30 de novembro de 2004

Janela de Oportunidade

Com a dissolução da Assembleia da República, a realização de eleições e a previsível vitória do Partido Socialista, abre-se uma janela de oportunidade para o nosso país. De imediato, teremos as seguintes consequências:

  • O terrorismo internacional vai acabar;
  • O petróleo vai baixar para a casa dos 30 dólares;
  • A China vai passar a cumprir os tratados internacionais sobre trabalho e patentes;
  • As empresas portuguesas vão deixar de encerrar as portas;
  • A União Europeia vai acabar com as imposições quanto ao défice orçamental;
  • O “choque tecnológico” irá aumentar os nossos níveis de produtividade;
  • O emprego vai subir em flecha;
  • Os salários vão sofrer aumentos reais;
  • Os impostos vão baixar.

E, para além de tudo isto,

  • Os “boys” vão ser extintos por decreto, e
  • Os novos administradores das empresas públicas vão deixar de receber “balúrdios”.

    Vai ser bom.

    Força Portugal!

28 de novembro de 2004

Pérolas a p...


Cheguei agora do Auditório da Biblioteca Municipal onde, a convite da Câmara, o Coral do B.C.P. veio dar um "Concerto de Natal". Estavam lá, contei-as, 86 pessoas: 45 eram cantores do grupo, 1 era o maestro e 40 assistiam!
Vendo as coisas pelo lado positivo, até nem terá sido mau.
Pelo menos foi melhor que naquele célebre sábado em que, a mesma Câmara, se lembrou de cá trazer o filme "Mulher Polícia" do Joaquim Sapinho. É que dessa vez estiveram 8 pessoas. Que multidão!
Numa cidade onde se ouvem queixas da falta de iniciativas culturais, isto é exasperante.
Razão têm aqueles que cá trouxeram o Toy e encheram o largo!
Que merda de país piroso!

27 de novembro de 2004

A antiguidade é um posto!

Esta é uma máxima antiga que nunca deixou de ser actual.
Agora é a vez dos polícias a reclamarem. Dizem eles que “deve acabar-se com os concursos por avaliação curricular e promover-se todos … que já fizeram quatro anos no mesmo posto”.
Assim, sim. Igualdade. Qualquer polícia com x anos de serviço é igual a outro qualquer polícia com os mesmos x anos de serviço.
Bem vistas as coisas, são capazes de ter razão. De facto, para mim, tanto faz ser autuado por um como por outro.
Aliás, isto é exactamente como os professores. São todos iguais e progridem todos por tempo de serviço. Para que é que serve esse instrumento de opressão que dá pelo nome de avaliação? Para nada! Toda a gente sabe que é igualzinho ser aluno do professor A como do professor B como até do Z.
Viva a indiferenciação!

25 de novembro de 2004

Autonomia da Escola

Há imensos anos que se vem ouvindo o discurso da autonomia como via - única - para a resolução dos inúmeros problemas que afectam a escola. Alegadamente, o Ministério da Educação tem vindo (não é de agora) a espartilhar a criatividade das escolas, obrigando-as a adoptar modelos de organização nos domínios pedagógico e administrativo (e também financeiro) que são contrários àqueles que cada escola escolheria se fosse autónoma. Nesta óptica, é desta imposição que resulta o reconhecido insucesso de alunos, professores e escolas.
Sejamos sérios:
Uma escola autónoma é aquela que, no respeito pela legislação, pode decidir da gestão do currículo, seleccionando conteúdos, metodologias e actividades, do elenco disciplinar, da carga lectiva e da organização do tempo escolar. E, inevitavelmente, é aquela que, no respeito pela legislação laboral, pode escolher os seus professores!
A regulação de um sistema com estas características seria efectuada, em primeira linha, pela própria comunidade, na base dos resultados da avaliação externa dos alunos - é claro que haveria exames nacionais versando os conhecimentos e as competências previamente definidas a nível central- sem prejuízo da intervenção de outras instâncias.
Acredito que um sistema destes pudesse ter bons resultados.
Recentemente, também a Senhora Ministra se pronunciou sobre este reforço da autonomia.
Vejam-se as reacções. Leiam-se estes comentários e reflita-se: a autonomia é, verdadeiramente, desejada?

