9 de fevereiro de 2009

Sem vergonha

Com a devida vénia ao Mário Crespo e ao JN, tenho de copiar isto para aqui, não vá ele desaparecer. É que não acredito em bruxas, pero que las tiene, tiene.

Está bem... façamos de conta

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso.
Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

6 de fevereiro de 2009

QREN

Esta notícia passou discretamente. Sem alarde. Não suscitou reacções políticas nem sequer os normais comentários. E no entanto...
Caramba!
Todos os dias se ouvem anúncios de aprovações de investimentos e projectos candidatados ao QREN. Muitas vezes, até se ouve anunciar que irá ser anunciado! E no entanto...
Porra!
Em 2 anos (dos 7 de duração) só pagaram 398 milhões, 1,9% do total do programa. E destes, a maioria foi no POPH, que é como quem diz, nas Novas Oportunidades. Também é fácil de perceber porquê: é que neste caso a contrapartida nacional está garantida através da imputação dos vencimentos dos professores afectos ao programa, que já estão pagos.
No resto, nos casos em que é efectivamente necessário desembolsar a contrapartida nacional, nada!
Ora, isto tem uma consequência terrível. É que aqueles que se arrojaram a avançar com obras candidatáveis ao QREN, mesmo que previamente aprovadas, ainda não viram o dinheiro, como não o viram as empresas que lhas fizeram, e, em muitos casos, nem os trabalhadores dessas mesmas empresas.

Mas não foi por falta de anúncios nem de notícias sobre anúncios, nem sequer de cerimónias de assinaturas.

2 de fevereiro de 2009

Second Life




Fui hoje ver.
Um quase-filme, com muitos quase-famosos, e a Claudia mais a Liliana quase-quase à minha beira.

31 de janeiro de 2009

Lixo "onshore"

Um tipo lê um título como este e põe-se logo a deduzir coisas do arco da velha. Mas vai-se a ler o artigo e dá-se conta de que o negócio foi em 1998, muito antes do "freeport".

Mau! Muito mau!
Isto não é jornalismo.


(emails à parte, claro está)

29 de janeiro de 2009

Suspeito?


Suspeito?


Suspeito, arguido e condenado foi o inspector da judiciária que em 2005 se atreveu a investigar o caso! Isso é que é verdade.
Além de que basta lembrar que a procuradora já disse que não há suspeitos e até o insuspeito Freitas do Amaral veio afiançar que não havia qualquer ilegalidade.
Tenham juízo!

27 de janeiro de 2009

Foi um gosto trabalhar consigo

Disse o nosso primeiro dirigindo-se à Ministra da Educação.
Há quem pense que a forma verbal, utilizada no passado, terá o significado da breve demissão da Ministra.
Pois até poderá ser. Mas...

Não será antes aquela cabeça a interiorizar um cenário de "perseguições indecentes"... a maçada da crise, sempre à frente das decisões... o calendário eleitoral, que deve afastar as autárquicas das legislativas...
...
Pois é, a demissão do governo resolveria muita desta tralha.
E, obviamente, potenciaria um regresso com nova legitimação e consequente esmagamento dos atrevidos críticos.
Huummm...

24 de janeiro de 2009

Diagnóstico do Ensino

Vou aqui deixar os meus parabéns à senhora.
É que, mais coisa menos coisa, concordo com tudo!

