31 de maio de 2006

Violência na Escola

Fiquei muito deprimido com aquela reportagem da RTP.
Mas ainda piorei no mini-debate que se seguiu.
Fátima Bonifácio, já conhecia. Desassombrada! A chamar os bois pelo nome!
Eduardo Sá ... ??? ... ???
E o Senhor Secretário de Estado...

Tão fraco...
Tão fraco...
Tão fraquito...
Tão fraquinho...

28 de maio de 2006

Professores vão avaliar pais

O Azurara soube, junto de fontes fidedignas, da intenção governamental de avançar com um pacote legislativo no sentido da responsabilização dos pais pelo comportamento dos filhos na escola.
Ao que se sabe, os pais que venham a obter uma classificação inferior a Bom poderão ver diminuídos os montantes do Subsídio Familiar (antigo Abono de Família).
A Confederação dos Pais já deu conta da sua indignação, tendo considerado que os professores são incompetentes para fazerem essa avaliação, e reiterando que apenas os resultados do processo reflexivo inerente à auto-avaliação que cada pai faz do seu desempenho pode potenciar incrementos de qualidade no Sistema Educativo.


(ai... se isto não fosse como as verdades do Dan Brown...)

Revisão do Estatuto da Carreira Docente

Proposta de revisão do ECD
Pelo que já li, fiquei com a ideia de que isto não é uma coisa assim tão imbecil como anda por aí a ser propalado.


Leia aqui a proposta.

27 de maio de 2006

Código

Audrey Tautou
Foi hoje!

Foi difícil, mas foi hoje.

Tarde na noite, foi hoje que consegui vislumbrar a legítima "herdeira de Jesus Cristo":

Amélie Poulain


(já vi coisas piores... mas não muito)

Parafraseando Eurico de Barros, o único código que interessará mesmo conhecer é o do multibanco de Dan Brown.

26 de maio de 2006

Galinha gorda...

O Partido Socialista anunciou que vai propor a abolição da cobrança do aluguer dos contadores de águas, electricidade e gás por parte dos consumidores.
Parece coisa boa, e é assim que o PS a justifica e fundamenta: "É bom para os portugueses".
É verdade que, à primeira vista, parece bom. Não pagar o aluguer do telefone à PT, por exemplo, é coisa que todos queremos, e que, muitos de nós até já não pagamos. Começa a haver alternativas. Já com a EDP, o mesmo ainda não acontece.
Também é certo que estes alugueres tiveram origem nos custos das infraestruturas e respectiva manutenção. Tiveram uma justificação. Todavia, tendemos a pensar que as empresas que os cobram ganham, com isso, lucros ilegítimos à custa dos consumidores. Admitamos que sim.
E no caso da água? Também será assim?
A resposta é: Não!
De facto, o abastecimento de água domiciliária não é um negócio. Não se pode comparar com os exemplos anteriores. Pelo contrário, trata-se de um serviço público assegurado, na maioria dos casos, pelas Câmaras Municipais, Serviços Municipalizados, ou Empresas Municipais. Trata-se, como se reconhecerá, de um serviço deficitário. Os valores cobrados por cada metro cúbico de água estão, normalmente, longe dos custos de produção, considerando nestes o tratamento e a bombagem. Só que estes não são os únicos. Há que considerar os custos com a extensão de redes, a manutenção das mesmas, a reparação de rupturas, e por aí fora. Assim, as importâncias dos alugueres têm contribuído para diminuir o prejuízo que este serviço público acarreta.
Ora, se os consumidores deixarem de pagar o aluguer do seu contador, quem vai arcar com o aumento do prejuízo? As Câmaras?
Duvido muito. As Câmaras, na generalidade, estão no limite da sua capacidade. Muitas há que até já ultrapassaram e se viram forçadas a entrar em sistemas tutelados pela Administração Central. Muitas outras - provavelmente todas - acabarão por cair na mesma situação. A continuação da transferência de competências sem a correspondente transferência de meios financeiros a isso conduzirá, irremediavelmente. Por isso, suportar mais este acréscimo de custos não me parece plausível.
Então o que irá acontecer?
Provavelmente, o aumento do preço do metro cúbico da água!
E quem vai pagar? Claro, o consumidor!
E o que é que leva a pensar que o mesmo não se passará com o KWh da EDP, ou com o impulso da PT?

E, já agora, porque é que o Estado cobra taxas moderadoras noutros serviços públicos, por exemplo nos da Saúde?

25 de maio de 2006

Cinema

Michelle Monaghan
Eu ia ver o "código" do Dan Brown ...

... mas o tipo vende bem demais...

... e acabei por ver esta senhora.


(com muita adrenalina)

17 de maio de 2006

Era o que eu temia!

NEGOCIARAM!!!

A violência em S. Paulo terminou em resultado das negociações do Governo com os criminosos.
É isto a teoria dodiálogo e do "politicamente correcto".
Como contrapartida por cessarem os ataques, mesmo na dita prisão de alta segurança, os líderes do crime continuarão a ter - agora legalmente - telemóveis, para além de outras mordomias. Poderão, assim, continuar a controlar os "negócios" através dos seus operacionais em liberdade.

Duas conclusões:
1) O crime compensa e, tratando-se de matar polícias, ainda compensa mais;
e
2) Para a próxima será muito pior!

