30 de abril de 2005

Escândalos

Vamos em 3 seguidos.
Hoje foi uma grande penalidade que não seria marcada se o clube fosse outro.
Um árbitro assim, jeitosinho, é coisa para custar quanto? E paga-se em "rebuçadinhos", "meninas", ou "contado"?

Direito Internacional

É preciso respeitá-lo a todo o custo. Nenhum país tem o direito de interferir na política interna de outro. Esta é uma regra de ouro, uma vaga sagrada que tem sido intransigentemente defendida por tudo quanto é esquerda, seja ela mais ou menos folclórica, no intuito de preservar os já poucos santuários que ainda vão povoando o seu imaginário. Estes santuários não se caracterizam, hoje, por linhas ideológicas marxistas. Antes são aqueles países onde a nomenclatura vai resistindo à ocidentalização, sendo que esta cheira-lhes, invariavelmente, a USA.
Digo isto a propósito do artigo da Elise que foca o extermínio dos Curdos pelos Iraquianos de Saddam Hussein.
Ora, à luz do Direito Internacional, o governo de qualquer país é livre de, no interior das suas fronteiras, agir da forma que entender. Pode prender, torturar, assassinar e até exterminar, os seus concidadãos, qualquer que seja o motivo, ou mesmo sem motivo algum. É lá com eles. Ninguém tem nada a ver com isso. É um problema de política interna que não admite qualquer ingerência.
Foi assim no Kosovo, no Ruanda, no Afeganistão e no Iraque.
É assim no Irão, na Arábia Saudita, na Coreia e mesmo em Cuba.
No caso de Timor ... bom ... ehhhhh ... Timor foi uma chatice.

Viva o direito à ingerência quando não estiverem garantidos os direitos básicos do indivíduo!

29 de abril de 2005

Designer

Sulista, a nossa (minha e do Mocho) leitora assídua, teve a gentileza de enviar dois desenhos seus. Eu não percebo nada de arte. Gosto ou não gosto! Acontece que gostei. Ora, como a Sulista não tem blog (já vai sendo tempo), resolvi publicar aqui um deles. Nem lhe pedi autorização. Mas, se ela quiser (espero que não), apago-o logo.


Desenho da Sulista
(clique para aumentar)

Howard Shore

Com Enya. Do filme The Lord of the Rings.

Membro do Governo

Não compareceu nenhum no 2º Congresso Internacional de Políticas Educativas e Curriculares. Nem na sessão de abertura, nem na de encerramento.
Convidada, Sua Excelência a Ministra mandou comunicar que não estaria presente nem se faria representar.
Não me lembro de uma resposta assim...
Mas o Congresso não ficou empobrecido. Muito "à esquerda", mas muito interessante.

28 de abril de 2005

Tal como eu temia...

isto não é o guterrismo reciclado. É o próprio Guterrismo!
Ora vejam:
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Aqui há uns dias, (eu até parodiei), o Ministro da Justiça disse que as operações policiais em zonas problemáticas, iam passar a contar com a participação de magistrados do Ministério Publico.
Hoje veio dizer que não; que estava errado; que tinha cometido um "erro de interpretação".
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Também há alguns dias, o Ministro da Saúde afirmou que os hospitais SA's iam ser transformados em EPE's (Entidades Públicas Empresariais). O Secretário de Estado até disse que "os Hospitais EPE serão a continuação dos actuais Hospitais SA na melhoria da eficiência e um aperfeiçoamento no aumento da eficácia e da equidade".
Hoje dei conta que não vai ser assim. O Ministro criou uma equipa de projecto para estudar a experiência dos hospitais SA e apresentar propostas. Todavia, mantém em funções a Unidade de Missão para os Hospitais SA, que tem, exactamente, as mesmas funções.
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Faz ... não faz. Diz ... desdiz. Zig ... zag. Contradições, troca tintas e indecisões.
Ai se isto fosse com um governo do PSD...

3 x 8 = ?

"Hã? Hã? Como? Hummmm... Eeeeeeehhh... Eeeeeeehhh...
Ora, 3 vezes 8 é ... Eeeeeeehhh...
Não sei! Isso também não é preciso saber. Há coisas mais importantes que a tabuada para saber. E há outras maneiras de calcular isso!"

Ouvi e vi isto na SIC há pouco. E quem o disse foi uma senhora que, pelo aspecto, era estudante do ensino superior. Uma entre muitos entrevistados, quase todos ignorantes.
ARRE PORRA!!!
Já só faltava que aquela senhora estudasse para professora do 1º Ciclo. Tal como já aqui disse, há professores do 1º Ciclo que nunca tiveram positiva a Matemática. Muito provavelmente, haverá por aí professores do 1º Ciclo que não sabem a tabuada e que acham que ela não é importante. Todavia, conheço excelentes professores do 1º Ciclo. A estes, gosto de chamar Professores Primários.
A este propósito, eu, professor do secundário me confesso: Nem Pré-escolar, nem secundário, nem nada. É no Ensino Primário que se aprende TUDO!

