31 de janeiro de 2005

Andámos a ser enganados.

O DR. Rui Rio é, afinal, um "dragão" dos quatro costados.
Foi ele que aprovou o Plano de Pormenor da Antas. O tal plano que não autorizava que os proprietários dos terrenos os urbanizassem, mas que, depois de expropriados pela Câmara e trocados por outros do Futebol Clube do Porto, já puderam ser urbanizados.
É verdade. Está no Público e quem o diz é o Eng. Nuno Cardoso. Quem o aprovou já não fui eu e a declaração de utilidade pública só tem um responsável, que é Rui Rio", afirmou Nuno Cardoso."Não sou responsável pelo PPA na sua versão final nem tive conhecimento das reclamações que terá havido durante a discussão pública do plano", afirmou, salientando que esta decorreu já fora do seu mandato e a versão final do documento "é só da responsabilidade de Rui Rio", o actual presidente da câmara.
Assim, quem favoreceu (?) o FCP foi Rui Rio. E esta hem?

Uma razão para votar PSD

Foi o que pediu o Eng. Sócrates. Uma só.
Pois bem, há imensas razões, mas uma delas tem um particular relevo:

Evitar voltar a passar pelo drama em que nos meteram os governos socialistas liderados pelo Eng. Guterres (nos quais o Eng. Sócrates assumiu consideráveis responsabilidades), caracterizados pelo "diálogo", pelo "consenso", pelo "as pessoas estão primeiro", pelo facilitismo, pelo despesismo e pela inacção.

Chega?

30 de janeiro de 2005

Eleições no Iraque

Apesar das ameaças de morte que foram lançadas sobre todos os que fossem votar, Farid Ayar (da comissão eleitoral) revelou que as informações transmitidas pelas diversas províncias fazem antever que oito dos 13 milhões de eleitores registados tenham votado, o que colocaria a taxa de participação nos 60 por cento.
60% é mais do que se verificou em algmas eleições em Portugal.
A conclusão é óbvia: pesem embora as ameaças de toda a ordem lançadas pelos terroristas sobre o povo Iraquiano, este respondeu em números muito generosos.
Afinal, a democracia "à Ocidente" também é desejada no médio Oriente (e em todo o mundo).
Uma valente lição para a esquerda internacional.
Aprendam!

Professor Louçã, o Moralista

Com a devida vénia ao Abrupto, vou aqui reproduzir um comentário, particularmente lúcido e oportuno, ao reaccionarismo e à intolerância do professor.

Louçã considerou (porque considerou mesmo - o argumento do "contexto", invocado pelos seus colegas de partido é uma falácia - honre-se Luís Januário, de Coimbra) que PP não poderia ter falado de "aborto" por não ter "gerado vida" e "não saber o que é o sorriso de uma criança". Ainda que dissesse (entre muitas aspas) que "não podia falar de aborto porque nunca tinha feito um", entender-se-ia, na lógica de um debate televisivo e com o argumento, tão estafado como errado, de que só as mulheres devem falar de um assunto que hipoteticamente só lhes diz respeito.Mas ao dizer o que disse (e já é crescidinho para saber o que diz...) fez profissão de fé de que não falará de mulheres (creio que é do sexo e do género masculino), de homossexuais (não consta que seja), de minorias étnicas (é caucasiano), de estrangeiros (é português), de futebol (em que equipa é que ele alinhou?), da Igreja (diz-se ateu ou agnóstico), do Papa (não o é... ainda). Nem sequer de PP (ele não é ele...). Enfim. Louçã só poderá falar de uma coisa: da vida de Louçã e das experiências de Louçã. Nesse aspecto, diga-se, é coerente: na prática, só fala dele próprio e faz outro tanto de auto-propaganda. O único busílis é que nós não estamos minimamente interessados na vida do Professor Louçã. E como a democracia se constrói à custa da argumentação, do debate e da troca de ideias, Louçã é muito desinteressante para a democracia... até porque acabou por promover PP, o que já de si é um péssimo serviço à causa...Há arrogâncias que não se devem ter... seja qual for o "contexto"!

Por esta e por outras, acho especialmente adequado o aviso abaixo, que está no Acanto.

29 de janeiro de 2005

Sondagens

Ora aí está mais uma. Foi publicada no Expresso de hoje.

Curiosas variações! Há três dias:
  • o PP não ia além dos 3%:
  • o BE tinha 8,1%, ascendendo à condição de terceira força partidária.
Ou o "povo" anda zonzo, ou as empresas de sondagens não acertam uma.
E querem os sociólogos convencer-me que isto tem uma base científica.

Pré-escolar obrigatório

O secretário-geral da FNE - Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, João Dias da Silva, revelou hoje que vai propor aos partidos políticos a gratuitidade do ensino pré-escolar a partir dos três anos de idade e a obrigatoriedade aos cinco.

Valente ideia!

Sabeis quais são os países europeus onde o ensino pré-escolar é obrigatório?
Sabeis quais são os países europeus onde o ensino pré-escolar é considerado parte integrante do Sistema Educativo?

28 de janeiro de 2005

Escola e Qualificação

Portugal mantém a mais baixa taxa de produtividade do trabalho de toda a União Europeia (UE) e a mais alta de abandono escolar, um dos piores níveis de qualificação profissional e um dos mais elevados riscos de pobreza e de exclusão social.

Muito bem. É verdade.
E o que é que pretendem fazer para inverter este estado de coisas?
Aumentar a escolaridade obrigatória para 18 anos. Bem sei.
Só que há nisto um problema que importa solucionar. É que aumentar a escolaridade não conduz, só por si, ao aumento da qualificação profissional. Conduzirá, quando muito, ao aumento da literacia, se bem que isto não seja líquido.
Para atingir tal desiderato é preciso coragem para romper com os tabus igualitaristas que têm minado a nossa sociedade desde há 30 anos. É preciso, sim senhor, tornar obrigatória a frequência do Ensino Secundário, mas é fundamental que este ofereça dois (pelo menos)percursos completamente distintos. Um, vocacionado para o ingresso no ensino suoerior, logo não profissionalmente qualificante. Outro, que se esqueça do superior e aposte na formação profissional. Dois percursos distintos, autónomos e não permeáveis. O tronco comum, visando a aquisição de competências estruturantes de uma cidadania responsável, apenas deve existir, e bem, no ensino básico, isto é, até ao 9º ano. É aquilo se chama escolaridade básica. A partir daqui os percursos devem ser independentes. Ora isto não acontece hoje.