12 verdades para um ensino de qualidade em Portugal
Maria Regina Rocha

  1. O ensino unificado (5.º ao 9.º ano) não serve. Deveriam existir, pelo menos, dois currículos (eventualmente três), um deles com uma maior componente técnica, currículos diferentes não só no que respeita ao número, natureza das disciplinas e carga horária das mesmas como aos respectivos programas.
  2. A ausência de reprovações não responsabiliza nem alunos, nem pais, nem professores e compromete negativamente toda a aprendizagem dos alunos com dificuldades, mas a reprovação por si só também não tem a desejada eficácia. Por isso, a partir do 4.º ano, as disciplinas deveriam ter os programas organizados por níveis de aprendizagem, progredindo o aluno em cada disciplina de ano para ano por níveis, não podendo aceder ao nível seguinte sem o domínio do que é essencial do nível anterior.
  3. A abolição dos exames foi um erro. A existência de exames (provas de avaliação externa) com um peso de 50% é essencial para a responsabilização de todos os intervenientes no processo educativo, desde o 4.º ano de escolaridade e a todas as disciplinas (no 4.º, no 6.º, no 9.º no Ensino Básico; em cada disciplina terminal no EnsinoSecundário).
  4. Os currículos estão desajustados. É necessário que tenham um número equilibrado de disciplinas, devendo desaparecer do mesmo disciplinas instrumentais como, por exemplo, «Área de Projecto» e «Estudo Acompanhado».
  5. Os programas são responsáveis por muitos dos problemas da falta de competência dos nossos alunos. Deveriam ser claros, com os conteúdos muito bem explicitados (nomeadamente quanto ao grau de aprofundamento) e os objectivos muito bem definidos, sendo referidos os graus mínimos de consecução em cada ano.
  6. A escala de classificação de níveis de 1 a 5 aplicada do 5.º ao 9.º ano é má, pois propicia o laxismo e não incentiva as realizações dos alunos. Na escala de 0 a 20, um aluno que tenha 10 valores esforça-se e vê o seu esforço recompensado, passando a sua nota, por exemplo, para 12 ou 13, mas, na escala de 1 a 5, o mesmo esforço num aluno que tenha obtido 3 não o faz mudar de nível (continua no 3), o que, naturalmente, o desmotiva.
  7. O número de alunos por turma é outro dos problemas: turmas de 24 a 28 alunos não são compatíveis com uma aprendizagem de qualidade no tempo presente. As turmas deveriam ter 20 alunos.
  8. Os tempos lectivos de 90 minutos e de 135 minutos não servem. É mais adequado cada aula de uma disciplina ter apenas 50 minutos, havendo um intervalo de 10 minutos entre a aula de uma disciplina e a de outra, para que os alunos possam vir até ao pátio de recreio, respirar fundo, falar à vontade, correr, brincar, ir à casa de banho, voltando para a aula seguinte com a capacidade de concentração e de trabalho renovada (exceptuam-se, naturalmente, as disciplinas de cariz laboratorial: 50 minutos + 50 minutos).
  9. O absentismo dos alunos e a indisciplina são factores que comprometem a sua aprendizagem. O recente estatuto do aluno não foi feliz nas soluções propostas. É fundamental a incidência da responsabilização nos alunos e nos pais e encarregados de educação.
  10. A formação inicial de natureza pedagógica e de natureza didáctica deveria obedecer a directrizes muito claras da responsabilidade do Ministério da Educação, nomeadamente a indicação das disciplinas de pedagogia, das de didáctica e seu conteúdo (por exemplo, em Português, como se ensina o aluno a desenvolver a competência de leitura ou a competência de escrita, entre outras), bem como dos aspectos a ter em conta no estágio, uniformemente em todo o país.
  11. A formação contínua tem sido muito heterogénea. Também aqui deveria haver uma intervenção directa do Ministério da Educação no que respeita aos objectivos e conteúdos, bem como à organização e à qualidade.
  12. A avaliação de professores deve ser feita tendo como referente um perfil de bom professor no quadro dos grandes objectivos do Sistema Educativo – definido pelo Ministério da Educação, e não deixado ao arbítrio de cada escola, com o pretexto da autonomia. A Educação é um desígnio nacional: a tutela não pode alhear-se desta responsabilidade.

Indecente perseguição

O facto do seu ministério ter aprovado uma alteração à Zona de Protecção do Estuário do Tejo depois de ter participado numa reunião com os promotores, não prova nada.
E o facto da dita alteração ter permitido a viabilização do empreendimento, depois de dois chumbos, também não prova coisa nenhuma.
Este homem não mente!
Não mentiu na cabala da licenciatura e não mente no caso do Freeport.
É só inveja!
Viva o Senhor Primeiro Ministro!