23 de novembro de 2004

Delito de opinião

Alertado pela Basfémia, fui ler isto.
Aconselho a leitura, e respectiva reflexão, a todos.
É uma vergonha ter um Parlamento Europeu assim.
Hoje, quem ouse não aplaudir as minorias étnicas, os toxicodependentes e os homossexuais, corre o sério risco de vir a ser discriminado!

21 de novembro de 2004

Greve aos TPC's

Decorreu ontem uma iniciativa interessante. Uma Greve Nacional aos Trabalhos de Casa. Digo que é interessante, desde logo, porque é uma “greve”, depois, porque é aos “trabalhos” e finalmente, porque é em “casa”.
Já aqui disse o penso sobre o valor do trabalho e não vou repetir-me.
Contudo, a ser verdade que os jovens portugueses de 15 anos gastem, em média, 5 horas por semana a fazer trabalhos escolares em casa, isto poderá, efectivamente, ser um problema. É que, para além desta hora diária, hoje, os garotos estão na escola, em actividades lectivas, cerca de 9 horas. Se juntarmos o tempo gasto em transportes, chegamos a números que podem ir às 12 horas diárias. É excessivo!
Assim, justificar-se-ia a greve aos TPC’s, como se justificariam outras iniciativas que visassem reduzir o “tempo escolar” diário.
Uma forma séria de ultrapassar este problema seria atenuar o atomismo disciplinar, agregando disciplinas e, assim, facilitar um conhecimento mais holístico, de resto mais compatível com o desenvolvimento de competências para o exercício de uma cidadania responsável, como se pretende no “ainda” ensino básico.
No entanto, logo se percebe que não é bem assim que se pretende resolver o problema. Logo se dá conta que o problema não reside no excesso de trabalho e de tempo. O problema está em ser trabalho realizado em casa! Leia-se o que diz o Presidente da CONFAP. Lá está. As escolas devem poder contratar professores para assistirem os miúdos na realização dos “trabalhos de casa” na escola.

Aí estão os sindicatos a esfregar as mãos de contentamento.

19 de novembro de 2004

Casa do Gaiato

O relatório elaborado pela Segurança Social à Casa do Gaiato é demolidor, afirmando que as crianças e jovens aí acolhidos vivem em “isolamento, repressão e clausura”.
Não tive oportunidade de ler todo o relatório. Contudo, pelos excertos publicados no público, fiquei “de pé atrás”. É que, segundo o jornal, maioria das 482 crianças, jovens e adultos acolhida pela Casa do Gaiato - Obra do Padre Américo - deve viver em grande sofrimento por ter sido abandonada pela família e por não gostar de viver na instituição, onde "abundam o trabalho, a disciplina e os castigos".
Repare-se naquilo que leva a concluir que os rapazes não gostem: trabalho, disciplina e castigos. Tudo ao mesmo nível!
Parece-me óbvio que, no esquema conceptual de quem elaborou o relatório, estas coisas são todas más. Trabalhar e ser disciplinado é o mesmo que ser castigado. Ou, de outra forma, trabalho e disciplina são castigos.

É melhor ler, também, este outro artigo e esta opinião.

Convem lembrar que a Casa do Gaiato nunca recebeu subsídios da Segurança Social, contrariamente à generalidade dos centros de acolhimento, temporário ou não...

Já agora, fica uma pergunta:
Será melhor (do ponto de vista educativo) cuidar de uma horta (com sacho e tudo) ou passar o dia com uma “playstation”?

18 de novembro de 2004

Alta Autoridade para as Competições Desportivas

Em comunicado tornado público hoje a AACD veio afirmar que são absolutamente ilegítimas as pressões que as administrações de algumas SAD’s de clubes de futebol da Primeira Liga têm exercido junto dos treinadores das mesmas. De acordo com o porta-voz da Alta Autoridade, as questões que se prendem com contratações, convocatórias de jogadores, substituições e esquemas de jogo, são da competência exclusiva dos treinadores, estando sujeita a sanções toda e qualquer intromissão nesta área de decisão. O mesmo responsável adiantou, ainda, que a AACD pretende passar a ser ouvida, emitindo parecer vinculativo, nas futuras contratações de treinadores pelos clubes de futebol.
Ainda nesta linha, adiantou que está em fase de ultimação um projecto de diploma que prevê que as colocações de jogadores nas diversas equipas se passe a processar por concurso nacional, única forma de garantir a real igualdade de oportunidades neste sector profissional.

