31 de dezembro de 2005
30 de dezembro de 2005
Brutalidade policial
29 de dezembro de 2005
Ortografia
Fui alertado pelo Mocho para este comentário colocado pelo Anónimo num post onde utilizei o termo "incarnação" para lembrar a "outra vida" de Mário Soares.
Que não! Que não sei escrever. Que não é "incarnação". Que o correcto é "encarnação".
E vai mais longe. Aproveita para generalizar a minha alegada ignorância à plêiade dos professores.
E, mais grave ainda, o Anónimo diz que para a próxima me "manda" o dicionário.
Ó caro Anónimo, se quer ser simpátic0, não mo mande - envie-mo. Agradecerei, como é de boa educação. Mas olhe que não faz falta cá por casa. Temos em uso o do José Pedro Machado e o da Academia das Ciências. E, para as situações mais corriqueiras, usamos o da Priberam, de onde retirei o que a seguir reproduzo:

Está a ver?
Não seja tão dogmático. Reflicta. Pense. Estude!
E vá passando por aqui. Prometo que irei "dando à estampa" conceitos e palavras difíceis, contribuindo, assim, para a sua formação.
Que não! Que não sei escrever. Que não é "incarnação". Que o correcto é "encarnação".
E vai mais longe. Aproveita para generalizar a minha alegada ignorância à plêiade dos professores.
E, mais grave ainda, o Anónimo diz que para a próxima me "manda" o dicionário.
Ó caro Anónimo, se quer ser simpátic0, não mo mande - envie-mo. Agradecerei, como é de boa educação. Mas olhe que não faz falta cá por casa. Temos em uso o do José Pedro Machado e o da Academia das Ciências. E, para as situações mais corriqueiras, usamos o da Priberam, de onde retirei o que a seguir reproduzo:

Está a ver?
Não seja tão dogmático. Reflicta. Pense. Estude!
E vá passando por aqui. Prometo que irei "dando à estampa" conceitos e palavras difíceis, contribuindo, assim, para a sua formação.
Doeu-lhes

Quando a coisa entra na "massa" doi mais, não é? Doi porque a massa é menos. E dá tanto jeito...
Então os senhores não sabiam que este ano havia regras novas?
Não sabiam que foram definidas áreas prioritárias?
Não sabiam que há áreas de formação com oferta excessiva?
Não sabiam que os indicadores de realização de anos anteriores eram determinantes?
Não sabem que os outros centros de formação também viram cortados os financiamentos de algumas das suas acções de formação?
...
Com essa mania da perseguição, estarão a conjecturar que a Ministra prepara um "golpe constitucional" à laia de Cavaco Silva?
Quando vejo estas atitudes até me dá para defender a Ministra. Apre!
28 de dezembro de 2005
Golpe constitucional
Deu um exemplo.
Sugeriu.
Não! Propôs!
Não! Intrometeu-se!
Não! Está a preparar um "golpe constitucional"!
No que dá o desespero...
27 de dezembro de 2005
Poderes e intromissões
Em entrevista ao "Jornal de Notícias", questionado sobre o problema da deslocalização das empresas estrangeiras a actuar em Portugal, o ex-primeiro-ministro afirmou: "Há uma coisa que pode ser feita em Portugal, que eu sei que já foi feita noutros países. Podia existir um responsável do Governo que fizesse a lista de todas as empresas estrangeiras em Portugal e, de vez em quando, fosse falar com cada uma delas para tentar indagar sobre problemas com que se deparam e para antecipar algum desejo dessas empresas se irem embora, para assim o Governo tentar ajudá-las a inverter essas motivações". "Tem de ser um acompanhamento com algum pormenor que deveria ser feito por um secretário de Estado especialmente dedicado a essa tarefa", acrescentou Cavaco Silva, referindo que a sua declaração pública deveria ser já encarada como uma proposta ao Governo.O ex-primeiro-ministro afirmou ainda que este tipo de acções já teve lugar noutros países europeus, nomeadamente na Áustria, acrescentando que a missão de um Presidente é "ajudar a aumentar o clima de confiança" nacional.Perante estas palavras, a malta não teve qualquer dúvida: "Cavaco está a intrometer-se na esfera de acção do Governo. Os poderes do Presidente da República não abarcam estas competências".
