1 de fevereiro de 2007

... por isso... não

Ora aqui está uma posição muito interessante de defensores do "sim".

Poderá, um médico, ser obrigado a praticar um aborto contra a sua opinião? Terá o médico o "direito" a recusar ou prevalecerá o "direito" da mulher que não quer o filho?

Gentil Martins diz que nenhum médico poderá ser forçado a praticar um aborto. E como ele há mais. Há muitos mais médicos reputados, daqueles que lidam com a morte no dia-a-dia, que, por isso, reconhecem o verdadeiro valor da vida, e que, por isso, dizem NÃO. Estão organizados naquele movimento ali ao lado.

O site está muito bem estruturado. Direi mesmo, imprescindível.

A propósito, há por aí algum clínico de nomeada que não esteja neste movimento?

30 de janeiro de 2007

Opsss

Prós & Contras

Boa exibição do treinador do SLB. Deve ter sido a primeira vez que apreciei o peso do glorioso.
..........
Foi muito engraçado o torcer de nariz da Catarina Furtado quando o miúdo agradeceu à mãe - pobre coitada - não o ter abortado apesar de todas as dificuldades que tinha.
..........
Afinal o que interessa é colocar o Código Penal de acordo com a "consciência social". E eu a pensar que era outra coisa...

26 de janeiro de 2007

Mulher?

Mário de Sousa é um reputado médico especialista em procriação medicamente assistida. Vai votar "sim" no referendo e defende que o aborto deve ser pago.
Em entrevista ao JN diz:

"... a grande fatia [de abortos em Portugal], como revelou um estudo da Associação para o Planeamento da Família, é de raparigas muito jovens que dizem que não estão preparadas naquele momento da vida para ter um filho. Porque são pequenas, estudam, não sabem quem é o pai..."

Ora então... raparigas muito jovens ... pequenas ... que estudam...

Mas a pergunta diz "... por opção da mulher..." ...
Hummm...
Acho que vai ser preciso um artigo que diga que "para efeitos da IVG, as miúdas são consideradas mulheres, regressando à sua condição inicial logo que concluído o procedimento".

PS.
Estou convencido que estas miúdas continuarão a preferir abortar discreta e sigilosamente, ou seja, na clandestinidade, ou seja ... criminosamente.

25 de janeiro de 2007

Referendo - A pergunta "de algibeira"

Quer parecer-me que a maioria das pessoas, mesmo as que irão dizer "sim", já compreendeu que o verdadeiro objectivo não é o da despenalização do aborto.
Se o fosse, o Partido Socialista teria adoptado o projecto de lei das suas deputadas Rosário Carneiro e Teresa Venda, o qual, esse sim, preconizava, e só, a não penalização das mulheres que abortam.
Todavia, assim não aconteceu. O Partido Socialista recusou a proposta de despenalização e veio a adoptar o projecto de lei dos jovens socialistas, o qual vai muito para além da simples despenalização. Daí a pergunta conter aqueles preciosismos de que se tem falado.
Isto é, a pergunta que nos vão fazer não surge "de qualquer maneira". Ela visa a imediata aprovação de uma lei que já está totalmente pronta!
Com esta nova lei, o Artigo 142º do Código Penal ficará assim:

Artigo 142º

1 - Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico ou sob a sua direcção, em estabelecimento oficial ou oficialmente reconhecido com o consentimento da mulher grávida,
nas seguintes situações:
a) A pedido da mulher e após uma consulta num Centro de Acolhimento Familiar, nas primeiras dez semanas de gravidez, para preservação da sua integridade moral, dignidade social ou maternidade consciente;
b) Constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;
c) Caso se mostre indicada para evitar perigo de morte ou grave e duradoura lesão para o
corpo ou para a saúde física ou psíquica, da mulher grávida, designadamente por razões de natureza económica ou social, e for realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez;
d) Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, comprovadas ecograficamente ou por outro meio adequado de acordo com as leges artis, excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;
e) A gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.