Vejamos: a um jovem que termina o 9º ano, que percursos escolares são propostos?
  • Na esmagadora maioria das escolas, cursos académicos (científico-humanísticos) visando o ingresso no superior;
  • Em algumas escolas, cursos tecnológicos, marcados por uma confrangedora ambiguidade quanto às suas finalidades;
  • Numa minoria de escolas, os poucos cursos profissionais homologados e autorizados pelo Ministério.
A oferta pública é complementada com os cursos das escolas profissionais, embora estas, por limitações de carácter geográfico, não se constituam como verdadeira alternativa.

Assim, ao nosso jovem, normalmente, restará a opção por um percurso académico, para o qual, não raras vezes, não estará devidamente preparado (não vou aqui dizer porquê). E então o que lhe acontece? É insucedido e abandona (40%).
Ora, quando não lhe for permitido abandonar, porque tem de frequentar até aos 18 anos, o que lhe irá suceder? Resposta: nada! Vai arrastar-se até à idade limite. Ou melhor, não vai. O que, a médio prazo, irá acontecer é aquilo que já aconteceu no 3º ciclo. Os patamares de exigência irão baixar. O nivelamento far-se-á por baixo. Cairemos no facilitismo. E, finalmente, daremos diplomas do 12º ano a completos ignorantes.
Tudo isto são coisas que já vimos acontecer. Hoje, damos o diploma do 9º ano a jovens que mal sabem ler. Amanhã, fá-lo-emos no 12º ano.

Com isto, criaremos uma legião de ignorantes desqualificados!
Assim, urge romper com os paradigmas igualitaristas. Criem-se vias alternativas, autónomas, independentes e impermeáveis no Ensino Secundário. Dê-se oportunidade aos menos bem preparados, sem comprometer o sucesso dos outros.
Ainda estamos a tempo.

Sondagens em Portugal

Estamos na época das sondagens.
Estão aí para todos os gostos. Numa o PS tem mais 7% que o PSD, noutra, 11 e numa outra 18%!! Andei aqui à procura de sondagens anteriores e encontrei esta "pérola".
Foi publicada no Expresso de 14/12/2001 e as eleições foram a 16, isto é, 2 dias depois. Ainda está online.

A minha pergunta é: porque é que ainda não faliram?

Cambalhota

Foi o que deu este "centrista" e "democrata cristão" como se auto-intitula.
Em tempos, já foi apelidado de "fascista".
Hoje apela ao voto no PS para lhe garantir a maioria absoluta.
Amanhã...

27 de janeiro de 2005

Debates? Para quê?

Mais de metade do "povão" (leitores do Público) não precisa de se esclarecer quanto às diferentes (?) propostas apresentadas pelos partidos. Já decidiu.

26 de janeiro de 2005

Triste

O meu clube não conseguiu ganhar a uma equipa mediana que, hoje, se empertigou.

25 de janeiro de 2005

Sem vergonha

Vejam lá se sabem quem escreveu isto:

Nenhuma objecção haveria à intervenção de M. R. S. enquanto opinião política, no quadro do equilibrado pluralismo político que a estação pública deve garantir. Mas a sua contratação como supercomentador a solo, num espaço privilegiado, traduz-se obviamente num inaceitável privilégio para as ideias políticas que ele representa...

Pasme-se!
Foi o Professor Vital Moreira a propósito da propalada contratação do Professor Marcelo pela RTP.
Então agora já importa garantir um "equilibrado pluralismo político"? Porquê? Por ser na RTP? Porque o próximo governo será o PS? Quando na TVI, o Prof. Marcelo não era um "supercomentador a solo"? Afinal, o contraditório é fundamental?

Leia o resto aqui.

Avaliação do desempenho

Sindicato contesta proposta do Governo para avaliação dos funcionários públicos.

Para que é tanto barulho?
A avaliação sistemática, a valorização das boas práticas e o incentivo ao desempenho de qualidade não são matérias que façam parte do léxico (e muito menos das preocupações) do Partido Socialista.
Assim, toda a malta, bons e maus, irão continuar a progredir nas carreiras ao ritmo da antiguidade.
Continuaremos no reino da mediocridade.

Colombo socialista

Recebi esta há pouco. Tem piada.

Um grupo de académicos concluiu, de forma irrefutável, que Cristovão Colombo era socialista. Efectivamente, partiu sem saber para onde ia, chegou sem saber onde estava, regressou sem saber de onde vinha, e tudo isto à custa do dinheiro dos outros.

24 de janeiro de 2005

Jobs for the boys

Está tudo aqui:

Nomeações do PSD durante o período de "Governo de Gestão":
Numero de nomeações: 89
Número de dias: 51
Racio: 1,75

Nomeações do PS durante o período de "Governo de Gestão":
Numero de nomeações: 195+135
Número de dias: 124
Racio: 2,66

Conclusão:
O PS é muito mais amigo dos seus "boys" que o PSD.

Debates e Tele-ponto

O líder do PSD acusou hoje o Presidente da República de falta de coerência, por se ter preocupado com a interrupção da intervenção de um comentador político num canal de televisão e não ter feito o mesmo perante a recusa ao debate do PS."É presidente de quê? Se quer ser coerente, e se se preocupou por não haver debates ao domingo numa estação de televisão, tem de estar preocupado que o líder de um partido se recuse a debates tão importantes", questionou, num comício esta noite em Coimbra.

Ó Dr. Santana, por favor, o senhor já deveria ter compreendido. Ora veja lá:
Num debate não deve dar muito jeito o sistema de tele-ponto do PS. O problema é o tele-ponto! Já viu que sempre que o Eng. quer dizer alguma coisinha sem se enganar tem de recorrer à muleta.
Não peça o impossível.

22 de janeiro de 2005

Música de campanha

Em jeito de congratulação pela excelente campanha que estão a fazer, alterei a banda sonora deste modesto blog. Não é o tema que o PS usa. Mas é igualmente do Hans Zimmer e tem a voz da Lisa Gerrard. Repousante.

