24 de agosto de 2006

Sem planos!

Em 2001, o Benfica comprou Pedro Mantorras ao Alverca por 5 milhões de euros. No ano passado, a direcção do Alverca veio reclamar o pagamento, dizendo que o dinheiro não tinha dado entrada nos cofres do clube. O Benfica contestou dizendo que já tinha pago e que o Alverca já tinha recebido. Assim, não tendo logrado os seus intentos, a actual direcção do Alverca recorreu à Justiça, tendo a Polícia Judiciária iniciado as necessárias investigações.
Até aqui nada de novo. Apenas negócios do futebol. Já todos sabemos como eles são…
Também já sabíamos que, à data do negócio, o Senhor Vieira era simultaneamente dirigente do Benfica e accionista do Alverca. Ok. E daí?
Mesmo a notícia saída hoje - de que o presidente do Benfica seria constituído arguido – não constitui grande novidade. Seria apenas mais um dirigente desportivo constituído arguido.

Então o que é que há de novo?

É que “o gabinete de relações públicas da Polícia Judiciária confirma a existência de uma investigação sobre a transferência do jogador Mantorras do Alverca para o Benfica, em 2001, mas afirma que "não tem planos" para ouvir o presidente do clube da Luz, Luís Filipe Vieira.”
Ainda bem que a Judiciária não tem planos para o ouvir. Ainda nos arriscávamos a mais um “apito” e outros pedidos de indemnização.
É melhor não! Não vale a pena!

23 de agosto de 2006

The Body

Eu ia postar esta imagem para dar ênfase ao carinho que irradia naturalmente do nosso primeiro-ministro, aqui patenteado no gesto simples de espalhar o protector no corpo do irmão, conforme consta da página 9 da Pública de 19 de Agosto.
Mas depois pensei que isto podia ter interpretações duvidosas e, tendo olhado para a página do lado, mudei rapidamente de ideias.

O assunto é muito mais interessante.

Trata-se de arbitrar um monumental conflito entre estas senhoras.
Elle Macpherson era conhecida por "The Body" desde há 20 anos.
Agora, Heidi Klum publicita um soutien baptizado "The Body" e diz que é assim que é chamada.

Ora, ajude lá as pequenas.

Qual delas merece o título?

Bela fatiota (mais uma)

Carmen Electra

20 de agosto de 2006

Muito interessante



O PCP não concorda com a forma como Carlos Sousa tem governado Setúbal, e quer que ele renuncie.

É certo que Carlos Sousa foi eleito numa lista do PCP.

Mas...

Os eleitores votaram no PCP ou no Carlos Sousa?

18 de agosto de 2006

Simao Sabrooooossaaa

Se ainda não o fez, vá ver o verdadeiro delírio que a Estrela do Mar tem na Clave de Lua.
Não se vai arrepender!

17 de agosto de 2006

O baptismo...


... do Centro de Estágio do Seixal traduziu-se numa luta renhida:

Hipótese 1 -
"Caixa Cidade do Futebol" - 34,6 %
Hipótese 2 -
"Caixa Centro de Talentos" - 27,0 %
Hipótese 3 -
"Caixa Futebol Campus" - 38,1 %

Acho que foram felizes. O termo "Campus" dá-lhe assim um ar de Academia...

16 de agosto de 2006

"Muito obrigado"


Sim.

Era o que o Governo Libanês devia dizer:

"Muito obrigado, Judeus. Esses tipos do Hezbolah não nos deixavam circular em certas zonas, mas, graças à vossa acção, vamos conseguir estender a nossa soberania a todo o território."

Voltei

Mas se pudesse...

31 de julho de 2006

Este blog...

... segue dentro de dias.

6 x ?


Não pode ser!
Depois de tantos cortes, tantos sacrifícios, tanto "apertar de cinto"... Não pode ser!
Isto deve ser alguma manobra de contra-informação.

Alvos civis

Numa guerra há alvos militares e civis.
Para além das forças militares no terreno, as pontes, estradas, caminhos-de-ferro, aeródromos, refinarias... são, obviamente, alvos militares.
Os outros, nomeadamente as zonas residenciais, são os alvos civis; os que não podem ser atacados.
Mas quando os combatentes se abrigam em zonas residenciais, transformam-nas em alvos militares...
_______________________________________________
Para compreender as origens desta guerra, para saber quem sempre se opôs a uma convivência pacífica, pode ser útil ler a wikipedia. Coloco aqui este bocadinho para aguçar...