27 de abril de 2005

II Congresso Internacional

de Políticas Educativas e Curriculares.
Está a decorrer aqui em Mangualde, transformada na capital nacional da Educação nestes dias 27 e 28 de Abril, pese embora o abandono a que a iniciativa foi votada pelo Ministério da Educação e pelo Governo em geral.



Onde é que em Portugal se faz um congresso educacional com um painel de investigadores deste jaez?

Leitura obrigatória

O Jaquinzinhos.
Não perder este post nem este.
O homem é fantástico!

Justiça portuguesa - Descrédito total

Três factos tornados públicos hoje:
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Três assaltantes de uma carrinha de transporte de valores, assalto perpetrado há mais de dois anos e durante o qual foi assassinado um dos guardas, foram libertados. O Ministério Público não reuniu provas incriminatórias.
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O Major Valentim Loureiro reassumiu as suas funções na Liga de Clubes e na Sociedade do Metro do Porto. O impedimento, resultante da aplicação de medidas de coacção pelo tribunal, caducou sem que o Ministério Público conseguisse deduzir uma acusação.
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Os manifestantes da Greenpeace, que foram detidos em flagrante delito quando estavam acorrentados ao portão da empresa Vicaima, foram absolvidos do(s) crime(s) de que estavam acusados, uma vez que o tribunal não deu como provados os factos.
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Ó meus senhores, tenham vergonha!
Como é que havia indícios tão fortes que determinaram a detenção do Major, uma fiança de 250.000€, e a aplicação de severas medidas de coacção, e, passado um ano, não se conseguiu deduzir a acusação? Quem é que asneou? Onde estão os responsáveis? O senhor é culpado ou inocente?
E os do Greenpeace? Não foram "detidos em flagrante delito"? Como é que o tribunal pode afirmar que os factos não foram provados?
Que bandalheira é esta?
Que confiança podemos ter na Justiça?

26 de abril de 2005

Jonh Williams

É a actual banda sonora do Terras de Azurara.
"Exsultate Justi", do filme Império do Sol, pela Orquestra Filarmónica de Praga.

Censura

Fiz um comentário no Barnabé e apareceu-me isto:

barnabé
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Fiquei a saber que o meu comentário tem de ser superiormente aprovado.
Cá está mais uma prova da superioridade moral da esquerda.

Superioridade Moral da Esquerda

Em Timor, o governo não quer aulas de Religião e Moral nas escolas.
O povão, maioritariamente católico, quer as aulas. Vai daí, protestando, saíu à rua em massa. Ao que parece, como fazia no tempo da ocupação Indonésia.
Então, ouvi-o na rádio, um porta-voz da Fretilin - partido do governo - veio dizer:
Ninguém tem o direito de tomar o poder pela força.
Arre porra!!
Cá está, mais uma vez, a prova.

25 de abril de 2005

E já lá vão 31 anos

(republicado)

Lembro-me perfeitamente da noite de 24 para 25 de Abril há 31 anos. Passeia-a a jogar lerpa, com os meus colegas, até às quinhentas da madrugada. De manhã, quando cheguei à Faculdade, estava tudo fechado. Foi só aí que soube do golpe militar. Pairava no ar a dúvida. Não se sabia se não seria da extrema-direita. Por volta do meio-dia já não havia qualquer dúvida: era a Liberdade!
Os dias que se seguiram foram de absoluta loucura. Sentíamos uma ânsia incontrolável de viver. E com 19 anos de idade, tudo era possível.
É pá! Estou a ficar nostálgico.
Depois foi o que todos sabem: os excessos, a “caça às bruxas”, os saneamentos, as nacionalizações e a destruição do tecido produtivo, tudo em nome e em troca da Liberdade.
Hoje olho para a Espanha, que ainda viveu sob a ditadura quando nós já estávamos em Democracia, e interrogo-me:
Não sei se valeu a pena.
Não sei se, sem 25 de Abril, não teríamos hoje um país mais moderno, mais justo, mais fraterno e mais rico.
Não sei…

24 de abril de 2005

Escândalo

No Algarve.
Sabemos que o Estoril ganhou os tais 600.000€.
Não sabemos é quanto ganhou o Juíz.
Mas sabemos que:
  • Fez uma expulsão patética aos 25 minutos - 11 contra 10;
  • Não expulsou o Ricardo Rocha quando este "placou" um adversário;
  • Marcou uma falta, inexistente, da qual resultou o empate;
  • Fez outra expulsão inexplicável aos 80 minutos - 11 contra 9;
  • Não marcou uma falta do Benfica, marcando antes um canto, donde resultou o golo da vitória.
Sempre e só de bola parada. Jogo jogado, NADA!
Se a bola não tivesse entrado, é minha convicção que o árbitro as teria metido, ele próprio.
QUE VERGONHA!

23 de abril de 2005

Académica de Coimbra

Para além de Pinilla e Tello, também o árbrito jogou, literalmente, pela minha segunda equipa.

