20 de novembro de 2006

WTO

Estes senhores aproveitaram a cimeira da ASEAN em Hanoi para negociarem a entrada da Rússia na WTO. Era a “última grande economia” que ainda não integrava a organização.

É por esta e por outras como esta que as nossas fábricas (veja-se a nossa Malhacila) fecham.
Estes senhores, nomeadamente os europeus dos países com tecnologias de ponta, não se importam de perder empresas de mão-de-obra intensiva em troca da venda de equipamentos e maquinaria tecnologicamente avançada.
Veja-se aqui o caso da inglesa BONAS toda satisfeita por vender teares ao Paquistão. Não vende malhas nem tecidos, mas vende maquinaria de ponta.
O problema é que dentro em pouco, nem teares, nem comboios, nem centrais nucleares, a Europa lhes vende. É que vários destes países asiáticos não reconhecem os tratados internacionais sobre marcas e patentes…
Nem estes, nem os outros (protecção social, duração do trabalho, aposentação...)

(porra! Já pareço o evangelista a pregar contra a globalização)

18 de novembro de 2006

Mário Sottomayor Cardia

Os mais novos não se lembrarão, é claro.
Mário Sottomayor Cardia, que faleceu ontem, foi Ministro da Educação em Governos chefiados por Mário Soares. Nos idos de 75 e 76, durante a "saudosa gestão democrática das escolas” que se seguiu ao saneamento dos reitores e directores, Sottomayor Cardia tentou pôr alguma ordem num sistema absolutamente anárquico que (não) funcionava em permanente plenário, de modo totalmente desarticulado e discricionário. Fez publicar, então, o Decreto-lei Nº 769-A/76. A contestação foi gigantesca. Nas escolas e nas ruas. Era o “regresso ao fascismo”.
A Lei perdurou por 22 anos, mas o ministro foi afastado. Lembro-me bem de se dizer “Olha o Sottomayor q’Ardeu!”
Um apontamento final para lembrar que, passados 22 anos, os mesmos (as mesmas forças) que lutaram contra o 769-A/76, defenderam-no afincadamente face ao 115-A/98.
Coerências...

Ortografia

Quando, na pressa de ripostar, a gente troca as letras, falha uma acentuação ou se nos escapa alguma vírgula… “prontos!”, foi um “errozito”. Toda a gente percebe o que aconteceu e ninguém liga nada. É normal.

Naturalmente, se o erro se torna norma, passa-se da gralha à ignorância.

Ora, embora isto não pretenda ser um santuário da Língua Portuguesa, é de bom-tom que não se venha para cá maltratá-la.
Só isso.

16 de novembro de 2006

Absentismo

Um pouco por todo o país, Mangualde não foi excepção, decorreram hoje protestos dos alunos do secundário. No meio das reivindicações habituais - educação sexual e não aos exames - surge uma nova bandeira. "Não às aulas de substituição!"
Até ouvi que, na capital, os alunos protestantes se juntaram aos professores em vigília na 5 de Outubro, numa luta, ao que possa parecer, comum. Muito curioso...

Centremo-nos nas aulas de substituição.

Pela minha parte, como já aqui repeti, a "invenção" das aulas de substituição resultou de se ter pegado no problema (do absentismo) pelo lado das consequências, em vez do das causas.
Mas vamos lá: sim, não, e porquê?

Manutenção?

Vejam lá que até eu, que a tenho defendido, fiquei apreensivo.

Senhora Ministra, que cenário é esse que envolve “mediante formação suplementar, colocar professores no exercício temporário de funções técnicas, nomeadamente, em bibliotecas, apoio jurídico, manutenção de instalações ou ligação às famílias.”

Apoio jurídico? Quer dizer, formação complementar para poderem prestar apoio jurídico? E para apoiar quem?

E manutenção? Manutenção de instalações?
Está a pensar em coisas como caixilharias, vidros e pinturas?

