30 de maio de 2009

À atenção do PS


50 mil ou 70 mil é sempre muita gente. Tanto mais que já se passaram muitos meses desde a dos 120 mil e que grande parte destes manifestantes já está a meio do processo de avaliação de desempenho.

Temo, todavia, que muitos destes manifestantes continuem a votar PS. Como já aqui disse, encontro muitos que se querem convencer de que a política para a Educação é da responsabilidade de Maria de Lurdes Rodrigues e não é de José Sócrates.

24 de maio de 2009

Cada cavadela... sua minhoca


O caso da tarefa paga com remuneração mensal é emblemático: vedado a toda e qualquer organização, seja estatal ou privada.

19 de maio de 2009

Ó sorte malvada!


Aqui há uns tempos, foi uma escritura de compra de um certo andar que desapareceu do arquivo de uma certa notária que, por mero acaso, tinha, ou tem, problemas com justiça por causa de outra coisa qualquer.
Agora é a documentação do processo do aterro construído por uma certa empresa de um determinado ex-professor da Independente que desaparece. Destruída! Ainda por cima, destruída com base numa ordem ilegal.
Porra! À sua volta tudo desaparece ou fica destruído. Coitado...

8 de maio de 2009

Coitado do senhor

Sempre perseguido!
Mas que culpa terá ele de toda a vida ter andado rodeado por tipos esquisitos?
Que culpa tem ele de ter aquele tio?
E aquele primo?
E como é que, no tempo da Cova da Beira, iria adivinhar que o Eng. Morais ainda haveria de ser seu professor de um ror de cadeiras?
Sim, como?
Claro está que não podia!
Tudo isto não passa de meras coincidências aproveitadas por uma corja de cabalísticos que apenas quer o sangue de um homem puro!

O que vale é que os senhores da justiça sabem bem da sua inocência e, como tal, têm vindo a tratar adequadamente dos processos que o pretendem envolver.
E ainda bem que já não temos aquele PR arruivado: era capaz de lhe dar para outro golpe-de-estado e ficava a meio a obra do século, TGV incluído.

6 de maio de 2009

Gatuno!

Se eu me queixo dos nossos paixões, lucílios, benquerenças e xistras, que hão-de dizer os londrinos do Chelsea que hoje se confrontaram com um merdoso que já levava os finalistas definidos?

5 de maio de 2009

Cuanto más guapa, más gasta

No Sábado, em Córdoba, apanhei um táxi. Um Altea XL. Apreciei solidez do conjunto e a agilidade da caixa automática. E disse:
- Bela máquina, não?
E o espanhol:
- Sabes, lo coche es como la mujer: cuanto más guapa, más gasta!
E continuou:
- A minha é feia... gracias.
Devemos ter dado algum sinal de compreensão por aquele azar, porque ele logo atalhou:
- Não, não. Não é só económica. Tem outras vantagens. Por exemplo, se vamos a um restaurante e ela tem de ir aos lavabos, nenhum homem levanta os olhos para a seguir. Estou tranquilo.
- E tem uma vantagem suplementar: se quer sexo... pois bem, tem de se esforçar!

......

Córdoba

23 de abril de 2009

E ele diz que não é violento

Vi, muitas vezes, o Petit cometer verdadeiras tentativas de homicídio mas, perante este autêntico genocídio, o rapaz nem era nada violento. E como joga no Madrid, que, à semelhança de outros, vive de glórias passadas, este psicótico deverá escapar à irradiaçao. Lamento!

22 de abril de 2009

Dia chato

Depois de ter lido uma missiva da Administração Fiscal e de ter sido azucrinado por um mentiroso compulsivo durante todo o jantar, lembrei-me desta história:

Numa entrevista para emprego, o psicólogo dirige-se ao candidato e diz:
– Agora vou fazer-lhe algumas perguntas que decidirão da sua admissão.
– Muito bem. Vamos a isso – diz o candidato.

O psicólogo pergunta:
– É uma noite escura. Você está na berma de uma estrada e vê ao longe dois faróis emparelhados a virem na sua direcção. Diga-me o que será?
– Um carro – diz o candidato.
– Isso é muito vago. Que carro? Um BMW, um Audi, um Volkswagen?
– É escuro, não dá para ver.
– Humm... – diz o psicólogo – vou fazer-lhe outra pergunta: Você está na mesma estrada escura e vê um só farol a avançar na sua direcção. O que é?
– É uma moto – diz o candidato.
– Sim, mas que moto? Uma Yamaha, uma Honda, uma Suzuki?
– Sei lá, é escuro, não dá para saber.
– Humm… – diz o psicólogo – vou fazer-lhe uma última pergunta:
– Na mesma estrada escura você vê novamente um só farol, menor que o anterior, e você apercebe-se que avança mais lentamente. O que é?
– Uma bicicleta.
– Sim, mas que tipo de bicicleta? BTT, estrada, passeio...?
– Não sei.
– Pois é, não sabe. Lamento mas reprovou no teste – diz o psicólogo.

Nesse momento, o candidato dirige-se ao psicólogo e diz:
– Teste interessante, sim senhor. Posso ser eu a fazer-lhe uma pergunta?
– Claro que pode. Pergunte.
– Você está à noite numa rua bem iluminada e vê uma mulher com maquilhagem carregada, decote generoso, saia bem curtinha, bolsinha na mão... o que é?
– Ah, é uma puta – diz o psicólogo.
– Sim, mas que puta? A sua irmã, a sua mulher, ou a puta que o pariu?

21 de abril de 2009

Ordem nos Notários !


Sou eu que ando obnubilado ou é o Secretário de Estado que não sabe que uma escritura é pública?

19 de abril de 2009

A Paixão segundo São Vítor


Apesar de tudo, este Lucílio continua a fazer serviços de arbritagem.
Todavia, vá-se lá saber porquê, hoje não anulou dois dos
três golos do Sporting.
Esquisito...

11 de abril de 2009

Guerra é guerra!

Guerra da ANF
Como se pode ver neste recibo de farmácia.

Mas a minha experiência pessoal com genéricos não é positiva.

4 de abril de 2009

Ó Cristo...

Este artigo de opinião, que pode ser lido aqui mas que, para maior facilidade, reproduzo na íntegra, levou a que José Sócrates processasse o colunista.
Um acto muito pedagógico. Até pela invulgar celeridade da justiça - o artigo foi publicado a 3 de Março e o jornalista já foi ouvido no DIAP.
Agora leia:

JOSÉ SÓCRATES, O CRISTO DA POLÍTICA PORTUGUESA

Jornalista -
jmtavares@dn.pt 03 Março 2009

Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.
Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.