1947 UN Partition Plan

From Wikipedia, the free encyclopedia

On 29 November 1947 the United Nations Partition Plan for Palestine or United Nations General Assembly Resolution 181, a plan to resolve the Arab-Jewish conflict in the British Mandate of Palestine, was approved by the United Nations General Assembly, at the UN World Headquarters in New York. The plan partitioned the territory of Western Palestine into Jewish and Arab states, with the Greater Jerusalem area, encompassing Bethlehem, coming under international control. The failure of the British government and the United Nations to implement this plan and its rejection by Palestinian Arabs resulted in the 1948 Arab-Israeli War.

30 de julho de 2006

Trágico

O resultado do bombardeamento israelita em Qanaã.

Mas...

Diz aqui e aqui que, no total, morreram 57 pessoas, sendo 34 crianças e 16 mulheres adultas.

Então onde é que andam os homens de Qanaã?

Simão Sabrosa

Estou a ficar com pena do Simãozinho.
O rapaz merecia poder voltar a jogar num grande clube.

29 de julho de 2006

Tudo bons rapazes

Chavéz veio de Córdoba, onde ficou mais um dia para estar com Fidel, e foi à Bielorússia para conversar com Lukashenko, esse paladino da democracia avançada, de quem disse «Encontrei aqui um novo amigo e juntos devemos formar uma equipa, uma equipa combativa»;
A seguir foi ao Irão encontrar-se com Ahmedinejad, esse portento da defesa da liberdade, tendo garantido que o seu país “estará com o Irão em qualquer altura e sob qualquer condição”.

Depois disto, fico chateado quando sei que "tendo sido informado da passagem de Hugo Chavez por Lisboa, em trânsito, o primeiro-ministro português manifestou a vontade de aproveitar esse momento para o encontrar, desejo que se concretizou na sala VIP do aeroporto de Lisboa, entre as 10:00 horas e as 11:45". Claro que fico chateado.

26 de julho de 2006

Fim de ano

Foi hoje que marcámos o fim de mais um ano lectivo na ESFA. Foi o já tradicional "lanche" na nossa matinha.
Fica aqui o registo de uma das obras e respectivo artífice.

(por razões óbvias, não publico a foto do "depois")

25 de julho de 2006

24 de julho de 2006

Desculpem lá...

... mas tenho que voltar ao Graciano Saga.
Façam o favor de ouvir este "Menino do Orfanato" e de apreciar a fina sensibilidade do artista para com este flagelo social.
Ah, Graciano! Se fossem todos assim não havia pedofilia!

22 de julho de 2006

Polícias ou sindicalistas?

Sempre disse que esta coisa de sindicatos de polícias havia de dar para o torto.
Cá está!
Dois polícias foram aposentados compulsivamente na sequência de processos disciplinares que lhe foram instaurados por terem proferido declarações consideradas ofensivas para a hierarquia e o Governo. Que declarações?
Bom, um disse: "Se o anterior primeiro-ministro foi para Bruxelas, mais depressa este vai para o Quénia"
O outro assinou um comunicado onde perguntava se seria preciso “fechar as esquadras a cadeado, como fazem os estudantes deste país”, para que houvesse condições de segurança na PSP e acusou, verbalmente, o director nacional da PSP de “ter perdido a vergonha” e de não interessar “nem para mandar nos escuteiros", e ainda disse que "as nossas propostas têm sido rejeitadas por políticos iluminados que a legam a inconstitucionalidade do uso de lagartas, preferindo-se arriscar a vida dos agentes policiais em nome de valores menores protegidos por alguma cobardia política".

Admito que as declarações dos polícias sejam ofensivas.
Mas há um problema: eles proferiram-nas enquanto agentes da autoridade ou enquanto sindicalistas? Em que situações é que se poderão considerar a coberto do Estatuto Disciplinar? Onde está a fronteira? Não é fácil, pois não?
E há outra questão. Este problema pode pôr-se com sindicalistas de outros sectores da Administração Pública. Veja-se o caso dos sindicatos da Educação. Como irá ser com os sindicatos de professores? Quantas vezes já ouvimos dirigentes sindicais de professores proferir verdadeiras obscenidades relativamente aos titulares do poder político? Poderão vir a ser igualmente sujeitos a processos disciplinares e aposentados?

