12 de dezembro de 2006

ESPAP

O Governo continua a concretizar o seu plano para a criação dos 150.000 novos empregos.

Ora aqui está mais uma medida de mestre: ESPAP - Empresa de Serviços Partilhados da Administração Pública.
Uma empresa pública que poderá criar várias outras empresas públicas para gerir funcionários públicos. Uma medida absolutamente inovadora. É o verdadeiro emprego criativo!

Já viram bem a quantidade de pessoas que vai conseguir encontrar um lugarzinho na administração desta(s) empresa(s) pública(s)?

11 de dezembro de 2006

Sobredotado


Talvez tenha sido dos tratamentos a que se submeteu para tratar o joelho, mas o que é certo é que o rapaz ficou com uma língua... Até à ponta do queixo! Porra!
Eu bem que estive a ver até onde ia a minha, mas... nem perto!

8 de dezembro de 2006

19-norandrosterona

Isto é muito giro.
A Procuradoria diz que a Federação de Futebol tem de reavaliar o caso de doping arquivado pelo Conselho de Justiça, mas a FPF diz que não o pode fazer porque, de acordo com os seus estatutos, está obrigada a respeitar as deliberações do "seu" Conselho de Justiça.
E diz mais. Diz que a retirada do estatuto de utilidade pública apenas estaria em causa se se tratasse de um caso muito grave. Sim, que este não passa de simples e corriqueiro caso de droga. Ainda se fosse coisa grave...
Justiça e futebol à portuguesa!

Ah! Não consigo deixar de aqui repetir esta "pérola" do CJ:

“apenas com o resultado da análise o arguido não podia ser punido” ... “é necessário que o acusador alegue e prove que o arguido ministrou ou de qualquer outra forma voluntária introduziu no seu organismo a substância que veio a verificar-se estar no seu corpo”. Argumentos contrários aos de vários acórdãos proferidos anteriormente pelo CJ, em casos de jogadores de clubes mais pequenos, como Rui Lopes (ex-Vitória de Setúbal) e Kali (ex-Barreirense).

"Infame", disse ele




Mas este tipos da ERC não são nomeados pelo Governo ou coisa assim?

7 de dezembro de 2006

A escola promotora da desigualdade

Ando há muitos anos a dizer que a Escola de hoje é muito mais elitista que nos tempos em lá andei.
E nem é preciso fazer um estudo como aquele de que o Público dá notícia. Nem sequer é preciso ir para uma grande cidade comparar "sucessos" de alunos de diferentes escolas. Não é necessário. Até porque o facto de frequentarem escolas diferentes - logo com distintos ethos - pode enviesar os resultados. Por isso me parece que a promoção da desigualdade deve ser estudada "dentro" de cada escola.
Numa pequena cidade como a minha, em que, ao nível do secundário, apenas há uma escola, também se verifica este fenómeno ou não? Isto é, o problema é "das" escolas ou é "do" sistema educativo?
Ora, basta olhar para os Quadros de Excelência que, ano após ano, vou colocando na parede do gabinete, para reparar que, entre aqueles poucos alunos que atingem médias acima de 18 valores, raro é o jovem que provém de estratos socio-económicos baixos. E será que a escola lhes dispensou um tratamento privilegiado? Claramente que não.

Não tive oportunidade de ler o estudo. Apenas li a notícia. Contudo, pelo que li, parece-me que os autores insistem rigorosamente nos conceitos cuja defesa, paulatinamente, veio a produzir exactamente os efeitos contrários aos pretendidos.
À força de pretender que a Escola atenuasse as diferenças sociais de base, que igualizasse, decretou-se o direito à igualdade de sucesso.
Pois muito bem. Mas...

O sucesso (dos alunos) é um conceito absoluto? Isto é, o que é sucesso para um determinado jovem, é-o para todos os jovens?

Pois...

Eu sabia...

... que havia uma razão forte

5 de dezembro de 2006

Ainda o Lego

Provavelmente, todos conhecem as famosas estruturas impossíveis desenhadas por Maurits Cornelis Escher.
Pois há dois senhores, Andrew Lipson e Daniel Shiu que construíram, com Lego, algumas dessas estruturas “inconstruíveis”, as quais, quando fotografadas de determinado ângulo, parecem materializar as utopias de Escher. Ficam aqui estes:

"Ascending and Descending"

"Belvedere"

"Relativity"

3 de dezembro de 2006

Hobby

É este o do meu filho. Um quintanista que ainda "brinca" com Lego.