2 - Nos casos das alíneas b) a e), a verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez é certificada através de atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção, por médico diferente daquele por quem, ou sob cuja direcção, a interrupção é realizada.
.
Assim sendo, depois de excluídos os motivos previstos nas alíneas b) a e) - os quais precisam de ser comprovados medicamente - o que é que resta para a alínea a)? É claro: o simples pedido da mulher sem necessidade de qualquer fundamentação.
Então, é ou não é a liberalização do aborto até às 10 semanas de gestação? É!!!
.
Há uma curiosidade neste projecto de lei. Está no número 2 do artigo 5º, que diz assim:
Os CAF podem, no processo de consultas e desde que a mulher grávida não se oponha, ouvir o outro responsável da concepção.
.
Giro, hem? Qual pai, qual carapuça! O "outro"...
É que Pai e Mãe são palavras incómodas a afastar do léxico. Em alguns círculos até já só se diz "progenitores"...

23 de janeiro de 2007

Argumentos EIVADOS DE MORALISMO?

Por quase todo o mundo, mormente o ocidental, ecoou a condenação do acto aludido nesta foto.
Ouvi diversos argumentos fundamentando a reprovação da prática.
Segundo alguns que aqui escrevem, não passaram de argumentos sem fundamento e eivados de moralismo.
Não concordo. É-se contra a execução do homem pela convicção de que é anti-natural que um homem ponha termo à vida de outro. E isto nada tem de "moral" (e muito menos de "religião"). Isto é, tão só, o princípio basilar da organização da sociedade.

Também há quem pense que "exagerei" quando coloquei o link para a foto da criança abortada por curetagem e aspiração. Talvez até haja quem pense que isto não é assim.
Pois então:

A partir do segundo mês de gestação, os métodos mais comuns e corriqueiros utilizados por profissionais para provocar o abortamento são a curetagem e a aspiração uterina.
Para fazer a curetagem, o médico, após alargar a entrada do útero da paciente, introduz dentro dela a chamada cureta, que é um instrumento cirúrgico cortante, em forma de colher. Servindo-se da cureta, o aborteiro pode ir cortando o feto em pedaços, e retirá-los um a um de dentro do útero. Além do feto, também a placenta deve ser retirada e cortada. Em geral, aplica-se anestesia local, de modo que a paciente permanece consciente, ainda que tenha de permanecer em uma posição que a impede de observar a operação. Após concluído o procedimento, o aborteiro deve remontar os pedaços do corpo do feto em uma mesa à parte, para certificar-se de que não restou pedaço algum no útero da gestante.

(Wikipédia)

Porra! É verdade. Tinha-me esquecido... Isto também não serve. É da Wikipédia, que é um site onde qualquer tipo pode escrever baboseiras.
Então pode ser este:

Os métodos de aborto incluem a remoção do conteúdo uterino através da vagina (evacuação cirúrgica) e o uso de drogas para estimular a contração uterina para que o seu conteúdo seja expelido. O procedimento utilizado depende do tempo da gravidez. A evacuação cirúrgica através da vagina é realizada em aproximadamente 97% dos abortos espontâneos e, quase sempre, para as gestações com menos de 12 semanas. É utilizada uma técnica chamada curetagem por aspiração.
(Manual Merck), sim, isso mesmo, da Merck, Sharp & Dohme

22 de janeiro de 2007

Paradoxo?

Há muita gente que se impressiona com as imagens da tourada, da caça, da matança das focas, da esfolagem dos animais (por via das peles), etc.
Há muita gente que se empenha denodadamente na defesa dos Direitos do Animal.

Eu também me impressiono.
Mas impressiono-me muito mais quando se trata de imagens do balde do lixo de uma clínica de abortos cirúrgicos.

Se é impressionável, não veja.