23 de janeiro de 2009

Coluna vertebral


Amanhã, ou melhor, já hoje, sexta-feira, é o dia em que se verá se algum deputado socialista precisa de tratamento ortopédico ou até, quem sabe, neurocirúrgico.

22 de janeiro de 2009

Grande Sócrates


Apesar de alguns problemazitos que o têm ocupado na governação, Sócrates não se esquece do que realmente é importante!

21 de janeiro de 2009

Obama


Barack Hussein Obama jurou sobre a Bíblia.

Temo que comece aqui a desilusão de muita esquerda.

A dar-me razão está Chávez que já disse: "creo que Obama es la misma 'miasma', por no decir otra palabra" !

(via 31)

Escolas encerradas

Em Mangualde. Amanhã, 21, desta vez por boa razão.
da minha janela

20 de janeiro de 2009

Escolas encerradas?

Lê-se aqui que várias escolas do 3.º Ciclo e Secundárias estiveram fechadas em consequência da greve dos professores.
Se fossem do 1.º Ciclo ou pré-escolar, em que os miúdos têm uma autonomia reduzida, ainda se compreendia. Assim, não.
Encerradas – portões fechados e alunos na rua – porquê?
A greve era dos professores mas havia funcionários a trabalhar nas cafetarias, nos refeitórios, nas bibliotecas, nas salas de convívio… estavam lá os campos de jogos…

Mal! São estes excessos - foram sempre os excessos - que descredibilizam a luta dos professores e permitem aproveitamentos igualmente excessivos.

4 de janeiro de 2009

30 de dezembro de 2008

Uso desproporcional da força

Ora aqui está!
Estes tipos explicam tudo:
Aos ataques do Hamas com morteiros e rockets, os judeus deveriam responder com o lançamento de outros morteiros e rockets. E, vá lá, de vez em quando, com um atentado suicida.
Isto sim, isto seria um uso proporcional da força!

Ah:
Se for na Grécia, a um cocktail molotov, a polícia deve responder... ... com um sorriso de agradecimento!

Mas... atenção... porque este senhor começa a não estar em sintonia com o grande povo de esquerda. Tsss, tsss, tsss...

28 de dezembro de 2008

26 de dezembro de 2008

Sócrates já controla o BCE !


"criámos as condições para que baixassem os juros com a habitação"



Arre porra!
Não haverá por aí um jornalista que saiba que a Euribor é determinada pelo Banco Central Europeu? Não haverá por aí algum que tenha a coragem para escancarar à evidência que isto é mais uma patranha deste mentiroso?
É que assim, tem de se concluir que além de controlar o BCE, Sócrates também controla os jornalistas.

24 de dezembro de 2008

Natal

Oh, como eu gosto do Natal, da consoada, do bacalhau, das filhós, da família reunida. Que maravilha!
(Também gosto da NBA)

19 de dezembro de 2008

Era o que eles queriam



Hummm...
Tenho a ideia de que já houve uma dissolução por causa de uma sesta num intervalo do "Moda Lisboa". Por isso ou coisa parecida.

14 de dezembro de 2008

Suicídio político


É uma verdadeira novidade, pelo menos para mim, ouvir António Avelãs, o carismático presidente do SPGL, a fazer a defesa da avaliação e da diferenciação dos professores.

Estou espantado e, se calhar, muitos outros professores também o estarão...


Mas há uma coisa, caro Avelãs: não será com o modelo alternativo de avaliação proposto pelo seu sindicato que se fará qualquer avaliação com diferenciação.

12 de dezembro de 2008

Avaliação alternativa

A Ministra da Educação disse que a proposta apresentada pelos sindicatos era só auto-avaliação e co-avaliação.
Não acredito! Mário Nogueira disse que iria apresentar uma alternativa séria.
Vou esperar que apareça publicada.

11 de dezembro de 2008

Mário Soares

Referindo-se à problemática criada à volta da avaliação dos professores, das greves e manifestações, disse este conhecido lutador pela liberdade que "em Democracia as greves e as manifestações não obrigam Governos a caírem".

Pois... mas o que dirá o Dr. Soares da situação que se vive hoje na Grécia?