Eu até sou dos que não encontra na acção dos sindicatos portugueses qualquer vantagem para os trabalhadores (que não para os próprios sindicalistas). Mas mesmo assim…

21 de julho de 2006

O Exame da Ministra

A senhora Ministra foi hoje a exame no Parlamento.
A matéria da prova era a fundamentação da repetição dos exames de Física e de Química. O exame era, pois, difícil. E nestas coisas de exames, é tão mais difícil quanto se está mais mal preparado. Ora, sem surpresa, fartou-se de inventar e "meter os pés pelas mãos". Resultado: "tadinha" da senhora, teve má nota!
Por isso estou triste!
É que a senhora costuma estar bem preparada... mas hoje…
Também é verdade que se tratou de uma decisão sem pés nem cabeça, sabe-se lá se tomada por outro. De qualquer forma, indefensável!
Por isso a senhora saiu fragilizada, e, por isso, estou triste.

Até subscrevo esta parte do editorial do Diário de Notícias:
...
Por entre a pequena polémica da Física e da Química, já desapareceu o fantástico número de negativas a Português, ou a persistência da vergonha absoluta da Matemática, duas áreas nevrálgicas de qualquer sistema educativo.
... A decisão que tomou de admitir a repetição de algumas provas vem ao arrepio da exigência que se tornou a sua imagem de marca. Nessa medida, é indefensável. Mas esta será apenas a primeira negativa de um currículo governativo recheado de positivas. Obviamente, a última coisa que se espera é que desista. Mesmo que os tradicionais corredores da intriga socialista tentem minar a sua autoridade ou margem de manobra no Governo e no sistema educativo.

Também o espero!

19 de julho de 2006

Nojeira (mais uma)

Aqui há uns tempos, insurgi-me com este escândalo na Comissão Disciplinar da Liga de Clubes.
Agora temos outra nojeira semelhante no futebol. Só que, desta vez, vem do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, que, com este acórdão, veio ilibar o jogador. E fê-lo, não por o jogador estar inocente, mas porque o acusador mandou “aperfeiçoar” a acusação. E por que é que a acusação teve de ser aprimorada? Porque apenas com o resultado da análise o arguido não podia ser punido! É necessário que o acusador alegue e prove que o arguido voluntária ministrou ou de qualquer outra forma voluntária introduziu no seu organismo a substância que veio a verificar-se estar no seu corpo.
Isto, meus caros, é escabroso!
Mas vamos parodiar:

Na estrada, um condutor é mandado para e soprar o “balão”. 2,4 g/l.
- O senhor está detido
- Porquê, senhor guarda?
- Aqui o aparelho indica que o senhor tem uma taxa de alcoolemia acima do permitido.
- Pois está bem, senhor guarda. Mas só com esse resultado não posso ser punido. O senhor vai ter de provar que eu bebi voluntariamente! Passe uma boa noite!

...
Até o Secretário de Estado disse que era uma vergonha. E, pior ainda, disse que, num caso igualzinho, um outro jogador tinha sido punido. A diferença é que jogava no Guimarães…
Ai, ai... se isto fosse em Itália...

18 de julho de 2006

O bardo flaviense

Sinto que causou alguma estranheza a minha presente escolha musical. Pimba? O grande Graciano Saga? O cantor emigrante? O bardo flaviense? Um dos ícones da MPP? E não conhecem? Como assim? Como será possível?
Ninguém pode ficar indiferente à sensibilidade deste artista. À harmonia da sua música. À linearidade das suas letras. À subtileza da mensagem...

Pois eu tive a felicidade de tomar contacto com este monstro sagrado através da estudantada coimbrã, que não falta a um concerto do mago! Mas vocês só ouvem as playlists das editoras…

17 de julho de 2006

Open Source


O preço foi bom?

Ora 2.250.000 euros a dividir por 3.700 licenças dá... hummmm... pois... é fazer a conta...

Mas tem razão o Paulo Querido.

De facto, o super acordo do Governo com a Microsoft, que levaria esta a um colossal investimento em Portugal, começa a dar frutos... para o lado do senhor Gates!

15 de julho de 2006

Explicações

Ontem, numa entrevista conduzida por Maria João Avilez, vi e ouvi, com estes que a terra há-de comer, o senhor Primeiro-Ministro dizer que que nas reuniões semanais tem aprendido muito; que tem aprendido muito com o senhor Presidente Aníbal Cavaco Silva.
Ora aqui está! Tinha de haver uma razão qualquer para eu concordar com várias das medidas que o Governo tem tomado:
Sócrates vai às explicações às quintas-feiras!

