta santa terrinha de mangualde, não acontece mesmo NADA

Desobediência Civil


Certo! Mais uma vez certos, os jovens bloquistas.
Aliás, a Constituição existe para ser desobedecida. Havia de servir para quê?

O Azurara já enviou ao Bloco um pedido para frequentar o workshop sobre desobediência civil que irá decorrer durante o magnífico acampamento de Seia, explicando que pretende aprender aquelas técnicas para poder ir desobedecer na Coreia do Norte. Desobedecer, a malta desobedece em qualquer lado.
O Azurara não sabe se será aceite no curso, nem sabe o valor das propinas. Mas sabe, porque teve um lamiré, que a erva vai ser da boa!

28 de junho de 2005

Comentar é difícil?

O Azurara pede a todos os amigos e visitantes que reportem dificuldades inusitadas para comentar artigos.
Tendo mudado o sistema de comentários para Haloscan, e havendo alguns indicadores que pontam para dificuldades acrescidas, agradeço a vossa ajuda.
Obrigado.

Azurara

Galicia


Os emigrantes acabaram por votar nos socialistas e impedir a continuação do PP de Manuel Fraga Iribarne na Xunta de Galicia.
Estes emigrantes não lêem jornais? Não sabem o que acontece quando os socialistas chegam ao governo? Os jornais estrangeiros não falam da nossa (triste) situação?
Bom, também é verdade que os emigrantes votam para os que "" estão, na Galiza. Eles estão no estrangeiro...

27 de junho de 2005

Quero pagar!

Sim! Quero pagar!
Estou farto desta merda de País onde se convenceu toda a malta que tudo é à borla. Ora, como toda a gente sabe, o que é à borla não tem valor e torna-se uma obrigação.
Por isso quero:

Pagar as propinas dos meus filhos que estudam na universidade;
Pagar as propinas dos meus netos quando entrarem para a escola primária;
Pagar a factura do hospital ou do centro de saúde quando tiver de lá ir;
Pagar quando viajar nas autoestradas;

E quero pagar os custos reais.

Também quero:

Pagar 10% do que ganho para ajudar a pagar as contas dos que têm mais dificuldades;
Pagar 5% do que ganho para financiar melhorias gerais do país e do mundo;
Pagar 10% do que ganho para financiar a pensão que receberei quando não puder trabalhar mais;

E não quero pagar mais imposto nenhum porque não sei o que fazem com o meu dinheiro!

Guimarães

Saia uma coligação eleitoral rapidinha!

Caso contrário, o Dinis vai perder as eleições.
(e o advogado das "causas populares" irá nessa?)

Em braile

João Soares editou uma versão do seu manifesto eleitoral em braile.
Fez muito bem!
Efectivamente, é preciso ser cego (e surdo, e desmemoriado) para votar no homem.
(e com aquele ajudante demagogo e populista...)

26 de junho de 2005

Embustes monumentais


Um na Guiné: o Kumba diz que o povo votou todo nele mas as cruzes nos boletins foram mudadas de sítio;
Outro em Portugal: O Pinto de Sousa diz que o anterior governo não fez um orçamento que contemplasse as promessas eleitorais dele.´

Embustes há muitos ... seu p...

6,83 – 6,24 = 0,59 %

É quanto irá diminuir o défice público depois de aprovado orçamento rectificativo.
Ora bem, com este novo orçamento, as receitas vão aumentar por via do aumento dos impostos - o IVA e o sobre os produtos petrolíferos. As despesas, por seu turno, deveriam diminuir. Quanto mais não fosse, pelo “congelamento” da progressão nas carreiras (há muitos tipos que deveriam mudar de escalão e já lá não vão das pernas – o relógio foi travado), a despesa deveria baixar.
Ou seja: se a receita aumenta e a despesa baixa, o saldo negativo deveria diminuir, e bem.
Mas não! Fica-se pelo meio ponto percentual. É muito pouco. Não pode ser. Nem o meu cão, quando ouviu, acreditou.

Disse ele que tem de haver novas despesas que não estavam consideradas antes. Eu lembrei-lhe a “promessa” das SCUT’s. Que não, que não chega para explicar tal inoperância. Falei-lhe na dívida dos hospitais. Que não, que ainda não chega para explicar tanta ineficácia. Não se cala. Está fulo. Quer saber para onde vão os 100 gramas de ração diária de que abdicou, solidariamente, para contribuir para o equilíbrio das contas públicas.
Eu também penso que deve haver por aí despesa nova quando devíamos estar a “cortar”.
Quem é que está a ficar com o meu “sacrifício”?

25 de junho de 2005

Ai que nojo...