Ó Senhora Ministra…

13 de novembro de 2006

Um grande golo

Foi um jogo vibrante o de 13 de Maio de 2009. O Benfica conquistou mais uma Taça dos Campeões. Adolfo, 46 anos, técnico tributário, tinha bebido uns finitos no café, para disfarçar o nervosismo, enquanto via o jogo na Sport TV. Mas no final foi a explosão! Que golão! Uma verdadeira descarga de adrenalina. Estava radiante!
Chegou a casa, onde sua mulher, Isilda da Purificação, professora, estava a ver uma série no AXN. O filho mais novo, 14 anos, já estava a dormir, e ainda era muito cedo para que o mais velho, 17 anos, entrasse em casa. Adolfo sentou-se no sofá, bem juntinho a Isilda, e colocou-lhe o braço em volta dos ombros, meigamente. Isilda estranhou. Não era hábito. Ignorou. Mas ele … aumentou a pressão do abraço. Isilda levantou-se rapidamente.
- Estou cansada. Vou dormir. Amanhã tenho que aturar aqueles putos insolentes do 9º + 1…
Adolfo viu-a sair. Pegou no telecomando e pensou que seria agradável ver a repetição do jogo no Canal 1, lá para as duas da manhã. Mas sentia-se invulgarmente bem, satisfeito, cheio de energia… Apagou a TV e foi para quarto.
- Já aí vens?
- Zildinha, minha linda, estás tão…
- Olha para esta agora. Olha para o que te deu. Julgava que isso já nem funcionava…
- Zildinha, não digas isso… vá lá…
- Dá-te para cada uma. Passas meses e meses… e hoje lembras-te… Valha-te Deus…

Adolfo despiu-se rapidamente e meteu-se na cama. Nu!
- Zildinha… sussurrou bem coladinho ao ouvido.
- Está quieto! Vira-te para lá e dorme.
- Zildinha… ciciava ele enquanto a afagava, acariciava, apalpava…
Mas Isilda, obstinada, repelia-o.
Adolfo, por seu lado, estava bem disposto e não desistia. A sua mão percorria o corpo dela em movimentos suaves… sensuais…
- Está quieto, homem… nem uma mísera camisa de vénus cá tens…
Mas Isilda começava a sentir-se… humm!… excitada… lânguida… E era tão raro…
Ainda balbuciou qualquer coisa como “isto ainda vai dar asneira”, mas… entregou-se numa volúpia explosiva.
Adormeceu a pensar que aqueles putos do 9º+1 não eram tão imbecis como parecia…
...
...
Isilda da Purificação andava invulgarmente nervosa. Sempre fora tão regular, e agora… já devia ter vindo há uma semana, e nada. Também era verdade que noutras ocasiões a coisa já tinha atrasado… E decidiu esperar mais uns dias.
...
...
Nada! Isilda da Purificação andava em pânico. Estaria grávida?
Não podia ir à farmácia comprar um teste. Vivia numa cidade pequena e toda a gente a conhecia. Seria um falatório… mexericos… credo!
Mas já lá iam quase três semanas…
Na sexta-feira, que era o seu dia de “trabalho individual”, resolveria a questão.
E assim foi. Entrou para o carro, foi até uma grande cidade bem afastada da sua terra, entrou numa farmácia, comprou o teste, comeu qualquer coisa a servir de almoço, e regressou.
Já em casa, seguiu as instruções e… pimba! Positivo!
Isilda da Purificação ficou devastada. No seu íntimo, era coisa que já esperava. Era quase uma certeza. Mas agora… estava confirmado! 39 anos… dois filhos, um às portas da faculdade… e grávida. Porra!
...

O que aconteceu a seguir? O que fizeram Isilda e Adolfo?
Escreva a sua continuação desta estória.

10 de novembro de 2006

9 de novembro de 2006

Um caso muito triste

A ser verdade o que diz o Público, todos os bacharéis e licenciados em Turismo pelo Instituto Superior de Ciências Educativas de Mangualde (e pelo seu homónimo de Felgueiras), desde 1995, viram os seus diplomas anulados por despacho do Senhor Ministro Mariano Gago.
Tinham um curso superior e, de repente, deixaram de o ter.
Caramba!
11 anos depois?
Isto vai ter repercussões devastadoras.