13 de julho de 2006

Lucros perversos?


Discutiu-se hoje a questão da banca ter aumentado os lucros em 30% mas apenas ter pago mais 15% de impostos. Não chegámos a qualquer consenso.
Alguém sabe?

12 de julho de 2006

Um caso exemplar

De volta à nossa realidadezinha, temos este caso exemplar:

Só que o que é mesmo exemplar não é a indemnização que a GM irá pagar. Para exemplo fica a vergonha da mentira. Da mentira que venderam aos eleitores quando lhes disseram que com o Partido Socialista não haveria mais deslocalizações. Afinal...

Porque ainda estamos no rescaldo do Mundial, cabe aqui dizer que isto é exactamente como o caso do Zidane: os fins não justificam os meios.
E cabe também dizer que, tirando algumas cenas patéticas (ver simplex, socrates.com e choque tecnológico, entre outras) até acho que estão a governar bem. Mas para os que votaram neles... deve ser doloroso.

11 de julho de 2006

O todo e as partes

Zidane foi designado pela FIFA como o melhor jogador do Mundial de 2006 e logo correu por aí um coro de protestos. Uma absoluta injustiça, clama-se.
Pretenderia esta legião de descontentes que a FIFA tivesse olhado para o comportamento de Zidane, que o tivesse colocado nos pratos da balança a par da sua habilidade para jogar a bola, e que tivesse concluído que uma não podia apagar o outro.
Devo dizer que faço parte desta corja de protestantes. Também eu acho que a FIFA, nos seus critérios de avaliação, devia integrar valores como, por exemplo, a ética. E aí… ai, ai, Zidane…
O problema é que nós passamos a vida a fazer compartimentações. A separar as partes do todo. Sobretudo quando apreciamos “o homem”, raramente nos detemos numa perspectiva global, holística. Tendemos a apreciar só uma parte “do” homem. É por isso que é vulgar dizermos que um jogador é muito bom, embora abuse do “mergulho” ou dos pitons, e que um apresentador de TV é excelente, embora tenha certos hábitos que francamente…
Isto para já nem falar das vezes em que elegemos presidente um homem que, embora com obra feita, não é um modelo de honestidade, e que, por vezes, até tem processos pendentes na justiça.
E até damos um prémio Nobel a um homem que se distinguiu como terrorista!
Não nos queixemos, pois.
Afinal, a eleição era “só” para melhor jogador. Nem sequer era para melhor “desportista”.

9 de julho de 2006

Regresso ao futuro


Este modelo fotográfico e conhecido deambulador de passerelles marcou um golão.

A nação vermelhusca não vai deixar de nos azucrinar durante muuuuiiiito tempo!

Arte?



Que isto é uma exposição... é!
Que é sobre o que parece... também é!
Se está ou esteve em Serralves... não tenho a certeza... mas...
...
Deve ser defeito meu, mas não consigo ver nada - nem mesmo a arte - pelo olho do cu.
Mas, pior que tudo, é que com coisas tão jeitosinhas que por aí há, logo o artista tinha de ir fotografar estes destroços. Ora bolas!

5 de julho de 2006

Pensamento

(por SMS)

Liberté, egalité, fraternité, vancifodé!

Gramática portuguesa

(para principantes)

Mulher com muitos predicados não pode ter só um sujeito.

Teoria da Representatividade

A senhora Ministra – a do “peito de rola” – apresentou uma proposta para reduzir de 450 para 300 o número de docentes que se encontram sem dar aulas a exercer funções sindicais (que já foram 1.327!!!), pretendendo distribuí-los segundo o critério da representatividade.
Mas o secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação já veio dizer que a proposta do Ministério da Educação merece o nosso total desacordo. Os critérios definidos desvirtuam a realidade porque medem apenas o número de quotizações de cada sindicato, o que não é suficiente para apurar o número de sócios.
E não está sozinho nesta luta. Também o secretário-geral de uma coisa que eu nem conhecia – FENEI – veio lamentar-se: Não chegámos a acordo dado que são ilegais os critérios que o Ministério da Educação quer impor para a distribuição dos créditos sindicais. Para medir a representatividade temos de divulgar o número de sócios e, para isso, dar os seus nomes, o que fere a confidencialidade.