Estava ali a olhar para a TV e vi uma coisa que ... que nojo ... "fricatrice" e "tríbade" ainda vá que não vá, mas ... os outros ...
Baaaahhh! Ptffff, ptffff, ptffff...

Não foi gaffe

Ai não foi, não! O senhor até estava a ler!

Ele pensa mesmo (e escreve) que o défice orçamental pode pôr em causa a indêpendência nacional.
O Azurara apela daqui a Sua Excelência o Senhor Presidente da República para que condene vigorosamente este dislate e o seu autor. O Azurara está convencido que, coerentemente, Sua Excelência o Senhor Presidente da República continua a defender que "há mais vida para lá do défice".

Haloscan

Deu bronca.
"Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão se..."
É isso! Perdi os comentários dos meus amigos, anteriores à mudança para este sistema. E, ainda pior, até lhes paguei os 12 USD para poder recuperá-los.
I'm sorry.

Curioso

Deveras curioso.
Houve muito poucos comentários a meu último post. E, os poucos que surgiram foram, sei lá, "acanhados", "envergonhados", "timidos". Perante aquela exuberância toda, aquele exalar de feromonas que até viajam no cabo e brotam do monitor, esperava algo menos desinibido. Mas não!
Se calhar sou eu que ando distraído. É possível. Com os tempos que correm, talvez tenha começado a ser politicamente incorrecto manifestar uma orientação sexual "hetero", mesmo que o "trigger" respeite as especificações do modelo apresentado.
Talvez...

24 de junho de 2005

Hummmmnhammmnhammm.....

Era suposto escrever sobre a prestação do nosso primeiro, hoje, no parlamento. Era suposto abordar aquele discurso demagógico e populista preparado para indivíduos com necessidades educativas especiais. Era suposto, sim senhor.
Só que, entretanto, abri a Visão na página 118, e ... varreram-se-me as ideias. Fiquei embotadinho de todo.
A revista devia ter, na capa, o aviso:
Conteúdo susceptível de provocar alterações do ritmo cardíaco do leitor!


PS: Vi-me "à brocha" para publicar a foto. Até o "hello" ficou excitado!

Livro Branco


É como vedes. Mais um livro branco. É que sempre dá mais uma comissão, e algumas nomeações de boys.
O governo extinguiu a Comissão Nacional de Luta contra a Sida, mas já resolveu o problema da colocação de três dos seus directores. Vão para o nóvel Alto Comissariado da Saúde.
Também este livro branco da Segurança Social vai ser elaborado por uma comissão. Sempre são mais uns "jobzinhos".
O Azurara sugere que se aproveite a vasta experiência de dois membros do governo que, já em 1998, apresentaram um Livro Branco da Segurança Social: Correia de Campos, actual ministro da saúde, foi o presidente da tal comissão de 1998. Ah, e Augusto Santos Silva tinha lá um lugar importante (acho que era "vice")
Agora estão ambos no governo...
Mas há uma questão:
O que é que aconteceu? O livro branco de 1998 não produziu qualquer resultado. De facto, entre 1998 e 2002 – consulado socialista – nada se fez no domínio da sustentabilidade da Segurança Social. Porquê? O livro estava errado? O PS não quis avançar com as medidas então preconizadas? Como foi?
Lembro que esta reforma (a da Segurança Social) foi uma das preocupações do governo de Durão Barroso, tendo granjeado contestação generalizada, desde os sindicatos, até aos partidos políticos da oposição, razão pela qual pouco se pôde avançar nessa altura.

Agora, como demonstração de eficiência, o governo resolve intervir ... … … nomeando outra comissão para fazer o mesmo trabalho que a de 1998. Só tem uma coisa boa: deve apresentar o tranalho no prazo de 30 dias.
Será pedir muito que estes senhores, os da tal comissão, depois de fazerem este livro rosa branco, tratem, também em 30 dias, da revisão do sistema de progressão na carreira dos funcionários da administração pública? É que aí vão ser precisos 18 vezes 30 dias para apresentar o trabalho.
Coisas próprias de socialistas!

23 de junho de 2005

Amina Lawal

Temos uma em Portugal.
A Ministra da Educação!