Privatizar

Volto às palavras do dirigente da FESAP para repescar a informação de, que em Portugal, o número de funcionários da administração pública central e regional, ultrapassa ligeiramente os 580.000.
Desde já, fica uma questão: os funcionários da administração local (câmaras) que não estão incluídos naquele número, quantos são?
Fica, também, uma nota para reflectir. Em França, país que é um caso paradigmático do centralismo e do peso da administração pública, os funcionários públicos são 250.000, ou seja, menos de metade dos nossos, num país incomparavelmente maior.
De acordo com o sindicalista, daqueles 580.000, cerca de 515 mil pertencem à educação, à saúde, à segurança interna e às forças armadas, restando cerca de 70.000 em outras áreas. Assim, conclui que o PS deve querer privatizar estes últimos sectores.
Deste raciocínio, deduz-se que Paulo Trindade não concebe a privatização das Forças Armadas e da Segurança Pública, com o que concordamos totalmente. Mas, e aí é que está o problema, também não concebe a privatização das escolas, universidades, hospitais e centros de saúde. Mas porquê? Desde que o cidadão não pague mais num sistema privado que aquilo que paga num público, qual é o problema?
Meus amigos, o desperdício nas organizações públicas é obsceno e tem de ser reduzido a todo o custo. A culpa não é dos funcionários. É mesmo do sistema. Reparem que o mesmo professor que, na escola pública que lhe paga o vencimento, faz o menos possível, “dá o litro” quando está na escola profissional, onde lecciona umas "horitas". E se for um médico? É diferente?
E qual é a diferença entre a gestão privada e a pública? É … ? Muito bem! Acertou!
Apesar de tudo, eu preferiria uma via alternativa. Manter os serviços na administração pública alterando as regras de gestão. Criando carreiras profissionais para os gestores públicos, conferindo-lhes autoridade. Acabando com concursos nacionais. Dando à direcção de cada uma das organizações a capacidade contratar, de promover e de despedir os funcionários que entendesse, fundamentando em critérios transparentes. Provavelmente, seria esta a solução mais eficiente e igualmente eficaz.
Mas isto, os sindicatos também não querem…

"Chatices" de ser poder - II

Socialistas querem diminuir a função pública em 75 mil trabalhadores.

Na minha opinião, está certo, embora ache curto.
O pior é que vieram logo bradar os sindicatos .
Paulo Trindade, coordenador da Federação Sindical da Função Pública, considerou que, ou "se dizem asneiras" porque "se fala daquilo que não se sabe", ou se está "a ocultar outras coisas", como a "privatização de serviços públicos".
Paulo Trindade afirmou que também não se pode considerar que está tudo bem, dando como exemplo o instituto para o cartão do idoso, criado pelo PS, que tem três dirigentes para quatro funcionários e é um serviço inútil, que poderia ser assegurado pelo Instituto da Segurança Social.
Que belo exemplo,
Quanto mais falam, mais se enterram. Que chatice!

Almeida Santos - Presidente do PS

Hoje estive a ouvir o Dr. Almeida Santos em entrevista à jornalista Maria Flor Pedroso na Antena 1. Guardei na memória uma sua frase àcerca da mudança de ideias do Eng. Sócrates quanto aos benefícios fiscais.
Foi, mais ou menos, assim:
É preciso não esquecer que quando na oposição tem-se um discurso diferente do enquanto poder.

Muito significativo. Tomai atenção.

21 de janeiro de 2005

Mais coisas estranhas

Pois é. Isto parece o 1º de Abril.
Uma senhora a quem foi recomendada uma cirurgia para implantação de uma prótese da anca há cerca de 9 meses (tempo que não me parece escandaloso) tem dois hospitais a quererem realizar a operação - o de Águeda e o de Viseu.
Como é?
Excesso de oferta de serviços de cirurgia? Em Portugal?
Ná! Deve ter sido outra alucinação.

Programa do PSD

Estive a ver o Jornal da RTP. Estava lá o director do Diário Económico a comentar o programa eleitoral do PSD. Como já estou habituado, estava à espera que o homem "malhasse forte e feio", coisa normal nos dias que correm.
Estupefacção total. Nada. Pelo contrário. Disse bem!
Mais. Disse que aquele (o do programa) era o único caminho para relançar este país.
Uma coisa assim. Dizer bem de uma coisa do PSD, nos media?
Ná! Devo ter sofrido de alguma alucinação.

Bom gosto...

Ela gosta do cheiro e do físico dos homens. Alô! Estou aqui!

(Visão)

O Mergulho

A Visão traz um gráfico muito curioso.

Curioso, hem?
Sobretudo numa revista da "esquerda" (que a minha mulher assina, cegamente, desde a fundação)

20 de janeiro de 2005

Casa Pia - Nulidade processual. Ufa!

Carlos Silvino disse que "Como a polícia disse que eu apanhava [25 anos] eu comecei a falar" e ainda que estava "a dizer a verdade e de livre vontade".
Mas um senhor advogado de um dos arguidos, disse logo que a declaração de Carlos Silvino "é da maior gravidade" pelo que, a confirmarem-se aquelas ameaças, terão como consequência legal a nulidade de todas as provas obtidas através delas.

Ora, assim, sim! Assim, não interessa nada se os arguidos são ou não culpados. Não interessa saber a verdade.
Bendito erro processual!


Associação Sindical de Professores quer política educativa estruturante

A ASPL apresentou hoje, em comunicado, um pacote de 16 medidas que considera urgentes para a promoção de uma política educativa estruturante.
Bem precisamos de uma política estruturante, tando na Educação, como nos outros sectores, é verdade.
O Público não enuncia as 16 medidas. Só fala de:
  • Dignificar a carreira;
  • Melhorar as remunerações e condições de trabalho dos professores do ensino particular e cooperativo;
  • Promover um amplo debate na sociedade portuguesa para aprovação de uma Lei de Bases para a Educação com maior consenso;
  • Valorizar a educação para a infância e pré-escolar;
  • Dar maior apoio aos docentes do Ensino Especial;
  • Criar um Programa Nacional de Educação de Adultos com reforço do ensino recorrente;

Então, isto é que são as medidas para uma "política estruturante"? Isto é uma pobreza. Um absoluto vazio de ideias. Simples generalidades balofas.

O jornal também fala, e põe entre aspas, de uma "rápida avaliação curricular do Ensino Básico e Secundário", mas deve ter sido lapso. Na melhor das hipóteses seria uma rápida avaliação do currículo dos Ensinos Básico e Secundário.
Sindicatos...

