
21 de fevereiro de 2007
Saúde

15 de fevereiro de 2007
Referendável?
Como sabemos, o trabalho infantil é proibido por lei em Portugal.
Contudo, como todos também sabemos, o trabalho infantil existe em Portugal.
Ora, existindo apesar de proibido, o que temos em Portugal é trabalho infantil clandestino.

Esta clandestinidade presta-se a que haja gente que se aproveita destes menores – colocados numa situação de grande fragilidade – e que enriquece ilegalmente. Gente que não está preocupada com o drama pessoal de cada um dos menores e apenas se pretende locupletar, fugindo às suas responsabilidades e ao pagamento dos impostos devidos. Empresas de vão de escada, sem qualquer estrutura organizativa, que mais não fazem que explorar os menores e, ainda mais grave, em condições absolutamente degradantes.
O trabalho infantil clandestino é um flagelo social. É uma chaga que leva a que todos os anos milhares e milhares de menores fiquem com terríveis sequelas que hão-de perdurar por toda vida. E, como se não lhes bastasse, ainda são perseguidos pela lei, detidos, interrogados e humilhados. Eles e os seus empregadores.
E tudo isto por causa de uma lei hipócrita. Uma vergonha!
É tempo de acabar com este estado de coisas.
É tempo de permitir que o menor decida em total liberdade.
É tempo de acabar com esta lei persecutória.
É tempo de dar um sinal de modernidade.
É tempo de seguir as boas práticas decorrentes dos exemplos que nos chegam dos países que maiores níveis de crescimento registam no mundo.
É tempo de permitir que todos os menores que entendem trabalhar, o possam fazer nas melhores condições possíveis.
É tempo destes menores poderem beneficiar de um acompanhamento profissional.
É tempo destes menores poderem realizar o seu trabalho em empresas legalmente constituídas.
É tempo destes menores poderem usufruir de um sistema de protecção social justo e universal.
É tempo, finalmente, de acabar com a vergonha que são a perseguição e a humilhação.
Mas não se pense que estamos a defender o trabalho infantil. Não estamos! Sabemos bem que o trabalho infantil é sempre mau e que, portanto, tudo deve ser feito no sentido da sua diminuição.
Só que ele existe. É um facto. Não se pode ignorar que existe.
Como também não se pode ignorar que não há qualquer menor que opte pelo trabalho infantil de ânimo leve. Muito pelo contrário, estudos recentemente realizados revelam que os menores que optam pelo trabalho infantil o fazem após um penoso processo de reflexão que só tem paralelo com aquele que é realizado pelos seus empregadores.
É por estarmos conscientes desta problemática que não propomos a liberalização do trabalho infantil. O que propomos é uma alteração da lei actual. Uma alteração que considere a legalização do trabalho infantil dentro de determinadas condições - por opção do menor, a partir dos 12 anos e em empresas legalmente constituídas – que preveja um período de reflexão obrigatório que terá de ser necessariamente breve - de dias – e em que o aconselhamento não seja obrigatório, em caso algum, prevalecendo sempre a vontade do menor.
Por outro lado, importa perceber que apenas a legalização permitirá conhecer a verdadeira extensão deste pernicioso fenómeno - já que actualmente apenas podemos fazer estimativas -bem como as razões que lhe estão subjacentes e, assim, desenvolver políticas efectivas que conduzam à progressiva erradicação deste flagelo.
É nesta conformidade que achamos que os portugueses devem ser chamados a responder:
Concorda com a despenalização do trabalho infantil desde que realizado por opção do menor, a partir dos 12 anos, em empresa ou instituição legalmente habilitada?
Votar “não” será manter tudo como está.
Votar “sim” será abrir as portas à modernidade.
(Obrigado ao David pela "dica")
14 de fevereiro de 2007
Aconselhamento?

Qual aconselhamento, qual carapuça!
