5 de março de 2008

Espontâneas










Estas manifestações espontâneas, convocadas por SMS e sem intervenção dos sindicatos, vieram criar um novo paradigma na política lusa.

2 de março de 2008

Avaliação Alternativa

A contestatação à avaliação de desempenho dos professores está na rua há muitos dias e tem vindo a subir de tom. Percebe-se, com toda a clareza, que há muitos professores descontentes. É natural: a mudança é enorme. Mas há algumas coisas que não se percebem. Por exemplo, como é que se explica que ainda não tenha sido proposto um modelo alternativo? Sim, pode haver modelos alternativos que sejam melhores que o do Ministério e, no meio da enorme quantidade de contestantes, por certo haverá quem consiga fazer propostas. Só que não surgem. Até agora, nem uma. Porquê?
Ora vamos lá ver:

Os professores devem, ou não, ser sujeitos a um processo de avaliação?

Se não devem, ficamos por aqui uma vez que fica tudo explicado.

Pelo contrário, se o devem, vejamos:
  1. O objecto da avaliação deve ser o trabalho que o professor realiza ou deve ser outra coisa qualquer?
  2. O trabalho do professor envolve a gestão do currículo, a planificação de actividades, as aulas, a avaliação dos alunos, a relação com os pais e a participação em actividades aprovadas pela escola, ou não?
  3. O trabalho do professor obriga a constante actualização / formação, ou não?
  4. O trabalho do professor pode envolver a participação em órgãos e estruturas escolares, ou não?
  5. O trabalho do professor, em princípio (e por definição), reflecte-se nos alunos, ou não?
  6. A avaliação deve decorrer dentro da escola, ou não?
  7. A avaliação deve permitir a diferenciação dos professores (como acontece com os alunos), ou não?
  8. A avaliação deve produzir efeitos na progressão na carreira, ou não?

Sintetizando:
A avaliação deve avaliar, ou não?

PS: Como é público e notório, eu não sou, sequer, apoiante do PS, nem votei nestes senhores.

Jacques de la Palisse


Não teria dito melhor tautologia


Note-se que foram estes tipos que acabaram com o conceito de "aproveitamento", substituindo-o pela falácia do "sucesso".
E também foram os que inventaram a "retenção" em detrimento da "reprovação".
São eles, afinal, os pais do "eduquês". E o eduquês é muito mais que um léxico: é a ideologia que tem enformado a política educativa dos últimos 30 anos.

29 de fevereiro de 2008

Interrogações

A contestação dos professores está na rua.

Sócrates segurará a Ministra?
Sócrates demitirá a Ministra?

Se demitir, a avaliação dos professores desaparecerá?
A política educativa mudará?
Os professores ficarão melhor?
Os alunos passarão a ter melhores resultados reais?

E, se não demitir, quais serão as respostas a estas interrogações?

28 de fevereiro de 2008

Panteras Rosa

Estão indignadas!


Por causa da ruptura do stock enfrentam agora o enorme perigo de uma ruptura mais séria!
E "esta é uma questão de saúde pública da maior importância, que põe completamente em causa a função de protecção destas pessoas que a distribuição gratuita de preservativos pretende cumprir".
Apoiado!
Vivam as Panteras Rosas!

(Isto do rosa não dve ter nada a ver com o governo, nem com a cor do equipamento, pois não?)

27 de fevereiro de 2008

26 de fevereiro de 2008

Quem tem razão?

A Ministra ou os Professores?




Bom, a Ministra saiu-se muito bem. Muito melhor que o espectável face à expectativa.
Também é verdade que teve uma boa ajuda do Professor Formosinho. E até aquela minha colega e companheira - a loira - ajudou. Para já não falar daquele rapazinho que acusou um inspector de mandar passar os alunos...
Sinceramente, esperava que a crítica tivesse outra substância.

24 de fevereiro de 2008

Lei da paridade

A entrada em vigor na Noruega de legislação que impõe a paridade de homens e mulheres nos conselhos de administração de empresas cotadas em Bolsa pode levar ao fecho de, para já, 12 empresas neste país do norte da Europa.

Já se sabia desta parvoíce na constituição de listas concorrentes a eleições políticas, mas o Estado intrometer-se na composição das administrações de empresas privadas ultrapassa o patamar da parvoíce. É fascismo puro: "Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado" (Benito Mussolini)

20 de fevereiro de 2008

Ensino em Portugal

Ainda não é vulgar encontrar nos media um texto com este discernimento.
Por isso, vale mesmo a pena ler na íntegra o que escreveu Helena Matos (também no Público):
...
Esta gente uma vez instalada nos seus gabinetes dedica-se a produzir orientações para serem aplicadas nas mesmas escolas onde eles regra geral não conseguiram fazer nada. A acompanhá-los nesta tarefa estão os colegas que estudaram e se formaram nas chamadas Ciências da Educação e que do ensino ou da educação propriamente dita o que de mais próximo viram são as escolas superiores e os institutos onde eles mesmos estudaram e conseguiram automatcamente tornar-se professores das mesmas ciências da educação. Imagina-se um serviço de cirurgia cujos profissionais mais reputados e influentes não fossem os melhores cirurgiões mas sim aqueles médicos que tivessem apostado em teorizar sobre a cirurgia de preferência num espaço bem afastado do rebuliço do hospital? É isto que acontece na educação.
...
Bom, nada que eu, modéstia à parte, não venho dizendo há muitos anos!

19 de fevereiro de 2008

Empréstimo


Perdi a aposta.

Lá vou ter de pagar a lampreia!

Sócrates e o paradoxo

Ouvi hoje o senhor Primeiro-ministro dizer que, considerando os empregos perdidos e os criados (pela economia e não pelo Estado) a diferença é de 94.000. Disse ele que, assim, apenas faltam 56.000 para alcançar o objectivo de criar os "tais" 150.000 novos empregos. Sim, é verdade que o desemprego aumentou, mas isso deve-se ao facto de haver mais gente nova à procura de emprego.
Fiquei perplexo ao verificar a bonomia com que os entrevistadores ouviram esta coisa. Nem esboçaram qualquer reacção. Caramba! Quando se vai para uma coisa destas, vai-se preparado. Estudam-se as matérias. Recolhem-se dados... Ora porra!
A não ser que...
...
Bom, rapidamente me chegou este quadrozinho "oficial". Ora vejamos:



Como se pode constatar, desde 2005 há, efectivamente, mais 64 mil pessoas no mercado de trabalho. Mas se foram criados, líquidos, 94 mil postos de trabalho... deveria haver menos 30 mil desempregados!!!
Então por que raio é que a taxa de desemprego subiu?
É um paradoxo!

17 de fevereiro de 2008

"Engenheiros"

Garantiram-me que são ex-colegas do "engenheiro" mas não estou convencido. Não vejo azulejos, nem marquises, nem mamarrachos...

16 de fevereiro de 2008

Promessa e realidade

PROMESSA

REALIDADE



Não haverá ninguém que consiga explicar a estes senhores que o Estado não cria empregos?
Não haverá ninguém que lhes diga que isso só era possível nos regimes socialistas?
Não haverá ninguém que lhes lembre que, os que houve, faliram todos?


Chiça!

14 de fevereiro de 2008

mas quanta honra...


Então qual irá ser a próxima "honra"?

Talvez o casamento gay, não?

(ouça isto bem alto mas reservadamente. Tenha cuidado!)

Obrigado ao Ruben pela "pérola"