Foi o título que Henrique Raposo deu a este incisivo artigo. Mas o título está errado. Sócrates, o "nosso", não morreu. Quem faleceu foi a moral, a ética e a dignidade. Um caso de homicídio!
A "Área de Projecto" e o "Estudo Acompanhado", jóias da coroa do eduquês, laboriosamente impostas pela inefável Ana Benavente, (Deus a guarde... lá bem longe), no já longínquo ano de 2001, vão acabar. Por razões financeiras, como bem se percebe. E é pena. Não que acabem, já que nunca deveriam ter visto a luz. O que é pena é que acabem por razões orçamentais. Pois se "O impacto da Área Projecto nos resultados de aprendizagem não ficou demonstrado em vários estudos que se realizaram sobre esta matéria"... Então, se houve vários estudos... se nunca surgiram evidências de efeitos benéficos... então, foi preciso esperar pelo descalabro para acabar com este pedaço de tralha pedagógica? Ora porra!
Os bebés vão ser obrigados a tirar o cartão do cidadão, para poderem ser considerados dependentes dos pais, para efeitos de declaração de rendimentos. De acordo com a versão preliminar da proposta de Orçamento do Estado para 2011, a que a Agência Financeira teve acesso, haverá uma alteração ao Código do IRS onde se prevê que, para serem considerados dependentes, os filhos dos sujeitos passivos de imposto têm de estar «devidamente identificados pelo número fiscal de contribuinte na declaração de rendimentos». Para que possam ter número de contribuinte, as crianças e bebés terão assim de tirar o cartão do cidadão. Se não o fizerem, os pais não poderão beneficiar das deduções automáticas a que têm direito pelos filhos.
Vários, mesmo muitos, notáveis do PSD insistem em que Pedro Passos Coelho deve anunciar que não inviabilizará o Orçamento de Estado. E que o deve fazer já. No escuro. Imediatamente. Sem sequer o conhecer. E dizem mais: que não o deve discutir; que não o deve negociar; que não deve, sequer, fazer qualquer sugestão. Para estes notáveis, PPC deve, com toda a clareza, anunciar que não votará contra o que quer que seja que o Partido Socialista venha a apresentar na proposta de Orçamento de Estado para 2011.
Percebo bem o alcance: desta forma, o PSD dá todo o campo ao PS para aplicar as suas "receitas", impedindo-o de, amanhã, vir reclamar que a coisa não funcionou porque o PSD impediu isto ou aquilo. Ou seja, não haverá tango, nem paso doble, nem sequer um foxtrot. Sócrates dançará sozinho. Percebo bem a lógica desta estratégia - a da conquista do poder.
Percebo, mas não concordo.
E não concordo porque, conhecendo nós José Sócrates e respectiva entourage, sabemos bem que quando o PSD chegar ao poder, nada restará para governar. Apenas uma dívida absolutamente irresolúvel e uma enorme legião de pobres e empobrecidos.
O professor Marcelo, como também, e muito antes, Manuela Ferreira Leite, defende que se o OE não for viabilizado, logo no dia seguinte ao chumbo o rating da dívida soberana nacional vem por aí abaixo com todo o tipo de consequências desastrosas e... é o fim! Até pode ser que tenha razão. Ele e os muitos que agora andam por aí na defesa da “responsabilidade” e do “sentido de estado”. Até pode ser… Mas eu … eu duvido! Então, será que os tipos que nos têm emprestado dinheiro - e que andam aflitos para saber se lhes pagamos - não têm a noção que o nosso governo é composto por uma cambada de tipos que são tão incompetentes que nem sabem explicar como é que a despesa pública aumentou mesmo depois de terem tomado medidas para a reduzir? Será que não ficavam mais tranquilos se esta corja fosse corrida? Não será mesmo por isso que o nosso rating continuou a descer mesmo depois do anúncio do PEC3?
Desta vez não concordo consigo. Pelo que se conhece, este Orçamento é mau de mais para poder ser viabilizado. E, como já não podemos ir para pior do que já estamos, o melhor é acabar já com esta tralha toda. O PSD deve votar contra!
Estes tipos do FMI são umas abéculas. Vêm acenar com um cenário negromesmo depois de saberem que S&S - Sócrates e Santos - decretaram que vai haver um crescimento de 0,5%.