8 de novembro de 2006

Ui ui ui...


Aqui está o PS "profundo" a deixar a ministra "descalça"

Não prevejo nada de bom.

6 de novembro de 2006

4 de novembro de 2006

Geo-política





A Faixa de Gaza Gaja

é a zona compreendida entre os

Montes Golan

e a

Terra Prometida





(recebido por email)

3 de novembro de 2006

Fragatas - 2

Não. O negócio não me parece nada mau. Claro que se a nossa situação económica fosse semelhante à da Holanda, poderíamos fazer como eles: comprar novo e vender usado. Assim, temos de fazer como Belgas e Chilenos: comprar-lhes as substituídas.

Karel Doorman (F827) - 1991 (sold to Belgium as Leopold I in 2005)
Willem Van Der Zaan (F829) - 1991 (sold to Belgium as Louise-Marie in 2005)
Tjerk Hiddes (F830) - 1991 (sold to Chile as Almirante Riveros in 2004)
Van Amstel (F831) - commissioned in 1993
Abraham Van Der Hulst (F832) - 1993 (sold to Chile as Blanco Encalada in 2004)
Van Nes (F833) - 1994 (sold to Portugal in 2006)
Van Galen (F834) - 1994 (sold to Portugal in 2006)
Van Speijk (F828) - commissioned in 1995

Acresce que as duas fragatas não são nenhum destroço. São, até, mais recentes que as nossas Meko - 1990- e muito semelhantes. Até o helicópetero é igual (Lynkx).

A NRP Ávares Cabral e a HNLMS Van Nes

E convém ter em atenção que comparar uma "fragata" com um "patrulha oceânica" é semelhante a comparar Manhattan com a Cova da Moura.

2 de novembro de 2006

Fragatas

Olhem para mim a aplaudir esta medida.

Parabéns Senhor Ministro.

Já era tempo de substituir aquelas velharias da classe João Belo.
E fique a saber que ainda o aplaudirei mais se conseguir vender o ferro velho ao Paquistão.
Ah! Não se esqueça dos dois submarinos. Também são necessários.
Vá em frente. Não se preocupe com o burburinho que o "povo de esquerda" não deixará de fazer!

1 de novembro de 2006

Despenalizar

Em Portugal, por força do artigo 140º do Código Penal, o aborto é crime, a não ser nas condições previstas no artigo 142º do dito código.
É certo que, há muito, os tribunais deixaram de condenar quem aborta e faz abortar. Todavia, havendo denúncia, sempre se abre o respectivo processo-crime, com o todo o desfilar de diligências vexatórias e, afinal, inconsequentes.
Entendem muitos – eu também – que isto não está bem assim. Não me sinto nada confortável a condenar uma mulher que aborta.
Mas…
Será preciso fazer um referendo?
Será preciso fazer uma lei nova?

Não bastará, simplesmente, eliminar o Capítulo II do Código Penal?

Cahora Bassa


O Ruvasa veio hoje falar-nos de Cahora Bassa, de "engenharia orçamental", e daquelas coisas que eram péssimas ontem e excelentes hoje.

Para avivar a memória.

29 de outubro de 2006

Bailado



Pyotr Ilyich Tchaikovsky escreveu a música para um bailado a que chamou

Щелкунчик

ou

Shchelkunchik

ou, em português

Quebra-Ossos-Nozes.

26 de outubro de 2006

Grandes Portugueses

Estava eu a preparar-me para votar no D. João II quando comecei a ouvir, e a ver, uma certa "gaijita de olhar bovino".
Resultado:
Convenceu-me! Alterei mesmo o sentido do meu voto.