Maria Filomena Mónica

é uma pensadora que aprecio. Admiro a clareza com que expõe, a argúcia que utiliza e a coragem de, quando entende, ir contra o "politicamente correcto".
No Público de ontem, 22, Maria Filomena Mónica, acerca do aborto, escreveu:
"Um feto é vida, apenas no mesmo sentido em que um animal ou um vegetal é vida; não é um ser humano.". E mais à frente, "A Igreja Católica pode dizer o que quiser, mas não pode impor a sua doutrina a uma sociedade laica.".
Não concordo que se discuta este assunto à luz dos princípios da Igreja Católica. Não se discute a origem das espécies ou a evolução do homem e do universo à luz de dogmas. São assuntos de ciência, embora esta, quando, investigando, percorre o caminho contrário ao da evolução, chegue a um ponto para o qual não consegue avançar com explicações científicas (!).
Nesta lógica, penso que a problemática da vida humana, da vida intra-uterina, do feto e do aborto, deve ser discutida à luz da ciência. Deve ser a ciência a dar resposta a esta questão crucial: a partir de que momento é que a ciência considera que aquele "animal" ou "vegetal" vivo, a que chamamos feto, passa à condição de ser humano?
No instante da concepção?
Às 10 semanas? 12? 16?
Quando passa a ser "viável"?
Quando possa sobreviver fora do útero da progenitora?
Quando nasce?
...
Já agora, também se impõe que a ciência defina em que condições é que, no fim da vida, ou em consequência de doença ou acidente, um ser humano possa ser "desclassificado", passando à categoria de "animal" ou "vegetal" vivo, logo descartável.

Câmara de Lisboa

PS e PCP terminam coligação para a Câmara de Lisboa.
Não acreditem. Isto é só táctica para "fazer render o peixe". O senhor Manuel Maria Guimarães não dispensará comunistas e bloquistas. Ele quer mesmo ser presidente. O resto, o número de lugares de uns e de outros não lhe interessa nada.
Tenham calma que eles vão construir uma verdadeira "vanguarda" popular.

Hipocrisia e vistas curtas

(Fotos de O Público - clique para aumentar)
Da leitura da notícia da esquerda ficamos a saber o que já sabíamos: que as empresas portuguesas (têxteis e outras) não faliram (na generalidade dos casos) por inépcia dos empresários e/ou inacção do Governo do PSD, e que continuarão a falir independentemente da acção do Governo do PS. Falirão pela simples razão de não conseguirem competir, isto é, de não serem capazes de produzir produtos de qualidade superior a preços mais baixos que os dos chineses e companhia. Ora, isto é muito mau para nós, como para toda a Europa.
Mas, como se pode ler na imagem da direita, o PM francês já encontrou uma solução: "atirar ao tecto" o embargo sobre venda de armas à China. Brilhante!
Assim, vemos que a economia age como uma esponja e lava os atropelos da China aos direitos humanos. Passamos a "assobiar para o ar". Tianamen, Tibete, liberdade de expressão, condições de trabalho… isso são coisas que não interessam nada quando se trata de arrecadar uns cobres.
Vai daí, vamos vender-lhes armas. Claro que não se trata de vulgares espingardas ou pistolas. Disso têm eles aos montes. Trata-se, isso sim, de armas de alta tecnologia que custam preços fabulosos.
Há, contudo, um pequeno problema: a China, é sabido, não respeita os tratados internacionais sobre direitos e patentes. E o que vai fazer? Obviamente, aquilo que melhor sabe fazer: copiar! Recorde-se que a China, ainda recentemente, comprou uma central nuclear para produção de energia eléctrica e … construíu seis iguaizinhas.
Assim, além de as usar, o que é que a China vai fazer com as armas de alta tecnologia?... Pois é!
Repare-se que até mesmo com a indústria farmacêutica isso acontece. Copiam tudo!
Então, o que vai sucerder? É simples. As empresas ocidentais, que investem balúrdios em investigação e desenvolvimento, não vão conseguir obter o retorno financeiro dos investimentos e … acabarão por fechar, seguindo o exemplo da restante indústria. Ou seja, os gigantes europeus, nomeadamente a França e a Alemanha, que agora "olham para o lado", insistindo na abertura dos mercados europeus na mira de lhes venderem os seus produtos de alta tecnologia, dentro em breve não terão nada para vender.
Nessa altura não teremos nada para lhes vender e tudo para lhes comprar. Não teremos é dinheiro para pagar!

22 de abril de 2005

Medicina convencionada

O Ministro da Saúde já informou como vai resolver o problema se o "sim" vencer no referendo à alteração da lei do aborto. Qual problema? O crónico problema da saúde em Portugal: as listas de espera.
Ora, para evitar as previsíveis listas de espera para abortos, o senhor ministro vai recorrer, pagando, a clínicas privadas. Por cada aborto pagará uma determinada quantia a estabelecer. Diz ele que foi assim que se fez em Espanha. Digo eu que está na moda copiar Espanha (não tarda, estará aí o casamento de homossexuais). Mas:
Porque é que não se faz o mesmo para eliminar as outras listas de espera?
O cumprimento dos prazos só é importante no caso do aborto?
Num caso de artrose da anca, que impossibilita o doente de caminhar, o prazo não interessa?
Porque não se faz um PECLEC (*) gigante?
Só há dinheiro para o aborto?
Ai, ai. Isto de andar a reboque do Bloco...

