11 de dezembro de 2011

Fim do 2.º Ciclo


Acabar com o 2.º Ciclo é uma medida absolutamente necessária. Todavia, não concordo com a sua integração na primária.
A estatística mostra que as taxas de sucesso do 1.º Ciclo, que são bem elevadas - acima dos 95% - continuam muito elevadas nos 5.º e 6.º anos, não se verificando qualquer corte significativo. Onde os valores baixam dramaticamente é na transição para o 7.º ano, passando a taxa de sucesso a andar na casa dos 75%.
Estes dados parecem indicar uma desarticulação do currículo do 2.º Ciclo relativamente aos prérequisitos do 7.º ano. De resto, pesem embora algumas alterações produzidas nos últimos anos, os programas do 2.º ciclo continuam a ter a mesma lógica de ciclo terminal que presidiu à sua criação no final do marcelismo.
Assim, o que se deve fazer é manter a primária como está e criar um ciclo de 5 anos, do 5.º ao 9.º.
Tal permitirá que haja unidade e sequencialidade nos programas das diversas disciplinas.
Além das óbvias vantagens ao nível da articulação curricular, esta medida seria muito mais bem recebida pelos professores do 2.º Ciclo. Muitos deles poderiam acompanhar os alunos até ao 9.º ano e, em última análise, seria sempre aos diretores que competiria a distribuição de serviço, atendendo, portanto, ao nível habilitacional de cada recurso.
Em suma, uma solução mais eficaz e menos conflituosa.

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