26 de junho de 2006

Ansiosa


Olhem para ela no seu traje de verão, toda ansiosa, à espera dos holandeses.
Quantos são? Quantos são?

25 de junho de 2006

Futebol Fútbol

Assim, com acento e tudo, à espanhola, fica melhor no dia de hoje.
Bem torci pelos Mexicanos que vulgarizaram a Argentina. Até cheguei a vituperar aquele árbitro que me fez lembrar o Olegário. Mas não deu...

A propósito de futebol, duas curiosidades:

  • Dos 23 jogadores da Selecção Nacional, 9 foram formados pelo Sporting.
    Porra! Julguei que eram mais!
  • O Ronaldo não se mexe, mas o Cristiano merche-se muito bem.

22 de junho de 2006

21 de junho de 2006

Inquérito - Resultados

São estes os resultados:
Qual o pior Ministro da Educação
Numa breve análise, cabe-me dizer que não estranhei os "zero" votos obtidos por Roberto Carneiro e Fraústo da Silva. O primeiro terá sido, provavelmente, o único Ministro da Educação, desde 1974, que tinha uma "ideia" para o nosso sistema educativo.
Muito curioso é o "score" obtido por Santos Silva.

19 de junho de 2006

Inquérito

Esta é uma boa altura para auscultar as percepções.
Não estão lá todos os que foram ministros. Estão os mais recentes e também aqueles que se mantiveram mais que meia dúzia de meses.
Não pergunto "qual o melhor" porque... verdadeiramente... bem...
Mas não deixe de votar.

Uma aposta ganha

a das fábricas de armas.

Bem, nós também já fabricámos as G3 sob licença da Heckler & Kosh... e vendemos muitas...

18 de junho de 2006

Quotas para mulheres

Este homem é um estrondo. É aquele que bradava que a candidatura da Cavaco Silva era um golpe de estado constitucional. Lembram-se?
Agora veio outra "bomba":

Ele quer mais mulheres no Parlamento para que tenham "mais visibilidade". Assim, pode "aumentar a probabilidade de uma mulher ser escolhida para um lugar de nomeação". Quotas no Governo e nos lugares dos "boys", já não. Aí deve ser o Primeiro-Ministro a "escolher livremente".
É claro que compreendo perfeitamente o alcance da ideia. O Parlamento passa a ser uma montra com grande visibilidade; o primeiro-ministro olha... volta a olhar... e diz: aquela serve!

15 de junho de 2006

PIB por habitante

Descemos mais um lugar no ranking. Menos riqueza por habitante apenas se cria em Malta, na Hungria, na Estónia, na Eslováquia, na Lituânia, na Polónia e na Letónia. Francamente mau.
A propósito, há uns tempos, quando uma qualquer empresa decidia encerrar para "deslocalizar", a culpa costumava ser do governo por pactuar com os desígnios do capitalismo global.
Agora, ao que se vai lendo e ouvindo, já não é. Então de quem é?

Democracia na Escola (ainda)

Um cartune particularmente actual

13 de junho de 2006

Pulhice

Pode parecer que esta história é sobre futebol. Não é!
Aconselho vivamente a sua leitura. Mesmo que não goste futebol, faça um esforço e leia até ao fim. Vai ver que não se arrepende.

(tome providências para não vomitar em cima do teclado)

11 de junho de 2006

A metáfora do embaixador

Ouvi hoje no programa Alma Nostra uma metáfora dita pelo embaixador José Cutileiro. É assim:

A China é a fábrica do mundo.
A Índia é o escritório do mundo.
A África é o hospital do mundo.
A América Latina é a discoteca do mundo.
Os Estados Unidos são o centro comercial do mundo.
e
A Europa é o museu do mundo.

Bem apanhada, não?

Uma piada docente decente

Na Índia, as vacas são sagradas.
Na Inglaterra, as vacas são loucas.
Em Portugal, as vacas são ministras.
(por sms)

10 de junho de 2006

Crescimento "virtuoso"?





Estamos a ficar ainda mais pobres quando comparados com os outros países, estamos a divergir relativamente às taxas crescimento da economia mundial, estamos a ver o nosso fosso para a Europa a aumentar... e o Primeiro-Ministro diz que está satisfeito! Trágico!