Os sindicatos, da Educação e da Justiça, querem executá-la por lapidação. Não por ter sido adúltera, mas por ter cometido um lapsus linguae. Até já pediram a intervenção de Sua Excelência o Senhor Presidente da República na condenação da senhora.
Tudo porque a senhora disse que o pronunciamento de um tribunal açoreano não se aplica à República Portuguesa. Ela, logo no mesmo instante, bem quis corrigir, mas estava dito! Escandaloso! Imperdoável! "Ignorante!", brandiu a deputada Mesquita do PCP.
Eu já aqui disse que a senhora ministra tinha pouco jeito para estas coisas. Se o tivesse, teria explicado que a providência cautelar que a FENPROF interpôs no tribunal de Ponta Delgada, se referia a um despacho do Governo Regional dos Açores e não ao "seu" despacho. Teria explicado que os Açores têm governo e leis regionais. Teria dito que até os concursos para docentes dos Açores se regem por leis próprias. Como não tem jeito, baralhou-se! E quem se baralha é condenado e deve ser abatido. É assim que pensam estes sindicalistas, esquerdistas e socialistas, os mesmos que se arrogam em paladinos da tolerância.
Finalmente:
Se calhar, não era mau que a ministra tivesse falado bem. Não era mau que fosse verdade que as leis dos Açores não dissessem respeito à República Portuguesa. Seria sinal que os Açores (e a Madeira) eram independentes. Para os "cuntinentais" não seria mau...

Uma Lotaria

É o que é este campeonato das providências cautelares contra a definição de serviços mínimos na Educação.
É assim:
O Tribunal Administrativo de Ponta Delgada dá provimento à Providência Cautelar interposta pela FENPROF, e manda suspender os serviços mínimos. No mesmo dia e quase à mesma hora, um Tribunal de Lisboa, sobre a mesma matéria, decide exactamente o contrário, “legalizando” a definição de serviços mínimos na Educação.

Esta paródia deixa-me angustiado. Não me interessa, neste momento, a discussão da legalidade da definição dos serviços mínimos. Interessa-me, isso sim, discutir coisas muito mais graves:

  1. Um juiz é omnipotente?
  2. Um juiz deve poder legislar? (o problema da “independência” dos tribunais)?
  3. Sobre a mesma matéria, dois juízes podem pronunciar-se de forma contrária?
  4. A “justiça” depende do Juiz?
  5. Os casos que envolvem “interpretações” (de normas legais ou regulamentares), e que, por isso mesmo, são particularmente subjectivos, não deveriam ser julgados por “colectivos”?
  6. Isto (a justiça) é tão palhaçada como parece ser?

Ora aqui está um conjunto de questões para discussão. Aceitam-se propostas.

21 de junho de 2005

A minha boa acção de hoje

O Azurara, escuteiro que foi durante muitos anos, mantém o seu amor pela Natureza e pelos animaizinhos, embora sem cair nos extremismos dessa tropa ecologista que polui o planeta.
Ao regressar da esplanada, onde esteve a desenferrujar a língua, encontrou este magnífico ouriço-cacheiro, ainda jovem, prestes a ser trucidado pelos cães. O bichinho enrolava-se e desenrolava-se, corricava e quedava-se, sempre acossado pela alcateia (já vos apresentei a matilha).
Reparem na perfeição deste focinho.

A toalha serviu para não me picar enquando verificava se estava ferido.
E não estando, foi devolvido à liberdade

20 de junho de 2005

Afinal houve greve

Apesar do que ele disse, houve mesmo greve aos exames na área da DREC. E, ao que me foi dado a observar, uma grande greve. Na minha escola, entre 112 professores, 38 aderiram à greve. Já não me lembrava de uma com tão grande mobilização.
Contudo, os efeitos da greve foram quase nulos. Apenas em 5 escolas ocorreram problemas, e apenas 191 alunos foram prejudicados. Um enorme fiasco para os sindicatos! Completamente desacreditados.
Eu bem avisei que esta greve era um acto suicidário e sugeri lutas alternativas. Mas nada.
Agora querem justificar o enxovalho dizendo que queriam desconvocar a greve mas, como os cartazes já estavam feitos, foi impossível.
E que tal um pano encharcado nas ventas?

Afinal não há greve


Ouvi eu da boca do líder da FENPROF, Paulo Sucena, na "Dois": "Não há nenhuma greve aos exames".
Pronto, rapaziada. Amanhã, às 8H30, todos nas nossas escolas a fazer o nosso trabalho.

Galicia


O Azurara está satisfeito com os resultados (ainda provisórios) das eleições galegas.
Contra todas as sondagens, Manuel Fraga Iribarne está a um deputado da maioria absoluta. Para quem já estava "morto e enterrado" é "obra".

Sanções - Serviços Mínimos


Tadinho do jornalista do Público. A Ministra não disse quais eram as sanções a aplicar a quem não cumprir os serviços mínimos para os quais for designado, e ele ficou na ignorância.
Senhor jornalista, não cumprir orientações superiores é faltar ao dever de obediência. No caso em apreço, tendo em conta as circunstâncias, é uma falta agravada. Compreendeu? Agora, vai ao Estatuto Disciplinar dos Funcionários e Agentes da Administração Pública e veja a sanção correspondente a esta falta. Vá lá, estude um bocadinho. O trabalho nunca fez mal a ninguém.