(*) Programa Especial de Combate às Listas de Espera Cirúrgicas.

A Espanha e os gays

O Congresso espanhol aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
De acordo com a edição online do diário “El Mundo”, a proposta de lei modifica o Código Civil em 16 artigos. A substituição das palavras “marido” e “mulher”, por “cônjuges” e das palavras “pai” e “mãe” por “progenitores”, são algumas das mudanças mais significativas. Deve haver mais algumas. Por exemplo, uma das palavras que não poderá deixar de ser modificada é "filho". Deixo aqui o meu modesto contributo para a sua substituição pelo termo "cria", o qual, como todos reconhecerão, é muito mais abrangente.
Pelo "andar da carruagem" esta "modernidade" não tardará a chegar a Portugal. Não sei se me conseguirei habituar a esta nova terminologia, mas vou começar a treinar já. Daqui a pouco, quando for para a cama, direi à minha cônjuge :
"Chega-te pr'áqui, ó progenitora das nossas crias".

21 de abril de 2005

Mais mentira

Embora a contra-gosto (veja-se a posição, por exemplo, de Maria de Belém), a direcção do grupo parlamentar do PS anunciou que vai retirar a menção às "razões de natureza económica ou social" contidas na alínea c) do artigo 142.º do Código Penal. Ficaram alarmados com o número de deputados que não caíram no engodo. Agora dizem o que está na figura abaixo:

(no Público)
É mais uma mentira!
O aborto terapêutico, na proposta do PS, não tem prazo limite. O que está, na proposta, é o seguinte:
alínea a) Aborto a pedido - até às 10 semanas;
alínea b) Aborto terapêutico sem prazo limite;
alínea c) Aborto por razões de saúde da mãe em resultado de razões de natureza económica ou social - até às 16 semanas;
alínea d) Aborto eugénico - até às 16 semanas;
alínea e) Aborto por a gravidez ser resultante de violação - até às 12 semanas.

É fácil perceber que, retirando as razões económicas, a alínea c) fica contida na b).
Mais uma mentira!

Choque Tecnológico

Disse hoje o ministro Pinho:
"O choque [tecnológico] faz-se, fazendo."
António Machado dizia que "o caminho faz-se, caminhando".
Ora, seguindo a mesma lógica, o ministro deveria ter dito:
O choque faz-se, chocando.
Teria dito alguma coisa.

20 de abril de 2005

Aborto e fotos

Não. Não vou aqui publicar qualquer foto de fetos nem de fetos abortados. Não quero ferir a sensibilidade de ninguém.
Todavia, para os menos impressionáveis e mais corajosos, fica aqui este link:
http://www.econac.net/Aborto2.htm

Aborto e mentira

Cerca de 40 deputados socialistas assinaram uma declaração de voto sobre o projecto-lei, afirmando que votam favoravelmente mas discordam que o aborto terapêutico possa ser feito por motivos socioeconómicos.
40 deputados socialistas são muitos deputados socialistas a discordar da direcção do grupo parlamentar socialista. E 4 chegaram mesmo a votar contra.
Devagar, devagarinho, lá se vai desmascarando a ignomínia.

Troca-tintas

A propósito dos referendos, José Sócrates sustentou que "não compete ao Governo ou aos partidos proporem datas" para a realização dos referendos e recusou-se a esclarecer se entende que a consulta sobre interrupção voluntária da gravidez se deverá realizar até ao Verão deste ano.
O primeiro-ministro fez ainda questão de frisar que aos jornalistas que, até hoje, "ninguém ouviu alguém do Governo ou o líder parlamentar do PS (Alberto Martins) proporem uma data" para o referendo sobre interrupção voluntária da gravidez.

É verdade. Não ouvi nem o líder do grupo parlamentar nem alguém do governo. Quem eu vi e ouvi avançar com a proposta do referendo sobre a constituição europeia se realizar em simultâneo com as eleições autárquicas ... foi o próprio JOSÉ SÓCRATES.
Esperteza saloia...

Bento XVI

Temos um novo Papa.
Depois da minha leitura diária dos jornais e dos blogs, concluí que a malta avermelhada não gostou da escolha. Saramago, Soares, Louçã e C.ia vêem com preocupação o futuro da Igreja.
Fiquei satisfeito! Porquê? É simples: se os tipos que, obstinadamente, têm condenado a Igreja pela maioria dos males que afligem a Humanidade, ficaram, repentinamente, preocupados com o futuro dela (da Igreja), é porque a Igreja não corre perigo. Dito de outra forma: é porque antevêem que este Papa pugnará pelos valores do cristianismo, que são intrínsecos à civilização ocidental. Temem que não advogue a (falsa) modernidade que pretendem. Nada de apoio à liberalização das "drogas leves", da homossexualidade e da eutanásia, para já nem falar do aborto. Que grande chatice!
Como diz o cáustico do CAA no Blasfémias, em sinal de protesto, no próximo Domingo nenhum deles irá à missa.