APRE!

Liberdade editorial?

Li no Público (on-line) o seguinte:

[…]A AACS sustenta que, apesar das versões contraditórias sobre o sucedido, "a simples abordagem de questões estratégicas da empresa" permitem concluir que houve "um constrangimento sobre o colaborador". Nesta conversa, a AACS considera que o presidente do grupo Media Capital "interferiu objectivamente" na área da exclusiva responsabilidade do director de informação da TVI, o que "infringe a liberdade editorial".

Parece-me que são as opções estratégicas (de uma empresa) condicionam o êxito ou malogro da organização. Numa empresa do audiovisual, a estratégia passará, entre outras, pela definição de conteúdos adequados ao público-alvo pretendido, bem como pela forma como se trata a “informação”. Naturalmente, as opções estratégicas são tomadas, no caso do sector privado, pelos investidores. É por isso que há, por exemplo, jornais tão distintos como o “Público”, o “24 Horas” e o “Expresso”.

Ora, aquilo que a AACS veio dizer é que em televisão não é assim.
Em televisão, há áreas que são da exclusiva responsabilidade de pessoas contratadas pela administração. Isto é, há áreas nas quais a administração está impedida de interferir (?)
Bem vistas as coisas, em televisão, à administração resta pagar os vencimentos do pessoal.
APRE!

14 de novembro de 2004

Abuso de poder nas escolas

A jornalista Mónica Contreras, na página 14 da edição do Expresso de 13/11/2004, dá à estampa um artigo (lamento não poder aqui pôr o conveniente link porque o Expresso introduziu “portagens” aos seus leitores e eu não conheço qualquer via alternativa) onde aborda o “abuso de poder na escola” por parte dos Presidentes dos Conselhos Executivos. De acordo com o artigo, estes presidentes são tipos que tudo fazem para manterem os seus privilégios e que, para cúmulo, não estão sujeitos à lei da limitação de mandatos, isto é, não são como o Presidente da República (há mais além deste caso?). Até aqui tudo bem. É uma opinião…
O problema é que a senhora introduz duas afirmações que são falsas:

  • Os funcionários não docentes representam 40% da assembleia eleitoral. Admito que haja uma ou outra escola em que a percentagem seja essa. No entanto, na maioria, com assembleias formadas por, para além dos funcionários, todos os professores, 1 aluno por cada turma do secundário, 1 pai por cada turma do básico mais 2 por cada ano do secundário, a percentagem dos primeiros raramente irá além dos 20%!
  • Os presidentes recebem uma gratificação de 60% sobre o ordenado. De facto, a gratificação dos presidentes é de 50 ou 60% (conforme o número de alunos da escola) mas é sobre o valor do índice 100 da carreira docente, a que correspondem 411,04€ e 493.25€. Na prática, existindo poucos presidentes situados em escalões indiciários abaixo do 8º, os valores em questão são substancialmente diferentes. Como exemplo, um presidente que vença pelo 10º escalão acaba por receber uma gratificação de cerca de 15% sobre o ordenado.

    Que merda de jornalismo.
    Meu caro Ministro Rui Gomes da Silva…

12 de novembro de 2004

Choque Tecnológico

Terminou há pouco a "Grande Entrevista" da Judite Sousa ao Dr. Manuel Pinho, porta-voz do secretário-geral socialista para os assuntos económicos.
O senhor pareceu-me estar algo anestesiado. Apesar de instado, não conseguiu referir nenhuma medida concreta que, alegadamente, possa vir a (re)vitalizar a nossa economia. Ficou-se por aquelas banalidades do baixo nível de qualificação da nossa população, pela situação "gravíssima" em que está a "Educação", e por uma coisa a que chamou "Choque Tecnológico". O que será isso? Ele não disse. Alguém me explica?