Olhai para mim a concordar com um socialista. Uma coisa cada vez mais rara. Mas Henrique Neto tem toda a razão: na gordura do Estado, onde se instala a clientela, Sócrates não se atreve a cortar. E, todavia, eliminar as Empresas Públicas deficitárias, as municipais e os Institutos improdutivos e imprestáveis, é a única forma de conter a despesa pública. E não se venha dizer que não se avança por aí porque não produz efeitos imediatos. É verdade que os efeitos não se sentiriam desde logo. É verdade que teríamos algum desemprego - embora fosse, sobretudo, ao nível dos administradores e quadros superiores, que são o que mais abunda nestas "gorduras", já que, muitas delas, nem pessoal de base têm. Mas, a prazo, de quantos "mil milhões" estamos a falar?
Por isso, entendo que será uma derrota para os portugueses se, desgraçadamente, o PSD vier a viabilizar o Orçamento, sem que o PS explicite a lista de entidades e organismos a extinguir. E COM PRAZOS definidos.
Socialistas, jornalistas, comentadores e outros paineleiros repetem incessantemente que Portugal está a sofrer a "chantagem dos agiotas dos mercados financeiros". Só que ninguém explica por que razão passamos o tempo a recorrer aos tais "agiotas".
Chegou, sim. Mas não foi agora que chegou. Já foi há muito tempo. Já toda a gente sabia, menos o senhor Primeiro-Ministro. Mas, já que demorou tanto, podia, ao menos, ter aproveitado o tempo para estudar a matéria e não vir fazer a esta porcaria que só desgraça o País. Ó senhor, estas medidas não resolvem coisa nenhuma! São balões de oxigénio para um sistema em estado terminal. Apenas adiam o inevitável, já que apenas visam aspectos conjunturais - orçamentais. O défice deste ano, e o do próximo, sim, serão diminuídos, mas os problemas estruturais, os tais que estão na base do colapso, esses permanecerão praticamente sem alterações. E digo "praticamente", porque as duas últimas medidas listadas são:
Extinguir/fundir organismos da Administração Pública directa e indirecta;
Reorganizar e racionalizar o Setor Empresarial do Estado reduzindo o número de entidades e o número de cargos dirigentes.
Aqui, sim, vê-se alguma preocupação com o gigantismo do Estado. Falta só ver se aqui são incluídas as "fundações", as "entidades reguladoras", os "institutos públicos", a malta que se senta à mesa do Orçamento, e, sobretudo, se aqui estarão as famosas empresas públicas deficitárias. Se estiverem... ...
...
Agora, duas notas de desprezo:
Um homem que diz "O povo tem que sofrer as crises como o Governo as sofre", que foi o que disse Almeida Santos, é um palerma.
A jogada do fundo de pensões da PT - que no tempo de Ferreira Leite mereceu dos socialistas os maiores vitupérios - não é para ajudar a pagar os submarinos contratualizados em 2004. O que pode ser é para ajudar a pagar os submarinos encomendados por Guterres e renegociados, para quase metade, por Portas. Isto sim, senhor ministro. Já foi contagiado pelo patrão com o vírus da mentira?
Miguel Sousa Tavares estava no jornal da SIC e, estranhamente, não estava a dizer asneiras. Estranhamente, repito, até estava a dizer umas coisas certas sobre o frete que o homem da OCDE tinha vindo fazer ao Governo. Estava, sim senhor. Mas foi sol de pouca dura. Repentinamente, voltou ao seu normal e desatou a proferir um rol de imbecilidades, afirmando que os professores vão todos ganhar mais dinheiro porque o Governo "capitulou", e isto "independemente de saber se os professores tinham razão"! Ora, de tantas vezes que MST tem falado dos professores, tem de se admitir que MST sabe do que fala; que conhece as questões; que não é um vulgar ignorante. E, assim sendo, MST sabe bem que o "acordo" foi gravoso para a maioria dos professores. Portanto, o que MST esteve a fazer foi a MENTIR. A mentir e em prime time. MST sabe bem que apenas uma pequena parte dos professores, mesmo muito pequena, ganhou o direito a progredir na carreira em resultado do acordo assinado pelos sindicatos. A bem dizer, foram apenas os que estavam nos índices 245 e 299 e não tinham sido providos como "titulares". E, destes, apenas alguns progridem imediatamente. Os outros... aguardam! MST tem de saber isto. Não o pode ignorar. Miguel Sousa Tavares mentiu e fê-lo com toda a intencionalidade, visando desacreditar os professores. MST mentiu exactamente como Sócrates mente quando visa prejudicar os portugueses.