25 de outubro de 2006

Ranking 2006

Não falta por aí quem diga “cobras e lagartos” dos rankings das escolas.
Que não! Que não se podem estabelecer comparações entre escolas. Que cada escola tem o seu ethos. Que escolas com alunos diferentes têm de obter resultados diferentes. Outros há, que, rejeitando igualmente os rankings, argumentam que o que é fundamental na escola não são os resultados dos seus alunos, mas antes o processo desenvolvido. Estes últimos são aqueles que, por norma, abominam a avaliação do que quer que seja, muito menos dos professores, e que, em desespero de causa, se refugiam invariavelmente em critérios marcados por ampla subjectividade. Sempre dá para ir iludindo a realidade...
Não sou um fanático dos rankings, mas penso que todas as escolas podem beneficiar do conhecimento da sua performance.
Na nossa escola secundária sabemos bem que não devemos comparar-nos com os colégios privados das “capitais”, nem com as “escolas de referência” das grandes cidades. Não temos essa veleidade. Não nos passa pela cabeça, por exemplo, pedir “meças” à Alves Martins, o antigo Liceu Nacional de Viseu. Todos sabemos que se processa uma verdadeira “selecção natural” nas inscrições para frequência destas instituições (4); que um percurso escolar menos conseguido no Básico dificilmente será aceite por ali; que a generalidade dos alunos que lá andam, têm pais que investem na formação dos filhos, exigindo-lhes responsabilidades que outros não fazem. Pais cuja exigência perante a escola e os professores, não é inferior à própria exigência perante os filhos. E isso, na maior parte dos casos, é que faz a diferença.
Mas, o facto de sabermos isso, não nos impede de aferir, sem complexos, o nosso desempenho. De nos situar, comparativamente, em contextos geográficos e socioeconómicos semelhantes. De analisar os nossos resultados e o nosso percurso.
E de daí tirarmos ilações consequentes, obviamente.

(4) Também se verifica um processo destes nas inscrições para a Profissional de Torredeita.

Ver Expresso, Público e Correio da Manhã.

16 de outubro de 2006

Ultra-leve

Diz a revista do 24 Horas de Sábado, 14, que esta menina, enquanto anda a acabar três disciplinas do 9º ano, é manequim, embora se sinta mais à vontade como modelo fotográfico.

Tem 175 cm de comprimento e uma silhueta de 85-61-93. Tudo dimensões de aeronave, embora do tipo ultra-leve - 16 anos!!!

A questão é:

Se em vez de trabalhar na passerelle o fizesse numa fábrica, era considerado trabalho infantil... ou não?

15 de outubro de 2006

Tinha razão.


O ministro Pinho tinha razão.
O que ele se esqueceu foi de dizer que crise é que tinha acabado.

Qual infantilidade, qual carapuça!

Acabou, e acabou mesmo!

13 de outubro de 2006

Graças a Deus!

Louvado seja o senhor ministro Pinho por ter determinado o fim da crise.

Andava eu para aqui a preocupar-me com falências, encerramentos e deslocalizações. E ... afinal...

Viva o crescimento económico!
Pois se até já criou 48 mil novos empregos...

Estes tipos que se andam por aí a manifestar são uns ingratos. Bom, também se pode dar o caso de ainda não saberem deste anúncio.

11 de outubro de 2006

Selecção

Tudo teria sido diferente se nos tivessem deixado jogar com o Moretto, o Luisão, o Leo, o Alcides, o Karagounis e o Micolli!

Nuno Gomes

... continua a dar excelentes apontamentos.
Mas há qualquer coisa que não está bem. Parece que os polacos são mais.

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Momento de desentendimento:
O árbitro não sabe que é normal marcar-se falta quando Nuno Gomes vai ao chão.

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Nem Deco ... nem Ronaldo...
Tem razão o comentador: parece que os portugueses andam de muletas.

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Golo... Golo... Golo....... Nuno Gomes.
Diz o comentador que ele é frouxo. Qual frouxo, qual carapuça!