11 de novembro de 2004

Americanos perdem a guerra no Iraque

Deliciei-me a ler este artigo de Clara Ferreira Alves. By the way, a senhora ficou mesmo “na moda”!
Por entre diversas críticas ao ataque americano a Fallujah, a senhora refere que o mesmo decorre em pleno Ramadão. Ora, como se sabe, durante aquela época os «insurgentes», ou rebeldes, estão sem comer durante todo o dia, até ao pôr-do-sol, e enfraquecidos pelo jejum obrigatório. Deduzo que a crítica ao ataque nesta época do ano residirá na convicção de que se trata de um acto cobarde. Isto é, as guerras querem-se travadas de forma limpa e com o necessário cavalheirismo. Até porque, como se sabe, é assim que têm procedido os ditos insurgentes. Gente boa. Gente que nunca, bem ou mal nutrida, sequestrou qualquer civil, muito menos o degolou com direito a vídeo para a família recordar pelo Natal.
Mais que hipócrita, esta opinião da senhora parece-me uma patetice!
E, se alguma dúvida subsistisse, ela seria completamente dissipada quando a senhora remata afirmando que a ocupação, e os modos da ocupação, fizeram os americanos perder a guerra do Iraque.

Pois foi: os americanos perderam a guerra no Iraque e John Kerry ganhou as eleições.

Como é que se chamam os tipos que negam a evidência?

10 de novembro de 2004

O Muro


Para a rapaziada avermelhada, recordar a queda do muro de Berlin deve ser doloroso. Incómodo, no mínimo. É que há muros e muros. Há muros bons e maus. O de Berlin protegia o povo, incauto, dos perigos de uma sociedade corrompida. O de Israel é uma monstruosidade que oprime os Palestinianos.
PRONTO(S)! OK! Já chega!
Como modesto tributo ao senhor Gorbachev por aquela premonição que veio a permitir a queda do muro, fica aqui a interpretação da Sinead O’Connor em 21 de Junho de 1990 no The Wall Live in Berlin.
Porra. Já foi há muito tempo!

9 de novembro de 2004

Petróleo? CO2? SO2?

Como forma de diminuir a nossa dependência do petróleo, o ministro Álvaro Barreto terá anunciado um conjunto de medidas, entre as quais se destacam a instalação de um vasto sistema de aerogeradores, a construção de mais hidroeléctricas, e o aumento forçado da utilização dos transportes públicos, pela eventual aplicação de taxas à circulação de ligeiros nas cidades (como existe em Londres).
Mal!
A utilização da energia eólica, embora muito promitente, tarda em se apresentar como verdadeira alternativa energética. Para produzir o equivalente da central do Carregado era necessário enxamear as nossas serras de “ventoinhas”.
As barragens têm o problema que se conhece: ou se encontra algum traço feito por alguém anterior à nacionalidade (ou será à implantação da República) o qual deve ser preservado a qualquer preço, ou então, “aqui d’el-rei” que se está a pôr em risco o equilíbrio ecológico da região.
A introdução de taxas, como é de prever, levará o povo para a rua. Nesse sentido já se pronunciou o novel líder socialista, alegando que a rede de transportes públicos não está suficientemente desenvolvida para ser uma verdadeira alternativa ao transporte particular. Por falar nisto: este maratonista militante não era um dos defensores da “cidade para os peões”, um paladino dos “dias-sem-carros”?

É por estas evidências que insisto. Se, de uma forma ou de outra, o Governo está condenado a “levar porrada”, então que a leve por uma boa causa. Então que resolva, definitivamente, o problema da energia eléctrica. Faça como os outros países:
Invista numa central NUCLEAR!

Slovakia - Mochovce nuclear plant

Até pode ser de fissão.

8 de novembro de 2004

Carrinhas do Rendimento Mínimo

Desapareceram as motorizadas mas estão aí, em força, estas carrinhas.


Um amigo meu, tipo "com pinta" diz que são as "carrinhas do rendimento mínimo". Parece que o subsídio (actual RSI) dá para pagar a prestação mensal!
Tipos finos.

