8 de maio de 2009

Coitado do senhor

Sempre perseguido!
Mas que culpa terá ele de toda a vida ter andado rodeado por tipos esquisitos?
Que culpa tem ele de ter aquele tio?
E aquele primo?
E como é que, no tempo da Cova da Beira, iria adivinhar que o Eng. Morais ainda haveria de ser seu professor de um ror de cadeiras?
Sim, como?
Claro está que não podia!
Tudo isto não passa de meras coincidências aproveitadas por uma corja de cabalísticos que apenas quer o sangue de um homem puro!

O que vale é que os senhores da justiça sabem bem da sua inocência e, como tal, têm vindo a tratar adequadamente dos processos que o pretendem envolver.
E ainda bem que já não temos aquele PR arruivado: era capaz de lhe dar para outro golpe-de-estado e ficava a meio a obra do século, TGV incluído.

6 de maio de 2009

Gatuno!

Se eu me queixo dos nossos paixões, lucílios, benquerenças e xistras, que hão-de dizer os londrinos do Chelsea que hoje se confrontaram com um merdoso que já levava os finalistas definidos?

5 de maio de 2009

Cuanto más guapa, más gasta

No Sábado, em Córdoba, apanhei um táxi. Um Altea XL. Apreciei solidez do conjunto e a agilidade da caixa automática. E disse:
- Bela máquina, não?
E o espanhol:
- Sabes, lo coche es como la mujer: cuanto más guapa, más gasta!
E continuou:
- A minha é feia... gracias.
Devemos ter dado algum sinal de compreensão por aquele azar, porque ele logo atalhou:
- Não, não. Não é só económica. Tem outras vantagens. Por exemplo, se vamos a um restaurante e ela tem de ir aos lavabos, nenhum homem levanta os olhos para a seguir. Estou tranquilo.
- E tem uma vantagem suplementar: se quer sexo... pois bem, tem de se esforçar!

......

Córdoba

23 de abril de 2009

E ele diz que não é violento

Vi, muitas vezes, o Petit cometer verdadeiras tentativas de homicídio mas, perante este autêntico genocídio, o rapaz nem era nada violento. E como joga no Madrid, que, à semelhança de outros, vive de glórias passadas, este psicótico deverá escapar à irradiaçao. Lamento!

22 de abril de 2009

Dia chato

Depois de ter lido uma missiva da Administração Fiscal e de ter sido azucrinado por um mentiroso compulsivo durante todo o jantar, lembrei-me desta história:

Numa entrevista para emprego, o psicólogo dirige-se ao candidato e diz:
– Agora vou fazer-lhe algumas perguntas que decidirão da sua admissão.
– Muito bem. Vamos a isso – diz o candidato.

O psicólogo pergunta:
– É uma noite escura. Você está na berma de uma estrada e vê ao longe dois faróis emparelhados a virem na sua direcção. Diga-me o que será?
– Um carro – diz o candidato.
– Isso é muito vago. Que carro? Um BMW, um Audi, um Volkswagen?
– É escuro, não dá para ver.
– Humm... – diz o psicólogo – vou fazer-lhe outra pergunta: Você está na mesma estrada escura e vê um só farol a avançar na sua direcção. O que é?
– É uma moto – diz o candidato.
– Sim, mas que moto? Uma Yamaha, uma Honda, uma Suzuki?
– Sei lá, é escuro, não dá para saber.
– Humm… – diz o psicólogo – vou fazer-lhe uma última pergunta:
– Na mesma estrada escura você vê novamente um só farol, menor que o anterior, e você apercebe-se que avança mais lentamente. O que é?
– Uma bicicleta.
– Sim, mas que tipo de bicicleta? BTT, estrada, passeio...?
– Não sei.
– Pois é, não sabe. Lamento mas reprovou no teste – diz o psicólogo.

Nesse momento, o candidato dirige-se ao psicólogo e diz:
– Teste interessante, sim senhor. Posso ser eu a fazer-lhe uma pergunta?
– Claro que pode. Pergunte.
– Você está à noite numa rua bem iluminada e vê uma mulher com maquilhagem carregada, decote generoso, saia bem curtinha, bolsinha na mão... o que é?
– Ah, é uma puta – diz o psicólogo.
– Sim, mas que puta? A sua irmã, a sua mulher, ou a puta que o pariu?

21 de abril de 2009

Ordem nos Notários !


Sou eu que ando obnubilado ou é o Secretário de Estado que não sabe que uma escritura é pública?