9 de junho de 2006

Iniciativa privada?

A Ministra da Educação anunciou hoje o modelo de organização das actividades de enriquecimento curricular a implementar nas escolas primárias. Estas actividades, que se vêm juntar ao Inglês (lançado no ano passado) deverão ser organizadas pelas autarquias, ou pelas associações de pais, ou IPSS ou agrupamentos de escolas, que receberão para tal uma determinada importância por aluno. Os pais continuarão sem pagar nada.
De imediato veio a Fenprof criticar o modelo dizendo que entregar “à iniciativa privada aspectos essenciais do currículo do primeiro ciclo do ensino básico só prejudica a qualidade da educação".
Como se perceberá, o que a Fenprof está a dizer é que

  • Autarquias, Associações de Pais, IPSS e Agrupamentos de Escolas são “iniciativa privada
  • Inglês, Música e Educação Física são “aspectos essenciais do currículo do primeiro ciclo

e isso permite compreender a razão de muita coisa…

O que a Fenprof não está a dizer é de quem é o prejuízo, nem porque é que haverá prejuízo...

5 de junho de 2006

Sinais positivos

A situação da Educação em Portugal está de tal forma degradada, que começam a surgir, ainda que timidamente, vozes desafiadoras do romantismo esquerdista que nos tem dominado desde há 30 anos. Veja-se esta entrevista de Maria Filomena Mónica ao Expresso (em papel);

...
Exp - É preciso também avaliar a competência pedagógica.
MFM - Outra aberração! A chamada rela­ção pedagógica é uma entidade mí­tica: é diversas coisas para diver­sas pessoas. Para uns significa que os professores sabem motivar os alunos; para outros que são exigen­tes; para outros — o mais perigoso — que os alunos amam o profes­sor. Só que a aprendizagem é uma coisa difícil. Os alunos têm de per­ceber que os professores sabem mais do que eles e que, por vezes, têm de ser antipáticos.

Exp - A escola não é democrática...
MFM
- Não pode ser. Há na escola uma hierarquia de poder: o professor sabe, o aluno não.

Exp - Os Governos receiam essa ideia?
MFM - Tanto os ministros do PS como do PSD. O estranho é que ambos vivem banhados numa cultura da es­querda de 68: «somos todos iguais, aprender é um prazer, é proibido proibir». Essas tretas entraram mes­mo na direita portuguesa que não foi capaz de produzir uma ideologia al­ternativa. É uma espécie de fruto mau de uma árvore boa: é claro que os professores têm de saber ensinar, que as aulas têm de ser atractivas. Mas também têm de saber e poder exercer o seu poder. Acabar com os «chumbos» foi péssimo.

Exp - O Ministério não se adaptou?
MFM
- Não e os professores têm todas as razões de queixa. Porque o Ministé­rio, em vez de criar um regulamento disciplinar para punir os alunos, op­tou por uma aberração que subverte o poder do professor. É um disparate completo! Considera as partes iguais, numa altura em que os profes­sores têm perante si selvagens. Porque o que dantes a família fazia, dei­xou de fazer. Desapareceu a cultu­ra patriarcal e muitas famílias não sabem ou não podem transmitir normas básicas.

...

Basicamente, o que Filomena Mónica diz, é o que digo há muitos anos. A diferença é que ela é uma "voz autorizada"...

2 de junho de 2006

2 de Junho de 1981

Passam hoje 25 anos desde o dia em que, com o meu amigo António Barreiros, assinei a escritura de constituição da Desinel.
Foram 25 anos que passaram com uma rapidez estonteante. A bem dizer, não dei conta. Lembro-me como se tivesse sido ontem da forma como começámos a desenvolver software para computadores que … ainda não havia. De facto, em 1981, verdadeiramente, só uma empresa de Mangualde tinha um computador: a Citroën. Mas nós tínhamos um. Um magnífico Tandy Radio Shack, com uma RAM de 64 KB e Dual Floppy Drive de 5 ¼’’ com 140KB de capacidade. Um estrondo! Uma máquina poderosíssima! E lembro-me muito bem dos nossos concorrentes. Eram as máquinas de contabilidade da Olivetti, as famosas A4, que durante algum tempo nos continuaram a ganhar negócios. Mas depois…
Bom, depois foram 25 anos de vertigem tecnológica.