8 de dezembro de 2008

Triste vida, a de polícia

Em consequência, enquanto os simpáticos manifestantes destroem tudo o que encontram pela frente, os polícias vão observando, a uma distância que não incomode a liberdade de expressão, fazendo todos os possíveis para que não se vejam na contingência imperiosa de intervir.
É que se isso acontece... zás!... vão presos!
Além de que, como explica o Público, é normal o arremesso de bombas incendiárias contra as forças policiais em manifestações de desagrado de estudantes anarquistas em certos bairros da capital. Portanto, a culpa é toda dos polícias! Pois se até já sabiam que era normal, por que é que não se limitaram, simplesmente, a deixar-se arder?

5 de dezembro de 2008

Suspensão... da greve


Nogueira anteviu o fiasco em que redundariam as greves regionais.
Recuou e no próximo dia 15 irá negociar.
Pode ser que então apresente a alternativa séria de que tem falado.

27 de novembro de 2008

Impensável


Convidar o ministro da defesa do governo anterior?
Sim... nos States!
Entretanto, Obama surpreende...

20 de novembro de 2008

SIMPLEX

Sem prejuízo de vir a afinar a minha opinião quando tiver conhecimento do desenvolvimento das propostas, não posso negar que reconheço alguma abertura.
Contudo, teria sido preferível deitar fora toda a tralha do "eduquês" que polvilha - e complexifica - a avaliação de desempenho dos professores e concentrar a atenção naquele que é o centro da acção docente: a sala de aula.

Volta Scolari...

13 de novembro de 2008

Comparação oportuna

Comparar o que se tem passado nas escolas nos últimos dois anos com a barafunda gerada com o atraso da colocação de professores no tempo do ministro David Justino é como comparar um episódio infeliz com a própria infelicidade. E o ministro David Justino caiu por causa disso.

Ex-ministros

Três ex-ministros da Educação, engenheiros, à conversa sobre a "crise da avaliação".

12 de novembro de 2008

Correia de Campos 2.0

A Presidente do Conselho Executivo do Infanta D. Maria confirmou hoje, de viva voz, que a avaliação estava suspensa naquela escola. Não disse que havia uma moção aprovada - seria mais uma - nem nada de parecido com o que tem sido divulgado. Disse, com toda a serenidade, que o processo de avaliação estava suspenso.
A Ministra não reagiu. Não tomou qualquer medida.
Assim, criou condições para que, da reunião dos conselhos executivos de Coimbra que amanhã se realiza, saia a resolução de suspender a avaliação nas várias escolas.
Não é difícil prever a velocidade com que o fenómeno se propagará pelo país.
...
E se isto se confirmar, não é difícil adivinhar o que José Sócrates irá fazer.

Ó pérola das pérolas

Esta !

11 de novembro de 2008

Soares - para mais tarde recordar

Em terra de unanimismos


O que irá agora dizer o nosso bom povo de esquerda?

e-escolinha

Os pais que queiram adquirir um Magalhães ao abrigo do programa e-escolinha preenchem uma ficha de inscrição onde escolhem o operador de telecomunicações que lhes entregará o equipamento, indicando, ainda, se pretendem aderir à banda larga e assinam, também, um termo de responsabilidade onde delegam na escola a competência para efectuar a inscrição do respectivo educando.
A seguir, é o professor que procede à inscrição on-line, depois de se ter identificado com o seu próprio número de contribuinte. E é ao próprio professor que cabe indicar a largura de banda e o volume de tráfego pretendido – com ampla variedade de preços – opções que não constam da ficha preenchida pelo pai.

Deve ser para isso que serve a “delegação de competências”, não?

E o número de contribuinte do professor servirá para quê?

10 de novembro de 2008

Palavras estudadas

A ministra começou a conferência de imprensa - enquanto 120 mil professores protestavam na rua - dizendo qualquer coisa como:
"Este não foi o pior dia da minha vida enquanto ministra. O pior foi o da greve aos exames."
Penso que estas palavras foram prévia e cuidadosamente estudadas...
...
Irá Sócrates "remodelá-la"?