O Azurara manifesta a sua plena solidariedade com esta reivindicação dos sindicalistas. A representatividade não se pode medir pelo número de associados. A representatividade é um conceito abstrato, altamente subjectivo e não é passível de análises quantitativas.
Além de que, como é bom de ver, se isto fosse por diante ainda se poderia vir a saber quantos sócios tem cada sindicato, o que traria sérios incómodos. Se fossem poucos … ai a representatividade. Se fossem muitos … ai as contas das quotas.

Abaixo a teoria da representatividade!

4 de julho de 2006

Dá para tudo!

É verdade.
Enquanto a Europa anda enebriada com o futebol, há quem aproveite o momento para fazer outras coisas. Ninguém dá por nada.

(no Público - papel)

Se não houvesse Mundial isto era assim?

2 de julho de 2006

Mundial


Sofri a ver a "seleçom". Estava a ver que me dava a "solipampa". Então, o amigo Zel sossegou-me, ensinando:

Depois dos 50,
Já não como - saboreio.
Já não tenho forças para amar - só para ser amado.

Claro que não fiquei nada tranquilo...

29 de junho de 2006

Trabalho Infantil

Um amigo meu, dono de um café aqui do burgo, disse-me hoje:

- Sabe, esteve cá o filho de fulano. Veja lá que queria que lhe desse trabalho aqui.
- Mas é um garoto…
- Pois é. Tem 14 anos.
- Então mas…
- Passou de ano. Está de férias e queria aqui ficar a ajudar nestes dois meses. Perguntei-lhe porquê e disse-me que queria ganhar dinheiro.
- Boa! E então?
- Então nada. Mandei-o embora. Com 14 anos! Já viu? Porra!!!
- Coitado do puto…


Será que um miúdo que tem uma frequência escolar normal não deveria poder trabalhar nas férias? Legalmente. Com contrato e tudo?
Será que trabalhar nos meses de férias escolares – Julho e Agosto – é prejudicial?
Não teria, pelo contrário, efeitos benéficos?
Não seria uma forma de ensinar o valor do trabalho?
Não se tratará, mais uma vez, da cegueira extremista dos estereótipos?

É que o puto não vai conseguir ganhar as tais massitas. Pelo menos de forma honesta e honrada não vai…

27 de junho de 2006

De bicicleta?

O Governo britânico vai duplicar o orçamento de uma iniciativa que pretende encorajar os alunos a irem para a escola de bicicleta, anunciou hoje o Ministério dos Transportes.

Se conseguirmos que as crianças se desloquem em bicicletas desde cedo, conseguiremos importantes progressos para a sua saúde, para o ambiente e para o tráfego”, disse o ministro dos Transportes, Douglas Alexander.


Nós, por cá, ainda estamos na fase anterior: estimular os alunos a irem de automóvel ou autocarro, ainda que as distâncias sejam curtas.
Mas lá haveremos de chegar...

26 de junho de 2006

Ansiosa


Olhem para ela no seu traje de verão, toda ansiosa, à espera dos holandeses.
Quantos são? Quantos são?

25 de junho de 2006

Futebol Fútbol

Assim, com acento e tudo, à espanhola, fica melhor no dia de hoje.
Bem torci pelos Mexicanos que vulgarizaram a Argentina. Até cheguei a vituperar aquele árbitro que me fez lembrar o Olegário. Mas não deu...

A propósito de futebol, duas curiosidades:

  • Dos 23 jogadores da Selecção Nacional, 9 foram formados pelo Sporting.
    Porra! Julguei que eram mais!
  • O Ronaldo não se mexe, mas o Cristiano merche-se muito bem.

22 de junho de 2006

21 de junho de 2006

Inquérito - Resultados

São estes os resultados:
Qual o pior Ministro da Educação
Numa breve análise, cabe-me dizer que não estranhei os "zero" votos obtidos por Roberto Carneiro e Fraústo da Silva. O primeiro terá sido, provavelmente, o único Ministro da Educação, desde 1974, que tinha uma "ideia" para o nosso sistema educativo.
Muito curioso é o "score" obtido por Santos Silva.