9/11 - 10/11


Estou com os olhos bem abertos à espera de ver as luzinhas das explosões das cargas de detonação da esperada implosão do edíficio contra o qual chocou o avião engenho em New York.

Bendito Loose Change!
A História repete-se...

Estou a apreciar...

... a fantástica exibição de Ricardo Rocha.
Nuno Gomes também está ao seu nível.

10 de outubro de 2006

2006 dC = 1427 dM = 312 dV

Não resisti a copiar da Pública para aqui esta interessantíssima cronologia onde se fala de Voltaire, de Jan Huss e do Islão.

8 de outubro de 2006

Esta Guarda...

... não é a minha guarda.

Andam por aí a dar tiros em jovens civis, impedindo-os de exercer os seus ofícios e, pior ainda, atentando contra a sua segurança, o que se constitui como clara perseguição de uma minoria desprotegida.
Têm de ser detidos sem demora.
Não sabem que o vosso papel deve ser o de reprimir os pacatos papalvos cidadãos?
Ide mas é para a estrada vigiar os perigosos incumpridores ocasionais do Código da Estrada.

(imagem de http://static.flickr.com/34/113411549_21008d0dc4.jpg)

6 de outubro de 2006

Expressividade

A riqueza e a "força" do vernáculo português ficam bem expressas nestas conversas gravadas:














(DN de 05/10/2006, p. 17)

4 de outubro de 2006

Até nos USA?

Whirlpool deslocaliza-se para o México e despede 1200 postos de trabalho nos EUA

Senhor Bush, você é um borrachão ainda maior do que dizem por aí. Se você nem consegue obrigar uma empresa americana a continuar a laborar na América, como se poderia esperar que as obrigasse a "cumprir contratos" noutros países?
Que vergonha, senhor Bush.

1 de outubro de 2006

SCUT - Desvendado o mistério!

Estive na inauguração do último troço da A25: Mangualde – Boa Aldeia. Alguns pensam que lá fui para “aparecer” ao lado do senhor primeiro-ministro. Coitados... Ignoram os deveres dos anfitriões. Que Deus os ilumine…

Bom, mas aprendi lá duas coisas.
A primeira foi o desvendar do mistério: A que se deveu a decisão de não portajar a A25?
Pois bem, como se vê na foto, a A25 não terá portagens em resultado da luta da Comissão de Utentes contra as portagens, ai, Comité de Luta contra o encerramento nocturno dos SAP, bolas, Movimento contra o encerramento das escolas, apre!, do PCP!

A outra, foi a razão pela qual o traçado da A25 é o que está a vermelho, com aquela curva terrível já chamada de "bossa do camelo", em vez de ser, mais ou menos, o que pintei a verde (é uma pena as fotos do Google Earth terem mais de um ano). Mas isso fica para outra vez.

30 de setembro de 2006

ADSE - SCUT

Como é que isto se compatibiliza com a lógica das SCUT?
Nas SCUT nem se pode falar de défice, já que não há receitas. É tudo despesa. E todos os portugueses as pagam, embora só alguns as utilizem.

Então, o que é que fez com que o primeiro-ministro mudasse de opinião?

28 de setembro de 2006

Quem não quer ser lobo...


Conforme aqui disse, esta coisa deixou-me chateado.

Pois agora ainda fiquei mais.

Chávez resolveu fazer campanha eleitoral utilizando fotos de encontros com amigos, sendo José Sócrates o único dos europeus.

Lá aparece, todo catita, a conversar com Chávez (seria sobre Bush?), e nem sequer falta a nossa Bandeira Nacional.

Péssimo! Antes com o Fidel!

Agora, de que lhe vale protestar?

Pôs-se a jeito...

27 de setembro de 2006

Pragmatismo


O Presidente Aníbal Cavaco Silva, na sua visita de estado a Espanha, dedicada à conquista de novos mercados para o nosso sector empresarial, não caiu na vulgaridade de oferecer ao Rei um presente protocolar tradicional - normalmente porcelanas, baixelas e filigranas.
Fazendo jus ao seu pragmatismo, optou por uma peça que coubesse no contexto da visita: um software "made in Portugal", para uma área de mercado em franco crescimento, dando visibilidade às nossas empresas tecnológicas que ainda não têm o gabarito desta.

