22 de outubro de 2012

Armstrong e o processo de Kafka

Basta uma frase para se perceber toda a tramoia:

'O responsável da UCI pediu desculpa pelo facto de o organismo não ter conseguido "apanhar cada um deles em flagrante e expulsá-los do desporto naquela época" e reafirmou que não vai pedir a demissão.'

Calma. Não apanhou em flagrante nem em diferido. Simplesmente não apanhou, nunca.
Mas porque não apanhou?
Será que não fez os controlos regulamentares de sangue e urina?
Fez, sim. Centenas deles. Todos foram negativos!
Então, Armstrong violou o quê?

Vai daí, coagiram uma série de tipos apanhados pelo controlo anti doping a testemunharem em troca de penas leves.

Uma lástima!

Além do mais, estes tipos desacreditaram a ciência: daqui em diante um controle anti doping vale ZERO.

1 comentário:

carneiro disse...

a ideia empírica que me fica do desporto de alta competição é que se pode tomar tudo o que não seja proibido e, mesmo o que seja proibido, até ao limite máximo tolerado pelos regulamentos.

Daí que a postura moralista sobre o doping em alta competição é uma infantilidade intelectual de jornalistas que não têm a noção do que estão a tratar.

O jogo é simples: toma-se tudo o que se pode tomar. Se não foi apanhado nos testes, é porque a vitória é limpa. Os testes fazem parte integrante da competição. Só é campeão quem chaga em primeiro e não acusa positivo nos testes.

Estas são as regras do jogo.

A caixade pandora que agora foi aberta, no caso português, vai obrigar o benfica a devolver a taça çlucílio baptista, pois toda a gente viu na TV que o corte foi com opeito e não com o braço.

Ou seja, o " transito em julgado" faz com que uma sentença passe a deninitiva e absoluta, depois de esgotados os prazos de recurso. Com os resultados desportivos passa-se o mesmo.

Só os testes feitos sobre amostras recolhidas durante a competição pdoem vir mais tarde a alterar os resultados da competição.

A partir de agora, nenhum campeão - de qualquer modalidade - será campeão, pois daqui a 10 anos esse resultado pode vir a ser posto em causa.