E por falar em tecnologia:
Há por aí algum sinal do “choque tecnológico”? Mesmo pequenino, há algum?

1 de junho de 2006

Ora aqui está...

... uma escola que desenvolve competências para a vida.
Haverá nesta escola jovens violentos?

(no Público)

31 de maio de 2006

Violência na Escola

Fiquei muito deprimido com aquela reportagem da RTP.
Mas ainda piorei no mini-debate que se seguiu.
Fátima Bonifácio, já conhecia. Desassombrada! A chamar os bois pelo nome!
Eduardo Sá ... ??? ... ???
E o Senhor Secretário de Estado...

Tão fraco...
Tão fraco...
Tão fraquito...
Tão fraquinho...

28 de maio de 2006

Professores vão avaliar pais

O Azurara soube, junto de fontes fidedignas, da intenção governamental de avançar com um pacote legislativo no sentido da responsabilização dos pais pelo comportamento dos filhos na escola.
Ao que se sabe, os pais que venham a obter uma classificação inferior a Bom poderão ver diminuídos os montantes do Subsídio Familiar (antigo Abono de Família).
A Confederação dos Pais já deu conta da sua indignação, tendo considerado que os professores são incompetentes para fazerem essa avaliação, e reiterando que apenas os resultados do processo reflexivo inerente à auto-avaliação que cada pai faz do seu desempenho pode potenciar incrementos de qualidade no Sistema Educativo.


(ai... se isto não fosse como as verdades do Dan Brown...)

Revisão do Estatuto da Carreira Docente

Proposta de revisão do ECD
Pelo que já li, fiquei com a ideia de que isto não é uma coisa assim tão imbecil como anda por aí a ser propalado.


Leia aqui a proposta.

27 de maio de 2006

Código

Audrey Tautou
Foi hoje!

Foi difícil, mas foi hoje.

Tarde na noite, foi hoje que consegui vislumbrar a legítima "herdeira de Jesus Cristo":

Amélie Poulain


(já vi coisas piores... mas não muito)

Parafraseando Eurico de Barros, o único código que interessará mesmo conhecer é o do multibanco de Dan Brown.

26 de maio de 2006

Galinha gorda...

O Partido Socialista anunciou que vai propor a abolição da cobrança do aluguer dos contadores de águas, electricidade e gás por parte dos consumidores.
Parece coisa boa, e é assim que o PS a justifica e fundamenta: "É bom para os portugueses".
É verdade que, à primeira vista, parece bom. Não pagar o aluguer do telefone à PT, por exemplo, é coisa que todos queremos, e que, muitos de nós até já não pagamos. Começa a haver alternativas. Já com a EDP, o mesmo ainda não acontece.
Também é certo que estes alugueres tiveram origem nos custos das infraestruturas e respectiva manutenção. Tiveram uma justificação. Todavia, tendemos a pensar que as empresas que os cobram ganham, com isso, lucros ilegítimos à custa dos consumidores. Admitamos que sim.
E no caso da água? Também será assim?
A resposta é: Não!
De facto, o abastecimento de água domiciliária não é um negócio. Não se pode comparar com os exemplos anteriores. Pelo contrário, trata-se de um serviço público assegurado, na maioria dos casos, pelas Câmaras Municipais, Serviços Municipalizados, ou Empresas Municipais. Trata-se, como se reconhecerá, de um serviço deficitário. Os valores cobrados por cada metro cúbico de água estão, normalmente, longe dos custos de produção, considerando nestes o tratamento e a bombagem. Só que estes não são os únicos. Há que considerar os custos com a extensão de redes, a manutenção das mesmas, a reparação de rupturas, e por aí fora. Assim, as importâncias dos alugueres têm contribuído para diminuir o prejuízo que este serviço público acarreta.
Ora, se os consumidores deixarem de pagar o aluguer do seu contador, quem vai arcar com o aumento do prejuízo? As Câmaras?
Duvido muito. As Câmaras, na generalidade, estão no limite da sua capacidade. Muitas há que até já ultrapassaram e se viram forçadas a entrar em sistemas tutelados pela Administração Central. Muitas outras - provavelmente todas - acabarão por cair na mesma situação. A continuação da transferência de competências sem a correspondente transferência de meios financeiros a isso conduzirá, irremediavelmente. Por isso, suportar mais este acréscimo de custos não me parece plausível.
Então o que irá acontecer?
Provavelmente, o aumento do preço do metro cúbico da água!
E quem vai pagar? Claro, o consumidor!
E o que é que leva a pensar que o mesmo não se passará com o KWh da EDP, ou com o impulso da PT?