19 de abril de 2009

A Paixão segundo São Vítor


Apesar de tudo, este Lucílio continua a fazer serviços de arbritagem.
Todavia, vá-se lá saber porquê, hoje não anulou dois dos
três golos do Sporting.
Esquisito...

11 de abril de 2009

Guerra é guerra!

Guerra da ANF
Como se pode ver neste recibo de farmácia.

Mas a minha experiência pessoal com genéricos não é positiva.

4 de abril de 2009

Ó Cristo...

Este artigo de opinião, que pode ser lido aqui mas que, para maior facilidade, reproduzo na íntegra, levou a que José Sócrates processasse o colunista.
Um acto muito pedagógico. Até pela invulgar celeridade da justiça - o artigo foi publicado a 3 de Março e o jornalista já foi ouvido no DIAP.
Agora leia:

JOSÉ SÓCRATES, O CRISTO DA POLÍTICA PORTUGUESA

Jornalista -
jmtavares@dn.pt 03 Março 2009

Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.
Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.

3 de abril de 2009

1 de abril de 2009

Sem vergonha!

No passado dia 30, no Centro de Estudos de Caparide, Cascais, anunciou o Senhor Primeiro-Ministro: "Vamos recuperar as 50 escolas mais degradadas em Portugal, que são uma vergonha para o País..."
E eu digo que sim, que são uma vergonha para o país. Mas não são as escolas que envergonham. Repare-se:
Sua Excelência reuniu 28 Presidentes de Câmaras Municipais para assinarem os protocolos de recuperação das escolas dos respectivos concelhos. Ora, se a escolha tivesse sido isenta, seria de esperar que - mais degradação, menos degradação - a filiação partidária destes 28 presidentes reflectisse os resultados eleitorais das autárquicas de 2005. Isto na lógica estatística da "amostra". Se assim fosse, apenas 35% dos 28 escolhidos seriam do PS. Mais coisa, menos coisa, bem se vê.
Só que a falta de vergonha levou a que este número praticamente duplicasse. 69% dos 28 presidentes escolhidos são socialistas. Arre!
Mas para se perceber bem a dimensão da semvergonhice é preciso dar conta que:
  • Na região Centro, onde abundam as câmaras de maioria social-democrata, foram escolhidos 3 municípios: Castelo Branco, Mortágua e Lousã. O que têm em comum? São todos socialistas!
  • Na região do Algarve foram escolhidos 2: Lagos e Portimão. Socialistas!
  • Na região do Alentejo escolheram apenas 1. Foi o Alvito. E veja-se bem a pontaria: entre tantos PCP, no Alvito ganhou uma lista de independentes (!!!)
(Sim, eu ei. Por mera coincidência, as piores escolas estão em concelhos socialistas.)

26 de março de 2009

A montanha... nem sequer pariu!

Este homem foi-nos apresentado como delinquente contumaz. Um autêntico criminoso.
Os jornais acusaram-no, julgaram-no e condenaram-no, tudo a coberto do mediatismo voluntarista e justicialista do Ministério Público, e duma profusão diversificada de "provas".
E afinal... vai-se a julgamento e... nada é provado.
Ora bolas!
Alguém asneou e a malta devia saber quem foi.
É que já são muitos casos como este, caramba!

Em tempo:
Com este caso e depois do da F. Felgueiras - que teve que fugir para o Brasil para não ser presa e que acabou condenada por três ninharias - começo a pensar que o Pedroso até pode nem ser o tal "incumpridor nato".

24 de março de 2009

Para se ser aldrabão...

... só custa a primeira vez.
Mas isto tem uma coisa boa:

Eu, que tenho aqui uns aparelhos de ar-condcionado, estava convencido que não passava de uma espécie de bota-de-elástico rendido e dependente da velha energia eléctrica, daquela muito "suja" pelo petróleo e pelo carvão.
Mas afinal, não sou.
Como os aparelhos têm bomba de calor - para arrefecer (e aquecer) o ar - são tão fixes como estes patrocinados por Sua Excelência o Senhor Primeiro-Ministro. Portanto, passei à superior categoria de ecologista.
VIVA!

Alô... Lord Keynes...

Por favor volte. Rápido!
Anda por aqui um verdadeiro zoilo a questionar investimentos do Estado.