De facto, nos últimos dias da campanha, fartaram-se de falar nisto. No famoso modelo alemão com aconselhamento obrigatório e período de reflexão. Todos. Até o diácono Anacleto.
Mas só acreditou quem quis. Eu sempre estive convencido que era mesmo assim.
Ou bem que é livre... ou não é!
13 de fevereiro de 2007
11 de fevereiro de 2007
10 de fevereiro de 2007
O doce sentimento da maternidade
Pacheco Pereira diz que este artigo, publicado no Avante N.º 60, da 4ª semana de Novembro de 1937, terá sido escrito pelo próprio Álvaro Cunhal.
Um belo exemplo de endoutrinamento.
Com o tempo, apenas mudou o sentido...
9 de fevereiro de 2007
Aborto. Para terminar...
Não acredita?
Então vá aqui, escolha o país que quer, e leia o respectivo quadro legal.
Olhe, veja a Suíça. Lembra-se de que há uns dias apareceu na TV uma senhora a dizer que na Suíça o aborto era livre? Pois vá ver ao site das UN. Não é! A lei é muito mais restritiva que a nossa actual. Nem nos casos de violação é permitido! Livra! Também nem tanto...
E o Reino Unido? Não foi dito que era um "maná"? Ia-se a uma consulta e "zás"...
Pois olhe, no Reino Unido é como aqui está nesta imagem. Nem por violação!

Então vá lá ver quais são os países onde o aborto é legal a pedido (available on request) - como querem que seja em Portugal - e aqueles onde nos disseram que era legal a pedido... mas afinal não é!
Referendo - Sondagens
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Universidade Católica |
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Eurosondagem |
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Por cá também é assim
As legendas dão muito jeito.
Atenção: Não tem nada a ver com aborto.
8 de fevereiro de 2007
Fascista, ignorante e terrorista
-- É pois. O excesso de velocidade é responsável por muitos acidentes com um enorme desfilar de mortos e feridos e sofrimento. É péssimo!
-- E então?
-- Vamos dissuadir a velocidade, pá. Vamos colocar radares, câmaras, patrulhas, etc. e vamos pôr umas coimas bem pesadas. Esses aceleras vão ter de ser penalizados.
......
-- O consumo excessivo de bebidas alcoólicas é uma coisa má?
-- É pois! A malta fica eufórica, obnubilada, ébria… mete-se no carro… reflexos entorpecidos… é fatal! Acidentes… tragédias… um horror.
-- E então?
-- Vamos dissuadir o consumo excessivo de álcool, pá. Vamos pôr umas brigadas a passar umas coimas valentes aos tipos que beberem em demasia. Esta malta tem de ser penalizada, pá. E mais… se beberem umas coisitas a mais até vamos criminalizar essa coisa.
......
- O aborto é uma coisa má?
- É pois! O aborto é um flagelo social. Uma chaga horrível. Só de pensar no sofrimento da mulher que aborta… péssimo! Toda a gente sabe que o aborto é uma coisa má, pá. Ninguém quer o aborto, pá.
- Então vamos dissuadir a sua prática, não?
- Mas julgas que sou algum “asqueroso, nojento, indecente, fascista, ignorante, terrorista”, ou quê?
6 de fevereiro de 2007
Aborto e Pornografia
O diácono Anacleto avisou que a campanha do "não" iria usar o terrorismo e a pornografia.
Por aquilo que lhe tenho ouvido, acho que ele não chamará terrorismo a isto, nem a isto, nem mesmo a isto. Mas, pela mesma razão, acho que é capaz de considerar pornográfico isto.
Como se compreende, trata-se de mera questão de opinião quanto ao que é um "direito".
Ora, tratando-se de opinião, também vou dar uma:
Neste caso, foi o próprio homem que se pôs assim.
Neste outro caso, não foi o próprio homem que se pôs assim.
E, já agora, fique a saber que se encontram todos bem, excepto o próprio.
Terrorismo, hem?