8 de novembro de 2008

120.000 professores

80% dos professores portugueses!
É um sinal inequívoco.
Mas fico com a ideia que grande parte dos professores acha que Maria de Lurdes Rodrigues não faz parte do governo de José Sócrates e do Partido Socialista.

Avaliação de Desempenho

Externa.

Só lhe vejo vantagens.
O problema deverá residir no número de avaliadores externos necessários.

6 de novembro de 2008

Violência escolar

Um aluno agrediu uma professora. Mais um.
Sabeis qual é a sanção mais gravosa que uma escola pode aplicar a um aluno?
Transferência de Escola!
Está na Lei 3/2008.

Barack Hussein Obama



Obama ganhou folgado.

Temo que daqui a uns meses os tipos que lhe andaram a cantar loas o estejam a epitetar de "barraca" obama.
Pela minha parte, vou ficar a aguardar o prometido desmantelamento da base ilegal de Guantánamo Bay. Da mãe de todas as crises, nem falo...

3 de novembro de 2008

Recessão?


Isso seria terrível!

O que nos vale é que estes senhores da Comissão Europeia, à semelhança dos do FMI, não devem ter credibilidade.
Ainda bem que o Senhor Primeiro-Ministro escreveu em Lei (na do Orçamento, que há-de ser publicada) que a nossa economia iria crescer 0,6% em 2009.
Se está em Lei, está em Lei. E a Lei é para cumprir.
Chega de tipos catastrofistas.

Viva o Senhor Primeiro-Ministro!

30 de outubro de 2008

Direitos ou deveres?

- Max, meu cão, diz-me lá: tu, o Joca e a Milu têm direitos?
- Ó pá, nós somos cães, pá...
- Pois, mas os animais não têm direitos?
- Não, pá. As pessoas é que são titulares de direitos. Os animais não.
- Mas até há uma Carta dos Direitos dos Animais...
- Ó pá, isso não são DIREITOS dos animais; são DEVERES das pessoas para com os animais. Topas?
- Sim. Faz sentido. Mas ficas a saber que há um troglodita que defende os animais que não sabe isso!

22 de outubro de 2008

O dogma e o equívoco

Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, deu uma entrevista à revista Visão.
A dado passo o jornalista diz-lhe que há cerca 7,4% de alunos que reprovam na 2.ª classe e pergunta-lhe se vale a pena reprovar os alunos. A ministra respondeu assim:

“Não vale. E isto para uma criança de 7 anos é dramático. É o início de um percurso desastroso. Absolutamente desastroso. São estas crianças que depois abandonam a escola. A primeira coisa é que ficam num ano de ensino desajustado à sua idade. Todos os amiguinhos que vão ter no ano a seguir, já não são os mesmos, são mais novos, e começa aí um processo de desajuste. Todos os estudos provam que a repetência não permite recuperar nada. Porque é que ficam para trás? Porque antigamente a escola era assim.”

Esta resposta da ministra é uma declaração desassombrada e até mesmo corajosa. Ela escancara à evidência uma das razões, quiçá a mais relevante, para a baixa qualidade das aprendizagens dos alunos portugueses. Para ilustrar o que digo, vou aqui contar a história do Zé, de um dos muitos “Zé” que conheci e conheço:

O Zé entrou para a primeira classe e desde cedo revelou dificuldades na aprendizagem. A professora, atenta e dedicada, logo ensaiou estratégias diferenciadas para o ensino do Zé. O êxito, todavia, foi quase nulo. A professora, então, elaborou um relatório sobre o Zé e as suas dificuldades e o Presidente do Conselho Executivo determinou que o Zé passasse a ter horas de apoio individualizado com outra professora. E assim se fez. Mas, novamente, sem êxito. Chegado o fim do ano, feito o balanço, a professora concluiu que o Zé não estava em condições de passar para a segunda classe. Só que a Lei…
A lei é o Despacho N.º 1/2005, que no número 55 diz assim: “No 1º ano de escolaridade não há lugar a retenção, excepto se tiver sido ultrapassado o limite de faltas injustificadas, em observância do disposto na Lei nº 30/2002, de 20 de Dezembro.”
Portanto, em vez de reprovar, o Zé passou para a segunda classe, acompanhando os amiguinhos, ao abrigo do sistema de passagem automática de que fala a senhora ministra, que, como se vê, já existe em Portugal.
No ano seguinte o Zé manteve a professora de apoio desde o início do ano. Mas quando esta não estava, a professora do Zé, que não era nenhuma super-mulher – nenhum professor é um super-homem – tinha dificuldade em conciliar o ensino do Zé com o dos colegas. E o que é verdade é que o Zé cada vez estava mais longe deles no progresso da aprendizagem.
O Zé gostava muito de brincar com os amiguinhos no intervalo. Mas, quando dentro da sala, o Zé ficava algo triste. Os amiguinhos faziam coisas que a professora mandava e que ele nem sequer percebia. Liam textos, discutiam, faziam composições e até já resolviam problemas de aritmética, e ele ficava sempre confuso e triste por não compreender nada daquilo. Era um “seca” estar dentro da sala. Ficava um bocadinho mais satisfeito quando ia para o computador brincar com um jogo engraçado, mas logo aparecia a professora a dizer-lhe para fazer umas coisas esquisitas. Que “seca”!
A professora, então, elaborou um relatório – mais um – e o Zé foi observado por uma psicóloga que fez algumas recomendações quanto às estratégias e às próprias actividades que lhe deveriam ser propostas. E assim foi feito, tanto pela professora da turma, como pela professora de apoio. Mas os progressos foram muito pouco sensíveis.
Chegados ao fim do ano, a professora propôs que o Zé reprovasse, que ficasse retido na segunda classe. Mas a lei…
A tal lei, no número 56, diz que: “Um aluno retido no 2º ou 3º ano de escolaridade deverá integrar até ao final do ciclo a turma a que já pertencia, salvo se houver decisão em contrário do competente conselho de docentes ou do conselho pedagógico da escola ou agrupamento, de acordo com o previsto no regulamento interno da escola ou agrupamento, sob proposta fundamentada do professor titular de turma e ouvido, sempre que possível, o professor da eventual nova turma.”
Ora, por causa disto, a professora fez um extenso relatório, pormenorizando as dificuldades do Zé e identificando todas as estratégias e medidas de apoio já utilizadas, concluindo com a proposta de que o Zé reprovasse e mudasse para uma turma da segunda classe, mais adequada ao nível de desenvolvimento do rapaz.
O Conselho Pedagógico, apesar do inerente aumento da taxa de insucesso, acabou por concordar com a proposta da professora. Só que o Presidente da Escola não lhe pôde dar seguimento: as várias turmas da segunda classe que iriam funcionar no ano seguinte já tinham o número máximo de alunos, 24, e, para que uma delas recebesse o Zé, seria preciso pedir uma autorização à Direcção Regional de Educação, sob pena de ficar em desconformidade.
Por esta razão, o Zé continuou na mesma turma dos amiguinhos. A professora também. Aliás, a super-professora ainda ficou mais super; tem, agora, os alunos que passaram para a terceira classe, tem dois alunos que estão um pouco mais atrasados e que vão seguir o programa da segunda, e tem o Zé que ainda está ao nível da primeira. Uma turma que deveria ter alunos de um só ano tem, afinal, miúdos de três anos! E não se pense que isto acontece numa escolinha de lugar único num qualquer recôndito lugar deste país. Não! Isto passa-se num moderno e bem equipado Centro Escolar!

E chega.
A continuação desta história pode ser escrita por qualquer pessoa: o progressivo distanciamento, a reprovação no 5.º ou no 7.º ano, o abandono, e até mesmo a evolução para comportamentos de indisciplina, todos sabem o resto.

Mas não tinha que ser assim! O Zé não deveria ter sido abandonado à sua sorte sob a aparência de se pretender o contrário. E haveria duas alternativas:

O Zé poderia ter ficado reprovado logo no primeiro ano. Sem dramas nem traumas. Rapidamente faria novos amiguinhos que teriam um nível de desenvolvimento mais de acordo com o dele. E, se traumas houvesse, seriam sempre mais benignos do que o que o marcou quando percebeu que não conseguia fazer as mesmas coisas que os colegas.