Mas...
Mas, numa de "serviço público", tendo em conta que poderá haver professores que venham a ser designados (nominalmente) pelos Conselhos Executivos para prestarem serviços mínimos, e que, instigados pelos sindicatos, caiam na esparrela de não cumprir, convencidos que os sindicatos lhes defenderão o cabedal, vou aqui pôr extractos do dito Estatuto Disciplinar:

Artigo 11.º - Escala das penas
1-As penas aplicáveis aos funcionários e agentes abrangidos pelo presente Estatuto pelas infracções disciplinares que cometerem são:
a) Repreensão escrita;

b) Multa;
c) Suspensão;
d) Inactividade;
e) Aposentação compulsiva;
f) Demissão.
...

Artigo 22.º - Repreensão
A pena de repreensão escrita será aplicável por faltas leves de serviço.


Artigo 23.º - Multa
1-A pena de multa será aplicável a casos de negligência e má compreensão dos deveres funcionais.

2-A pena será, nomeadamente, aplicável aos funcionários e agentes que:
a) Na arrumação dos livros e documentos a seu cargo não observarem a ordem estabelecida superiormente ou que na escrituração cometerem erros por negligência;

b) Desobedecerem às ordens dos superiores hierárquicos, sem consequências importantes;
c) Deixarem de participar às autoridades competentes infracções de que tiverem conhecimento no exercício das suas funções;
d) Não usarem de correcção para com os superiores hierárquicos, subordinados, colegas ou para com o público;
e) Pelo defeituoso cumprimento ou desconhecimento das disposições legais e regulamentares ou das ordens superiores demonstrarem falta de zelo pelo serviço.


Artigo 24.º - Suspensão
1-A pena de suspensão será aplicável aos funcionários e agentes em caso de negligência grave ou de grave desinteresse pelo cumprimento de deveres profissionais, nomeadamente quando:
a) Derem informação errada a superior hierárquico nas condições referidas no corpo deste artigo;

b) Comparecerem ao serviço em estado de embriaguez ou sob o efeito de estupefacientes ou drogas equiparadas;
c) Exercerem por si ou por interposta pessoa sem prévia participação e ou autorização do superior hierárquico - estando obrigados a fazê-la ou a obtê-la - actividades privadas;
d) Deixarem de passar dentro dos prazos legais, sem justificação, as certidões que lhes sejam requeridas;
e) Demonstrarem falta de conhecimento de normas essenciais reguladoras do serviço, da qual haja resultado prejuízo para a Administração ou para terceiros;

f) Dispensarem tratamento de favor a determinada pessoa, empresa ou organização;
g) Cometerem inconfidência, revelando factos ou documentos não destinados a divulgação relacionados com o funcionamento dos serviços ou da Administração em geral;
h) Desobedecerem de modo escandaloso ou perante o público e em lugar aberto ao mesmo às ordens superiores.
2-Nas hipóteses referidas nas alíneas a) a e), inclusive, do número anterior a pena aplicável será fixada entre 20 e 120 dias.

3-Nos restantes casos previstos no n.º 1 a pena será de 121 a 240 dias.
...
Artigo 31.º - Circunstâncias agravantes especiais
1-São circunstâncias agravantes especiais da infracção disciplinar:
a) A vontade determinada de, pela conduta seguida, produzir resultados prejudiciais ao serviço público ou ao interesse geral, independentemente de estes se verificarem;

b) A produção efectiva de resultados prejudiciais ao serviço público ou ao interesse geral, nos casos em que o funcionário ou agente pudesse prever essa consequência como efeito necessário da sua conduta;
c) A premeditação;
d) O conluio com outros indivíduos para a prática da infracção;
e) O facto de ser cometida durante o cumprimento de pena disciplinar ou enquanto decorrer o período de suspensão da pena;
f) A reincidência;
g) A acumulação de infracções.