5 de fevereiro de 2007
Taxonomia do aborto
O que está dentro do útero da mulher não é um embrião, nem um feto, nem um "quase humano". É um filho!
A longo prazo
...
Considero desonesta a pergunta do referendo.
Sob a capa de despenalizar a mulher que aborta até às dez semanas, abre-se a porta, no caso de o "sim" ganhar, ao aborto sem qualquer condicionante. E pago pelo Estado.
Por outro lado, quando tão frequentemente entre nós se invoca a Constituição, é curioso que se haja passado por cima do seu art.º 24.º n.º 1, que diz: "A vida humana é inviolável." Se o feto com menos de dez semanas não é vida humana, o que será então?
É verdade que a vida intra-uterina nunca foi muito valorizada na nossa sociedade e, portanto, no nosso direito. Mas as ecografias que hoje se multiplicam, bem como outros meios de conhecimento do que se passa no ventre materno, tornam cada vez mais difícil considerar o feto mera parte do corpo da mãe e não um ser com vida própria.
Por isso, seja qual for o resultado deste referendo, a longo prazo o tempo joga a favor do "não".
2 de fevereiro de 2007
O início da vida
"Os médicos estão de acordo que a vida começa no momento da concepção. No que não há consenso é quanto ao momento em que aquela vida passa a ser humana"
Percebi perfeitamente!
Há uma vida de uma (in)determinada espécie que num (in)definido momento, se transforma em vida humana!
Yesssss!
1 de fevereiro de 2007
... por isso... não
Ora aqui está uma posição muito interessante de defensores do "sim".
Poderá, um médico, ser obrigado a praticar um aborto contra a sua opinião? Terá o médico o "direito" a recusar ou prevalecerá o "direito" da mulher que não quer o filho?
Gentil Martins diz que nenhum médico poderá ser forçado a praticar um aborto. E como ele há mais. Há muitos mais médicos reputados, daqueles que lidam com a morte no dia-a-dia, que, por isso, reconhecem o verdadeiro valor da vida, e que, por isso, dizem NÃO. Estão organizados naquele movimento ali ao lado.
O site está muito bem estruturado. Direi mesmo, imprescindível.
A propósito, há por aí algum clínico de nomeada que não esteja neste movimento?
30 de janeiro de 2007
Prós & Contras
..........
Foi muito engraçado o torcer de nariz da Catarina Furtado quando o miúdo agradeceu à mãe - pobre coitada - não o ter abortado apesar de todas as dificuldades que tinha.
..........
Afinal o que interessa é colocar o Código Penal de acordo com a "consciência social". E eu a pensar que era outra coisa...
28 de janeiro de 2007
Arqueologia Ferroviária

Ponte do Caminho de Ferro em Vouzela.
Veja em tamanho grande.
Veja outras fotos da minha galeria de "Arqueologia Ferroviária"
27 de janeiro de 2007
26 de janeiro de 2007
Mulher?
Em entrevista ao JN diz:
"... a grande fatia [de abortos em Portugal], como revelou um estudo da Associação para o Planeamento da Família, é de raparigas muito jovens que dizem que não estão preparadas naquele momento da vida para ter um filho. Porque são pequenas, estudam, não sabem quem é o pai..."
Ora então... raparigas muito jovens ... pequenas ... que estudam...
Mas a pergunta diz "... por opção da mulher..." ...
Hummm...
Acho que vai ser preciso um artigo que diga que "para efeitos da IVG, as miúdas são consideradas mulheres, regressando à sua condição inicial logo que concluído o procedimento".
PS.
Estou convencido que estas miúdas continuarão a preferir abortar discreta e sigilosamente, ou seja, na clandestinidade, ou seja ... criminosamente.
25 de janeiro de 2007
Referendo - A pergunta "de algibeira"
Se o fosse, o Partido Socialista teria adoptado o projecto de lei das suas deputadas Rosário Carneiro e Teresa Venda, o qual, esse sim, preconizava, e só, a não penalização das mulheres que abortam.