E, já agora, porque é que o Estado cobra taxas moderadoras noutros serviços públicos, por exemplo nos da Saúde?

25 de maio de 2006

Cinema

Michelle Monaghan
Eu ia ver o "código" do Dan Brown ...

... mas o tipo vende bem demais...

... e acabei por ver esta senhora.


(com muita adrenalina)

17 de maio de 2006

Era o que eu temia!

NEGOCIARAM!!!

A violência em S. Paulo terminou em resultado das negociações do Governo com os criminosos.
É isto a teoria dodiálogo e do "politicamente correcto".
Como contrapartida por cessarem os ataques, mesmo na dita prisão de alta segurança, os líderes do crime continuarão a ter - agora legalmente - telemóveis, para além de outras mordomias. Poderão, assim, continuar a controlar os "negócios" através dos seus operacionais em liberdade.

Duas conclusões:
1) O crime compensa e, tratando-se de matar polícias, ainda compensa mais;
e
2) Para a próxima será muito pior!

15 de maio de 2006

Brasil

Se, como alguns dizem, a culpa é do "sistema";
Se, como alguns dizem, a guerra nunca é solução;
Se, como alguns dizem, violência gera violência;
Se, como alguns dizem, apenas o diálogo conduz ao sucesso,
Então,
Como é que uma democracia lida com coisas como esta?

13 de maio de 2006

Sem rei nem...

Independentemente da apreciação da medida - do fecho das maternidades - não posso deixar de ficar preocupado com isto.

Afinal, quem governa Portugal?


(gostava de ler a fundamentação da providência cautelar)

Blasfémia

Salvaguardadas as necessárias distâncias, acho extraordinário este post.

Se não sabe o que é o "esquema da pirâmide", ou o "esquema de Ponzi", vá ver aqui.

11 de maio de 2006

Um atestado de burros

Foi o que nos passou, aos portugueses, o ministro Correia Campos, quando disse que admitiria adiar o encerramento do bloco de partos do hospital de Lamego, se o respectivo Presidente da Câmara contratasse médicos obstetras.

Não quero, por agora, tecer qualquer consideração quanto à intenção de encerrar as maternidades, embora não possa deixar de criticar a fundamentação dos opositores, já que se tem limitado à critica do economicismo. Já era tempo de deixar este discurso caduco. Já era tempo de assumir que o custo das coisas é um factor muito importante. Já era tempo de perceber que, se estamos nesta triste situação deficitária, o devemos às políticas despesistas, enquanto opositoras das economicistas. E também já era tempo do próprio Governo assumir, sem complexos, o discurso da verdade - o da necessidade da redução de custos - em vez de se afundar em subterfúgios políticos mascarados de técnicos.

Mas, sinceramente, alvitrar que uma Câmara Municipal contrate médicos para um hospital do Sistema Nacional de Saúde... não será coisa que nos inquiete quanto à sanidade mental?

8 de maio de 2006

Futebol

O Benfica perdeu, e bem, com o Paços de Ferreira. Mas, desta vez, pelo menos desta vez, pelo menos uma vez na vida, não fiquei satisfeito com a derrota. É que, se tivesse ganho, o Belenenses não desceria de divisão.
Que chatice!

7 de maio de 2006

Pôs-se a jeito...

Freitas do Amaral
... mas desta vez é capaz de ter razão.