Já toda a gente compreendeu que Sócrates não tomará qualquer medida para "encolher" o Estado sem que a isso seja obrigado por uma instância internacional; sem que se possa vitimizar: "Por mim deixava tudo como está, mas aqueles malandros..."
Em tempo:
E, chegados a esse momento, Sócrates não mexerá nas clientelares empresas públicas deficitárias, nem nos institutos públicos, nem nas fundações privadas com dinheiros públicos, nem, sequer, nos sumptuários gastos do aparelho político.
Nada disso. Nessa altura, Sócrates investirá contra os funcionários.
Todos sabemos, e há muito, que a construção do TGV “necessita de uma grande parcela de financiamento privado e em concreto da banca comercial”. Também sabemos que se verificou “uma significativa e progressiva degradação da conjuntura económica e financeira de Portugal” donde resultaram“dificuldades acrescidas na obtenção de fundos pela iniciativa privada e no agravamento do custo associado à obtenção do próprio financiamento”. Isto, todos sabemos há muito. O que ficámos a saber foi que esta evidência foi hoje reconhecida pelo Governo Socialista e plasmada em letra de Lei no Diário da República. O que havemos de vir a saber é se este reconhecimento se ficou a dever ao estado comatoso das nossas finanças, ou ao facto de a Mota-Engil ter apresentado uma proposta que custa quase o dobro da melhor. Isso é uma coisa que só saberemos aquando da adjudicação.
(entretanto, mantém-se a aberração do troço entre nada e sítio nenhum)
Até tu, castro guerrilheiro, anuncias que vai ocorrer "um incremento no sector não estatal"... Bom, por certo te terás aconselhado com outros camaradas. Chávez, certamente? Morales, idem, não? Ah! E com Sócrates?
Estava eu a ver o Jornal da SIC, eis senão quando surgiu no ecrã a figura de Miguel Sousa Tavares. Logo fui confirmar o canal: estaria na TVI? E não. Era mesmo a SIC. Que desgraça! O homem só dizia asneiras! Então, para desenjoar, fui "revelar" as minhas últimas fotos. Ficam aqui duas.
O senhor Primeiro-Ministro José Sócrates diz que isto não tem importância alguma. Diz que a economia está a crescer acima do esperado e, por isso, vai haver dinheiro para todos. E que, mesmo que não haja, pede-se emprestado e resolve-se o problema.
Abaixo estes jornais sensacionalistas e mentirosos.
Especial clarividência de Luís Campos e Cunha e habitual sentido de oportunidade de Paulo Guinote. Também pela minha zona apareceram destes "masters". Repentinamente. Alguns, numas férias de verão. Iam... e voltavam "masters". Estes são alguns dos que já muitas vezes referi, que se distribuem por todo o espectro partidário, e fazem com que, no essencial, todos estejam de acordo: em Portugal, políticas educativas, só de esquerda!
É uma ideia de todo defensável. Só que exige outras medidas simultâneas. E essas medidas não incluem os ditos "apoios" e as ditas "divisões de turmas" de que fala o pai dos pais, o eterno encarregado de educação. Bom, a não ser que se avançasse para um sistema financeiramente incomportável. Numa lógica de racionalidade, o sistema de transição automática pressupõe que, em cada ano, se reorganizem as turmas de acordo com o grau de proficiência demonstrado pelos alunos. E a isto, meus senhores, a malta da esquerda chamará "segregação".
Portanto, se a coisa avançar, o que teremos será uma balda completa. Grande parte dos pais só tarde de mais se dará conta dos ignorantes que tem em casa. Safar-se-ão, e apenas, os filhos dos pais mais atentos e interessados, o que é quase o mesmo que dizer, os pais com melhor condição económica.
No final dos finais, procurando igualizar, apenas se gerará maior desigualdade.
Valentim Loureiro e filho absolvidos A magistrada judicial não condenou nenhum dos arguidos por considerar que o Ministério Público, responsável pela acusação, o fez baseado em presunções e suposições e não em factos que conseguisse provar na audiência de julgamento.