(coloquei a negrito o aplicável ao caso em apreço)

19 de junho de 2005

Fórmula 1

É uma coisa que me fascina.
Estava eu a ver o arranque do Grande prémio dos Estados Unidos (Indianápolis), quando dei conta que só iam correr 6 carros: os Ferrari, os Jordan (de Tiago Monteiro) e os Minardi, todos equias que usam pneus Bridgestone. Os outros todos, com Michelin, recusaram participar, dada a perigosidade latente, sem as alterações solicitadas e que a FIA (de Eclestone), sistematicamente, não aceitou.
Isto é inédito e é vergonhoso!
Quase tanto como os patéticos comentários da nossa TV, criticando a Michelin (para não parecer muito faccioso defender os "seus" Ferrari.
Bom, pode acontecer que o "nosso" Monteiro fique em 3º lugar. Mas deve ser um resultado muito amargo.
Entretanto, os espectadores americanos vão atirando latas e garrafas para a pista.

Os tempos de qualificação eram assim:

Mas quando a corrida arrancou, passou a ser assim:

UMA COMPLETA VERGONHA!

18 de junho de 2005

Seja tolerante!

Pediu o Presidente da República em visita à Cova da Moura, onde se deslocou no intuito de desdramatizar o surto de violência verificado nos últimos dias.
O Azurara aconselha todos os portugueses a, caso venham a ser assaltados:
  1. Não oferecer qualquer tipo de resistência;
  2. Perguntar ao ladrão se não deseja mais alguma coisa, eventualmente esquecida;
  3. Em caso de anavalhamento ou similar, suportar estoicamente o "destino";
  4. Mostrar sempre uma atitude de compreensão perante o infortúnio pessoal e social que conduziu o ladrão para este modo de vida;
  5. Não recriminar a polícia por incomodar, sobretudo, os cidadãos bem comportados;
  6. Não vituperar os tribunais por, normalmente, mandarem em paz os meliantes que lhe são presentes pela polícia;
  7. MANIFESTAR UM PERMANENTE ESPÍRITO DE TOLERÂNCIA PARA COM TUDO ISTO.

Três notas sobre imigração africana

A primeira:
É para confirmar o que já tenho dito: a culpa dos problemas relativos aos jovens filhos e netos de imigrantes africanos é nossa!
Aqui fica mais um contributo, este do professor de psicologia social e das organizações Jorge Vala (cheira-me a sociólogo), e vem no Expresso de 18/06/2005, página 7.

Muitos jovens de origem africana portugueses e nascidos em Portugal não se reconhecem como cidadãos nacionais.
Apenas 4% dos inquiridos no âmbito de um estudo elaborado em 2003 pelo Observatório Permanente da Juventude (OPJ) escolheram como identificação primária “português” – quando 40% deles têm nacionalidade portuguesa. «Este resultado foi, por nós, associado ao facto de estes jo­vens negros considerarem que os portu­gueses brancos não os vêem como portugueses», comenta Jorge Vala, professor de psicologia social e das organizações no ISCTE e coordenador do referido estudo. Apenas 2 dos 400 jovens inquiridos, (com idades compreendidas entre os 15 e os 29 anos), afirmou o contrário.
Estes jovens identificam-se sobretudo com o país de origem dos pais (57%), enquanto outros criam uma identidade étnica (13%) ou racial (8%). «A desidentificação com Portugal está ainda associada – na opinião do mesmo investigador – à percepção de discriminação de que se consi­deram alvo, nomeadamente na relação com as instituições nacionais».
Na primeira linha de integração social sur­ge a escola. De início valorizada como meio de promoção social pelos grupos minoritários e culturalmente desfavorecidos, estes rapidamente desinvestem dos estudos quando recebem avaliações negativas. «Sabemos de várias fontes que estes jovens apresentam menor sucesso escolar, o que é de novo confirmado neste estudo. A reprovação faz parte da história da vida escolar de 79% dos inquiridos», acrescenta Jorge Vala.
É na escola que se faz a socialização insti­tucional, a aprendizagem dos direitos de cidadania, a aprendizagem de competências sociais e cognitivas, facilitando a integração social. «Mas há uma série de instituições (nas áreas da Saúde, Segurança Social e Educação) que não foram capazes de o fa­zer», admite a presidente do Instituto de Reinserção Social, Maria Clara Albino.


A segunda:
É para mostrar (Expresso de 18/06/2005, página 1) que não se vai ao bairro da Cova da Moura (sei que é em Lisboa, mas não sei onde fica) de qualquer maneira: é preciso pedir o “visto” na embaixada de Cabo Verde.