19 de janeiro de 2005

Corrupção nas autarquias

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, desafiou hoje Mário Soares a revelar os nomes dos autarcas corruptos que conhece, em reacção às declarações do ex-Presidente da República, ontem à noite, durante o programa da RTP "Prós e Contras".

Vá lá, Dr. Soares, diga nomes, não se acanhe.

18 de janeiro de 2005

O PS anda à deriva

Foi o que disse o Dr. Mário Soares, a propósito dos programas eleitorais.
Foi, mais ou menos, assim:
Apenas o Bloco de Esquerda (aquele das despesas que não contam) apresentou um programa inteligente. Os outros todos, incluindo o PS, andam à deriva.
Apre!

Os 150.000 novos empregos...

... não são uma promessa. São um objectivo. Disse, agora mesmo na SIC Notícias, aquele senhor do PS que fala de Econonia
Também disse, como o Bloco de Esquerda, que há despesas qua não devem ser levadas em conta para efeitos do défice.
Finalmente, disse que o PEC não deverá ser observado todos os anos.
Está tudo dito.

Estatuto dos portugueses

Do programa Prós & Contras de ontem, retive esta intervenção do Dr. Mário Soares, quando se referia ao problema do desemprego. Talvez as palavras não tenham sido estas, mas o que interessa é o significado:
"... os portugueses não aceitam qualquer trabalho. Têm, hoje, outro estatuto. É por isso qua cá temos os ucranianos, os russos, os moldavos, enfim, os povos do leste da Europa, para os quais isto é um paraíso..."
Disse bem.

Prós & Contras

Lúcido, só lá estava um homem - o Prof. Adriano Moreira.

Mas, ainda assim aprendi uma coisa com o José Manuel Fernandes:
A Espanha chegou a ter 25% de desemprego (é verdade, e não foi há muitos anos) porque lá, as empresas que não eram viáveis conseguiam declarar falência num curto espaço de tempo. Em Portugal, pelo contrário, a mesma coisa demora anos.
Fantástico.

17 de janeiro de 2005

Hamas rejeita apelo da OLP para pôr fim aos ataques contra Israel

No Público
Assim nunca mais conseguirão (con)viver em Paz.
Sugiro que se investigue se não haverá agentes da CIA (aqueles tipos que só existem para provocar guerra, destruição e tragédia) infiltrados no Hamas.

Responsabilidades políticas

Referindo-se à criticada falta de apoio da Embaixada de Portugal na Tailândia às vítimas portuguesas do maremoto, com resoonsabilização do Governo, ouvi hoje, na rádio, o senhor Presidente Sampaio dizer que "o Ministro dos Negócios Estrangeiros tem vindo a assumir responsabilidades para lá das que lhe são imputáveis".
Não é motivo para satisfação, mas veio corroborar o que aqui tenho dito sobre a responsabilidade dos políticos.
Esteve bem o senhor Presidente.

Santana Lopes e São Pedro

A diplomacia portuguesa está de rastos.
Já não bastava aquela cena do Embaixador na Tailândia, veio agora a saber-se que, por pura inépcia, não foram acautelados os interesses nacionais junto de S. Pedro. Por esta razão, estamos a sofrer uma seca das antigas e nem se prevê quando é que a crise terminará.
Já anteriormente, um epsidódio prenunciava o que agora se confirmou: A vaga de incêndios no Verão, pelas condições particularmente sensíveis da floresta (secura).
Ora, como toda a gente sabe, o corpo diplomático não é constituído, com raras excepções, por um corpo independente do poder político, do Governo. Antes é nomeado por questões de "confiança política". Daqui se constata, mais uma vez, a absoluta incompetência de Santana Lopes pelas escolhas que fez dos embaixadores de Portugal.
Resta-nos esperar que o Eng. Sócrates faça nomeações criteriosas e que, assim, possa chover.

16 de janeiro de 2005

Maconde e Riopele ponderam subcontratar mão-de-obra chinesa

Está no Público citando o Correio da Manhã:

Duas das mais importantes empresas têxteis portuguesas, a Maconde e a Riopele, ponderam subcontratar mão-de-obra chinesa para a fabricação das suas peças de vestuário, uma vez que os preços praticados na Ásia são muito mais convidativos. De acordo com o "Correio da Manhã" - que hoje escreve em manchete "Fábricas têxteis vão para a China" - com a concorrência imbatível dos produtos chineses a ameaçar cem mil postos de trabalho em Portugal e a liberalização do comércio deste sector em Janeiro deste ano, era natural que as empresas tomassem esta atitude de sobrevivência, explica o jornal.

Mais DESEMPREGO!
Que meios tem um Governo (agora do PS) para impedir a deslocalização da indústria?
Resposta: NENHUNS!

"Chatices" de ser poder

Pois é verdade. O Eng. Sócrates começa a fazer-me lembrar o Dr. Santana Lopes. Está na mesma. Ontem disse uma coisa e hoje rectificou de tal maneira que, praticamente, se contradisse.
Estou a falar no regresso dos benefícios fiscais de que aproveita malta mais afortunada.
Quando o Ministro Bagão anunciou que iriam acabar, o Eng. Sócrates "pintou a manta" e votou contra. Anteontem disse (eu até "bloguei") que não era para regressarem. O país precisava de "estabilidade fiscal". Ontem desatou a dizer que, afinal, o que é preciso é estimular a poupança e que, por isso, os benefícios fiscais vão voltar.
Bem, a mim até me dão um jeitito. Mas, será que "ser poder" provoca estas hesitações e outros "comportamentos erráticos"?

Está tudo aqui.


14 de janeiro de 2005

Maledicência?

Não faço ideia se isto é mesmo verdade ou é pura maledicência. Mas está aqui:

http://www.gibaum.com.br/ (edição de 05/01/2005)



A Alemanha excedeu o limite de défice público

Ficou nos 3,9%.
Senhor Eng. Sócrates:
Não seja mau. Ajude lá o seu correlegionário Schroder. Explique-lhe como é que se equilibram as contas mantendo a despesa e não aumentando os impostos.
Os alemães também estão a precisar de um génio.