Todavia, assim não aconteceu. O Partido Socialista recusou a proposta de despenalização e veio a adoptar o projecto de lei dos jovens socialistas, o qual vai muito para além da simples despenalização. Daí a pergunta conter aqueles preciosismos de que se tem falado.
Isto é, a pergunta que nos vão fazer não surge "de qualquer maneira". Ela visa a imediata aprovação de uma lei que já está totalmente pronta!
Com esta nova lei, o Artigo 142º do Código Penal ficará assim:
1 - Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico ou sob a sua direcção, em estabelecimento oficial ou oficialmente reconhecido com o consentimento da mulher grávida,
nas seguintes situações:
a) A pedido da mulher e após uma consulta num Centro de Acolhimento Familiar, nas primeiras dez semanas de gravidez, para preservação da sua integridade moral, dignidade social ou maternidade consciente;
b) Constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;
c) Caso se mostre indicada para evitar perigo de morte ou grave e duradoura lesão para o
corpo ou para a saúde física ou psíquica, da mulher grávida, designadamente por razões de natureza económica ou social, e for realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez;
d) Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, comprovadas ecograficamente ou por outro meio adequado de acordo com as leges artis, excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;
e) A gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.
23 de janeiro de 2007
Argumentos EIVADOS DE MORALISMO?
Por quase todo o mundo, mormente o ocidental, ecoou a condenação do acto aludido nesta foto.Ouvi diversos argumentos fundamentando a reprovação da prática.
Segundo alguns que aqui escrevem, não passaram de argumentos sem fundamento e eivados de moralismo.
Não concordo. É-se contra a execução do homem pela convicção de que é anti-natural que um homem ponha termo à vida de outro. E isto nada tem de "moral" (e muito menos de "religião"). Isto é, tão só, o princípio basilar da organização da sociedade.
Também há quem pense que "exagerei" quando coloquei o link para a foto da criança abortada por curetagem e aspiração. Talvez até haja quem pense que isto não é assim.
Pois então:
A partir do segundo mês de gestação, os métodos mais comuns e corriqueiros utilizados por profissionais para provocar o abortamento são a curetagem e a aspiração uterina.
Para fazer a curetagem, o médico, após alargar a entrada do útero da paciente, introduz dentro dela a chamada cureta, que é um instrumento cirúrgico cortante, em forma de colher. Servindo-se da cureta, o aborteiro pode ir cortando o feto em pedaços, e retirá-los um a um de dentro do útero. Além do feto, também a placenta deve ser retirada e cortada. Em geral, aplica-se anestesia local, de modo que a paciente permanece consciente, ainda que tenha de permanecer em uma posição que a impede de observar a operação. Após concluído o procedimento, o aborteiro deve remontar os pedaços do corpo do feto em uma mesa à parte, para certificar-se de que não restou pedaço algum no útero da gestante.
(Wikipédia)
Porra! É verdade. Tinha-me esquecido... Isto também não serve. É da Wikipédia, que é um site onde qualquer tipo pode escrever baboseiras.
Então pode ser este:
Os métodos de aborto incluem a remoção do conteúdo uterino através da vagina (evacuação cirúrgica) e o uso de drogas para estimular a contração uterina para que o seu conteúdo seja expelido. O procedimento utilizado depende do tempo da gravidez. A evacuação cirúrgica através da vagina é realizada em aproximadamente 97% dos abortos espontâneos e, quase sempre, para as gestações com menos de 12 semanas. É utilizada uma técnica chamada curetagem por aspiração.
(Manual Merck), sim, isso mesmo, da Merck, Sharp & Dohme
22 de janeiro de 2007
Paradoxo?
Há muita gente que se impressiona com as imagens da tourada, da caça, da matança das focas, da esfolagem dos animais (por via das peles), etc.Há muita gente que se empenha denodadamente na defesa dos Direitos do Animal.
Eu também me impressiono.