Que diferença...

20 de setembro de 2006

Plano Nacional contra a Droga

Começaram por ser os guardas prisionais a contestar a instalação de sistemas de troca de seringas nas prisões portuguesas. Não foram ouvidos.
Agora são os próprios presos que querem impedir a troca de seringas.
Uns e outros dizem que a medida não vai resolver nada e que vai aumentar o risco de propagação de doenças contagiosas.

Claro que também estou preocupado com o risco de contágio, mas estou muito mais preocupado com a aceitação expressa - institucionalização da troca de seringas - da circulação e consumo de droga nas prisões.
Percebo que o PS tenha que aderir a estas "causas fracturantes" para seduzir as franjas minoritárias com algum folclore "de esquerda". Compreende-se.
Mas, minoria por minoria, acho que é tempo de exigir a criação de um corredor nas autoestradas para os que não querem cumprir os limites de velocidade estabelecidos na Lei.

19 de setembro de 2006

ACAB

Decorreu neste fim-de-semana o já tradicional passeio do Grupo de Cantares da ACAB. Destino: Valladolid, capital de Castilla y León.
Eu não canto (tenho uma boa voz para escrever no teclado) mas tenho todo o gosto (e honra) em os acompanhar. Dois dias num ambiente grupal, sem outra intenção que não a da descontraída confraternização. Ainda por cima com uma organização que vai ao mais ínfimo pormenor!
Enquanto espero pelo do próximo ano, vou aqui deixar uns apontamentos.

(Praça José Zorrilla - Valladolid)

16 de setembro de 2006

Religião de paz e amor

Numa intervenção na Universidade de Regensburg, onde no passado leccionou, o Papa explorou as diferenças históricas e filosóficas entre o Islão e o Cristianismo e a relação entre violência e fé. A certa altura, citou um imperador bizantino do século XIV (Manuel II Paleólogo), segundo o qual Maomé trouxe ao mundo coisas "más e desumanas, como o direito a defender pela espada a fé que ele persegue".

Ora esta citação provocou uma onda de indignação no mundo islâmico.
Porquê?
Só vejo duas hipóteses:

1 - Porque os muçulmanos são gente pacífica e nem sequer admitem que alguém cite o tal imperador que os julgava partidários da guerra santa;
2 - Porque os muçulmanos concordam com a Jihad (Guerra Santa) e o Papa ofendeu-os ao não concordar.

Nós, cristãos ocidentais, também já fizémos as nossas Jiahds, mas acabámos com isso há mais de quinhentos anos. E em cinco séculos é suposto evoluir-se...

14 de setembro de 2006

Prós & Contras

Dei comigo a gostar de ler este post de Francisco José Viegas no "A Origem das Espécies". Longo mas estimulante.
Se tiver a curiosidade de lá ir, aproveite para ler o que diz sobre o fabuloso intelectual islâmico.

12 de setembro de 2006

11 de Setembro

Toda a gente recorda o 11 de Setembro de 2001 e o atentado contra a cultura ocidental simbolizada no World Trade Center.
Pois também foi a 11 de Setembro, mas de 1985, que se deu o maior acidente ferroviário no nosso país. Foi aqui bem perto, junto a Moimenta de Maceira Dão.
Se tivesse sido na América, por certo já se teriam feito filmes e documentários cheios de insinuações e perguntas pueris, com o objectivo de levar a crer que tudo teria sido congeminado por alguém. Pelo governo… pelos donos das linhas… pelos donos dos comboios… sei lá, por alguém com intenções muito obscuras e sem qualquer escrúpulo.
O que sei é quem não congeminou coisa nenhuma: os passageiros! Esses sofreram e morreram nesse dia. E foram mais de oitenta.

(Memorial erigido no local do acidente)