Eu também já cheguei estoirado ao fim muita coisa sem estar cansado da mesma coisa.

4 de maio de 2006

Errar apesar da História

Evo Morales - BolíviaEste homem - Presidente da Bolívia - não tendo aprendido nada com a história, cometeu o mesmo erro que muitos outros ignorantes cometeram antes: nacionalizou! Nacionalizou o sistema de extracção de gás natural e petróleo, mandando a tropa ocupar os campos e as refinarias.

Che Guevara, há 40 anos, deveria ter gostado.
Quem não gostou foi o "colega" Luís Inácio da Silva, dividido entre o ideológico direito à nacionalização e a pragmática defesa dos interesses brasileiros. É que a maior empresa em operação na Bolívia é a Petrobras, a qual, depois de lá investir muitos milhões (à espera do retorno, naturalmente) se vê agora obrigada a saír "com uma mão à frente e outra atrás".
Mas o mais interessante é que o duro marxista Lula subscreve agora a opinião de que "os contratos de exportação de gás da Bolívia para o Brasil estão sujeitos à Justiça de Nova York e não à Justiça boliviana".
Giro, hem?
No meio disto tudo, só lamento aquilo pelo que os bolivianos vão passar. Coitados! Com tantos exemplos por este mundo fora...

3 de maio de 2006

Secção de aviões

Ana Hickmann
A minha mãe descobriu a brasileira TV Record. Agora, quando vou almoçar ao melhor restaurante da cidade, não dispenso o zapping para vislumbrar esta senhora no "Hoje em dia".

1 de maio de 2006

Ecovalor

A partir da próxima segunda-feira a taxa ECOVALOR passa a abranger os electrodomésticos. Mais uma. Mais uma taxa. E como é uma taxa, sobre a taxa incide o IVA. Nada de novo. Estamos habituados.
Mas esta é uma taxa "boa". Isto é, é daquelas que se pagam com satisfação. A malta paga mais, mas um tipo fica aliviado. Sente que cumpriu um seu dever de cidadania. Porquê? Porque ela vai direitinha para subsidiar a gestão de resíduos, contribuindo, assim, para um ambiente mais favorável à nossa espécie. Trata-se, por isso, de uma taxa por uma boa causa!
Adoro taxas por boas causas. Adoro pagar mais caro por boas causas.
Mas, pensando bem, entre taxas e impostos, quais é que não são por boas causas?
Vejamos:
  • Pago Imposto Automóvel mas tenho boas estradas e auto-estradas;
  • Pago Imposto sobre o tabaco mas tenho um excelente sistema de saúde;
  • Pago Taxa Social (ou C.G.A.) mas terei uma confortável pensão de reforma se não morrer antes da idade estabelecida;
  • Pago Imposto sobre os Combustíveis e devo ter alguma coisa boa que agora não me ocorre;
  • Pago IRS e tenho a satisfação de ver o meu dinheiro bem redistribuído e aplicado;
  • Pago IVA e ...

Oh, como é bom pagar impostos!