22 de março de 2009

Euforia da vitória

Michael Schumacher tinha cortado a meta em primeiro lugar no Grande Prémio de San Marino de 1994, em Ímola. No pódio, mesmo já depois de saber que Ayrton Senna estava às portas da morte - na sequência do acidente que havia sofrido quando liderava a corrida - Schumacher sorria de satisfação e também saltava euforicamente, tal e qual como se tivesse merecido a vitória.
Achei asqueroso.
A partir desse momento, embora lhe viesse a reconhecer talento, nunca consegui colocar Schumacher no mesmo plano que verdadeiros campeões, como Jochen Rindt, Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Niki Lauda ou Nigel Mansell, nem sequer que aquele calculista do Alain Prost.
...
E ontem vieram-me à memória estas imagens...

21 de março de 2009

Preservativo

- Vaticano
- Sexo
- Só
- Procriar
- Fiel
- Hetero
- Monogamia

Destas palavras, uma excita a jornalista mais que as outras. Não sei qual é. O que sei é que com "fiel" e "monogamia" não se corre o risco da SIDA.

Agora, sem uma e/ou outra... pois claro... é melhor usar o latex.

16 de março de 2009

Direito da Educação

Afinal está mesmo construído o "corpo unificado de regras jurídicas e de normativos harmonizados e sistematizados de Direito da Educação".
Foi canja. Lá diz o povo: "foi como quem limpa o cu a meninos".

12 de março de 2009

J’ai compris

Há uma petição a correr na Internet a favor da reposição do GCompris (aquela aplicação com erros em barda) no Magalhães.
Às tantas, dizem os peticionantes:

Portanto, apesar de reconhecerem a gravidade dos erros de tradução, não lhes parece que estes sejam mais graves do que falhas de segurança ou outros bugs de software que podem ocorrer em qualquer sistema, mesmo naquele que é utilizado na maioria dos computadores pessoais.

Dito de outra forma:
Apanhar um vírus na Net ou um crash do Magalhães é coisa a evitar a todo o custo; que a criança leia (e apreenda, e reproduza) erros ortográficos, sintácticos e gramaticais é mau… mas não é assim tão mau!


É espantoso, não é?

Bom, já podes fechar a boca. Agora que acabas-te de ler esta prosa, podes procurar os erros e contar-los.
Diz-me quantos encontras-te. Prometo que respondo-te quando fôr a tua vês.

8 de março de 2009

Magalhanês técnico

Parece que o software do Magalhães tem erros de ortografia, sintaxe e gramática.
Não sei porquê, mas a verdade é que não achei estranha essa coisa dos erros. Ao fim e ao cabo, a DREN não é assim tão longe da JPSáCouto.
O que me deixou perplexo foi a explicação de que os erros ocorreram no processo de tradução do software.
Tradução?
Homessa! Então o Magalhães não era um produto genuinamente português?

28 de fevereiro de 2009

Ofensivo?

É muito provável.
Por isso que não reproduzo esta foto que está no Público. Imagine-se que alguém se sente ofendido por eventual pornografia e chama a PSP. Lá era apreendido este singelo blog, não?
É melhor jogar pelo seguro.

Mas, até por não terem qualquer foto mais "ousada", pode-se perceber toda a tramoia lendo isto
http://www.dgsi.pt/jtcn.nsf/a10cb5082dc606f9802565f600569da6/083587deef7187a680257403005367f6?OpenDocument
e isto
http://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/e4ae0c74da9512d68025747a003989bc?OpenDocument
e isto
http://www.avozdetrasosmontes.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=1831

25 de fevereiro de 2009

Barbeiro!

Era o que a PSP devia ter chamado.

Mas nada de exageros. Nem pensar em escanhoar. Nada abaixo de "pente 3".

23 de fevereiro de 2009

19 de fevereiro de 2009

Quero, (não) posso, (mas) mando

O Plano Anual de Actividades de uma escola é um instrumento pedagógico elaborado, aprovado e homologado por órgãos da própria escola - onde têm assento os representantes de todos os sectores da comunidade - sem intervenção, em qualquer momento, de alguma instância da tutela. Como tal, também as alterações e revisões do PAA se processam no seio da própria escola.
É isto que decorre do Regime Jurídico de Autonomia, Administração e Gestão das Escolas aprovado, quer pelo antigo DL 115-A/98, quer pelo actual DL 75/2008.
Todavia, a DREN acha-se com legitimidade e competência para contrariar uma decisão legal e legitimamente tomada pelos órgãos da escola, escancarando a desautorização a que os sujeitou e assumindo uma arrogância esmagadora.
E nem vou falar do quão supérflua, pelo menos no contexto escolar, é a "questão de fundo".

