28 de agosto de 2008

Mais polícia?

Para quê?
Coitados dos polícias.
Bem podem eles deter os criminosos que a lei logo se encarrega de os devolver à liberdade, que é como quem diz, neste caso, à criminalidade. E se, por uma infelicidade, se virem forçados a usar armas letais, é certo e sabido que se verão em muito maus lençois.
Coitados dos polícias.
Coitados dos magistrados.
Coitados dos juízes.
O problema não está na polícia nem nos magistrados. Está na Lei.
Como diz o PGR, o hiper garantismo concedido aos arguidos colide com o direito das vítimas, com o prestígio das instituições e dificulta e impede muitas vezes o combate eficaz à criminalidade complexa.

E como o coordenador do Observatório Permanente da Justiça - disse-o agora mesmo o Ministro Rui Pereira - é o conhecido Prof. Boaventura Sousa Santos... iremos continuar a ter os mesmos DIREITOS, LIBERDADES e GARANTIAS... e mais criminalidade, naturalmente.

27 de agosto de 2008

Mais dinheiro

Para o Ensino Superior

A falácia do emprego líquido

Aqui há uns dias vieram-me para aqui com umas histórias de empregos perdidos, empregos criados, novas pessoas à procura de emprego, mais emprego e mais desemprego, etc., tudo para tentar manter o embuste da promessa dos 150.000 novos empregos.

Só que a palavra utilizada na promessa foi "RECUPERAR".
E esta não deixa espaço para as falácias argumentativas.

26 de agosto de 2008

A culpa é das TVs ?

À falta de boas notícias, vêem-se na necessidade de preencher os espaços informativos com assaltos e homicídios e, então, a malta fica a pensar que há mais insegurança. Mas não há. É só "sensação".
E até, quem sabe se alguns destes eventos noticiados não foi objecto de contratualização? Uma espécie de "cachet", sei lá. É uma hipótese...
Ora, como não há notícias boas para para dar ao povo e como as más até podem "ajudar a aumentar os crimes", não seria melhor fazer uma leizinha a suspender os espaços informativos?

25 de agosto de 2008

Olimpíadas

Desde que me lembro, a cerimónia de encerramento mais autêntica foi a Sidney, com o Slim Dusty a cantar o "hino nacional" dos Oz. Nada daqueles maneirismos apenicados dos chineses.

22 de agosto de 2008

20 de agosto de 2008

Mau clima

Isto é aquilo de que toda a gente se apercebe no dia-a-dia.
Aquilo que só alguns entendidos percebem é que o governo continua a criar empregos líquidos.

Na cabeça

Se tivesse sido ao contrário, se tivesse sido o ourives a ferrar um tiro num dos jovens, uma determinada jornalista, por certo, não deixaria de vir lamentar a morte de mais um jovem desprotegido, e de se vir indignar pelo facto do dito cujo ourives não "estar sequer legitimado para sacar a arma do coldre".
São critérios. Legítimos, naturalmente.

18 de agosto de 2008

Compulsivamente

Apesar da vulgaridade em que se transformou, não consigo deixar de ficar perplexo perante a mentira dita por um responsável, seja ele quem for.
Uma coisa é a proclamação de uma intenção que, por um ou vários motivos, não se vem, afinal, a concretizar. É uma coisa que acontece com frequência, sobretudo com os políticos. São as chamadas "promessas".
José Sócrates fez uma dessas promessas quando anunciou que o governo iria criar 150.000 novos postos de trabalho durante a presente legislatura. Apesar da evidente utopia, apesar do aspecto propangandístico, apesar de se saber que o Estado não cria emprego, é, ainda assim, aceitável. Aceita-se enquanto isso mesmo, enquanto "promessa".
Ora, três anos volvidos sobre a proclamação da "promessa", toda a gente sabe que ela não se irá concretizar; que as empresas continuaram a encerrar; que as deslocalizações não cessaram; que o desemprego tem vindo a subir. Toda a gente sabe.
Todavia, o conhecimento da realidade não impediu José Sócrates de, ainda hoje, e mais uma vez, ter vindo reafirmar aquela "promessa", e de ter até ido mais longe. De ter dito que "desde Março de 2005 até agora houve criação líquida de 133 mil empregos".
Apre!
Criação líquida de emprego só pode significar que os novos empregados são mais que os novos desempregados. Mas... se assim fosse... a taxa...
...
Isto já não é "prometer". Isto é um comportamento obsessivo-compulsivo.

16 de agosto de 2008

Isto é que cansa

E que tal esta senhora contribuir pecuniariamente para a iniciativa de desenvolver a almejada mãe de todas as armas não letais?

Há quem tenha proposto o desenvolvimento de um engenho lançador de uma rede capaz de imobilizar uma Ford Transit em movimento, sem beliscar, sequer, os respectivos ocupantes. Pela minha parte, acho esta ideia muito esclarecida e particularmente oportuna.

Claro que, mesmo depois do engenho estar operacional, ainda será necessário resolver o problema da legitimação do lançador da rede. E este sim, este é que é O problema.

Será que um agente da autoridade poderá vir a ser legitimado como lançador de redes apanhadoras de carrinhas Transit?

12 de agosto de 2008

Ossétia e Abcásia


Há uma coisa que os americanos não aprenderam na Coreia, voltaram a não aprender no Vietnam e ainda fizeram pior no Iraque.
Os russos, por seu lado, aprenderam-na há muitos anos: quando se vai para a guerra, os jornalistas ficam à porta!

5 de agosto de 2008

ALDRABÃES

José Sócrates anunciou o "Magalhães" - o computador para crianças - com toda a pompa e circunstância.
De acordo com a informação governamental (também em vídeo), "... foi assinado um protocolo entre o Governo Português e a Intel, que viabiliza a constituição de um consórcio maioritariamente português que vai fabricar os pc’s portáteis Magalhães. Esta será, de resto, a primeira empresa da União Europeia de concepção e fabrico próprio de computadores – uma ODM, ‘Original Design Manufacturer’."

Fantástico!

Concepção e fabrico próprio... Original Design Manufacturer... A primeira na Europa... ... ...

Mas depois de ler isto, a única conclusão possível é esta: Perderam a pouca vergonha que ainda poderiam ter. Agora não têm nenhuma!

É que o computador já existe. É da Intel. Chama-se "Classmate PC". E já está em produção e venda, concorrendo com o XO da One Laptop Per Child, uma empresa sem fins lucrativos (para cúmulo, tendo em conta o ideário).

Chiça!
Magalhães, não. Aldrabães!

4 de agosto de 2008

1 de agosto de 2008

Cartão amarelo


Ouvi vários gurus da "ciência" política a desvalorizar a intervenção de hoje do Presidente da República.

Creio que se enganam: A dramatização e radicalização foram intencionais.
O Presidente, efectivamente, não esteve a falar apenas da Autonomia dos Açores. Mais concretamente, referiu opções políticas e institucionais divergentes das do Governo.

E fê-lo perante o País.
Ou seja, alertou os portugueses para o que poderá vir a suceder.


Conforme se toca, assim se dança!