7 de outubro de 2012

Despesa pública: cortar ou não cortar?



Este quadro é especialmente importante para aqueles que pensam que "prestações sociais" são despesas exóticas, ignorando que é aqui que se contabiizam as pensões de reforma, os subsídios de desemprego, o RSI, outros subsídios e as restantes medidas de proteção social, e para os que pensam que o Orçamento da Segurança Social é independente do Orçamento do Estado.

Mas vamos à questão:
Esta situação explosiva resolve-se exclusivamente com o aumento de impostos, como parece ser intenção do Governo?
No meu entender, não.

De facto, contra mim falando, defendo:

  • Manutenção do ritmo de corte dos "consumos intermédios";
  • Corte dos vencimentos da função pública e das pensões de reforma em 25% relativamente a 2011;
  • Manutenção dos atuais escalões de IRS;
  • Aumento da taxa dos 2 últimos escalões de IRS para 45% e 50%;
  • Sobretaxa média de 5% de IRS, progressiva, para trabalhadores do setor privado
Desta forma, diminuía-se a despesa com o setor público, sustentadamente, e aumentava-se a receita fiscal.

E se o Constitucional estrebuchasse... entregava-se-lhe a chave...

Como se a gente não soubesse...


"Duarte Gomes surpreendeu jovens árbitros ao

assumir-se adepto do Benfica"


6 de outubro de 2012

Quem fez PPPs ?

Está aqui um trabalho interessante da Visão, embora a versão em papel seja mais completa e esclarecedora.

Em tempos, também eu defendi uma PPP no meu concelho de Mangualde. Hoje, voltaria a defendê-la.
Tinha o valor de 40 milhões de euros e custaria rendas de 3 milhões durante 27 anos.
O concelho ficaria um "brinquinho". Todas as infraestruturas feitas e mantidas, novas escolas, novas acessibilidades, novas ETAR, novos espaços industriais, novos espaços de lazer, enfim, tudo feito.
Claro que esta PPP tinha um problema: durante os 30 anos seguintes, os sucessivos executivos camarários pouco mais poderiam fazer do que a gestão corrente. O que nem seria grande problema, uma vez que todas as obras necessárias estariam feitas e com manutenção assegurada.
Infelizmente, o executivo era minoritário e a iniciativa acabou chumbada.

De qualquer forma, o conceito de PPP é muito interessante, só que deve ser usado com moderação.
Os socialistas, não só não foram moderados, como fizeram contratos escandalosamente ruinosos para a parte pública.
Os resultados estão à vista.

5 de outubro de 2012

Professores: escolher os melhores


Hoje não vou falar de concursos mas sim da escolha dos coordenadores de departamento curricular.
É que, nesta semana, decorreram as eleições para coordenador na escola onde trabalho, um agrupamento com mais de 300 professores.
Eleições porque, numa vergonhosa cedência ao sindicalismo e ao populismo, o governo retirou aos diretores a competência para nomearem a sua própria equipa de trabalho. Ora, se é certo que aos diretores do tipo “tanto me faz” esta questão não é relevante, para aqueles – a maioria – que se preocupam com a qualidade da sua escola e os resultados dos seus alunos, esta limitação é tremendamente importante, pois poderão ver-se a braços com a eleição de um coordenador com quem têm graves desinteligências profissionais e pessoais inviabilizadoras de qualquer tipo de colaboração ou relação.
Pois bem, aconteceu uma coisa assaz curiosa e gratificante:
Em 4 dos 6 departamentos existentes, 1 dos 3 professores elegíveis nas condições legais era aquele que vinha desempenhando as funções de coordenador por ter sido nomeado no contexto do anterior regime jurídico.
Ora, acontece que todos eles, os “recandidatos”, venceram as respetivas eleições por larga margem. Isto é, aquelas que tinham sido as escolhas pessoais do diretor, acabaram por ser aclamadas em processo eleitoral!

E ainda há quem diga que os diretores não sabem escolher…

2 de outubro de 2012

Será doença?

Enjoado com aquele joguinho merdoso de tique-taque, dei comigo a torcer pelos lampiões. Credo!
Isto, para além das simulações e das cacetadas que o Barça não hesita em dar e fazer.
Para bem, perdiam os dois!