Mas impressiono-me muito mais quando se trata de imagens do balde do lixo de uma clínica de abortos cirúrgicos.
Se é impressionável, não veja.
20 de janeiro de 2007
Referendo
Este desenvolvimento não se processa por etapas. Decorre de forma contínua e permanente. Sabe-se, por exemplo, que 18 dias depois da concepção já há um coração a bater e que a partir das 6 semanas já há actividade cerebral, tudo num mesmo processo único de formação dos órgãos que hão-de constituir uma nova pessoa. Vamos, portanto, e de uma vez por todas, assumir que aquilo que se desenvolve no interior do útero não é uma coisa esquisita qualquer. É vida, e é humana! É uma vida humana! E é-o desde o momento da concepção. Nada acontece de mais notável às 10 semanas que aquilo que já aconteceu às duas e às três, e que há-de acontecer às 12 e às 16 e por aí fora. Se é verdade que o embrião, primeiro, e o feto, depois, está dependente da mãe, não é menos verdade que a criança, depois do parto, continuará inteiramente dependente, quando não da mãe, pelo menos de outros humanos sem os quais não sobreviverá.
Sou, acima de tudo, pela vida. O direito à vida é o primeiro de todos os direitos humanos. Sem a vida, deixam de fazer sentido todos os outros valores que defendemos. Mas, ainda assim, mais depressa aceitaria a pena de morte para um hediondo terrorista, que a morte de uma criança que é tão inocente que até ainda está dentro do corpo da mãe. É por isso, que sou contra o aborto.
Todavia, também sou contra a penalização das mulheres que abortam. Reconheço que pode haver circunstâncias, para além daquelas que a Lei já prevê, que possam justificar a morte da criança. Razões que devem ser cuidadosamente ponderadas antes de se decidir pelo aborto. Razões que têm de ir muito mais longe que a simples “opção da mulher”. Por isso, o recurso ao aborto não deverá estar “ali à mão”, sob pena de se tornar num simples meio de controlo da natalidade.
Desta forma, fico colocado entre duas premissas aparentemente antagónicas. Sou contra o aborto e sou contra a penalização das mulheres que abortam. E agora?
Agora é preciso interpretar a pergunta que nos decidiram fazer. É preciso perceber o que é que verdadeiramente se pretende. Vejamos então a pergunta:
Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
… Nas primeiras 10 semanas? Porquê 10? Se for às 11 já é penalizável? Se for às 11 já passa a haver julgamentos e prisões. Porquê? Será que se pode tratar isto como a velocidade dos automóveis: até 120 tudo bem, a partir daí dá multa? Não concordo com esta igualização de valores.
… em estabelecimento de saúde legalmente autorizado? O que é que faz isto na pergunta? Porquê este preciosismo? Tem de ser num estabelecimento de saúde? Então se a mulher comprar uns comprimidos abortivos na farmácia, os tomar em casa, e for denunciada, passará a ser criminosa? É isso que lá está, sem qualquer dúvida. Mas será isso que se pretende? Não acredito. Parece-me que o verdadeiro objectivo da inclusão desta frase na pergunta é o de vir a pôr os hospitais públicos a praticar abortos. É o de tornar o aborto uma opção fácil, banalizando-o, e mais, pagando-o com os nossos impostos. Ou seja, parece-me que o objectivo desta iniciativa é o da absoluta liberalização do aborto até às 10 semanas. E isso, eu não quero.
Ora, não me devendo abster – seria deixar que outros decidissem por mim – optarei pela defesa da vida.
Direi: NÃO!
(publicado no Notícias da Beira de 19/01/2007)
18 de janeiro de 2007
Exame de leitura?
Com a quantidade de tipos que por aí há que apenas soletram, já estou a imaginar isto na TVI.
IMPERDÍVEL!!!
Ou lês depressa, ou...
(Ah! Deve desligar o som ali ao lado.)