Claro que, sobretudo depois do debate Cavaco-Soares, toda a gente compreendeu que o PR não tem poder para nada. Nem sequer para ilustrar exemplos seguidos por outros países. O próprio Soares disso deu provas durante os 10 anos em que esteve em funções. Para quê sugestões? Para quê exemplos de outros países? Nada disso. Visitar outros países, isso sim! Nisso, Soares foi REI. E é quanto basta para preencher o mandato: viajar.
Mas Cavaco acha que é pouco. E eu também!
(Entretanto, Cavaco vai expondo as suas ideias, e os outros vão falando sobre as ideias de Cavaco)
Visita de Natal
O senhor Primeiro-ministro foi visitar os nossos militares em missão no Afeganistão. Um gesto carregado de simbolismo.Gostei de ver. Parabéns!
Só foi pena que, aproveitando o trajecto, não tivese escalado Nassíria.
23 de dezembro de 2005
Natal 2005
O Natal
De há uns anos para cá que se vem generalizando a ideia de que "Natal é quando um homem quiser". Recuso terminantemente esta falácia. Natal, "O Natal" é só uma vez por ano. É agora! Os outros todos são dias de fraternidade, ou, como é mais politicamente correcto, de solidariedade.
De resto, esta ideia serve os interesses hegemónicos do Pai Natal. Quando eu era puto, era o Menino Jesus quem vinha pôr os presentes no sapatinho...
De resto, esta ideia serve os interesses hegemónicos do Pai Natal. Quando eu era puto, era o Menino Jesus quem vinha pôr os presentes no sapatinho...
Equívocos
Cavaco Silva não é social-democrata.
Mário Soares já "meteu o socialismo na gaveta" (na outra incarnação).
José Sócrates toma medidas de extrema-direita.
É assim em Portugal!
Mário Soares já "meteu o socialismo na gaveta" (na outra incarnação).
José Sócrates toma medidas de extrema-direita.
É assim em Portugal!
21 de dezembro de 2005
Debate
Terminou agora a transmissão do debate (vi em diferido na SIC Notícias).
Soares, na sua declaração final, disse que era o candidato que tinha mais qualidades para desempenhar as funções de Presidente, que são uma “magistratura da moderação”. “Eu sei exercer o poder moderador”, disse ele.
Isto é, depois de todos os impropérios, das constantes interrupções, das provocações, dos ataques soezes, de toda aquela agressividade … diz-se moderador? Ora porra!
Só se for um novo conceito de moderação. Será que agora moderação é o mesmo que má-criação?
Fiquei chocado.
E mais chocado ainda, agora que soube que 196 dos 780 entrevistados telefonicamente pela Eurosondagem acharam que Soares esteve melhor que Cavaco, quando apenas 185 acharam o contrário. Logo, Soares ganhou...
Soares, na sua declaração final, disse que era o candidato que tinha mais qualidades para desempenhar as funções de Presidente, que são uma “magistratura da moderação”. “Eu sei exercer o poder moderador”, disse ele.
Isto é, depois de todos os impropérios, das constantes interrupções, das provocações, dos ataques soezes, de toda aquela agressividade … diz-se moderador? Ora porra!
Só se for um novo conceito de moderação. Será que agora moderação é o mesmo que má-criação?
Fiquei chocado.
E mais chocado ainda, agora que soube que 196 dos 780 entrevistados telefonicamente pela Eurosondagem acharam que Soares esteve melhor que Cavaco, quando apenas 185 acharam o contrário. Logo, Soares ganhou...
19 de dezembro de 2005
Este sim, é "um" Presidente
O presidente ultraconservador iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, proibiu os meios de comunicação do país de difundirem «música ocidental e decadente», noticiou a imprensa local.
«A partir de agora, a televisão e a rádio devem evitar promover a música ocidental e decadente e dar destaque à música nacional e tradicional que recorde o período da Revolução Islâmica de 1979», ordenou o presidente.
