3 de maio de 2008

Chumbar ou não chumbar?

Também concordo que a reprovação, na maior parte das vezes, não é a melhor solução.
Só que, perante a evidência da ignorância do aluno, quais as alternativas de que os professores verdadeiramente dispõem?
Imaginemos que temos aqui um aluno que não adquiriu os conhecimentos as competências previstas para o seu ano de escolaridade. Imaginemos que, tal como a senhora ministra preconiza, não o podemos reprovar (com a enorme pressão que se sente, já é quase assim). O que vamos fazer?
Pois claro! Passá-lo para o ano seguinte! Obviamente!
E, então, o que vai suceder ao aluno?
Nada! Absolutamente nada. No actual quadro legal, continuará na mesma turma com os colegas como se tivesse aprendido o mesmo que os colegas. E, naturalmente, no final do ano seguinte ainda estará mais distante dos objectivos previstos, mais ignorante e mais desmotivado. E, com toda a pressão que existe para não haver chumbos, vai passar para o ano seguinte… e depois… e por aí fora até ao 9.º ano…
Já hoje muitos lá chegam (e de lá saem) praticamente sem saber ler. Soletrando e não entendendo o que lêem.

Mas podemos ter um sistema tendencialmente sem chumbos?
Podemos, sim senhor. Vários países o têm.
E como?
Assumindo três premissas:
- Todos devem ter iguais oportunidades;
- Não é possível ensinar tudo a todos;
- A maior lentidão de uns não pode prejudicar a maior velocidade de outros, e vice-versa.

E nós?
Nós só aceitamos a primeira.
Quanto ao resto, achamos que é possível resolver tudo com “apoios”, isto é, com mais aulas… depois das aulas!

30 de abril de 2008

Apócrifa

Pois se é o alegado autor que a vem negar, só mesmo por maldade poderá não se concluir pela falsidade da famosa carta.

28 de abril de 2008

Biodiesel

Não percebo muito bem este título. Então, o Estado pode ser lesado pelo Estado? Sim, que uma Junta de Freguesia é "Estado".

Acho que seria mais correcto dizer "Governo sente-se lesado pelo Estado".

Mas o título ainda é o menos. O pior é mesmo a constatação da merda de país em que vivemos. Um país de bufos e "asaes". Até me vem à memória aquela coisa da licença de isqueiro...

E, por falar em bufos, tenho de mandar suspender a produção de biodiesel que fazemos na minha (1) escola com a reutilização dos óleos da cozinha. Ainda me lá mandam um destesnunesdagora...

(1) "minha" em sentido de pertença, suas mentes perversas!

24 de abril de 2008

Ajuste directo

Eu bem queria usufruir da televisão digital terrestre. Um espectáculo!
Mas estou tramado.
Recuso ser cliente de qualquer coisa da PT.

18 de abril de 2008

Políticas de direita

Têm vindo a crescer em notoriedade.
Destaco, hoje, a Chanceler Alemã, a Secretária de Estado Francesa para os Direitos Humanos, a Ministra Italiana da Família e a... a... a... esquecimeagoradonome.




(Como já pus uma francesa, não ponho a Carla Bruni)

15 de abril de 2008

Estou preocupado

Em poucos dias, esta é a segunda vez que concordo com um socialista.
Agora é com Zapatero e a nomeação que fez de uma ministra da defesa e, mais ainda, grávida!
Esta é, inequivocamente, uma mensagem clara de que a maternidade é compatível com o exercício de cargos e, num sentido mais lato, com o desempenho profissional.

Muito bem!

Não sabe?


Ó minha senhora, então não sabe? Olhe, basta ler a proposta do ME aceite pelos sindicatos. Leia o ponto 8, aquele onde se prescreve que os sindicalistas podem ser opositores ao concurso.
Daaahhhhh.....

14 de abril de 2008

Para instaurar a nova sociedade socialista

...
O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: "Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela".
...
Os sublinhados são meus. O resto pode ser lido no Público de hoje, Domingo, e ainda aqui, por enquanto.

11 de abril de 2008

Por trinta dinheiros


Somos contra a fractura da carreira docente mas se nós pudermos ser "titulares" já aceitamos.

Ver aqui na proposta número 8.

10 de abril de 2008

Há dias assim

Um futuro Mugabe

Hugo Chávez, um futuro Mugabe, fez muito recentemente duas coisas curiosas:

A primeira foi a nacionalização da maior empresa de aço do país. Fez o mesmo que fizeram todos os ditadores socialistas. É por isso que é curiosa: copiou um clássico.

Mas na segunda foi criativo. Inovou! Mandou substituir a série de TV dos Simpsons pela das "Marés Vivas" !!!

É pá, querem lá ver que vou concordar uma vez com Chávez?