13 de janeiro de 2005

José Sócrates recusa descer impostos e repor benefícios fiscais

O pessoal avermelhado deve andar a ficar muito nervoso, e tem razão para isso. Senão, vejamos.
O futuro governo do PS:
  • Recusa elevar as pensões até ao salário mínimo;
  • Recusa descer os impostos;
  • Recusa repor os benefícios fiscais;
  • Recusa acabar com os exames;
  • Recusa (re)nacionalizar os hospitais SA;
  • Recusa revogar o Código do Trabalho;
  • ...
Para além disto, é certo que vamos continuar na União Europeia (com o PEC) e que vamos manter a nossa política de defesa (submarinos, helicópetros e coisas assim).

Ele bem disse que não ia mexer naquilo que tivesse sido bem feito. Pois foi.
Mas, pelo que estamos a observar, temos que nos começar a interrogar. O que é que terá sido mal feito? Tendo em conta o discurso do Eng. Sócrates, NADA foi mal feito.
Ah! Lembrei-me agora de uma coisa. As SCUT's!
Bem, por enquanto... quando lhe mostrarem as contas...


Excelente posição no ranking

Ora aí está um ranking em que não ficamos nada mal classificados: o dos orçamentos dos Chefes de Estado!
O orçamento do Senhor Presidente Jorge Sampaio fica, é verdade, muito longe do do Rei de Marrocos - um país poderoso e desenvolvido - representa cerca de dois terços do da Rainha do decrépito Reino Unido, mas, em compensação, é o dobro do dos Reis de Espanha, Holanda e Dinamarca. Nada mal.
Assim percebe-se o farrote da viagem à China para recordar o passado.
A propósito, estes 3 milhões de contos entram nas contas do défice?


12 de janeiro de 2005

Limiar de pobreza

Esta notícia está bem "trabalhada". Titula que José Sócrates promete dar prioridade a idosos mais pobres se formar Governo, para depois "citar" o engenheiro na sua tirada sobre as preocupações sociais do futuro governo. Todavia, pese embora o esforço do jornalista, não consegue escamotear totalmente o que se passou.
Na realidade, o que o senhor disse, e eu ouvi muito bem, foi que a subida das pensões mais baixas para o valor do salário mínimo nacional (objectivo do PSD) significaria a falência da Segurança Social. Por isso, o seu objectivo era o de, num período de quatro anos, elevar a pensão mínima até ao limiar da pobreza!!!
Foi uma demonstração de coragem ou um deslize infantil?
Cada vez gosto mais deste senhor, mas, como já referi, por cada dia que passa o homem perde votos.
O mais curioso é que os jornalistas já o começaram a atezanar. Nos jornais ainda não dei conta, mas na rádio e na televisão isso foi evidente.
Duas conclusões óbvias:
  1. Começa a não ser vendável bater no governo;
  2. O PS, de facto, já é poder e o que vende é zurzir o poder.

Recordar o passado na China

Muita gente se indignou pelos custos da viagem do Ministro Morais Sarmento a S. Tomé e Príncipe para aí assinar um acordo de cooperação. Falou-se, nomeadamente, nos custos do aluguer do avião, um Falcon.


Afinal, quanto é que custou a "brincadeira"?

E, por falar em aviões, quanto é que vai custar o avião utilizado pelo Presidente Sampaio na sua viagem ao Oriente?


Como será evidente, não estou a pretender estabelecer qualquer comparação. De facto, as duas viagens não têm comparação. "Esta visita será aproveitada pelos dois lados para recordar e avaliar as relações entre os dois países no passado", referiu Kong Quang, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. (Cfr. Público on-line de 6/1/2005, 10H00, sublinhado nosso)
É curioso! Recordar e avaliar o passado!
Então, "Jorge Sampaio chega a Pequim na próxima terça-feira [hoje], acompanhado por uma delegação de mais de 200 pessoas, mais de metade das quais homens de negócios, na maior missão empresarial de sempre de Portugal na China" (idem), para recordar o passado? Uma coisa assim... Estes chineses são muito engraçados...
Bom, os cento e tal empresários que acompanham o Presidente não vão, com certeza, recordar o passado. Naturalmente, vão preparar o futuro. A questão é (ai, esta minha mania de perguntador): vão tentar exportar produtos portugueses, de qualidade, para os 10 milhões de chineses muito ricos, ou vão tentar importar produtos baratos para os 10 milhões de portugueses pobres? (e acabar de "derreter" a economia nacional)

11 de janeiro de 2005

PS recusa proposta de debate

entre José Sócrates e Santana Lopes.
O PS recusou hoje o desafio lançado pelo PSD para um debate entre os líderes socialista, José Sócrates, e social-democrata, Pedro Santana Lopes, dedicado exclusivamente à economia do país.

Desta forma, o Eng. Sócrates evita ser confrontado com a necessidade de explicar uma série de coisas:
  • Como vai criar 150.000 novos empregos?
  • Será "por decreto"? Aumentará o número de funcionários públicos? Mas isso não comprometerá o saneamento das contas?
  • Então será no sector privado? Dará subsídios aos industriais? Diminuir-lhes-á o IRC? E quais os sectores industriais em que poderemos ser competitivos? A nossa indústria têxtil irá sobreviver? Mesmo com a "invasão" dos produtos da China, que paga 30€ por mês a cada trabalhador e não lhes dá qualquer regalia social?
  • Aumentará o IVA?
  • Aumentará o IRS?

Assim, sem debate, o Sr. Eng. Sócrates poderá continuar a dizer que recuperará os "postos de trabalho perdidos", apostanto no "aumento da qualificação" e no "choque tecnológico".
Ó Sr. Eng., olhe que o aumento da qualificação não dimiui o desemprego. O que diminui o desemprego é a criação de empresas. E, como é bom de ver, o governo não cria empresas (a não ser naqueles sistemas de economia planificada e dos planos quinquenais de triste memória - que faliram na década de 80). O que a qualificação faz é melhorar a produtividade. Mas olhe:
Se um trabalhador é mais produtivo ... as empresas são mais competitivas ... mas são precisos menos trabalhadores...
Topa?

