29 de novembro de 2005

Quioto

No Reino Unido:

Tony Blair centra reforma da política energética no nuclear
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, anunciou hoje a reforma da política energética do Reino Unido, centrando-a numa nova geração de centrais nucleares.
Até há pouco tempo, a energia nuclear fornecia cerca de um quarto das necessidades do Reino Unido mas este número deverá baixar para os quatro por cento em 2010, a menos que sejam construídos novos reactores.


Em Portugal:

A partir de 2008, Portugal "poderá ter de pagar entre 1500 a dois mil milhões de euros para comprar licenças de emissão excessiva a outros países" que não ultrapassem os níveis máximos definidos pelo do Protocolo de Quioto, afirmou ontem o candidato presidencial do Bloco de Esquerda. [...] afirmou-se ainda contrário à construção de centrais nucleares, "por não termos condições para a aplicar com garantias razoáveis de segurança", dando o primado à investigação científica nessa área.

É por esta e por outras tão obscurantistas como esta, que continuamos a afastar-nos da Europa.

27 de novembro de 2005

Cócegas

A Estrela do Mar enviou-me este aviãozinho.

Clique aqui e veja como se comporta o aparelho quando sujeito a condições exigentes.

26 de novembro de 2005

Otários

São cerca de 33%, de acordo com o "barómetro" do Expresso.
De facto, tudo quanto tive oportunidade de ler sobre a matéria, apresentava inconvenientes, mais ou menos gravosos, decorrentes da deslocalização do aeroporto para a Ota.
Há por aí algum estudo que aponte vantagens?

A "campanha de instinto"

... vai acabar.

Mas porquê? Se estava a obter excelentes resultados...

22 de novembro de 2005

Indisciplina na escola

Britânicos multam pais de alunos violentos

Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas podem ser multados até mil libras (1450 euros), segundo regras da nova reforma escolar, anunciou a secretária de Estado para as Escolas, Jacqui Smith.
"As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, sejam quais forem as motivações", sublinhou a secretária de Estado, quando apresentava a semana de acção antiviolência na escola, que se inicia hoje na Grã-Bretanha, depois de vários casos problemáticos. "As crianças têm de distinguir o bem do mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira", disse.
Jacqui Smith garantiu "As novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos." As novas regras dão ainda aos professores um direito "claro" de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.

Esta terceira via é surpreendente, hem?

20 de novembro de 2005

Bagdade-sous-Bois


Este desgraçado mais não faz que dar corpo à imensa revolta que o roi pela forma infra-humana como é tratado em França, onde vive num bairro degradado como o da foto seguinte.

Por isso, quando cai a noite, vai-se aos carros dos vizinhos e deita-lhes o fogo. E, quando pode, incendeia também os ginásios, as escolas e as bibliotecas que os franceses tiveram o desplante de lhe construir à porta de casa.
Perceba algumas das razões para a revolta dos jovens nesta foto reportagem da Visão.

Futebol

Não restam dúvidas que este homem se esforçou.
Faltou-lhe foi equipa.

19 de novembro de 2005

Há que apoiar a greve

As palermices dos sindicatos de professores levam a que a rapaziada desate a escrever coisas como esta, publicada no Independente de hoje, 18, e assinada por Miguel Beleza.

Os professores têm razão

A ministra da Educação não gosta dos professores. Há pouco vio­lentou-os, obrigando-os a fazer exames. Não é justo. O facto de os alu­nos e os pais poderem perder um ano não tem qualquer importância face às legítimas e nada corporativas razões dos professores. Segundo li, vi e ouvi, a ministra prepara-se agora para aumentar o horário de trabalho dos professores para 29 (!) horas por semana, e substituir professores que faltam. É injusto. Vinte e nove horas é pouco menos do que eu próprio tra­balho durante dois ou três dias e é claramente preferível que os alunos aproveitem para descansar durante as inúmeras horas de aula em que o pro­fessor titular é obrigado a faltar por razões totalmente legítimas.
Mas há pior. A ministra quer que os professores se fixem nas escolas por três ou quatro anos. Além da monotonia que para eles significa vários anos na mesma escola, retira aos professores o prazer de ter de mudar de alojamento com tanta frequência. Por outro lado, é sabi­do que há toda a vantagem em que os alunos sejam sujeitos a diferentes pro­fessores todos os anos. Evita-se assim, por exemplo, a permanência de pro­fessores mais aborrecidos ou piores pedagogos durante mais de um ano. Além disso, mudar todos os anos de professor aumenta a capacidade dos alu­nos de se adaptarem a situações novas.
Finalmente, e ao que parece, a ministra prepara-se para copiar o que acontece à generalidade dos traba­lhadores portugueses. Quando un dos cônjuges ou equivalente é colo­cado noutro local, têm que resolver o problema. É uma medida de combate à família, ao arrepio das anun­ciadas intenções governamentais.
Há que apoiar a greve.