19 de abril de 2005

509%

Foi o custo "a mais" da Casa da Música!
Em 1998 estava orçada em 16,25 milhões de euros.
Acabou, 7 anos mais tarde, por custar 99 milhões. Apre!
E, apesar do balúrdio, não tem fosso para orquestra na ópera. Mas não tem mal nenhum. De acordo com a senhora Ministra da Cultura, aquela falha até "deve ser valorizada porque torna a instituição única".
Isto faz-me lembrar aquela do "não achei interessante" da ex-ministra da educação.
O que diriam os jornalistas se esta "boca" do fosso fosse com ela!

18 de abril de 2005

O desastre da Matemática

Com a devida vénia à Pública, edição de 17/04/2005, vou aqui reproduzir o texto de uma entrevista a Nuno Crato, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática. É que isto é muito raro. Um presidente de uma associação de professores a falar sem medo de ir contra o "politicamente correcto", desassombradamente, é quase inédito. Ora leiam (os "azuis" são meus):

A Matemática não é só um problema em Portugal.
Não, mas em Portugal a situação é mais gra­ve do que a média na OCDE e mais grave do que na maioria dos países europeus. É um problema com 20 ou 30 anos e que vem persistindo, ao mesmo tempo que têm sido implementadas reformas sem sucesso. Falo do ensino da Matemática e do ensino em geral. Só que a Matemática funciona como um barómetro e como é mais mensurável o insucesso verifica-se mais nesta disciplina. Mas o problema do insucesso é generalizado às disciplinas básicas.
A quem atribuir a culpa?
Esta situação deve-se a uma conjugação de factores sociais e da escola. Mas a verdade é que estamos a falhar. Reconhecê-lo é um pri­meiro passo. E repare-se que a preocupação com o que se passa generalizou-se na socieda­de portuguesa, com uma excepção: os teóricos da pedagogia que se recusam a reconhecer os problemas existentes. Não conheço soluções milagrosas, nem me parece que se devam fazer grandes reformas. Mas há algumas coisas que se podem fazer, se devem fazer e não se fazem. Talvez se deva começar por aí.
Por onde?
Melhorar a formação dos professores e submeter a sua entrada na carreira a critérios mais objectivos. Actualmente o único critério para se entrar na carreira é a nota final da li­cenciatura. Ora, isto tem um efeito perverso, que é incentivar os alunos a deslocar-se para escolas mais facilitistas e convida estas últimas a inflacionar as notas. Solução? Podia-se exigir um exame de en­trada na profissão, implementar um factor de avaliação externo.
Outro exemplo de medidas que se podiam tomar e não tomam é a instituição de uma formação matemática mínima para os professo­res do ensino básico. Veja-se, por exemplo, que a formação dos professores que vão leccionar o primeiro ciclo é feita em escolas superiores de educação onde a formação em Matemática é muito variada. Repare-se que se pode entrar nestas escolas tendo deixado a Matemática no 9 ° ano e até tendo sempre chumbado a esta disciplina. Mas depois pode-se ensinar Matemática...
Outro exemplo de coisa a mudar é a in­definição de programas. Destruiu-se o cur­rículo do ensino básico em nome da teoria das competências, o que foi um dos piores erros da teoria pedagógica romântica. Subs­tituíram-se conhecimentos por ideias gerais. O documento das "Competências Essenciais" de 2001 pretende fazer isso: substituir progra­mas e conhecimentos determinados por um conjunto de competências abstractas e vagas. Os resultados estão à vista, reflectem a incons­ciência que foi adoptar este regime.
Uma questão concreta: é importante sa­ber a tabuada de cor?
Sim, embora não chegue. Mas o problema da pedagogia romântica é o de substituir uma coisa que não chega por nada. O eixo desta pedagogia baseia-se na existência de uma oposição entre compreensão e mecanização, esquecendo que, ao mecanizar, ao automatizar, liberta-se o cére­bro para o raciocínio. Nos programas de Mate­mática do 1º ciclo, que não foram abolidos, pois apenas se instituíram competências essenciais, diz-se, por exemplo, que o aluno pode usar a máquina de calcular sempre que queira. Não é isto um disparate completo?

É lá, que o homem não tem papas na língua. Será que vamos começar a pôr na ordem os tipos das "Ciências" da Educação?

Livra!!!


(no Público)
Será isto um indicador do estado da Educação em Portugal?
Nem preencher um simples impresso on-line?
Assim ficamos todos (os professores) mal na fotografia.

17 de abril de 2005

O ex-libris da tugosfera

Aceitei o convite da amiga BlueShell para participar nesta cadeia de literatura, inciativa do Abstracto Concreto II.
Então, lá vai:

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Para ser queimado? Então, podia ser “O Capital”

Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
Bem, “apanhadinho” mesmo, mesmo, não, mas a Lara Croft...

Qual foi o último livro que compraste?
“Os novos líderes – A inteligência emocional nas organizações” de Daniel Goleman

Qual o último livro que leste?
“O comprimido da liderança” de Ken Blanchard

Que livros estás a ler?
Nenhum! Estou de licença sabática.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Pressupondo que era para uma longa estadia, levaria os Tolkien todos e os Saramagos que ainda não li (muitos). Todavia, preferiria uma assinatura do Público.