E este é só mais um exemplo, de entre os tantos e tantos que têm vindo a lume. De resto, conheço na primeira pessoa um grupo de tipos que foram constituídos arguidos - e ainda o são - com base numa construção mental elaborada, naquele tão mediático ímpeto justicialista, pelo investigador da Judiciária, sem suporte em qualquer factualidade.
Muito boa classificação - 3.º lugar - da equipa do DáGás Club de Mangualde, integrando o meu Pedro. Estive lá um pedaço e fiz uns "instantâneos". Mas, em pouco tempo, fui forçado a vir embora. É que, para além do calor abrasador, o nível de humidade andava perto dos 100%: aqueles tipos transpiram a sério!!!
Para finalidade procriativa. Deve ser de raça Fox Terrier (wire haired) e deve ser muito, mas mesmo muito, macho. É que a Maria de Lurdes - carinhosamente "Milu" - embora virgem, tem-se mostrado terrivelmente selectiva.
Quando Ronaldo levanta a cabeça para fazer um passe ou cruzamento, costuma vislumbrar Rooney, ou Giggs, ou Anderson, ou Higuain, ou Kaka, ou Raul, ou... Na selecção, Ronaldo levanta a cabeça e... quem vê? Pois é... E depois de Almeida saír passou a ver só... o Queirós!!! Eu também me "passaria". Com uma única diferença: mandava a selecção à merda. E de vez! Afinal de contas, para que andaria ali a desvalorizar a mercadoria?
Não fossem as lesões - de Duda e Ruben Amorim - e Queirós poderia ter prescindido de Ronaldo e Hugo Almeida. Aí sim, a equipa portuguesa apresentar-se-ia com reforçada capacidade de marcar golos! Apesar de tudo, salvou-se a inteligência de Carlos Queirós quando, com o jogo absolutamente controlado, sacrificou o ponta-de-lança para dispor de mais um "médio criativo". Foi brilhante!
Isso mesmo. Peça ajuda aqui ao senhor Vieira. Pergunte-lhe como se faz. É que ele endivida o clube, mais e mais, e, se for preciso, mais ainda, mas, pelo menos, consegue que o clube vá ganhando. Já o senhor...
Pontuando, de 1 a 10, os jogadores da equipa portuguesa de futebol no jonto contra a do Brasil, escreve o senhor Hugo Daniel Sousa:
Cristiano Ronaldo 6 Escolhido pela terceira vez como melhor em campo no site da FIFA, voltou a não justificar esse prémio. É certo que nem sempre os companheiros o serviram bem e que colocou em sentido a defesa brasileira, mas esqueceu-se de jogar mais vezes para a equipa. E a pontaria está muito desafinada.
Mas como é que Cristiano pode "jogar mais vezes para a equipa", se o Queirós colocou a equipa toda lá atrás e o deixou sozinho a segurar 3 defesas? Este comentador deve ser daqueles que acham que o Ronaldo deve vir buscar a bola à defesa... correr o campo todo... fazer o cruzamento... chegar a tempo de receber o seu próprio passe e... marcar! O vale é que, pelo menos desta vez, a FIFA não viu o futebol pelo olho do cu.
Contrariamente aos socialistas, sempre defendi o princípio do "utilizador-pagador", com isenções para tráfego local. E a ideia do chip era - é - muito inteligente para agilizar as isenções.
Mário Lino, o ex-ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações é o novo presidente do conselho fiscal das companhias de seguros do grupo Caixa Geral de Depósitos, que era ocupado pelo falecido Saldanha Sanches.
Em entrevista a José Saramago, pergunta José Rodrigues dos Santos:
Falemos sobre «Caím» é um livro que suscitou polémica ainda antes de ser publicado… eu devo dizer que o li… devo ter sido das primeiras pessoas a lê-lo, e confesso que depois de o ler acho que não teria havido polémica, se as pessoas o tivessem lido primeiro, no entanto há aqui algumas coisas que merecem algumas questões; Este livro chama a Deus na página 82 «Filho da puta», estou a usar a sua expressão, na pág. 85 «Rancoroso», «Cruel» na pág. 86, «Invejoso» na 90, «Maldoso» na 106 e 116, e «Louco» na 136, não acha que se excedeu um pouco? É verdade que estas situações estão retiradas fora do contexto, mas mesmo no contexto não acha que pode usar um pouco o gratuito?