10 de janeiro de 2005

Deputada do PS critica sindicatos

No Público de Domingo, 9/1/2005, Pag. 13 (edição em papel)

Ana Benavente, deputada do PS que os socialistas excluíram das listas candidatas às próximas legislativas, lamentou ontem que "nenhum partido tenha como opção investir na escola pública". Para a antiga secretária de Estado, a educação é um assunto em relação ao qual existem "muitos preconceitos, transversais". Um deles é que "a escola actual é facilitista". Mas, segundo acrescentou, isso "não é verdade, apenas existem expectativas brutais em relação às escolas", porque "quando sectores como a família ou a própria colectividade deixam de responder às necessidades, tudo é canalizado para a escola".
Ana Benavente criticou ainda os sindicatos dos professores, aos quais endossou "imensa responsabilidade" na "centralização" das listas dos professores, que, na sua opinião, deu origem ao problema da colocação dos professores, no início do ano lectivo.


Pois é, minha senhora.
A senhora professora não sabia, mas agora ficou a saber, que quem critica (e bem) os sindicatos de professores, responsabilizando-os pela exigência de um concurso único pautado por regras absurdas e injustas, não tem lugar nas listas de candidatos do PS.


Palermas!

Andam por aí uns palermas a zurzir o Ministro Morais Sarmento por este ter aproveitado um dia sem agenda oficial para fazer uma coisa que, ao que parece, gosta: mergulho.
Que tristeza! Que pobreza! Que mesquinhez!
Mais, ainda, que falta de memória.
Ora, se fazem o favor, vão aqui e procuram "tartaruga". Encontrarão esta pérola:

O Presidente foi visto, fotografado e filmado em calções de banho durante uma viagem oficial às Seychelles (visita que talvez só Soares se lembrasse de fazer), encavalitado numa tartaruga. Deu uma entrevista à RTP mergulhado no oceano azul-turquesa, só a cabeça à tona de água, mudando assim a iconografia das instituições da nação... Surgiu na Índia em cima de um elefante e de turbante, usou dezenas de chapéus e adereços exóticos, dormiu sonecas indiscretas em funções de Estado.

E, se não ficaram elucidados, poderão consultar o site oficial do Grupo Parlamentar do Partido Socialista e procurar, mais uma vez, "tartaruga". Aí lerão:

Das milhentas viagens que o meu pai fez enquanto Presidente da República - parece que há recordes batidos nessa matéria, quer pelo Durão Barroso quer por Jorge Sampaio... - praticamente não há um português que não tenha acompanhado Mário Soares, já nem digo às Seychelles para andar na tartaruga...

Já está?
Entam vejam como estes tipos têm o desplante de criticar, hoje, o que aplaudiram ontem.
Ao que chegámos!


30 anos

Foi exactamente há 30 anos, no dia 10 de Janeiro que 1975, que iniciei a minha carreira docente.
Tinha 19 anos.
Não sinto nenhuma nostalgia especial. Mas, de facto, já lá vão 30 anos.
Porra!


Assim, até o meu cão

Está explicado. Conter o défice é, afinal, facílimo. Um verdadeiro "Ovo de Colombo".
Li no programa eleitoral do Bloco de Esquerda. Na página 22 diz-se:

RESOLVER A CRISE ORÇAMENTAL
[...]
O Bloco, que sempre se opôs a este Pacto, defende uma alternativa concretizável:
1 - Um novo Pacto para o Emprego e para a Disciplina Orçamental com os seguintes critérios:
(a) o crescimento real anual da despesa corrente não pode ser superior a 2%;
(b) as despesas de investimento na qualificação do trabalho, serviço público de saúde e criação de capacidade produtiva não são incluídas no défice;
2. Se a União não aceitar estes critérios para um novo Pacto, Portugal deve declarar uma situação de emergência
[...]

Caro Dr. Sócrates, está safo. Basta não contabilizar as despesas em Educação, Formação Profissional e Saúde.
A dúvida é: porquê só estas?


9 de janeiro de 2005

Ganhámos!

Sportiiiiing!!!


Desta vez ganhámos o (nosso) campeonato.
Temi quando entrou o Mantorras. Temi que se lhe desconjuntasse o joelho e a rótula fosse atingir algum espectador. Mas, afinal, o rapaz está "em forma".

Listas do PS

O que faz uma filha de Mesquita Machado nas lista socialista de Braga? E a irmã de Manuel Alegre na de Coimbra? E certas figuras das relações próximas de Narciso Miranda nas listas do Porto?

Não sou eu que o pergunto. É o senhor José Manuel Fernandes em artigo de opinião.
Na constituição das listas do PSD houve muitas "broncas" e há lá muitos "broncos". Mas nas do PS...

8 de janeiro de 2005

Boletim informativo

Teve um parto complicado e não tem versão on-line, mas aí está ele: o boletim informativo da Câmara Municipal de Mangualde.
Todo modernaço, ao estilo tablóide, com muita foto e pouco texto, como fazem os jornais e revistas de grande tiragem. É que a malta não gosta de ler. Cansa!
Mas está giro. Mostra um pouco do que está feito e alguma coisa do que se quer fazer.

A dúvida está na periodicidade - bimestral. É capaz de ser difícil...


Zonzo


Este senhor, muito recentemente, dissolveu uma maioria absoluta e agora veio dizer que o país necessita absolutamente de uma Maioria Absoluta.
Quer ele dizer: OUTRA maioria absoluta.
Bem, tem de se aceitar. Sendo, o senhor, socialista, é natural que faça campanha pelo seu partido.

7 de janeiro de 2005

Colocação de professores

Cadê a tal síntese das conclusões do relatório da IGF relativo ao inquérito ao processo de colocação de professores?
Ao que sabemos, os jornalistas têm-no. Foi divulgado em conferência de imprensa pela senhora Ministra.
Contudo, não o vi publicado em lado nenhum.
Escapou-me?
Ou será que não teve o tal "interesse jornalístico"?

Medidas do PS

Do Público:
Além do controlo das finanças públicas, José Sócrates fixa como prioridades, até ao final da próxima legislatura, o crescimento da economia e do emprego.
[...]
Para “inverter a tendência dos últimos três anos”, o PS pretende também apostar no fomento dos postos de trabalho. “O objectivo é recuperar, no espaço de uma legislatura, os postos de trabalho perdidos nos últimos três anos", afirmou o líder socialista, que responsabiliza o Governo PSD/CDS-PP pela perda de 150 mil empregos.
[...]
A redução do preço da energia e comunicações, o combate à burocracia, a estabilização do investimento público e alterações no processo orçamental foram outras das medidas defendidas pelo Conselho Económico e Social. (do PS)

Isto a malta já sabia: o PSD é o culpado pela liberalização do comércio, com a consequente abertura aos produtos dos países asiáticos, nomeadamente a China. Isso já sabíamos.
A questão, não explanada, é:
Em que sectores de actividade é que vamos criar empregos ? Na falida indístria têxtil? Na do calçado? Onde? Em que sector(es) poderemos ser suficientemente competitivos para manter empresas em laboração?
Estará o PS a pensar em "mandar às malvas" a OMC e a UE e em fechar as fronteiras?