29 de abril de 2006

20 de abril de 2006

A Solução Final

Postei aqui sobre a crise aberta pelo programa nuclear Iraniano. Num dos comentários, veio o amigo Balula Jr defender que a comunidade internacional deve dialogar com o governo do Irão no sentido de chegar a um acordo, o qual poderá passar pela concessão de “benefícios financeiros”.
É certo que esta ideia vem impregnada daquele ímpeto romântico/juvenil característico deste nosso amigo, e tão próprio de uma certa esquerda. Mas, pelo menos por uma vez, estará aqui uma verdadeira descoberta. Quiçá o embrião da solução definitiva para o nosso eterno problema: o défice!
É muito simples:
Em vez da OTA e do TGV, (se o dinheiro não der para tudo), devemos avançar com um programa para produção barata de energia eléctrica – centrais nucleares. (se é uma opção válida para o Irão, porque não para nós?). Bom, mas não nos ficamos pela central. Teremos de eleger o desígnio nacional de produzir o nosso próprio combustível. Ou seja, teremos de fazer enriquecimento de urânio. Mas - finórios - vamos enriquecê-lo mais que o necessário para combustível da central nuclear. Vamos até ao ponto de poder produzir uma BOMBA!
Nessa altura, o nosso primeiro-ministro presidente fará alguns discursos inflamados e dirá que não nos esquecemos daquele ultraje que os ingleses nos fizeram com o “mapa cor-de-rosa”, o ultimato e outras badalhoquices, e aludirá à possibilidade de virmos a “riscar do mapa” a Inglaterra. (também podemos arranjar qualquer coisa contra a França, ou a Alemanha, e nem preciso de falar nestes "cães" que temos à porta). É claro que não nos faltarão alguns milhares de "combatentes da liberdade" que, então, descerão a Avenida envergando os seus cintos-bomba, prontos para o supremo sacríficio contra aqueles que nos quiserem impedir de fabricar a BOMBA.
E… tchammm, tchammmm!
Aí teremos a comunidade internacional a vir dialogar connosco, respeitosamente, de chapéu na mão: “Que não. Que não precisamos de ir por aí. Que não há necessidade. Que eles até nos dão umas 'massas', perdoam as dívidas e etc. e tal”
É claro que a malta aceita a “massita”. Mas fazemos a BOMBA na mesma. Sim, que ainda havemos de mostrar àqueles sevandijas...

19 de abril de 2006

18 de abril de 2006

Irão



Com um presidente como aquele, a hipótese 4 é imbecil.

A 3 não deu qualquer resultado.

Por isso, votei na 2.

E, provavelmente, daqui a algum tempo estarei a votar na 1.

13 de abril de 2006

Fundamentalismo

... é o que revela esta posição da CONFAP:

Considera a CONFAP que o acórdão em análise, permitindo a utilização sistemática da violência psicológica e mesmo física sobre crianças portadoras de deficiência: admite a leitura de que às não portadoras se poderá ir ainda mais longe; que à família é consentido utilizar estes meios como métodos educativos; que às instituições é tolerado, à margem da cultura familiar, utilizar os mesmos métodos.

Fundamentalismo que até leva a tergiversar sobre o conteúdo do acórdão do STJ, no qual são peremptoriamente afastados o dolo e a reiteração, logo a sistematicidade do comportamento.
O acórdão limita-se a dizer uma coisa tão simples e óbvia quanto isto:
Uma "lamparina" no momento certo é um recurso educativo a ter em conta.

12 de abril de 2006

O exemplo

119 Deputados da Nação faltaram ao seu trabalho na Assembleia da República.
Não houve quórum.
O presidente disse que ia marcar falta aos ausentes.
Falta justificada?
Por doença? Consulta médica? Tratamento ambulatorio? Assistência a familiares? Motivos não imputáveis ao agente? Por conta de férias? Por...

Jurisprudência

Qual é o bom pai de família que, por uma ou duas vezes, não dá palmadas no rabo dum filho que se recusa ir para a escola, que não dá uma bofetada a um filho (...) ou que não manda um filho de castigo para o quarto quando ele não quer comer? Quanto às duas primeiras, pode-se mesmo dizer que a abstenção do educador constituiria, ela sim, um negligenciar educativo. Muitos menores recusam alguma vez a escola e esta tem - pela sua primacial importância - que ser imposta com alguma veemência. Claro que, se se tratar de fobia escolar reiterada, será aconselhável indagar os motivos e até o aconselhamento por profissionais. Mas, perante uma ou duas recusas, umas palmadas (sempre moderadas) no rabo fazem parte da educação.

E onde é que isto está escrito, onde?
Num acórdão do Supremo Tribunal de Justiça!

Provavelmente, o maior avanço educacional dos últimos 30 anos.
Vou diligenciar para obter a versão integral. Quem a tenha... agradeço.

Itália

Estive a ler os resultados.
Prodi teve menos votos mas ganhou as eleições. Tal e qual como nas eleições americanas.
Dire-se-á de Prodi o mesmo que se disse diz de Bush?

