21 de setembro de 2009

Que nojo

De quando em vez – com crescente frequência, infelizmente – vemos abaladas as nossas mais profundas convicções. Neste caso concreto, a nossa crença na Justiça ficou irremediavelmente comprometida. Crescemos a pensar que a Justiça é justa, independente e imparcial, e, afinal…
Afinal, o Conselho Superior da Magistratura, o órgão de topo da estrutura, o órgão que deveria ser o primeiro garante da independência e da imparcialidade, tem membros… indicados pelos partidos políticos. Porra! Não podia ser pior. Adeus credibilidade da Justiça!
Os resultados estão à vista, como bem se vê nesta questão da avaliação do juiz que mandou prender Paulo Pedroso, o tipo que foi formalmente acusado de 15 crimes, mas que a juíza de instrução decidiu não levar a julgamento. Três conselheiros indicados pelo PS inviabilizaram a avaliação do homem!
Este episódio apenas serve para provar, mais uma vez, diga-se, que o famoso aviso de Jorge Coelho – quem se mete com o PS, leva – era para ser levado a sério. Mas o pior é o resto: é que o CSM, além da avaliação, também faz nomeações, colocações e transferências de juízes. Imaginemos, portanto, o que por aí anda.

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