20 de janeiro de 2007

Referendo

Independentemente das controvérsias artificiais que se criam por aí, é certo e sabido que, se não houver algum problema de saúde ou acção humana intencional, de uma gravidez nascerá um novo ser humano. É infalível! Nascerá um novo ser humano que, aquando do parto, já tem cerca de 9 meses de um desenvolvimento que prosseguirá fora do corpo da mãe, embora tão carente desta como antes.
Este desenvolvimento não se processa por etapas. Decorre de forma contínua e permanente. Sabe-se, por exemplo, que 18 dias depois da concepção já há um coração a bater e que a partir das 6 semanas já há actividade cerebral, tudo num mesmo processo único de formação dos órgãos que hão-de constituir uma nova pessoa. Vamos, portanto, e de uma vez por todas, assumir que aquilo que se desenvolve no interior do útero não é uma coisa esquisita qualquer. É vida, e é humana! É uma vida humana! E é-o desde o momento da concepção. Nada acontece de mais notável às 10 semanas que aquilo que já aconteceu às duas e às três, e que há-de acontecer às 12 e às 16 e por aí fora. Se é verdade que o embrião, primeiro, e o feto, depois, está dependente da mãe, não é menos verdade que a criança, depois do parto, continuará inteiramente dependente, quando não da mãe, pelo menos de outros humanos sem os quais não sobreviverá.
Sou, acima de tudo, pela vida. O direito à vida é o primeiro de todos os direitos humanos. Sem a vida, deixam de fazer sentido todos os outros valores que defendemos. Mas, ainda assim, mais depressa aceitaria a pena de morte para um hediondo terrorista, que a morte de uma criança que é tão inocente que até ainda está dentro do corpo da mãe. É por isso, que sou contra o aborto.
Todavia, também sou contra a penalização das mulheres que abortam. Reconheço que pode haver circunstâncias, para além daquelas que a Lei já prevê, que possam justificar a morte da criança. Razões que devem ser cuidadosamente ponderadas antes de se decidir pelo aborto. Razões que têm de ir muito mais longe que a simples “opção da mulher”. Por isso, o recurso ao aborto não deverá estar “ali à mão”, sob pena de se tornar num simples meio de controlo da natalidade.
Desta forma, fico colocado entre duas premissas aparentemente antagónicas. Sou contra o aborto e sou contra a penalização das mulheres que abortam. E agora?
Agora é preciso interpretar a pergunta que nos decidiram fazer. É preciso perceber o que é que verdadeiramente se pretende. Vejamos então a pergunta:

Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?

… Nas primeiras 10 semanas? Porquê 10? Se for às 11 já é penalizável? Se for às 11 já passa a haver julgamentos e prisões. Porquê? Será que se pode tratar isto como a velocidade dos automóveis: até 120 tudo bem, a partir daí dá multa? Não concordo com esta igualização de valores.
… em estabelecimento de saúde legalmente autorizado? O que é que faz isto na pergunta? Porquê este preciosismo? Tem de ser num estabelecimento de saúde? Então se a mulher comprar uns comprimidos abortivos na farmácia, os tomar em casa, e for denunciada, passará a ser criminosa? É isso que lá está, sem qualquer dúvida. Mas será isso que se pretende? Não acredito. Parece-me que o verdadeiro objectivo da inclusão desta frase na pergunta é o de vir a pôr os hospitais públicos a praticar abortos. É o de tornar o aborto uma opção fácil, banalizando-o, e mais, pagando-o com os nossos impostos. Ou seja, parece-me que o objectivo desta iniciativa é o da absoluta liberalização do aborto até às 10 semanas. E isso, eu não quero.
Ora, não me devendo abster – seria deixar que outros decidissem por mim – optarei pela defesa da vida.
Direi: NÃO!

(publicado no Notícias da Beira de 19/01/2007)

18 de janeiro de 2007

Exame de leitura?

Este concurso da TV Japonesa tem imensas potencialidades aqui.
Com a quantidade de tipos que por aí há que apenas soletram, já estou a imaginar isto na TVI.
IMPERDÍVEL!!!
Ou lês depressa, ou...
(Ah! Deve desligar o som ali ao lado.)

17 de janeiro de 2007

Aplaudo

Este anúncio da intenção de implementar um regime de mono-docência coadjuvada até ao 6º ano merece o meu aplauso. Defendo este sistema há muitos, muitos anos, já que é o único que permite que um professor tenha poucos alunos e que os acompanhe ao longo de toda a Escola Primária ("primária" por ser a primeira, a que é estruturante).