Mas há muitos mais, mesmo em Portugal, assim "alienados". Parece que há mais de 1 milhão de tipos que fazem MOC's (My Own Creation).
(Esta "réplica" da Demag TC 2800 ainda não está concluída)

2 de dezembro de 2006

1 de dezembro de 2006

Restauração

Tenho ouvido alguns historiadores dizer que a dominação dos Filipes se caracterizou por ser um período de considerável progresso de Portugal.
A mim sempre me ensinaram o contrário.
Sempre me disseram que foram 60 anos em que vivemos subjugados pelos espanhóis e que, por isso, foi com grande entusiasmo que o povo viveu o dia 1 de Dezembro de 1640, dia em foi heroicamente restaurada a nossa independência.
Não sendo historiador e baseando-me tão só no percurso que fizemos desde então, estou tentado a dizer que não terá sido assim. Não terá havido um assim tão grande entusiasmo.
Tenho para mim que apenas saiu beneficiada a classe que ascende ao poder, aquela que estava apeada e privada das mordomias. Para o português anónimo não terá havido qualquer vantagem.
Bom, a não ser aquele tal valor sentimental do patriotismo que nos faz encher o peito e exclamar: Somos independentes!

Mas, na nossa vida diária, o que é que se compra com a independência?

29 de novembro de 2006

Global Orgasm


A combinação da alta energia orgásmica, com uma vontade intensa, tem um efeito maior do que a meditação e as orações em massa
Vá lá. Adira a esta iniciativa. Contribua para a paz na Terra!
Dia 22/12/2006, "com quem quiser, onde entender, no momento em que estiver sintonizado, mas com toda a energia".

(Pela expressão da senhora da foto, estou tentado a dizer que se está antecipar. E isso é ... BATOTA)

Vocabulário "normal"

O Tribunal da Relação de Guimarães desceu de 12.500 para 10 mil euros a multa que a autarca de Felgueiras, Fátima Felgueiras, terá de pagar por «difamar» o seu ex-vereador Horácio Costa, disse à Lusa fonte judicial, esta terça-feira.
Segundo a fonte, o Tribunal considerou «excessiva» a multa de 250 dias à taxa diária de 50 euros a que o Tribunal de Fafe a condenara a 22 de Março, descendo-a para 200 dias. O Tribunal manteve, no entanto, a decisão que obriga ao pagamento de 1.250 euros, a título de indemnização, ao queixoso, Horácio Costa.
......
O Tribunal considerou que seria «legítima» uma chamada de atenção pela autarca para o comportamento político de Horácio Costa, mas «noutros termos», considerando difamatórias as expressões usadas na entrevista tais como «patife, sem coragem, sem vergonha e sem escrúpulos, sem estrutura e dignidade, um verdadeiro terrorista».
Apesar disso, deu como provado que «as expressões usadas e as afirmações proferidas no decurso da entrevista fazem parte do vocabulário normal, consagrado e aceite na disputa política nacional».


Resumindo:
Na opinião dos juízes, o crime de difamação é prática corrente na política nacional.

É fantástico!!!

26 de novembro de 2006

Fui ver...



... esta senhora no cinema (se há coisa que não perco é um belo double-o-seven).
E gostei da Eva Green.

Gostei menos do filme.

Um Bond que comete erros... e que se deixa enganar pela menina... Tssss, tssss, tssss!

Parecia um Titanic com tiritos.

23 de novembro de 2006

É disto que precisamos...


... para rejuvenescer este país.

Vejam este belo desejo que a Patrícia Tavares confidenciou ao 24 Horas.

(a foto não é de lá, mas isso não vem ao caso)



Obrigado Patrícia!

21 de novembro de 2006

Inveja


A inveja é um dos males do mundo...

Pois é... mas eu tenho cá uma inveja dos espanhóis...
A nossa Segurança Social em pré-falência e a deles com superávit.

Ao menos podiam dar uma dica à malta...

20 de novembro de 2006

WTO

Estes senhores aproveitaram a cimeira da ASEAN em Hanoi para negociarem a entrada da Rússia na WTO. Era a “última grande economia” que ainda não integrava a organização.

É por esta e por outras como esta que as nossas fábricas (veja-se a nossa Malhacila) fecham.
Estes senhores, nomeadamente os europeus dos países com tecnologias de ponta, não se importam de perder empresas de mão-de-obra intensiva em troca da venda de equipamentos e maquinaria tecnologicamente avançada.
Veja-se aqui o caso da inglesa BONAS toda satisfeita por vender teares ao Paquistão. Não vende malhas nem tecidos, mas vende maquinaria de ponta.
O problema é que dentro em pouco, nem teares, nem comboios, nem centrais nucleares, a Europa lhes vende. É que vários destes países asiáticos não reconhecem os tratados internacionais sobre marcas e patentes…
Nem estes, nem os outros (protecção social, duração do trabalho, aposentação...)

(porra! Já pareço o evangelista a pregar contra a globalização)