8 de abril de 2008

Atento, vigilante e disponível

PJ




Parece que o grande mistério que rodeia a não entrada das bolas na baliza axadrezada vai ser desfeito muito em breve. A PJ já tem um suspeito na mira: PETER JEHLE.

ACTUALIZAÇÃO:
O Arioplano diz que já cá está o Horássio que é muito melhor que os PJ todos.

6 de abril de 2008

Lá como cá

Domina a lógica dos "cientistas" da maldita sala de aula quadrada:
Alunos ignorantes... mas com muita personalidade!


4 de abril de 2008

Estatuto agilizado

Quanto ao famoso Estatuto do Aluno, o governo queria fazer o que está escrito no site do Ministério da Educação.

Mas o que acabou por entrar em vigor com a Lei 2/2008 foi o que aqui coloquei baixo e à direita (à esquerda está a Lei 30/2002). Ora veja:

Estranhos conceitos estes, de simplificação e agilização, que levaram à pura e simples revogação do artigo 40 e o substituiram por um processo tão simples e tão ágil!!!

2 de abril de 2008

Fita-cola contra a indisciplina

Ora vamos lá ver:

O que poderia ter feito a professora para cumprir a sua função de ensinar Inglês a uma turma de pirralhos da 3.ª classe - 8 anos - que "estavam irrequietos" e "falavam entre si" numa Actividade de Enriquecimento Curricular ao fim de um dia de aulas?

  1. Explicar-lhes, serenamente, que a aprendizagem do Inglês é estruturante para o desenvolvimento holístico do ser humano, neste mundo globalizado e multicultural, e que a expressão de atitudes inerentes à construção da auto-identidade podem, em determinados casos, ter efeitos perversos na perspectiva da aprendizagem de uma cidadania europeia e responsável;
  2. Fazer de contas que não se passa nada de anormal e fazer alguma coisa para parecer que dá a aula;
  3. Mandar sentar os 3 mais malcriados na fila dos burros e colar-lhes a boca com adesivo para haver algum silêncio;
  4. Dar ordem de saída aos 3 arruaceiros e participar à Direcção da Escola;
  5. Aplicar uma chapada em cada um e participar à Direcção da Escola;
  6. Participar ao PGR este caso flagrante de indisciplina com conhecimento às senhoras professoras doutoras Ana Drago e Joana Amaral Dias.
Hummm... não está fácil...

30 de março de 2008

A pedagogia do abraço

..
Na Sábado. Tal e qual tenho dito e redito, embora alargue o leque até ao CDS.
(como sempre, para ler, clique nas imagens)

29 de março de 2008

O Herói da Aljazeera

O Sol diz que este vídeo é da autoria da
Até poderá ser.
Mas lá que tresanda a propaganda do Bloco...




Não perder a parte da reconstituição do encontro com o corruptor (ou já será corrutor?)

27 de março de 2008

A moda da indisciplina

Está na moda ir ao Youtube pesquisar cenas de indisciplina nas salas de aula portuguesas.
Aqui está mais uma:

Muito provavelmente, esta professora, perante a impotência face às provocações recorrentes de que terá sido vítima, desenvolveu uma verdadeira armadura que a imuniza e a torna capaz de permanecer na sala, indiferente ao que lá acontece.
Antes de mais nada, é preciso dizer que esta professora não está só na sua atitude. Há muitos e muitos professores que desenvolveram esta capacidade de resistir e fazer-de-conta que deram a aula enquanto os alunos passaram o tempo a fazer coisas impensáveis. E também há muitos outros que não o conseguiram e que acabaram na miséria de uma depressão.
Claro que, simultaneamente, os seus alunos acabaram na mais completa ignorância!
E por que é que se chegou a isto?
Porque, durante estes 34 anos, os senhores políticos, endoutrinados pelos "cientistas da educação", se entretiveram, em nome de teorias sociológicas, a subtrair aos professores os meios de que estes dispunham para se para se fazerem respeitar e, assim, cumprirem a sua função de ensinar. Basta lembrar que, ainda hoje, há gente a defender que o papel do professor não é o de "ensinar", mas antes o de "mediar a auto-construção do conhecimento"...
Já chega!
É tempo de parar a publicação dos vídeos! É tempo dos senhores políticos devolverem a autoridade aos professores.
Dirão alguns que, na escola de massas, a autoridade não se outorga; que só tem autoridade quem a vê reconhecida. Pois sim. Mas umas quantas linhas bem escritas no Estatuto do Aluno - já que existe um Estatuto do Aluno - ajudariam muito a esse reconhecimento.

E, já agora, também é tempo dos jornais (para não falar do próprio ME e das instâncias judiciais) deixarem de crucificar um professor que ferre uma lostra a um garoto malcriado!!!

Leviandade e Irresponsabilidade



... ou apenas um notável golpe de rins?