6 de novembro de 2004

Onde estão as Motorizadas?

Apercebi-me de que já quase não se vêm máquinas como estas.




Lembro, sem qualquer nostalgia, o tempo em que eram abundantes.
Era vê-las alinhadas, às dezenas, à porta das fábricas. Era vê-las, em bandos, em hora de ponta, normalmente nervosas. Era vê-las em plena estrada, em alta rotação, com aquele característico “crepitar”, fazendo temer que a biela saísse disparada pelo tubo de escape. Era vê-las, quantas vezes, à noite, com o farol titubeante, transportando pai, mãe e filhos (sim, é verdade).
Hoje, quase não se vêem. Desapareceram!
Em matéria de duas rodas, são as vulgares DT’s dos “putos queques” e as grandes “bombas” dos “motards”, isto é, luxos. Agora, motorizadas, aquele famoso veículo de transporte do proletariado, não! De facto, hoje, à porta das fábricas, nas ruas e estradas, de manhã, à tarde e à noite, só se vêm automóveis.

Não há dúvida. Esta coisa mudou. Ai mudou, mudou. E em quanto tempo? 20 anos? 25?
E mais: será este um indicador de que a mudança foi significativa?

3 de novembro de 2004

Justiça à Portuguesa

Sou daqueles que pensa que uma garota que aborta não deve ser levada a tribunal.
O que, no entanto, não impede que tenha ficado perplexo quando li no Público que A juíza absolveu hoje a jovem de 21 anos de idade acusada da prática de aborto, porque que não ficou provada a prática do crime.

Ora vamos lá ver:

  1. O enfermeiro denunciou;
  2. O Serviço de Ginecologia e Obstetrícia confirmou;
  3. A miúda confessou.
  4. O que é que faltou?

Ah! O feto! Não apareceu o feto!

Então e aquela criança do Algarve que nunca mais aparece? Como é? Liberta-se a mãe e o tio e o não-sei-o-quê?

Que porra de justiça é esta?

Senhores Magistrados do Ministério Público: Não acusem as miúdas que se vêem obrigadas a abortar.
Senhores Juízes: Quando o MP levar alguém ao vosso tribunal, façam o vosso trabalho!

Não descredibilizem mais, uns e outros, a Justiça em Portugal!

2 de novembro de 2004

CENSURA

Aqui há uns dias, Acerca do ímpeto do Governo em controlar os "media", alguém disse aqui que o Público estava controlado pelo PSD.
Da edição de domingo retirei estas "pérolas":

"Depois da tese da cabala, surgiu agora a teoria do complot. À falta de argumentos credíveis, diaboliza-se a Comunicação Social e faz-se o discurso do calimero. Esta lógica maniqueísta do ou estás comigo ou estás contra mim está a tornar-se obsessiva e insuportável."
Judite de Sousa "Jornal de Notícias", 30-10-04


"É inegável que há hoje pressões do Governo sobre o poder mediático."
José António Saraiva "Expresso", 30-10-04


"O apetite que o Governo tem mostrado pela intervenção nos 'media', longe de representar uma manifestação de força, significa o reconhecimento de uma fraqueza."
Idem, ibidem


"Nunca se viu uma democracia deslizar para a ditadura por excesso de força do poder político. Mas já se viram muitas democracias desembocar em ditaduras por falta de força do poder político."
Idem, ibidem


"O episódio Marcelo Rebelo de Sousa/Paes do Amaral já não é só um puro caso de censura à liberdade de expressão. É um retrato ridículo, triste e aviltante do estado em que o país se encontra."
Paquete de Oliveira "Jornal de Notícias", 30-10-04


"O que é chocante é que o engº Paes do Amaral tenha ido à Assembleia da República e o prof. Marcelo esteja impedido de ir."
Jorge Miranda Idem


"Há indícios preocupantes sobre a liberdade de imprensa em Portugal."
Sebastião Lima Rego "Correio da Manhã", 30-10-04


Isto é que é alinhamento?
Isto é que é controle dos órgãos de comunicação social?

Meus amigos, isto é CENSURA!