E como é que se reduz o preço da energia? Por decreto?

Também já sabemos que não é com incompetência nem com comportamentos erráticos. OK.
Mas, concretamente, como é que se vai fazer isto tudo?

Acho que é fundamental explicar COMO.
Será pedir muito?

Défice público

"O objectivo do PS para estabilizar as finanças públicas é colocar, no prazo de uma legislatura, o défice público nos limites do Pacto de Estabilidade e Crescimento sem recorrer sistematicamente a receitas extraordinárias", afirmou o secretário-geral do PS.

Adorei o "sistematicamente"...

Isto já não é um discurso de oposição.
Já é um discurso de poder.

5 de janeiro de 2005

Cumprimentos?

Ouvi agora que o Governo foi apresentar cumprimentos a Belém.
Ai, Ai.
Será que não sabem a história de Belém?
Aquela do Cristo que lá foi, do Santana que lá foi e do Benfica que também lá foi?
Ai, Ai.

O desaparecido

O cartaz não ficaria mal assim:



Embora o fantasma lá devesse figurar, o slogan mantém-se indiscutível!

Insólito (II)

Comentando o meu post anterior - Insólito - veio o meu amigo Mocho perguntar se eu não acharia igualmente insólito o episódio "Pôncio Monteiro".
Não! Esse, eu acho que foi simplesmente lamentável!
Insólita é a forma como os partidos formam as suas listas de candidatos. Arranja-se uma ou duas "estrelas" para encabeçar, seguem-se os tipos da "entourage" e termina-se com uma cambada de "toscos". Isto sim, isto é insólito.
Eu defendo um modelo de representação parlamentar mais responsabilizante. Os círculos uninominais poderiam ser uma solução a experimentar. Assim, pelo menos, teríamos o "nosso" deputado a quem poderíamos vir a pedir contas. Da forma como está, depois das "estrelas" terem saído para o Governo (se ganharem) ou para lides mais lucrativas (se perderem), quem acaba por ficar na Assembleia são os tais "toscos". Parece-me que na próxima Assembleia, estes serão a maioria.

Insólito

Ouvi na televisão:
Um dirigente partidário aceitou fazer parte da lista de candidatos a deputado, num lugar não ilegível, tendo-se comprometido a não assumir o lugar, quer no caso de vir a ser eleito, quer na situação de "chegar a sua vez" por via das "normais" substituições.

Insólito.

4 de janeiro de 2005

Continuar o que foi bom

Agora já não é apenas o Eng. Sócrates.
Também o ex-ministro Mariano Gago vem dizer que "O PS deve continuar as acções que tenham sido boas nos governos PSD/PP".

Isto é interessante.
Ao que será, exactamente, que eles se referem?
Que mistério.

3 de janeiro de 2005

Governo de salvação

Num modesto contributo para a criação do ambiente propício ao nascimento do novo Governo de Salvação Nacional, alterei a minha música de fundo.
Agora temos um hino e podemos cantar em coro.
Vamos lá então:

Live is life
La la la la la
Let us all talk about life
Live
La la la la la

When we all get the power
We all give the best
Every minute of an hour
Don't think about the rest
And you all get the power
You all get the best
And everyone gives everything
And every song, everybody sings

[Repeat chorus]

And we all feel the power
Live is life
C'mon stand up and dance
Live is life
Grab the feeling of the people
Live is life
It's the feeling of the best

When we all get the power....etc.

And it's life
Live is life
Live is life
Live

Live
Live is life

And when all it is over
You all did your best
Every minute of the future
Is a memory of the best
Cause we all gave the power
We all gave the best
And everyone gave everything
And every song everybody sang.
Live is life.

Cabala, só pode ser!

O PS prevê aumentar o IVA para 20%?
Ná! Não acredito.
Então os senhores fartaram-se de "bater" na D. Manuela dizendo que o aumento dela tinha tido o efeito preverso de contribuir para a estagnação económica. Só pode ser mentira - uma cabala. Todos sabemos que, se o PS chegar ao governo, o que irá fazer, em coerência, será exactamente o contrário - repôr o IVA nos "vehos" 17%. Aumentá-lo, não!

Os tipos do DN devem ser uns "reaças". Ora vejam:
O Partido Socialista estuda uma possível subida da taxa máxima do IVA em um ponto percentual, para 20%, caso ganhe as próximas eleições legislativas, conseguindo um duplo efeito aumentar a arrecadação fiscal e convencer Bruxelas de um novo ciclo restritivo para a política orçamental. Em contrapartida, fonte socialista garantiu ao DN a possibilidade de introdução de estímulos à poupança, reintroduzindo os benefícios fiscais nos Planos de Poupança Reforma.
A solução IVA possui, para os socialistas, várias vantagens. A primeira é que não seria necessária repor as taxas de IRS nos patamares de 2004. José Sócrates foi crítico na baixa do imposto sobre o rendimento, introduzido pelo ainda ministro das Finanças, Bagão Félix, no orçamento para 2005. O líder socialista sabe que os custos políticos de um agravamento do IRS são «socialmente mais elevados» do que alterar as taxas do IVA. A segunda vantagem estaria na facilidade da cobrança do imposto.
Não é a primeira vez que o IVA seria o suporte para fazer crescer a receita fiscal. Manuela Ferreira Leite, ex-ministra das Finanças, subiu o imposto em dois pontos percentuais em 2002. Calcula-se que por cada ponto percentual de aumento a receita fiscal cresça 250 milhões de euros. Uma outra vantagem no aumento do IVA é «fazer a vontade» a Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, que tem repetidamente reafirmado a necessidade de se aumentar os impostos para consolidar as finanças públicas.