Só que agora vamos ter sérios problemas ao nível da preparação dos professores. E não me estou a referir aos mais antigos, aos que saíram dos Magistérios. Estou preocupado é com os mais novos, formados um pouco por todo o lado, sobretudo aos que são das "variantes", claramente direccionados para o 2º Ciclo mas que acabam por ser colocados no 1º.

Também é certo que este já é um problema hoje, mas vai levar o seu tempo até que o sistema possa funcionar em boas condições. Infelizmente!

14 de janeiro de 2007

Poderes "especiais"

É o que quer Chavez para avançar com a "reforma socialista" do país. Primeiro, o controlo da informação, com o fim da televisão privada. Depois, as nacionalizações.
Tudo "rumo ao socialismo".
Nós, por cá, já vimos este "filme" e os diversos "remakes". Os venezuelanos ainda não. Coitados...

12 de janeiro de 2007

TED

É estrondoso percepcionar o mundo e as mudanças que ocorreram nos últimos 20 anos assistindo a esta conferência TED.

Um excelente trabalho da Gapminder, também aqui.
É assim que se desmontam certos paradigmas passadistas.
(Obrigado ao CL pela dica)

11 de janeiro de 2007

Mais impostos

Durante o ano de 2006, o preço do petróleo nos mercados internacionais baixou cerca de 7%, o que, paradoxalmente, levou o Governo a aumentar o preço de venda de cada litro em 3 cêntimos.
Na formação do preço de venda de cada litro já vamos em 64% de impostos. E ainda está previsto um novo aumento de 2,1% !!!

(com a devida vénia)

8 de janeiro de 2007

Colonoscopia



Já andava há uns tempos para a ir fazer.
Foi hoje.
Quis Deus que não fosse encontrado nada de mau. Ufa!

Valeu o desconforto... e o preço...

Se tivesse sido a minha namorada a ir fazer uma IVG, tinha sido à borla, hem?

Números do Aborto

Os únicos que conheço, com credibilidade, são estes.
Há mais?

6 de janeiro de 2007

5 de janeiro de 2007

Onde pára a massa?

O Tribunal de Contas diz que ainda não conseguiu esclarecer as dúvidas quanto às contas do Estado, alegando que a informação disponível não permite certezas sobre as receitas e despesas públicas. Deste modo, o TC considera que não é possível saber concretamente a dimensão do défice orçamental.

Hoje, isto passa desapercebido. Se fosse há uns tempos...

Mas lá se vai dizendo que a conta consolidada do Estado, incluindo a Segurança Social, registou em 2005 um saldo global negativo de 7.468,3 milhões de euros, enquanto que em 2004 foi de 6.924,1 milhões de euros, ou seja, que o défice se agravou em 544,2 milhões de euros.

Porra! Com tanto congelamento...
Afinal, onde é que se anda a gastar a massa?

Prorrogação

da congelação, como bem enfatiza a crt, a quem lembro que o PM estava nos "Brazis".

4 de janeiro de 2007

Justiça


"Clubite" à parte, isto parece-me muito importante.
O Futebol português tem de se habituar a viver dentro da Lei!

3 de janeiro de 2007

Isto é que não!

Lá o aumento da electricidade, do gasóleo, do tabaco, do pão e assim, ainda a malta aguenta.
Até aguenta o aumento do ordenado.
Isto é que não!!! Não dá! O País vai parar.
Senhor Primeiro-ministro... tenha piedade.

31 de dezembro de 2006

Bom Ano Novo


(os votos repetem-se)

Barbaridade desculpável


Eles não tinham intenção de matar. Até telefonaram a avisar. Eles só querem DIÁLOGO. E, como dizem Freitas, Soares e Zapatero, é preciso dialogar...

Janeiras


Fui hoje brindado pela AMA - Associação Mangualde Azurara que me veio cantar as Janeiras, promessa que se vai fazendo de um ano para o outro. Um bela tradição que até vai ajudando à construção da sede.