António de Oliveira Salazar coraria de vergonha!

9 de fevereiro de 2009

Sem vergonha

Com a devida vénia ao Mário Crespo e ao JN, tenho de copiar isto para aqui, não vá ele desaparecer. É que não acredito em bruxas, pero que las tiene, tiene.

Está bem... façamos de conta

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso.
Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

6 de fevereiro de 2009

QREN

Esta notícia passou discretamente. Sem alarde. Não suscitou reacções políticas nem sequer os normais comentários. E no entanto...
Caramba!
Todos os dias se ouvem anúncios de aprovações de investimentos e projectos candidatados ao QREN. Muitas vezes, até se ouve anunciar que irá ser anunciado! E no entanto...
Porra!
Em 2 anos (dos 7 de duração) só pagaram 398 milhões, 1,9% do total do programa. E destes, a maioria foi no POPH, que é como quem diz, nas Novas Oportunidades. Também é fácil de perceber porquê: é que neste caso a contrapartida nacional está garantida através da imputação dos vencimentos dos professores afectos ao programa, que já estão pagos.
No resto, nos casos em que é efectivamente necessário desembolsar a contrapartida nacional, nada!
Ora, isto tem uma consequência terrível. É que aqueles que se arrojaram a avançar com obras candidatáveis ao QREN, mesmo que previamente aprovadas, ainda não viram o dinheiro, como não o viram as empresas que lhas fizeram, e, em muitos casos, nem os trabalhadores dessas mesmas empresas.

Mas não foi por falta de anúncios nem de notícias sobre anúncios, nem sequer de cerimónias de assinaturas.

2 de fevereiro de 2009

Second Life




Fui hoje ver.
Um quase-filme, com muitos quase-famosos, e a Claudia mais a Liliana quase-quase à minha beira.

31 de janeiro de 2009

Lixo "onshore"

Um tipo lê um título como este e põe-se logo a deduzir coisas do arco da velha. Mas vai-se a ler o artigo e dá-se conta de que o negócio foi em 1998, muito antes do "freeport".

Mau! Muito mau!
Isto não é jornalismo.


(emails à parte, claro está)

29 de janeiro de 2009

Suspeito?


Suspeito?


Suspeito, arguido e condenado foi o inspector da judiciária que em 2005 se atreveu a investigar o caso! Isso é que é verdade.
Além de que basta lembrar que a procuradora já disse que não há suspeitos e até o insuspeito Freitas do Amaral veio afiançar que não havia qualquer ilegalidade.
Tenham juízo!

27 de janeiro de 2009

Foi um gosto trabalhar consigo

Disse o nosso primeiro dirigindo-se à Ministra da Educação.
Há quem pense que a forma verbal, utilizada no passado, terá o significado da breve demissão da Ministra.
Pois até poderá ser. Mas...

Não será antes aquela cabeça a interiorizar um cenário de "perseguições indecentes"... a maçada da crise, sempre à frente das decisões... o calendário eleitoral, que deve afastar as autárquicas das legislativas...
...
Pois é, a demissão do governo resolveria muita desta tralha.
E, obviamente, potenciaria um regresso com nova legitimação e consequente esmagamento dos atrevidos críticos.
Huummm...

24 de janeiro de 2009

Diagnóstico do Ensino

Vou aqui deixar os meus parabéns à senhora.
É que, mais coisa menos coisa, concordo com tudo!