19 de junho de 2006

Inquérito

Esta é uma boa altura para auscultar as percepções.
Não estão lá todos os que foram ministros. Estão os mais recentes e também aqueles que se mantiveram mais que meia dúzia de meses.
Não pergunto "qual o melhor" porque... verdadeiramente... bem...
Mas não deixe de votar.

Uma aposta ganha

a das fábricas de armas.

Bem, nós também já fabricámos as G3 sob licença da Heckler & Kosh... e vendemos muitas...

18 de junho de 2006

Quotas para mulheres

Este homem é um estrondo. É aquele que bradava que a candidatura da Cavaco Silva era um golpe de estado constitucional. Lembram-se?
Agora veio outra "bomba":

Ele quer mais mulheres no Parlamento para que tenham "mais visibilidade". Assim, pode "aumentar a probabilidade de uma mulher ser escolhida para um lugar de nomeação". Quotas no Governo e nos lugares dos "boys", já não. Aí deve ser o Primeiro-Ministro a "escolher livremente".
É claro que compreendo perfeitamente o alcance da ideia. O Parlamento passa a ser uma montra com grande visibilidade; o primeiro-ministro olha... volta a olhar... e diz: aquela serve!

15 de junho de 2006

PIB por habitante

Descemos mais um lugar no ranking. Menos riqueza por habitante apenas se cria em Malta, na Hungria, na Estónia, na Eslováquia, na Lituânia, na Polónia e na Letónia. Francamente mau.
A propósito, há uns tempos, quando uma qualquer empresa decidia encerrar para "deslocalizar", a culpa costumava ser do governo por pactuar com os desígnios do capitalismo global.
Agora, ao que se vai lendo e ouvindo, já não é. Então de quem é?

Democracia na Escola (ainda)

Um cartune particularmente actual

13 de junho de 2006

Pulhice

Pode parecer que esta história é sobre futebol. Não é!
Aconselho vivamente a sua leitura. Mesmo que não goste futebol, faça um esforço e leia até ao fim. Vai ver que não se arrepende.

(tome providências para não vomitar em cima do teclado)

11 de junho de 2006

A metáfora do embaixador

Ouvi hoje no programa Alma Nostra uma metáfora dita pelo embaixador José Cutileiro. É assim:

A China é a fábrica do mundo.
A Índia é o escritório do mundo.
A África é o hospital do mundo.
A América Latina é a discoteca do mundo.
Os Estados Unidos são o centro comercial do mundo.
e
A Europa é o museu do mundo.

Bem apanhada, não?

Uma piada docente decente

Na Índia, as vacas são sagradas.
Na Inglaterra, as vacas são loucas.
Em Portugal, as vacas são ministras.
(por sms)

10 de junho de 2006

Crescimento "virtuoso"?





Estamos a ficar ainda mais pobres quando comparados com os outros países, estamos a divergir relativamente às taxas crescimento da economia mundial, estamos a ver o nosso fosso para a Europa a aumentar... e o Primeiro-Ministro diz que está satisfeito! Trágico!

9 de junho de 2006

Iniciativa privada?

A Ministra da Educação anunciou hoje o modelo de organização das actividades de enriquecimento curricular a implementar nas escolas primárias. Estas actividades, que se vêm juntar ao Inglês (lançado no ano passado) deverão ser organizadas pelas autarquias, ou pelas associações de pais, ou IPSS ou agrupamentos de escolas, que receberão para tal uma determinada importância por aluno. Os pais continuarão sem pagar nada.
De imediato veio a Fenprof criticar o modelo dizendo que entregar “à iniciativa privada aspectos essenciais do currículo do primeiro ciclo do ensino básico só prejudica a qualidade da educação".
Como se perceberá, o que a Fenprof está a dizer é que

  • Autarquias, Associações de Pais, IPSS e Agrupamentos de Escolas são “iniciativa privada
  • Inglês, Música e Educação Física são “aspectos essenciais do currículo do primeiro ciclo

e isso permite compreender a razão de muita coisa…

O que a Fenprof não está a dizer é de quem é o prejuízo, nem porque é que haverá prejuízo...