17 de janeiro de 2007
Aplaudo
Só que agora vamos ter sérios problemas ao nível da preparação dos professores. E não me estou a referir aos mais antigos, aos que saíram dos Magistérios. Estou preocupado é com os mais novos, formados um pouco por todo o lado, sobretudo aos que são das "variantes", claramente direccionados para o 2º Ciclo mas que acabam por ser colocados no 1º.
Também é certo que este já é um problema hoje, mas vai levar o seu tempo até que o sistema possa funcionar em boas condições. Infelizmente!
15 de janeiro de 2007
14 de janeiro de 2007
Poderes "especiais"
É o que quer Chavez para avançar com a "reforma socialista" do país. Primeiro, o controlo da informação, com o fim da televisão privada. Depois, as nacionalizações.Tudo "rumo ao socialismo".
Nós, por cá, já vimos este "filme" e os diversos "remakes". Os venezuelanos ainda não. Coitados...
12 de janeiro de 2007
TED

Um excelente trabalho da Gapminder, também aqui.
É assim que se desmontam certos paradigmas passadistas.
(Obrigado ao CL pela dica)
11 de janeiro de 2007
Mais impostos
Na formação do preço de venda de cada litro já vamos em 64% de impostos. E ainda está previsto um novo aumento de 2,1% !!!

(com a devida vénia)
8 de janeiro de 2007
Colonoscopia
6 de janeiro de 2007
Pois claro, Sr. Ministro
Já agora é assim.
A única diferença é que passaremos a pagá-los com a massa dos impostos.
5 de janeiro de 2007
Onde pára a massa?
Hoje, isto passa desapercebido. Se fosse há uns tempos...
Mas lá se vai dizendo que a conta consolidada do Estado, incluindo a Segurança Social, registou em 2005 um saldo global negativo de 7.468,3 milhões de euros, enquanto que em 2004 foi de 6.924,1 milhões de euros, ou seja, que o défice se agravou em 544,2 milhões de euros.
Porra! Com tanto congelamento...
Afinal, onde é que se anda a gastar a massa?
4 de janeiro de 2007
Justiça
3 de janeiro de 2007
Isto é que não!
Até aguenta o aumento do ordenado.
Isto é que não!!! Não dá! O País vai parar.
Senhor Primeiro-ministro... tenha piedade.
2 de janeiro de 2007
31 de dezembro de 2006
Barbaridade desculpável
Janeiras
28 de dezembro de 2006
Adiar o parto
Mas se se pode... e com aquelas vantagens...
A reter:
"... a natalidade alemã situa-se em 1,3 filhos por mulher, um valor abaixo da taxa ideal atribuída às sociedades industrializadas, que é de 2,4"
Segundo o INE, em Portugal é de 1,42 !
27 de dezembro de 2006
26 de dezembro de 2006
25 de dezembro de 2006
Presente
22 de dezembro de 2006
O relatório de Carlos Xistra...
Há coisas fantásticas...
21 de dezembro de 2006
Não há presos políticos...

Eu nem consigo dizer nada sobre isto. Será que o amigo de Chávez consegue?
Lembrei-me agora duma coisa: em Guntánamo, que até é pertinho da Venezuela, também não os há?
20 de dezembro de 2006
17 de dezembro de 2006
... e empresarialização da Secundária
16 de dezembro de 2006
Municipalização da Educação Básica?
Em entrevista ao DN, disse o Ministro António Costa:Porque é que o Governo quer pôr as câmaras a gerir a saúde, a educação e a acção social?
São áreas onde a proximidade do poder local lhe dá condições para realizar estas políticas de uma forma mais eficaz do que o Estado.
Isto significa pôr as câmaras a escolher os professores do ensino básico?
Significa que, do pré-escolar ao final do básico, deve progressivamente ser assumida pelas autarquias a responsabilidade, que já têm ao nível das instalações do primeiro ciclo e do pré-escolar. Devem estender-se ao segundo e ao terceiro ciclo relativamente à gestão e à componente dos recursos humanos. Esta é uma matéria que se deve discutir com as autarquias e com os sindicatos.
