10 de outubro de 2012

Quanto custa um aluno?


Um tema crítico no atual debate da Educação, é o do custo de um aluno na escola pública.

Ao que consta, o Governo tem intenção de vir a publicitar os custos reais da Educação. Espero que não se fique pela intenção e passe rapidamente à ação.
De facto, o conhecimento deste número é fundamental.
É-o, desde logo, para o cidadão em geral, que deve ficar a saber que o Ensino não é à borla, que custa dinheiro e, mais ainda, quanto custa. Talvez assim se viesse a dar o devido valor à Escola e a quem lá trabalha.
Mas é-o, também, por outra questão relevante: a de saber se as escolas privadas têm custos inferiores aos das públicas, como se tem vindo a sugerir um pouco por toda a blogosfera e restantes meios de comunicação, o que nos leva para o campo do financiamento público das escolas privadas.

Entretanto, enquanto não surgem números nacionais, as Escolas de Mangualde publicaram o seu custo por aluno relativamente aos últimos três anos. Da sua leitura pode retirar-se, de imediato, uma conclusão: depois de estabilizado o agrupamento, o custo por aluno decresceu cerca de 260 euros por ano (6,2%), o que não deixa de ser um achado interessante.

Ressalta, todavia, uma nota de consternação: o número de alunos, em dois anos, decresceu em 213, quase 7%, o que é muito preocupante.  A este ritmo, em breve deixaremos de ter escolas em aldeias. Caminhamos para a desertificação!

5 comentários:

Pedro disse...

Não tenha dúvidas, caro Agnelo, com a baixa natalidade e a crescente litoralização da economia e da população, as escolas do Interior vão sofrer, nos próximos 10/15 anos, uma redução enorme no número de alunos, sobretudo as de vilas e pequenas cidades!!!

Ricardo Antunes disse...

Por acaso essa redução de alunos foi mesmo o que me saltou à vista em primeiro lugar. Eu já dei o meu contributo! E sou "estrangeiro";)

Agnelo Figueiredo disse...

É verdade Ricardo.
Precisávamos de mais pessoas assim. Menos egoístas.

Cumps

Ricardo Antunes disse...

Já agora, duas perguntas, por curiosidade destes números:

1. Incluem-se aqui os alunos do programa Novas Oportunidades?

2. Dá para prever a taxa de crescimento, ao nível do secundário, provocada pelo alargamento da escolaridade obrigatória? Aquela diferença de 150 a 160 alunos, do 3.ºCEB para o SEC corresponde mesmo a abandono, ou desses, uma parte vai para Viseu e outros entram por vias alternativas?

Agnelo Figueiredo disse...

Sim, inclui os dos EFA mas não os do RVCC.

Praticamente não há abandono na transição do 9.º para o secundário.
O que temos é uma fuga para as escolas profissionais que continuam a oferecer condições economicamente mais vantajosas para os alunos.
Assim, não se prevê um aumento significativo na frequência do secundário.