O embaixador de Cabo Verde em Portugal, Onésimo Silveira, disse ter sido contactado pelo «staff» do Pre­sidente da República para apurar se Sampaio poderia correr algum risco na visita à Cova da Moura, programada pa­ra hoje, a propósito da inauguração de uma exposição de fotografia no bairro.
«Que bairro é este em que o pró­prio Presidente não se sente segu­ro?», questionou Onésimo, esta sema­na, numa reunião com associações ca­bo-verdianas em Portugal, convocada para discutir os últimos acontecimen­tos envolvendo jovens descendentes de cabo-verdianos. Declarando-se en­vergonhado com a imagem do seu país que passa nestes casos mediáticos – nomeadamente o «arrastão» de Carcavelos, no dia 10 de Junho, e os distúr­bios em Quarteira no dia seguinte – Onésimo disse que «Carcavelos é a ponta do “tsunami” de uma geração que encara a delinquência como «um desígnio normal».
A Cova da Moura é um dos muitos bairros de origem dos jovens que pro­tagonizaram o assalto à praia, que está longe de ter sido o primeiro. Os regis­tos policiais dão conta de vários «arras­tões» em Carcavelos, o primeiro dos quais, em 1996, deu origem a um processo com 18 detenções que foi, no en­tanto, arquivado sem nenhum resultado … e acabou com vários polícias no banco dos réus…”


A terceira:
Para dar conta, através da Sábado de 17/06/2005, página 16, de que Portugal é o 4º país da Europa que melhor recebe imigrantes…

Sorrindo...

Os comunistas sofreram o fascismo na carne!
Nós, portugueses, sofremos o socialismo na carne... e no peixe, nos ovos, nas batatas, no gasóleo, ..., em tudo.
Felizes dos comunistas!

Manifestação da Função Pública

Resultado final do encontro:
PSP - 10 / FESAP - 50 (mil)
A PSP, umas vezes faz cálculos por defeito (caso desta manif, onde o verdadeiro número de participantes era, afinal, 5 vezes superior). Noutras vezes, calcula por excesso (caso do arrastão de Carcavelos, onde o verdadeiro número de assaltantes era 10 vezes inferior).
De todo o modo, não acerta uma.!
"Esta polícia não é a minha polícia", como disse Alberto Costa

17 de junho de 2005

Movimento Cidadão Atento

É tempo de agir!