Votos de um bom ano para todos os da AMA e para TODOS os que por aqui vão passando.

30 de dezembro de 2006

28 de dezembro de 2006

Adiar o parto

Sabia que se podia antecipar. Agora adiar...
Mas se se pode... e com aquelas vantagens...

A reter:
"... a natalidade alemã situa-se em 1,3 filhos por mulher, um valor abaixo da taxa ideal atribuída às sociedades industrializadas, que é de 2,4"
Segundo o INE, em Portugal é de 1,42 !

27 de dezembro de 2006

Viseu

Bem bonitos estes "espanta-crise"

CTT

Os trabalhadores dos CTT, que amanhã vão entrar em greve, são representados por 13 sindicatos.
Há coisas fantásticas, não há?

25 de dezembro de 2006

Presente

Aos meus amigos e visitantes - homens - vou dando prendinhas durante o ano. Às senhoras é mais raro...
Mas hoje é um dia especial. É dia de Natal. E, de resto, elas bem merecem.
Por isso lhes dedico esta rosinha que está no ponto que mais gosto: a desabrochar.

21 de dezembro de 2006

Não há presos políticos...

... o que há é políticos presos.


Eu nem consigo dizer nada sobre isto. Será que o amigo de Chávez consegue?

Lembrei-me agora duma coisa: em Guntánamo, que até é pertinho da Venezuela, também não os há?

17 de dezembro de 2006

... e empresarialização da Secundária

Pelo menos é o que diz O SOL.

Então vejamos:
Educação Básica - Municipalização
Educação Secundária - Empresarialização
Educação Superior - Fundação

Isto deve ser muito chato para quem votou PS, não?

16 de dezembro de 2006

Municipalização da Educação Básica?

Em entrevista ao DN, disse o Ministro António Costa:

Porque é que o Governo quer pôr as câmaras a gerir a saúde, a educação e a acção social?
São áreas onde a proximidade do poder local lhe dá condições para realizar estas políticas de uma forma mais eficaz do que o Estado.
Isto significa pôr as câmaras a escolher os professores do ensino básico?
Significa que, do pré-escolar ao final do básico, deve progressivamente ser assumida pelas autarquias a responsabilidade, que já têm ao nível das instalações do primeiro ciclo e do pré-escolar. Devem estender-se ao segundo e ao terceiro ciclo relativamente à gestão e à componente dos recursos humanos. Esta é uma matéria que se deve discutir com as autarquias e com os sindicatos.
...
Na transferência de competências ao nível das escolas, qual será a situação dos professores?
O que está definido actualmente na lei é só atribuir aos municípios competências ao nível dos recursos humanos não docentes. A ministra da Educação já admitiu expressamente que possamos avançar mais ao nível do pré-escolar e do primeiro ciclo. É um tema que não deve ser tabu: discutir se a transferência de competências ao nível do pessoal deve ser restringido ao pessoal não docente ou se se deve alargar ao pessoal docente. Não temos uma posição fechada. Achamos que a devemos discutir com os municípios e com os sindicatos.
Quais são as vantagens?
É o modelo habitualmente utilizado nos países da União Europeia.
...


E digo eu:
Com uma vantagem destas, não é de hesitar. Mas prepare-se para "a" bronca.

15 de dezembro de 2006

Agora é que vai ser


Com esta aura de incorruptível, não nos vai desiludir.

Ou será que vamos ter mais um folhetim ao estilo casapiano?

13 de dezembro de 2006

Quem é que...




... não fica a gostar (ainda) mais dos desportos motorizados?

Imaginem lá um banhinho perfumado depois de ter andado todo o dia a domar os cavalos, sempre aos saltos, por terrenos escorregadios, dunas pronunciadas e curvas apertadas...
Hem?


(na Sábado)

12 de dezembro de 2006

ESPAP

O Governo continua a concretizar o seu plano para a criação dos 150.000 novos empregos.