Ahmadinejad dirige o Conselho Supremo da Revolução Cultural, pelo que, segundo a lei, a rádio e a televisão locais são obrigadas a acatar as decisões ditadas pelo presidente.
Os meios oficiais transmitem habitualmente músicas tradicionais, mas alguns programas incluem hip hop ou tecno.
O presidente também determinou que se evite «a violência e a decadência da indústria cinematográfica».
Ora aqui está mais um Presidente apostado em fazer recordar o passado, neste caso a Revolução de 1979.
«A partir de agora, a televisão e a rádio devem evitar promover a música ocidental e decadente e dar destaque à música nacional e tradicional que recorde o período da Revolução Islâmica de 1979», ordenou o presidente.
Ahmadinejad dirige o Conselho Supremo da Revolução Cultural, pelo que, segundo a lei, a rádio e a televisão locais são obrigadas a acatar as decisões ditadas pelo presidente.
Os meios oficiais transmitem habitualmente músicas tradicionais, mas alguns programas incluem hip hop ou tecno.
O presidente também determinou que se evite «a violência e a decadência da indústria cinematográfica».
Ora aqui está mais um Presidente apostado em fazer recordar o passado, neste caso a Revolução de 1979.
Cavaco e o "alto risco"
Mário Mesquita é membro da comissão política da candidatura de Mário Soares e habitual colunista do Público. No seu artigo de hoje, Domingo, escreve assim (pag. 11):
Cabe perguntar que faria Cavaco Silva, se fosse eleito Presidente, quando um Governo de cor diferente da sua pretendesse gerir os períodos pré-eleitorais com a lógica própria de quem deseja, como é normal, permanecer no poder? Enquanto estivesse em causa estimular o Executivo a prosseguir medidas restritivas, com vista à contenção do défice, Cavaco seria, provavelmente, aliado circunstancial de José Sócrates. Quando o primeiro-ministro do PS resolvesse agir com vista preparar eleições, tenderia a adoptar a severidade própria de Presidente FMI, coarctando, com os poderes ao seu alcance, a margem de acção governativa. A seu tempo, o famoso desígnio de Sá Carneiro teria ocasião de se realizar, na margem direita da política portuguesa, através da consonância entre a presidência, a maioria parlamentar e o governo. Belém e S. Bento a uma só voz – a voz da direita – por muitos e bons anos.
Vamos lá dissecar isto:
Cabe perguntar que faria Cavaco Silva, se fosse eleito Presidente, quando um Governo de cor diferente da sua pretendesse gerir os períodos pré-eleitorais com a lógica própria de quem deseja, como é normal, permanecer no poder? Enquanto estivesse em causa estimular o Executivo a prosseguir medidas restritivas, com vista à contenção do défice, Cavaco seria, provavelmente, aliado circunstancial de José Sócrates. Quando o primeiro-ministro do PS resolvesse agir com vista preparar eleições, tenderia a adoptar a severidade própria de Presidente FMI, coarctando, com os poderes ao seu alcance, a margem de acção governativa. A seu tempo, o famoso desígnio de Sá Carneiro teria ocasião de se realizar, na margem direita da política portuguesa, através da consonância entre a presidência, a maioria parlamentar e o governo. Belém e S. Bento a uma só voz – a voz da direita – por muitos e bons anos.
Vamos lá dissecar isto:
- O que é que preocupa Mesquita? A gestão dos períodos pré-eleitorais.
- Porquê? Porque nesses períodos a lógica normal é a de preparar a permanência no poder.
- E que faria Cavaco nesses períodos? Coarctaria a margem de acção governativa.
- Porquê? Porque continuaria preocupado com a contenção do défice.
- E antes de chegarmos a esse período? Cavaco seria um aliado de Sócrates.
Caramba! O que preocupa Mesquita é exactamente aquilo que eu entendo que deva ser a postura de um Presidente, nos tempos que correm. Apoiar o governo (unindo os portugueses) nas medidas de contenção do défice e relançamento da economia, travando derivas populistas e eleitoralistas.
Arre porra! Até me apetece perguntar:
O que é que Mesquita pretende que Soares faça se for eleito? O contrário, não?
18 de dezembro de 2005
16 de dezembro de 2005
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