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
À Estrela do Marhttp://clavedelua.blogspot.com/. Parece-me uma senhora, inteligente, sensível e não depressiva.
Ao João Camposhttp://desteladodoespelho.blogspot.com/. É um jovem estudante, culto, esclarecido e, já agora, sportinguista.
Ao Ruvasahttp://ruvasa.blogspot.com/. Embora benfiquista, é um homem com bom gosto e é de Setúbal, cidade a que me ligam laços familiares.

Fomos descobertos

Os jornalistas descobriram que faltamos às aulas e que o o nosso "patrão" não sabe.
Até os pais, através da sua confederação, já sabem e apelidam a situação de escandalosa.
Lá se vai o nosso bendito artigo 102º; aquele dá para faltarmos 2 dias em cada mês sem ter que "dar cavaco" a quem quer que seja. Valha-nos Deus.
Com este governo tão activo no combate ao corporativismo, estamos tramados. Vai acontecer-nos o mesmo que aos farmacêuticos e aos juízes. Como todos sabem, nestes dois casos, o primeiro-ministro actuou com uma invulgar celeridade, e já fez aprovar leis corajosas que defendem o interesse dos cidadãos. O nosso caso não escapará a esta lógica de eficácia governativa.

16 de abril de 2005

Apito Dourado

Depois da edição relativa à época 2003/2004, deve realizar-se outra para o corrente campeonato. Talvez assim se venha a compreender porque é que, tendo um certo norueguês "entrado" violentamente sobre um defesa da equipa adversária, derrubando-o, um tal árbitro tenha favorecido a equipa faltosa, assinalando um livre directo, do qual resultou um ponto, que pode vir a ser precioso, marcado por um determinado "pretus".

ESFA - Sarau 2005

Foi hoje (ontem) o Sarau anual da nossa escola.
Das mais de três horas e meia de espectáculo, ficam aqui alguns instantâneos

Apresentadores

Aeróbica

Tirem-nos do Armário (sketch)

Ser Gente (sketch)

Momento dos Finalistas

8A critica (sketch)

Moda

Reportagem - Escola pelos ares

Divórcio nocturno

Body combat

Grande voz

Pega qu'é homem (sketch)

15 de abril de 2005

Quem? Onde?


no Publico
Meu caro Francisco Ramos, se eu fosse administrador de um dos hospitais SA, o senhor estava "à pega". Ia ter de dizer os nomes e moradas daqueles que discriminaram doentes. De certeza absoluta que não poderia ficar pela atoarda indiscriminada, generalizante e caluniosa. Além de ser "porco", é crime!

6%

É o valor que o Primeiro-Ministro avançou para o défice de 2005.
Está decretado o fim da austeridade. O governo já pode gastar "à tripa-forra".
Por falar nisso:
QUERO SER AUMENTADO!

Bela foto


(foto de O Independente)

Que grande

ALEGRIA

14 de abril de 2005

ABORTO e MENTIRA

Os tipos do aborto andam a mentir ao pessoal. Dizem que querem despenalizá-lo mas não é só isso que pretendem. Querem ver?
Duas deputadas da bancada socialista - Rosário Carneiro e Teresa Venda - apresentaram um projecto de lei para suspender os processos criminais por motivo de aborto. Podem lê-lo no blog das senhoras.
Do meu ponto de vista, a iniciativa era muito equilibrada. Direi mesmo mais: era a iniciativa a tomar se se pretende despenalizar o aborto. Até poderiam ir mais longe. Em vez dos dois anos que a proposta prevê, poderia, pura e simplesmente, não haver qualquer prazo. Dessa forma, as mulheres deixariam de ser acusadas, de ter de ir a tribunal e outras trapalhadas que não dão em nada. Na prática, continuando, embora, a ser crime (excepto nos casos já contemplados na lei em vigor), não havia moldura penal a aplicar. Seria um “crime sem castigo”. Não haveria penalização. Logo, o aborto seria despenalizado.
Todavia, o grupo parlamentar socialista não apoiou a iniciativa das suas próprias deputadas, como se pode ler aqui. Mistério! Por que razão haveriam de tomar esta atitude fratricida, quando a iniciativa servia os seus propósitos de despenalizar o aborto?
Fiz uma rápida pesquisa e a resposta surgiu cristalina. Está no projecto de lei do PS para alteração da lei do aborto.
Ora leiam comigo o número 1 do artigo 142º do código penal proposto:
Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico ou sob a sua direcção, em estabelecimento oficial ou oficialmente reconhecido com o consentimento da mulher grávida, nas seguintes situações:
Daqui deduz-se que, se o aborto for efectuado num estabelecimento não “oficial”, já é punível. Isto é, se a rapariga ou a mulher, temendo uma nefasta publicidade da sua opção, decidir ir a uma qualquer parteira discreta, já poderá ser presa. Ela mais a parteira. Lá foi “aos ninhos” a autodeterminação da mulher. Curioso...
Mas passemos à alínea c) do mesmo número:
caso se mostre indicada para evitar perigo de morte ou grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica, da mulher grávida, designadamente por razões de natureza económica ou social, e for realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez;
Perceberam alguma coisa? Em que condições é que o aborto poderá ser legal até às 16 semanas?
Quando houver perigo de morte ou de lesão grave da mulher?
Quando da gravidez e/ou parto possa resultar desiquilíbrio psíquico para a mulher?
Quando existirem problemas de natureza económica e social?
Isto está tão mal escrito que não posso deixar de concluir que foi intencional. E para quê? Porque problemas de ordem psíquica, económica ou social são “canja”. Basta arranjar um médico (mesmo para as questões económicas e sociais, pasme-se) que o ateste, como preconiza o número 2 do dito artigo 142º.
Está visto porque é que as senhoras deputadas socialistas dizem que a pergunta do referendo é para as 10 semanas, mas a lei liberalizará até às 16 (4 meses, quase metade da gravidez).

