13 de setembro de 2011

Bancarrota

Há por aí muita gente a pensar que um país cai na bancarrota por culpa das agências de rating e dos especuladores dos mercados financeiros.
Patetice!
Um país é como uma empresa ou uma família: vai à falência quando não consegue saldar as dívidas que contraiu.
E por que é que um país contrai dívida?
Porque gasta mais do que pode pagar e tem de pedir dinheiro emprestado.

E, no caso de Portugal, onde é que se gastou, e continua a gastar, mais dinheiro do que se podia?
Bom, claro que os desvarios socialistas com as autoestradas, os rendimentos mínimos e as parcerias a esmo, nos deixaram com um volume de dívida muito considerável que agora nos custam altos juros. Mas, é preciso dizê-lo, a maior parte da despesa pública faz-se na Educação, na Saúde e na Segurança Social. Basta olhar para o Orçamento. Enquanto a Defesa, só para exemplo, "apenas" nos custa 2,1 mil milhões, a Educação atinge 8,4 mil milhões, a Saúde, 8,6 e a Segurança Social, 7,8.
Não é, portanto, de admirar que tenha de haver cortes nestes setores.
Dói? Pois dói, sobretudo quando nos tiram coisas a que estávamos habituados.

Como tenho dito, é um problema da democracia com a rotatividade do sistema partidário: as promessas acabam sempre por ter um custo elevado!
Ainda assim, estamos muito melhor que os gregos. É que nós corremos com os socialistas e eles não. Eles vão à falência e nós somos capazes de escapar.

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