Um tema crítico no atual debate da Educação, é o do custo de
um aluno na escola pública.
Ao que consta, o Governo tem intenção de vir a publicitar os
custos reais da Educação. Espero que não se fique pela intenção e passe rapidamente à ação.
De facto, o conhecimento deste número é fundamental.
É-o,
desde logo, para o cidadão em geral, que deve ficar a saber que o Ensino não é
à borla, que custa dinheiro e, mais ainda, quanto custa. Talvez assim se viesse
a dar o devido valor à Escola e a quem lá trabalha.
Mas é-o, também, por outra questão relevante: a de saber se
as escolas privadas têm custos inferiores aos das públicas, como se tem vindo a
sugerir um pouco por toda a blogosfera e restantes meios de comunicação, o que nos leva para o campo do financiamento público das escolas privadas.
Entretanto, enquanto não surgem números nacionais, as Escolas de Mangualde publicaram o seu custo por aluno relativamente aos últimos
três anos. Da sua leitura pode retirar-se, de imediato, uma conclusão: depois
de estabilizado o agrupamento, o custo por aluno decresceu cerca de 260 euros por
ano (6,2%), o que não deixa de ser um achado interessante.
Ressalta, todavia, uma nota de consternação: o número de
alunos, em dois anos, decresceu em 213, quase 7%, o que é muito preocupante. A este ritmo, em breve deixaremos de ter
escolas em aldeias. Caminhamos para a desertificação!






