Ora aqui está mais uma medida de mestre: ESPAP - Empresa de Serviços Partilhados da Administração Pública.
Uma empresa pública que poderá criar várias outras empresas públicas para gerir funcionários públicos. Uma medida absolutamente inovadora. É o verdadeiro emprego criativo!

Já viram bem a quantidade de pessoas que vai conseguir encontrar um lugarzinho na administração desta(s) empresa(s) pública(s)?

11 de dezembro de 2006

Sobredotado


Talvez tenha sido dos tratamentos a que se submeteu para tratar o joelho, mas o que é certo é que o rapaz ficou com uma língua... Até à ponta do queixo! Porra!
Eu bem que estive a ver até onde ia a minha, mas... nem perto!

8 de dezembro de 2006

19-norandrosterona

Isto é muito giro.
A Procuradoria diz que a Federação de Futebol tem de reavaliar o caso de doping arquivado pelo Conselho de Justiça, mas a FPF diz que não o pode fazer porque, de acordo com os seus estatutos, está obrigada a respeitar as deliberações do "seu" Conselho de Justiça.
E diz mais. Diz que a retirada do estatuto de utilidade pública apenas estaria em causa se se tratasse de um caso muito grave. Sim, que este não passa de simples e corriqueiro caso de droga. Ainda se fosse coisa grave...
Justiça e futebol à portuguesa!

Ah! Não consigo deixar de aqui repetir esta "pérola" do CJ:

“apenas com o resultado da análise o arguido não podia ser punido” ... “é necessário que o acusador alegue e prove que o arguido ministrou ou de qualquer outra forma voluntária introduziu no seu organismo a substância que veio a verificar-se estar no seu corpo”. Argumentos contrários aos de vários acórdãos proferidos anteriormente pelo CJ, em casos de jogadores de clubes mais pequenos, como Rui Lopes (ex-Vitória de Setúbal) e Kali (ex-Barreirense).

"Infame", disse ele




Mas este tipos da ERC não são nomeados pelo Governo ou coisa assim?

7 de dezembro de 2006

A escola promotora da desigualdade

Ando há muitos anos a dizer que a Escola de hoje é muito mais elitista que nos tempos em lá andei.
E nem é preciso fazer um estudo como aquele de que o Público dá notícia. Nem sequer é preciso ir para uma grande cidade comparar "sucessos" de alunos de diferentes escolas. Não é necessário. Até porque o facto de frequentarem escolas diferentes - logo com distintos ethos - pode enviesar os resultados. Por isso me parece que a promoção da desigualdade deve ser estudada "dentro" de cada escola.
Numa pequena cidade como a minha, em que, ao nível do secundário, apenas há uma escola, também se verifica este fenómeno ou não? Isto é, o problema é "das" escolas ou é "do" sistema educativo?
Ora, basta olhar para os Quadros de Excelência que, ano após ano, vou colocando na parede do gabinete, para reparar que, entre aqueles poucos alunos que atingem médias acima de 18 valores, raro é o jovem que provém de estratos socio-económicos baixos. E será que a escola lhes dispensou um tratamento privilegiado? Claramente que não.

Não tive oportunidade de ler o estudo. Apenas li a notícia. Contudo, pelo que li, parece-me que os autores insistem rigorosamente nos conceitos cuja defesa, paulatinamente, veio a produzir exactamente os efeitos contrários aos pretendidos.
À força de pretender que a Escola atenuasse as diferenças sociais de base, que igualizasse, decretou-se o direito à igualdade de sucesso.
Pois muito bem. Mas...

O sucesso (dos alunos) é um conceito absoluto? Isto é, o que é sucesso para um determinado jovem, é-o para todos os jovens?

Pois...

Eu sabia...

... que havia uma razão forte

5 de dezembro de 2006

Ainda o Lego

Provavelmente, todos conhecem as famosas estruturas impossíveis desenhadas por Maurits Cornelis Escher.
Pois há dois senhores, Andrew Lipson e Daniel Shiu que construíram, com Lego, algumas dessas estruturas “inconstruíveis”, as quais, quando fotografadas de determinado ângulo, parecem materializar as utopias de Escher. Ficam aqui estes:

"Ascending and Descending"

"Belvedere"

"Relativity"

3 de dezembro de 2006

Hobby

É este o do meu filho. Um quintanista que ainda "brinca" com Lego.