...
Na transferência de competências ao nível das escolas, qual será a situação dos professores?
O que está definido actualmente na lei é só atribuir aos municípios competências ao nível dos recursos humanos não docentes. A ministra da Educação já admitiu expressamente que possamos avançar mais ao nível do pré-escolar e do primeiro ciclo. É um tema que não deve ser tabu: discutir se a transferência de competências ao nível do pessoal deve ser restringido ao pessoal não docente ou se se deve alargar ao pessoal docente. Não temos uma posição fechada. Achamos que a devemos discutir com os municípios e com os sindicatos.
Quais são as vantagens?
É o modelo habitualmente utilizado nos países da União Europeia.
...
E digo eu:
Com uma vantagem destas, não é de hesitar. Mas prepare-se para "a" bronca.
15 de dezembro de 2006
Agora é que vai ser
13 de dezembro de 2006
Quem é que...
12 de dezembro de 2006
ESPAP
Ora aqui está mais uma medida de mestre: ESPAP - Empresa de Serviços Partilhados da Administração Pública.
Uma empresa pública que poderá criar várias outras empresas públicas para gerir funcionários públicos. Uma medida absolutamente inovadora. É o verdadeiro emprego criativo!
Já viram bem a quantidade de pessoas que vai conseguir encontrar um lugarzinho na administração desta(s) empresa(s) pública(s)?
11 de dezembro de 2006
Sobredotado
8 de dezembro de 2006
19-norandrosterona
A Procuradoria diz que a Federação de Futebol tem de reavaliar o caso de doping arquivado pelo Conselho de Justiça, mas a FPF diz que não o pode fazer porque, de acordo com os seus estatutos, está obrigada a respeitar as deliberações do "seu" Conselho de Justiça.
E diz mais. Diz que a retirada do estatuto de utilidade pública apenas estaria em causa se se tratasse de um caso muito grave. Sim, que este não passa de simples e corriqueiro caso de droga. Ainda se fosse coisa grave...
Justiça e futebol à portuguesa!
Ah! Não consigo deixar de aqui repetir esta "pérola" do CJ:
“apenas com o resultado da análise o arguido não podia ser punido” ... “é necessário que o acusador alegue e prove que o arguido ministrou ou de qualquer outra forma voluntária introduziu no seu organismo a substância que veio a verificar-se estar no seu corpo”. Argumentos contrários aos de vários acórdãos proferidos anteriormente pelo CJ, em casos de jogadores de clubes mais pequenos, como Rui Lopes (ex-Vitória de Setúbal) e Kali (ex-Barreirense).
7 de dezembro de 2006
A escola promotora da desigualdade
E nem é preciso fazer um estudo como aquele de que o Público dá notícia. Nem sequer é preciso ir para uma grande cidade comparar "sucessos" de alunos de diferentes escolas. Não é necessário. Até porque o facto de frequentarem escolas diferentes - logo com distintos ethos - pode enviesar os resultados. Por isso me parece que a promoção da desigualdade deve ser estudada "dentro" de cada escola.
Numa pequena cidade como a minha, em que, ao nível do secundário, apenas há uma escola, também se verifica este fenómeno ou não? Isto é, o problema é "das" escolas ou é "do" sistema educativo?
Ora, basta olhar para os Quadros de Excelência que, ano após ano, vou colocando na parede do gabinete, para reparar que, entre aqueles poucos alunos que atingem médias acima de 18 valores, raro é o jovem que provém de estratos socio-económicos baixos. E será que a escola lhes dispensou um tratamento privilegiado? Claramente que não.
Não tive oportunidade de ler o estudo. Apenas li a notícia. Contudo, pelo que li, parece-me que os autores insistem rigorosamente nos conceitos cuja defesa, paulatinamente, veio a produzir exactamente os efeitos contrários aos pretendidos.