10 de abril de 2006

Sindicatices

Os senhores do Sindicato de Professores da Região Centro descobriram uma coisa que os deixou indignados: existe uma grande diferença entre os vencimentos dos professores no início e no fim da carreira. E disso dão conta na sua revista de Março de 2006, onde publicam este quadrozinho para mostrar que o “leque” português é o maior da Europa, o que é mau.
Curiosamente, não dizem por que é que é mau, nem de que forma se evitaria esse mal. Isto é, não dizem que os professores no início da carreira deviam ganhar mais, ou que no fim da carreira deviam ganhar menos, ou as duas concomitantes, ou outra qualquer. Nada!
É claro que estes senhores estão permanentemente na oposição e o discurso da oposição conheço eu bem: “isto está mal... porque sim!”. Simples e confortável!
Mas, mesmo aceitando esta premissa como típica das oposições, era exigível que os dados fossem correctamente apresentados. E não o foram. Os salários do quadro são valores absolutos.
Ora, é sabido que quando se estabelecem comparações internacionais os valores devem ser relativos. Só assim se pode ter noção se, num determinado país, uma coisa é, ou não, cara, e se um salário é, ou não, alto. O normal, nestas matérias, é utilizarem-se valores ppp (paired purchase power), como os senhores do SPRC deviam saber.
Mas, mais estranho ainda, é referirem que recolheram os valores no Eurydice. É que o Eurydice disponibiliza estas comparações fornecendo os valores em percentagem do Produto Interno Bruto per capita! Basta ir a http://www.eurydice.org/Salaires/CompPays.asp
É caso para dizer que “foram a Roma e não viram o Papa”.
Ou será que foi de propósito?...

Bom, se tivessem seguido as regras, iriam obter um quadrozinho parecido com este, mais país, menos país, e teriam demonstrado a sua tese: o leque salarial mais elevado é o português!

Mas também teriam concluído que, no início da carreira, os professores portugueses ficam numa posição muito confortável (apenas atrás dos alemães e dos espanhóis, dos quais, como dizem, não encontraram dados).
Da comparação no fim da carreira, não falo.

6 de abril de 2006

Contra a Liberdade...

... é a única interpretação possível da posição assumida pelo Ministro Freitas.
De facto, defender a reunificação da China, com a anexação do "separatista" e democrático Taiwan, é o mesmo que defender a sujeição de alguns milhões de chineses ao mesmo regime totalitário que ainda oprime muitos milhões de Chineses.
Isto só não é paradoxal, porque vem de um ministro que nos habitou a ver a asneira como regra!

4 de abril de 2006

Golden Share


MAS...
É sempre esclarecedor, e gratificante, constatar que o Governo Português se mantém agarrado, "de unhas e dentes", à velha concepção do Estado planificador de toda a actividade económica necessidade de satisfazer a sua clientela com lugarzinhos na administração das empresas.

Ich bin ein Catalán!

O Benfica ganhou, neste últimos dias, muitos e muitos simpatizantes, com a maioria dos espanhois (sobretudo os madridistas) como sócios apoiantes.

Pela minha parte, hasteei a bandeira!

3 de abril de 2006

Nada a dizer

Estando em causa a "relação de confiança necessária entre tutela e dirigente", "foi posto termo à sua comissão de serviço [como director nacional da PJ] com efeitos imediatos"

Nada a comentar.
É por isso que os governos são eleitos (em Portugal é a AR)

1 de abril de 2006

SOS Professor

"... este fenómeno deve-se às profundas alterações no plano social e familiar e ao alargamento de fenómenos de marginalidade e pobreza em Portugal, mas também à política do Ministério da Educação, que diz ter contribuído para a perda de autoridade dos docentes."

Olha quem fala...

30 de março de 2006

Já chegámos à França?

Sinais dos tempos?

Sabeis o que vai acontecer ao miúdo?
Sabeis o que vai acontecer à professora?


Ler mais aqui.

28 de março de 2006

Custou!

Custou... mas foi!
Isto é, HÁ-DE IR!


Nota:
Eu sou contra a presença em qualquer país de qualquer pessoa indocumentada. Ilegais, não! Sejam portugueses ou de outra nacionalidade qualquer. O que não acho bem é o estabelecimento de prazos tão curtos como aqueles que me parece que o Governo Canadiano determinou.