11 de junho de 2006

A metáfora do embaixador

Ouvi hoje no programa Alma Nostra uma metáfora dita pelo embaixador José Cutileiro. É assim:

A China é a fábrica do mundo.
A Índia é o escritório do mundo.
A África é o hospital do mundo.
A América Latina é a discoteca do mundo.
Os Estados Unidos são o centro comercial do mundo.
e
A Europa é o museu do mundo.

Bem apanhada, não?

Uma piada docente decente

Na Índia, as vacas são sagradas.
Na Inglaterra, as vacas são loucas.
Em Portugal, as vacas são ministras.
(por sms)

10 de junho de 2006

Crescimento "virtuoso"?





Estamos a ficar ainda mais pobres quando comparados com os outros países, estamos a divergir relativamente às taxas crescimento da economia mundial, estamos a ver o nosso fosso para a Europa a aumentar... e o Primeiro-Ministro diz que está satisfeito! Trágico!

9 de junho de 2006

Iniciativa privada?

A Ministra da Educação anunciou hoje o modelo de organização das actividades de enriquecimento curricular a implementar nas escolas primárias. Estas actividades, que se vêm juntar ao Inglês (lançado no ano passado) deverão ser organizadas pelas autarquias, ou pelas associações de pais, ou IPSS ou agrupamentos de escolas, que receberão para tal uma determinada importância por aluno. Os pais continuarão sem pagar nada.
De imediato veio a Fenprof criticar o modelo dizendo que entregar “à iniciativa privada aspectos essenciais do currículo do primeiro ciclo do ensino básico só prejudica a qualidade da educação".
Como se perceberá, o que a Fenprof está a dizer é que

  • Autarquias, Associações de Pais, IPSS e Agrupamentos de Escolas são “iniciativa privada
  • Inglês, Música e Educação Física são “aspectos essenciais do currículo do primeiro ciclo

e isso permite compreender a razão de muita coisa…

O que a Fenprof não está a dizer é de quem é o prejuízo, nem porque é que haverá prejuízo...

5 de junho de 2006

Sinais positivos

A situação da Educação em Portugal está de tal forma degradada, que começam a surgir, ainda que timidamente, vozes desafiadoras do romantismo esquerdista que nos tem dominado desde há 30 anos. Veja-se esta entrevista de Maria Filomena Mónica ao Expresso (em papel);

...
Exp - É preciso também avaliar a competência pedagógica.
MFM - Outra aberração! A chamada rela­ção pedagógica é uma entidade mí­tica: é diversas coisas para diver­sas pessoas. Para uns significa que os professores sabem motivar os alunos; para outros que são exigen­tes; para outros — o mais perigoso — que os alunos amam o profes­sor. Só que a aprendizagem é uma coisa difícil. Os alunos têm de per­ceber que os professores sabem mais do que eles e que, por vezes, têm de ser antipáticos.

Exp - A escola não é democrática...
MFM
- Não pode ser. Há na escola uma hierarquia de poder: o professor sabe, o aluno não.

Exp - Os Governos receiam essa ideia?
MFM - Tanto os ministros do PS como do PSD. O estranho é que ambos vivem banhados numa cultura da es­querda de 68: «somos todos iguais, aprender é um prazer, é proibido proibir». Essas tretas entraram mes­mo na direita portuguesa que não foi capaz de produzir uma ideologia al­ternativa. É uma espécie de fruto mau de uma árvore boa: é claro que os professores têm de saber ensinar, que as aulas têm de ser atractivas. Mas também têm de saber e poder exercer o seu poder. Acabar com os «chumbos» foi péssimo.

Exp - O Ministério não se adaptou?
MFM
- Não e os professores têm todas as razões de queixa. Porque o Ministé­rio, em vez de criar um regulamento disciplinar para punir os alunos, op­tou por uma aberração que subverte o poder do professor. É um disparate completo! Considera as partes iguais, numa altura em que os profes­sores têm perante si selvagens. Porque o que dantes a família fazia, dei­xou de fazer. Desapareceu a cultu­ra patriarcal e muitas famílias não sabem ou não podem transmitir normas básicas.

...

Basicamente, o que Filomena Mónica diz, é o que digo há muitos anos. A diferença é que ela é uma "voz autorizada"...

2 de junho de 2006

2 de Junho de 1981

Passam hoje 25 anos desde o dia em que, com o meu amigo António Barreiros, assinei a escritura de constituição da Desinel.
Foram 25 anos que passaram com uma rapidez estonteante. A bem dizer, não dei conta. Lembro-me como se tivesse sido ontem da forma como começámos a desenvolver software para computadores que … ainda não havia. De facto, em 1981, verdadeiramente, só uma empresa de Mangualde tinha um computador: a Citroën. Mas nós tínhamos um. Um magnífico Tandy Radio Shack, com uma RAM de 64 KB e Dual Floppy Drive de 5 ¼’’ com 140KB de capacidade. Um estrondo! Uma máquina poderosíssima! E lembro-me muito bem dos nossos concorrentes. Eram as máquinas de contabilidade da Olivetti, as famosas A4, que durante algum tempo nos continuaram a ganhar negócios. Mas depois…
Bom, depois foram 25 anos de vertigem tecnológica.