Conclusão: Querem perguntar se concordamos com a despenalização do aborto até às 10 semanas e querem legalizá-lo até às 16, se for feito em estabelecimento pago com o dinheiro dos nossos impostos.
MENTIROSOS!

Evolução?

Tenha vergonha!

13 de abril de 2005

Magistrados nas operações policiais

Vi e ouvi na TV.
O governo quer que as operações policiais nas "zonas problemáticas" passem a ser acompanhadas por um magistrado do Ministério Público que possa, in loco, validar a acção da polícia.
Fiquei perplexo. Incrédulo. Teria ouvido mal? Mas não. Já voltei a ouvir. É mesmo verdade.
Perante isto, duas questões se me colocam:
  1. Será apenas nas tais "zonas problemáticas"? Se a acção da polícia for numa zona de pacatos cidadãos já não haverá necessidade do magistrado validar os actos dos agentes? Porquê? Porque são pacíficos? Porque não reclamam? Só é necessário assegurar os direitos, liberdades e garantias dos moradores em "zonas problemáticas"?
  2. Como é que será? Durante a acção, o magistrado dirá ao polícia: "Sr. agente, esse tiro que deu foi ilegal; não o vou validar; o cidadão que disparou contra si não o atingiu.". Ou dirá antes: "Caro cidadão excluído por este capitalismo selvagem, não dispare contra mim; eu estou aqui para garantir os seus direitos; por favor, dispare só contra os polícias".
Isto deve fazer parte da resposta do governo socialista ao aumento da criminalidade violenta.
ORA PORRA!

12 de abril de 2005

Inglês no 1º Ciclo

Quando escrevi este post, tinha razão! Não podia estar mais certo.

Trata-se de um ofício enviado ao Presidente de um agrupamento de Escolas, cuja cópia, por mero acaso, chegou à minha mão. Quem quiser ler "clica" na imagem.
Vejam a data de envio - 01/04/05 - dois dias depois do meu post. Até parece que fui eu que o minutei. Está lá tudo: facultativa, lúdica, pós-lectiva, etc. Tudo o que defendem os iluminados das "Ciências" da Educação.
Tenha-se em conta que estas ideias imbecis não são exclusivas dos socialistas. Atravessam todo o espectro partidário. Quase todos aqueles que se metem a estudar estas temáticas acabam por ficar contaminados, do PCP ao CDS. Porquê? Simples. É que eles "cientificaram" a Educação. Então, têm de se citar uns aos outros. E, se alguém ousar ir contra o mainstream, ... coitado.
Por esta mesma razão, estão sempre no poder, seja qual for o partido maioritário. E, obviamente, são os grandes responsáveis pelo estado geral de imbecilidade para onde caminhamos.

Assim, até o meu cão!

O Governo português vai utilizar a revisão do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) para manter o seu défice orçamental acima do limite de três por cento do Produto Interno Bruto (PIB) durante "um período mais dilatado", disse ontem no Luxemburgo o ministro das Finanças português.

max

Números da Educação (2)


No ranking da despesa pública na educação em percentagem do Produto Interno Bruto, também não ficamos nada mal. Só há 7 países com mais que os nossos 5,83%.
Hummmm... O problema é capaz de não estar na falta de dinheiro...

Números da Educação


Em Portugal o número de alunos por professor é o mais baixo dos países da União Europeia.
9,5! É obra. Menos de metade do que no Reino Unido.
O problema é que nas aferições internacionais (PISA ou TIMSS) as posições invertem-se. Passamos para o fundo da lista. Não obstante, continuamos a reclamar a diminuição daquele ratio como forma de melhorar a qualidade das aprendizagens.
Singularidades...
Leia mais em http://europa.eu.int/comm/education/policies/2010/doc/progressreport05.pdf

9 de abril de 2005

48,7 + 7,3 + 6,1

= 62,1%
É a percentagem de inquiridos que indica a sua preferência por partidos da esquerda na sondagem mais recente.
Se adicionarmos as preferências por pequenos partidos, esmagadoramente à esquerda no espectro político, chegamos a uns interessante 66% de "povo de esquerda". Dois terços. Impressionante!
Isto é um país de gente feliz., satisfeita com a acção do governo que temos.
Satisfação plenamente justificada, diga-se. Senão vejamos:

  • Os 31 Hospitais, que eram SA's, vão passar a ser EP's, embora, desejavelmente segundo o ministro, passem a ter investidores privados (o que não era possível com o anterior regime jurídico). Agora sim. Agora é que a qualidade da saúde vai disparar. Adeus às famigeradas listas de espera.
  • Os reformados idosos que, para chegarem ao limiar da pobreza, iam receber, no mínimo, 300€, vão mesmo passar a auferi-los a partir de Janeiro de 2006, desde que tenham atingido os 80 anos de idade! Adeus à vida abaixo do limiar da pobreza.
  • O sistema de reutilização dos manuais escolares foi revogado. Em Setembro toos os pais comprarão livros novos para os seus filhos. Mas, logo em Outubro, será apresentado um novo projecto de lei que irá desonerar as famílias carenciadas desta despesa.
  • ...