15 de maio de 2006

Brasil

Se, como alguns dizem, a culpa é do "sistema";
Se, como alguns dizem, a guerra nunca é solução;
Se, como alguns dizem, violência gera violência;
Se, como alguns dizem, apenas o diálogo conduz ao sucesso,
Então,
Como é que uma democracia lida com coisas como esta?

13 de maio de 2006

Sem rei nem...

Independentemente da apreciação da medida - do fecho das maternidades - não posso deixar de ficar preocupado com isto.

Afinal, quem governa Portugal?


(gostava de ler a fundamentação da providência cautelar)

Blasfémia

Salvaguardadas as necessárias distâncias, acho extraordinário este post.

Se não sabe o que é o "esquema da pirâmide", ou o "esquema de Ponzi", vá ver aqui.

11 de maio de 2006

Um atestado de burros

Foi o que nos passou, aos portugueses, o ministro Correia Campos, quando disse que admitiria adiar o encerramento do bloco de partos do hospital de Lamego, se o respectivo Presidente da Câmara contratasse médicos obstetras.

Não quero, por agora, tecer qualquer consideração quanto à intenção de encerrar as maternidades, embora não possa deixar de criticar a fundamentação dos opositores, já que se tem limitado à critica do economicismo. Já era tempo de deixar este discurso caduco. Já era tempo de assumir que o custo das coisas é um factor muito importante. Já era tempo de perceber que, se estamos nesta triste situação deficitária, o devemos às políticas despesistas, enquanto opositoras das economicistas. E também já era tempo do próprio Governo assumir, sem complexos, o discurso da verdade - o da necessidade da redução de custos - em vez de se afundar em subterfúgios políticos mascarados de técnicos.

Mas, sinceramente, alvitrar que uma Câmara Municipal contrate médicos para um hospital do Sistema Nacional de Saúde... não será coisa que nos inquiete quanto à sanidade mental?

8 de maio de 2006

Futebol

O Benfica perdeu, e bem, com o Paços de Ferreira. Mas, desta vez, pelo menos desta vez, pelo menos uma vez na vida, não fiquei satisfeito com a derrota. É que, se tivesse ganho, o Belenenses não desceria de divisão.
Que chatice!

7 de maio de 2006

Pôs-se a jeito...

Freitas do Amaral
... mas desta vez é capaz de ter razão.

Eu também já cheguei estoirado ao fim muita coisa sem estar cansado da mesma coisa.

4 de maio de 2006

Errar apesar da História

Evo Morales - BolíviaEste homem - Presidente da Bolívia - não tendo aprendido nada com a história, cometeu o mesmo erro que muitos outros ignorantes cometeram antes: nacionalizou! Nacionalizou o sistema de extracção de gás natural e petróleo, mandando a tropa ocupar os campos e as refinarias.

Che Guevara, há 40 anos, deveria ter gostado.
Quem não gostou foi o "colega" Luís Inácio da Silva, dividido entre o ideológico direito à nacionalização e a pragmática defesa dos interesses brasileiros. É que a maior empresa em operação na Bolívia é a Petrobras, a qual, depois de lá investir muitos milhões (à espera do retorno, naturalmente) se vê agora obrigada a saír "com uma mão à frente e outra atrás".
Mas o mais interessante é que o duro marxista Lula subscreve agora a opinião de que "os contratos de exportação de gás da Bolívia para o Brasil estão sujeitos à Justiça de Nova York e não à Justiça boliviana".
Giro, hem?
No meio disto tudo, só lamento aquilo pelo que os bolivianos vão passar. Coitados! Com tantos exemplos por este mundo fora...

3 de maio de 2006

Secção de aviões

Ana Hickmann
A minha mãe descobriu a brasileira TV Record. Agora, quando vou almoçar ao melhor restaurante da cidade, não dispenso o zapping para vislumbrar esta senhora no "Hoje em dia".

1 de maio de 2006

Ecovalor

A partir da próxima segunda-feira a taxa ECOVALOR passa a abranger os electrodomésticos. Mais uma. Mais uma taxa. E como é uma taxa, sobre a taxa incide o IVA. Nada de novo. Estamos habituados.
Mas esta é uma taxa "boa". Isto é, é daquelas que se pagam com satisfação. A malta paga mais, mas um tipo fica aliviado. Sente que cumpriu um seu dever de cidadania. Porquê? Porque ela vai direitinha para subsidiar a gestão de resíduos, contribuindo, assim, para um ambiente mais favorável à nossa espécie. Trata-se, por isso, de uma taxa por uma boa causa!
Adoro taxas por boas causas. Adoro pagar mais caro por boas causas.
Mas, pensando bem, entre taxas e impostos, quais é que não são por boas causas?
Vejamos:
  • Pago Imposto Automóvel mas tenho boas estradas e auto-estradas;
  • Pago Imposto sobre o tabaco mas tenho um excelente sistema de saúde;
  • Pago Taxa Social (ou C.G.A.) mas terei uma confortável pensão de reforma se não morrer antes da idade estabelecida;
  • Pago Imposto sobre os Combustíveis e devo ter alguma coisa boa que agora não me ocorre;
  • Pago IRS e tenho a satisfação de ver o meu dinheiro bem redistribuído e aplicado;
  • Pago IVA e ...

Oh, como é bom pagar impostos!