E responde Saramago: Gratuito? Não… bem tirando o «filho da puta», que realmente poderia não o ter escrito, é que nem sequer pode ser filho da puta … Deus não tem Mãe nem tem Pai, não tem nada disso, bem aí talvez… reconheco que posso ter-me excedido. Agora no resto? Rancoroso? Francamente! Implacavél? Cruel? É em cada página (…)
Isto pode ser visto e ouvido no vídeo que linko abaixo. Não é preciso ouvir tudo. Basta colocar o cursor nos 19 minutos. Pronto! É a opinião do homem Saramago. Para mim, que sou católico, o homem Saramago é um louco, um maldoso e um perturbado, ao mesmo tempo que o escritor Saramago é um artista genial. Digo eu, que "devorei" quase todos os seus livros. Pena que o homem e o escritor sejam duas diferentes e distantes entidades. Ponto final.
O que me espanta, é ver, por este país fora, um punhado de católicos - daqueles de militar nas obras e movimentos da Igreja, sempre a bater com a mão no peito - indignar-se com a ausência do presidente Cavaco Silva nas exéquias. Bem sei que estamos num período de estertor em que tudo se aproveita. Mas, caramba, há coisas que só à estalada.
Recebi-o hoje. E, olhando com atenção, dá para perceber que ainda cabe mais uma autoestrada entre a A1 e a A29. Em alguns pontos será preciso muito jeitinho. Mas, se ficarem as três a par, juntinhas, cabe. Cabe, sim!
Seesta coisa já estivesse em prática em 2001, teria impedido que o governo grego de então - socialista - começasse a aldrabar as contas (prática que acabou por ter continuidade nos seguintes, diga-se). E teria tornado desnecessário que um certo governador do Banco de Portugal elaborasse uma previsão do défice com um rigor até às centésimas.
(quem não gosta, melhor fará se passar a defender a saída do Euro e da União)
Na União Europeia há 6 países com primeiros-ministros socialistas: Áustria, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Grécia e Portugal. Contudo, os socialistas apenas governam sem coligações em 3: Espanha, Grécia e Portugal.
Chegou-me à mão um artigo que Joaquim Letria publicou na sua coluna “25.ª Hora”, no jornal “24 Horas” de 4/5/2010, que pode ser lido aqui(registo prévio). Às tantas, diz o articulista:
Estamos bem entregues! Vão-nos servindo a sopa do Sidónio, à custa dos milhões que ainda recebem da Europa, andam pelo mundo fora sem vergonha, de mão estendida, a mendigar e a rapar tachos, tratados pelos credores como caloteiros perigosos e mentirosos de má-fé. Quando Guterres chegou ao Governo, a dívida pouco passava dos 10% do PIB. 15 anos de Guterres, Barroso, Sócrates e de muitos negócios duvidosos puseram-nos a dever 120% do PIB.
Pois é. Só que, entre 1995, quando Guterres tomou posse, e o ano de 2010, em que (ainda) somos governados por Sócrates, passaram 15 anos. E destes, o PS só não governou durante menos de 3 anos!
Quando se pensa que já está tudo inventado, que já não há mais alternativas para manter os níveis de despesa do Estado, eis que surge a verdadeira "mãe de todas as soluções": legalizar as drogas pesadas, criar empresas que as comercializem, e, obviamente, carregá-las de impostos.
À atenção, portanto, do nosso Governo.
Só faço uma recomendação:
Estas empresas que, como se infere, integram o "sector estratégico do Estado", NÃO DEVEM SER OBJECTO DE PRIVATIZAÇÃO!
Parem tudo! Parem o Plano de Austeridade. Afinal não é preciso. A receita fiscal está a subir e a despesa a descer. Isto está a correr muito bem. E sem aumento dos impostos!!!
Assim, podemos avançar já, já, já com o troço de TGV entre nada e coisa nenhuma.
Viva Sócrates e o fabuloso governo de Portugal.
(BTW, quem é que compilou e publicou estes dados? Foi o INE, o Eurostat ou BdP?)
Ó meus senhores, o governo Português já faz isso há muito tempo. Aprendam!
Aqui, quando as câmaras municipais ficam mais endividadas... o Governo diminui-lhes as transferências previstas na Lei das Finanças Locais. É qualquer coisa como: "Ai deves dinheiro? Então vamos dar-te menos que é para teres mais dificuldade a pagar as dívidas".
E os que pensam que a verba retida vai abater ao montante em dívida, enganam-se: vai servir para o Governo gastar mais!