12 verdades para um ensino de qualidade em Portugal
Maria Regina Rocha

  1. O ensino unificado (5.º ao 9.º ano) não serve. Deveriam existir, pelo menos, dois currículos (eventualmente três), um deles com uma maior componente técnica, currículos diferentes não só no que respeita ao número, natureza das disciplinas e carga horária das mesmas como aos respectivos programas.
  2. A ausência de reprovações não responsabiliza nem alunos, nem pais, nem professores e compromete negativamente toda a aprendizagem dos alunos com dificuldades, mas a reprovação por si só também não tem a desejada eficácia. Por isso, a partir do 4.º ano, as disciplinas deveriam ter os programas organizados por níveis de aprendizagem, progredindo o aluno em cada disciplina de ano para ano por níveis, não podendo aceder ao nível seguinte sem o domínio do que é essencial do nível anterior.
  3. A abolição dos exames foi um erro. A existência de exames (provas de avaliação externa) com um peso de 50% é essencial para a responsabilização de todos os intervenientes no processo educativo, desde o 4.º ano de escolaridade e a todas as disciplinas (no 4.º, no 6.º, no 9.º no Ensino Básico; em cada disciplina terminal no EnsinoSecundário).
  4. Os currículos estão desajustados. É necessário que tenham um número equilibrado de disciplinas, devendo desaparecer do mesmo disciplinas instrumentais como, por exemplo, «Área de Projecto» e «Estudo Acompanhado».
  5. Os programas são responsáveis por muitos dos problemas da falta de competência dos nossos alunos. Deveriam ser claros, com os conteúdos muito bem explicitados (nomeadamente quanto ao grau de aprofundamento) e os objectivos muito bem definidos, sendo referidos os graus mínimos de consecução em cada ano.
  6. A escala de classificação de níveis de 1 a 5 aplicada do 5.º ao 9.º ano é má, pois propicia o laxismo e não incentiva as realizações dos alunos. Na escala de 0 a 20, um aluno que tenha 10 valores esforça-se e vê o seu esforço recompensado, passando a sua nota, por exemplo, para 12 ou 13, mas, na escala de 1 a 5, o mesmo esforço num aluno que tenha obtido 3 não o faz mudar de nível (continua no 3), o que, naturalmente, o desmotiva.
  7. O número de alunos por turma é outro dos problemas: turmas de 24 a 28 alunos não são compatíveis com uma aprendizagem de qualidade no tempo presente. As turmas deveriam ter 20 alunos.
  8. Os tempos lectivos de 90 minutos e de 135 minutos não servem. É mais adequado cada aula de uma disciplina ter apenas 50 minutos, havendo um intervalo de 10 minutos entre a aula de uma disciplina e a de outra, para que os alunos possam vir até ao pátio de recreio, respirar fundo, falar à vontade, correr, brincar, ir à casa de banho, voltando para a aula seguinte com a capacidade de concentração e de trabalho renovada (exceptuam-se, naturalmente, as disciplinas de cariz laboratorial: 50 minutos + 50 minutos).
  9. O absentismo dos alunos e a indisciplina são factores que comprometem a sua aprendizagem. O recente estatuto do aluno não foi feliz nas soluções propostas. É fundamental a incidência da responsabilização nos alunos e nos pais e encarregados de educação.
  10. A formação inicial de natureza pedagógica e de natureza didáctica deveria obedecer a directrizes muito claras da responsabilidade do Ministério da Educação, nomeadamente a indicação das disciplinas de pedagogia, das de didáctica e seu conteúdo (por exemplo, em Português, como se ensina o aluno a desenvolver a competência de leitura ou a competência de escrita, entre outras), bem como dos aspectos a ter em conta no estágio, uniformemente em todo o país.
  11. A formação contínua tem sido muito heterogénea. Também aqui deveria haver uma intervenção directa do Ministério da Educação no que respeita aos objectivos e conteúdos, bem como à organização e à qualidade.
  12. A avaliação de professores deve ser feita tendo como referente um perfil de bom professor no quadro dos grandes objectivos do Sistema Educativo – definido pelo Ministério da Educação, e não deixado ao arbítrio de cada escola, com o pretexto da autonomia. A Educação é um desígnio nacional: a tutela não pode alhear-se desta responsabilidade.

Indecente perseguição

O facto do seu ministério ter aprovado uma alteração à Zona de Protecção do Estuário do Tejo depois de ter participado numa reunião com os promotores, não prova nada.
E o facto da dita alteração ter permitido a viabilização do empreendimento, depois de dois chumbos, também não prova coisa nenhuma.
Este homem não mente!
Não mentiu na cabala da licenciatura e não mente no caso do Freeport.
É só inveja!
Viva o Senhor Primeiro Ministro!

23 de janeiro de 2009

Coluna vertebral


Amanhã, ou melhor, já hoje, sexta-feira, é o dia em que se verá se algum deputado socialista precisa de tratamento ortopédico ou até, quem sabe, neurocirúrgico.

22 de janeiro de 2009

Grande Sócrates


Apesar de alguns problemazitos que o têm ocupado na governação, Sócrates não se esquece do que realmente é importante!

21 de janeiro de 2009

Obama


Barack Hussein Obama jurou sobre a Bíblia.

Temo que comece aqui a desilusão de muita esquerda.