23 de março de 2008

No circo

Há aqui coisas que transcendem as leis da física e a minha capacidade de compreensão.


21 de março de 2008

Sorry ?



Parece que ainda não apresentou queixa. Ó colega, não piore as as coisas. Está à espera que as coisas se virem ao contrário?

Prisão efectiva

Era isto que a professora do Porto deveria ter feito. Parava a aula, participava a ocorrência ao Executivo e deixava que o processo seguisse.
Aposto que em Bragança mais nenhum pai ou mãe se atreve a agredir um professor!

20 de março de 2008

A Escola da Igualdade



A culpa disto não é DESTA ministra da educação nem DESTE primeiro-ministro.
Nem, tampouco, é dos professores, se globalmente tomados.
A culpa é dos "cientistas" - e dos políticos endoutrinados por aqueles "cientistas" - que transformaram a escola numa instituição com finalidades sociais em vez de educativas. Todos, desde o BE ao CDS, defendem as mesmas coisas naquilo que é central em Educação. Todos foram endoutrinados pelos mesmos perrenouds, croziers, stoers e C.ia.
De resto, a maioria dos professores nunca se apercebeu que a finalidade da escola, neste paradigma ideológico, já não era a educação - e muito menos a instrução - e continuou a agir como se o fosse. Daí o seu desencanto, o desconforto e... a manifestação!

Como eu gostava que a Escola voltasse a ser local de Ensino e de Estudo...

Mas bom... não o podendo ser, não é pedir muito que a agressão a professores - e funcionários - passe a ser crime público. Isso e certos facilitismos do Estatuto do Aluno, claro está.

19 de março de 2008

Sorry ?


Não, meus caros. Isto é assim:

Se acusas e não provas... PAGAS!

PS 1: Ai, gosto tanto quando estas coisas acontecem...
PS 2: Não gosto nada quando faz-de-conta que não se provou!
PS 3: Também não gosto quando faz-de-conta que se provou

15 de março de 2008

A máscara

CAÍU !


Estes senhores andaram 30 anos a fazer o discurso da autonomia da escola. A autonomia reclamada era fundamental para a melhoria da Educação.
Mas...
Quando, em 96, as escolas puderam oferecer currículos alternativos, foram contra!
Quando, em 97, as escolas puderam oferecer percursos diferenciados, foram contra!
Quando, em 98, as escolas puderam elaborar Projectos Educativos próprios, foram contra!
Quando as escolas, timidamente, puderam começar a contratar docentes, foram contra!
E quando puderam começar a decidir da renovação dos contratos, foram contra!
E agora...... continuam contra!

Mas houve uma evolução: já afirmam que são mesmo contra a autonomia.

(como se os mais atentos não tivessem percebido isso mesmo nos idos de setenta aquando da UNICIDADE)

12 de março de 2008

Sem papas na língua

[...]
Sob a batuta da 5 de Outubro o universo-escola criou uma linguagem própria que tornou apresentável este reino do absurdo, em que se tornaram indistintos não apenas os resultados mas também o que faz cada um na escola. Os professores e alunos passaram a ensinantes e aprendentes mútuos, a transmissão de conhecimentos deu lugar a uma situação relacional onde por vezes se ficava retido e a violência escolar passou ser encarada como uma uma forma não enquadrada da expressão de problemas. Para cúmulo o próprio saber dos professores entrou numa espiral de relativismo: o que importava era acumular créditos em acções de formação e não o conteúdo dessas acções. Assim era rigorosamente igual para um docente de alemão frequentar uma acção de formação em língua alemã, ecologia ou azulejaria. Isto numa versão relativamente bondosa do sucedido porque em alguns casos chegaram a fazer-se seminários para docentes ministrados por “terapeutas de energias” e astrólogos. Tudo isto devidamente avalizado e estimulado pelo ministério.
[...]

Leia todo o texto escorreito de Helena Matos.

10 de março de 2008

España

Sem maioria absoluta.
Mau! Lá vai ter que haver cedências e ziguezagues.
É preciso favorecer o aparecimento de maiorias absolutas que levem a cabo os seus programas eleitorais. Depois, no fim da legislatura, ajustam-se as contas!

5 de março de 2008

Espontâneas










Estas manifestações espontâneas, convocadas por SMS e sem intervenção dos sindicatos, vieram criar um novo paradigma na política lusa.

2 de março de 2008

Avaliação Alternativa

A contestatação à avaliação de desempenho dos professores está na rua há muitos dias e tem vindo a subir de tom. Percebe-se, com toda a clareza, que há muitos professores descontentes. É natural: a mudança é enorme. Mas há algumas coisas que não se percebem. Por exemplo, como é que se explica que ainda não tenha sido proposto um modelo alternativo? Sim, pode haver modelos alternativos que sejam melhores que o do Ministério e, no meio da enorme quantidade de contestantes, por certo haverá quem consiga fazer propostas. Só que não surgem. Até agora, nem uma. Porquê?
Ora vamos lá ver:

Os professores devem, ou não, ser sujeitos a um processo de avaliação?