MOVIMENTO CIDADÃO ATENTO
COMUNICADO

A situação a que Portugal chegou é, a todos os títulos, deprimente. As dificuldades orçamentais aparecem evidenciadas, apenas por força da conjuntura.
O mal-estar e a insatisfação que se constatam em todo o País têm raízes mais fundas. O que está verdadeiramente em causa é um problema de cultura de vida em sociedade.
Só razões de ordem psicológico-cultural podem explicar a nossa queda no fosso em que nos situamos actualmente, depois de sistematicamente, ao longo de sucessivos anos, termos ignorado todos os avisos que as nossas realidades nos evidenciaram.
É assim que, para além da questão orçamental e económica, nos defrontamos com gravíssimas carências nas vertentes educacional, artístico-cultural, social, de administração pública até de actividade privada, com perda irremediável de valores indispensáveis a um equilibrado e harmonioso desenvolvimento sustentado da sociedade que integramos.
Ora, é sabido que tal não tem acontecido e, muito pelo contrário, foram malbaratados e perdidos valores fundamentais da identidade nacional.
Sendo certo que este é um problema de todos os portugueses, não pode permitir-se que, sob esta verdade, se escamoteie a responsabilidade, em primeira linha, dos políticos que nos têm governado e continuam a governar.
Na verdade – e a verdade é para se proclamar frontalmente, sem tibiezas – a forma como temos sido governados é a grande responsável pela situação em que o País se encontra. Já ninguém acredita na bondade da política e menos ainda nos propósitos dos políticos, por muito dignos que sejam, e isso é dito à boca cheia por todo o país. Estamos a degradar, de forma irremediável, talvez, a democracia por que tanto ansiámos.
E não se vê que, da parte do poder político, dos vários poderes políticos, surja uma mensagem de esperança, congregadora de vontades e aptidões. Mensagem catalizadora de anseios, mobilizadora de capacidades, porque estribada em exemplos de dignidade, capacidade e vontade de acertar.
Não há, numa palavra, verdadeira classe dirigente em Portugal.
Muito pelo contrário, aquilo a que, em crescendo, se assiste, apenas tem como resposta de efeito, a radicalização do binómio nós-eles, em que nós, sociedade civil, estamos cada vez mais sós, desamparadamente entregues à nossa sorte, e, igualmente de forma crescentemente mais isolada, eles, ou seja, a classe política, sem excepções claramente visíveis.
A manutenção deste status quo e o seu agravamento constante nada de bom oferecem à sociedade portuguesa, potenciando, ao contrário, dificuldades surgidas a cada episódio menos feliz. Pode mesmo ser factor determinante para que se atinjam níveis não compagináveis com um relacionamento saudável entre todos.
Os últimos desenvolvimentos desta crise de valores têm-se revelado particularmente desastrosos, razão por que entendemos, como membros da sociedade civil, não politicamente enfeudados, não mais nos ser lícito a tudo assistirmos sem reacção, no sentido de inverter a marcha dos acontecimentos.
E foi assim que decidimos alertar a classe política na sua globalidade, quem decide aos vários níveis, nacional, regional e local, políticos e administrativos do país, para a conveniência de os recursos públicos – ao menos esses – serem usados de forma criteriosa e justa, isenta e parcimoniosa à exaustão.
É que é imperioso que os decisores políticos interiorizem essa necessidade.
É imperioso que os decisores políticos interiorizem, por exemplo, que a extinção imediata de tantos e variados institutos e outras sinecuras afins, meras duplicatas de serviços e organismos do Estado, porque criados com o putativo fim de dar colocação a “aparelhos privados” de sucessivos governos, é tarefa absolutamente necessária e impostergável.
É imperioso que os decisores políticos interiorizem, por exemplo também, que as empreitadas do Estado e das autarquias têm que seguir escrupulosamente cadernos de encargos rigorosamente elaborados, por forma a dar-se termo a uma prática insustentável, verdadeiro escândalo nacional, que conduz a que qualquer obra pública demore uma eternidade mais do que o prazo inicialmente previsto e custe duas e até três vezes mais do que o orçamento previra, com as legítimas desconfianças a que tais procedimentos dão causa.
É imperioso que os decisores políticos interiorizem, ainda por exemplo, que as empresas públicas têm que ser geridas em obediência a critérios de razoabilidade e bom aviso, pondo-se termo, a gestões ruinosas, quiçá de inominável irresponsabilidade, que as transformam em autênticos sorvedouros de recursos do país, sem que dessa sangria resultem benefícios assinaláveis para a comunidade.
É imperioso que os decisores políticos interiorizem, finalmente por exemplo, que o número de deputados à Assembleia da República é francamente ridículo, num país com a nossa dimensão espacial – e até demográfica –, pelo que se mostra inadiável, até para que sirva de testemunho de boa fé, um corte radical nesse número, fundamentado na razão, e não mais as meras “aparadelas” de simples cosmética a que se assistiu no passado.
É imperioso que os decisores políticos interiorizem, enfim, que é urgente e inadiável que a política ofereça à sociedade portuguesa um substrato moral insusceptível de ser questionado.
Estas, pois, as nossas razões, este o nosso propósito. Entendemos chegado o momento de todos serem confrontados com as responsabilidades que a cada qual são atribuíveis. Em consciência, não podíamos, pois, calar.
Postas as coisas nos termos em que ficam, que reputamos de suficientemente esclarecedores, cabe referir que, a partir desta iniciativa e porque aceitamos que ela nos cria responsabilidades acrescidas, a que não queremos eximir-nos, não permitiremos que, em termos de cidadania, tudo continue como até aqui. Nós e milhões de outros como nós, em quem nos firmamos, na certeza de que nos acompanharão, das mais variadas formas. Custe o que custar, agrade ou desagrade aos poderes instituídos. Estaremos atentos e actuantes. Ninguém duvide.
Com esta acção não procuramos notoriedade. Por essa simples razão, desde já declaramos, que, ainda que com toda a cordialidade e compreensão, declinaremos qualquer entrevista, ou peça semelhante, que nos possa vir a ser proposta. Somos simples e anónimos cidadãos comuns e como tal fazemos questão de continuar.

2005 Junho 17

Grupo de Cidadãos contra a
Exclusão Social dos Políticos Portugueses

que, após o dia de hoje, adoptará a denominação
Movimento Cidadão Atento

Indignado!

Pior! Escandalizado, enojado e encolerizado!
É como estou.
Acabei de ver na SIC Notícias um vídeo de vigilância de um comboio da CP. Eram duas sequências de "acção".
Na primeira, um rapaz, que o locutor identificou como "o de camisa escura", tentava roubar algo a outro rapaz de "camisa clara". Como este resistisse, o de escuro anavalhou-o. O de claro fugiu e o de escuro, calmamente, fechou a navalha e procurou outro "cliente". Tudo isto perante o olhar passivo de vários passageiros.
Na segunda sequência, um grupo visivelmente organizado, assalta dois passageiros que tentam resistir. Na carruagem vai um elemento da segurança da CP devidamente fardado. Uma das vítimas consegue dirigir-se ao segurança e pedir-lhe ajuda. Este, com toda a calma, vira-lhe as costas e afasta-se do local. Então, chega um assaltante mais experiente e rouba aquilo que queria roubar. Entretanto, o comboio chega a uma estação e os assaltantes expulsam os assaltados, continuando a sua viagem. Tudo isto perante o olhar aterrado dos outros passageiros.