5 de junho de 2006

Sinais positivos

A situação da Educação em Portugal está de tal forma degradada, que começam a surgir, ainda que timidamente, vozes desafiadoras do romantismo esquerdista que nos tem dominado desde há 30 anos. Veja-se esta entrevista de Maria Filomena Mónica ao Expresso (em papel);

...
Exp - É preciso também avaliar a competência pedagógica.
MFM - Outra aberração! A chamada rela­ção pedagógica é uma entidade mí­tica: é diversas coisas para diver­sas pessoas. Para uns significa que os professores sabem motivar os alunos; para outros que são exigen­tes; para outros — o mais perigoso — que os alunos amam o profes­sor. Só que a aprendizagem é uma coisa difícil. Os alunos têm de per­ceber que os professores sabem mais do que eles e que, por vezes, têm de ser antipáticos.

Exp - A escola não é democrática...
MFM
- Não pode ser. Há na escola uma hierarquia de poder: o professor sabe, o aluno não.

Exp - Os Governos receiam essa ideia?
MFM - Tanto os ministros do PS como do PSD. O estranho é que ambos vivem banhados numa cultura da es­querda de 68: «somos todos iguais, aprender é um prazer, é proibido proibir». Essas tretas entraram mes­mo na direita portuguesa que não foi capaz de produzir uma ideologia al­ternativa. É uma espécie de fruto mau de uma árvore boa: é claro que os professores têm de saber ensinar, que as aulas têm de ser atractivas. Mas também têm de saber e poder exercer o seu poder. Acabar com os «chumbos» foi péssimo.

Exp - O Ministério não se adaptou?
MFM
- Não e os professores têm todas as razões de queixa. Porque o Ministé­rio, em vez de criar um regulamento disciplinar para punir os alunos, op­tou por uma aberração que subverte o poder do professor. É um disparate completo! Considera as partes iguais, numa altura em que os profes­sores têm perante si selvagens. Porque o que dantes a família fazia, dei­xou de fazer. Desapareceu a cultu­ra patriarcal e muitas famílias não sabem ou não podem transmitir normas básicas.

...

Basicamente, o que Filomena Mónica diz, é o que digo há muitos anos. A diferença é que ela é uma "voz autorizada"...

2 de junho de 2006

2 de Junho de 1981

Passam hoje 25 anos desde o dia em que, com o meu amigo António Barreiros, assinei a escritura de constituição da Desinel.
Foram 25 anos que passaram com uma rapidez estonteante. A bem dizer, não dei conta. Lembro-me como se tivesse sido ontem da forma como começámos a desenvolver software para computadores que … ainda não havia. De facto, em 1981, verdadeiramente, só uma empresa de Mangualde tinha um computador: a Citroën. Mas nós tínhamos um. Um magnífico Tandy Radio Shack, com uma RAM de 64 KB e Dual Floppy Drive de 5 ¼’’ com 140KB de capacidade. Um estrondo! Uma máquina poderosíssima! E lembro-me muito bem dos nossos concorrentes. Eram as máquinas de contabilidade da Olivetti, as famosas A4, que durante algum tempo nos continuaram a ganhar negócios. Mas depois…
Bom, depois foram 25 anos de vertigem tecnológica.

E por falar em tecnologia:
Há por aí algum sinal do “choque tecnológico”? Mesmo pequenino, há algum?

1 de junho de 2006

Ora aqui está...

... uma escola que desenvolve competências para a vida.
Haverá nesta escola jovens violentos?

(no Público)

31 de maio de 2006

Violência na Escola

Fiquei muito deprimido com aquela reportagem da RTP.
Mas ainda piorei no mini-debate que se seguiu.
Fátima Bonifácio, já conhecia. Desassombrada! A chamar os bois pelo nome!
Eduardo Sá ... ??? ... ???
E o Senhor Secretário de Estado...

Tão fraco...
Tão fraco...
Tão fraquito...
Tão fraquinho...

28 de maio de 2006

Professores vão avaliar pais

O Azurara soube, junto de fontes fidedignas, da intenção governamental de avançar com um pacote legislativo no sentido da responsabilização dos pais pelo comportamento dos filhos na escola.
Ao que se sabe, os pais que venham a obter uma classificação inferior a Bom poderão ver diminuídos os montantes do Subsídio Familiar (antigo Abono de Família).
A Confederação dos Pais já deu conta da sua indignação, tendo considerado que os professores são incompetentes para fazerem essa avaliação, e reiterando que apenas os resultados do processo reflexivo inerente à auto-avaliação que cada pai faz do seu desempenho pode potenciar incrementos de qualidade no Sistema Educativo.


(ai... se isto não fosse como as verdades do Dan Brown...)