Se não devem, ficamos por aqui uma vez que fica tudo explicado.

Pelo contrário, se o devem, vejamos:
  1. O objecto da avaliação deve ser o trabalho que o professor realiza ou deve ser outra coisa qualquer?
  2. O trabalho do professor envolve a gestão do currículo, a planificação de actividades, as aulas, a avaliação dos alunos, a relação com os pais e a participação em actividades aprovadas pela escola, ou não?
  3. O trabalho do professor obriga a constante actualização / formação, ou não?
  4. O trabalho do professor pode envolver a participação em órgãos e estruturas escolares, ou não?
  5. O trabalho do professor, em princípio (e por definição), reflecte-se nos alunos, ou não?
  6. A avaliação deve decorrer dentro da escola, ou não?
  7. A avaliação deve permitir a diferenciação dos professores (como acontece com os alunos), ou não?
  8. A avaliação deve produzir efeitos na progressão na carreira, ou não?

Sintetizando:
A avaliação deve avaliar, ou não?

PS: Como é público e notório, eu não sou, sequer, apoiante do PS, nem votei nestes senhores.

Jacques de la Palisse


Não teria dito melhor tautologia


Note-se que foram estes tipos que acabaram com o conceito de "aproveitamento", substituindo-o pela falácia do "sucesso".
E também foram os que inventaram a "retenção" em detrimento da "reprovação".
São eles, afinal, os pais do "eduquês". E o eduquês é muito mais que um léxico: é a ideologia que tem enformado a política educativa dos últimos 30 anos.

29 de fevereiro de 2008

Interrogações

A contestação dos professores está na rua.

Sócrates segurará a Ministra?
Sócrates demitirá a Ministra?

Se demitir, a avaliação dos professores desaparecerá?
A política educativa mudará?
Os professores ficarão melhor?
Os alunos passarão a ter melhores resultados reais?

E, se não demitir, quais serão as respostas a estas interrogações?

28 de fevereiro de 2008

Panteras Rosa

Estão indignadas!


Por causa da ruptura do stock enfrentam agora o enorme perigo de uma ruptura mais séria!
E "esta é uma questão de saúde pública da maior importância, que põe completamente em causa a função de protecção destas pessoas que a distribuição gratuita de preservativos pretende cumprir".
Apoiado!
Vivam as Panteras Rosas!

(Isto do rosa não dve ter nada a ver com o governo, nem com a cor do equipamento, pois não?)

27 de fevereiro de 2008

26 de fevereiro de 2008

Quem tem razão?

A Ministra ou os Professores?




Bom, a Ministra saiu-se muito bem. Muito melhor que o espectável face à expectativa.
Também é verdade que teve uma boa ajuda do Professor Formosinho. E até aquela minha colega e companheira - a loira - ajudou. Para já não falar daquele rapazinho que acusou um inspector de mandar passar os alunos...
Sinceramente, esperava que a crítica tivesse outra substância.

24 de fevereiro de 2008

Lei da paridade

A entrada em vigor na Noruega de legislação que impõe a paridade de homens e mulheres nos conselhos de administração de empresas cotadas em Bolsa pode levar ao fecho de, para já, 12 empresas neste país do norte da Europa.

Já se sabia desta parvoíce na constituição de listas concorrentes a eleições políticas, mas o Estado intrometer-se na composição das administrações de empresas privadas ultrapassa o patamar da parvoíce. É fascismo puro: "Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado" (Benito Mussolini)

20 de fevereiro de 2008

Ensino em Portugal

Ainda não é vulgar encontrar nos media um texto com este discernimento.
Por isso, vale mesmo a pena ler na íntegra o que escreveu Helena Matos (também no Público):
...
Esta gente uma vez instalada nos seus gabinetes dedica-se a produzir orientações para serem aplicadas nas mesmas escolas onde eles regra geral não conseguiram fazer nada. A acompanhá-los nesta tarefa estão os colegas que estudaram e se formaram nas chamadas Ciências da Educação e que do ensino ou da educação propriamente dita o que de mais próximo viram são as escolas superiores e os institutos onde eles mesmos estudaram e conseguiram automatcamente tornar-se professores das mesmas ciências da educação. Imagina-se um serviço de cirurgia cujos profissionais mais reputados e influentes não fossem os melhores cirurgiões mas sim aqueles médicos que tivessem apostado em teorizar sobre a cirurgia de preferência num espaço bem afastado do rebuliço do hospital? É isto que acontece na educação.
...
Bom, nada que eu, modéstia à parte, não venho dizendo há muitos anos!