28 de setembro de 2012

Cedências aos sindicatos


Desta vez tenho de concordar com Manuel Pereira, da ANDE. Acho que é a primeira vez que concordo com algo que diz. Mas agora tem razão: O PROCESSO DE SELEÇÃO DE PROFESSORES TORNOU-SE UMA ABERRAÇÃO.
Para resolver o problema, a receita é muito simples:
DAR AUTONOMIA À ESCOLA!
Deixar que a escola defina os seus critérios de seleção sem qualquer ingerência.
Os candidatos que se sintam defraudados devem apresentar queixa no tribunal.
E é aqui que os sindicatos deveriam entrar: patrocinando os seus associados.

Todas as outras alternativas são centralistas e cegas. Não permitem que a escola escolha. Não prestam!

26 de setembro de 2012

Turismo de Portugal

Quero lá saber se uma cena foi manipulada. O que interessa é que considero o filme extraordinariamente bem elaborado. Por isso tem ganho prémios além fronteiras.
Também com a massa toda que custou...

A DÍVIDA EXISTE MESMO?

Ainda há muitas pessoas que não fazem ideia de como chegámos a este lamentável estado do nosso Estado.
Ora, com o seu normal sentido de humor, JCD explica o fenómeno com enorme simplicidade.

É SÓ LER, Senhores. Está AQUI.


24 de setembro de 2012

Professores: escolher os melhores


Seguindo um link, vim a dar com o blogue de um colega diretor de um agrupamento de escolas, neste caso o Agrupamento de Darque, em Viana do Castelo. Diz ele, resumidamente, que as escolas não devem selecionar os seus professores. E não o devem porque, ao fazê-lo, estão a criar injustiças, uma vez que os critérios normalmente utilizados não permitem que os candidatos disputem os lugares em igualdade de condições. Mais propriamente, o colega insurge-se contra os conceitos de “recondução” e de “renovação” de professores contratados.

Achei bizarra esta posição, sobretudo por vir de alguém que tem a responsabilidade pelo bom funcionamento da sua escola, para mais, no caso em apreço, um TEIP, onde a margem de autonomia para contratações de escola é substancialmente maior do que numa outra escola.

Intrigado, fui ver quais os critérios que este colega adota para seleção de professores e verifiquei que reduz a sua fatia de autonomia - 50% do peso total - à graduação profissional dos candidatos, à qual adiciona 1 ponto relativo à ADD, que pressupõe ter sido, para todos, de Bom ou superior. Desta forma, nos 50% do peso que é da competência da escola, acaba por repetir o critério utilizado nos 50% determinados pelo MEC.

Como já referi, considero esta opção uma completa bizarria. O colega comporta-se como se lhe fosse indiferente ter um professor ou outro; como se os professores fossem todos iguais e capazes de igual prestação; no fundo, quase como quem compra melões: só se sabe são abóboras depois de os abrir e provar...

Defendo exatamente o contrário.

Se um professor teve um bom desempenho – fator de observação absolutamente objetivo -, se vestiu a camisola, se a suou… por que não propor-lhe a recondução? E, se a recondução não for possível, por que não ajustar critérios que potenciem a probabilidade de voltar a ficar na escola? A dedicação e os bons resultados não contam para nada? Discordo.

Dir-se-á que os candidatos ficam em condições desiguais. E ficam mesmo! E intencionalmente. É que “este”  já cá trabalhou e com boa performance e os outros só aparecem agora, e só aparecem por não terem lugar na escola onde realmente queriam trabalhar!

Há ainda um outro fator que me leva a discordar profundamente do pensamento do colega de Darque. A falta de justiça do critério que utiliza – a graduação profissional.

De facto, como bem se sabe, os professores contratados são, por norma, jovens em que o maior peso na graduação profissional reside na classificação académica. Ora, classificações académicas há muitas e muito variáveis com a Universidade onde se graduaram. Dificilmente se pode fazer equivaler um 13 no IST a um 13 no Politécnico de ….

Ou seja, o critério da graduação profissional é tão injusto como qualquer outro.