Mas há muitos mais, mesmo em Portugal, assim "alienados". Parece que há mais de 1 milhão de tipos que fazem MOC's (My Own Creation).
(Esta "réplica" da Demag TC 2800 ainda não está concluída)

2 de dezembro de 2006

1 de dezembro de 2006

Restauração

Tenho ouvido alguns historiadores dizer que a dominação dos Filipes se caracterizou por ser um período de considerável progresso de Portugal.
A mim sempre me ensinaram o contrário.
Sempre me disseram que foram 60 anos em que vivemos subjugados pelos espanhóis e que, por isso, foi com grande entusiasmo que o povo viveu o dia 1 de Dezembro de 1640, dia em foi heroicamente restaurada a nossa independência.
Não sendo historiador e baseando-me tão só no percurso que fizemos desde então, estou tentado a dizer que não terá sido assim. Não terá havido um assim tão grande entusiasmo.
Tenho para mim que apenas saiu beneficiada a classe que ascende ao poder, aquela que estava apeada e privada das mordomias. Para o português anónimo não terá havido qualquer vantagem.
Bom, a não ser aquele tal valor sentimental do patriotismo que nos faz encher o peito e exclamar: Somos independentes!

Mas, na nossa vida diária, o que é que se compra com a independência?

29 de novembro de 2006

Global Orgasm


A combinação da alta energia orgásmica, com uma vontade intensa, tem um efeito maior do que a meditação e as orações em massa
Vá lá. Adira a esta iniciativa. Contribua para a paz na Terra!
Dia 22/12/2006, "com quem quiser, onde entender, no momento em que estiver sintonizado, mas com toda a energia".

(Pela expressão da senhora da foto, estou tentado a dizer que se está antecipar. E isso é ... BATOTA)

Vocabulário "normal"

O Tribunal da Relação de Guimarães desceu de 12.500 para 10 mil euros a multa que a autarca de Felgueiras, Fátima Felgueiras, terá de pagar por «difamar» o seu ex-vereador Horácio Costa, disse à Lusa fonte judicial, esta terça-feira.
Segundo a fonte, o Tribunal considerou «excessiva» a multa de 250 dias à taxa diária de 50 euros a que o Tribunal de Fafe a condenara a 22 de Março, descendo-a para 200 dias. O Tribunal manteve, no entanto, a decisão que obriga ao pagamento de 1.250 euros, a título de indemnização, ao queixoso, Horácio Costa.
......
O Tribunal considerou que seria «legítima» uma chamada de atenção pela autarca para o comportamento político de Horácio Costa, mas «noutros termos», considerando difamatórias as expressões usadas na entrevista tais como «patife, sem coragem, sem vergonha e sem escrúpulos, sem estrutura e dignidade, um verdadeiro terrorista».
Apesar disso, deu como provado que «as expressões usadas e as afirmações proferidas no decurso da entrevista fazem parte do vocabulário normal, consagrado e aceite na disputa política nacional».


Resumindo:
Na opinião dos juízes, o crime de difamação é prática corrente na política nacional.

É fantástico!!!

26 de novembro de 2006

Fui ver...



... esta senhora no cinema (se há coisa que não perco é um belo double-o-seven).
E gostei da Eva Green.

Gostei menos do filme.

Um Bond que comete erros... e que se deixa enganar pela menina... Tssss, tssss, tssss!

Parecia um Titanic com tiritos.

23 de novembro de 2006

É disto que precisamos...


... para rejuvenescer este país.

Vejam este belo desejo que a Patrícia Tavares confidenciou ao 24 Horas.

(a foto não é de lá, mas isso não vem ao caso)



Obrigado Patrícia!

21 de novembro de 2006

Inveja


A inveja é um dos males do mundo...