Salvação Nacional

Já tivémos uma Junta de Salvação Nacional. Os mais velhos estarão lembrados. Foi naquela altura em que este país experimentou 15 dias de esperança. Coisa rápida que se esfumou num instante com a destruição do nosso sistema produtivo.
Agora o Dr. Soares vem apelar à constituição de um GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL.
Grande ideia. Era mesmo disso que estávamos precisados.
Como é que ninguém se tinha lembrado disto?
Vamos a isso!
Força aí, rapaziada!

Pontes e feriados em 2005

Uma jornalista da RTP dizia há pouco que o ano de 2005 vai ser bom por ter muitos feriados.
O simples facto deste assunto merecer tratamento jornalístico é, só por si, suficientemente elucidativo da cambada de “coirões” que nós somos. Mas, adiante. Não é isso que, agora, me interessa.
A senhora fez as contas às férias, feriados, pontes e fins-de-semana, tendo concluído que em 2005 haveria 146 dias de “não trabalho”. Ora vamos lá desmontar isto:
Sábados e Domingos, dias em que a maioria da malta não trabalha, são 104. Dias úteis de férias serão, vá lá, 25. Chegamos, assim, a 129 dias. Dias “normais”. Dias que não variam de um ano para o outro. Mesmo assim, a dar crédito à senhora jornalista, ainda faltam 17 dias! Oh linda! Que categoria. DEZASSETE dias de “papo ao ar”. Com as pontes com que já se conta, serão mais de três semanas de “farrote”! Num país com problemas de produtividade e de competitividade, não está nada mal, não senhor.
Força aí, rapaziada.

2 de janeiro de 2005

Colocação e responsabilização de professores

Os alunos do 12º ano de Matemática da EBI de Pampilhosa da Serra, um concelho ”entalado entre as serras do Açor, Lousã e Gardunha” foram os que pior média de escola obtiveram nos exames do Ensino Secundário, tendo sido seguidos, de perto, pelos seus colegas da Secundária Marquês de Pombal, em Lisboa.
Num país onde as médias a algumas das principais disciplinas já não são famosas, o facto é que os resultados da Pampilhosa da Serra impressionam ainda mais. No passado ano lectivo, os 18 estudantes que prestaram provas a Matemática obtiveram uma média de 2,2 valores, numa escala de 0 a 20. Na Marquês de Pombal, aquela média foi de 4,9 valores (apenas 2 alunos foram a exame!).

Aqui há alguns anos, facilmente ouviríamos explicações fundamentadas na falta de condições das escolas, na degradação dos edifícios, na falta de materiais pedagógicos, enfim, no “betão”, no “hardware”.
Hoje, esse discurso está gasto. A jornalista do Público, que visitou a escola da Pampilhosa da Serra, refere o “[…] impecável aspecto dos seus vários edifícios amarelos, bem equipados, espaçosos, o pavilhão gimnodesportivo, o campo de jogos ou o centro de recursos e todas as infra-estruturas que uma escola ambiciona ter […]”.
Por seu turno, a Vise-Presidente da Marquês de Pombal diz "Acho que deve haver poucas escolas tão bem apetrechadas e com tão boas instalações como as nossa”.

Então, como se vê, já começamos a reconhecer que temos boas instalações e condições escolares. Assim, o discurso desculpabilizador dos responsáveis escolares está a mudar. O problema passa a ser recentrado nos alunos. Na Pampilhosa da Serra, diz o Presidente do CE, “há crianças que acordam todos os dias às seis da manhã para efectuar um percurso de 30, 40 quilómetros, entre curvas e contra-curvas, cobertas de gelo e nevoeiro nos dias mais frios do Inverno, para regressar nove horas e alguns enjoos depois, na camioneta do final do dia. […] A massa de alunos que temos cá dentro é que, se calhar, é um bocadinho diferente da que está na escola ao lado". Em Lisboa é semelhante: “A escola peca por ter alunos de camadas sócio-económicas muito baixas".

Ora vamos lá ter calma!
Não vou afirmar que os resultados escolares são independentes do estatuto sócio-económico dos alunos. Não são! Todavia, não explicam resultados desastrosos como os presentes. As melhores condições de trabalho em casa, o acesso a fontes diversificadas de informação, a multiplicidade dos recursos bibliográficos, o pagamento de “explicações”, etc. podem justificar que as escolas com alunos oriundos de estratos favorecidos obtenham médias mais elevadas que as outras. Podem, portanto, justificar médias mais elevadas. No entanto, a ausência daquelas condições nunca poderá justificar a absoluta ignorância expressa através de uma média de 2,2 valores. Para desastres como este é preciso encontrar outras causas, identificá-las e combatê-las.
Ora, nesta linha, e ainda no mesmo Público, o Presidente da Câmara da Pampilhosa da Serra avança com uma ideia curiosa. Diz ele: "No ano passado, fui saber quantas faltas [de professores] tinham sido registadas: quatro mil. Se eu sei que o corpo docente é constituído por cerca de 50 elementos, temos uma média de 80 faltas por professor. Mas se eu também sei que houve quem não desse uma única falta, imagine quantas deram alguns...". E continua afirmando que este é um dos factores que mais contribuem para a "falta de qualidade do ensino", ao mesmo tempo que defende novas regras de colocação e avaliação dos docentes: "O problema só se resolve quando se puderem fixar os professores nas escolas no mínimo por três anos. Os alunos tinham continuidade pedagógica e os docentes podiam ser responsabilizados".

Toma lá e embrulha!

Tempo de antena (2)

"Com as eleições à porta, peço aos portugueses que se informem, que avaliem o realismo das promessas e a justeza das propostas, que ajuízem da credibilidade e da competência dos protagonistas políticos, que escolham de acordo com o que consideram melhor para Portugal"

Era mais simpático ter dito:
Vocês já sabem que considero que um deles não tem credibilidade nem competência. Por isso, se querem fazer a fineza, votem no outro, "tá" bem, pá?


Tempo de antena (1)

Disse o senhor que
"[...] a legitimidade democrática renovada da próxima Assembleia da República pode e deve criar as condições políticas necessárias para responder, decisivamente, [...]"
Renovada?
Então a legitimidade vai-se gastando com o tempo?
É por isso que tem de se fazer a renovação?
E durante quanto tempo se considera que a legitimidade se mantêm "renovada"?

Para quando se prevê a próxima necessidade de promover a renovação da legitimidade?