A dar-me razão está Chávez que já disse: "creo que Obama es la misma 'miasma', por no decir otra palabra" !

(via 31)

Escolas encerradas

Em Mangualde. Amanhã, 21, desta vez por boa razão.
da minha janela

20 de janeiro de 2009

Escolas encerradas?

Lê-se aqui que várias escolas do 3.º Ciclo e Secundárias estiveram fechadas em consequência da greve dos professores.
Se fossem do 1.º Ciclo ou pré-escolar, em que os miúdos têm uma autonomia reduzida, ainda se compreendia. Assim, não.
Encerradas – portões fechados e alunos na rua – porquê?
A greve era dos professores mas havia funcionários a trabalhar nas cafetarias, nos refeitórios, nas bibliotecas, nas salas de convívio… estavam lá os campos de jogos…

Mal! São estes excessos - foram sempre os excessos - que descredibilizam a luta dos professores e permitem aproveitamentos igualmente excessivos.

4 de janeiro de 2009

30 de dezembro de 2008

Uso desproporcional da força

Ora aqui está!
Estes tipos explicam tudo:
Aos ataques do Hamas com morteiros e rockets, os judeus deveriam responder com o lançamento de outros morteiros e rockets. E, vá lá, de vez em quando, com um atentado suicida.
Isto sim, isto seria um uso proporcional da força!

Ah:
Se for na Grécia, a um cocktail molotov, a polícia deve responder... ... com um sorriso de agradecimento!

Mas... atenção... porque este senhor começa a não estar em sintonia com o grande povo de esquerda. Tsss, tsss, tsss...

28 de dezembro de 2008

26 de dezembro de 2008

Sócrates já controla o BCE !


"criámos as condições para que baixassem os juros com a habitação"



Arre porra!
Não haverá por aí um jornalista que saiba que a Euribor é determinada pelo Banco Central Europeu? Não haverá por aí algum que tenha a coragem para escancarar à evidência que isto é mais uma patranha deste mentiroso?
É que assim, tem de se concluir que além de controlar o BCE, Sócrates também controla os jornalistas.

24 de dezembro de 2008

Natal

Oh, como eu gosto do Natal, da consoada, do bacalhau, das filhós, da família reunida. Que maravilha!
(Também gosto da NBA)

19 de dezembro de 2008

Era o que eles queriam



Hummm...
Tenho a ideia de que já houve uma dissolução por causa de uma sesta num intervalo do "Moda Lisboa". Por isso ou coisa parecida.

14 de dezembro de 2008

Suicídio político


É uma verdadeira novidade, pelo menos para mim, ouvir António Avelãs, o carismático presidente do SPGL, a fazer a defesa da avaliação e da diferenciação dos professores.

Estou espantado e, se calhar, muitos outros professores também o estarão...


Mas há uma coisa, caro Avelãs: não será com o modelo alternativo de avaliação proposto pelo seu sindicato que se fará qualquer avaliação com diferenciação.

12 de dezembro de 2008

Avaliação alternativa

A Ministra da Educação disse que a proposta apresentada pelos sindicatos era só auto-avaliação e co-avaliação.
Não acredito! Mário Nogueira disse que iria apresentar uma alternativa séria.
Vou esperar que apareça publicada.

11 de dezembro de 2008

Mário Soares

Referindo-se à problemática criada à volta da avaliação dos professores, das greves e manifestações, disse este conhecido lutador pela liberdade que "em Democracia as greves e as manifestações não obrigam Governos a caírem".

Pois... mas o que dirá o Dr. Soares da situação que se vive hoje na Grécia?

8 de dezembro de 2008

Triste vida, a de polícia

Em consequência, enquanto os simpáticos manifestantes destroem tudo o que encontram pela frente, os polícias vão observando, a uma distância que não incomode a liberdade de expressão, fazendo todos os possíveis para que não se vejam na contingência imperiosa de intervir.
É que se isso acontece... zás!... vão presos!
Além de que, como explica o Público, é normal o arremesso de bombas incendiárias contra as forças policiais em manifestações de desagrado de estudantes anarquistas em certos bairros da capital. Portanto, a culpa é toda dos polícias! Pois se até já sabiam que era normal, por que é que não se limitaram, simplesmente, a deixar-se arder?

5 de dezembro de 2008

Suspensão... da greve


Nogueira anteviu o fiasco em que redundariam as greves regionais.
Recuou e no próximo dia 15 irá negociar.
Pode ser que então apresente a alternativa séria de que tem falado.