Como se vê, tudo boas notícias. Tudo razões para que esta "onda" de esquerda não cesse de aumentar.
Com tantos aderentes, a esquerda portuguesa ameaça destronar o Benfica com os seus 7 milhões de adeptos.
Abençoado povo.

8 de abril de 2005

Musiquinhas

Há por aí quem não goste de "musiquinhas" nos blogs.
Ao que percebi, um verdadeiro blog, ortodoxo, "a sério", dos "antigos", não tem, nem som nem imagem; apenas texto e, preferentemente, poesia.
O Azurara não é, nem ortodoxo, nem poeta e, além do mais, é um blog "novo". É pr isso que o Azurara tem a música e as imagens que agradam ao autor.
Hoje tem Hans Zimmer com o tema do filme "Black Hawk Down".
Quem não gostar da música, clica no iconezinho e desliga.
Quem não gostar de nada, muda de página.

5 de abril de 2005

Exames do 9º ano

De acordo com o Correio da Manhã, o primeiro-ministro, José Sócrates, transmitiu aos alunos da EB23 Matilde Rosa Araújo “um voto de confiança”, apelando ao “empenho no processo dos exames do 9.º ano, que são muito importantes, não só para avaliar os alunos mas também para avaliar o próprio sistema”.
Quase em simultâneo, a ministra da educação deixou a porta aberta à eliminação dos exames nacionais do 9.º ano, que se realizam pela primeira vez em Junho às disciplinas de Português e Matemática.
Isto é que é sintonia! Qual desmentido! Qual desautorização! Isso era dantes.
(bom, vamos deixar isso de lado para ir ao importante)
Importante é a hipótese destes tipos acabarem com os exames.
Ora, destes anos em que tem havido exames (do 12º ano), resulta a conclusão que eles são um instrumento indispensável para a melhoria do nosso sistema educativo, que é como quem diz, para o aumento da qualidade e da quantidade das aprendizagens dos alunos. Basta repara que o 12º ano é aquele que regista maior taxa de cumprimento dos programas e menor abstencionismo docente.
Importa, também, compreender que os exames não "reprovam" quase nenhum aluno. Sim, é verdade. Mesmo no 12º ano, muito poucos alunos reprovam "por causa" dos exames (não confundir com o problema das notas de acesso ao superior que, erradamente, incorporam uma componente obtida nos exames finais do ensino secundário). No Básico, com um peso de 30% e com aquele sistemas de cinco níveis, não há hipótese de qualquer aluno reprovar "por causa" do exame. Há, isso sim, a hipótese dele passar "por causa" do exame.
Quem é, de facto, avaliado nos exames são as escolas e os professores. Esses é que podem "reprovar" nos exames. Já agora acontecem "chumbos" desses, os quais têm levado as escolas a reflectir e a adoptar procedimentos tendentes a melhorar os seus resultados (dos seus alunos).
Óbviamente, não é à toa que os maiores protestos contra os exames tenham vindo dos sindicatos e das associações de professores.

Senhor Primeiro-Ministro,
Não se deixe corromper por esses discursos disfarçados das "ciências" da educação. Vá em frente. Generalize os exames nacionais a todos os anos terminais de ciclo. Faça e isso e veja como os alunos aprenderão mais, reprovarão menos, abandonarão menos e veja, também, como os professores passarão a faltar menos.

4 de abril de 2005

Dissolução da UDP

Afinal o Azurara tinha razão!
Conforme se pode ler aqui, o senhor Fazenda era mesmo stalinista ou, pelo menos, marxista-leninista. Com aquele físico estava-se mesmo a ver.

Já agora, ponho aqui o último parágrafo da peça:
Mais tarde, foi chamado a intervir Carlos Santos, militante da UDP desde a data da sua fundação, em 1974. Enfatizou a continuidade da corrente política e ideológica no interior do Bloco e terminou com estas palavras: "Abandonámos Lenine? Não. Respondemos à vida e às necessidades".
Com que então, responderam "à vida e às necessidades". Está-se mesmo a ver que foram necessidades de Portugal!

2 de abril de 2005

Morte digna

Hoje pela manhã, enquanto tratava da higiene, ia ouvindo a "Antena Aberta" da Antena 1. O tema era a agonia do Papa. Como habitualmente, muito ouvintes intervieram, telefonando. Muitos deles terminaram as suas intervenções desejando ao Papa uma "morte digna".
E dei comigo a pensar:
O que será uma morte digna? E indigna?