9 de dezembro de 2012

PAPI - Volta Valter, estás perdoado.


Na área da Educação, uma das primeiras medidas tomadas pelo governo de José Sócrates em 2005, foi, pela mão do Secretário de Estado Valter Lemos, publicar o Despacho 50/2005 para regulamentar os “planos de recuperação” dos alunos. Tratou-se de um normativo marcado pela ideologia eduquesa com o objetivo de conseguir o sucesso (estatístico) dos alunos à custa da desistência dos professores frente a um trabalho burocrático insano - é melhor passar um aluno do que ter de lhe fazer um plano de recuperação.
Digo isto para enfatizar que a lógica dos planos de recuperação foi servida por um despacho legal marcadamente intencional.
Para mais, para garantir o controlo ideológico do trabalho nas escolas, o governo ordenou que a IGE desenvolvesse ações de fiscalização coerciva. Todos nos lembramos das célebres “Inspeções ao Despacho 50” que flagelaram as escolas portuguesas durante vários anos.

Acontece que o atual governo revogou o famigerado Despacho 50.
E, como resquício do eduquês, deixou apenas um simples artigo no normativo – o Despacho Normativo 24-A/2012 – onde alude à elaboração de um Plano de Acompanhamento Pedagógico Individual quando o aluno não atinja os patamares considerados desejáveis, algo que qualquer professor sempre fez, e faz, ainda que apenas oralmente, sempre que se depara com um aluno com dificuldades.

Esta opção do governo deveria ter provocado justas expressões de satisfação por parte dos professores. Trata-se, afinal, do fim da subjugação à burocracia em favor da pedagogia.

Paradoxalmente, o que se lê nos “líderes” dos professores, por exemplo aqui, é rigorosamente o contrário: a saudade dos “planos de recuperação” e o gozo com os alegados futuros “PAPI” é que fazem as parangonas.
Esta esquerda radical, sobretudo quando "ferida de asa", é capaz de tudo.
Uma lástima!

PS:
Se vier a ser publicado algo de semelhante ao Desp. 50 para regulamentar os PAPI, aqui darei a mão à palmatória.

8 comentários:

Ricardo Esteves disse...

Governo vai aumentar o horário letivo semanal para as 27 horas.

Suponho que o amigo Agnelo bata palmas. É laranja, logo é bom!

Joaquim Alves disse...

Onde vão os tempos de aplauso ao Guinote.

Ah, a tua coerência, Nelo!!!

Paulo g. disse...

O Agnelo já resolveu o problema da sopa ao lanche?

Agnelo Figueiredo disse...

O que quererá este gajo com a história da sopa ao lanche?
De que fala?

Anónimo disse...

...vai aumentar para 40horas!!! não é para 27h. As 35h já se fazem agora.
este ano com a mudança de tempos lectivos para minutos, já puseram os professores a dar aulas a mais uma turma. Para o ano, será com mais duas turmas. Cada turma com mais alunos e cada escola com menos e menos professores. E a ganharmos todos menos. Muiiiiiito menos!
Fantabulástico...Viva este
Ministro da Educação! Viva a qualidade do Ensino...que se degrada a olhos vistos!
Volta Lurdinhas, estás perdoada!!
O Ensino está de fugir!!!

Claro que concordo com o fim do PAPI, qualquer professor concorda com isso, óbvio. Os Sindicatos nao interessam para nada nem nunca fazem nada de jeito. Mas é a unica coisa de jeito que o Ministro faz. O resto, é mesmo de fuuuuuugir!é o descalabro total na Educação!!

Bjs
Convidada

Prometeu disse...

Ó Agnelo, esqueça lá isso e "responda" aos comentários pré-g.

Anónimo disse...

Nao tem nada a ver mas há coisas fantásticas...Viva o Capitalismoe os Paraísos Fiscais!!!!!...este ao menos, não mente:

http://expresso.sapo.pt/presidente-da-google-orgulhoso-da-fuga-aos-impostos=f773595

Convidada

Anónimo disse...

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