Pois é... mas eu tenho cá uma inveja dos espanhóis...
A nossa Segurança Social em pré-falência e a deles com superávit.

Ao menos podiam dar uma dica à malta...

20 de novembro de 2006

WTO

Estes senhores aproveitaram a cimeira da ASEAN em Hanoi para negociarem a entrada da Rússia na WTO. Era a “última grande economia” que ainda não integrava a organização.

É por esta e por outras como esta que as nossas fábricas (veja-se a nossa Malhacila) fecham.
Estes senhores, nomeadamente os europeus dos países com tecnologias de ponta, não se importam de perder empresas de mão-de-obra intensiva em troca da venda de equipamentos e maquinaria tecnologicamente avançada.
Veja-se aqui o caso da inglesa BONAS toda satisfeita por vender teares ao Paquistão. Não vende malhas nem tecidos, mas vende maquinaria de ponta.
O problema é que dentro em pouco, nem teares, nem comboios, nem centrais nucleares, a Europa lhes vende. É que vários destes países asiáticos não reconhecem os tratados internacionais sobre marcas e patentes…
Nem estes, nem os outros (protecção social, duração do trabalho, aposentação...)

(porra! Já pareço o evangelista a pregar contra a globalização)

18 de novembro de 2006

Mário Sottomayor Cardia

Os mais novos não se lembrarão, é claro.
Mário Sottomayor Cardia, que faleceu ontem, foi Ministro da Educação em Governos chefiados por Mário Soares. Nos idos de 75 e 76, durante a "saudosa gestão democrática das escolas” que se seguiu ao saneamento dos reitores e directores, Sottomayor Cardia tentou pôr alguma ordem num sistema absolutamente anárquico que (não) funcionava em permanente plenário, de modo totalmente desarticulado e discricionário. Fez publicar, então, o Decreto-lei Nº 769-A/76. A contestação foi gigantesca. Nas escolas e nas ruas. Era o “regresso ao fascismo”.
A Lei perdurou por 22 anos, mas o ministro foi afastado. Lembro-me bem de se dizer “Olha o Sottomayor q’Ardeu!”
Um apontamento final para lembrar que, passados 22 anos, os mesmos (as mesmas forças) que lutaram contra o 769-A/76, defenderam-no afincadamente face ao 115-A/98.
Coerências...

Ortografia

Quando, na pressa de ripostar, a gente troca as letras, falha uma acentuação ou se nos escapa alguma vírgula… “prontos!”, foi um “errozito”. Toda a gente percebe o que aconteceu e ninguém liga nada. É normal.

Naturalmente, se o erro se torna norma, passa-se da gralha à ignorância.

Ora, embora isto não pretenda ser um santuário da Língua Portuguesa, é de bom-tom que não se venha para cá maltratá-la.
Só isso.

16 de novembro de 2006

Absentismo

Um pouco por todo o país, Mangualde não foi excepção, decorreram hoje protestos dos alunos do secundário. No meio das reivindicações habituais - educação sexual e não aos exames - surge uma nova bandeira. "Não às aulas de substituição!"
Até ouvi que, na capital, os alunos protestantes se juntaram aos professores em vigília na 5 de Outubro, numa luta, ao que possa parecer, comum. Muito curioso...

Centremo-nos nas aulas de substituição.

Pela minha parte, como já aqui repeti, a "invenção" das aulas de substituição resultou de se ter pegado no problema (do absentismo) pelo lado das consequências, em vez do das causas.
Mas vamos lá: sim, não, e porquê?

Manutenção?

Vejam lá que até eu, que a tenho defendido, fiquei apreensivo.

Senhora Ministra, que cenário é esse que envolve “mediante formação suplementar, colocar professores no exercício temporário de funções técnicas, nomeadamente, em bibliotecas, apoio jurídico, manutenção de instalações ou ligação às famílias.”

Apoio jurídico? Quer dizer, formação complementar para poderem prestar apoio jurídico? E para apoiar quem?

E manutenção? Manutenção de instalações?
Está a pensar em coisas como caixilharias, vidros e pinturas?

Ó Senhora Ministra…