Embora não lhe tenha perdoado por, enquanto pôde, não ter mandado de férias o nosso Tareq Aziz, aquele que, mesmo perante as evidências, continua a mentir tão convictamente que chega a acreditar na sua própria mentira, tenho de reconhecer que hoje subiu uns pontitos:
Não me parece que alguém, honestamente, possa qualificar o Reino Unido, a Alemanha, a França, a Suíça ou a Dinamarca como países retrógrados. ... ... Os Portugueses recordam-se, certamente, de que na minha mensagem de Ano Novo alertei para o momento muito difícil em que Portugal se encontra e disse mesmo que podíamos “caminhar para uma situação explosiva”. E disse também que não é tempo de inventarmos desculpas para adiar a resolução dos problemas concretos dos Portugueses. Há momentos na vida de um País em que a ética da responsabilidade tem de ser colocada acima das convicções pessoais de cada um.
Sinto as deste gajo como "insuportável violência psicológica". Bem sei que não está a falar comigo. Eu sou dos que percebeu. Mesmo assim, acho-me insuportavelmente pressionado e só vejo uma saída: acção directa!
Desculpas, devia pedir o PS por ter um deputado com esta postura desgraçada.
Eu até era capaz de aceitar a aplicação das medidas espanholas em Portugal. Provavelmente, acrescentaria a reavaliação dos actuais beneficiários de RSI - 500 milhões de euros -, já que continua a haver imensos casos escandalosos. E esta, como as espanholas, são medidas que visam reduzir a despesa do Estado.
Não está lá uma, sequer, que vise o aumento da receita.
Homens como este, respeitados deputados, ademais, socialistas, não se apropriam de coisas. Nunca!
O que podem é "tomar posse" de coisas.
Agora, na posse dos equipamentos que gravavam a entrevista mutuamente combinada, este senhor deputado vai poder demonstrar no tribunal que as perguntas dos jornalistas constituiram um grave atentado à sua honra e bom nome.
Ah, homem do caraças! Se não fosse açoriano, tinha de ser do Norte, carago!
Nos tempos da crise que corre, é sempre bonito ver em acção estes intransigentes defensores do interesse público. Pessoas que, na prossecução da sua missão de serviço público, não se importam de arrostar as decisões do próprio Ministério Público, não se vergando a nada, quantas vezes com evidentes sacrifícios pessoais. Chega a ser enternecedor. Gente de bem que, contrariamente a outros, deveria ser condecorada no 10 de Junho. E devia ser já no próximo. Depois... poderá ser tarde.
E, olhando com atenção, há-os em todas as organizações e instituições da Administração. Mesmo em todas.
Abaixo todos os "charruas" do país. Vivam os comissários políticos!
(um dia destes conto uma cena verídica passada numa escola aqui bem perto)
Pois eu acho que, como exercício intelectual para aferir das competências argumentativas, estava um espanto.
Além disso, já lá vai o tempo do casamento reservado a pares de naipe diferente.
Então, porque não trios? Conheço alguns para quais o casamento seria uma bênção. E se fosse um póker? De Damas, de Valetes e até de Ases. Porque não? Em alguns casos, até uma sequência completa!
Não pode haver ninguém discriminado. A malta multigâmica também tem direito à felicidade.
E depois logo hão-de aparecer os radicais reaccionários a fazer um cagarim destes.
Diz o amigo Xiclista que uma das coisas de que se deve dispor para amenizar a bancarrota que aí vem, é uma bicicleta. Pois esta é a que mais recentemente por aqui apareceu. Ainda perguntei se não havia uma versão para tipos normais. Desgraçadamente, não. Só há para esquerdistas!
Bom, para mim tanto faz. Estas coisas são incompatíveis com o meu períneo.
Imagem dramática do momento em que Luisão comete uma tentativa de homícido - tackle from behind - enquanto Maria de Lurdes, colocada a menos de dois metros, se embevece com as traquinices de (ai)Mar, em vez de ajuizar o lance.
E foi então que o comentador de serviço, José Augusto Marques, perguntou: "Mas, afinal, porque raio há-de, o quarto árbitro, ter um monitor de televisão?"
Continua sem pudor. Porra, pá! O homem era um fraco engenheiro agente técnico mas deu um excelente primeiro-ministro. O melhor de todos. Um puro. Um santo!