Realmente! Se tivesse lido isto mais cedo, também eu teria apoiado a greve.

18 de novembro de 2005

Faltas de Professores

Há alguns dias, numa reunião, o senhor Secretário de Estado da Educação mostrou-nos os números relativos ao absentismo docente e deu a entender que os poderia vir a tornar públicos. Nenhum dos presentes se mostrou surpreendido com os números, já que convivemos quotidianamente com esta realidade.
Mas não há dúvida que este quadro envergonha toda a nossa classe.

Soraia Chaves

disse que

quando filmou estas cenas do "Crime do Padre Amaro"
(fotos da Sábado)

Não sei como é que este "Padre Amaro" se "arranjou", mas uma coisa é certa: vamos ter que definir um novo significado para "tocar".

17 de novembro de 2005

O "protocolo" ME - FNE

É, na generalidade, utópico. Veja-se:
  • Planos de recuperação e de acompanhamento dos alunos (?)
  • Valorização da escola pública do 1.º ciclo do ensino básico (?) - porquê só a pública?
  • Instalação de espaços de trabalho para professores (?)
  • Fornecimento de meios tecnológicos actualizados, designadamente computadores portáteis e kits multimédia, para apoio do trabalho dos professores (?)
Livra!!!

Mas no ponto 6 os professores marcam uns pontinhos. Lá isso marcam.
E vai dar muito trabalho refazer a distribuição de serviço...

(Leia o protocolo aqui)

16 de novembro de 2005

Inglês no Básico

Pode criticar-se esta medida de muitas formas:
Porque não é proritária;
Porque é inconsequente;
Porque é despesista;

Mas é uma perfeita idiotice, concordando embora com a medida, clamar por professores com formação pedagógica específica para os 3º e 4º anos de escolaridade. Quem os forma?

Sindicatos...

Desenvolvimento psicossexual

Pois é!
Também eu fui dos que tiveram que fazer pela vida.
Estes putos de agora...

(isto é capaz de ser o velho pecado da inveja...)

15 de novembro de 2005

Subsidiar a delinquência étnica

... os dirigentes europeus, so­bretudo os franceses, esqueceram-se dos seus países, das suas economias, das su­as sociedades.
Alimentaram um "Estado social" falido, injusto, improdutivo e de colossal desperdício.
Deixaram crescer e consolidar-se sociedades racistas e xenó­fobas, em que brancos e pretos, cristãos e muçulmanos, são igualmente portado­res de preconceitos e ódio.
E subsidia­ram a delinquência étnica.
Culparam os brancos e os europeus pelos crimes dos imigrantes.
"Compreenderam" e justificaram a violência, desde que esta seja de autoria minoritária, estrangeira ou até francesa de origem étnica.
Não perceberam que as instituições de socialização, as igrejas, as empresas e a escola deixaram de cumprir essas funções.
E, como alguém me fez notar, desmantelaram o serviço militar obriga­tório que poderia ter desempenhado, em países de imigração, uma notável função integradora.
Organizaram um "modelo social europeu" que serve para pagar a exclusão e que é também uma escola de fraude e uma recompensa à inutilidade.
Quando não ao crime e à violência.
...

Calma aí. Isto não é meu (excepto os negritos). Eu não tenho "pinta" para descrever desta forma tão sintética e tão acutilante o percurso que temos feito - o do primado do "politicamente correcto". Isto é um excerto do artigo de António Barreto no Público de 13/11/05.
Como diria um grande amigo, eu subscrevo por baixo.