21 de setembro de 2012

MEMORANDO DE ENTENDIMENTO

É ler, senhores. É ler. É ler tudo, sff.
Foi assinado em Maio de 2011 pelo governo socialista.
Agora, dizem que não estão lá as medida com que se comprometeram.
Mas é só ler. Está tudo AQUI no Memorando de Entendimento.

Amnésicos, mentirosos ou ambos?

Negociaram, assinaram e agora esqueceram-se.
A falta de caráter é gritante.

20 de setembro de 2012

Com que então, "só"?


E ainda dizem ""?
Bom, é bem verdade que devia reduzir muito mais. Para bem, 100%.
Aliás, as empresas não deviam pagar qualquer tipo de impostos. Uma empresa - que dá emprego e cria riqueza - não devia pagar impostos.
Impostos, deviam pagar os sócios ou acionistas quando recebessem lucros ou dividendos.
O Estado até poderia manter saciado o seu voraz apetite, mas o tecido económico ganharia outra pujança.

Só defende o aumento da carga fiscal das empresas quem pensa que os empresários são ladrões. Palermas que nunca foram empresários nem fazem ideia do que é a vida da maioria dos empresários.

17 de setembro de 2012

Se eu me chamasse Pedro Passos Coelho,

Já teria batido com a porta e deixado um bilhete em cima da secretária:

Sol na eira e chuva no nabal

O presidente da CIP defendeu hoje a redução da Taxa Social Única (TSU) como “factor de competitividade” para as empresas exportadoras mas não através do modelo anunciado pelo primeiro-ministro, que considerou “errado” e gerador de um “tsunami” social.
...
António Saraiva disse ter prontas várias propostas para apresentar ao Governo, mas rejeitou avançar com qualquer uma delas aos jornalistas.



Se este figurão não vier a apresentar uma proposta alternativa, credível e quantificada, deve ser apedrejado. E eu estou aqui para ser o primeiro.

15 de setembro de 2012

14 de setembro de 2012

Sondagem: PS à frente


Não tem problema nenhum.

Por mim podem ir para o governo à vontade.


Só me assustam duas questões:


  • Voltarem à política do despesismo e do endividamento
  • Restaurarem o eduquês


Fora isso... tá-se!

Imposto extra sobre as PPP

Para se ter uma ideia do nível de irrealismo a que se chegou, a alternativa do líder da oposição para pagar o défice é um imposto em que quem paga é o Estado.

(João Miranda, Blasfémias)

TóZé Seguro - a vacuidade irresponsável!

13 de setembro de 2012

Qualquer merdas é jornalista

No corpo da notícia do Público pode ler-se:

"... mas ontem o gabinete de imprensa do Ministério da Educação e Ciência (MEC) confirmou ao PÚBLICO, é que aquele número foi alcançado contabilizando os mais de 100 mil adultos que em 2008/2009, ano que utilizou como referência, estavam inscritos nas Novas Oportunidades, um programa entretanto extinto e que no ano lectivo passado - cujos dados serviram de termos de comparação - já se encontrava moribundo."

Ora, tanto quanto se sabe, o que está em extinção são os Centros Novas Oportunidades, os CNO, e não o Programa Novas Oportunidades (NO)"
De facto, o NO tinha uma abrangência muito vasta e incluía ofertas como os Cursos Profissionais do Secundário, os Cursos de Aprendizagem, os Cursos EFA... ... e, finalmente, o processo de RVCC.
Acontece que, de todas estas variantes, a única que foi afetada, e apenas recentemente, foi o sistema de RVCC. Tudo o resto continua a funcionar na mesma exata forma do que nos tempos do "engenheiro".
Isto é, na realidade, o programa NO não foi extinto nem está moribundo. Apenas uma das suas componentes está em vias de extinção.

Conclusão:
A jornalista fez a notícia - com o objetivo de criar um grande título - de forma grotescamente descuidada, sem ter estudado a matéria. Lamentável!

Se fosse no Correio da Manhã, eu nem falava. Mas no Público... porra, pá!

Já agora, foram os adultos inscritos em RVCC que andaram, nos últimos 4 anos, a disfarçar a quebra inexorável do número de alunos que vem desde os anos 80.