E por falar em tecnologia:
Há por aí algum sinal do “choque tecnológico”? Mesmo pequenino, há algum?

1 de junho de 2006

Ora aqui está...

... uma escola que desenvolve competências para a vida.
Haverá nesta escola jovens violentos?

(no Público)

31 de maio de 2006

Violência na Escola

Fiquei muito deprimido com aquela reportagem da RTP.
Mas ainda piorei no mini-debate que se seguiu.
Fátima Bonifácio, já conhecia. Desassombrada! A chamar os bois pelo nome!
Eduardo Sá ... ??? ... ???
E o Senhor Secretário de Estado...

Tão fraco...
Tão fraco...
Tão fraquito...
Tão fraquinho...

28 de maio de 2006

Professores vão avaliar pais

O Azurara soube, junto de fontes fidedignas, da intenção governamental de avançar com um pacote legislativo no sentido da responsabilização dos pais pelo comportamento dos filhos na escola.
Ao que se sabe, os pais que venham a obter uma classificação inferior a Bom poderão ver diminuídos os montantes do Subsídio Familiar (antigo Abono de Família).
A Confederação dos Pais já deu conta da sua indignação, tendo considerado que os professores são incompetentes para fazerem essa avaliação, e reiterando que apenas os resultados do processo reflexivo inerente à auto-avaliação que cada pai faz do seu desempenho pode potenciar incrementos de qualidade no Sistema Educativo.


(ai... se isto não fosse como as verdades do Dan Brown...)

Revisão do Estatuto da Carreira Docente

Proposta de revisão do ECD
Pelo que já li, fiquei com a ideia de que isto não é uma coisa assim tão imbecil como anda por aí a ser propalado.


Leia aqui a proposta.

27 de maio de 2006

Código

Audrey Tautou
Foi hoje!

Foi difícil, mas foi hoje.

Tarde na noite, foi hoje que consegui vislumbrar a legítima "herdeira de Jesus Cristo":

Amélie Poulain


(já vi coisas piores... mas não muito)

Parafraseando Eurico de Barros, o único código que interessará mesmo conhecer é o do multibanco de Dan Brown.

26 de maio de 2006

Galinha gorda...

O Partido Socialista anunciou que vai propor a abolição da cobrança do aluguer dos contadores de águas, electricidade e gás por parte dos consumidores.
Parece coisa boa, e é assim que o PS a justifica e fundamenta: "É bom para os portugueses".
É verdade que, à primeira vista, parece bom. Não pagar o aluguer do telefone à PT, por exemplo, é coisa que todos queremos, e que, muitos de nós até já não pagamos. Começa a haver alternativas. Já com a EDP, o mesmo ainda não acontece.
Também é certo que estes alugueres tiveram origem nos custos das infraestruturas e respectiva manutenção. Tiveram uma justificação. Todavia, tendemos a pensar que as empresas que os cobram ganham, com isso, lucros ilegítimos à custa dos consumidores. Admitamos que sim.
E no caso da água? Também será assim?
A resposta é: Não!
De facto, o abastecimento de água domiciliária não é um negócio. Não se pode comparar com os exemplos anteriores. Pelo contrário, trata-se de um serviço público assegurado, na maioria dos casos, pelas Câmaras Municipais, Serviços Municipalizados, ou Empresas Municipais. Trata-se, como se reconhecerá, de um serviço deficitário. Os valores cobrados por cada metro cúbico de água estão, normalmente, longe dos custos de produção, considerando nestes o tratamento e a bombagem. Só que estes não são os únicos. Há que considerar os custos com a extensão de redes, a manutenção das mesmas, a reparação de rupturas, e por aí fora. Assim, as importâncias dos alugueres têm contribuído para diminuir o prejuízo que este serviço público acarreta.
Ora, se os consumidores deixarem de pagar o aluguer do seu contador, quem vai arcar com o aumento do prejuízo? As Câmaras?
Duvido muito. As Câmaras, na generalidade, estão no limite da sua capacidade. Muitas há que até já ultrapassaram e se viram forçadas a entrar em sistemas tutelados pela Administração Central. Muitas outras - provavelmente todas - acabarão por cair na mesma situação. A continuação da transferência de competências sem a correspondente transferência de meios financeiros a isso conduzirá, irremediavelmente. Por isso, suportar mais este acréscimo de custos não me parece plausível.
Então o que irá acontecer?
Provavelmente, o aumento do preço do metro cúbico da água!
E quem vai pagar? Claro, o consumidor!
E o que é que leva a pensar que o mesmo não se passará com o KWh da EDP, ou com o impulso da PT?

E, já agora, porque é que o Estado cobra taxas moderadoras noutros serviços públicos, por exemplo nos da Saúde?

25 de maio de 2006

Cinema

Michelle Monaghan
Eu ia ver o "código" do Dan Brown ...

... mas o tipo vende bem demais...

... e acabei por ver esta senhora.


(com muita adrenalina)