À força de pretender que a Escola atenuasse as diferenças sociais de base, que igualizasse, decretou-se o direito à igualdade de sucesso.
Pois muito bem. Mas...
O sucesso (dos alunos) é um conceito absoluto? Isto é, o que é sucesso para um determinado jovem, é-o para todos os jovens?
Pois...
5 de dezembro de 2006
Ainda o Lego
Pois há dois senhores, Andrew Lipson e Daniel Shiu que construíram, com Lego, algumas dessas estruturas “inconstruíveis”, as quais, quando fotografadas de determinado ângulo, parecem materializar as utopias de Escher. Ficam aqui estes:
"Ascending and Descending"


"Belvedere"


"Relativity"

3 de dezembro de 2006
Hobby


Mas há muitos mais, mesmo em Portugal, assim "alienados". Parece que há mais de 1 milhão de tipos que fazem MOC's (My Own Creation).
(Esta "réplica" da Demag TC 2800 ainda não está concluída)
2 de dezembro de 2006
Postais destas Terras

Palácio dos Condes de Anadia
O único palácio das Beiras - Hermano Saraiva dixit
(ver em tamanho grande)
1 de dezembro de 2006
Restauração
A mim sempre me ensinaram o contrário.
Sempre me disseram que foram 60 anos em que vivemos subjugados pelos espanhóis e que, por isso, foi com grande entusiasmo que o povo viveu o dia 1 de Dezembro de 1640, dia em foi heroicamente restaurada a nossa independência.
Não sendo historiador e baseando-me tão só no percurso que fizemos desde então, estou tentado a dizer que não terá sido assim. Não terá havido um assim tão grande entusiasmo.
Tenho para mim que apenas saiu beneficiada a classe que ascende ao poder, aquela que estava apeada e privada das mordomias. Para o português anónimo não terá havido qualquer vantagem.
Bom, a não ser aquele tal valor sentimental do patriotismo que nos faz encher o peito e exclamar: Somos independentes!
Mas, na nossa vida diária, o que é que se compra com a independência?
29 de novembro de 2006
Global Orgasm

“A combinação da alta energia orgásmica, com uma vontade intensa, tem um efeito maior do que a meditação e as orações em massa”
Vá lá. Adira a esta iniciativa. Contribua para a paz na Terra!
Dia 22/12/2006, "com quem quiser, onde entender, no momento em que estiver sintonizado, mas com toda a energia".
(Pela expressão da senhora da foto, estou tentado a dizer que se está antecipar. E isso é ... BATOTA)
Vocabulário "normal"
O Tribunal da Relação de Guimarães desceu de 12.500 para 10 mil euros a multa que a autarca de Felgueiras, Fátima Felgueiras, terá de pagar por «difamar» o seu ex-vereador Horácio Costa, disse à Lusa fonte judicial, esta terça-feira.Segundo a fonte, o Tribunal considerou «excessiva» a multa de 250 dias à taxa diária de 50 euros a que o Tribunal de Fafe a condenara a 22 de Março, descendo-a para 200 dias. O Tribunal manteve, no entanto, a decisão que obriga ao pagamento de 1.250 euros, a título de indemnização, ao queixoso, Horácio Costa.
......
O Tribunal considerou que seria «legítima» uma chamada de atenção pela autarca para o comportamento político de Horácio Costa, mas «noutros termos», considerando difamatórias as expressões usadas na entrevista tais como «patife, sem coragem, sem vergonha e sem escrúpulos, sem estrutura e dignidade, um verdadeiro terrorista».
Apesar disso, deu como provado que «as expressões usadas e as afirmações proferidas no decurso da entrevista fazem parte do vocabulário normal, consagrado e aceite na disputa política nacional».
Resumindo:
Na opinião dos juízes, o crime de difamação é prática corrente na política nacional.
É fantástico!!!


