Revisão do Estatuto da Carreira Docente

Proposta de revisão do ECD
Pelo que já li, fiquei com a ideia de que isto não é uma coisa assim tão imbecil como anda por aí a ser propalado.


Leia aqui a proposta.

27 de maio de 2006

Código

Audrey Tautou
Foi hoje!

Foi difícil, mas foi hoje.

Tarde na noite, foi hoje que consegui vislumbrar a legítima "herdeira de Jesus Cristo":

Amélie Poulain


(já vi coisas piores... mas não muito)

Parafraseando Eurico de Barros, o único código que interessará mesmo conhecer é o do multibanco de Dan Brown.

26 de maio de 2006

Galinha gorda...

O Partido Socialista anunciou que vai propor a abolição da cobrança do aluguer dos contadores de águas, electricidade e gás por parte dos consumidores.
Parece coisa boa, e é assim que o PS a justifica e fundamenta: "É bom para os portugueses".
É verdade que, à primeira vista, parece bom. Não pagar o aluguer do telefone à PT, por exemplo, é coisa que todos queremos, e que, muitos de nós até já não pagamos. Começa a haver alternativas. Já com a EDP, o mesmo ainda não acontece.
Também é certo que estes alugueres tiveram origem nos custos das infraestruturas e respectiva manutenção. Tiveram uma justificação. Todavia, tendemos a pensar que as empresas que os cobram ganham, com isso, lucros ilegítimos à custa dos consumidores. Admitamos que sim.
E no caso da água? Também será assim?
A resposta é: Não!
De facto, o abastecimento de água domiciliária não é um negócio. Não se pode comparar com os exemplos anteriores. Pelo contrário, trata-se de um serviço público assegurado, na maioria dos casos, pelas Câmaras Municipais, Serviços Municipalizados, ou Empresas Municipais. Trata-se, como se reconhecerá, de um serviço deficitário. Os valores cobrados por cada metro cúbico de água estão, normalmente, longe dos custos de produção, considerando nestes o tratamento e a bombagem. Só que estes não são os únicos. Há que considerar os custos com a extensão de redes, a manutenção das mesmas, a reparação de rupturas, e por aí fora. Assim, as importâncias dos alugueres têm contribuído para diminuir o prejuízo que este serviço público acarreta.
Ora, se os consumidores deixarem de pagar o aluguer do seu contador, quem vai arcar com o aumento do prejuízo? As Câmaras?
Duvido muito. As Câmaras, na generalidade, estão no limite da sua capacidade. Muitas há que até já ultrapassaram e se viram forçadas a entrar em sistemas tutelados pela Administração Central. Muitas outras - provavelmente todas - acabarão por cair na mesma situação. A continuação da transferência de competências sem a correspondente transferência de meios financeiros a isso conduzirá, irremediavelmente. Por isso, suportar mais este acréscimo de custos não me parece plausível.
Então o que irá acontecer?
Provavelmente, o aumento do preço do metro cúbico da água!
E quem vai pagar? Claro, o consumidor!
E o que é que leva a pensar que o mesmo não se passará com o KWh da EDP, ou com o impulso da PT?

E, já agora, porque é que o Estado cobra taxas moderadoras noutros serviços públicos, por exemplo nos da Saúde?

25 de maio de 2006

Cinema

Michelle Monaghan
Eu ia ver o "código" do Dan Brown ...

... mas o tipo vende bem demais...

... e acabei por ver esta senhora.


(com muita adrenalina)

17 de maio de 2006

Era o que eu temia!

NEGOCIARAM!!!

A violência em S. Paulo terminou em resultado das negociações do Governo com os criminosos.
É isto a teoria dodiálogo e do "politicamente correcto".
Como contrapartida por cessarem os ataques, mesmo na dita prisão de alta segurança, os líderes do crime continuarão a ter - agora legalmente - telemóveis, para além de outras mordomias. Poderão, assim, continuar a controlar os "negócios" através dos seus operacionais em liberdade.

Duas conclusões:
1) O crime compensa e, tratando-se de matar polícias, ainda compensa mais;
e
2) Para a próxima será muito pior!

15 de maio de 2006

Brasil

Se, como alguns dizem, a culpa é do "sistema";
Se, como alguns dizem, a guerra nunca é solução;
Se, como alguns dizem, violência gera violência;
Se, como alguns dizem, apenas o diálogo conduz ao sucesso,
Então,
Como é que uma democracia lida com coisas como esta?