Mas também poderia não ter reprovado.
Efectivamente, podemos ter um sistema de passagem automática. O que não podemos é passar os miúdos para o ano seguinte mantendo juntos alunos que apresentam níveis de desenvolvimento distantes. Os alunos que transitarem sem terem atingido o nível previsto deverão ser agrupados numa turma homogénea. E que não se diga que isto é elitismo. É exactamente o contrário. É assumir que é preciso recuperar aqueles alunos e que os professores – que não são super-homens – terão menos dificuldade que se tiverem de dispersar a atenção por grupos distintos. Sei bem que isto não se coaduna com os dogmas sociológicos das Ciências da Educação, mas são exactamente esses que nos vêm afundando de há muitos anos a esta parte.

É fundamental assumir estas premissas nos 4 primeiros anos de escolaridade, isto é, na escola primária. É ela que determina o futuro dos miúdos. É nela que se adquirem as competências estruturantes que hão-de permitir o aprofundamento dos conhecimentos e sem as quais não será possível progredir, por mais apoios que se dêem aos alunos.

Se assim fizermos na escola primária, resolveremos a maioria dos problemas que actualmente surgem nos oito anos seguintes.

Também publicado no debate Educação

(O Despacho 1/2005 é de um governo do PSD mas, como tenho dito, as ciências da educação corromperam transversalmente o espectro partidário: eles têm que se citar uns aos outros...)

16 de outubro de 2008

"A Marselhesa" assobiada

"Toutes les mesures avaient été prises, mais contre l'imbécillité de 50.000 personnes qui viennent siffler nos joueurs, notre équipe nationale, sur notre terrain, il y a quelque chose d'absolument insupportable"


Ora bem:
O jogo era de L' Équipe de France no Stade de France e vai sendo normal a malta assobiar o adversário, não é?
Então porquê tanto barulho, tantas ameaças de não haver jogo se voltar a haver assobios e coisas assim?
Bem vistas as coisas, isto é apenas o exercício da liberdade de expressão e a manifestação de um multiculturalismo bem conseguido.

13 de outubro de 2008

Ai Totti, Totti..

Será que encontraste algum defeito nela, Francesco?
Até aqui ponho uma música linda. E italiana!

12 de outubro de 2008

Conversão ao liberalismo?

"Se os bancos têm falta de liquidez porque jogaram o dinheiro em casinos internacionais então têm de ser os accionistas, ou seja, os seus proprietários a fazerem aumentos de capital para garantir a capacidade do banco", defendeu o líder bloquista. Francisco Louçã salientou ainda que os bancos tiveram, até ao ano passado, "gigantescos lucros". "Não nos podem dizer que quem beneficiou desses lucros não tem hoje dinheiro para pôr nos bancos para que eles possam responder pelas suas operações"

Esta coisa de me ver a concordar com o Dr. Louçã é esquisita.

11 de outubro de 2008

Que se lixe o endividamento

Já se sabia que no Ministério da Educação há pessoas que, ignorando que o relacionamento com os municípios se faz através de protocolos e contratualizações, estão convencidas de que lhes podem dar ordens, tal e qual se tratassem de escolas.

10 de outubro de 2008

Magalhães

Durante um debate no Parlamento sobre educação agendado pelo PSD, Agostinho Branquinho considerou que "o Governo ainda não explicou, e era bom que explicasse, quem vai pagar os custos reais do Magalhães".

Não havia necessidade...

Toda a gente sabe a resposta: São os tipos que pagam impostos!

9 de outubro de 2008

Abençoado seja

Sua Excelência o Senhor Primeiro-Ministro garantiu hoje que, apesar da nefasta e satânica crise internacional que arrasta os outros países para a recessão, a economia portuguesa vai continuar a crescer, o endividamento do Estado vai aumentar apenas 2,2%, os impostos sobre as empresas vão diminuir e o programa de grandes obras públicas não vai ser revisto.

Graças ao Senhor Primeiro-Ministro, podemos estar tranquilos.
Viva o Senhor Primeiro-Ministro!