Aqueles passageiros fizeram-me lembrar aquela alegoria do "Silêncio dos Inocentes" quando a Jodie Foster diz que os cabritos aguardavam calmamente a sua vez de serem abatidos. Não tentavam fugir. Apenas baliam. Acontece que estes nem baliam! Limitavam-se a observar a cena, cobardemente, de certa forma, até cumplicemente. Quanto ao guarda, nem comento.

O locutor, talvez com medo de ser rotulado de racista, xenófobo e fascista (como hoje fez a Ana Anacleta na AR), referiu as cores das camisas. Mas eu, que não sou racista, tenho de dizer o que vi: que os assaltantes eram todos negros e que um dos assaltados também era negro. Provavelmente, também acontecerá o inverso, isto é, os assaltantes serem todos brancos e um dos assaltados também ser branco. Mas nos filmes era como eu disse.
Fiquei revoltado e, mais grave, fiquei com medo. Se as forças de segurança não protegem o cidadão, como é que vai ser?
Vou pensar em adquir uma Glock 17 com carregador de 19 munições. Não sei quando terei de ir a Lisboa, e não me apetece ser anavalhado.

PS:
É muito triste chegar ao ponto de ter de escrever uma barbaridade destas!

A Senhora Ministra

anda confusa!
É sabido que se pretende aumentar a escolaridade obrigatória para 12 anos. També é sabido que a maioria dos alunos que concluem o 9º ano não reunem condições, por falta de conhecimentos estruturantes, para seguirem o currículo de um curso geral do ensino secundário. Por isso, tudo aconselha a que se criem, ao nível do secundário, vias alternativas de formação eminentemente qualificantes para o exercício de profissões. Cursos, especialmente pensados para a maioria dos alunos que não têm, já hoje, sucesso no ensino secundário. Todavia, diz a senhora Ministra em entrevista ao DN:

DN - Será possível um secundário sem exames para quem não pretenda entrar no ensino superior?
ME - É uma hipótese, embora considere que é necessária uma avaliação externa em fim de ciclo. E também não concebo áreas formativas no secundário que não permitam o acesso ao superior. Essa via tem que estar sempre aberta. Mas temos de reduzir o número de exames do 12.º ano, que é demasiado.
DN - O que é que a diversificação de ofertas do ensino secundário vai resolver?
ME - Pode permitir a resolução de vários problemas críticos no nosso sistema de ensino. Pode resolver o problema da sua performance no geral. Neste momento há um peso excessivo dos cursos gerais, que absorvem a maior parte dos alunos com taxas de sucesso inaceitáveis. 35% começam a repetir no 10.º ano, no 11.º já são 40% e depois 50% no 12.º

Ou seja:
A senhora diz que há um excesso de cursos gerais e que os alunos "chumbam" muito nestes cursos. Mas diz que só quer cursos que dêm acesso ao ensino superior.

Haverá por aí algum médico que prescreva uma terapêutica capaz de eliminar este estado confusional?

Olha, olha, olha, olha

Dois Sindicalistas:

Luís Lobo sublinha que a greve de quatro dias - entre os dias 20 e 23 - dos educadores de infância, professores dos ensinos básico e secundário e trabalhadores não docentes das escolas “por acaso coincide com os dias dos exames porque o ministério impôs as soluções de combate ao défice sem as negociar”, nomeadamente o alargamento da idade da reforma e o congelamento da progressão nas carreiras. “Estamos presos entre a data apresentada pelo ministério e a data em que as medidas vão ser debatidas na Assembleia da República”, acrescentou o sindicalista.

Também Mário Nogueira, coordenador do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), que integra a Federação Nacional dos Professores, esclarece que "não há qualquer greve aos exames", observando que o Governo pode transferir as provas para outras datas.

Ufa! Que alívio! Afinal não é nada do que se diz por aí. Não há nenhuma greve aos exames. Por acaso, há exames nos dias de greve, mas podem ser mudados para outros dias. A greve não...

A isto chama-se, modernamente, DESONESTIDADE INTELECTUAL.

Manuela Ferreira Leite


Hoje, na RTP, com Judite de Sousa, esteve magnífica na desmontagem da "construção" do futuro défice de 6,830%. E, sobretudo, do aproveitamento político do relatório Constâncio. Toda a gente percebeu que o anúncio daquele valor (monstruoso) se destinou a permitir o cumprimento das de algumas promessas imbecis do Eng. Técnico José Sócrates Pinto de Sousa.
Esteve brilhante!