28 de dezembro de 2011

Maquinistas



O País já esteve privado da circulação de comboios por vários dias.
O País não parou, pesem embora os constrangimentos.
O País não irá parar se ficar mais dias sem comboios.
Então, perante a chantagem absurda, resta decretar a requisição civil dos maquinistas. E despedir os que não acatarem.
O País aguenta o tempo necessário para os substituir.

21 de dezembro de 2011

Estado, Estado, sempre mais Estado


Rangel sugere agência nacional para ajudar portugueses que queiram emigrar                           


Não, Dr. Rangel, o Estado não se deve meter nisso. Chega de meter o Estado em tudo. Quando muito, poderia estabelecer protocolos com os países carentes da mão-de-obra excedentária em Portugal. E divulgá-los. Mas isso pode ser feito pelo MNE. Nada de criar mais "agências" públicas.


E, claro, se a oferta for em entidades privadas, lá vai o protocolo às urtigas.

18 de dezembro de 2011

Há tipos muito incomodados

Mas eu não vejo qualquer problema. Muito antes pelo contrário. Se a malta qualificada e desempregada, p.e. engenheiros e enfermeiros, emigra, por que não os professores?


Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados                            

13 de dezembro de 2011

Folga orçamental pode chegar a 3 mil milhões

E se o Estado não pagar dívida nenhuma, a folga pode ser muitíssimo maior. Pode ser um autêntico balúrdio.
Basta fazer como dizia Sócrates: não pagar!

12 de dezembro de 2011

Revisão Curricular - Machadada no eduquês

Acabam de ser conhecidas as novas matrizes curriculares.

Devo dizer que, globalmente, acho que está ali um trabalho sério.
Claro que, se olharmos sob o prisma dos professores, nomeadamente os de EVT, veremos um horizonte sombrio. É grande a diminuição de serviço letivo deste grupo e muitos professores irão ficar com "horário zero". Compreende-se, portanto, que estejam "contra".
É preciso, todavia, analisar a questão com a necessária distância, para saber se a medida é, ou não, correta.


Importa perceber que a existência da disciplina de EVT, com a grande carga horária semanal em regime de desdobramento e par pedagógico, radica diretamente da criação do 2.º Ciclo por Veiga Simão. Na altura, chamava-se Trabalhos Manuais.
E qual era o objetivo de tal disciplina?
Era o de conferir aos alunos alguma preparação para o mundo do trabalho. É preciso não esquecer que, então, o 2.º Ciclo era o final da escolaridade obrigatória. A maioria concluía o 6.º ano e ia trabalhar.
Ora, de então para cá medeiam 40 anos. E nesses 40 anos quase tudo mudou. Hoje, a escolaridade obrigatória é de 12 anos e o 2.º Ciclo é uma pequena etapa no percurso dos alunos.
Assim, faz todo o sentido que se retire ao 2.º Ciclo a lógica de ciclo terminal e se concentre o currículo no estudo de conteúdos estruturantes de futuras aprendizagens, o que já deveria ter sido feito há muitos anos. De facto, no contexto atual, uma disciplina com as caraterísticas de EVT não faz qualquer sentido.

Nuno Crato acabou com ela. Não desiludiu, portanto, o nosso ministro.
E, como bónus, ainda deu mais uma machadada no famigerado eduquês que nos tem manietado: acabou com o Estudo Acompanhado. Oh, como Ana Benavente se deve estar a arrepenhar...

Concluindo, Nuno Crato fez bem!

Mas não chega. Ainda tem de fazer mais duas coisas nesta matéria:
- Encontrar ocupação para os professores do quadro que vão ficar sem serviço e não têm culpa alguma, e
- Reformular os programas do 2.º Ciclo de modo a que estes, efetivamente, preparem os alunos para as matérias do 3.º Ciclo.
Portanto, ao trabalho...

11 de dezembro de 2011

Fim do 2.º Ciclo


Acabar com o 2.º Ciclo é uma medida absolutamente necessária. Todavia, não concordo com a sua integração na primária.
A estatística mostra que as taxas de sucesso do 1.º Ciclo, que são bem elevadas - acima dos 95% - continuam muito elevadas nos 5.º e 6.º anos, não se verificando qualquer corte significativo. Onde os valores baixam dramaticamente é na transição para o 7.º ano, passando a taxa de sucesso a andar na casa dos 75%.
Estes dados parecem indicar uma desarticulação do currículo do 2.º Ciclo relativamente aos prérequisitos do 7.º ano. De resto, pesem embora algumas alterações produzidas nos últimos anos, os programas do 2.º ciclo continuam a ter a mesma lógica de ciclo terminal que presidiu à sua criação no final do marcelismo.
Assim, o que se deve fazer é manter a primária como está e criar um ciclo de 5 anos, do 5.º ao 9.º.
Tal permitirá que haja unidade e sequencialidade nos programas das diversas disciplinas.
Além das óbvias vantagens ao nível da articulação curricular, esta medida seria muito mais bem recebida pelos professores do 2.º Ciclo. Muitos deles poderiam acompanhar os alunos até ao 9.º ano e, em última análise, seria sempre aos diretores que competiria a distribuição de serviço, atendendo, portanto, ao nível habilitacional de cada recurso.
Em suma, uma solução mais eficaz e menos conflituosa.

10 de dezembro de 2011

Árvores da Toyota para Mangualde

A Toyota vai plantar árvores.
A localidade a escolher depende dos votos.
Escolha MANGUALDE. Clique
aqui e vote.

6 de dezembro de 2011

Paradoxo

O governo está a substituir os militantes socialistas que estavam nas administrações dos hospitais.
O PS vem queixar-se de nomeações partidárias.

4 de dezembro de 2011

Manifesto - Mais dinheiro para a Educação

É o que está no manifesto. Vem no Público de hoje, p. 54.

Pretende-se "... utilizar todas as nossas energias contra o esvaziamento do papel do Estado na educação, o desmantelamento de políticas de combate às desigualdades escolares e contra uma reestruturação curricular cujo sentido seja a recuperação de uma escola conservadora..."


Bem se vê o que se quer: manter a escola no lodo em que se encontra, manter a lógica do nivelamento por baixo, manter as políticas de "experimentação pedagógica" e continuar a dar primazia à teoria do coitadinho em detrimento do primado do saber e da competência.

E, se dúvidas houvesse, bastaria ler os nomes dos subscritores, entre outros, Ana Benavente, Ana Drago, António Avelãs, António Teodoro, Fernando Rosas, João Teixeira Lopes, Mário Nogueira e Paulo Guinote.

Por qualquer razão estranha, acho que falta aqui o nome do pai dos pais, o eterno Albino Almeida. Não terá sido convidado a assinar?

De qualquer forma, este manifesto tem já um efeito interessante: Paulo Guinote assumiu-se ao lado dos comunistas e bloquistas. É sempre bom quando as coisas se definem.

Burro !

Claro que a malta pode continuar a receber os subsídios todos.
Basta que o Estado não pague aos credores.

Reacção do PS à entrevista de Passos Coelho

Excedente de 2000 milhões prova que "havia margem para não cortar subsídio de Natal"